O filme ‘Bohemian Rhapsody’ repassa a vida do músico e expõe sua solidão, seus excessos e incertezas
Há algo enganador e difícil de capturar em Bohemian Rhapsody, a canção da banda britânica Queen composta por Freddie Mercury para o álbum A Night in the Opera (EMI, 1975). Milhões de pessoas sabem de cor as suas mudanças de tom e ritmo, seus extravagantes coros e falsetes e o contagiante riff da guitarra de Brian May. E, no entanto, qualquer um que tentar se exibir com ela em uma noite de álcool e karaokê inevitavelmente enfrentará o fracasso.
Algo parecido aconteceu com a maioria dos críticos de cinema em Londres depois de ver a estreia da cinebiografia de mesmo nome (no Brasil, o filme estreia no dia 1º de novembro). A categoria de lenda do Queen, e especialmente de Freddie Mercury, causou um duplo engano na espera ansiosa por um filme de filmagens turbulentas e que levou dez anos para ver a luz. As realizações musicais do grupo são indiscutíveis. A personalidade carismática de Mercury, com seu trágico final vítima da AIDS, também.
Os ingredientes eram perfeitos para uma história épica. A estreia deixou um gosto insosso e dispensável. “Se a intenção desse filme era que a gente saísse do cinema e começasse a repetir a incrível música desta banda (e é isso que este crítico fez), conseguiu. Mas se esperavam mais do que uma versão tingida de rosa do que poderia ter sido uma das biopics mais interessantes e comoventes de todos os tempos, tenham cuidado: eu gostei, mas isto não é vida real, está mais para fantasia”, escreveu o crítico James East no jornal The Sun, parafraseando em suas últimas palavras um dos trechos mais famosos da canção que dá título ao filme.
Só se salva da sensação generalizada de mediocridade o ator de ascendência egípcia Rami Malek, que consegue personificar, se não o magnetismo de Freddie Mercury, pelo menos sua explosão no palco e sua imagem inigualável. Não acontece o mesmo com a voz. Foi necessário fazer arranjos no estúdio de gravação para transmitir uma intensidade similar.
O primeiro ator escolhido foi o comediante Sacha Baron Cohen – quem nunca pensou em sua incrível semelhança com Mercury? –, mas discordâncias com os componentes ainda vivos do Queen fizeram com que ele abandonasse o projeto. O mesmo aconteceu com Ben Wishaw, a segunda opção. Houve também mudança de diretor. E todas essas vicissitudes levam à conclusão de que o filme nunca acabou tendo uma ideia clara do que se queria contar.
Bohemian Rhapsody expõe a solidão, os excessos e as incertezas de Mercury. E seu noivado, primeiro, e amor platônico depois, com Mary Austin, interpretada pela atriz Lucy Bointon. A ênfase naquele amor, que era real e se manteve até o fim (Austin herdou a mansão e a fortuna do cantor), agitou as redes sociais: muitos quiseram ver uma tentativa de camuflar a homossexualidade de Mercury. O filme não esconde, no entanto, nenhuma de suas paixões, mas deixa uma sensação para a maioria dos críticos de objetivo não cumprido. Poderiam ter extraído algo mais daquele provocador que chegou a dizer: “Sou capaz de dormir com qualquer coisa, homem, mulher ou gato”.
Mas se tratava mais de obter novas receitas de um sucesso que continua se prolongando por décadas. Um filme “perfeitamente adequado”, escreveu o crítico da BBC. E perfeitamente dispensável, de acordo com o consenso dos demais especialistas.
Fonte: https://brasil.elpais.com

















O local é o Soho Hotel, em pleno mês de junho, durante o verão londrino. Aqui, no coração de Londres, estão reunidos os atores e produtores de Bohemian Rhapsody, biografia cinematográfica de Freddie Mercury, cantor do Queen, e um dos maiores ícones do rock, falecido no dia 24 de novembro de 1991, aos 45 anos, vitimado pelo vírus HIV. O aguardado filme, com direção de Bryan Singer, estreia no Brasil em 1º de novembro. Será um dos eventos do ano para quem gosta de música. Assim, todo o sigilo era necessário para não estragar a surpresa. Todos os participantes do evento tiveram que passar por diversos dispositivos de segurança, além de ter que assinar cláusulas que garantissem o sigilo total até os dias anteriores a estreia.


A Fox Film Brasil vai expor réplicas de figurinos do filme Bohemian Rhapsody com peças icônicas usadas pela banda Queen. A mostra composta de quatro figurinos completos, com roupas e acessórios entra em cartaz a partir deste sábado (20), no Shopping Tacaruna. O longa-metragem que estreia no dia 1° de novembro vai mostrar desde a formação da banda Queen até seis anos antes da morte de Freddie Mercury.
O longa será protagonizado por Rami Malek (de Mr. Robot). Em entrevista ao New York Times, o ator revelou que, para dar vida a Freddie Mercury, se inspirou em outros artistas, como Jimi Hendrix, David Bowie e Liza Minnelli.
Quatro réplicas de figurinos do filme “Bohemian Rhapsody” integram a exposição inédita que o ParkShopping traz para o Rio Grande do Sul em parceria com a Fox Film Brasil. A mostra prepara o espírito dos fãs para a estreia do filme no país, dia 1º de novembro, que mostra desde a formação da banda Queen até seis anos antes da morte de Freddie Mercury. O Park é um dos quatro shoppings no Brasil onde os amantes da lendária banda poderão ver de perto reproduções completas, com roupas e acessórios, de figurinos icônicos usados por Freddie Mercury em shows históricos.






