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Abaixo segue o texto da matéria:

Queen + Paul Rodgers no Brasil

Por Fernanda Duarte e Gabriel Gardini Colaboração Milene Durão

A turnê do lendário grupo de rock britânico Queen, que hoje leva o nome de Queen + Paul Rodgers veio ao Brasil para três apresentações, sendo duas em São Paulo, e uma no Rio de Janeiro. A excursão passou antes pela vizinha Argentina e pelo Chile.
A volta aos palcos da banda, que perdeu seu líder original Freddie Mercury em 1991, começou a ser desenhada três anos atrás. O conceituado guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, ambos fundadores da banda, até então haviam abandonado as atividades com o Queen.


A oportunidade da retomada ocorreu quando convidaram Paul Rodgers para a difícil missão de assumir os vocais.
E empreitada rendeu uma excursão com shows lotados, e o público pôde assim matar a saudade dos clássicos do Queen, intercalados por canções da carreira de Rodgers.


Do sucesso dessas apresentações, nasceu o disco The Cosmos Rock, primeiro de inéditas em 13 anos. O CD teve lançamento no Brasil em outubro e é o grande responsável pela vinda do grupo ao país. O contrabaixista John Deacon optou por não participar da volta da banda, que conta com músico de apoio para seu lugar.
O vocalista Paul Rodgers já é bem conhecido no cenário musical internacional. Esteve à frente de grupos importantes nos anos 1970, como o lendário Free, mas teve mesmo seu reconhecimento quando o quarteto Bad Company surgiu, e de lá saíram hits como Feel Like Makin Love e Bad Company.


Resumida em partes a história da banda, para falarmos sobre os shows contamos com a colaboração da jornalista Milene Durão e uma das responsáveis pelo Fã Clube do Queen no Brasil (www.queennet.com.br), que hoje possui 4087 membros cadastrados. Formado desde 1998, por Alexandre Portela (Piauí), Bruno Cavalcante (Paraná) e Milene Durão (Minas Gerais), pelo Mirc no canal #Queen, o fã clube possui a única mensagem de vídeo gravada pelo baterista do Queen no mundo só para os fãs brasileiros.


Eles foram os responsáveis pela pré-venda dos ingressos exclusivamente para os membros cadastrados no FC, durante o dia 03 de outubro, e as vendas ao público em geral começaram dia 4 de outubro, nesse dia houve mais de 20 mil acessos à página do Fã Clube.
Milene esteve na coletiva e citou algumas das perguntas feitas aos músicos:


Paul quando questionado sobre seus fãs: “Boa Pergunta, alguns fãs pensaram:” huuum, Queen?… bem isso pode não pode dar certo”, porém ao longo do percurso foram vendo que dá certo e estão acompanhando nos shows participando de tudo”
Brian também foi questionado sobre o que era mais difícil em sua opinião, se tocar, compor boas músicas de rock, ou escrever um livro de astrofísica. A resposta: “com certeza, compor boas músicas, mas que o trabalho mais difícil era o do Paul, que é cantar nos shows”.


Os músicos, segundo Milene, foram muito bem recepcionados pelos fãs em todos os lugares, inclusive, no Rio de Janeiro, houve até uma homenagem dos fãs ao alugarem um avião que passou com faixas para saudar o Queen com os dizeres “Queen, Rio Loves You” (iniciativa de uma fã ardorosa da banda).
Os Shows em SP praticamente lotados, contaram com presenças ilustres como Maurren Maggy, Fernando Scherer (o Xuxa), Márcio Canuto, já no Rio, não houve tanta presença do público devido ao pouco tempo de venda de ingressos/agendamento do show, o que não quer dizer que o show tenha sido inferior ao de SP, também contou com a presença de personalidades como Tico Santa Cruz (Detonautas), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), e Os Paralamas do Sucesso que foram ao backstage. O show no Rio era o último da turnê e a banda se empenhou em fazer um grande show para o público.


A iniciativa do Fã Clube e do Queen’s Day (convenção anual de fãs do Queen, que é organizada com o FC) de distribuir no show pulseiras de neon aos fãs, deixaram a banda maravilhada com o efeito criado ao serem arremessadas pelo público.Um momento marcante também foi quando Brian se emocionou (pelo que parece ser algumas lágrimas) nos três shows ao cantar Love of my life (com o público acompanhando da mesma forma que em 81 e 85), afirmou Milene.


Os fãs não esconderam seu encantamento com o projeto Queen + Paul Rodgers ao perceberem que Paul não tenta imitar Freddie em nenhum momento, e que em várias partes o Queen presta tributo ao vocalista falecido em 91. Os fãs já ficam saudosos e provavelmente esperando o retorno de eventos tão grandiosos quanto a este.
Revista Rock Post: www.rockpost.com.br

A cafonice do Queen e a elegância de Madeleine Peyroux: pólos opostos em apenas uma semana
Sex, 05 Dez, 05h28
Por Regis Tadeu, colunista do Yahoo! Brasil

Não. Eu não seria ignorante de escrever um artigo que fizesse alguma comparação entre a sonoridade “de arena” da banda que hoje se tornou um pastiche, um mero veículo para que o ótimo vocalista Paul Rodgers coloque para rolar algumas de suas inúmeras composições, com a doce e delicada atmosfera musical criada pela voz de Madeleine Peyroux – sim, seu timbre lembra, e muito, o de Billie Holiday – e suas canções bacanas.

O que pretendo aqui é expressar a minha tristeza em ver que as pessoas estão tão acostumadas a se submeter à mediocridade musical, que qualquer sinal de rebuliço é interpretado como “um show fantástico”, “um disco sensacional” e outras manifestações explícitas de babação de ovo.

Explico: quem de vocês realmente achou que tinha a ver o Brian May e o Roger Taylor chamarem o Paul Rodgers para cantar aquelas músicas com vocalizações dificílimas de reproduzir, já que o timbre de Freddie Mercury era mais que personalíssimo? Não sei se vocês sabem, mas o nome “Queen + Paul Rodgers” foi uma imposição contratual do próprio Rodgers, não apenas para deixar claro algumas questões de direitos autorais, mas também para salvaguardar qualquer tipo de comparação indevida. Para acentuar ainda mais a discrepância, o disco que o novo grupo lançou, The Cosmos Rocks, nada mais é que um punhado de canções inéditas de Rodgers rearranjadas por Brian May, como se fosse um disco-solo do ex-vocalista do Bad Company com duas participações especiais de luxo.

Mas é preciso ver a banda ao vivo – algo que tive a oportunidade de fazer no dia 27/11, lá na Via Funchal – para sacar que a picaretagem é muito maior. Tal qual um daqueles cafoníssimos shows de cassino em Las Vegas, o grupo desfilou um repertório mais que previsível, composto quase em sua totalidade por músicas que tocavam – e ainda tocam – nas rádios e que mereceram videoclipes. As únicas exceções foram três canções do disco novo – afinal de contas, nos tempos atuais, um novo CD é o que promove uma turnê, e não o contrário, como costumava acontecer no Período Pré-Napster -, que passaram quase despercebidas por uma platéia domesticada, tal qual uma manada de bois velhos.

Nem vou comentar o quanto Rodgers – de clássica formação blues – se sente obrigado a demonstrar uma animação tão verdadeira quanto uma nota de R$ 28 ao cantar coisas que não acredita; não vou citar o vergonhoso espetáculo propiciado por May em “Love of My Life”, fingindo estar chorando de emoção ao ver a platéia cantar em uníssono cada sílaba da canção; não vou colocar aqui a irritante performance do baterista Roger Taylor, totalmente fora de forma, tocando todas as músicas em andamentos muito mais lentos e fazendo frases e viradas ridículas em seu instrumento. Muito menos deixar claro o quão baixo foi o golpe de botar Freddie Mercury em um telão, seja para mostrar alguns de seus momentos no palco, seja para botá-lo para “cantar junto com a banda” na primeira parte de “Bohemian Rhapsody” O que realmente me impressionou foi ver que ninguém ali presente percebeu o que estava acontecendo. Ou pior: ninguém naquela platéia devotada e feliz ligou para o que estava acontecendo!

Tento deixar de lado a minha tradicional ranhetice, não quero parecer purista ou coisa que o valha, mas existe um limite para certas decisões, e uma delas é perceber o quanto uma atitude pode jogar no lixo décadas de reputação – vide o que aconteceu com os caras do The Doors, que botaram o mané do Ian Astbury (do The Cult) para fazer papel de palhaço ao ocupar o posto do Jim Morrison, e o patético Axl Rose, que insiste em continuar arrastando correntes por aí, vestindo um lençol branco com a inscrição “Guns n’ Roses” escrita nas costas.

A grande realidade é que as pessoas estão tão acostumadas a conviver diariamente com toneladas de lixo musical, vomitadas ininterruptamente por rádios e TVs, que a capacidade de discernimento escorreu pelo ralo da mediocridade. É como se jogassem cascas de banana em seus próprios caminhos e torcessem para não escorregar, enquanto grandes astros, que até então viviam na obscuridade de uma aposentadoria, resolvem que não podem mais sair de casa sem o troféu da adulação por parte dos fãs.

Bem, onde entra a Madeleine Peyroux nesta história? Simples: passados exatos sete dias da vergonhosa e pseudograndiloqüente apresentação do Queen, a tímida e desengonçada cantora desembarcou na mesma cidade, no mesmo local, e apresentou uma proposta artística muito mais corajosa, espontânea e verdadeira. Veja bem, não estou me referindo ao som! Mas não pude deixar de notar que por trás dela existe um desejo de colocar a cara para bater, de saltar no escuro, de arriscar.

Totalmente desajeitada – ela sequer consegue sacudir o corpo no ritmo da música -, desprovida de qualquer tipo de suntuosidade ou pose de diva, ela abriu o seu show com… duas músicas inéditas! É isso mesmo: “Instead” e “Bare Bones” devem estar presentes no disco que ela vai lançar em março no próximo ano! Mais do que testar tais composições no “laboratório do palco”, ela parecia nos dizer “Olha, eu não tenho medo de errar, sou o que sou e vocês vão ter que se acostumar com isso”. Ao longo da extensa apresentação, ela ainda mostrou outras três canções novinhas, “River of Tears”, “I Must Be Saved” e “Damn the Circumstances”, todas ótimas, mais puxadas para o country rock, mostrando que Madeleine quer mesmo se afastar do jazz e das comparações com Billie Holiday.

A cafonice do Queen e a elegância de Madeleine Peyroux: pólos opostos em apenas

Alguma coisa está errada no show business quando uma jovem cantora dá lições de autenticidade e maturidade a uma banda mais que veterana…

Regis Tadeu é editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo, Batera, Teclado & Piano, e Studio, Diretor de redação da Editora HMP e costumava quebrar discos ruins no programa Superpop.

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OBS QN: Esta é a opinião do colunista, nós do QN não concordamos em nenhuma parte, porém temos de informar os usuários sobre notícias boas, ruins e… idiotas.
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Fonte: Yahoo Notícias

O Museu do Grammy abre as portas no fim de semana em Los Angeles com a meta de se tornar uma alternativa interativa para exibir do punk ao jazz, da música pop à música clássica, tendo como aperitivo um concerto nesta quarta-feira para os indicados ao maior prêmio da indústria fonográfica americana.

Mais de 2.780 metros quadrados em quatro andares na zona central da cidade foram transformados em um espaço que dá a impressão ao visitante de estar percorrendo o interior de um grande iPod, com a opção adicional de esbarrar às vezes com estrelas da música.

Os visitantes podem assistir vídeos em vários formatos, escutam grandes sucessos ao fundo, ouvem em fones as histórias de canções contadas pelos compositores e têm a possibilidad de selecionar um gênero musical entre imagens psicodélicas.

“Por meio do olhar dos prêmios Grammy, o Museu Grammy conta a história do processo de fazer música de uma nova e excitante maneira. Fazemos isto de uma forma muito contemporânea, com tecnologia interativa e multimídia, de todas as épocas e estilos”, afirmou o diretor do museu, Robert Santelli.

O museu é uma das novas opções como o novo Teatro Nokia neste espaço projetado em uma parte esquecida cidade e que foi concebido sob o nome L.A. Live, um novo centro de entretenimento desenvolvido pelo grupo multinacional AEG, que investiu 2,5 bilhões de dólares para atrair o público com restaurantes, discotecas, hotéis e eventos públicos.

Após o pagamento de 14,95 dólares por adulto e 11,95 para estudantes ou idosos, o visitante pode observar um figurino de apresentação de Luciano Pavarotti, ouvir como Lionel Richie compôs “We Are the World” ao lado de Michael Jackson ou ler um manuscrito de Freddie Mercury de 1973.

Em monitores interativos, as pessoas podem escolher um gênero musical e ouvir três hits do mesmo, ler a história e assistir um vídeo.

Outras inovações são as salas aRtisticas para apenas uma pessoa, onde produtores de álbuns vencedores do Grammy, compartilham “sessões de produção” com o visitante em telas digitais.

O Museu Grammy pretende ser uma nova opção turística na meca dos estúdios de cinema de Hollywood e, como é comum nos Estados Unidos, se concentra nos ritmos do país a partir de Nova Orleans, Memphis e Califórnia deu ao mundo o jazz, o rock and roll e a música pop.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iETaxSxYCGfMrm9gKsk_CbKo9r5A

Marcio Sanches é cover de BRIAN MAY, reconhecido pelo próprio guitarrista. Marcio Sanches faz tambem parte do QUEEN COVER por mais de 17 anos.
Agora Marcio Sanches está com um projeto fantástico, o projeto mescla o mais puro rock’n’roll, com uma orquestra.
realmente vale á pena conferir!

A estréia acontecerá no Blackmore -13/12/2008
Alameda dos Maracatins ,1317 -moema- SP
www.blackmore.com.br

Por Fernão Silveira | Publicado em 03/12/08

Emocionante, inesquecível, antológico… Nem mesmo esses adjetivos são suficientes para descrever o show que QUEEN e PAUL RODGERS proporcionaram ao público de São Paulo em duas datas (dias 26 e 27 de novembro), na Via Funchal – casa que foi completamente tomada por um público fiel e caloroso, ao ponto de quase provocar lágrimas no guitarrista Brian May em diversas passagens das 2h30 de espetáculo.

É fato que este não é o QUEEN de shows memoráveis em solo brazuca na primeira metade dos anos 80. Também é verdade que, se prestarmos atenção, esta é apenas a metade do QUEEN que conquistou o respeito e a devoção de milhões de fãs pelo mundo afora. Mas nem as ausências de Freddie Mercury (morto pela Aids há 17 anos) e John Deacon (que decidiu não seguir May e Roger Taylor nesta nova jornada) seriam capazes de estragar esta esperada turnê pelo Brasil.

Aliás, não se pode dizer que Freddie Mercury esteve exatamente ausente nos shows. Nem o público ou sua antiga banda, incluindo Paul Rodgers (de quem Freddie era fã assumido), deixaram que o inigualável frontman fosse esquecido. Mais um mérito do QUEEN, por sinal, foi “garantir a presença” do genial cantor entre nós. Seja nas muitas cenas exibidas no telão ou nas camisetas dos fãs, Freddie estava lá. Tanto é verdade que ele – no telão – cantou “Bohemiam Rhapsody” do começo ao fim, num dueto sobrenatural com Paul Rodgers.

Pontualmente às 22h, as luzes da casa se apagaram para que o telão em alta definição do palco começasse a exibir cenas e sons de uma chuva de meteoros. Tempestade esta que abria uma noite realmente estrelada, iluminada pelo brilho de May, Rodgers e Taylor. Aos primeiros acordes de “Hammer to Fall”, todos ali já sabiam que seriam testemunhas de uma noite para entrar na história.

Talvez nem Paul Rodgers, acostumado a grandes platéias em sua brilhante carreira pré-QUEEN, à frente de FREE e BAD COMPANY, tivesse dimensão exata da sinergia única entre aquela banda e seus admiradores brasileiros. A vibração, a energia e o respeito mútuo entre fãs e artistas tornavam a atmosfera realmente diferente. Um tipo de magia que é difícil de descrever para quem não a viu e sentiu…

“Hammer to Fall” abriu uma sequência de rocks energéticos, que aqueceu o público durante a primeira parte do show. Até “C-lebrity” e “Surf’s Up… School’s Out”, do disco novo (“The Cosmos Rocks”), foram bem recebidas pelo público. A pauleira só deu lugar a um clima a**stico quando Brian May chamou ao centro do palco o amigo Paul Rodgers, que tomou o violão para executar a sua “Seagull”. Bonita canção, mas nada igualável ao que viria logo depois…

Quando May retornou ao palco sozinho, apenas com um violão em punho, todos já sabiam qual seria a próxima música. “Boa noite, São Paulo. Vocês estão gostando?”, perguntou o sempre simpático guitarrista, num português muito ensaiado. Emocionado, já em inglês, ele anunciou: “Agora nós vamos cantar a música que vocês inventaram”. Aos primeiros acordes de “Love of My Life”, a Via Funchal veio abaixo. Não é preciso dizer que May nem precisou cantar, pois o público se encarregou disso.

Terminada a música, visivelmente emocionado, May se derreteu: “Eu sei que posso ser punido por falar isso, mas vocês são os melhores cantores do mundo. Não sei o que acontece, mas vocês, da América Latina, do Brasil, são especiais. Nós realmente amamos vocês!” É claro que o público respondeu à altura, ovacionando May.

Mas a emoção estava longe do fim. O set a**stico teve seqüência com “’39″, já com Roger Taylor e os demais integrantes da banda (um guitarrista, um baixista e um tecladista) no palco. O show, a partir daí, ficou por conta de Roger Taylor. O brilhante baterista encantou ao tocar percussão num contrabaixo elétrico – desculpe, mas é impossível descrever o que ele fez – e solar numa bateria enquanto ela era montada pelos roadies. Para fechar, nada menos do que o hino “I’m In Love With My Car”. Simplesmente perfeito!

Outra seqüência matadora, que começou com “A Kind of Magic” e terminou na nova “We Believe”, culminou em mais um show individual, desta vez protagonizado por Brian May. O guitarrista esbanjou em seu solo, baseado em “Brighton Rock” (música de abertura do álbum “Sheer Heart Attack”), e mostrou por que é um músico imitado por muitos e admirado por todos. Mas tinha mais: Freddie voltou ao telão para brincar com a platéia, que fez questão de reagir como se ele estivesse ali, em pessoa (e alguém duvida que ele não estava?). Lindo.

A parte final do show também foi inesquecível: “Under Pressure”, “Radio Ga Ga”, “Crazy Little Thing Called Love”, “The Show Must Go On” (arrepiante) e, por fim, “Bohemiam Rhapsody”, que contou com uma participação mais do que especial de Freddie Mercury (sempre ele). A pausa para o falso final veio bem a calhar, pois ajudou o público a retomar o fôlego. Ainda faltava o bis.

A empolgante “Cosmos Rockin’” reacendeu a galera, que manteve a chama ardendo para a execução de “All Right Now”, música de Paul Rodgers em seus tempos de FREE. Para encerrar, como era de esperar, a infalível dobradinha “We Will Rock You” e “We Are the Champions”, duas canções que saíram do álbum “News of the World” (de 1977) para a eternidade. Um final mais do que perfeito.

A passagem do QUEEN por São Paulo provou que, apesar do ceticismo de muitos radicais, a magia continua, mesmo sem Freddie e Deacon (ou “Deacky”, como gostam de dizer May e Taylor). E quem duvidava da capacidade de Paul Rodgers, certamente deu o braço a torcer. Por isso, resta-nos desejar longa vida à Rainha e sonhar por uma nova passagem pelo Brasil.

QUEEN + PAUL RODGERS – Via Funchal (São Paulo) – 26 e 27/11/2008

Set list:
Hammer to Fall
Tie Your Mother Down
Fat Bottomed Girls
Another One Bites the Dust
I Want It All
I Want to Break Free
C-lebrity
Surf’s Up… School’s Out
Seagull
Love of My Life
’39
Drum Solo (Taylor)
I’m In Love With My Car
A Kind of Magic
Say It’s Not True
Feel Like Making Love
We Believe
Guitar solo (May)
Under Pressure
Radio Ga Ga
Crazy Little Thing Called Love
The Show Must Go On
Bohemiam Rhapsody
(bis)
Cosmos Rockin’
All Right Now
We Will Rock You
We Are the Champions

www.whiplash.net

A última edição da revista Rolling Stone dos EUA publica uma pesquisa realizada entre críticos e leitores que escolheu o melhor vocalista da história, entre um total de cem candidatos. O prêmio maior foi para Aretha Franklin, a eleita de uma lista na qual não constam importantes nomes. A cada votante foi pergutado quais seriam seus 20 cantores favoritos, por ordem de importância. As votações foram registradas de acordo com a metodología desenvolvida pela empresa de contabilidade Ernst & Young, que depois tabulou e verificou os resultados para Rolling Stone.
Segundo a revista, que não separou vocais masculinos e femininos, os melhores são:

1) Aretha Franklin
2)Ray Charles
3)Elvis Presley
4)Sam Cooke
5)John Lennon
6)Marvin Gaye
7)Bob Dylan
……..

18)Freddie Mercury

Clicando no nome de Freddie, aparece um comentário:

Ele é “o mais inspirador frontman de todos os tempos”, afirma My Chemical Romance’s Gerard Way. Um hard-rock martelador, glitterer uma discoteca, um rockabilly amor, Freddie Mercury foi dinamite com um raio laser, o seu leque de quatro oitavas Shimmering sobreposta em uma parede de som em documentos tais como “Bohemian Rhapsody” e “Killer Queen”. Mesmo que ele estava morrendo, Mercury jogou-se em sua majestosa, cantando ópera . Queen’s Brian May lembra que Mercury dificilmente poderia caminhar quando a banda gravou “The Show Must Go On” em 1990. “Eu disse: ‘Fred, não sei se isso vai ser possível de cantar’”, diz May. “E ele correu, ‘Eu vou fazê-lo, querido’ -jogou vodka abaixo – e prosseguiu, matando essa questão, completamente com vocal lacerado”

http://www.rollingstone.com/news/coverstory/24161972/page/103

O Queen+PR veio ao Brasil e realizou o sonho de muitos fãs! Infelizmente, agora acabou. Perdeu o show? Foi ao show mas quer mais?? Então, não perca esta oportunidade!!

Neste sábado (06/12), a Bohemian Queen fará um show de graça, na Banca do Blues, tocando os maiores sucessos do Queen, de todas as fases da banda!

Quem quiser curtir, antes da Bohemian Queen, às 21h haverá o show da banda Alcorube, que tocará rock e blues de nomes como Pink Floyd, Cream, Hendrix entre outros, além de composições próprias.

Estão todos convidados!!!
Data: 06/12 – Sábado
Horário: 22:30h
Onde: Banca do Blues
Av. Rio Branco, 311 – Cinelândia
Tel: 2517-331- / 8837-0239
Show gratuito

Informações: bq@bohemianqueen.com.br

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12840313
Bohemian Queen

Olha essa foto o Freddie na primeira banda

Freddie ja era famoso desde pequeno

Maurício Ricardo, fã do Queen, fez uma charge com o clip do Queen. Vale a pena conferir:
ASSISTA AQUI

Agradecimentos: Luciaromana
Fonte: harges.uol.com.br

Por Luiz Felipe Carneiro

Uma semana atrás, escrevi aqui nesse espaço sobre a minha expectativa do reencontro com o Queen, 23 anos depois. Durante a semana inteira, dediquei todas as seções desse site à banda inglesa. E, prometo que depois desse texto, vocês ficarão um bom tempo sem ouvir falar do conjunto por aqui. Mas, depois de quatro dias intensos com três shows, não poderia deixar de fazer um balanço final da passagem do Queen e do vocalista Paul Rodgers pelo Brasil.

Conforme já escrevi na resenha do primeiro espetáculo em São Paulo, as apresentações mostraram que a Rainha não perdeu a majestade. Se Freddie Mercury não esteve presente, Paul Rodgers, longe de querer fazer qualquer comparação, segurou bem a peteca ao lado de Brian May e Roger Taylor. As três apresentações foram as últimas da “Cosmos Rocks Tour”, e, pelo que se pôde ver, a banda se esforçou para que os shows compensassem a longa espera dos brasileiros.

Infelizmente, nenhum dos três shows teve os seus ingressos esgotados. O alto preço, certamente, foi o responsável por isso. Em uma conversa exclusiva com o guitarrista Jamie Moses, ele disse que a banda estava preocupada com o valor das entradas. Moses quis saber os preços de todos os setores para as apresentações em São Paulo (em real e em dólar), e quando soube que um lugar no camarote custava R$ 900,00, ficou de queixo caído. Ele só conseguiu dizer uma frase: “Oh, my God!”. Quando falei que os ingressos para o show no Rio de Janeiro eram um pouco menos caros, ele ficou mais ali*****. “Então deve ficar mais cheio. Acho que o show em um lugar maior vai render mais. Estamos ansiosos, especialmente Brian, para tocar no Rio”, afirmou.

Apesar de não estar lotado (a pista VIP em São Paulo e no Rio ficou muito vazia), o cantor Paul Rodgers ficou muito bem impressionado com a platéia paulistana (a conversa foi antes do show no Rio). “Achei o público brasileiro sensacional. Os dois shows foram especiais, mas a platéia de quinta-feira era realmente selvagem”, disse o vocalista.

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Pois é, assim como a banda, o público também fez o seu show. Após ter assistido às três apresentações, posso afirmar que Paul Rodgers não encontrou uma platéia melhor do que a de quinta-feira. A segunda apresentação em São Paulo, apesar de quase nenhuma mudança no espetáculo (no roteiro, trocaram apenas “Bad Company” por “Feel Like Makin’ Love”, que foi mantida no Rio), foi realmente a mais visceral. A do Rio, com uma Arena razoavelmente cheia (tinha mais gente do que no show do R.E.M.), foi bacana também, mas o som não estava lá essas coisas, diferentemente da Via Funchal, onde o negócio estrondou mesmo.

Mas mesmo assim, foi bonito ouvir Brian May dizer, antes de “Love Of My Life”, que ainda podia ouvir o coro da platéia do Rock in Rio de 1985. Assim como também foi bonito vê-lo enxugar uma singela lágrima após a canção. Foi bonito também ver, em um lugar maior, a galera toda batendo palmas sincronizadas em “Radio Ga Ga” e em “We Will Rock You”. Também foi bonito ouvir o público cantar “Imagine”, de John Lennon, que ecoou nas caixas de som antes de o Queen entrar em cena.

Em São Paulo, outras cenas marcantes, como Brian May tendo que interromper “Love Of My Life”, porque a platéia não parava de berrar o seu nome, ou então, a voz de Paul Rodgers inaudível devido ao coro da platéia em “I Want To Break Free”. Foi bonito também ver a banda, humildemente, no saguão do aeroporto em São Paulo, atendendo fãs e esperando pacientemente por um vôo comercial da TAM (nada de avião fretado) que atrasou mais de trinta minutos. Chegando ao Rio, apesar da má-vontade dos seguranças, Brian May ainda atendeu a um pedido de um fã, que aguardava havia mais de cinco horas, para uma foto.

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Foi tudo muito rápido. O Queen chegou no Brasil na segunda-feira à noite e, hoje já vai embora. Foi bom enquanto durou. Quem teve a felicidade de estar presente em algum dos três shows do Queen + Paul Rodgers, pode realmente dizer que foi “uma espécie de magia”.

Até a próxima!

Fonte: queensday.mus.br

Músicas, incluindo The star splangled banner, de Jimi Hendrix,We are the champions/We will rock you, lançada pelo Queen em 1977 e todo o álbum do The Police, Synchronicity, de 1983, foram adicionadas ao hall da fama do Grammy.

O hall da fama do prêmio musical conta agora com 826 títulos, escolhidos por um comitê desde 1973. Conforme reportagem da revista inglesa NME, muitos dos títulos vão integrar o museu do Grammy, um centro de exibição de quatro andares, que será inaugurado em Los Angeles no dia 6 de dezembro.

No total, 28 títulos foram adicionado à biblioteca musical, incluindo For once in my life de Stevie Wonder, Sweet home Alabama, do grupo Lynyrd Synyrd, e a trilha sonora de Enrnio Morricone para o filme The good, the bad and the ugly.
http://jbonline.terra.com.br

Programa da Rede TV – Panico na Tv. Carioca imitando Freddie Mercury no show do Queen + Paul Rodgers.

Para assistir: CLIQUE AQUI

Freddie vestido de Rainha

Essa foto é mesmo legal do Freddie neh Galera

O site da globo fez uma trajetória do Queen em slideshow.
Vale a pena dar uma olhada.
CLIQUE AQUI

Fonte: globo.com

Red Special

Red Special dentro do Dominion Theatre, logo depois de terminar o musical We Will Rock You em Londres.

Casa do Feddie Mercury

Fachada da casa do Freddie Mercury em Nov/2007

ESPECIAL PARA O JB – Os súditos apareceram, participaram, cantaram, levantaram os braços em coreografias sincronizadas e deram um show à parte. Vinte e três anos depois, a “Rainha” retornou ao Brasil para uma turnê com Paul Rodgers nos vocais, anteontem à noite, na HSBC Arena, na Barra da Tijuca.

Convidado pelo Jornal do Brasil para escrever sobre a apresentação, fui pego de surpresa, pois confesso a todos: minha imparcialidade com relação ao trabalho do Queen garante um tom de liberdade maior a este relato. Não tem a visão de um fã da banda, até porque minha formação musical não os inclui como pilar, embora, após o espetáculo, tenha percebido que suas músicas fazem mais parte de minha vida do que imaginava.

Meu primeiro passo fora observar o público presente e reparei que as idades eram das mais variadas. Estavam desde famílias com crianças até fiéis remanescentes do Rock in Rio, quando os ingleses estiveram por aqui pela primeira vez. Em meio a um mar de celulares e câmeras fotográficas que emitiam luzes da platéia, havia a boa e velha turma dos isqueiros em riste, que disputava minha atenção ao longo das clássicas baladas do Queen.

Uma desconfiança insistia em me perturbar: seria possível me emocionar com uma banda que historicamente ficou marcada pela estrela e a voz de um dos maiores cantores de todos os tempos mesmo na ausência dele? Durante as quatro primeiras músicas fiquei ressabiado, prestando atenção, e talvez por implicância quis crer que soava apenas como um bom cover.

A presença de Brian May (guitarra) e Roger Taylor (bateria) não significava necessariamente que o Queen estava diante de meus olhos. Fui deixando me levar pela excelente voz do não menos competente Paul Rodgers e me esforçando ao máximo para não fazer comparações idiotas.

O poder da boa música foi prevalecendo à medida que o repertório avançava. Meus braços, que no começo estavam cruzados, não resistiram à levada de Another one bites the dust, seguida de I want to break free. Aos poucos fui me familiarizando com as canções e logo percebi que não havia mais volta. Estava, sim, diante da “Rainha” e em sua presença aconteceu de tudo um pouco no dominado território carioca. Solo de bateria e firulas divertidas de Roger Taylor no cello elétrico do músico de apoio; Brian May ao violão cantando emocionado Love of my life em coro uníssono com o público, depois enxugando as lágrimas; momentos instrumentais que fariam alguns adolescentes mal -acostumados de hoje correrem a passos largos da arena e passagens com a imagem e voz sublime de Freddie Mercury.

Do meio até o fim uma seqüência de hits que manteve a platéia em chamas. Estava provada a máxima de que música boa é atemporal e sempre tem um belo lugar guardado no coração, garganta e na lembrança das pessoas.

Ao fim de Radio ga ga, uma saudade já me apertava o peito. A “Rainha” então mostrou, com perdão do clichê, por que quem é rei nunca perde a majestade e finalizou com um bis maravilhoso que incluiu We will rock you e fechou com o clássico dos clássicos We are the champions. Tecnicamente tudo saiu perfeito. O som soava bem, a iluminação mesclava momentos de intensidade e brilho com penumbra em tons de roxo, vermelho e azul. No telão, imagens de raios, asteróides e estrelas – referência provável ao novo disco da banda, The cosmos rock, que teve algumas músicas tocadas e recebidas com consideração, mas também com certa frieza pelos fãs. Saí de lá com uma felicidade mágica estampada em meu rosto e a certeza de que, se Freddie Mercury não tivesse partido cedo demais deste planeta, o show teria sido realizado no Maracanã com os ingressos esgotados.

Senhoras e senhores, como estampava a camisa preta vendida pelos ambulantes: “Queen, eu fui”.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/30/e30116747.html

Queen mantém a mágica e fica mais roqueiro com Paul Rodgers


Paul Rodgers e Brian May – Fotos de André Arruda

Com o perdão do clichê quem é rei nunca perde a majestade. No caso do Queen, rainha. O megashow apresentado na noite deste sábado na HSBC Arena, aqui no Rio, encerrou uma turnê de três meses iniciada em setembro na Ucrânia. A banda trouxe seu show integral ao Brasil com um telão enoooorme de pixels, mais de 100 moving light, seis canhões no palco e torres com uma combinação de luzes, tudo somando para um espetáculo plástico e multicolorido como não vimos aqui este ano.

A frase que mais ouvi nas semanas precedentes foi se ficaria bom com Paul Rodgers, isso quando não perguntavam “quem é esse cara?”. O cara é um tremendo cantor como viu quem lá foi. Sua presença deu uma cara mais roquenrol ao Queen, sem todos aqueles climas, influências e firulas de Freddie Mercury. Quando a banda cai no roquenrol como em “All right now”, canção da ex-banda de Rodgers Bad Company, e “Cosmos rocking” o bicho pega de uma maneira visceral, ainda mais porque está no palco um segundo guitarrista Jamie Moses, que toca com May desde 1993 e foi incorporado à turnê.


Brian May

Rodgers se sai bem nas músicas do Queen, mas em algumas delas, Brian May e Roger Taylor (bateria) assumem as vozes nos moldes originais como em “39”, “Kind of Magic” e “Love of my life”. Esta última um dos emocionantes momentos da noite. Brian sozinho com o violão sentado na ponta da passarela falou que ainda lembrava do coro de vozes na música do primeiro Rock in Rio em 1985.
– Ainda consigo ouvir vocês. Vocês querem cantar mais? Vamos cantar essa pro Freddie – pediu e o povo atendeu cantando a plenos pulmões. No final Brian enxugou uma lágrima.

Paul Rodgers é um vocalista bem diferente de Freddie Mercury. Ele não coloca tantas firulas na interpretação, é mais direto e roqueiro, sem aquele lado teatral de Freddie. Ele faz um rápido dueto com Freddie em “Boehmian Rhapsody”, dividindo os versos finais e canta uma estrofe também. Freddy leva o começo da música ao piano no telão e os músicos o acompanham ao vivo. Na parte do coral há uma retrospectiva no telão da carreira da banda, mostrando todos eles em diversas fases.


Roger Taylor

Solos instrumentais são tidos como coisa do passado. O Queen se utiliza deles sem pudor. Roger Taylor faz o seu de maneira original. Ele começa tocando os aros de um tambor e passa a batucar com as baquetas no baixo de pau de Danny Miranda com citações de “Underpressure” e “Another one bites the dust”. Depois passa a tocar bateria com poucas peças que vão sendo montadas pelos roadies até que ele tem o kit completo para se espalhar.

Nessa parte, Roger se diverte nos vocais de “I’m in Love with my car”, “Kind of Magic” e canta com Brian “39” acompanhado pelos músicos contratados, Miranda (baixo de pau), Jamie Moses (violão) e Spike Edney (acordeon). Quando cantou o coro com Brian pela primeira vez Roger fez cara de surpresa com o coro da platéia. A balada “Say it’s not true”, do album Cosmos rocking”, teve as vozes de Paul, Roger e Brian.

Brian faz um solo de guitarra brilhante com sons multiplicados, citação de “Keep yourself alive”, dos primórdios do Queen que tem direito a Freddie no telão cantando trechos de “Bijou” e ele emendou com a instrumental “Last horizon” de seu CD solo “Back to light” (1993). Bem breguinha se querem saber, mas com toda a ambientação funcionou.

Paul Rodgers teve suas partes no show em músicas de suas ex-bandas “Seagull” (voz e violão) , “Feel like making Love” com a banda (ambas do Bad Company) e “All right now” (do Free). Rogers se saiu bem em hits do Queen como “Tie your mother down”, “Fat bottomed girls”, “I wanna break free”, “Underpressure”, “The show must go on”. Do disco gravado pela nova formação entrou a faixa-título “Cosmos rocking” incendiando o começo do bis, “C-elebrity” sobre os famosos da hora, “Surf’s up school’s out, celebração das férias.


Paul Rodgers

Ver Brian May tocar vale o show inteiro. Ele é melódico, rápido sem exagero, muito preciso, sempre ilustrando as canções com solos criativos. Roger Taylor continua mandando muito bem na bateria e segura os vocais de algumas músicas para as quais acha que a voz de Rodgers não combina. Ele, Brian e os músicos contratados fazem vocais ao estilo do Queen que contrastam com a voz áspera do vocalista.

Sabe-se lá quando o Queen volta à estrada e ainda mais por aqui, onde esteve pela última vez em 1985. O público foi totalmente parceiro, empolgando-se cantando junto, batendo palmas compassadas em canções como “We Will rock you” e “Radio ga ga”. Saíram todos felizes, palco e platéia. É o que conta.
O Globo On Line (globo.com), 30/11/2008.

Queen no Rio: Deus Salve a Rainha

Fernando de Oliveira

Fonte: O Dia On Line, 30/11/2008.

Havia a suspeita de que era um show caça-níqueis, principalmente por parte de quem nem sequer ouviu o (bom) Cosmos Rocks, disco que Brian May, Roger Taylor e Paul Rodgers (excelente vocalista do Free e Bad Company) produziram. Um disco que não pode e não deve ser comparado com nada feito durante o reinado de Freddie Mercury.

O início do show, com clássicos do velho Queen como Hammer to Fall, Tie Your Mother Down, Fat Bottomed Girls e Another One Bites the Dust, serviu para tirar qualquer dúvida de que o novo Queen é um grupo diferente e que trazia para o Rio um verdadeiro show de rock e não um ato nostálgico.

As interpretações tinham a cara de Paul Rodgers, que está na estrada há mais tempo que o Queen e tem uma presença vigorosa, segura e soube encontrar e marcar o seu lugar na banda. O vocalista (sorridente o tempo todo e parecendo estar se divertindo muito) recebeu uma calorosa recepção e deve ter ficado surpreso ao ver que boa parte do público sabia as letras das novas canções e até mesmo as que cantou do Free e Bad Company.

A HSBC Arena não estava lotada (provavelmente por conta dos caros preços cobrados – o ingresso mais barato custava R$ 120), mas quem pagou foi surpreendido com um set tocado em uma rampa que ultrapassava os limites da platéia vip. Foi lá que Brian May pegou o violão e disse: “Ainda lembro de vocês cantando esta canção nos anos 80…Vamos cantar pelos amigos que estão ausentes. Vamos cantar por Freddie Mercury”.

Ovação, e um momento que poderia soar “ensaiado” transformou-se em pura emoção depois que o guitarrista não conseguiu segurar as lágrimas. Muitos na platéia devem ter feito o mesmo.

Mas se Love of My Life foi tocada no meio do show, o que mais podia acontecer de diferente, além da inevitável We Are The Champions e outros sucessos do velho Queen? Ainda na rampa e sozinho, May começa a tocar uma música pouco comum no repertório do grupo, 39 (do A Night At The Opera, provavelmente o melhor disco do grupo), e aos poucos vai chamando os membros da banda para acompanhá-lo. Funcionou muito bem.

Melhor ainda foi o momento solo de Roger Taylor (que mais parecia um gerente de banco). Ele começou tocando um pandeiro e, peça por peça, uma bateria foi sendo construída enquanto ele fazia seu solo. Depois, emendou I”m in Love With My Car (outra do A Night At The Opera e A Kind of Magic). Taylor fez até solo de baixo com as suas baquetas.

Brian May chegou a dizer antes dos shows de que estavam tocando melhor do que nunca. Melhor eu não sei, mas a sua guitarra está afiadíssima e Roger Taylor fez tudo o que sempre fez e ainda teve o seu momento protagonista.

Ainda tivemos Radio Gaga, Under Pressure Crazy Little Thing Called Love e The Show Must Go On. Freddie apareceu no telão em duas oportunidades (Bijou e Bohemian Rhapsody) fazendo duetos com a banda (o de Bohemian Rhapsody foi espetacular) e com o público, que soube reverenciar o ídolo e respeitar o novo vocalista.

Para terminar Cosmos Rocks, All Right Now (sucesso do Free) e, claro, We Will Rock You e We Are the Champions. May, Taylor e Rodgers mostraram que o show e a vida podem continuar, sem ter que esquecer ou deixar de lado o passado. Músicas, assim como pessoas, podem estar presentes novamente, fazendo uma nova história, um novo futuro.

Eles realmente são campeões.

O Dia On Line, 30/11/2008

A very welcome message over the Sugar Loaf. Tonight … the very end of a long voyage.

Tradução:
Uma mensagem de boas vindas no pão de açúcar. Esta noite… o final de uma longa viagem.

love
Bri
© brianmay.com

Fonte: brianmay.com