O Queen+PR veio ao Brasil e realizou o sonho de muitos fãs! Infelizmente, agora acabou. Perdeu o show? Foi ao show mas quer mais?? Então, não perca esta oportunidade!!

Neste sábado (06/12), a Bohemian Queen fará um show de graça, na Banca do Blues, tocando os maiores sucessos do Queen, de todas as fases da banda!

Quem quiser curtir, antes da Bohemian Queen, às 21h haverá o show da banda Alcorube, que tocará rock e blues de nomes como Pink Floyd, Cream, Hendrix entre outros, além de composições próprias.

Estão todos convidados!!!
Data: 06/12 – Sábado
Horário: 22:30h
Onde: Banca do Blues
Av. Rio Branco, 311 – Cinelândia
Tel: 2517-331- / 8837-0239
Show gratuito

Informações: bq@bohemianqueen.com.br

Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12840313
Bohemian Queen

Olha essa foto o Freddie na primeira banda

Freddie ja era famoso desde pequeno

Maurício Ricardo, fã do Queen, fez uma charge com o clip do Queen. Vale a pena conferir:
ASSISTA AQUI

Agradecimentos: Luciaromana
Fonte: harges.uol.com.br

Por Luiz Felipe Carneiro

Uma semana atrás, escrevi aqui nesse espaço sobre a minha expectativa do reencontro com o Queen, 23 anos depois. Durante a semana inteira, dediquei todas as seções desse site à banda inglesa. E, prometo que depois desse texto, vocês ficarão um bom tempo sem ouvir falar do conjunto por aqui. Mas, depois de quatro dias intensos com três shows, não poderia deixar de fazer um balanço final da passagem do Queen e do vocalista Paul Rodgers pelo Brasil.

Conforme já escrevi na resenha do primeiro espetáculo em São Paulo, as apresentações mostraram que a Rainha não perdeu a majestade. Se Freddie Mercury não esteve presente, Paul Rodgers, longe de querer fazer qualquer comparação, segurou bem a peteca ao lado de Brian May e Roger Taylor. As três apresentações foram as últimas da “Cosmos Rocks Tour”, e, pelo que se pôde ver, a banda se esforçou para que os shows compensassem a longa espera dos brasileiros.

Infelizmente, nenhum dos três shows teve os seus ingressos esgotados. O alto preço, certamente, foi o responsável por isso. Em uma conversa exclusiva com o guitarrista Jamie Moses, ele disse que a banda estava preocupada com o valor das entradas. Moses quis saber os preços de todos os setores para as apresentações em São Paulo (em real e em dólar), e quando soube que um lugar no camarote custava R$ 900,00, ficou de queixo caído. Ele só conseguiu dizer uma frase: “Oh, my God!”. Quando falei que os ingressos para o show no Rio de Janeiro eram um pouco menos caros, ele ficou mais ali*****. “Então deve ficar mais cheio. Acho que o show em um lugar maior vai render mais. Estamos ansiosos, especialmente Brian, para tocar no Rio”, afirmou.

Apesar de não estar lotado (a pista VIP em São Paulo e no Rio ficou muito vazia), o cantor Paul Rodgers ficou muito bem impressionado com a platéia paulistana (a conversa foi antes do show no Rio). “Achei o público brasileiro sensacional. Os dois shows foram especiais, mas a platéia de quinta-feira era realmente selvagem”, disse o vocalista.

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Pois é, assim como a banda, o público também fez o seu show. Após ter assistido às três apresentações, posso afirmar que Paul Rodgers não encontrou uma platéia melhor do que a de quinta-feira. A segunda apresentação em São Paulo, apesar de quase nenhuma mudança no espetáculo (no roteiro, trocaram apenas “Bad Company” por “Feel Like Makin’ Love”, que foi mantida no Rio), foi realmente a mais visceral. A do Rio, com uma Arena razoavelmente cheia (tinha mais gente do que no show do R.E.M.), foi bacana também, mas o som não estava lá essas coisas, diferentemente da Via Funchal, onde o negócio estrondou mesmo.

Mas mesmo assim, foi bonito ouvir Brian May dizer, antes de “Love Of My Life”, que ainda podia ouvir o coro da platéia do Rock in Rio de 1985. Assim como também foi bonito vê-lo enxugar uma singela lágrima após a canção. Foi bonito também ver, em um lugar maior, a galera toda batendo palmas sincronizadas em “Radio Ga Ga” e em “We Will Rock You”. Também foi bonito ouvir o público cantar “Imagine”, de John Lennon, que ecoou nas caixas de som antes de o Queen entrar em cena.

Em São Paulo, outras cenas marcantes, como Brian May tendo que interromper “Love Of My Life”, porque a platéia não parava de berrar o seu nome, ou então, a voz de Paul Rodgers inaudível devido ao coro da platéia em “I Want To Break Free”. Foi bonito também ver a banda, humildemente, no saguão do aeroporto em São Paulo, atendendo fãs e esperando pacientemente por um vôo comercial da TAM (nada de avião fretado) que atrasou mais de trinta minutos. Chegando ao Rio, apesar da má-vontade dos seguranças, Brian May ainda atendeu a um pedido de um fã, que aguardava havia mais de cinco horas, para uma foto.

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Foi tudo muito rápido. O Queen chegou no Brasil na segunda-feira à noite e, hoje já vai embora. Foi bom enquanto durou. Quem teve a felicidade de estar presente em algum dos três shows do Queen + Paul Rodgers, pode realmente dizer que foi “uma espécie de magia”.

Até a próxima!

Fonte: queensday.mus.br

Músicas, incluindo The star splangled banner, de Jimi Hendrix,We are the champions/We will rock you, lançada pelo Queen em 1977 e todo o álbum do The Police, Synchronicity, de 1983, foram adicionadas ao hall da fama do Grammy.

O hall da fama do prêmio musical conta agora com 826 títulos, escolhidos por um comitê desde 1973. Conforme reportagem da revista inglesa NME, muitos dos títulos vão integrar o museu do Grammy, um centro de exibição de quatro andares, que será inaugurado em Los Angeles no dia 6 de dezembro.

No total, 28 títulos foram adicionado à biblioteca musical, incluindo For once in my life de Stevie Wonder, Sweet home Alabama, do grupo Lynyrd Synyrd, e a trilha sonora de Enrnio Morricone para o filme The good, the bad and the ugly.
http://jbonline.terra.com.br

Programa da Rede TV – Panico na Tv. Carioca imitando Freddie Mercury no show do Queen + Paul Rodgers.

Para assistir: CLIQUE AQUI

Freddie vestido de Rainha

Essa foto é mesmo legal do Freddie neh Galera

O site da globo fez uma trajetória do Queen em slideshow.
Vale a pena dar uma olhada.
CLIQUE AQUI

Fonte: globo.com

Red Special

Red Special dentro do Dominion Theatre, logo depois de terminar o musical We Will Rock You em Londres.

Casa do Feddie Mercury

Fachada da casa do Freddie Mercury em Nov/2007

ESPECIAL PARA O JB – Os súditos apareceram, participaram, cantaram, levantaram os braços em coreografias sincronizadas e deram um show à parte. Vinte e três anos depois, a “Rainha” retornou ao Brasil para uma turnê com Paul Rodgers nos vocais, anteontem à noite, na HSBC Arena, na Barra da Tijuca.

Convidado pelo Jornal do Brasil para escrever sobre a apresentação, fui pego de surpresa, pois confesso a todos: minha imparcialidade com relação ao trabalho do Queen garante um tom de liberdade maior a este relato. Não tem a visão de um fã da banda, até porque minha formação musical não os inclui como pilar, embora, após o espetáculo, tenha percebido que suas músicas fazem mais parte de minha vida do que imaginava.

Meu primeiro passo fora observar o público presente e reparei que as idades eram das mais variadas. Estavam desde famílias com crianças até fiéis remanescentes do Rock in Rio, quando os ingleses estiveram por aqui pela primeira vez. Em meio a um mar de celulares e câmeras fotográficas que emitiam luzes da platéia, havia a boa e velha turma dos isqueiros em riste, que disputava minha atenção ao longo das clássicas baladas do Queen.

Uma desconfiança insistia em me perturbar: seria possível me emocionar com uma banda que historicamente ficou marcada pela estrela e a voz de um dos maiores cantores de todos os tempos mesmo na ausência dele? Durante as quatro primeiras músicas fiquei ressabiado, prestando atenção, e talvez por implicância quis crer que soava apenas como um bom cover.

A presença de Brian May (guitarra) e Roger Taylor (bateria) não significava necessariamente que o Queen estava diante de meus olhos. Fui deixando me levar pela excelente voz do não menos competente Paul Rodgers e me esforçando ao máximo para não fazer comparações idiotas.

O poder da boa música foi prevalecendo à medida que o repertório avançava. Meus braços, que no começo estavam cruzados, não resistiram à levada de Another one bites the dust, seguida de I want to break free. Aos poucos fui me familiarizando com as canções e logo percebi que não havia mais volta. Estava, sim, diante da “Rainha” e em sua presença aconteceu de tudo um pouco no dominado território carioca. Solo de bateria e firulas divertidas de Roger Taylor no cello elétrico do músico de apoio; Brian May ao violão cantando emocionado Love of my life em coro uníssono com o público, depois enxugando as lágrimas; momentos instrumentais que fariam alguns adolescentes mal -acostumados de hoje correrem a passos largos da arena e passagens com a imagem e voz sublime de Freddie Mercury.

Do meio até o fim uma seqüência de hits que manteve a platéia em chamas. Estava provada a máxima de que música boa é atemporal e sempre tem um belo lugar guardado no coração, garganta e na lembrança das pessoas.

Ao fim de Radio ga ga, uma saudade já me apertava o peito. A “Rainha” então mostrou, com perdão do clichê, por que quem é rei nunca perde a majestade e finalizou com um bis maravilhoso que incluiu We will rock you e fechou com o clássico dos clássicos We are the champions. Tecnicamente tudo saiu perfeito. O som soava bem, a iluminação mesclava momentos de intensidade e brilho com penumbra em tons de roxo, vermelho e azul. No telão, imagens de raios, asteróides e estrelas – referência provável ao novo disco da banda, The cosmos rock, que teve algumas músicas tocadas e recebidas com consideração, mas também com certa frieza pelos fãs. Saí de lá com uma felicidade mágica estampada em meu rosto e a certeza de que, se Freddie Mercury não tivesse partido cedo demais deste planeta, o show teria sido realizado no Maracanã com os ingressos esgotados.

Senhoras e senhores, como estampava a camisa preta vendida pelos ambulantes: “Queen, eu fui”.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/30/e30116747.html

Queen mantém a mágica e fica mais roqueiro com Paul Rodgers


Paul Rodgers e Brian May – Fotos de André Arruda

Com o perdão do clichê quem é rei nunca perde a majestade. No caso do Queen, rainha. O megashow apresentado na noite deste sábado na HSBC Arena, aqui no Rio, encerrou uma turnê de três meses iniciada em setembro na Ucrânia. A banda trouxe seu show integral ao Brasil com um telão enoooorme de pixels, mais de 100 moving light, seis canhões no palco e torres com uma combinação de luzes, tudo somando para um espetáculo plástico e multicolorido como não vimos aqui este ano.

A frase que mais ouvi nas semanas precedentes foi se ficaria bom com Paul Rodgers, isso quando não perguntavam “quem é esse cara?”. O cara é um tremendo cantor como viu quem lá foi. Sua presença deu uma cara mais roquenrol ao Queen, sem todos aqueles climas, influências e firulas de Freddie Mercury. Quando a banda cai no roquenrol como em “All right now”, canção da ex-banda de Rodgers Bad Company, e “Cosmos rocking” o bicho pega de uma maneira visceral, ainda mais porque está no palco um segundo guitarrista Jamie Moses, que toca com May desde 1993 e foi incorporado à turnê.


Brian May

Rodgers se sai bem nas músicas do Queen, mas em algumas delas, Brian May e Roger Taylor (bateria) assumem as vozes nos moldes originais como em “39”, “Kind of Magic” e “Love of my life”. Esta última um dos emocionantes momentos da noite. Brian sozinho com o violão sentado na ponta da passarela falou que ainda lembrava do coro de vozes na música do primeiro Rock in Rio em 1985.
– Ainda consigo ouvir vocês. Vocês querem cantar mais? Vamos cantar essa pro Freddie – pediu e o povo atendeu cantando a plenos pulmões. No final Brian enxugou uma lágrima.

Paul Rodgers é um vocalista bem diferente de Freddie Mercury. Ele não coloca tantas firulas na interpretação, é mais direto e roqueiro, sem aquele lado teatral de Freddie. Ele faz um rápido dueto com Freddie em “Boehmian Rhapsody”, dividindo os versos finais e canta uma estrofe também. Freddy leva o começo da música ao piano no telão e os músicos o acompanham ao vivo. Na parte do coral há uma retrospectiva no telão da carreira da banda, mostrando todos eles em diversas fases.


Roger Taylor

Solos instrumentais são tidos como coisa do passado. O Queen se utiliza deles sem pudor. Roger Taylor faz o seu de maneira original. Ele começa tocando os aros de um tambor e passa a batucar com as baquetas no baixo de pau de Danny Miranda com citações de “Underpressure” e “Another one bites the dust”. Depois passa a tocar bateria com poucas peças que vão sendo montadas pelos roadies até que ele tem o kit completo para se espalhar.

Nessa parte, Roger se diverte nos vocais de “I’m in Love with my car”, “Kind of Magic” e canta com Brian “39” acompanhado pelos músicos contratados, Miranda (baixo de pau), Jamie Moses (violão) e Spike Edney (acordeon). Quando cantou o coro com Brian pela primeira vez Roger fez cara de surpresa com o coro da platéia. A balada “Say it’s not true”, do album Cosmos rocking”, teve as vozes de Paul, Roger e Brian.

Brian faz um solo de guitarra brilhante com sons multiplicados, citação de “Keep yourself alive”, dos primórdios do Queen que tem direito a Freddie no telão cantando trechos de “Bijou” e ele emendou com a instrumental “Last horizon” de seu CD solo “Back to light” (1993). Bem breguinha se querem saber, mas com toda a ambientação funcionou.

Paul Rodgers teve suas partes no show em músicas de suas ex-bandas “Seagull” (voz e violão) , “Feel like making Love” com a banda (ambas do Bad Company) e “All right now” (do Free). Rogers se saiu bem em hits do Queen como “Tie your mother down”, “Fat bottomed girls”, “I wanna break free”, “Underpressure”, “The show must go on”. Do disco gravado pela nova formação entrou a faixa-título “Cosmos rocking” incendiando o começo do bis, “C-elebrity” sobre os famosos da hora, “Surf’s up school’s out, celebração das férias.


Paul Rodgers

Ver Brian May tocar vale o show inteiro. Ele é melódico, rápido sem exagero, muito preciso, sempre ilustrando as canções com solos criativos. Roger Taylor continua mandando muito bem na bateria e segura os vocais de algumas músicas para as quais acha que a voz de Rodgers não combina. Ele, Brian e os músicos contratados fazem vocais ao estilo do Queen que contrastam com a voz áspera do vocalista.

Sabe-se lá quando o Queen volta à estrada e ainda mais por aqui, onde esteve pela última vez em 1985. O público foi totalmente parceiro, empolgando-se cantando junto, batendo palmas compassadas em canções como “We Will rock you” e “Radio ga ga”. Saíram todos felizes, palco e platéia. É o que conta.
O Globo On Line (globo.com), 30/11/2008.

Queen no Rio: Deus Salve a Rainha

Fernando de Oliveira

Fonte: O Dia On Line, 30/11/2008.

Havia a suspeita de que era um show caça-níqueis, principalmente por parte de quem nem sequer ouviu o (bom) Cosmos Rocks, disco que Brian May, Roger Taylor e Paul Rodgers (excelente vocalista do Free e Bad Company) produziram. Um disco que não pode e não deve ser comparado com nada feito durante o reinado de Freddie Mercury.

O início do show, com clássicos do velho Queen como Hammer to Fall, Tie Your Mother Down, Fat Bottomed Girls e Another One Bites the Dust, serviu para tirar qualquer dúvida de que o novo Queen é um grupo diferente e que trazia para o Rio um verdadeiro show de rock e não um ato nostálgico.

As interpretações tinham a cara de Paul Rodgers, que está na estrada há mais tempo que o Queen e tem uma presença vigorosa, segura e soube encontrar e marcar o seu lugar na banda. O vocalista (sorridente o tempo todo e parecendo estar se divertindo muito) recebeu uma calorosa recepção e deve ter ficado surpreso ao ver que boa parte do público sabia as letras das novas canções e até mesmo as que cantou do Free e Bad Company.

A HSBC Arena não estava lotada (provavelmente por conta dos caros preços cobrados – o ingresso mais barato custava R$ 120), mas quem pagou foi surpreendido com um set tocado em uma rampa que ultrapassava os limites da platéia vip. Foi lá que Brian May pegou o violão e disse: “Ainda lembro de vocês cantando esta canção nos anos 80…Vamos cantar pelos amigos que estão ausentes. Vamos cantar por Freddie Mercury”.

Ovação, e um momento que poderia soar “ensaiado” transformou-se em pura emoção depois que o guitarrista não conseguiu segurar as lágrimas. Muitos na platéia devem ter feito o mesmo.

Mas se Love of My Life foi tocada no meio do show, o que mais podia acontecer de diferente, além da inevitável We Are The Champions e outros sucessos do velho Queen? Ainda na rampa e sozinho, May começa a tocar uma música pouco comum no repertório do grupo, 39 (do A Night At The Opera, provavelmente o melhor disco do grupo), e aos poucos vai chamando os membros da banda para acompanhá-lo. Funcionou muito bem.

Melhor ainda foi o momento solo de Roger Taylor (que mais parecia um gerente de banco). Ele começou tocando um pandeiro e, peça por peça, uma bateria foi sendo construída enquanto ele fazia seu solo. Depois, emendou I”m in Love With My Car (outra do A Night At The Opera e A Kind of Magic). Taylor fez até solo de baixo com as suas baquetas.

Brian May chegou a dizer antes dos shows de que estavam tocando melhor do que nunca. Melhor eu não sei, mas a sua guitarra está afiadíssima e Roger Taylor fez tudo o que sempre fez e ainda teve o seu momento protagonista.

Ainda tivemos Radio Gaga, Under Pressure Crazy Little Thing Called Love e The Show Must Go On. Freddie apareceu no telão em duas oportunidades (Bijou e Bohemian Rhapsody) fazendo duetos com a banda (o de Bohemian Rhapsody foi espetacular) e com o público, que soube reverenciar o ídolo e respeitar o novo vocalista.

Para terminar Cosmos Rocks, All Right Now (sucesso do Free) e, claro, We Will Rock You e We Are the Champions. May, Taylor e Rodgers mostraram que o show e a vida podem continuar, sem ter que esquecer ou deixar de lado o passado. Músicas, assim como pessoas, podem estar presentes novamente, fazendo uma nova história, um novo futuro.

Eles realmente são campeões.

O Dia On Line, 30/11/2008

A very welcome message over the Sugar Loaf. Tonight … the very end of a long voyage.

Tradução:
Uma mensagem de boas vindas no pão de açúcar. Esta noite… o final de uma longa viagem.

love
Bri
© brianmay.com

Fonte: brianmay.com

Músico ensaia passos ao lado de morena

Não foi só Matthew McConaughey quem sucumbiu ao samba carioca, o guitarrista do Queen também aproveitou e muito o ensaio da escola de samba Estácio de Sá nesta sexta-feira, 28. Brian May, o cabeludo da foto, chegou até a ensaiar uns passos ao lado de uma morena.

Fonte: globo.com

Programa Agenda, da Globo News, Queen + Paul Rodgers no Brasil.
CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR

Fonte: Globo News
Agradecimentos a Marilu

Cosmo

Bryan May com um maravilhoso plano de fundo em seu solo

Ele estava lá

Momento inesquecível aonde todos inclusive Bryan agradecem o ser mais especial da terra, Freedy Mercury

Ricardo Schott, Jornal do Brasil

RIO – Não é Queen, e sim Queen + Paul Rodgers. É dessa forma que Brian May, guitarrista do célebre grupo inglês, faz questão de delimitar as coisas, em entrevista à Programa. Unido desde setembro de 2004, quando May e Roger Taylor (bateria) convidaram o ex-vocalista do Free e Bad Company para juntar-se a eles num show comemorativo dos 50 anos da guitarra Fender Stratocaster, o combo já soma dois registros (o disco ao vivo Return of the champions, de 2005, e o de inéditas The cosmos rocks, deste ano) e roda a América do Sul em turnê, com um roteiro repleto de sucessos.

E, mesmo que o encontro de dois integrantes do Queen (o baixista John Deacon preferiu não aderir) com o vocalista tenha lá suas boas novas, como o novo hit , C-lebrity, o passado é posto na apresentação deste sábado na HSBC Arena, na Barra. Mas afinal: vale a pena encarar o Queen sem Freddie Mercury? Entregamos essa pergunta a quem esteve diante do mito no Rock in Rio de 1985.

– Tenho uma certa implicância, não sei se consigo ver o cantor do Bad Company ocupando o lugar que um dia foi do Mercury – sentencia Toni Garrido.

– E o Queen para mim era o vocalista, era a pegada e a personalidade do Freddie.

O produtor (e guitarrista) Marcelo Sussekind tem senões.

– Não dá para dizer que tem só dinheiro na jogada, mas claro que fica um certo ar de caça-níqueis. Acho que cabe ao público assistir e avaliar – diz o músico, outro a jogar no time dos que acham Mercury insubstituível.

– Nem tem comparação, até porque ele era outra coisa. Nem era um cantor, era praticamente um ser extraterrestre.

O cantor Paulo Ricardo é outro que não levanta, de jeito nenhum, a plaquinha com a nota 10.

– Desde o tributo a Freddie Mercury feito em Wembley, em 1992, já estava claro que não dava para substituí-lo – delibera.

– As performances de George Michael, Axl Rose e Elton John ficaram aquém das dele. Mas o Queen é uma instituição, uma banda que tem grandes canções. É o que fica.

A volta deste Queen causa tristeza ao apresentador Amin Khader, que cuidou dos bastidores do Rock in Rio I e atendeu às exigências da “diva” da banda.

– É, ele realmente me deu trabalho nos bastidores do festival – lembra, rindo, Khader, que encarou até mesmo uma devastação no camarim do astro, feita pelo próprio.

– Mas o Queen era ele. Sem ele, que Deus o tenha, nada da banda me interessa. Fui ao show dos Scorpions (outra banda que tocou no Rock In Rio I), também no Arena, em agosto, e era praticamente a mesma banda, tocando as mesmas músicas. Assim, tudo bem. Mas não dá para ver o Queen com outro cantor.

Escaldado pela avalanche de críticas na Europa, May revela que a escolha de Rodgers (cujo trabalho como rockstar é anterior ao próprio Queen) já estava nas raízes do grupo. Algo do qual nem o próprio Rodgers, informado disso ao entrar para a banda, sabia.

– Freddie curtia o Bad Company nos anos 70 e foi influenciado por Rodgers. Acho que os fãs o estão recebendo muito bem – avalia o guitarrista.

– Não é da minha conta responder aos que não estão gostando. O que importa é que há química entre nós. E, onde quer que esteja, Mercury sabe que se trata de uma nova banda. Se ele soubesse da reunião, acho que gargalharia e cantaria junto.

Para ajudar na mise-en-scène, o vocalista nunca é tratado pelos colegas no palco como se estivesse substituindo o inesquecível Mercury.

Nos shows da turnê de The cosmos rocks, Rodgers tem até direito a cantar algumas das músicas que fizeram sua fama, como All right now, do Free, mas tem sido introduzido por May como “o nosso amigo Paul, que vem cantar umas canções com a gente”.

O camarada de May e Taylor agita, saracoteia, usa o pedestal do microfone como recurso de cena e concentra-se em músicas com pegada mais rock ‘n’roll. E os dois músicos sabem que nem tudo o que funcionou com Mercury funciona com o Rodgers: Killer Queen, por exemplo, é um dos hits evitados pela nova formação, por estar vestida só para a voz de Mercury.

Mas quase todos os grandes petardos estão lá. Com direito à participação do próprio Mercury em vídeo – o vocalista “canta”, com os antigos amigos e Rodgers, os sucessos emblemáticos Bohemian rhapsody e Bijou.

Roger Taylor abençoa os fãs novos e convida os antigos para ver que todos continuam na ponta dos cascos.

– Estamos tocando bem melhor. Quem viu nossos outros shows vai perceber isso – afiança o músico.

– Esse é um show completo, com diferentes tipos de humor e diversas mudanças de clima. É uma apresentação longa, mas passa muito bem rapidamente.

Animado com a nova situação, Paul Rodgers dá a cara à tapa.

– É excitante tocar com esses caras. Jamais havia me juntado a uma banda, apenas criado algumas. Isso é uma novidade boa – alegra-se o vocalista, que, talvez não por acaso, avisa que sua música predileta da banda é The show must go on.

– Fala tanto da música quanto da vida. E ambos precisam continuar, seguir em frente sempre. Sempre.

Há gente, muita gente, para apoiar essa configuração – com ressalvas. Saxofonista do Kid Abelha, George Israel tocou no Rock in Rio I com seu grupo e viu o show do Queen no palco.

– Não acho que seja uma armação, mas estranho que usem o nome – diz o músico.

– As canções são o patrimônio deles, eles têm todo o direito de continuar a tocá-las, mas não vai ser a mesma coisa.

Para mais informações adquire o jornal JB
JB

O Queen sempre foi um grupo musical megalômano. Desde os seus primeiros shows, lá no início dos anos 70, a banda é considerada muito mais um conjunto de palco do que de estúdio. Seus shows, nos quatro cantos do planeta, promoviam verdadeiras catarses coletivas. E, mais de 35 anos após a sua fundação, o Queen continua o mesmo. Sorte nossa!

Antes de começar o show, a estrutura de palco já impressionava. Mesmo que a Via Funchal não seja uma casa muito grande, toda a parafernália que fez parte da turnê européia estava lá. Do supertelão com uma definição absurda à passarela que aproxima os músicos da platéia, Queen + Paul Rodgers fizeram um show digno do nome que carregam.

Às dez horas em ponto, as luzes se apagaram e o telão começou a exibir imagens de estrelas e meteoritos que voavam em cima da platéia. Os primeiros acordes da guitarra inimitável de Brian May em “Hammer To Fall” fizeram com que a platéia tivesse certeza que aquilo era um show do Queen, ainda que sem o seu maior líder.

Para esquentar bem o público, o Queen e o vocalista Paul Rodgers atacaram, de início, com grandes sucessos. A segunda do roteiro, “Tie Your Mother Down”, foi responsável por um dos momentos de maior empolgação, assim como “Fat Bottomed Girls”, “Another One Bites The Dust”, “I Want It All” e “I Want To Break Free”.

Em seguida, o conjunto mandou duas do novo álbum, “Cosmos Rocks”. “C-Lebrity” e “Surf’s Up… School’s Out” surpreenderam a quem pensava que o público da banda vive apenas dos áureos tempos de Freddie Mercury. Apesar de a sonoridade destoar um pouco das músicas do Queen (elas combinam muito mais com o Free e com o Bad Company, as antigas bandas de Rodgers), ambas as canções tiveram uma recepção muito boa.

E já que Paul Rodgers, nesse momento, era o centro das atenções, foi a vez de ele tocar, em momento solo, a sua “Seagull”, apenas com o violão. Mas, definitivamente, Rodgers não empolgou. Foi o momento ideal para pegar a cerveja no bar… Mas quando o vocalista chamou de volta ao palco o “doctor Brian May” (sim, o guitarrista é doutor em física!), a platéia presenciou um dos momentos de maior comoção da noite. Apenas com o seu violão, e no meio da passarela que o aproximava da platéia, May mandou, sozinho, “Love Of My Life”, sem dúvidas, o maior coro da noite. No meio da canção, o público repetiu o momento histórico do Rock in Rio, berrando o nome do guitarrista. E, assim como aconteceu em 1985, May, meio sem jeito, teve que parar a música no meio.

Com todos recuperados, o baterista Roger Taylor se junto ao guitarrista para “39″, sucesso de “A Night At The Opera”, principal álbum do Queen. A versão ficou um pouco capenga – Brian May chegou a errar a sua entrada vocal -, mas o público não se importou, e cantou música “folk-espacial” do início ao fim.

E agora, em democrático revezamento, era a vez de Roger Taylor ser o centro das atenções. Também na passarela, o baterista fez um solo um pouco inusitado. Tudo começou apenas com o bumbo. E, na medida em que a sua bateria estava sendo montada, ele já ia tocando, até chegar em “I’m In Love With My Car”, na qual mostrou grande habilidade ao tocar o seu instrumento e cantar ao mesmo tempo. O baterista também arriscou o vocal de “A Kind Of Magic”, enquanto Brian May fazia “figuração” no canto do palco. “Say It’s Not True” começou do mesmo jeito, sendo que, a cada nova estrofe, um integrante do conjunto aparecia. A canção, que contou com o vocal dos três, foi um dos grandes momentos da apresentação.

“Bad Company” (da ex-banda de mesmo nome de Rodgers) e a nova “We Believe” foram a deixa para Brian May brilhar. Após um impressionante solo de guitarra (com trechos de “Brighton Rock”), Freddie Mercury apareceu no telão, em cenas do show realizado no Estádio de Wembley, em 1986. A sua voz reverberou das entranhas dos alto-falantes da Via Funchal. “Bijou”, faixa de “Innuendo”, último álbum do Queen com Mercury vivo, fez com que muitas lágrimas escorressem dos mais fanáticos. A instrumental “Last Horizon” causou o efeito contrário. Dessa vez, foi a guitarra de Brian May que chorou, em um dos solos mais bonitos da história do rock.

“Under Pressure”, que veio em seguida, foi a grande surpresa da noite. Esta foi a segunda vez (a primeira foi na Argentina) que a banda tocou essa canção na “Cosmos Rocks Tour”. O público, lógico, adorou ouvir Taylor fazer as vezes de David Bowie, e May, as de Freddie Mercury. Com a platéia já na mão, o Queen não precisou se esforçar mais. Bastou apresentar “Radio Ga Ga” (com direito à bonita participação da platéia, com as palmas sincronizadas, tal qual no videoclipe), “Crazy Little Thing Called Love” (“Ready Freddie!” foi o maior berro da noite), “The Show Must Go On” e a apoteose final com “Bohemian Rhapsody”, que teve direito, mais uma vez, à participação, via telão, de Freddie Mercury cantando a sua primeira parte, no show realizado em Montreal, em 1981, e que saiu em DVD no ano passado.

No bis, Queen + Paul Rodgers voltaram a arriscar mais uma canção do último disco. “Cosmos Rockin’” teve a boa participação da platéia, assim como “All Right Now” (com direito àquele cheiro de maresia), sucesso do Free.

Com “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, o jogo já estava ganho. E, ao final de duas horas e vinte minutos de apresentação, a platéia teve a certeza de que, assim como o rei, a rainha, apesar dos pesares, nunca perde a majestade.
http://www.sidneyrezende.com