
Por Bruno Lippy
É impressionante como a morte pode fazer bem para uma carreira musical, ela é, sem sombra de dúvida, a mais eficiente jogada de marketing que um musico pode se arriscar a fazer.
Isso mesmo amigos leitores, não pensem que bati com a cabeça no canto da pia da cozinha, apenas constatei algo irritantemente frenquente no mundo musical. Durante a história fomos bombardeados por exemplos de artistas que depois da morte ganharam uma inexplicável áurea de divindade, tornando-se verdadeiros mitos acima do bem e do mal, uma deificação que muito pouco corresponde com a verdade.
Jim Morrison, Kurt Cobain e até mesmo Fredy Mercury são exemplos de músicos que foram vítimas dessa “babação de ovo” irresponsável depois de suas mortes.
Mas porque irresponsável? É simples, esse endeusamento exagerado esconde a verdadeira história por trás de cada personalidade, os desvios de caráter, as grandes mancadas, as canções ruins, os conflitos pessoais e profissionais e é claro os inúmeros micos que estes artistas deixaram de brinde para o mundo. Além de que é uma covardia imensa com os diversos músicos incríveis que cercavam esses “mitos” e foram responsáveis por grande parte do sucesso de suas bandas e que hoje são praticamente jogados no ostracismo.
Os fãs e público em geral ficam tão ocupados em “babar o ovo” desses artistas que esquecem, por exemplo, das incríveis e inexistentes experiências com índios mortos, almas de índios mortos e sangue de índios mortos do “pancada” Jim Morrison que renderam ao The Doors duas das mais horríveis canções que já ouvi “Peace Frog” e “Ghost Song”. Esquecem da personalidade destrutiva, depressiva e em alguns momentos nefasta de Kurt Cobain que criou a tenebrosa música “Aneurysm” uma de várias porcarias que o Nirvana produziu. Esquecem também do quão cafona era o Queen, do patético dueto entre Fred Mercury e Montserrat Caballé (que aliás até hoje me dá pesadelos), esquecem até mesmo de sua desastrosa carreira solo que deu vida a abominações como ”I Was Born to Love You”, “Las Palabras de Amor”, “Back Chat” e “Calling All Girls”.
Não me levem a mal, não sou insensível, muito menos burro, sou um grande admirador dos três músicos que citei aqui, que são grandes não só como intérpretes, mas também como compositores, mas também sou fiel a verdade, eles estão longe de estar acima do bem e do mal e apesar de serem grandes não merecem carregar a alcunha de gênios.
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Dica de: Roberto Mercury





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