Daniel Silveira

Um dos personagens mais marcantes da história do rock mundial foi a invenção de um jovem tímido de Zanzibar (na costa da Tanzânia) que sonhava em se tornar uma “lenda” e que usava a afetação no palco como escudo para sua insegurança.

A descrição de Freddie Mercury, líder do Queen morto em 1991, é feita por Mark Blake, autor de Is This the Real Life? The Untold Story of Queen (É Esta a Vida Real? A história não contada do Queen, Da Capo Press, 432 págs., US$ 25), a recém-lançada biografia do grupo britânico que vendeu mais de 300 milhões de discos.

Segundo Blake, Mercury não era autêntico, mas o resultado da ambição de Farrokh Bulsara, nome verdadeiro do cantor. A atenção dada a seu personagem, diz Blake, fez com que Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista da banda, ficassem ofuscados e não recebessem o devido crédito por sua contribuição no Queen.

Editor-chefe das revistas Mojo e Q, Blake tem 46 anos e é autor também de um livro sobre o Pink Floyd. Passou dois anos pesquisando e fez mais de cem entrevistas para publicar o livro sobre a banda.

Para ele, o Queen é fruto da era de ouro da cultura pop – e não teria espaço se surgisse nos dias atuais. Na virada da década de 1960 para os anos 70, defende, havia uma grande criatividade no ar, “uma época em que as coisas eram feitas pela primeira vez”, diz. David Bowie, Jimi Hendrix, Pink Floyd e Led Zeppelin foram algumas das bandas que explodiram naquela época, assim como o Queen, e que transformariam a cultura pop global.

Na cultura atual, diz Blake, a marca do Queen continua forte, e evidência disso é o fato de a personagem mais popular, Lady Gaga, ter tirado seu nome de uma música da banda (“Radio Gaga”).

Leia abaixo os principais trechos da entrevista que Blake concedeu por telefone à CULT.

CULT – Sua descrição do ambiente em que o Queen surgiu mostra uma realidade muito criativa para a música pop, com o apogeu de nomes cruciais, como David Bowie, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Pink Floyd. Qual a relevância desse momento, na virada da década de 1960 para os anos 70, para a cultura pop?

Mark Blake – Foi a era de ouro da cultura pop. Cada geração deixa sua marca, é verdade, mas, por causa das oportunidades e da criatividade daquela época, não é possível negar que foi um momento único. Foi uma época em que muitas coisas estavam sendo feitas pela primeira vez.

Foi também naquele momento que os álbuns passaram a se tornar mais relevantes, substituindo a importância dos singles. O Queen sempre teve singles, mas os grupos da época começavam a investir em grandes álbuns.

Um grupo como o Queen seria possível nos dias de hoje?

Não, a banda não teria existido se tentasse surgir agora. Acho que as gravadoras lançariam Mercury sozinho e, além disso, mexeriam muito na música. O Queen não teria liberdade para criar, como teve.

Nos anos 1970, as gravadoras ganharam muito dinheiro ao deixar as bandas fazerem aquilo que quisessem e se desenvolverem em seu próprio tempo – foi isso o que fez o Queen dar certo. Eles não tiveram nenhum grande sucesso até o terceiro ou quarto disco. Atualmente, a banda é deixada de lado pelas gravadoras se não tiver um grande sucesso até o segundo disco, no máximo. O Queen não sobreviveria se surgisse nos dias de hoje.

Quando relata o surgimento da banda, você diz que Jimi Hendrix teve muita influência sobre ela, especialmente sobre Mercury, mas dá a entender que ela acabou por ofuscar Hendrix. Qual o lugar do Queen na história do rock?

Há uma grande diferença no legado de Queen e de outros nomes importantes, como Hendrix. O Queen foi gerenciado por Jim Beach, que foi muito competente em fazer com que a banda ganhasse muito dinheiro. É por causa dele que a banda continua onipresente até hoje, décadas após a morte de Mercury.

O legado do Queen continua sendo construído, enquanto outras bandas já extintas ficaram presas ao passado. Até hoje, há uma estátua de Mercury no centro de Londres, como parte de um musical que leva o nome de uma música da banda (“We Will Rock You”).

Qual a influência do Queen sobre o pop e o rock atuais?

Pode-se ouvir sua influência em muito do rock e do pop de hoje em dia. O fato de um dos maiores nomes do pop atual ser Lady Gaga, que tirou seu nome de uma música do Queen, é uma demonstração muito clara disso. Mas também em sua sonoridade é possível detectar a influência da banda, filtrada ao longo dos anos. Os grupos atuais cresceram ouvindo Queen, e é impossível ignorar completamente isso.

Muita coisa mudou desde então na forma de produzir e consumir cultura. Tenho 46 anos e, quando era jovem, descobria novas bandas frequentando lojas de disco. Eu não sabia qual era a aparência dos músicos do Pink Floyd ou do Led Zeppelin, por exemplo, os grupos não apareciam na TV e não havia internet. Isso criava uma relação mais próxima com as bandas, com o sentimento de descoberta pessoal.

Hoje tudo está disponível, e é difícil manter qualquer coisa em segredo.

Antes de o Queen existir, quando Brian May e Roger Taylor tocavam em um grupo chamado Smile, eles abriam shows para o Pink Floyd, banda que foi tema de seu livro anterior. É possível comparar os dois grupos?

Apareceram mais ou menos na mesma época, mas são duas bandas completamente diferentes. Acho não ser possível ouvir influência do Pink Floyd na sonoridade do Queen, apesar de saber que Brian May é fã da banda.

Talvez se possa dizer que o Pink Floyd tinha um interesse mais musical, em criar algo de novo, enquanto o Queen, especialmente Mercury, estava mais interessado em receber atenção e se tornar famoso.

A morte de Mercury tornou-se um dos momentos mais marcantes da história do rock e também um símbolo da luta pelos direitos dos homossexuais e da luta contra o HIV. Qual a relevância histórica de Mercury?

Ele tornou-se relevante em muitas dessas coisas depois de morrer. É importante lembrar que, em vida, ele nunca defendeu nenhuma causa abertamente. Nunca falou sobre a defesa dos direitos dos homossexuais, por exemplo, ou nada assim.

A última vez que ele subiu ao palco com o Queen, ele mal tinha 40 anos. Nunca o vimos ficar velho, e não sabemos o que teria acontecido se ele ainda estivesse por aí. Teria sido interessante ver se ele teria aberto mais sua vida pessoal, defendido causas.

O senhor diz que, ainda adolescente, Mercury “previu” que viveria apenas 45 anos e que se transformaria em uma lenda do rock. O senhor também relata como ele passou de um jovem tímido de Zanzibar para um dos personagens mais espetaculares da cultura pop. Como isso foi possível?

Ele era muito ambicioso. Em todas as vezes em que conversei sobre isso com Brian May e Roger Taylor, eles sempre falavam sobre o quanto Mercury se transformou desde que o conheceram. Falam sobre a persona que inventou. Ele não tinha voz no começo da carreira, por exemplo, mas treinou tanto que acabou se tornando um grande cantor.

O que possuía desde o princípio, no palco, era uma grande confiança, apesar de ser tímido fora dele. Ele era um caso de pura ambição e autoconfiança.

Então ele não era autêntico, certo?

Não, não era autêntico. Claro que havia traços do Mercury real no personagem, mas o personagem era muito diferente de quem ele
realmente era.

Seu livro tenta creditar Brian May (guitarrista) e Roger Taylor (baterista) pelo sucesso da banda. Eles foram ofuscados pelo personagem de Mercury?

Eles foram muito importantes. Como artista-solo, Mercury nunca fez muito sucesso, assim como o resto da banda nunca fez muito sucesso em outros projetos musicais. A magia do Queen estava no que os quatro conseguiam fazer juntos.

Mas, como Freddie era um personagem gigantesco, acabou dominando a história, pois era a imagem dele que vendia a música.

Recentemente, os remanescentes do Queen juntaram-se com Paul Rodgers (vocalista do Bad Company e amigo histórico do Queen) para voltar a fazer shows. Pode-se chamar isso de Queen?

Eles são o Queen. O nome é deles e podem fazer o que quiserem. Entrevistei Roger Taylor sobre isso, e ele disse que seria bobagem não usar o nome da banda, pois isso ajudava a vender mais ingressos. Pessoalmente, vi alguns dos shows e acho que fizeram um bom trabalho, mas tenho dificuldade de ver o Queen com qualquer outro vocalista que não Mercury. Algumas coisas não funcionaram tão bem.

O senhor fez mais de cem entrevistas para escrever o livro. Como surgiu o projeto e como foi o trabalho de pesquisa?

Fui convidado pela editora. Havia entrevistado Roger Taylor e Brian May várias vezes e já tinha escrito muito sobre o Queen.

O diferencial foi que decidi ir atrás de pessoas que nunca haviam falado, como os amigos de infância de Mercury e todos os baixistas que passaram pelo Queen – até um que tocou apenas em dois shows. Passei cerca de dois anos pesquisando e escrevendo.

Seu livro começa com a apresentação do Queen no Live Aid, há 26 anos. Qual a relevância desse show para a banda?

Ele foi visto por muita gente em todo o mundo e teve um efeito galvanizador na carreira do Queen. Deu um forte impulso ao grupo, especialmente no Reino Unido. Até então, a banda cogitava parar por tempo indeterminado, e foi após aquele show que decidiram continuar juntos. O Live Aid tornou-se parte da cultura pop.

O tom de seu livro é um tanto impessoal. Foi intencional?

Não vivi a história do Queen. Assisti a shows, conhecia as músicas, mas não tinha como escrever com base no que eu sabia. Escrevi o livro sobre a história do Queen com base em depoimentos e entrevistas de pessoas que viveram aquela história. Dependia das memórias delas, então preferi ser objetivo.

Gosto muito do Queen. Cresci ouvindo suas músicas, tenho todos os seus discos. Mas não considero tudo o que gravaram fantástico – sou um fã crítico. É uma relação parecida com a que tenho com todas as bandas que amo, como Pink Floyd e Led Zeppelin.

Do que mais gosta e do que menos gosta do Queen?

O meu preferido é Sheer Heart Attack, embora não saiba dizer se é o melhor disco deles. Por outro lado, eu teria preferido se não tivessem lançado Made in Heaven. Seria melhor se a história tivesse acabado com a morte de Mercury.

Trecho – esquadrão da morte no Morumbi



“Dois outros shows tinham sido confirmados no Estádio do Morumbi, em São Paulo, para 20 e 21 de março [de 1981]. A banda levantou acampamento no Rio, enquanto a equipe começou a tarefa no estilo Fitzcarraldo de transportar mais de 100 toneladas de equipamentos para o Brasil por estrada e através da selva. Na fronteira brasileira, as autoridades da alfândega estavam decididas a examinar cada peça (um processo que teria exigido cancelar os dois shows). De algum modo se fechou um acordo, supostamente envolvendo dólares, e os caminhões puderam passar, faltando apenas 36 horas para a primeira noite. Em São Paulo, o guarda de segurança pessoal de John Deacon se apresentou com a informação de que tinha matado mais de 200 pessoas. Haviam designado para o Queen guarda-costas tirados do infame ‘Esquadrão da Morte’ brasileiro. ‘Era a polícia linha-dura que realmente matava pessoas a um estalar de dedos”, lembrou Mercury. ‘Alguém tirou uma foto de John com o ‘Dr. Morte’, diz Peter Hince. ‘Ali vemos Deakey e aquele sujeito com uma arma enfiada na calça.’ Nos bastidores antes da primeira noite no Morumbi, o destemido Gerry Stickells finalmente quebrou. Furioso com a falta de um telefone que funcionasse, ele arrancou um da parede e o atirou pela janela. A polícia foi chamada e o Queen foi obrigado a permanecer nos camarins até minutos antes do show. Afinal, apresentaram-se para mais de 250 mil pessoas em duas noites no Brasil. Juntamente com seu próprio equipamento, o Queen recebeu muitos refletores da organização do show. Ao examinar de perto, viram que tinham estampadas as palavras ‘Earth, Wind & Fire’, e tinham sido apreendidos durante a turnê da banda um ano antes. Temendo que o equipamento do Queen fosse confiscado, a equipe tomou medidas de emergência. Enquanto o pessoal do estádio estava ocupado pegando a grama artificial da banda, a equipe desmontou o palco e conseguiu transportar todo o equipamento para o aeroporto.

Trecho de Is This the Real Life?

Trecho – concorrência acirrada

“Assim como o single, o álbum [Queen, de 1973] vendeu lentamente e chegou ao 32º lugar no Reino Unido. Algumas resenhas foram positivas. ‘Uma estreia pujante, dinâmica’, afirmou a revista underground Time Out. Outras nem tanto. ‘Um balde de urina insípida’, disse a New Musical Express, deflagrando um ressentimento da imprensa musical que duraria por toda a carreira do Queen. Aliviado por finalmente ter lançado um disco, o Queen agora lutava contra o medo de que talvez fosse antiquado. ‘Nós tocávamos glam rock antes de The Sweet e [David] Bowie’, disse Brian May à Melody Maker. “Estávamos preocupados porque talvez tivéssemos chegado tarde demais.” A concorrência era acirrada. Meninos de aparência andrógina em roupas exóticas tinham se tornado a regra no rock e no pop. Naquela primavera Bowie havia lançado Aladdin Sane e o Roxy Music apresentou seu segundo disco, For Your Pleasure. O Roxy, com seus boás de plumas e pedigree de escola de arte, tinha feito sua estreia ao vivo um ano antes e já tinha desfrutado um single e um álbum de sucesso. ‘Não queríamos que as pessoas pensassem que estávamos pegando carona neles’, insistiu May

Trecho de Is This the Real Life?




Fonte: http://revistacult.uol.com.br
Dica de: Roberto Mercury

O vídeo “Yoü and I” apresenta seus dois alter egos

O vídeo "Yoü and I" apresenta seus dois alter egos

Como prometido, Lady Gaga lançou na tarde de terça-feira, 16, o novo vídeo do álbum “Born This Way”. O vídeo “Yoü + I” apresenta seus dois alter egos: Jo Calderone, um homem, e Yuyi, a sereia.

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A canção tem influências de rock e country e sample de “We Will Rock You”, do grupo Queen. O guitarrista Brian May, do Queen, participou da canção tocando na faixa do CD.

Para quem não sabe a cantora é muito fã da banda inglesa. A inspiração do nome da cantora é de uma música do Queens, “Radio Ga Ga”.


Fonte: www.opovo.com.br

No dia 20 de agosto, Brian irá aparecer com participação especial na apresentação da matinê e também à noite do musical We Will Rock You, que serão os shows de despedida de Mazz Murray (a atriz que faz a personagem Killer Queen).

Fonte: www.brianmay.com

Livro de memórias do Rock in Rio traz revelações sobre a passagem do líder do Queen pelo Brasil.

O livro “Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo”, de Luiz Felipe Carneiro, traz revelações inéditas sobre a passagem de Freddie Mercury pelo Brasil, em 1985. O líder do Queen teria chegado à cidade do Rock de helicóptero e dado chiqulique ao encontrar outros artistas pelos corredores, segundo um trecho reproduzido pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.

“Quem são”?, teria perguntado a Amim Khader, contratado para acompanhá-lo, ao se deparar com Erasmo Carlos, Ney Matogrosso e Elba Ramalho no corredore dos camarins, por onde ia passar.”São artistas do mesmo nível do seu”, devolveu Amim. “Não são não, tanto que me conhecem e eu não os conheço”, teria protestado Mercury.

Ainda segundo o livro, o cantor foi a vários pontos gays do Rio, como a Galeria Alaska, e namorou o motorista que lhe servia. Ao affair, pediu que o levasse ao melhor restaurante italiano da cidade e acabou no La Mole.


Fonte: www.globo.com
Dica de: Roberto Mercury

God Save The Queen – 12 de agosto de 2011 – Teatro do Sesi

“Eu vi o Queen”. É essa a sensação que se tem depois de assistir a apresentação do grupo argentino God Save The Queen. Dios Salve a La Reina, nome da banda em sua língua materna, apresentou-se na última sexta-feira em Porto Alegre, mostrando ao público porque é considerado o melhor tributo ao Queen em atividade.

Com aqueles 10 minutos de atraso previstos em todo show, Pablo Padín, no papel de Freddie Mercury , Francisco Calgaro encarnando Brian May, Matías Albornoz como Roger Taylor e Ezequiel Tibaldo como John Deacon, surgem no palco ao som de uma trilha sonora bem “Queen”.

Ressalta-se que os termos “papel” e “encarnando” não são sem motivo: o que se vê no palco, principalmente com o vocalista e o guitarrista do tributo, é um perfeito trabalho de atuação e mimetização em relação às estrelas do Queen. Cada movimento e som, além, é claro, dos figurinos super fiéis, nos faz lembrar a banda inglesa, tão original e, por isso mesmo, difícil de ser copiada.

O início do espetáculo (que o é em todos os sentidos da palavra) traz alguns sucessos da banda, como “Under Pressure” e “Somebody to Love”, sendo que nesta última, público e iluminação dão um toque especial à performance impecável de Pablo. Também traz o “Boa noite, Porto Alegre” e o desnudamento de braços e tórax de Pablo, mostrando a incrível semelhança com Mercury também no porte físico e provocando alterações na ala feminina da platéia.

Um medley de “Hammer to Fall”, “A Kind of Magic” e “Another One Bites the Dust” dá sequência ao show. Em “Save Me”, tal como Brian May, Calgaro mostra seus dotes com as teclas, sentando-se ao teclado de Pablo e levantando apenas para fazer o solo.

A próxima música que merece destaque é “Love of My Life”, talvez uma das mais bonitas e tocantes baladas já compostas. No palco apenas um violão nas mãos de Calgaro, perfeitamente dedilhado, um banquinho e uma voz poderosa fizeram a platéia cantar e se emocionar. Também Pablo emocionou-se, e transmitiu o sentimento dizendo “Do caralho!”, num portunhol engraçado, ao final da música.

Retornam com “I Want it All” (com o roadie tocando violão ao fundo!) para novamente deixarem o palco durante o solo de Calgaro, cheio de “alavancadas” e timbres característicos do guitarrista do Queen, que aliás, usa o mesmo modelo de guitarra. Vale registrar que o solo durou o tempo necessário e foi bastante “musical”, não apenas uma demonstração de técnica maçante que muitos guitarristas gostam de fazer enquanto seus vocalistas descansam.

Calgaro continua como o centro das atenções cantando “Too Much Love Will Kill You”, enquanto Pablo tocava teclado. Em “Now I’m Here”, o público é convidado a responder aos vocalizes de Pablo, numa típica cena de um show do Queen.

Outra cena típica vem com “I Want to Break Free”: peruca, blusa feminina e seios postiços adornam o corpo do vocalista, tão show-man quanto Freddie Mercury.

Outros três clássicos da história dos ingleses encerram o show dos argentinos, com um óbvio destaque para a ópera mais famosa do rock “Bohemian Rhapsody”, belissímamente executada.

Deixam o palco rapidamente, e voltam para o encore com “The Show Must Go On” e “We Will Rock You”, acompanhada pelo público com as palmas características. Em “We Are the Champions”, que anuncia o verdadeiro final do show, Pablo, já sem camisa, traz unidas as bandeiras da Argentina e do Brasil, provocando aplausos calorosos da platéia em pé.

O manto, a coroa e o cajado (que na verdade é o pedestal de seu microfone) de “king” (ou queen…) é o último figurino de Pablo, bem ao final da canção. São aplaudidos de pé e saem sem muitas palavras.

O público animado e participativo, a equipe que há nos bastidores do tributo, a lindíssima iluminação e a ótima qualidade do som do teatro (que falta a alguns outros espaços em Porto Alegre) contribuíram muito para a perfeição do espetáculo. Mas sem dúvida alguma, os protagonistas da noite foram os quatro músicos, que executam com perfeição movimentos e sons. Percebe-se todo o cuidado e trabalho desenvolvidos para que tudo soe e pareça como o Queen. Pablo Padín, em especial, se move, canta e olha como Freddie Mercury. Há o rigor técnico, mas há também a sensibilidade e a naturalidade em cada gesto. É emocionante.

O show do God Save the Queen “must go on” e você must to watch it!


Set List

Tie Your Mother Down
Under Pressure
Somebody to Love
Hammer to Fall
A kind of Magic
Another One Bites the Dust
Save Me
Bicycle Race
Who Wants to Live Forever
Love of My Life
These Are the Days of Our Lives
I Want it All
Solo
Too Much Love Will Kill You
Now I’m Here
I Want to Break Free
Radio Gaga
Crazy Little Thing Called Love
Bohemian Rhapsody

Encore

The Show Must Go On
We Will Rock You
We Are the Champions

Por Mariele Giovanaz
Fotos: Soraya Hossain

Fonte: http://rockbox.com.br/
Dica de: Roberto Mercury

RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) – Faltando pouco mais de 30 dias para o maior evento do rock brasileiro paralisar o Rio de Janeiro, um livro conta detalhes sobre o festival, que chegou a ter o seu cancelamento previsto por Roberto Medina, o idealizador do Rock in Rio.

Desanimado com as obras do que viria a ser a Cidade do Rock, em Jacarepaguá, o empresário convocou uma reunião urgente para cancelar o evento. No caminho em direção ao carro, de onde seguiria para o encontro na Artplan, Medina foi interceptado por três jovens que armaram uma algazarra, entre elogios e abraços, exaltando o festival que traria no verão seguinte algumas das mais aguardadas atrações musicais do Brasil e do exterior.

Foi desta maneira, meio improvisada, que o Rock in Rio, tornou um dos principais eventos do gênero no mundo.

Esse e outros episódios são relatados em Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo (Editora Globo), do jornalista Luiz Felipe Carneiro.

Por meio de um amplo trabalho de pesquisa que incluiu a leitura de mais de dois mil artigos e entrevistas com dezenas de artistas, críticos de música e organizadores, Carneiro aquece a memória daqueles que frequentaram uma – ou, por que não? – as três edições do Rock in Rio realizadas no Brasil em 1985, 1991 e 2001, compila as histórias mais marcantes e inusitadas para aqueles que nunca foram, mas ouviram histórias a respeito, ao mesmo tempo em que oferece um aperitivo para quem vai ao Rock in Rio este ano, nos dias 23, 24, 25 e 29, 30 de setembro e 1 e 2 de outubro.

Realizado pela primeira vez em 1985, em meio à eleição presidencial de Tancredo Neves marcando o fim de 21 anos de regime militar, o Rock in Rio apresentou uma nova receita, um novo conceito de evento, oferecendo ao público brasileiro o creme de la creme da música em um mesmo lugar. Mais do que um simples festival, contribuiu significantemente para a consolidação do então nascente rock brasileiro e, ao acabar com a desconfiança quanto à capacidade do Brasil de promover shows de grandes proporções, ajudou a inserir o país na rota das turnês dos astros internacionais que raramente passavam por aqui. Foram dez dias com mais de um milhão de pessoas e atrações como Queen, AC/DC, Ozzy Osbourne, Rod Stewart, Iron Maiden, B-52´s, Scorpions, James Taylor, Nina Hagen, Whitesnake, Yes, Barão Vermelho, Os Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, Moraes Moreira e Elba Ramalho, entre muitos outros.

O livro é ilustrado com mais de 200 fotos e depoimentos de nomes como Brian May, Evandro Mesquita, Charles Gavin, Leo Jaime, Tony Belloto e o “pai” do festival, Roberto Medina, entre outros, Rock in Rio – A história do maior festival de música do mundo resgata a história do evento, ajuda a entender os contextos em que foram realizadas as três edições e, de certa forma, conta a trajetória de desenvolvimento da própria indústria do show business.


Por Alex de Souza
Fonte: www.oreporter.com

Destaque da nova edição da Out, revista voltada para o público homossexual, o vocalista do Maroon 5, Adam Levine, afirmou que as pessoas devem sim questionar sua sexualidade, já que isso é bastante natural de ocorrer com os melhores frontmen do planeta.

“Se sequer passasse pela cabeça do público que houvesse ao menos uma pequena chance de eu ser gay, eu não estaria fazendo o meu trabalho direito”, disse, citando cantores como David Bowie, Mick Jagger e Freddie Mercury para exemplificar seu ponto. “Os principais vocalistas da história são aqueles cuja sexualidade chegou a ser questionada”.

Atualmente namorando a modelo Anne Vyalitsyna, Levine se disse bastante tranquilo em relação ao tema e se mostrou mais próximo da comunidade GLS do que as pessoas poderiam imaginar. “Meu irmão é gay e a família inteira sabe disso desde que ele tinha dois anos de idade. Nós sempre quisemos lhe dar conforto e constantemente lhe dizíamos que a realidade dele era normal”, afirmou, comentando o fato de muitas pessoas não desejarem de forma nenhuma a homossexualidade para seus filhos.


Para ler a matéria completa Clique Aqui


Fonte: www.terra.com.br


• Série especial Fox Rock in Rio permite fazer downloads das músicas da história do festival
• Comercial de televisão relembra música de sucesso da banda britância Queen
• Campanha ressalta a Volkswagen como Patrocinadora Oficial do Rock in Rio 2011

O comercial da série especial Volkswagen Fox Rock in Rio já pode ser  visto nas principais redes de televisão. O filme integra a segunda etapa  da campanha da marca como Patrocinadora Oficial do Rock in Rio 2011,  que ocorre entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro. A primeira parte  da ação, veiculada em julho, era composta por anúncios e peças on-line.

Criado pela AlmapBBDO, o filme “Bigodes” retrata três amigos viajando  por uma estrada dentro de um Fox Rock in Rio quando o locutor anuncia  “Novo Fox Rock in Rio. O Fox que traz os hits da história do festival  para você baixar”. O motorista então sintoniza o rádio CD Player com MP3  e Bluetooth, um dos equipamentos de série do modelo, e todos curtem o  som da música Bohemian Rhapsody, da banda britânica Queen. De repente,  um bigode como o de Freddie Mercury, vocalista do Queen, começa a nascer  nos três personagens. O filme faz a alusão de que o modelo tem muito  rock’n roll. A assinatura finaliza “Fox Rock in Rio. Traz o que você nem  esperava”.

A campanha contará também com a veiculação do filme na TV a cabo, além  de peças de mídia impressa, rádio e internet. Ainda para o lançamento da  série especial, um hotsite servirá de ambiente para centralizar as  ações do Rock in Rio, além de apresentar o carro e seus diferenciais,  dar acesso aos downloads de música e muito mais.

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Fonte: http://www.segs.com.br

 

 

“A solidariedade pop, o engajamento dos artistas por causas sociais humanas, aquela hora que o palco vira um espaço de luta por uma causa.

A EVOLUÇÃO desse tipo de ação dos artistas pelo mundo. Uma linha do tempo dos MEGAS concertos engajados”

Uma reportagem sobre GRANDES CONCERTOS, que tiveram o intuito SOCIAL. A Banda britânica QUEEN está incluída nesta VALIOSA lista.

– ” Em Abril de 1992 a luta contra AIDS reuniu vários artistas no estádio de Wembley em Londres, no Tributo a FREDDIE MERCURY, ex-vocalista do QUEEN, que morreu vítima do HIV em 1991.

Mais de 1 bilhão de telespectadores assistiram o show transmitido para 76 paises, a renda foi revertida para pesquisa contra AIDS, e FREDDIE MERCURY foi homenageado por estrelas como Elizabeth Taylor, em um emocionado discurso, Lazia Minelli comandou o encerramento com todos os artistas. […]”

 

Fonte: http://cmais.com.br

A Banda God Save The Queen se apresenta no Programa Jornal do Almoço da RBS TV em Porto Alegre RS. Para quem já os viu ao vivo e teve a oportunidade de assistir ao Queen com Freddie Mercury, esse show é sem dúvida um momento nostálgico, uma emoção difícil de se explicar. Afinal Pablo, Francisco, Matias e Ezequiel são musicalmente e visualmente perfeitos em cena. Já para os que nunca tiveram a oportunidade de ver o Queen ao vivo na sua fase de ouro, ver God Save The Queen será sem dúvida a maior aproximação possível do que era um show do Queen de verdade.

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Dica de: Roberto Mercury

A edição 160 da revista Cult traz uma matéria com o Queen, Bowie e Dylan.

Mais detalhes Clique Aqui

Dica de: Roberto Mercury

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Músico de renome e astrofísico Brian May, foi nomeado como Patrono da Dr Hawden Trust (DHT), líderes do Reino Unido na pesquisa médica não-animal de caridade.


Brian é um defensor tanto do progresso científico como do bem estar dos animais e agradeceu a oportunidade de entrar na instituição de caridade ao lado patronos de alto perfil como Dame Judi Dench, Joanna Lumley e David Shepherd.

Através do seu trabalho, a instituição DHT desbrava projetos para encontrar soluções relevantes e práticas para combater problemas de saúde que devastam a humanidade, usando métodos modernos que beneficiarão tanto as pessoas como os animais.

“Tenho orgulho de apoiar o Dr. Hadwen Trust, trabalhando para assegurar um futuro em que nenhum animal será abusado em nome da ciência”, disse Brian. “A caridade demonstra que o progresso da medicina pode realmente ser reforçado pela eliminação da pesquisa com o uso de animais. Ao prometer o seu apoio, você pode ajudar a financiar ainda mais projetos relacionados à saúde humana da DHT, que irá beneficiar todos nós, bem como substituir o uso de animais em experiências.”

Kailah Eglington, Chefe do Executivo da Dr Hadwen Trust, comentou: “Estamos muito felizes em receber Brian May como Patrono da caridade. Nós acreditamos que Brian será um excelente embaixador para o nosso trabalho.”

Fonte: www.looktothestars.org

Uma fã do Queen e funcionária do hospital de hematologia de Frampton, resolveu se vestir em público como Freddie Mercury para arrecadar dinheiro para uma instituição de caridade para AIDS.

Bec Sharpe, 30 anos, está assumindo o desafio incomum de se vestir igual a estrela do rock, com bigode e dentes, para arrecadar dinheiro para Freddie For a Day – uma iniciativa para angariação de fundos da The Mercury Phoenix Trust. A fundação foi criada em memória de Freddie para ajudar na luta contra a AIDS no mundo inteiro.

“Eu trabalho no departamento de patologia do Hospital Grantham, faço parte de uma equipe que realiza testes de sangue e pessoas são diagnósticadas com AIDS e outras doenças”, disse Bec.

“E, sendo uma enorme fã do Queen, eu sinto que eu quero ajudar as pessoas com esta doença terrível.”

 

Fonte:  www.bostonstandard.co.uk

A campanha contra a fome ao redor do mundo sempre é uma das coisas que mobilizam famosos e anônimos. Agora, a campanha I’m Gonna Be Your Friend mexeu com as celebridades que usaram as redes sociais para promover o clipe pelo fim da fome na África Oriental.

Entre os famosos, além de Lady Gaga e Justin Bieber, David Beckham, Eminem, U2, Beyonce, Muhammad Ali, Jennifer Lopez, Muse, Coldplay, Elton John, Lewis Hamilton, Britney Spears, Kanye West, Madonna, Cristiano Ronaldo, Brian May, Sting, Rihanna e outros usaram seus respectivos Facebook e Twitter para divulgar a campanha.

Organizada pela instituição Save The Children, que arrecada fundos para milhões de famílias que são afetadas pela fome, a intenção da campanha  é que o vídeo tenha 600 milhões de acessos, cuja trilha-sonora é a música “High Tide Or Low Tide”, de Bob Marley& The Wailers.

O clipe foi dirigido por Kevin Mcdonald, que dirigiu o longa O Último Rei da Escócia. Para ajudar a I’m Gonna Be Your Friend a arrecadar dinheiro, o vídeo e a canção podem ser baixadas pela loja virtual da Apple direto pelo site www.imgonnabeyourfriend.org  ou pela página do artista no Facebook www.facebook.com/bobmarley.

Confira o vídeo!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eTJVQKra7gA]


Fonte: www.ofuxico.com.br

Brian respondeu, em seu Soapbox, a pergunta de um fã sobre shows de Wembley e Knebworth Park.

Pergunta de Ian Pearce:

Brian você é capaz de esclarecer como o show de sexta à noite foi preparado?

Lembro de você ter comentado no passado que a noite de sexta foi usada como um ensaio geral para as câmeras, mas nenhuma fita foi colocada, então nada foi capturado, o que foi um grande arrependimento.

Obrigado, Ian

_________________________

Resposta de Brian:

Querido Ian,

Obrigado por escrever perguntando sobre a dúvida com relação ao DVD de Wembley em 1986.

Pelo que sei, pode haver alguma confusão, entre a segunda noite em Wembley, e o show após, no Knebworth Park.

A única filmagem que temos de Knebworth é de uma câmera documental. Foi perdida a oportunidade de gravar as imagens que estavam sendo exibidas nos telões.

Na primeira noite em Wembley as câmeras estavam ligadas, e, embora nem todas estivessem gravando, um mix ao vivo estava sendo feito como ensaio para a noite seguinte, que foi planejada para ser a noite da grande gravação. Nem todas as câmeras estavam operando, mas Gavin Taylor estava escolhendo tomadas ao vivo, e foram gravadas com seus cortes visuais. Então, embora idealmente seria bom poder voltar e escolher algumas cenas diferentes, especialmente das câmeras que não estavam disponíveis, nós temos uma boa captura do evento, boa o suficiente para um bônus de DVD, que é o que estamos colocando na nova versão do DVD de Wembley. É claro que o som desta noite foi gravado em uma qualidade bastante decente, em multitrack, do mesmo modo da segunda noite, e os nossos camaradas fizeram um grande trabalho de restauração de toda a trilha sonora. Então, musicalmente, a experiência está boa… bom, bem mais que boa, de verdade! Eu tenho a impressão de que as pessoas gostarão de reviver ambas as noites dos shows em Wembley. (Aqueles de vocês que realmente chegarem a ver o DVD notarão, que em comparação com as músicas oferecidas como bônus no DVD de 2003, existe uma pequena quantidade de sequências em ISO de Wembley 1. Deixarei vocês se divertirem tentando descobrir quais filmagens foram inseridas.)

Saudações,
Bri

 

Fonte: www.brianmay.com
Tradução: Rodrigo Baillo

Confira entrevista com a banda cover Classical Queen.

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A cantora Lady Gaga divulgou neste sábado a capa de seu novo single, “Yoü and I”. Nas imagens, Gaga aparece vestida como homem, usando uma peruca escura e camiseta branca, e fumando.

O personagem que compõe a capa do single é o alterego da artista, Jo Calderone, que apareceu pela primeira vez em um ensaio de moda da “Vogue” japonesa.

“Yoü and I”, do álbum “Born this way”, tem um sample de “We will rock you”, do Queen, e Brian May toca guitarra na música. O clipe será lançado no dia 23 de agosto.


Fonte: www.sidneyrezende.com

Confira o novo clipe promocional para a reedição dos cinco últimos álbuns: “The Works”, “A Kind Of Magc”, “The Milagre”, “Innuendo” e “Made In Heaven ‘ todos  chegam às lojas com material bônus dia 05 de setembro.

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Fonte: www.queenonline.com