A estátua de Freddie Mercury está frente ao lago, em Montreux, desde 1996. (swissinfo)


Por Luigi Jorio, swissinfo.ch

Em 24 de novembro de 1991 morria Freddie Mercury, líder do grupo Queen e legenda do rock. Em Montreux, onde viveu e gravou discos, encontramos Peter Freestone, assistente pessoal e grande amigo de Freddie.

Ele viu mais de 300 concertos do Queen e diz que o mais incrível foi em São Paulo.

Vinte anos atrás, o mundo da música perdia uma das figuras mais extravagantes e talentosas da histórica do rock. Há 20 anos, Peter Freestone perdia um grande amigo, que ainda hoje recorda com afeto e emoção.

Durante 12 anos, Peter Freestone viveu ao lado de Freddie Mercury, 24 horas por dia, 365 dias por ano, até o momento de sua morte. Foi o assistente, o cozinheiro, o motorista e amigo fiel da voz do Queen. “Freddie era um astro e eu vivia só para ele”, diz com modéstia aquele que assistiu os concertos no mundo inteiro e frequentou os grandes nomes da música, de Michael Jackson a David Bowie.

swissinfo.ch encontrou Peter Freestone, 56 anos, em um bar em Montreux, às margens do lago Léman. “Ouve a música!”, diz e indica uma caixa de som no bar. “Pode apostar, é uma música do Queen.”

swissinfo.ch: Como se faz para ser assistente pessoal de um astro?

Peter Freestone: Encontrei esse trabalho no momento certo, em 1979. Eu era mestre do guarda-roupa da Opera Real de Londres e Freddie foi convidado para um evento beneficente. Depois de vê-lo cantar Crazy little thing called love e Bohemian Rhapsody fui cumprimentá-lo e ele elogiou meu trabalho.

Duas ou três semanas depois, o empresário do Queen me chamou perguntando se eu podia cuidar dos figurinos de uma turnê pela Inglaterra. Fiz isso no primeiro ano, depois Freddie me convidou para trabalhar na casa dele em Londres. Em 12 anos de trabalho, nunca assinamos um contrato.

swissinfo.ch: O que o senhor fazia?

P. F.: Atendia telefone, recebia visitas, fazia compras, pagava as contas, cozinhava, lavava roupa. Fazia tudo para que Freddie pudesse se concentrar exclusivamente em sua música.

swissinfo.ch: E o pagamento?

P. F.: Em torno de 6 mil libras por ano. Mas eu não gastava nada. Quem gastava era Freddie. Então meu salário seria de 25 mil libras. Férias praticamente não tinha. Acompanhava Freddie nas férias dele, mas eu sempre tinha o que fazer. Uma vez perguntei se podia sair duas semanas e ele me respondeu: “Mas acabamos de voltar das férias!” (risos).

swissinfo.ch: Freddie era amigo mas o senhor trabalhava para ele. Como encontrar um equilíbrio?

P. F.: Minha relação com Freddie dependia muito das circunstâncias. Mudava continuamente, de profissional a uma relação de pura amizade. Hoje ele brigava comigo, não porque tinha feito algo errado, mas simplesmente porque precisava desabafar. Ele sabia que eu o compreendia. Sempre pedia minha opinião, mas depois fazia como passava pela cabeça dele. (risos).

Com Freddie imperavam os valores da amizade. Para mim foi o amigo mais leal, generoso e gentil que eu conheci. Fomos até juntos estudar em um convento na Índia. Eu aprendi muito com ele.

swissinfo.ch: O Freddie “verdadeiro” era muito diferente do superastro dos palcos?

P. F.: Todos conhecem seu lado musical, o artista, os shows. Poucos sabem que Freddie era uma pessoa muito tímida, pacata. Adorava ficar na Garden Lodge, sua casa em Londres. Não importava a hora em que ia dormir, levantava sempre às nove da manhã. Tomava chá, se vestia como queria e brincava com os gatos, depois tratava dos peixes. Essas coisas o faziam extremamente feliz.

Quando saia, às vezes trajava jeans, casaco de pele e óculos de sol. Nesse momento Freddie tornava-se o astro e se mostrava como os fãs queriam ver.

Adorava rir. Em público fechava a boa porque tinha vergonha de seus dentes. Nunca tratou porque tinha medo de prejudicar a voz. Em casa, às vezes compensava: ria muito, sem vergonha.

Peter Freestone.

swissinfo.ch: Fale dos concertos. Quantos viu?

P. F.: Na plateia, só dois. Nos bastidores pelos menos 300. O mais incrível foi em São Paulo, no Brasil. Havia 139 mil pessoas. Não sei descrever, mas era uma atmosfera excepcional, única.

Freddie se apresentou duas vezes em Montreux, no Festival Rosa de Ouro. Por exigência da televisão teve de cantar em playback, coisa que ele detestava. No festival de San Remo também ocorreu isso. Foram somente essas duas vezes que ele cantou em playback.

Antes de entrar no palco, bebia sempre um chá de limão com mel. Não sei se ele realmente precisava. Depois do concerto tinha que sair e era uma festa. Com toda a adrenalina que tinha não podia voltar para o hotel.


swissinfo.ch: Freddie vinha a Montreux para gravar. Quais são suas recordações?

P. F.: A primeira vez foi em 1981. No Estúdio Mountain gravamos Under Pressure com David Bowie. Naquela época a Suíça era como um sonho, um lugar mítico onde todos queriam vir. Ainda hoje, ao ver os Alpes tenho uma sensação particular. As montanhas estão aqui há milhões de anos, mas a cada manhã parecem diferentes.

Hoje milhões de fãs de todo o mundo vêm a Montreux para ver a estátua de Freddi. Quando vêm aqui são bombardeados de emoções. Para eles também é especial. Em Londres, onde era a casa dele, as emoções são menores.

swissinfo.ch: Como era o dia em Montreux?

P. F.: Muito chato. Às duas da tarde entrávamos no estúdio de gravação. Todo dia. Às vezes Freddie ficava duas horas, outras até às quatro da manhã, conforme a inspiração. Enquanto eles gravavam eu esperava.

Na cidade não tinha muito o que fazer, tinha no máximo um par de casas noturnas. Vinha-se a Montreux somente para trabalhar. Não dava tempo de fazer mais nada. Para ir do Palace Hotel ao estúdio tinha 500 metros, mas Freddie queria sempre ir de carro para não perder tempo.

No início ele detestava a tranquilidade de Montreux. No final era justamente o que ele gostava. A serenidade do lugar o atraia nos últimos anos de vida.

swissinfo.ch: Como as coisas mudaram depois que Freddie anunciou que era soropositivo?

P. F.: No começo, Freddie parou de sair. Depois continuou a fumar e a beber. Em outubro de 1989, o médico disse-lhe que morreria antes do Natal. Mas sua força de vontade o fez viver mais dois anos. Freddie sabia que nada podia fazer contra a doença. Era isso e pronto.

Mas não abandonou e se concentrou a fundo na música, que era sua vida. Aliás, quando soube que estava doente (1987, ndr) fez The Miracle, Innuendo e Barcelona. Trabalhava mais que antes. Sabia que tinha o tempo contado e queria fazer o máximo.

De minha parte, pensava ter suportado bem a morte de Freddie. Depois me dei conta que não era assim. Três anos depois escrevi um livro e foi uma terapia para mim: pude colocar para fora minha dor. Freddie me dizia sempre que se fosse escrito um livro sobre ele, devia contar as coisas brutas.

No meu livro também falo de coisas negativas, das festas e das drogas. Não menti. E Freddie acreditava na sinceridade. Sinto falta dele. Por vezes penso na vida que levamos. Mas depois me digo que foi uma sorte viver doze anos com ele. Mesmo se Freddie dizia sempre para não pensar no passado.

swissinfo.ch: o senhor deu muitas entrevistas depois da morte de Freddie. Já disse tudo?

P. F.: Não. Há coisas que as pessoas não devem saber. Gosto de conversar com os fãs, mas há coisas que guardo para mim há anos. Quando me abordam respondo com prazer o que vi. Passei doze anos incríveis e tudo está gravado em minha mente.



Luigi Jorio, swissinfo.ch
Montreux
Adaptação: Claudinê Gonçalves


Fonte:
Dica de: Roberto Mercury

O jornalista britânico Phil Sutcliffe prefere Bruce Springsteen.Morte de Freddie Mercury completou 20 anos nesta quinta-feira (24).

Phil Scutliffe escreve sobre música desde 1974 e jamais foi um “especialista” em Queen. Alguns anos atrás, porém, recebeu um convite: era para fazer um texto biográfico sobre a influente banda britânica formada por Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, cujo auge se deu nas décadas de 1970 e 80. A encomenda integra um livro ilustrado que saiu lá fora em 2009 e acaba de ganhar versão nacional. Ainda que o principal atrativo de “Queen: história ilustrada da maior banda de rock de todos os tempos” (Editora Globo) sejam mesmo as fotos – e outras imagens que compõem a iconografia do grupo –, o nome que lemos na capa é o de Sutcliffe.

Ele, a propósito, prefere o título original,Queen: the ultimate illustrated history of the crown kings of rock – ou “Queen: a história ilustrada definitiva dos reis coroados do rock”, em tradução livre. Nesta entrevista ao G1, por telefone, o autor fala também sobre “a coragem de Freddie Mercury”, sobretudo em seus últimos dias. Nesta quinta-feira (24), faz exatamente 20 anos que Mercury morreu, vítima de complicações decorrentes da Aids. A seguir, os principais trechos da conversa com Scutliffe.

G1 – O que você acha do título que o livro recebeu no Brasil?
Phil Sutcliffe – Oh! (risos). É um título diferente do original… Eu acho que the crown kings of rock é muito melhor. E não só por causa da ironia, por ser uma banda chamada Queen, a coisa da realeza… Pessoalmente, eu não os chamaria assim [a maior banda de rock de todos os tempos]: trata-se de uma das grandes bandas da história.

G1 – Qual seria, então, a maior banda de todos os tempos?
Sutcliffe – Na minha opinião? Quando você se depara com essa pergunta, você tem de dizer a coisa mais óbvia, clichê: os Beatles.

G1 – Já que é assim, qual a segunda maior?
Sutcliffe – Não sei se você os considera uma banda, mas os meus favoritos de todos os tempos – até mais que os Beatles – são o Bruce Springsteen and the E Street Band. Eu estou fazendo um livro sobre eles, um livro que parece não ter fim. Eu preciso viver por tempo o suficiente para conseguir terminá-lo (risos).

G1 – De onde veio a ideia de escrever sobre o Queen?
Sutcliffe – O convite veio do editor, que fica em Minneapolis [EUA]. É algo comum, que acontece no jornalismo em toda parte: o amigo do amigo de alguém veio e disse: “Phil, você sabe um pouco de Queen, gosta de Queen, então por que não escreve?”. E, na verdade, eu já tinha escrito um livro sobre o AC/DC para esta mesma série da editora, com o mesmo formato – “a história ilustrada de…”. Mas é claro que existe uma equipe [de pessoas envolvidas], pesquisadores do acervo fotográfico. Esse é o lado embaraçoso de ter o meu nome na capa. Escrevi mais que qualquer outra pessoa [neste livro], concordo, mas há outros 20 e tantos escritores.

G1 – Você já tinha escrito sobre o Queen antes de receber essa proposta?
Sutcliffe – Sim, sim. Escrevo sobre o Queen desde os anos 1970, mas não era exatamente uma especialidade minha, e jamais tinha escrito um livro. [Antes disso] a maior coisa que tinha feito sobre o Queen era uma entrevista com o Brian May, em 1991, para uma matéria de capa da “Q Magazine” [revista de música].

O estranho para mim é que você normalmente odeia quando mentem para você, mas eu acho que Brian estava absolutamente certo ao mentir para mim. Eu o admiro, foi uma boa coisa: uma desonestidade completamente justificável, porque Freddie não queria que isso se tornasse público. “
Phil Sutcliffe, jornalista britânico

G1 – A sua opinião sobre a banda mudou depois de ter escrito o livro?
Sutcliffe – Tenho certeza que sim. Aprendi muito mais sobre eles, e acho que Freddie foi o mais surpreendente. Porque ele é originalmente de Zanzibar [antiga colônia britânica, na África] – quer dizer, você já ouviu alguém lhe dizer que é de Zanzibar? É bastante inusitado. E ele também passou um tempo na Índia [de onde eram seus pais], porque tinha sangue indiano, obviamente. Freddie é quase de outro planeta, e isso está em sua personalidade e em seu background, em sua cultura.

G1 – Dentre as histórias que descobriu por causa do livro, qual mais lhe surpreendeu?
Sutcliffe – Eu não conhecia inteiramente a história da doença do Freddie e de sua morte. Para mim, está claro que é uma das histórias mais importantes sobre eles. Eu sabia alguma coisa sobre o assunto, mas foi interessante para mim, uma experiência estranha. Quando entrevistei Brian [em 1991] – o que aconteceu oito ou nove meses antes de Freddie morrer –, fiz perguntas sobre os muitos rumores que havia na época: “Freddie está ok? Ele está bem ou está doente?”. E o Brian mentiu para mim, dizendo que Freddie estava bem, que não havia com que se preocupar.

G1 – Qual foi sua reação ao saber da verdade?
Sutcliffe – O estranho para mim é que você normalmente odeia quando mentem para você, mas eu acho que Brian estava absolutamente certo ao mentir para mim. Eu o admiro, foi uma boa coisa: uma desonestidade completamente justificável, porque Freddie não queria que isso se tornasse público. Mas o que mais me impressionou, durante as pesquisas que fiz sobre a sequência de eventos da época, foi a coragem que Freddie demonstrou. Quando estava muito perto da morte, mesmo assim ele ainda queria cantar, praticamente com o último suspiro que existia em seu corpo. Algo muito tocante – e como se a música fosse seu sangue vital, e ele provou isso.

G1 – O que você planeja fazer nesta quinta-feira, 24 de novembro, quando se completam 20 anos da morte de Freddie Mercury?
Sutcliffe – Oh, sério?! Eu tinha me esquecido [da data], não tinha me dado conta! Eu quero ter bons pensamentos sobre Freddie, que merece bons pensamentos de todos nós. Ele era um homem verdadeiramente maravilhoso e exótico, muito talentoso, as pessoas o amavam. Mas Freddie também era muito corajoso. O preconceito dizia que, se você fosse gay, você não poderia ser corajoso. Mas ele provou que, sim, você pode enfrentar uma das piores coisas que pode acontecer uma pessoa: uma doença que mata gradualmente e dolorosamente, ao longo de dois ou três anos. Uma doença que, basicamente, devora o corpo e mata. E ele a enfrentou, com uma coragem incrível. Ele estaria [hoje] com certeza sorrindo e tocando. O maior show do paraíso (risos)… Isso lhe parece bom?

G1 – Talvez. Mas com quem ele estaria tocando, se fosse o caso, no paraíso?
Sutcliffe – Quer saber com quem? Com Jimi Hendrix, de quem era um tremendo fã. Assim que soube da morte de Jimi Hendrix [em 1970], Freddie teve de sair do trabalho, em um pequeno mercado em Londres, e voltar correndo para casa, porque não conseguia continuar. Brian May me contou que tudo que havia no flat de Freddie, naquela época, remetia a Jimi Hendrix. Havia pinturas na parede e várias outras coisas. Freddie era um bom artista e fazia ele mesmo essas pinturas.


Fonte: www.g1.com.br
Dica de: Roberto Mercury

A banda mineira Lurex Queen Cover é um desses tributos ao grupo de Freddie Mercury. Formada em 2000 pelos irmãos Amand, Reinaldo (vocais e teclado) e Renato (bateria), Franscisco (baixo) e Filipe (guitarra e violão), o Lurex já está em total sintonia com o grupo de Freddie Mercury, tanto em som quando em figurino.

Se você estiver a fim de uma experiência no melhor estilo do Queen brasileiro, pode até se deixar confundir pelo som dos mineiros, cujo vocalista já assumiu bigodão à la Freddie Mercury e treina constantemente para chegar ao timbre inesquecível do cantor. Mas o que garante mesmo a sensação de voltar no tempo é a produção, que conta com vários dos famosos figurinos de Mercury.

 

Fonte: www.jb.com.br
Dica de: Roberto Mercury

Queen – História Ilustrada da Maior Banda de Rock de Todos os Tempos

  • Início das inscrições: 24 de Nov. de 2011 às 12:05
  • Fim das inscrições: 11 de Dez. de 2011 às 23:59
  • Exibição dos resultados: 16 de Dez. de 2011 às 18:00

No dia 24 de novembro, completam-se 20 anos da morte de Freddie Mercury. Para lembrar a carreira do frontman do Queen, tido até hoje como um dos maiores astros do rock, escolheremos os três leitores mais criativos, que levarão para casa o recém lançado livro Queen – História Ilustrada da Maior Banda de Rock de Todos os Tempos, da Globo Livros (acesse a fanpage do livro no Facebook).

Escolheremos três histórias distintas, com no máximo 60 palavras (preposições e artigos não contam como palavras). Os temas são:

– Os shows no Morumbi, em São Paulo, em 1981.

– O clássico show no Rock in Rio, em 1985.

– O que seria um show do Queen com Freddie Mercury hoje.


Fonte: www.rollingstone.com.br
Dica de: Roberto Mercury

“Ele tinha um apetite inesgotável”, diziam os amigos. Para o vocalista dos Queen não havia limites para o prazer. A promiscuidade e a generosidade de um homem que se dizia só. Texto de Luís Guerra .

Os amigos já sabiam, o meio artístico já suspeitava. Mas o resto do mundo foi apanhado de surpresa: a 23 de Novembro de 1991 Freddie Mercury revelava, por fim, que estava a morrer de Sida. Um dia depois, falecia no quarto da sua mansão de Kensington, não resistindo a uma bronco-pneumonia.

Ao longo da maior parte da sua vida, Freddie Mercury vestiu a pele de estrela rock. Fora dos palcos, viveu uma vida de extravagâncias sem limites. A homossexualidade do cantor era conhecida no meio, mas durante sete anos Freddie viveu com uma mulher, Mary Austin, que conheceu ainda antes de os Queen chegarem à ribalta. A ruptura entre os dois dá-se no final dos anos 70, quando Freddie, incapaz de suster o segredo, lhe revela: “sou bissexual”. A namorada corrigiu-o: “não, és homossexual”. Austin manteve-se próxima de Mercury até ao fim da vida deste e herdou a maior parte da fortuna do artista.

A lista de namorados de Freddie era, segundo os amigos, um inventário em permanente actualização. No documentário Freddie’s Loves , exibido por um canal televisivo inglês em 2004, antigos parceiros sexuais puseram a nu pormenores íntimos da vida do vocalista dos Queen. Freddie fazia rodear-se permanentemente de ex-namorados, que praticamente viviam em sua casa e a quem apelidava de nomes femininos como Sophie ou Phoebe. Os quase 30 quartos da manhão de Kensington acolhia um jardineiro (na verdade, o cabeleireiro Jim Hutton, último namorado de Freddie), assistentes pessoais (creditados mesmo em álbuns dos Queen), um cozinheiro (mais um ex-amante, o americano Joe Vanelli) e figuras pitorescas como um transformista negro (apelidado de Black Bitch) e Peter Straker, um histriónico cantor de musicais (o melhor amigo do cantor). Mary Austin, a namorada “enganada”, era uma espécie de enfermeira e tê-lo-á ajudado, em 1982, a livrar-se da teia do LSD e da heroína. Todos os elementos da “família” tinham uma função e, alguns deles, estiveram com o cantor, quase moribundo, no momento da sua morte.

Este apetite “caseiro” (descrito pela imprensa como “reclusão” e que Mercury comparou à abstinência de uma “freira”) surge imediatamente a seguir a Freddie ter tomado conhecimento da sua condição. Em 1987, Freddie descobre que dois homens com quem manteve casos amorosos haviam falecido, vítimas de Sida. Os jornais não tardam em colocá-lo em papel. Em Mercury & Me , Jim Hutton recorda o processo: “Normalmente, Freddie teria ignorado qualquer especulação da imprensa, mas aquilo parecia ter mexido com ele. Quando nos conhecemos, ele já tinha tido a sua dose de viver na alta roda. Sexo, drogas e rock’n’roll com uma quantidade de estranhos de uma noite só”. As análises clínicas confirmariam o pior.

No início dos anos 80 – com a descoberta dos clubes nova-iorquinos e a mudança para Munique -, Freddie encontrou uma base para dar largas à sua extravagância. “O excesso é parte da minha natureza. Preciso de perigo e excitação”, cita o Mirror em 1991. Mas Mercury não conseguia manter uma relação por muito tempo e procurava, sobretudo, companheiros de uma só noite, a quem agradecia (pagava?) com um relógio Cartier. A vida sexual de Mercury era uma roleta russa: “Já tentei os dois lados – homens e mulheres. Mas deu tudo errado. Os “one-night stands” sou eu a desempenhar um papel. Posso ser um bom amante, mas não sou um bom companheiro para ninguém”.

O lado selvagem de Mercury era dominante na sua personalidade. “Estou atolado em dinheiro. É vulgar mas maravilhoso. Tudo o que quero da vida é ganhar dinheiro e gastá-lo”, cita o The Sun. E era imperioso gastá-lo em grande estilo, mesmo que para isso fosse preciso fretar um avião Concorde para atravessar o Atlântico e recrutar um “catering” de cocaína para servir os amigos. Os seus amantes mais duradouros foram agraciados com carros, diamantes e dinheiro. Mas, como nos piores contos de fadas, o lado glamoroso não bastava: “a fama e o sucesso deram-me tudo excepto uma relação amorosa permanente. Eu devoro as pessoas e pareço destruí-las. Às vezes acordo com suores frios, com medo de morrer sozinho”.

Artigo de Luís Guerra, publicado originalmente na BLITZ nº 20

Fonte: http://blitz.aeiou.pt
Dica de: Roberto Mercury

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=N6ROx977ZBg]


Dica de: Robeorto Mercury

Sem dúvidas, o QUEEN  provou, que eles sempre souberam como animar a festa. Comemorando  seus 40 anos como um grupo, a banda fez por merecer, com uma enxurrada de lançamentos, além de uma revisão completa da expansão de suas obras gravadas. Uma reedição oferece um ponto de vista mais claro de uma obra clássica da banda. Em homenagem aos vinte anos da morte de Freddie Mercury, o Ultimate Classic Rock elaborou uma lista com os dez melhores álbuns do Queen.

01. A Night At The Opera (1975)
02. News Of The World (1977)
03. The Game (1980)
04. A Day At The Races (1976)
05. Sheer Heart Attack (1974)
06. Queen (1973)
07. Jazz (1978)
08. The Works (1984)
09. Queen II (1974)
10. Innuendo (1991)

Fonte: http://whiplash.net

O Jornal da Globo do dia 24/11/2011, encerrou lembrando os 20 anos da morte de Freddie Mercury.

A partir de:  1:58

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=5oeFIdVmL8w]


Dica de: Fabio Moyses

Matéria do Jornal do SBT sobre os 20 anos da morte de Freddie Mercury.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=khjujKQJI00]

Freddie Mercury faleceu no dia 24 de novembro de 1991, completando hoje 20 anos da morte do líder do Queen. São muitas homenagens para o artista neste dia, entre elas tem até um Freddie Mercury feito de LEGO. Quem fez a homenagem foi um legolista chamado Iain Heath, que se baseou nas imagens do show do Queen que aconteceu no Wembley Stadium em 1986. Ian quis transmitir a energia e alegria de Freddie Mercury em sua criação de LEGO. E pelo visto ele conseguiu. Veja mais imagens a seguir.


Fonte: www.r7.com

NO programa Leitura Dinâmica, da Rede TV, de hoje, 24/11/2011, o programa iniciou com uma matéria sobre os 20 anos da morte de Freddie Mercury.

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[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hFK4BinxnOQ]

Nnuma lista feita pela revista Rolling Stone, o guitarrista do Queen ficou na 26 posição.

Fonte: www.rollingstone.com

Na manhã de hoje, 24 de novembro, o canal Globo News encerrou seu primeiro jornal lembrando os 20 anos da morte de Freddie.

Abaixo o vídeo:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IT7m5HrHmaw]


Fonte: www.g1.com.br

LONDRES, 23 Nov 2011 (AFP) -O aniversário de 20 anos da morte de Freddie Mercury, vítima de Aids, é lembrado na quinta-feira, mas a estrela do carismático líder do Queen brilha com mais força do que nunca e seus companheiros continuam vivendo de seus antigos sucessos.

A mítica banda de rock britânica, que completa este ano 40 anos, está entre as que venderam mais discos em todos os tempos, cerca de 300 milhões, segundo fontes, a maioria nas últimas duas décadas.

O guitarrista do Queen, Brian May, e o baterista, Roger Taylor, têm mais trabalho do que nunca e algumas músicas de Mercury, como “Boehmian Rhapsody” e “Don’t Stop me Now”, se tornaram clássicos.

Nos anos após a morte do cantor, que para o jornal britânico The Independent “pareceu apenas um susto na carreira”, o valor do Queen subiu muito e diversos artistas o citam entre suas influências, incluindo Lady Gaga, Robbie Williams e Muse.

Mercury morreu aos 45 anos em sua casa em Londres, no dia 24 de novembro de 1991, em consequência de uma broncopneumonia causada pela Aids, enfermidade que tinha sido diagnosticada vários anos antes.

Seus admiradores lembram-se dele por suas cativantes atuações ao vivo, sua surpreendente voz e por hits inesquecíveis como “We are the Champions”, hino inevitável de qualquer final esportiva, “Killer Queen”, “Crazy Little Thing Called Love” ou “Barcelona”, interpretada em dueto com a soprano espanhola Monserrat Caballé.

O musical “We Will Rock You”, que estrou em 2002, continua cheio em todas as suas apresentações em Londres e foi montado em vários países. O interesse que Mercury desperta impulsionou a produção de um filme biográfico, protagonizado pelo excêntrico Sacha Baron Cohen (intérprete de “Borat”) e que se concentrará nos anos anteriores à extraordinária apresentação do Queen no show Live Aid, em Londres, em 1985.

“Mesmo que não esteja fisicamente presente, sua presença parece mais poderosa do que nunca”, escreveu May em um blog em setembro, pelo que seria o 65º aniversário de Mercury.

“Devorava a vida. Comemorava cada minuto. E, como um grande cometa, deixou uma estrela luminosa que brilhará durante muitas gerações”, acrescentou na ocasião.

Um dia antes de morrer, Mercury confirmou em um comunicado que tinha Aids. Em menos de 24 horas, entrou em coma e morreu, depois de ter conservado sua doença em segredo, sem nunca expressar seu sofrimento.

Mercury disse em uma entrevista em 1987 que não tinha medo de se tornar um velho de 70 anos rico e solitário. “Vivi uma vida plena e se morresse amanhã, não me importaria. Fiz realmente de tudo”, disse.

Nascido como Farrokh Bulsara, no dia 5 de setembro de 1946, em uma família indiana que morava em Zanzibar e educado em um internato de estilo inglês na Índia, o tímido adolescente chegou a Londres quando sua família fugiu da revolução no pequeno país africano em 1964.

Sua imagem mais clássica é com uma jaqueta de estilo militar amarela e calça branca que usou durante a turnê de 1986, bigode e o punho no alto, na pose imortalizada em estátua erguida em sua homenagem na cidade suíça de Montreux, às margens do lago Genebra.

Passado o luto, os três colegas da banda produziram músicas inteiras com pedaços da voz de Mercury que ele, já gravemente enfermo, tinha gravado em 1991, durante as preciosas horas em que recuperava alguma vitalidade.

O álbum resultante, “Made in Heaven”, lançado em 1995, se tornou um dos mais famosos do Queen.

Para os integrantes da banda, enfrentar a vida sem Mercury não foi fácil. May mergulhou em uma profunda depressão, depois de perder também seu pai e após o fim de seu casamento, e pensou em suicídio.

Taylor, assim como May, produziu alguns álbuns solo nos anos 1990, mas apesar dos esforços para se distanciar do Queen, aprendeu a viver com a lenda.

O baixista John Deacon se aposentou em 1997, embora seus companheiros tenham sua benção para seguir em frente.

O lançamento de “We Will Rock You”, que foi visto por 13 milhões de pessoas no mundo, deu a eles uma nova vida ao oferecer aos fãs uma volta a todos os seus grandes sucessos.

O Queen voltou a sair em turnê em 2005, desta vez com o ex-vocalista da banda Free, Paul Rodgers, com quem gravaram o, até agora último, álbum de estúdio “The Cosmos Rocks” (2008).

Fonte: www.g1.com.br

Abaixo Clip Legendado da música  “In My Defence”


[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=VsXyNsHBWpg]



Em novembro completa-se 20 anos da morte de Freddie Mercury, cantor conhecido por sua extravagância e genialidade e que morreu aos 45 anos em Londres, um dia após confessar que portava o vírus da Aids.

“Freddie Mercury morreu pacificamente nesta noite em sua casa de Kensington, em Londres. Sua morte é resultado de uma broncopneumonia causada pela Aids”, informou em 24 de novembro de 1991 seu representante em um breve comunicado.

Nascido na Tanzânia e criado na Índia, Mercury deixou como legado hinos como “I Want To Break Free”, “Don’t Stop Me Now” e “Bohemian Rhapsody”, cantados com sua voz única, sempre interpretados de maneira teatralizada, em um estilo impossível de imitar.

Alguns tentaram copiar o líder da Queen, mas ninguém foi capaz de reproduzir a personalidade arrebatadora e carismática deste “showman” de grandes dentes, que se transformou em um dos ícones dos anos 1980 apesar de, como ele próprio dizia, ser muito tímido.

Entre as muitas fotos que circulam por conta do aniversário de morte do cantor, uma se destaca por expressar bem sua personalidade. Mercury, com uma capa e coroa reais, desfila como uma verdadeira “queen” (gíria inglesa para o homossexualismo) britânica, durante uma apresentação no estádio londrino de Wembley, em julho de 1986.

A banda Queen transformou a cena musical dos anos 1970 e 1980, e vendeu mais de 300 milhões de discos, a maioria depois da morte de seu vocalista, nascido em 5 de setembro de 1946 e batizado como Farrokh Bulsara.

Em sua juventude, trocou esse nome difícil de pronunciar por Freddie e, quando já se dedicava profissionalmente à música, substituiu seu sobrenome por Mercury (Mercúrio, mensageiro dos deuses).

A carreira de Freddie Mercury, um homem culto que estudou desenho e adorava ópera, esteve sempre unida à do guitarrista Brian May, do baterista Roger Taylor e do baixista John Deacon.

Os quatro músicos criaram a Queen em 1971 e gravaram 12 álbuns de estúdio, entre eles os aclamados “Sheer Heart Attack” (1974) e “A Night at the Opera” (1975), com um som que misturava rock, heavy metal e glam, dominado pela guitarra de May e, sobretudo, pela imponente voz de Mercury.

Embora alguns critiquem o toque “kitsch” do grupo, seus shows tinham um caráter antológico e suas canções perduraram por todos esses anos.

Contudo, os fãs do cantor não possuem um túmulo para prestar homenagens a ele, já que seu corpo foi cremado em Londres e as cinzas foram espalhadas em um lago suíço dias depois.

Em seu velório, foi executada a canção “Barcelona”, gravada em 1987 pelo músico britânico com sua idolatrada cantora lírica Montserrat Caballé, que se tornou hino dos Jogos Olímpicos de 1992, quando Mercury já havia morrido.


Fonte: www.atarde.com.br

Nesta quinta-feira (24), é lembrado o aniversário de 20 anos da morte de Freddie Mercury.

O líder do Queen foi vítima de Aids, mas nunca foi esquecido pelos fãs e companheiros de banda, que continuam vivendo de seus antigos sucessos.

O Queen, uma banda de rock britânica, completa 40 anos em 2011. O grupo está entre os que venderam mais discos em todos os tempos: são cerca de 300 milhões.

O guitarrista do Queen, Brian May, e o baterista, Roger Taylor, têm mais trabalho do que nunca.

Algumas músicas de Mercury se tornaram clássicas, como por exemplo os hits Boehmi Rhapsody e Don’t Stop me Now.

Segundo o jornal britânico The Independent a morte de Mercury foi um susto na carreira. Os integrantes da banda sofreram para superar a perda. Mas, apesar de tudo, o Queen não ficou parado.

O conceito da banda subiu e diversos artistas o citam entre suas influências, inclusive Lady Gaga, Robbie Williams e Muse.

Mercury morreu aos 45 anos, em consequência de uma broncopneumonia causada pela Aids, que já tinha sido diagnosticada vários anos antes e conservada em segredo pelo próprio cantor.

Os fãs lembram dele por suas cativantes atuações ao vivo, sua surpreendente voz e por músicas inesquecíveis como We Are The Champions, Killer Queen, Crazy Little Thing Called Love e Barcelona.

Em 1987, Mercury concedeu uma entrevista e declarou que não tinha medo de se tornar velho.

– Vivi uma vida plena e se morresse amanhã, não me importaria. Fiz realmente de tudo!


Fonte: www.r7.com

Surgiram mais detalhes sobre a cinebiografia em que Sacha Baron Cohen (foto; Borat, Brüno) irá interpretar Freddie Mercury, o vocalista da banda britânica Queen, falecido em 24 de novembro de 1991, vítima de consequências da AIDS.

O produtor Graham King disse ao CinemaBlend que pretende dar início ao projeto no início do próximo ano. “Quem é melhor para interpretar Freddie Mercury do que Sacha Baron Cohen? Ele é tão talentoso e você vê um lado dele em Hugo que ninguém nunca tinha visto antes. Muito emocionante e muito sincero.”

Peter Morgan (Frost/Nixon, A Rainha) escreveu um script, mas King ainda não comentou se será esse o roteiro utilizado. Como Morgan disse ao CinemaBlend no ano passado, Sacha Baron foi o único a agradecer a existência do projeto: “Sacha foi a única pessoa que me pediu para escrever o roteiro. Ele foi o cara que me ligou“.

Fonte: www.cinema10.com.br