Almanaque conversa com autora de ‘Freddie Mercury: a biografia definitiva’

A vida pessoal de Freddie Mercury era tão fascinante quanto a trajetória musical. Existem dezenas de biografias escritas por pessoas próximas e por jornalistas. Uma delas foi escrita por Lesley-Ann Jones, com quem o Almanaque conversa.

Tudo bem, a gente sabe que esta coisa de listas é absolutamente subjetiva – e que cravar que determinado artista/banda é “o melhor” ou “o maior” sempre acaba causando algum tipo de injustiça, tem sempre um esquecido que vai inflamar a fúria dos fãs. Mas vamos combinar que, lá no fundo, todo mundo gosta de listas. Listas são divertidas.

E sabendo disso, Absolute Radio, da Inglaterra, promoveu entre seus ouvintes uma pesquisa para saber quem é o maior ícone musical das últimas cinco décadas. Um painel de especialistas liderado por James Curran, juiz da premiação de música britânica Mercury Prize, escolheu uma lista pré-selecionada de 100 grupos e/ou músicos que, mais tarde, os fãs podiam votar online. E o resultado final da votação popular foi liberado esta semana.

Deixando para trás nomes lendários como The Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd e David Bowie, quem faturou o título foi o Queen, liderado pelo sempre saudoso Freddie Mercury. “A pesquisa foi a respeito da celebração de artistas únicos que se destacaram em nossas listas de reprodução no rádio ao longo das décadas”, afirma Curran. “E o Queen provou mais uma vez que se trata de uma das bandas inglesas mais icônicas ao liderar uma lista com nomes tão destacados no mundo da música”.

Confira abaixo a lista com as 20 primeiras posições da pesquisa:

  1. Queen
  2. David Bowie
  3. Beatles
  4. Pink Floyd
  5. Led Zeppelin
  6. Oasis
  7. Bruce Springsteen
  8. Rolling Stones
  9. Foo Fighters
  10. Paul Weller (The Jam)
  11. Bon Jovi
  12. AC/DC
  13. Elvis Presley
  14. John Lennon
  15. The Smiths
  16. Bob Dylan
  17. Jimi Hendrix
  18. Guns ‘n Roses
  19. Michael Jackson
  20. Depeche Mode

 

Fonte: www.judao.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Vestígios Indeléveis V – Freddie Mercury e Oscar Wilde
ESTUDOS DE NUMEROLOGIA: Vestígios Indeléveis – Freddie Mercury

Esses estudos visam expor temas relativos aos 144 números, ou melhor, sobre a Linguagem da Cruz, de modo prático (objetivo); sem precisar de considerações filosóficas mais profundas como ocorre no caso do setor denominado Filosofia dos Números.
 
Vestígios Indeléveis – Freddie Mercury e Oscar Wilde
 
Para melhor entendimento no quanto se embasa esse tema – por correlações numéricas – nesse tipo de comparação entre Freddie Mercury e Oscar Wilde, que visa apenas instruir em termos de boas interpretações (gerais) conforme indicam os ‘vestígios indeléveis’ (determinados pelos 144 números); nesse sentido, seria preciso também conferir as informações dadas anteriormente.
De acordo com o próprio sistema de pesquisa contido em ‘Penas Irrevogáveis’ e já aplicado (com êxito) sobre o tema de Adler (em correlação ao mapa de J.S. Bach); o número 35 serve para caracterizar os “enganos” (erros) cometidos numa vida anterior; sendo que o 36 vale para indicar sublimações nesse sentido; como se segue em função deste caso (acentuando as considerações mais relevantes):
Vênus (de F. M.): 134 – 35 = 99; 99 (de O. W.) = casa VI (da saúde) e também como complemento do nome: O’Flahertie 99 (consoantes: 64; vogais: 35).
O número de Vênus (134) de Freddie Mercury, conforme sua relação com o 99, expresso nos dados que definem Oscar Wilde, se qualifica como o mais importante (fator da série) elo de – possível – correspondência entre esses dois personagens (célebres em épocas distintas); até mesmo diante de outras configurações (lógicas); as quais por esse mesmo motivo relevante, devem servir mais pela sustentação dessa – suposta – ligação de ordem cármica (ou existencial); consideradas assim apenas por suspeita.
Como reforço desse vestígio o MC de F. M.: 135 – 36 = 99. Neste caso, a expectativa (em função da atualidade) seria no sentido de possibilitar a sublimação do 99 por intermédio do fator Credulidade (135).
No entanto esse número ainda se expressa na atualidade de modo sugestivo:
Farrokh (nome) 77 + 22 Saturno = 99
Casa IX 140 + 103 Saturno = 243 (99)
Lua 136 + 107 Quiron = 243 (99)
Para maior relevância no quanto isso poderia fundamentar (como principal significado deste caso), esse tipo de indício dado pelo número 134, caracteriza também em termos numéricos, os demais tipos de correlações (especiais) sobre esse sentido:
99 = casa IV 53 + 46 Vênus;
99 = casa III 36 + 63 Mercúrio.
Esses fatores numéricos (do mapa de Oscar Wilde) com Vênus (46) na casa II em Libra, portanto muito forte (por essas condições), determina ótimas possibilidades de se obter recursos materiais através da Popularidade; o Mercúrio (63) na casa III em Escorpião, pelo próprio entrelaçamento processual desses fatores, concede grande impulso nesse sentido de realização, cujo tipo de entendimento sobre essa correlação – em termos de uma boa análise –, requer certa atenção (com pausas durante as observações).
Isso ainda se acentua – mesmo apenas com funções complementares sobre essa trama de ordem existencial –, por causa da casa VI e o nome intermediário (O’Flahertie) de Oscar Wilde, que se expressam em razão do número 99 (Maturidade). Em síntese, isso qualifica um tipo de conexão (existencial) das duas personalidades; cuja lógica se conclui pela consulta e comparação dos fatos num sentido de ordens biográficas; como também em função da lei que define cada exata aproximação (correlação) entre termos ‘análogos e homólogos’.    
De forma prática o número 99 (Maturidade) serve também para qualificar a “velhice”, a qual deve ser incluída no enredo conforme as informações biográficas dos dois, que aliás se aproximam – sob o ponto de vista analítico – num certo sentido genérico. Pois, em considerações gerais (desse estudo) a arte (indicada por Vênus), apesar de sua influência definida por distintas classificações – sob tipos de expressões pessoais –, ainda assim, determina a principal qualidade – ou interesse – dos mesmos (praticada com sucesso).
Sobre isso, bastaria integrar os fatos históricos, Oscar Wilde, primeiro se identificou em razão da estética (Vênus), liderando por esse motivo um tipo de movimento dessa ordem, antes de se consagrar na literatura. Freddie Mercury, por ocasião de sua época, se expressou – principalmente – em função de sua musicalidade; com grande sucesso de interesse mundial.
Oscar Wilde, embora tenha publicado vários contos (e peças), “O Retrato de Dorian Gray”, seria o seu único romance, o qual se difundiu conforme autêntica obra prima da literatura (mundial);  cuja trama desse livro – além de outras considerações relevantes – aborda também os “percalços da velhice”, num sentido de ordem extrema (como descreveu), no quanto poderia significar essa fase natural da existência humana; sob um exato tipo de protesto pela sua rejeição.
Acontece também que, conforme se identifica, sua obra em termos cármicos (responsabilidade sobre o uso da palavra), implicou – necessariamente – num certo tipo de influência nefasta (geral); provavelmente por causa de sua extensão (repercussão), assim qualificada pelo próprio interesse (classificado como indolência espiritual humana), sob considerações de ordens coletivas.
Curiosamente, o fator da “velhice” (99), que tanto lhe incomodava (psicologicamente), também se originara de uma exata transgressão anterior, conforme seu próprio nome intermediário: “O’Flahertie” = 99 (consoantes: 64; vogais: 35); expresso como um tipo real de suspeita, a qual em termos analíticos, muito mais configurada por denúncia (em razão de seu prosseguir de ordens existências); ou seja, pelo fato de incluir nesses termos numéricos o número 35 (exato determinante das infrações irrevogáveis: carma). Em contradição, o 99 resulta numa sublimação de Mercúrio, por causa do número 36 (incluso: 63 + 36).
No mapa de Freddie Mercury, esse processo (repetitivo) se reflete em função do planeta Vênus (134 Imunidade) num aspecto de conjunção com Júpiter (129 Prudência), na casa III em Libra. Nisso se encontra uma mensagem (esclarecedora) prescrita como alerta (129) em razão da própria Imunidade (134).
Nessa comparação dos dois mapas (e nomes), se encontram vários outras correlações nesse sentido, as quais embasam esse – presumido – tipo de suspeita, como por exemplo:
Casa II (de F. M.): 122 – 35 = 87 Júpiter e Casa V (de O. W.)
Lua (de F. M.): 136 – 35 = 101; 101 (de O. W.) = nome: Wilde 55 + 46 Vênus; como também, 101 = Marte 14 + Júpiter 87, e 101 = total do nome: 48 + casa IV 53.
ASC (de F. M): 88 – 35 = 53 Casa IV (de O. W.)
Casa IV (de F. M.) 141 – 36 = 105 Casa XII (de O. W.); como sublimação.
Casa VII (de F. M.) 94 – 35 = 59 MC (de O. W.)
Casa VIII (de F. M.) 128 – 35 = 93 Casa XI (de O. W.)
Casa IX 140 (de F. M.) 140 – 35 = 105 Casa XII (de O. W.)
MC (de F. M.) 135 – 36 = 99 Casa VI e o nome: O’Flahertie (de O. W.)
Casa XII (de F. M.) 98 – 35 = 63 Mercúrio (de O. W.)
Freddie Mercury (Farrokh Bulsara)
05/09/ 1946 – 5: 10 AM – Zanzibar – Tanzânia

Oscar Wilde (Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde)
16/10/1854 – 3: 00 AM – Dublin – Ireland
 
Pela técnica do número -B- (númerobalança) por curiosidade ainda pode se constatar o seguinte:
 
Mercúrio 17 -B-: 161161 / 77 = (2093) que reduzido = 77 (nomes: Wills de O.W. e Farrokh de F. M.); 161161 / 11 (14651) ou 107 (Sol de O. W.) ; 161161 / 13 = (12397) ou 13 (Plutão de O. W.).
Vênus 134 -B-: 134134 / 143 = (938) ou 74, equivalente ao nome Bulsara e ao Urano (de O. W.); 134134 / 77 = (1742) ou 14 Marte (de O. W.).
 
Existem várias outras relações nesse sentido, mas vale indicar mais uma sobre o número 99 (casa VI de O. W.) -B-: 243243 / 91 = (2673) ou 81 nodo norte (de F. M.) e Saturno (de O. W.); 243243 / 77 = (3159) ou 135 MC (de F. M.).
 
 
Nota: A Tabela do Zodíaco relativa aos 144 números se encontra (por enquanto) com exclusividade no livro: ‘Teoria dos 144 números’, pelo fato de ainda estar sendo definida em postagens em razão de cada signo sob o título: Graus do Zodíaco.
 
(continua)
 
Legado utilizado como bordão:
“Todo conhecimento que não pode ser expresso por números é de qualidade pobre e insatisfatória” (Lord Kelvin).

Fonte: http://alinguagemdacruz.blogspot.com.br/
Dica de: Roberto Mercury

Crazy Little Thing Called Love foi tocada, novamente, no Programa do Jô, de ontem – 08-05-2013. Ela também foi tocada no último dia 24/04/13, para ver Clique Aqui!

No Youtube

Player Queen Net

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O CD Precession, lançado em 2012, trata-se de um disco de heavy metal com pitadas de metal moderno, com linhas de vocais guturais e melódicos. É composto por oito faixas próprias – a maioria das letras e músicas são de autoria dos guitarristas Diego Bittencourt e Zeka Junior – e uma de cover da música Innuendo, do Queen (que seria a mais sombria da banda de Freddie Mercury, mais ao estilo heavy metal).

Uma das três cópias da jaqueta de couro branco vestida por W. AXL ROSE na era ‘Paradise City’ do GUNS N’ ROSES, originalmente de propriedade do designer de merchandise do grupo, foi vendida por US$ 5350 [cerca de 1070 reais pelo câmbio de hoje] no Ebay.A frente da jaqueta tem um bordado da formação original do grupo, tal como na capa estadunidense do álbum ‘Appetite For Destruction’ de 1987. As costas da jaqueta ostentam o clássico logo com o fundo de uma bala. Rose vestiu uma das cópias da jaqueta no vídeo de ‘Paradise City’, nas cenas gravadas de um show da banda no Giants Stadium em Nova Jérsei com o Aerosmith. Ele também trajou a mesma peça no tributo a Freddie Mercury, em 1992, no estádio de Wembley.

A jaqueta de Rose foi a primeira confeccionada. Outra cópia está em exibição no Hard Rock Casino em Las Vegas. A que foi vendida recentemente foi dada ao estilista que concebeu e confeccionou o merchandise da primeira turnê grande do GN’R.

Fonte: http://whiplash.net

Por: Raphael Chermont


1991. Um ano que se tornaria inesquecível para os fãs de Queen, Freddie e do bom e velho rock’n roll. Porquê? Primeiro, o Queen completaria 20 anos de estrada, unificada como nunca e surpreendente como sempre. Segundo, a trágica morte de Freddie Mercury, uma das vozes mais reverenciadas do mundo, falecendo vítima da Aids, assumida em público apenas 24 horas antes de sua morte. Terceiro, a ressurreição do ‘velho Queen’ com o lançamento do 14º álbum de estúdio entitulado de ‘Innuendo’, com músicas que lembrariam as canções do grupo na década de 70, em um último disco feito com Freddie Mercury vivo.

Vamos por partes. Em 1989, o Queen mal tinha terminado o seu 13º álbum ‘The Miracle’ e já se preparia para construir Innuendo. Sempre comento isso com meus amigos ‘queenianos’, mas acredito que Freddie, vendo sua situação complicadíssima de saúde em decorrência da Aids, reuniu Brian, Roger e John e deve ter dito mais ou menos assim: ‘ Meus amigos, a coisa não está boa pro meu lado. Este álbum poderá ser o último feito comigo e com vocês juntos. Vocês sabem o que devemos fazer. Este álbum, definitivamente, será o melhor álbum feito pela banda. Vamos dar o melhor de cada um de nós. Nós somos os campeões, não somos? Não temos tempo a perder, quero o melhor do Queen neste álbum, pois o show deve continuar.’ Lembrando que isso é uma hipótese criada por mim, não aconteceu. Mas imagino, por causa da tamanha obra prima que o Queen criou. Eles realmente não tinham tempo a perder. A saúde de Freddie decaía pouco a pouco. ”The Miracle” acabara de ser lançado e o grupo já se reunira para gravar ”Innuendo”, entre 1989 e o decorrer do ano de 1990. Durante esse tempo, a mídia consumia muito Freddie e a banda com perguntas sobre a saúde do cantor pois era notável suas mudanças físicas. Freddie estava cada vez mais debilitado e abatido. É bom lembrar que o Queen não realizou shows depois da mágica turnê de 1986, devido principalmente a saúde de Freddie. Apesar de toda pressão da mídia e apreensão dos fãs desconfiados, a banda estava mais unida do que nunca. A exemplo do álbum anterior, todos os créditos das músicas eram atribuídas ao grupo, e não mais somente ao autor real de cada canção criada. Legal né? Bom, por mais que este seja um álbum em que os fãs recebam como um disco muito triste, pois realmente é o último com a presença de Freddie vivo, este álbum é surpreendente. É mesmo impossível não se emocionar com algumas canções, quem realmente é fã não irá resistir em se arrepiar, se emocionar e viver cada canção, cada suspiro de Freddie. Mas vamos pensar o quanto Freddie batalhou para dar-nos este presente, este álbum fantástico e recheado de tesouros musicais para os admiradores do rock. Convido vocês a desfrutarem junto comigo um dos melhores álbuns que o Queen já fez, faixa por faixa.

”Innuendo” – O disco começa com a canção título do álbum e começa também com o tarol de Roger Taylor vibrando. 1,2,3,4. Boom! Ao mesmo tempo em que escrevo aqui, coloco o disco em reprodução e ouço cada faixa que resenho, para sentir totalmente o ”feeling” do momento. Difícil descrever em palavras o que sinto ao ouvir essa canção, mas ela é exatamente um ”boom”, uma explosão de sonoridade. Lembram que eu disse que o Queen tinha voltado a ser o grupo da década de 70? Então, ta aí. E não só isso. Roger Taylor, em uma entrevista, disse que esta canção ainda serviu de homenagem à lendária banda ”Led Zeppelin” e sua canção ”Kashimir”. Ou seja, juntando tudo isso, tinha tudo pra dar certo. E deu. Muitos fãs dizem que esta é uma das melhores, se não, a melhor música do Queen de todos os tempos. E eu, me incluo nesse grupo.

”I’m Going Slightly Mad” – Segunda canção e uma canção bem maluquinha. Afinal, o próprio título da canção diz tudo. Ela traz um ar meio psicodélico, com Freddie cantando em uma voz bem suave, e um fundo sonoro com vozes bem delirantes. É um estilo de música bem criativo que o Queen costumava idealizar, e é isso que faz o álbum ser especial. O solo de guitarra de Brian May também é louco. Até o baixo de John Deacon pira. Vocês já viram o videoclipe dessa música? É loucura total. Infelizmente a gente consegue reparar no clipe um Freddie Mercury bem magro e debilitado. Roger Taylor, alguns anos depois, havia comentado sobre Freddie e suas condições físicas neste clipe. Roger disse que Freddie não conseguia quase caminhar, de tanta fraqueza que se encontrava. É triste, mas Freddie se divertia mesmo assim. E mostrava o quanto estava disposto a dizer aos fãs que o show deve continuar.

”Headlong”– É uma das minhas preferidas do álbum. Esta canção faria parte do primeiro álbum solo de Brian May, escrita por ele, mas quando ele ouviu Freddie cantando ela, não pensou duas vezes e decidiu coloca-la no álbum do grupo. Brian May sempre foi um potente criador de canções do Queen, e nessa ele estava bem criativo. Engraçado, o refrão da música, com os 4 membros do grupo cantando, me lembra um rock da década de 60. Aliás, toda canção é bem estilo vintage. É um rock melódico sim, mas com muitas guitarras, baixos e baterias. O videoclipe também é estimulante, ver o quarteto em ação naquele estúdio das filmagens é de levantar qualquer um. O fã que estiver por algum motivo desanimado, é só colocar a música no ouvido que já fica bem ligado. A canção te agita facilmente. Energia incrível. É Queen!

”I Can’t Live With You” – Outra canção feita por Brian que faria parte do álbum solo dele, mas que preferiu colocar nesse álbum. É bom lembrar que mesmo que as faixas de ”Innuendo” tenha os créditos no nome ”Queen”, algumas canções podem ter sido escritas totalmente por apenas um membro do grupo, como exemplo em ”Headlong” e ”I Can’t Live With You” de Brian May. Vamos a música em pauta. Ela possui uma harmonia bem fácil, as guitarras são até nervosinhas, mas não foge de um rock n roll melódico como o Queen sempre gostou de fazer. A música se torna chiclete rapidinho, pois é fácil decorar o refrão e ele vai ficar na sua cabeça facilmente se você deixar. Ou nem precisa deixar, escute-a e comprove o que estou dizendo.

”Don’t Try So Hard” – A letra da canção diz para não se esforçar demais. Mas a melodia que o Queen criou foi o contrário dessa mensagem, pois encontramos nela uma suavidade deliciosa de se escutar. Freddie caprichou no vocal com seu falsete perfeito, e os efeitos sonoros no fundo dão à canção um toque romântico, apesar da música não apresentar uma história de amor ou coisa do tipo. Parece uma música de desabafo de Freddie, como muitas que estão no álbum. O solo de Brian é muito simples, mas é algo fenomenal. Gosto muito dessa música, pois como disse lá trás, é um álbum que junta o Queen clássico e claro, um Queen da década de 90, e essa música também possui esse ”feeling” clássico.

”Ride The Wild Wind” – Essa é uma das músicas mais envolventes também do álbum, dizendo em respeito ao ritmo. A bateria de Roger surge bem rápida, e se estende assim até o final. No fundo, sons de carros em velocidade. Essa na verdade é uma música feita unicamente por Roger Taylor que contou com a colaboração de todos posteriormente. O som é pesado, é um rock bem progressivo, hard. O Queen na verdade nunca teve um gênero que definia a banda. O Queen conseguiu em sua história criar seu próprio estilo musical misturando rock, ópera, hard, progressivo, pop e por aí vai. E é isso que os deixa estarem entre as melhores bandas de rock de todos os tempos.

”All God’s People” – Ta aí um pouquinho do que Freddie gostava. O seu gosto pela ópera com um toquinho de rock n’ roll. Não há dúvidas que essa canção é de total autoria de Freddie, é a cara dele. E ele fez grandes canções sem o Queen com esse estilo, como ”Barcelona” e ”How Can I Go On”. É uma canção que mostra a grande versatilidade que era Freddie, dono da maior voz de todos os tempos( na minha opinião).

”These Are The Days Of Our Lives” – Agora, começa a arrepiar. Pois é, quando chega uma canção como essa não tem jeito. Lembro de quando eu a escutei pela primeira vez, eu tinha 14 anos e não conseguia decifrar a emoção espontânea de ter descoberto uma música dessa interpretação, como só o Queen conseguia fazer. É por essas e outras que me orgulho da banda que sou fã. O que posso dizer? A letra é divina, cada trecho corresponde a um pedaço poético nunca feito antes por ninguém, e isso só o Queen podia fazer. Quem nunca vivenciou as frases que estão na canção? Quem nunca sentiu saudades de algo, de alguém? Esta é uma daquelas canções que devemos fechar os olhos e ir com a correnteza da canção. Freddie conseguiu, em seus últimos suspiros, emocionar tanto em uma canção romântica como fez em ”Love of My Life”. Ou até mais. O videoclipe da canção é triste, não há duvidas da grande fragilidade física e de saúde que Freddie se encontrava. E como disse Brian, o Freddie de algum modo realmente pôde se despedir neste vídeo dizendo no final da canção ”I still love you”. Mesmo que a canção tenha servido como uma luva a Freddie e sua situação na época, a composição real é de Roger em homenagem a seu pai. Emocionante canção. Pra não ficar um fã chato, resumo tudo o que disse em uma palavra: perfeição!

”Delilah” – Quer saber? Delilah não empolga mesmo e não merece o álbum ”Innuendo”. Se você curte ou possui uma Delilah em casa, perdão. Vamos lá, para quem não sabe Delilah era o nome de uma gata de Freddie Mercury. Como um dos seus ”últimos pedidos” e querendo homenagear sua querida gatinha, ele compôs unicamente essa canção. Roger Taylor ficou pirado quando soube que realmente a música faria parte do álbum. Mas Freddie insistiu, insistiu, e não tinha jeito. O ritmo é bem simples, com direito a ‘miaus’ no fundo da canção. Mas foi uma boa tática para a música que virá depois..

”The Hitman” – Aí sim. Da calminha ”Delilah” à poderosa e nervosa ” Hitman”, que surpreende desde o inicio com a voz turbinada de Freddie, alcançando um timbre poderosíssimo. É um hard rock pra ninguém colocar defeito. Essa é uma música que também me leva ao Queen clássico. Foi um excelente trabalho de Brian May, que idealizou a canção e contou com o resto do grupo para finaliza-la. É tão envolvente quanto ”Headlong”. E um rock desses nos anos 90 foi pra colocar moral em qualquer um. Aprovadíssimo!

”Bijou” – Se você se arrepiou em ”These Are The Days Of Our Lives”, você vai se arrepiar também nessa canção. Eu a ouvi pela primeira vez ao vivo, no show do Queen + Paul Rodgers em 2008. Lembro-me de Brian May conduzindo a canção com suas guitarras. Eu, na época, pensava ser apenas mais um solo de Brian, como ”Last Horizon”, pois eu ainda não tinha escutado ”Bijou”. Pois bem, eis que surge no meio da canção Freddie Mercury em um telão com sua voz arrepiante. Foi impossível não se arrepiar. A canção transmite isso. Essa emoção de poder viajar ao som da guitarra de Brian May ao encontro da voz de Freddie, em um refrão poético, lindo, que repito, só o Queen consegue fazer. Não tem pra ninguém.

”The Show Must Go On” – Prepare-se. Agora, chegou o grande momento. Sim, se você não se arrepiou até agora, game-over. Neste momento, você está prestes a ouvir um dos maiores hinos do Queen. Uma música de uma imensidão de sentimentos. Se você já escutou e sabe do que estou falando, você há de concordar comigo. Não é fácil sentir essa música? Não tem jeito, o Queen neste álbum conseguiu reunir todos seus melhores elementos que o fizeram ser uma das melhores bandas de rock do mundo. Sim, os acontecimentos com Freddie Mercury contribuíram de certa forma para um grande produto que foi o álbum. Em especial a esta canção, Freddie sugeriu que eles escrevessem uma música narrando sua luta contra a doença. Brian tomou papel e caneta e fez. Mas, a saúde de Freddie se encontrava de mal a pior e Brian já não contava mais com a gravação de Freddie para a canção. Mas Freddie não aceitara sua condição, e disse que faria a gravação de qualquer maneira. E fez. Se você ouvir a canção, nem parece que ele estava totalmente esgotado, tamanho é o poder de voz que existe lá. A letra retrata tudo que Freddie passava. E é impossível, realmente impossível observar e não se surpreender com cada trecho da canção. É lindo demais. É Queen. Essa canção pra mim está um nível absoluto que poucas canções conseguem chegar. É só colocar o fone de ouvido e receber essa transmissão de palavras de esperança, de luta, de não desistir nunca. Obrigado Freddie. Obrigado Brian. Obrigado Roger. Obrigado John. O show deve continuar.

1. “Innuendo”
2. “I’m Going Slightly Mad”
3. “Headlong”
4. “I Can’t Live with You”
5. “Don’t Try So Hard”
6. “Ride the Wild Wind”
7. “All God’s People”
8. “These Are the Days of Our Lives”
9. “Delilah”
10. “The Hitman”
11. “Bijou”
12. “The Show Must Go On”

Gravadora: Hollywood Records
Produção: Queen e David Richards

 

Fonte: http://whiplash.net
Dica de: Roberto Mercury

Nota: Matéria em portugu~es de Portugal


 

 Queen – “Tavaszi Szél Vizet Áraszt”

“Tavaszi szél vizet áraszt, virágom, virágom”

«Rapsódia Húngara – Um fã dos Queen em Budapeste»


Capítulo I – A magia dos Queen

Esta história tem início a 27 de Julho de 1986, quando os Queen actuaram no Népstadion, em Budapeste.  O concerto fez parte da última e  maior digressão dos Queen – a Magic Tour – que terminaria poucos dias depois no Knebworth Park, para um triunfante final, perante 120 mil fãs.

Mas o concerto do Népstadion era especial: marcava a primeira vez que uma banda Rock ocidental organizava um concerto para lá da Cortina de Ferro. O evento era de tal ordem significativo para a Hungria, que os Queen foram recebidos com honras de Estado e o concerto foi gravado em filme (e não em vídeo, como por exemplo, o famoso concerto no Estádio do Wembley) por 17 câmaras de 35 mm, utilizando TODO o equipamento disponível no país.

A 3 anos da queda do Muro de Berlim, o Mundo era um lugar bem diferente na época. Para o público residente no (então denominado) Bloco
de Leste
, ver os Queen ao vivo era uma oportunidade única. Gente de todo o Bloco comunista, desde a Checoslováquia, à Polónia, ou à URSS, foi a Budapeste para ver aquele que ainda hoje é o maior concerto realizado no Népstadion, onde os Queen tocaram para 80 mil pessoas.

Os Queen já tinham tentado tocar na URSS durante a The Works Tour – a mais “global” de todas as digressões da banda – mas tinham sido negados. Numa entrevista em 1985, Freddie referiu-se ao falhanço, alegando que as autoridades russas achavam que os Queen “iriam corromper a sua juventude”. Para a Magic Tour, os Queen tentaram marcar datas na Checoslováquia e na URSS, mas acabaram por ir apenas à Hungria. E já não foi pêra doce.

Como é possível perceber no filme “Live In Budapest” (em 2012 relançado nos cinemas e em Blu-Ray/DVD como “Hungarian Rhapsody: Queen Live In Budapest”), o concerto de Budapeste foi uma espécie de “caixa negra” para os Queen. A banda foi lá sem saber para quantas pessoas iria actuar, como iriam ser distribuídos os bilhetes e até a perder dinheiro.

Para Roger Taylor, o que levou os Queen a Budapeste foi um “tremendo sentimento de satisfação profissional”:


27 anos depois do concerto dos Queen no Népstadion, um grande fã da banda agarra num amigo e decide ir ao local onde um dia a magia dos Queen (pun intended) aconteceu.

Escusado será dizer que o protagonista desta história sou eu.

Capítulo II – The Népstadion Epic
A viagem a Budapeste foi planeada com vários atractivos em mente, visuais e sentimentais. O ponto de intersecção destas duas funções e ponto de interesse máximo da cidade era, para mim, a visita ao Népstadion.

Na marcação da viagem, desde logo avisei o meu amigo que aquele seria um local obrigatório de passagem. Esse e obviamente, o cruzeiro no Danúbio, onde Freddie Mercury alvitrou a ideia de comprar o edifício do Parlamento (a partir do segundo 1:11), perguntando quantos quartos tinha:


Domingo. De manhã, tínhamos ido fazer o referido cruzeiro no Danúbio, ao som de “Tavaszi Szél Vizet Áraszt” – tema popular húngaro que os Queen tocaram no Népstadion – e que eu tocava em repeat no iPhone. À tarde, apanhámos a linha vermelha de metro e fomos em direcção ao Népstadion (hoje rebaptizado de Puskás Ferenc Stadion).

Tudo o que eu queria era entrar no estádio e tirar umas fotografias junto ao local onde os Queen haviam tocado 27 anos antes. Mas não fazia a mínima ideia como. Sabia que entrar no estádio seria muito difícil, a não ser que…

Aparentemente, era o nosso dia de sorte. Noutro dia qualquer, o estádio estaria fechado, mas nesta tarde de Domingo, sem sabermos, havia futebol no estádio e havia jogo grande: o Ferencváros recebia o Videoton, num jogo para disputa dos lugares cimeiros da liga húngara.

O jogo já estava no fim e a equipa da casa (Ferencváros) estava a perder. Nós não sabíamos disto, só sabíamos que as pessoas que víamos junto ao estádio não estavam satisfeitas. E sabíamos que queríamos entrar. Tínhamos de entrar.

À chegada aos portões de entrada, perguntei aos seguranças se poderia entrar durante alguns minutos para tirar umas fotografias (lembro que o jogo estava já nos minutos finais), mas ninguém falava inglês.

Depois veio alguém que me percebia e que aceitou levar-nos lá dentro por alguns minutos, mas… Afinal, NÃO. Afinal não podíamos entrar.

Apontando para o meu amigo, com um olhar triste mas contundente, o segurança disse em inglês arcaico: “Desculpem, mas não podem entrar. White Power lá dentro. Desculpem…”

Importa referir que o meu amigo é de descendência indiana e eu, sendo português, também não sou assim tão branco quanto isso. Basicamente, fomos barrados porque não éramos brancos, ou tão brancos como eles gostariam que fôssemos. Foi como se nos teleportassem para um tempo e um espaço onde o Apartheid vigorava. De uma forma quase mórbida, até estava a ser uma experiência sociologicamente interessante.

Virei-me então para o meu amigo e disse:

   “Olha, afinal não podemos entrar”

E ele, que tinha percebido a ideia da conversa, com ar de estupefacção:

   “Porquê? Por causa de mim?!”

Entretanto, um dos amigos White Power‘s, visivelmente embriagado e enfurecido, aproximou-se por trás de nós, gritando a plenos pulmões algo semelhante a “KURVA!! KURVA!!!”.

Ora bem, eu estou longe de ser um especialista no Magyar, mas reconheci imediatamente aquela palavra das minhas visitas à Polónia, uns anos antes. Também aí tinha tido o prazer de me cruzar com os amigos White Power‘s. Percebi imediatamente que aquela era a nossa deixa para bater em retirada.

No entanto, eu fiquei tão revoltado com aquela merda que lhe disse:

“Co*** ma fo***, mas nós VAMOS entrar lá dentro! Escreve o que eu te digo!”

A história não poderia acabar ali. Já estávamos em Budapeste há uns dias e até aí o povo húngaro não tinham sido nada se não calorosos e hospitaleiros para nós. Aquilo não fazia sentido nenhum.

Os amigos White Power‘s podiam ser mais fortes e em maior número que nós, mas nunca poderiam ser mais espertos. Afinal, estavam a lidar com tugas.

Depois de atravessar a estrada, demos então uma volta em redor do (enorme) quarteirão onde se situava o Complexo do estádio. Encontrámos uma 2ª porta, onde ainda se podia ler o nome antigo do estádio: Népstadion. Hora para mais uma fotografia.

No entanto, esta porta era vedada ao público, por isso não foi desta que conseguimos entrar.

Continuámos a andar.

Entretanto o jogo terminou e começámos a ver os adeptos a sair do estádio. Nesta altura, encontrámos um 3º portão, por onde saíam os adeptos mais “normais” do Ferencváros, com aquelas horríveis camisolas às listas verticais, verdes e brancas.

Estava ali a nossa oportunidade.

Enquanto os adeptos saíam pelos portões, nós fizemos o caminho inverso. Passámos por entre os seguranças e a polícia, subimos as escadas aparentemente intermináveis e voilá: estávamos dentro do Népstadion, apenas a alguns metros de distância de onde os Queen tocaram há 27 anos.

E esta é a vossa lição de hoje: o ódio não vos leva a nenhum lado; a inteligência vai sempre ganhar.

Capítulo III – Virágom, Virágom

“Tavaszi szél vizet áraszt, virágom, virágom*.

Minden madár társat választ virágom, virágom.

Hát én immár kit válasszak? Virágom, virágom.

Te engemet, én tégedet, virágom, virágom.”

Como expliquei em cima, a data do concerto de Budapeste teve enorme importância para os Queen. De tal forma, que a banda ofereceu ao público um presente muito especial, interpretando o tema “Tavaszi Szél Vizet Áraszt” – uma canção popular húngara – algo único na concertografia dos Queen.

Aqui vemos Freddie e Brian a ensaiarem o tema no terraço do hotel (arrisco que seja o Marriott), junto ao Danúbio:

Desde os 6 anos de idade, quando vi pela primeira vez no documentário “Freddie Mercury – A Tribute” (um programa apressadamente compilado pela BBC, para transmissão no próprio dia da sua morte), a interpretação dos Queen de “Tavaszi Szél Vizet Áraszt”, que me apaixonei pelo tema. Mesmo tendo em conta que a língua húngara era completamente indecifrável para mim (na época a língua inglesa também era), o tema ficou para sempre na minha cabeça.

Para os curiosos, a tradução da letra não deve fugir muito disto: 

“O vento da primavera derrete o gelo, minha flor, minha flor.

Todos os pássaros procuram um parceiro, minha flor, minha flor.

E eu, quem hei-de escolher, minha flor, minha flor.

Escolho-te a ti e tu escolhes-me a mim, minha flor, minha flor.”

Uns anos mais tarde, vi o filme “Live In Budapest”, com todas estas imagens que coloquei ao longo do tópico. Sempre na minha cabeça, ficou também a ida a Budapeste, para visitar os maravilhosos locais que via naquelas imagens.

Se aos 6 anos me apaixonei por “Tavaszi Szél Vizet Áraszt”, aos 27 apaixonei-me por Budapeste. Budapest, virágom, virágom.

 

 


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Fonte:  http://escolhamusicaldodia.blogspot.com.br
Dica de: Roberto Mercury