Não é todo músico que quer saber apenas de tocar e compor. É verdade que a grande maioria é tão apaixonado pela música, que o resto acaba ficando em segundo plano. Mas para alguns o lado nerd também fala alto, e o jeito é conciliar as duas paixões.

Veja quem são alguns “nerds” da música.

Tom Morello – Rage Against the Machine
O guitarrista do RATM, percebeu que para passar sua mensagem e criticar o sistema, deveria saber sobre o que estava falando. Ele se formou em Harvard, uma das maiores faculdades do mundo, no curso de Ciências Politicas. Após se formar ele montou a banda que ficou conhecida por músicas com forte teor crítico a politica.

Dexter Holland – Offspring
Além de ser vocalista do Offspring, Dexter Holland também possui mestrado em Biologia Molecular. O cantor também é surfista e piloto de avião.

Brian May – Queen
Brian May, guitarrista e um dos fundadores do Queen, criou junto com seu pai, um modelo exclusivo de guitarra, a “Red Special”. Além disso, o músico também é PhD em Astrofísica.

Ed Motta
O cantor dedica grande parte de seu tempo para pesquisar sobre as histórias e curiosidades do universo da música. Ed é multi-instrumentista, compositor e produtor, além de ser especialista em vinhos.

Mick Jagger – Rolling Stones
Com pais professores, Jagger cursava economia na faculdade, mas acabou largando para poder se dedicar aos Rolling Stones, que estouravam na época. Mesmo sem ter se formado, até hoje é Mick Jagger quem cuida das contas do grupo.

Radiohead
O Radiohead, surgiu em Oxford, uma cidade tradicional por sua educação na Inglaterra. todos os seus integrantes estudaram juntos e apenas Jonny Greenwood, não se formou na universidade.

Marcelo Nova – Camisa de Venús
Marcelo Nova é conhecido por ser uma das mentes mais brilhantes no mundo da música nacional. Suas letras com um toque de política inspiram futuras gerações de músicos. Marcelo sempre dá conselho para que eles leiam muito, pois sem isso a música não será nada.

Roger – Ultrage a Rigor
Roger mostrou que tem um QI de 172, acima da média nacional. Ele aprendeu a ler sozinho aos 3 anos de idade e é formado em Inglês pela Universidade de Michigan nos Estados Unidos.

Rivers Cuomo – Weezer
Além de parecer um típico nerd visualmente falando, o fundador do Weezer, Rivers Cuomo, chegou a deixar a banda para voltar a estudar na faculdade de Harvard.

Elvis Costello
Costello quase deixou a vida de músico para continuar com seu emprego de técnico de computação.

Fonte: revista.cifras.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Príncipe William, Kate Middleton e Freddie Mercury foram alguns dos famosos que receberam uma homenagem ao nomear flores. Segundo o site The Telegraph, essas são algumas rosas que têm nomes de atores, atrizes e cantores, entre outros. Que famoso você colocaria no seu jardim?

Dois anos depois da morte de Freddie Mercury, seus fãs arrecadaram mais de R$ 6 mil para criar e nomear uma nova rosa.

 

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Dica de: Roberto mercury
Fonte: http://extra.globo.com

Tom Hooper já trabalhou com Sacha Baron Cohen

Há vários anos em desenvolvimento, o filme sobre a vida de Freddie Mercury, que será estrelado por Sacha Baron Cohen, pode ter Tom Hooper (Os Miseráveis) na direção.

O diretor, indicado ao Oscar 2013, é o mais recente candidato em uma longa lista de possíveis cineastas para a cinebiografia do vocalista do Queen. Resta saber se agora o contrato seguirá adiante. Hooper e Cohen trabalharam juntos em Os Miseráveis e ele tem experiência com música e gravação ao vivo de canções no set, o que pode facilitar o trabalho. Há um ano, Stephen Frears (A Rainha) era o candidato à direção.

A trama se concentra nos anos de formação da banda, até o show no Live Aid, em 1985. Os últimos anos de Mercury não devem ser recontados. O vocalista do Queen morreu em 1991 com apenas 45 anos.

O produtor do filme, Graham King, tem os direitos de uso de músicas como “Bohemian Rhapsody”, “We Will Rock You”, “We Are the Champions”, “Another One Bites The Dust” e “You’re My Best Friend”, mas não está definido ainda se Baron Cohen cantará no filme – ainda que isso seja esperado.

 

Fonte: http://omelete.uol.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Por Débora Blezer  revista.cifras.com.br/artigo/bandas-estranhas…


Bons músicos geralmente são pessoas geniais, mas de vez em quando esses seres brilhantes acabam extrapolando na criatividade e fazem videoclipes realmente indecifráveis.

Alguns são estranhamente mórbidos, outros são hilários, mas o que esses clipes têm em comum é que são todos sem noção.

Queen – I want to break free

Freddie Mercury vestido de empregada e dando uma geral na casa? No mínimo estranho.

 

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Fonte: http://revista.cifras.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Ribeirão-pretanos cultuam carreiras de bandas e grupos que surgiram em outras épocas

O futuro professor Luiz Carlos Pedrosa Torelli tem a discografia completa do grupo britânico (foto: Weber Sian)
O futuro professor Luiz Carlos Pedrosa Torelli tem a discografia completa do grupo britânico (foto: Weber Sian)

Além de jovens e ribeirão-pretanos, o futuro professor Luiz Carlos Pedrosa Torelli, 25 anos, o jornalista João Pitombeira, 21, e a atendente Lorayne Garcia, também de 21, têm outro traço em comum: ídolos musicais com carreiras longas que o tempo que eles têm de vida.

Mestre em Línguas Portuguesa e Inglesa, Torelli era uma criança de colo quando o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, morreu em decorrência de complicações geradas pelo vírus da Aids, em 1991. A distância de gerações não o impediu de tornar-se um fã ardoroso do grupo de rock britânico, formado também por Brian May (guitarra), Roger Taylor (bateria) e Jonh Deacon (baixo), a ponto de ter sua discografia completa – inclusive os discos lançados após a morte do vocalista.

“Rolou uma afinidade com o estilo deles, mas, sem dúvida, a figura carismática do Freddie Mercury contribuiu bastante para que eu me tornasse fã. E a versatilidade da banda também. O Queen, apesar de ser uma banda de rock, compôs e gravou músicas em muitos outros estilos: blues, jazz, pop, baladas românticas, etc”, afirma.

João Pitombeira nasceu quase duas décadas depois do último show dos Beatles, de quem é grande admirador desde a adolescência. Ele conta ter virado fã após muito estudo sobre o grupo, instigado pela irmã, que um dia flagrou ouvindo “All My Loving”. “Eu disse para ela: ‘sempre a mesma coisa de amor perdido. Parece sertanejo’. E ela, que hoje conhece muito menos do que eu sobre a banda, disse que eu deveria conhecer antes de criticar. Imediatamente comecei a baixar músicas. Desde então, é difícil passar um dia em que eu não ouça Beatles”, entrega.

Para a atendente Lorayne Garcia, as canções de Eric Clapton se encaixam em vários momentos de sua vida, seja qual for seu estado de espírito. “Ora me fazem pensar nas situações da vida, em pessoas que fazem ou fizeram parte delas, ora ouço apenas por gostar mesmo”, conta.

Lorayne sabe que, na sua faixa etária, integra uma minoria que curte ídolos mais velhso e com repertório mais clássico, o que considera “decepcionante”. “É lamentável que a juventude atual não tenha interesse em clássicos como Eric Clapton, Beatles, Bee Gees, Queen, entre tantos outros nomes consideráveis. Estamos desvalidos culturalmente falando. Desde os anos 90 já não se produzem clássicos dignos de consideração, como antigamente”, dispara.

 

Fonte: www.jornalacidade.com.br
Dica de: Roberto mercury

Você teria coragem de fazer uma tatuagem dessas?

Site exibe tatuagens mais feias e bizarras.

Se acha que Freddie Mercury está revirando no túmulo por causa dessa tattoo, fique sabendo não é bem assim. Mas é só porque ele foi cremado e, por isso, não está em túmulo nenhum. Se tivesse, ele estaria dando flick rodante carpado sete palmos abaixo da terra!

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Fonte: www.r7.com
Dica de Roberto Mercury

A agência curitibana CCZ tem quatro anúncios exibidos na primeira edição de 2013 da revista Archive (janeiro/fevereiro).

As peças foram criadas para a Rádio Mundo Livre FM e fazem parte da campanha “Famílias“.

 

 

Ficha Técnica:
Agência: CCZ
Cliente: Rádio Mundo Livre FM
Criação: Luis Bacellar e André Goeldner
Direção de Criação: Claudio Freire e Giancarlo Zilli
Tratamento Imagem: Fuze Image
Aprovação: Helio Pimentel e Roberta Kruger

 

Fonte: www.ccsp.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Perfil “Um novo look pro Neymar”, criado por internautas que acompanham o craque, recorreu a uma alternativa bem-humorada para brincar com as mudanças de visual do atacante santista. De Freddie Mercury, Michael Jackson a Silvio Santos.

 

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Fonte: www.terra.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Madonna, Ney Matogrosso, Freddie Mercury, Pet Shop Boys: o iG selecionou artistas que defendem a causa e são admirados pela comunidade homossexual

Freddie Mercury durante show do Queen em 1977. Foto: Getty Images
Freddie Mercury durante show do Queen em 1977. Foto: Getty Images

O que seria da música pop sem o apelo gay?

Desde que Judy Garland protagonizou apresentações históricas na estilosa casa nova-iorquina Carneggie Hall (em 1961), artistas e músicos passaram a prestar atenção em (e a lucrar com) sua base de fãs homossexuais.

O iG selecionou 12 artistas que, homossexuais ou não, tornaram-se ícones gays na música. Desses, um está em turnê pelo Brasil (Elton John) e outro virá ao País em maio (Pet Shop Boys). Além disso, Cazuza será homenageado no Rock in Rio 2013.

 Freddie Mercury –  O líder do Queen nunca expressou diretamente sua orientação sexual. Teve uma relação longa com Mary Austin (e ela era “sua melhor e única amiga”, segundo o cantor) e algumas relações com homens (o cabeleireiro Jim Hutton foi seu companheiro nos últimos seis anos de vida). Até hoje a canção  “I Want to Break Free” é associada à causa gay.

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Fonte: http://igay.ig.com.br

A placa que foi colocada onde as cinzas do lendário cantor Freddie Mercury, do Queen, foram espalhadas pela sua ex-namorada, Mary Austin, desapareceu misteriosamente do cemitério de Kensal Green, em Londres.

Em entrevista, um fã disse ao jornal Daily Mirror: “simplesmente desapareceu completamente. Agora que o mistério das cinzas de Freddie aparentemente tinha sido resolvido, isso acrescenta um novo capítulo… É tudo muito estranho, mas só aumenta a intriga de onde tudo foi parar”.

O paradeiro dos restos mortais de Mercury, que morreu de complicações causadas por aids em 1991, aos 45 anos, permaneceu um mistério até o mês passado, quando uma placa com a frase gravada ”In Loving Memory of Farrokh Bulsara” – nome real do astro – foi descoberta no oeste do cemitério em Londres.

A mensagem continua em francês: ”5 de setembro de 1946 – 24 de novembro de 1991. Pour Etre Toujours Pres De Toi Avec Tout Mon Amour”, ou seja, ”Sempre estarei perto de você com todo meu amor.”

A amante de luto, Mary, prometeu nunca revelar a localização das cinzas ”depois que o cantor foi cremado em Kensal Green”. Ela explicou: ‘eEu fiz uma promessa em seu leito de morte que eu nunca iria revelar onde suas cinzas estavam. Eu sei onde elas estão, mas isso é tudo o que tenho a dizer”.

Trabalhadores do cemitério não tinham ideia de que a placa se tratava de uma homenagem ao cantor de Bohemian Rhapsody e não se sabe há quanto tempo ela estava lá antes de seu desaparecimento.

 

Fonte: www.terra.com.br
Dica de: Roberto Mercury

We are the champions no programa Pânico na Band deste domingo, 03/03/2013, no quadro “hit Parade do Bodinho”.

Camilo Colmenares é um artista e performer de ópera que decidiu fazer um tributo a Freddie Mercury cantando “I want to break free” no centro da cidade de Bogotá.

Fonte: www.publimetro.com
Dica de: Roberto Mercury

Em pesquisa realizada pela rede NHK Japão para saber quais artistas ou bandas mais populares que visitaram o país o Queen ficou em 1º lugar. Abaixo os 10 mais:

1 – Queen

2 – The Beatles

3 – Michael Jackson

4 – Simon and Garfunkel

5 – Carpenters

6 – Led Zeppelin

7 – Billy Joel

8 – The Rolling Stones

9 – Eagles

10 – ABBA

 

Fonte: www.queenonline.com

Shows Classical Queen: Hoje – 01/03/13 em Vargem Grande Paulista e dia 02/03/13 em SP

DIA 2 – AQUARIUS ROCK BAR – SÃO PAULO\SP

O Aquarius Rock Bar é a maior e mais nova casa de Shows de Rock da zona Leste de São Paulo.

Está localizada na rua Iososuke Okaue, 40 – Itaquera, travessa da Av. Nova Trabalhadores Jacu Pêssego, altura do número 1.600, próximo ao carrefour.

Estacionamento: Carros R$ 5,00
Estacionamento para motos é Gratuito.

Fale conosco: contato@aquariusrockbar.com.br

Essa casa é dedicada a respeitar o público e trazer as melhores bandas de Rock de gêneros variados, tanto covers, próprios e grandes artistas consagrados!

Muito prazer, somos o Aquarius Rock Bar!

Aquarius Rock Bar – A Maior casa de Rock da Zona leste!

Contatos: contato@aquariusrockbar.com.br
www.aquariusrockbar.com.br

DIA 1º – BAR DA PEDRA – VARGEM GRANDE PAULISTAO BAR DA PEDRA é o mais novo point da região de Vargem Grande Paulista!
Com seu estilo rústico/chique o Bar da Pedra oferece os melhores ambientes e melhor atendimento para você relaxar e se divertir com os amigos e a família! Aqui você também pode contar com ótima comida, bebidas de primeira e pra completar música ao vivo de excelente qualidade!O Bar da Pedra já é um SUCESSO!Então, o que você está esperando pra fazer das suas noites com a galera e com a família as melhores?

Esperamos por você!
Equipe Bar da Pedra.

* Funcionamento *

Terça à Quinta: 18h00 as 00h00
Sexta: 18h00 as 2h00
Sábado: 12h00 as 15h00 e 18h00 as 2h00

* Localização *

End.: Estrada Ribeirão das Lajes, 22 – Vargem Grande Paulista
Raposo Tavares, fazer retorno no km 39, segunda a direita pegar estrada de caucaia do alto, sétima lombada à direita!

* Contato *

Tel.: 41585688

Fonte: www.classicalqueen.com.br
Dica de: Roberto Mercury

O quarteto japonês, formado apenas por mulheres, “1966 QUARTET” lançou o CD “We Will Rock You -Queen Classics” que traz as 13 músicas do Queen mais populares no Japão.

Músicas:

1. Bohemian Rhapsody
2. We Will Rock You
3. We Are The Champions
4. Teo Torriatte (Let Us Cling Together)
5. Killer Queen
6. Bicycle Race
7. Crazy Little Thing Called Love
8. Don’t Stop Me Now
9. Another One Bite The Dust
10. Flash
11. Who Wants To Live Forever
12. Innuendo
13. I Was Born To Love You

O CD está disponível à venda no site Japonês: CD Japan e custa aproximadamente R$ 60.00 fora o frete.

Abaixo a versão de We Will Rock You

 

Fonte: www.brianmay.com

O estilo mais polêmico da música sempre dá o que falar e com certeza você já ouviu algumas (várias) histórias sobre a sua banda favorita.

Entre curiosidades e bizarrices, conheça 20 fatos que são, no mínimo interessantes para os amantes do rock.

Se o Queen não tivesse feito sucesso, cada integrante já teria uma carreira para seguir: o guitarrista Brian May é PHD em Astronomia; o baterista Roger Taylor é formado em Biologia; o baixista John Deacon é mestre em eletrônica; o vocalista Freddie Mercury era formado em Ilustração e Design.

O solo de guitarra no meio do hit “Beat It” de Michael Jackson veio como cortesia de Eddie Van Halen. O guitarrista Slash participa da música “Black or White”.

A frase “Aqui estamos agora, divirta-nos” era o que Kurt Cobain dizia toda vez que entrava em uma festa. Ele depois a utilizou no refrão do hit “Smells Like Teen Spirit”.

Dave Grohl do Foo Fighters tem o símbolo de seu ídolo, John Bonham do Led Zeppelin tatuado em seu braço.

Os sons que você escuta quando usa o Windows Vista foram criados por Robert Fripp, lenda do rock progressivo e frontman do King Crimson.

Em Indiana, Axl Rose ia à igreja oito vezes por semana, cantava no coral e ensinava na escola de catecismo aos domingos.

O Super Furry Animals teve a participação de Paul McCartney para mastigar aipo na sua música de 2001, “Receptacle for the Respectable”, que aparece no álbum “Rings Around the World”.

Keith Moon criou um hábito nada normal: Explodir banheiros com fogos de artifício. A constante destruição, fez com que ele fosse banido das redes de hotéis Holyday Inn, Sheraton e Hilton até o fim de sua vida.

“Dark Side of the Moon” do Pink Floyd deixou o Hot 200 da Billboard em Outubro de 1988. O álbum marcou o recorde de 741 semanas na lista.

John Lydon do Sex Pistols e sua mulher Nora tinham passagens para o vôo de Lockerbie que foi explodido por uma bomba terrorista em 1988. Perderam o vôo pois Nora não conseguiu embarcar suas bagagens a tempo. O Four Tops também deveria estar neste vôo, porém o perderam por conta de uma sessão de gravações atrasada.

John Lennon uma vez cantou em um microfone coberto por uma camisinha para se proteger de choques elétricos. Ele estava tentando conseguir um som embaixo d’água para o hit dos Beatles “Yellow Submarine” de 1966, mas ele nunca utilizou a gravação.

Os Ramones tiraram o nome da banda de um pseudônimo usado por Paul McCartney quando dava entrada nos hotéis em seu período nos Beatles: Paul Ramone.

Após uma apresentação do Led Zeppelin em 18 de agosto de 1969 na cidade de Toronto, no Canadá, a banda decidiu fazer um set acústico do lado de fora do clube. No entanto, como ainda não eram famosos, ninguém reparou nos músicos que tocavam na calçada.

Um pregador cristão interessado em fazer Ozzy Osbourne desistir do caminho do demônio chegou a segui-lo em uma turnê.

Sobre a lápide de Jim Morrison está escrito “Kawa Ton Aaimona Eaytoy”. A inscrição em grego significa “queime seu demônio interior”.

O nome Alice In Chains veio de um projeto do antigo grupo do vocalista Layne Staley: montar uma banda na qual todos tocariam heavy metal fantasiados de drag-queens.

Deep Purple era o nome da música favorita da avó de Ritchie Blackmore, guitarrista da banda.

Antes de começar a tocar, Gene Simmons, vocalista, baixista e fundador da banda de hard rock Kiss era professor de Inglês dava aula para o primário. Gene também possui uma das maiores línguas do mundo.

Evanescence significa “que se dissolve”, “uma dissipação como o vapor”. Seu pronunciado correto é: Evan-ésens.

O nome da banda Iron Maiden, foi inspirado em um instrumento de tortura medieval.

Por Débora Blezer

Fonte: http://revista.cifras.com.br

Cemitério onde cantor estaria enterrado está localizado no Oeste de Londres

Fãs do Queen acreditam ter descoberto túmulo de Freddie Mercury. Eles afirmam que o cantor teria sido enterrado em um cemitério no oeste de Londres.

O ícone do rock foi cremado em 1991, mas não se sabe exatamente onde suas cinzas foram espalhadas. Entretanto, uma placa escrita em francês no cemitério de Londres poderia dar uma informação onde Freddie Mercury descansa.

A placa foi descoberta no cemitério Kensal Rise e está dedicada a Farrokh Bulsara, nome de batismo de Mercury. Ela está localizada junto com homenagens dedicadas à outras pessoas e tem a seguinte frase, “Em memória de Farrokh Bulsara”. As datas gravadas no túmulo também coincidem com o nascimento e a morte de Mercury.

Além disso, a placa está assinada com a letra “M”, segundo os fãs esta poderia ser uma referência à Mary Austin, namorada de Mercury, que herdou a casa do cantor, logo após sua morte.

“Todo mundo sabe que Freddie foi cremado no cemitério Kensal Green em 1991, mas ainda é um mistério aonde suas cinzas foram postas” disse uma fã ao Daily Mirror. “De acordo com algumas biografias, suas cinzas não foram retiradas do Kensai Green há mais de um ano desde de sua cremação. A descoberta dessa placa é muito emocionante e pode provar uma grande revelação”.

Confira a foto da placa descoberta pelos fãs:

 

Fonte: www.vagalume.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Por Eduardo Pereira

A Night At The Opera: o Queen se torna uma lenda. Chega uma hora, para toda boa banda de rock’n’roll, em que os integrantes parecem passar por um surto de inspiração, quando a produção criativa chega ao seu auge. Nesse momento, a banda lança um álbum que muda para sempre a sua história. O Pink Floyd tem o The Wall. Os Beatles têm o White Album. O Nirvana tem o Nevermind. Nesse caso, a obra-prima, o álbum dos álbuns do Queen é o A Night At The Opera, lançado no final de 1975.

Voltemos ao início dos anos 70, para o início da carreira da Rainha. Com três álbuns no mercado e já possuidora de um dos muitos hits mundiais que viriam a seguir (Killer Queen, do Sheer Heart Attack), o Queen aparecia como uma banda de hard rock um pouco diferente das demais. Esse “um pouco diferente” significa, principalmente, a incorporação de diversos gêneros ao rock pesado. No A Night At The Opera, essa característica fica mais evidente: uma pitada de pop, valsa, vaudeville, instrumentos musicais exóticos, riffs poderosos e, é lógico, a fusão perfeita da pauleira do hard/glam rock com as vocalizações complexas típicas da ópera, acrescidas de um árduo trabalho de estúdio (e tudo isso, como constava na contracapa, “sem sintetizadores”), criaram a sonoridade que seria “a cara” do Queen e a característica mais marcante do disco: o ecletismo. Eles finalmente acharam “o seu som”.

A Night At The Opera é um disco grandioso em muitos sentidos. Como eles eram o Queen e não uma banda qualquer, eles gravaram cada instrumento em estúdios separados, para depois, na edição final, reunir todos as fitas de gravação: “Não é paranoia, é perfeccionismo!”, dizia Freddie Mercury na época da gravações. Perfeccionismo levado ao extremo: cada nota do álbum foi tocada por cada um dos integrantes e mixada no estúdio dezenas de vezes até se chegar no resultado esperado. Em alguns dias, permaneciam dez horas seguidas trabalhando no álbum. Só a música Bohemian Rhapsody, por exemplo, demorou quase um mês para ser finalizada! Sem falar que tanta megalomania teve um preço altíssimo a ser bancado pela gravadora: A Night At The Opera custou à EMI 40 mil libras, um dos custos mais altos da história.

Esse era o momento crucial na carreira de Freddie, Brian, John e Roger: era tudo ou nada, tinha que dar certo. E deu. Uma vez lançado, A Night At The Opera se tornou um sucesso imediato, vendendo milhões de cópias (principalmente no Japão, no Reino Unido e outros países europeus). Passou quatro meses em primeiro lugar entre os mais vendidos na terra do chá das cinco e também impulsionou a venda dos três discos anteriores (Queen, Queen II e Sheer Heart Attack). No decorrer de 1976, o Queen tinha quatro álbuns entre os 20 mais vendidos, um resultado impressionante. Eles finalmente tinham chegado ao estrelato. Eles eram a rainha do rock britânico.

Dois outros elementos do álbum que não devem ser ignorados são a capa e o nome. A capa foi desenhada por Freddie Mercury, que era formado em artes visuais. Ao lado de um “Q” estilizado, estão dois leões, que representam os signos de Roger Taylor e de John Deacon. À frente, duas fadas (uma rosa e uma verde) representam o signo do próprio Freddie (virgem). Acima, um caranguejo representa câncer, o signo de Brian May. Atrás, abrindo suas asas sobre os leões, as fadas e o caranguejo, está uma imponente fênix, a famosa ave mitológica que morre em chamas e depois renasce das própriam cinzas, metaforizando a eternidade da banda. Já o nome surgiu por acaso, pois os integrantes um dia assistiam a um filme dos irmãos Marx chamado A Night At The Opera e pensaram “Que nome ótimo para um disco!”, já que se encaixava com a estética das músicas que eles estavam criando.

O álbum é composto por doze músicas, sete delas do lado A e outras cinco no lado B (Ah, os tempos do velho e clássico vinil…). Então vamos à elas!

A Night At The Opera começa com o piano de Freddie, seguido do riff de guitarra do Brian (que na verdade foi composto pelo Freddie mesmo). Trata-se de Death On Two Legs (Dedicated To…). Qual a diferença entre uma pessoa comum e um artista? Uma pessoa comum simplesmente passa pela vida, enquanto que um artista a registra e eterniza. Nesse caso, teria sido mais fácil ter mandado Jack Nelson, o empresário pilantra que surrupiava o dinheiro da banda (prestem atenção no subtítulo: “dedicated to…”) ir para a puta que o pariu e pronto, mas só isso seria muito fácil. Freddie preferiu compor esse hard rock maravilhoso e cruel, onde só faltou mesmo ele dizer “Vai te fuder!”, assim, com todas as letras. Adoro a parte em que cantam “Feel good? Are you satisfied? Do you feel like suicide? (I think you should!)”. Ótima música para abrir o álbum.

A obra prossegue com Lazing On A Sunday Afternoon, onde um “rapaz comum de Londres” narra sua rotina semanal. O que se destaca nessa música é o solo de guitarra, que é o mais marcante do disco e um dos meus favoritos de toda a obra do Queen (mas eu gosto mais dos solos de Bohemian Rhapsody e We Will Rock You). Simplesmente uma ótima música.

Na terceira faixa, encontramos Roger Taylor gritando o amor de “alguém” por seu carro. Muito pertinente aqui o comentário de Brian May: “Ele [Roger] disse que escreveu I’m In Love With My Car pensando em outra pessoa, mas nós dois sabemos a verdade, né, Rog!?”. É fato que a paixão de Roger Taylor por carros nunca passou despercebida por ninguém que acompanhou o grupo, mas independentemente disso, essa é uma das minhas músicas favoritas do Queen. Altamente recomendada para os bateristas iniciantes em busca de inspiração. Quantas pessoas nessa Terra conseguem tocar bateria e cantar ao mesmo tempo?

Eu fico muito mordido quando alguém se refere ao Queen como “a banda do Freddie Mercury”, como se os demais não tivessem importância e fossem só a bandinha de apoio dele. Todos os quatro contribuíram decisivamente para a criação da estética do grupo. Aliás, até o baixista, John Deacon, o carinha tímido e caladão, era fundamental. E eis que um dia ele chega com a letra de You’re My Best Friend, canção dedicada a sua esposa, que o grupo aprova e grava. Sucesso imediato: You’re My Best Friend foi, depois de Bohemian Rhapsody, o grande destaque do álbum; foi a música do álbum que foi mais bem aceita nos EUA (que sempre foi pouco receptiva à sonoridade da Rainha) e se tornou um clássico na Inglaterra e em vários outros países da Europa Ocidental. “E eu quero que tu saibas que meus sentimentos são verdadeiros / Eu realmente te amo”… Uma música apaixonada e apaixonante, perfeita para se tornar um sucesso das rádios, como de fato foi.
E que música linda! São maravilhosos os backing vocals desse música “Still come back to yououououou, girl!”… Me arrepio quando o Freddie canta “I realy looooooove the things that you do”. Antológica. Perfeita.

Existem certas músicas do Queen que eu não entendo porque não se tornaram hits logo de cara. Uma delas é ’39, esse folk rock composto por Brian May, que é uma canção magnífica, em todos os sentidos. Num primeiro momento, achei complicado entender o sentido dessa música, mas pesquisando um pouco, verifiquei que se tratava de uma viagem exploratória espaço-temporal. Como assim? Primeiro, temos que entender uma das consequências da Teoria da Relatividade Geral de Einstein. A percepção do tempo é inversamente proporcional à velocidade de delocamento de um corpo: quanto mais rápido um corpo se movimenta no espaço, mais lentamente o tempo passa para esse corpo. Depois, temos que lembrar que Brian May é formado em astronomia e está familiarizado com tal teoria. Então, segundo o próprio Brian, ’39 narra uma viagem que durou muitos anos (“Daqui o navio partiu (…) e por muitos dias aquelas bravas almas nevagaram pelos mares”). Só que os “mares” a que Brian se refere são o próprio espaço e o “navio” é uma nave, viajando próximo à velocidade da luz. Como os viajantes estavam à velocidade da luz, para eles passou apenas um ano, enquanto na Terra muitos e muitos anos correram, como efeito da dilatação do tempo (“Tantos anos se passaram, embora eu esteja mais velho não mais que um ano”). E ao chegar na Terra, viram que o passar do tempo mudou toda a realidade que os viajantes conheciam e veio então o desespero de saber que o que era no passado não é mais nessa “terra que nossos netos conheceram, pois a terra está velha e cinza”. E do desespero, veio a angústia (“Minha querida, nós vamos embora! Mas meu amor, isso não pode ser! Minha vida daqui para a frente me dá pena…”). Independentemente do significado bizarro dessa letra de ficção científica, que músicas sensacional! Eu não sei o que é melhor, se é a letra, se é o violão do Brian ou se é o Roger tocando o bumbo da bateria com os pés, tocando pandeiro e cantando aquelas notas altíssimas, tudo ao mesmo tempo… Tudo nessa música é espetacular.

O disco prossegue com Sweet Lady, uma das mais fracas do álbum, mas que não deixa de ser um hard rock muito maldito mesmo assim. Acho engraçada a letra, que expressa claramente o horror que nós homens temos de nos tornar o capacho de nossas namoradas. Essa música, que segue a linha do rock mais convencional, parece ter sido criada exatamente para se tornar um hit das rádios. Aqui, o destaque fica para os riffs malditos do Brian May.

Com Seaside Rendezvous acaba o lado A, o lado mais “pop” do álbum, digamos assim. Nessa curta canção vemos o auge da influência do vaudeville nas obras do Queen, já marcante em Lazing On A Sanday Afternoon e em Bring Back That Leroy Brown (do Sheer Heart Attack). O vaudeville era um genêro de entretenimento popular nos início do século XX, que misturava a comédia, o teatro e a música, de modo similar a um circo. Seaside Rendezvous tenta resgatar a felicidade da Inglaterra dos anos 20, quando tudo parecia belo, alegre e estável e os casais apaixonados iam passar férias românticas no Mediterrâneo (até esse sonho ser destruído pela crise de 1929, pela Depressão e pela Segunda Guerra Mundial), bem como a “música-irmã” Lazing On A Sunday Afternoon. Ela até possui ares de simplicidade, com Freddie e Roger fazendo os efeitos sonoros com as palmas das mãos e com a boca ou com objetos banais, como talheres batendo em uma mesa. É uma música gostosa de ouvir, bem-feita, divertida. Só critico o mau-uso que é feito da língua francesa nessa música, em duas situações: rendez-vous (“compromisso” ou “encontro”) se escreve separado e com hífen; e no trecho “So très charmant my dear” é estranha a presença da palavra très, (“muito”, em francês) pois o entendimento que fica é “Tão muito charmoso, meu caro”.

Então a agulha levanta e viramos o bolachão para podermos ouvir as cinco últimas músicas do lado B, onde estão as canções “menos comerciais” e “mais experimentais” do álbum.

O barulho do vento e o dedilhar de Brian em um koto (instrumento típico japonês) de brinquedo dão início a The Prophet’s Song, que com seus mais de oito minutos aparece como a música mais longa da carreira do Queen. Brian May afirma ter sido inspirado por um sonho, onde um profeta vinha à Terra para falar com a Humanidade. E a letra expressa exatamente isso: “Eu sonhei que vi numa escada enluarada…”. Talvez por isso a música pareça ser bem sem-noção, em um primeiro momento. Mas olhando com mais atenção, nós conseguimos ver na narrativa Noé, Jesus e um eu-lírico que fica na dúvida se acredita ou não no que o profeta (o “louco”) tem a dizer. Heresia? Não sei, mas é fato que as inúmeras referências bíblicas presentes não agradaram a muitos, na época. Mas The Prophet’s Song é mesmo assim exepcional, seja pela letra (“Deus deu a vocês a graça para purificar este lugar / E a paz em toda parte pode ser a fortuna de vocês / Oh! Filhos da Terra / O amor ainda é a resposta…”), seja pelos vocais ou pela complexidade com que foi produzida. Aqui, a ópera se encontra e se encaixa perfeitamente com o rock progressivo, de forma similar ao que acontece com a ópera e o hard rock em Bohemian Rhapsody. Aliás, elas parecem ser “canções-irmãs”: apesar de serem bem diferentes uma da outra, elas parecem ter uma essência comum. Me arrisco a dizer que se Bohemian Rhapsody não tivesse saído do papel, The Prophet’s Song teria sido tudo o que Bo Rhap foi para a carreira da Rainha. Apesar de ter ficado esquecida no álbum, The Prophet’s Song é uma das melhores músicas do Queen. Se não parou para ouvir com atenção, faça isso.

Pianos e harpas precedem Freddie Mercury cantando os versos iniciais de Love Of My Life, essa canção de derreter corações apaixonados partidos ao meio… Por mais emocionante que seja essa música, ela passou despercebida pelo público em 1975. Love Of My Life só veio a se tornar um clássico quando foi lançada a versão ao vivo no álbum Live Killers (1979) e quando atingiu o topo das paradas na Argentina e no Brasil, em 1980. Ela nunca chamou a atenção do público europeu do mesmo jeito do público sul-americano, por algum raio de motivo. Talvez ela tenha sido considerada brega demais ou piegas demais, o que de fato ela é. Mas não importa, que música linda! O destaque fica para o piano e as harpas, que lhe dão ares de música clássica; e para o fato do ouvinte conseguir sentir a decepção e a dor na voz de Freddie. Mas de onde Freddie tirou tanta dor de cotovelo? No início dos anos 70, Freddie namorou vários anos com uma moça inglesa chamada Mary Austin e, como a música sugere, o relacionamento não deu mais certo e eles terminaram, causando todo o sofrimento que nós o ouvimos cantar. Refletir sobre isso nos leva inevitalvemente a um assunto polêmico: Freddie não era gay? Ao que tudo indica, ele sentia atração pelos dois sexos: era bissexual. E de um jeito ou de outro, Mary Austin era o amor da vida dele, tanto que eles continuaram amigos até o fim e quando ele morreu, Freddie deixou toda sua fortuna para ela. Mas a arte e a veracidade dos sentimentos que Love Of My Life expressam importam muito mais que a orientação sexual do compositor. É um clássico e é eterna.

Em Good Company ouvimos Brian May cantando e tocando ukulele, um instrumento de cordas típico dos polinésios havaianos. Essa é a música mais fraca do álbum, apesar da sua letra muito bem feita de solidão e nostalgia. Mesmo não obtendo muita visibilidade, Good Company merece ser ouvida com atenção: é uma das músicas mais complexas e um orgulho para Brian. Sabe os instrumentos de sopro e os sinos da música? Não são instrumentos de sopro nem sinos, esses sons foram reproduzidos por May em sua guitarra, o que mais uma vez demostra a incrível habilidade do “poder por trás do trono da rainha”, como se referiu um jornal britânico, na época.

A Night At The Opera poderia ter se encerrado aqui mesmo e mesmo assim já seria um álbum excelente. Mas Good Company acaba e eis que ouvimos um coro a capella cantar “Is this the real life? Is this just fantasy?”. É ela. A música das músicas, o clássico dos clássicos, a joia da coroa da Rainha. Senhoras e senhores, Bohemian Rhapsody.

Bohemian Rhapsody é o tipo de música que se ouve na primeira vez e ficam aquelas perguntas na cabeça: O que é isso? De onde veio essa ideia? O que raio a letra quer dizer? Como é que essa música é possível? Vou te poupar, leitor, de qualquer outro comentário meu sobre essa música, porque soaria extremamente clichê e repetitivo. Só saibam que é a minha música preferida de todas as que já ouvi (e provavelmente de todas as que ouvirei).

Então, vamos direto à questão polêmica: qual o significado de Bohemian Rhapsody? Afinal, o que a letra quer realmente dizer? Muito já foi dito nesses quase quarenta anos. Alguns intérpretes afirmam que Bo Rhap é uma alegoria para o sofrimento que Freddie sentia ao ter de esconder sua homo/bi sexualidade. Mas não dizem o mesmo de I Want To Break Free, sendo que foi escrita por John Deacon, um homem hétero e muito bem casado? Acho bem pouco provável a “teoria Freddie no armário”. Já outras mentes pouco criativas afirmam que a letra não significa nada, só foi criada para se encaixar na música. Acredito que não seja o caso, já que a letra, ainda pouco desenvolvida, já existia bem antes inclusive do Queen existir. Eu ofereço a vocês aqui uma via alternativa: BOHEMIAN RHAPSODY NARRA UM CRIME PASSIONAL.

Tendo em vista que Freddie se considerava “um verdadeiro romântico”, acredito há fundamento para a minha teoria. Se nós prestarmos atenção na letra, poderemos ver que Bohemian Rhapsody narra um crime e um motivo; a culpa, um julgamento, uma condenação, uma despedida e uma execução. Só é difícil ver um sentido porque os fatos não estão em ordem cronológica, com início da narrativa no começo e prosseguindo em ordem lógica pelo meio até o fim; os acontecimentos narrados estão misturados no desenrolar da música (afinal, não é uma narrativa comum, é uma rapsódia).

É óbvio que há um crime no enredo: “Mama… Acabei de matar um homem / Pus uma arma contra sua cabeça / Puxei o gatilho, agora ele está morto”. Mas o que teria motivado o assassinato? “Então tu achas que podes me apedrejar e cuspir em meu olho? / Então tu achas que podes me amar e me deixar morrer? / Oh, baby! Tu não podes fazer isso comigo, baby!”. Parece que um relacionamento amoroso que não deu muito certo foi o estopim para o crime. E lembrem-se que esse é o trecho hard rock da música, que é cantado em um nítido tom de raiva. O eu-lírico matou sua paquera a queima-roupa. E o que fazer depois de consumado o ato? Abandonar a cena do crime, é claro: “Só tenho que sair / Só tenho que sair logo daqui”. Mas teria sido uma atitude premeditada? Acredito que não: “Mama… A vida acabou de começar / Mas agora eu joguei tudo fora / Mama, oh… / Não foi minha intenção te fazer chorar / Se eu não estiver de volta a esta hora amanhã”. Esses versos demonstram um sentimento traiçoeiro: a culpa. Não foi um crime premeditado, quem planeja um assassinato não sente remorso logo depois. Foi uma “burrada” que o eu-lírico fez “no calor do momento”, digamos assim.

Se foi um assassinato qualificado ou não, pouco importa: o eu-lírico cometeu um crime e terá que responder por seus atos. Então ele se despede (“Adeus a todos, eu tenho que ir”) e “deixa todos para trás para encarar a verdade”, ou seja, ele será julgado e ele sabe o destino que o aguarda (“Mama, oh… Eu não quero morrer”). A parte balada da música toda expressa a culpa por ter cometido um assassinato (“Isso é vida real? / Isso é só fantasia? / Pego num desmoronamento”) e o medo das consequências (“Não há escapatória da realidade / Às vezes eu desejo nunca ter nascido para tudo isso”). Por isso é tão deprimente.

Agora está na hora de arcar com as consequências, é hora do julgamento. O eu-lírico afirma “Eu sou um pobre garoto e ninguém me ama”, enquanto os advogados começam sua tese de defesa “Ele é só um pobre garoto vindo de uma pobre família / Poupe-o de sua vida e dessa monstruosidade”. Ele indaga “Fácil vim, fácil vou, vocês me deixarão ir?”. A promotoria é incisiva “Em nome de Deus! Não! Nós não te deixaremos ir!”. A defesa apela “Deixe-o ir!”. A promotoria responde “Em nome de Deus! Não! Nós não te deixaremos ir!” e a defesa mais uma vez pede “Deixe-o ir!”. Finalmente o eu-lírico implora “Let me go!”, mas a promotoria novamente nega “Nós nunca te deixaremos ir”. E finalmente o eu-lírico chega à conclusão desesperadora “Nunca me deixarão ir”. A promotoria responde contundentemente: “Não! Não! Não! Não! Não! Não!”. Notem a presença das expressões “bismillah” (“em nome de Deus”, em árabe), “belzebu” e “diabo”. Recorrer a Deus significa, metaforicamente, a absolvição, o perdão. Já o diabo representa alegoricamente a condenação e a perdição (aqui vemos que as pessoas que viam mensagens subliminares satânicas na letra são completamente bitoladas). Mas não teve jeito: “Tem um diabo reservado para mim / Para mim! / Para mim!”. Ou seja, ele foi julgado e considerado culpado e foi condenado (acredito que a sua pena tenha sido a morte).

Agora só resta ao pobre garoto se despedir deprimentemente dessa vida “Nada realmente importa / Qualquer um pode ver / Nada realmente importa / Nada realmente importa para mim”. Ele vai foi condenado à morte, então para que esperanças? Porque ele é um pobre garoto e não precisa da compaixão de ninguém, porque fácil do jeito que ele veio ele se vai e “De qualquer jeito o vento sopra…”. O verso final é o eu-lírico sendo executado, uma espécie de despedida final, as suas últimas palavras. Aliás, os versos “Abra teus olhos / Olhe para os céus e veja / Que fácil vim e fácil vou / E de qualquer jeito o vento sopra” não parecem muito com um epitáfio?

Então, vemos que o personagem cometeu um crime, foi julgado, condenado e executado e que Bohemian Rhapsody retratata os mais variados sentimentos decorrentes desses fatos: raiva, medo, culpa, desespero… Os acontecimentos estão todos aí, encadeados uns com os outros de forma não convencional.

E após tanto sofriemento, o disco encerra com a instrumental God Save The Queen, onde Brian simula, mais uma vez, os sons dos instumentos de sopro com a guitarra. Finalizar um álbum de rock com o hino nacional a Inglaterra? Bom, o Queen sempre foi chegado a esquisitices. E daí em diante, essa seria a música para encerrar os seus shows, a música de despedida. Aliás, há um duplo sentido óbvio aí: Deus salve a Rainha, Deus salve o Queen…

E o que concluir de tudo isso isso? O mesmo que muitos antes de mim já haviam concluído: é um álbum excelente, muito bem-feito, criativo, maravilhoso. Um clássico do rock britânico. Uma joia da terra da Rainha. Enfim… Depois de ler tudo isso, pegue o teu A Night At The Opera e coloque para tocar mais uma vez. Ouça. Aprecie. Sinta. E vida longa à Rainha!

A NIGHT AT THE OPERA
Artista: Queen
Gravadora: EMI
Produção: Roy Thomas Baker e Queen
Lançamento: 21 de novembro de 1975

Músicas:

Lado A:
1. Death On Two Legs (Dedicated To…)
2. Lazing On A Sunday Afternoon
3. I’m In Love With My Car
4. You’re My Best Friend
5. ’39
6. Sweet Lady
7. Seaside Rendezvous

Lado B:

8. The Prophet’s Song
9. Love Of My Life
10. Good Company
11. Bohemian Rhapsody
12. God Save The Queen

 

Fonte: http://whiplash.net