
O jornalista e diretor de teatro francês Selim Rauer, um jovem de 32 anos conhecido por seus textos filosóficos e como encenador de autores difíceis como Büchner (Wozzek) e Bernard-Marie Koltès (Combat de Nègre et de Chiens), resolveu lançar há dois anos, na França, Freddie Mercury, a biografia do líder e vocalista da banda Queen, que agora chega ao Brasil pela Editora Planeta (tradução de Marly N Peres, 320 págs., R$ 49,90). O resultado é tão bom quanto seu primeiro romance, La Passion de Pier (edição Les Perséides, 2007), reflexão sobre a vida e o assassinato do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975). Em Freddie Mercury, Rauer não se limita a contar a ascensão e queda de um músico pop. Tenta entender o universo de um homem tímido e sofisticado que decidiu assumir a persona pública de um cantor de roupas extravagantes e repertório camp.
Foram 20 anos de carreira e mais de 300 milhões de discos vendidos desde que Farokh Bulsara, verdadeiro nome de cantor Freddie Mercury, formou o Queen no começo dos anos 1970 ao lado do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor. Fosse outro biógrafo, o livro teria começado justamente aí. No entanto, Selim Rauer fez o movimento inverso, voltando à infância do vocalista, morto aos 45 anos, para descobrir como os oito anos que estudou num colégio interno marcaram sua vida.
Em linhas gerais, o biógrafo mostra como Mercury nunca esteve em sintonia com o mundo nem com ele mesmo. Nascido em Zanzibar numa família de origem persa e bastante tradicionalista, o cantor desembarcou na Inglaterra em 1964 para estudar design, exatamente quando a arte pop dominava o cenário – visual e musical, ao promover o psicodelismo. Foi no Soho e na Tate Gallery que Mercury formou seu gosto de futuro colecionador de arte, enquanto lavava pratos no aeroporto de Heathrow.
Essa primeira parte da biografia é a mais atraente. A parte central (o início e a evolução da carreira) é menos interessante. Rauer reserva o melhor para o fim, contando como Mercury assumiu sua homossexualidade e enfrentou dignamente a aids, que o matou no Natal de 1991.
Fonte: www.estadao.com.br






Está disponível, em pré-venda, no shop oficial do Queen Online, o volume 3 da coleção “Singles Collection”.
A banda cover Classical Queen fará show dia 18 de março (quinta-feira) na casa Papagaio Vintem, em São Paulo.
Mesmo quem não gosta de Beatles e até quem nasceu décadas depois da febre beatlemaníaca bate o olho na capa do Abbey Road e reconhece o disco logo de cara, certo?
Um dos maiores vocalistas da história do rock, Paul Rodgers ficou mais conhecido aqui no Brasil por conta de sua recente reunião com o grupo Queen. Pena. O que muitos viram como um mero “substituto” de Freddie Mercury, além de ter uma grande voz, foi membro-fundador de duas bandas muito importantes para o rock. O Free, formado em 1968, podia ser comparada ao Led Zeppelin, com o seu blues misturado a um hard rock vigoroso, que pode ser conferido em canções como “Fire & water” e o clássico “All right now”.
O The Pulse of Radio relata: Quase um ano após a sua separação de Brian May e Roger Taylor do Queen, Paul Rodgers, diz que é a favor de uma parceria com os músicos em ocasiões especiais.





