Queen mantém a mágica e fica mais roqueiro com Paul Rodgers


Paul Rodgers e Brian May – Fotos de André Arruda

Com o perdão do clichê quem é rei nunca perde a majestade. No caso do Queen, rainha. O megashow apresentado na noite deste sábado na HSBC Arena, aqui no Rio, encerrou uma turnê de três meses iniciada em setembro na Ucrânia. A banda trouxe seu show integral ao Brasil com um telão enoooorme de pixels, mais de 100 moving light, seis canhões no palco e torres com uma combinação de luzes, tudo somando para um espetáculo plástico e multicolorido como não vimos aqui este ano.

A frase que mais ouvi nas semanas precedentes foi se ficaria bom com Paul Rodgers, isso quando não perguntavam “quem é esse cara?”. O cara é um tremendo cantor como viu quem lá foi. Sua presença deu uma cara mais roquenrol ao Queen, sem todos aqueles climas, influências e firulas de Freddie Mercury. Quando a banda cai no roquenrol como em “All right now”, canção da ex-banda de Rodgers Bad Company, e “Cosmos rocking” o bicho pega de uma maneira visceral, ainda mais porque está no palco um segundo guitarrista Jamie Moses, que toca com May desde 1993 e foi incorporado à turnê.


Brian May

Rodgers se sai bem nas músicas do Queen, mas em algumas delas, Brian May e Roger Taylor (bateria) assumem as vozes nos moldes originais como em “39”, “Kind of Magic” e “Love of my life”. Esta última um dos emocionantes momentos da noite. Brian sozinho com o violão sentado na ponta da passarela falou que ainda lembrava do coro de vozes na música do primeiro Rock in Rio em 1985.
– Ainda consigo ouvir vocês. Vocês querem cantar mais? Vamos cantar essa pro Freddie – pediu e o povo atendeu cantando a plenos pulmões. No final Brian enxugou uma lágrima.

Paul Rodgers é um vocalista bem diferente de Freddie Mercury. Ele não coloca tantas firulas na interpretação, é mais direto e roqueiro, sem aquele lado teatral de Freddie. Ele faz um rápido dueto com Freddie em “Boehmian Rhapsody”, dividindo os versos finais e canta uma estrofe também. Freddy leva o começo da música ao piano no telão e os músicos o acompanham ao vivo. Na parte do coral há uma retrospectiva no telão da carreira da banda, mostrando todos eles em diversas fases.


Roger Taylor

Solos instrumentais são tidos como coisa do passado. O Queen se utiliza deles sem pudor. Roger Taylor faz o seu de maneira original. Ele começa tocando os aros de um tambor e passa a batucar com as baquetas no baixo de pau de Danny Miranda com citações de “Underpressure” e “Another one bites the dust”. Depois passa a tocar bateria com poucas peças que vão sendo montadas pelos roadies até que ele tem o kit completo para se espalhar.

Nessa parte, Roger se diverte nos vocais de “I’m in Love with my car”, “Kind of Magic” e canta com Brian “39” acompanhado pelos músicos contratados, Miranda (baixo de pau), Jamie Moses (violão) e Spike Edney (acordeon). Quando cantou o coro com Brian pela primeira vez Roger fez cara de surpresa com o coro da platéia. A balada “Say it’s not true”, do album Cosmos rocking”, teve as vozes de Paul, Roger e Brian.

Brian faz um solo de guitarra brilhante com sons multiplicados, citação de “Keep yourself alive”, dos primórdios do Queen que tem direito a Freddie no telão cantando trechos de “Bijou” e ele emendou com a instrumental “Last horizon” de seu CD solo “Back to light” (1993). Bem breguinha se querem saber, mas com toda a ambientação funcionou.

Paul Rodgers teve suas partes no show em músicas de suas ex-bandas “Seagull” (voz e violão) , “Feel like making Love” com a banda (ambas do Bad Company) e “All right now” (do Free). Rogers se saiu bem em hits do Queen como “Tie your mother down”, “Fat bottomed girls”, “I wanna break free”, “Underpressure”, “The show must go on”. Do disco gravado pela nova formação entrou a faixa-título “Cosmos rocking” incendiando o começo do bis, “C-elebrity” sobre os famosos da hora, “Surf’s up school’s out, celebração das férias.


Paul Rodgers

Ver Brian May tocar vale o show inteiro. Ele é melódico, rápido sem exagero, muito preciso, sempre ilustrando as canções com solos criativos. Roger Taylor continua mandando muito bem na bateria e segura os vocais de algumas músicas para as quais acha que a voz de Rodgers não combina. Ele, Brian e os músicos contratados fazem vocais ao estilo do Queen que contrastam com a voz áspera do vocalista.

Sabe-se lá quando o Queen volta à estrada e ainda mais por aqui, onde esteve pela última vez em 1985. O público foi totalmente parceiro, empolgando-se cantando junto, batendo palmas compassadas em canções como “We Will rock you” e “Radio ga ga”. Saíram todos felizes, palco e platéia. É o que conta.
O Globo On Line (globo.com), 30/11/2008.

Queen no Rio: Deus Salve a Rainha

Fernando de Oliveira

Fonte: O Dia On Line, 30/11/2008.

Havia a suspeita de que era um show caça-níqueis, principalmente por parte de quem nem sequer ouviu o (bom) Cosmos Rocks, disco que Brian May, Roger Taylor e Paul Rodgers (excelente vocalista do Free e Bad Company) produziram. Um disco que não pode e não deve ser comparado com nada feito durante o reinado de Freddie Mercury.

O início do show, com clássicos do velho Queen como Hammer to Fall, Tie Your Mother Down, Fat Bottomed Girls e Another One Bites the Dust, serviu para tirar qualquer dúvida de que o novo Queen é um grupo diferente e que trazia para o Rio um verdadeiro show de rock e não um ato nostálgico.

As interpretações tinham a cara de Paul Rodgers, que está na estrada há mais tempo que o Queen e tem uma presença vigorosa, segura e soube encontrar e marcar o seu lugar na banda. O vocalista (sorridente o tempo todo e parecendo estar se divertindo muito) recebeu uma calorosa recepção e deve ter ficado surpreso ao ver que boa parte do público sabia as letras das novas canções e até mesmo as que cantou do Free e Bad Company.

A HSBC Arena não estava lotada (provavelmente por conta dos caros preços cobrados – o ingresso mais barato custava R$ 120), mas quem pagou foi surpreendido com um set tocado em uma rampa que ultrapassava os limites da platéia vip. Foi lá que Brian May pegou o violão e disse: “Ainda lembro de vocês cantando esta canção nos anos 80…Vamos cantar pelos amigos que estão ausentes. Vamos cantar por Freddie Mercury”.

Ovação, e um momento que poderia soar “ensaiado” transformou-se em pura emoção depois que o guitarrista não conseguiu segurar as lágrimas. Muitos na platéia devem ter feito o mesmo.

Mas se Love of My Life foi tocada no meio do show, o que mais podia acontecer de diferente, além da inevitável We Are The Champions e outros sucessos do velho Queen? Ainda na rampa e sozinho, May começa a tocar uma música pouco comum no repertório do grupo, 39 (do A Night At The Opera, provavelmente o melhor disco do grupo), e aos poucos vai chamando os membros da banda para acompanhá-lo. Funcionou muito bem.

Melhor ainda foi o momento solo de Roger Taylor (que mais parecia um gerente de banco). Ele começou tocando um pandeiro e, peça por peça, uma bateria foi sendo construída enquanto ele fazia seu solo. Depois, emendou I”m in Love With My Car (outra do A Night At The Opera e A Kind of Magic). Taylor fez até solo de baixo com as suas baquetas.

Brian May chegou a dizer antes dos shows de que estavam tocando melhor do que nunca. Melhor eu não sei, mas a sua guitarra está afiadíssima e Roger Taylor fez tudo o que sempre fez e ainda teve o seu momento protagonista.

Ainda tivemos Radio Gaga, Under Pressure Crazy Little Thing Called Love e The Show Must Go On. Freddie apareceu no telão em duas oportunidades (Bijou e Bohemian Rhapsody) fazendo duetos com a banda (o de Bohemian Rhapsody foi espetacular) e com o público, que soube reverenciar o ídolo e respeitar o novo vocalista.

Para terminar Cosmos Rocks, All Right Now (sucesso do Free) e, claro, We Will Rock You e We Are the Champions. May, Taylor e Rodgers mostraram que o show e a vida podem continuar, sem ter que esquecer ou deixar de lado o passado. Músicas, assim como pessoas, podem estar presentes novamente, fazendo uma nova história, um novo futuro.

Eles realmente são campeões.

O Dia On Line, 30/11/2008

A very welcome message over the Sugar Loaf. Tonight … the very end of a long voyage.

Tradução:
Uma mensagem de boas vindas no pão de açúcar. Esta noite… o final de uma longa viagem.

love
Bri
© brianmay.com

Fonte: brianmay.com

Músico ensaia passos ao lado de morena

Não foi só Matthew McConaughey quem sucumbiu ao samba carioca, o guitarrista do Queen também aproveitou e muito o ensaio da escola de samba Estácio de Sá nesta sexta-feira, 28. Brian May, o cabeludo da foto, chegou até a ensaiar uns passos ao lado de uma morena.

Fonte: globo.com

Cosmo

Bryan May com um maravilhoso plano de fundo em seu solo

Ele estava lá

Momento inesquecível aonde todos inclusive Bryan agradecem o ser mais especial da terra, Freedy Mercury

Ricardo Schott, Jornal do Brasil

RIO – Não é Queen, e sim Queen + Paul Rodgers. É dessa forma que Brian May, guitarrista do célebre grupo inglês, faz questão de delimitar as coisas, em entrevista à Programa. Unido desde setembro de 2004, quando May e Roger Taylor (bateria) convidaram o ex-vocalista do Free e Bad Company para juntar-se a eles num show comemorativo dos 50 anos da guitarra Fender Stratocaster, o combo já soma dois registros (o disco ao vivo Return of the champions, de 2005, e o de inéditas The cosmos rocks, deste ano) e roda a América do Sul em turnê, com um roteiro repleto de sucessos.

E, mesmo que o encontro de dois integrantes do Queen (o baixista John Deacon preferiu não aderir) com o vocalista tenha lá suas boas novas, como o novo hit , C-lebrity, o passado é posto na apresentação deste sábado na HSBC Arena, na Barra. Mas afinal: vale a pena encarar o Queen sem Freddie Mercury? Entregamos essa pergunta a quem esteve diante do mito no Rock in Rio de 1985.

– Tenho uma certa implicância, não sei se consigo ver o cantor do Bad Company ocupando o lugar que um dia foi do Mercury – sentencia Toni Garrido.

– E o Queen para mim era o vocalista, era a pegada e a personalidade do Freddie.

O produtor (e guitarrista) Marcelo Sussekind tem senões.

– Não dá para dizer que tem só dinheiro na jogada, mas claro que fica um certo ar de caça-níqueis. Acho que cabe ao público assistir e avaliar – diz o músico, outro a jogar no time dos que acham Mercury insubstituível.

– Nem tem comparação, até porque ele era outra coisa. Nem era um cantor, era praticamente um ser extraterrestre.

O cantor Paulo Ricardo é outro que não levanta, de jeito nenhum, a plaquinha com a nota 10.

– Desde o tributo a Freddie Mercury feito em Wembley, em 1992, já estava claro que não dava para substituí-lo – delibera.

– As performances de George Michael, Axl Rose e Elton John ficaram aquém das dele. Mas o Queen é uma instituição, uma banda que tem grandes canções. É o que fica.

A volta deste Queen causa tristeza ao apresentador Amin Khader, que cuidou dos bastidores do Rock in Rio I e atendeu às exigências da “diva” da banda.

– É, ele realmente me deu trabalho nos bastidores do festival – lembra, rindo, Khader, que encarou até mesmo uma devastação no camarim do astro, feita pelo próprio.

– Mas o Queen era ele. Sem ele, que Deus o tenha, nada da banda me interessa. Fui ao show dos Scorpions (outra banda que tocou no Rock In Rio I), também no Arena, em agosto, e era praticamente a mesma banda, tocando as mesmas músicas. Assim, tudo bem. Mas não dá para ver o Queen com outro cantor.

Escaldado pela avalanche de críticas na Europa, May revela que a escolha de Rodgers (cujo trabalho como rockstar é anterior ao próprio Queen) já estava nas raízes do grupo. Algo do qual nem o próprio Rodgers, informado disso ao entrar para a banda, sabia.

– Freddie curtia o Bad Company nos anos 70 e foi influenciado por Rodgers. Acho que os fãs o estão recebendo muito bem – avalia o guitarrista.

– Não é da minha conta responder aos que não estão gostando. O que importa é que há química entre nós. E, onde quer que esteja, Mercury sabe que se trata de uma nova banda. Se ele soubesse da reunião, acho que gargalharia e cantaria junto.

Para ajudar na mise-en-scène, o vocalista nunca é tratado pelos colegas no palco como se estivesse substituindo o inesquecível Mercury.

Nos shows da turnê de The cosmos rocks, Rodgers tem até direito a cantar algumas das músicas que fizeram sua fama, como All right now, do Free, mas tem sido introduzido por May como “o nosso amigo Paul, que vem cantar umas canções com a gente”.

O camarada de May e Taylor agita, saracoteia, usa o pedestal do microfone como recurso de cena e concentra-se em músicas com pegada mais rock ‘n’roll. E os dois músicos sabem que nem tudo o que funcionou com Mercury funciona com o Rodgers: Killer Queen, por exemplo, é um dos hits evitados pela nova formação, por estar vestida só para a voz de Mercury.

Mas quase todos os grandes petardos estão lá. Com direito à participação do próprio Mercury em vídeo – o vocalista “canta”, com os antigos amigos e Rodgers, os sucessos emblemáticos Bohemian rhapsody e Bijou.

Roger Taylor abençoa os fãs novos e convida os antigos para ver que todos continuam na ponta dos cascos.

– Estamos tocando bem melhor. Quem viu nossos outros shows vai perceber isso – afiança o músico.

– Esse é um show completo, com diferentes tipos de humor e diversas mudanças de clima. É uma apresentação longa, mas passa muito bem rapidamente.

Animado com a nova situação, Paul Rodgers dá a cara à tapa.

– É excitante tocar com esses caras. Jamais havia me juntado a uma banda, apenas criado algumas. Isso é uma novidade boa – alegra-se o vocalista, que, talvez não por acaso, avisa que sua música predileta da banda é The show must go on.

– Fala tanto da música quanto da vida. E ambos precisam continuar, seguir em frente sempre. Sempre.

Há gente, muita gente, para apoiar essa configuração – com ressalvas. Saxofonista do Kid Abelha, George Israel tocou no Rock in Rio I com seu grupo e viu o show do Queen no palco.

– Não acho que seja uma armação, mas estranho que usem o nome – diz o músico.

– As canções são o patrimônio deles, eles têm todo o direito de continuar a tocá-las, mas não vai ser a mesma coisa.

Para mais informações adquire o jornal JB
JB

O Queen sempre foi um grupo musical megalômano. Desde os seus primeiros shows, lá no início dos anos 70, a banda é considerada muito mais um conjunto de palco do que de estúdio. Seus shows, nos quatro cantos do planeta, promoviam verdadeiras catarses coletivas. E, mais de 35 anos após a sua fundação, o Queen continua o mesmo. Sorte nossa!

Antes de começar o show, a estrutura de palco já impressionava. Mesmo que a Via Funchal não seja uma casa muito grande, toda a parafernália que fez parte da turnê européia estava lá. Do supertelão com uma definição absurda à passarela que aproxima os músicos da platéia, Queen + Paul Rodgers fizeram um show digno do nome que carregam.

Às dez horas em ponto, as luzes se apagaram e o telão começou a exibir imagens de estrelas e meteoritos que voavam em cima da platéia. Os primeiros acordes da guitarra inimitável de Brian May em “Hammer To Fall” fizeram com que a platéia tivesse certeza que aquilo era um show do Queen, ainda que sem o seu maior líder.

Para esquentar bem o público, o Queen e o vocalista Paul Rodgers atacaram, de início, com grandes sucessos. A segunda do roteiro, “Tie Your Mother Down”, foi responsável por um dos momentos de maior empolgação, assim como “Fat Bottomed Girls”, “Another One Bites The Dust”, “I Want It All” e “I Want To Break Free”.

Em seguida, o conjunto mandou duas do novo álbum, “Cosmos Rocks”. “C-Lebrity” e “Surf’s Up… School’s Out” surpreenderam a quem pensava que o público da banda vive apenas dos áureos tempos de Freddie Mercury. Apesar de a sonoridade destoar um pouco das músicas do Queen (elas combinam muito mais com o Free e com o Bad Company, as antigas bandas de Rodgers), ambas as canções tiveram uma recepção muito boa.

E já que Paul Rodgers, nesse momento, era o centro das atenções, foi a vez de ele tocar, em momento solo, a sua “Seagull”, apenas com o violão. Mas, definitivamente, Rodgers não empolgou. Foi o momento ideal para pegar a cerveja no bar… Mas quando o vocalista chamou de volta ao palco o “doctor Brian May” (sim, o guitarrista é doutor em física!), a platéia presenciou um dos momentos de maior comoção da noite. Apenas com o seu violão, e no meio da passarela que o aproximava da platéia, May mandou, sozinho, “Love Of My Life”, sem dúvidas, o maior coro da noite. No meio da canção, o público repetiu o momento histórico do Rock in Rio, berrando o nome do guitarrista. E, assim como aconteceu em 1985, May, meio sem jeito, teve que parar a música no meio.

Com todos recuperados, o baterista Roger Taylor se junto ao guitarrista para “39″, sucesso de “A Night At The Opera”, principal álbum do Queen. A versão ficou um pouco capenga – Brian May chegou a errar a sua entrada vocal -, mas o público não se importou, e cantou música “folk-espacial” do início ao fim.

E agora, em democrático revezamento, era a vez de Roger Taylor ser o centro das atenções. Também na passarela, o baterista fez um solo um pouco inusitado. Tudo começou apenas com o bumbo. E, na medida em que a sua bateria estava sendo montada, ele já ia tocando, até chegar em “I’m In Love With My Car”, na qual mostrou grande habilidade ao tocar o seu instrumento e cantar ao mesmo tempo. O baterista também arriscou o vocal de “A Kind Of Magic”, enquanto Brian May fazia “figuração” no canto do palco. “Say It’s Not True” começou do mesmo jeito, sendo que, a cada nova estrofe, um integrante do conjunto aparecia. A canção, que contou com o vocal dos três, foi um dos grandes momentos da apresentação.

“Bad Company” (da ex-banda de mesmo nome de Rodgers) e a nova “We Believe” foram a deixa para Brian May brilhar. Após um impressionante solo de guitarra (com trechos de “Brighton Rock”), Freddie Mercury apareceu no telão, em cenas do show realizado no Estádio de Wembley, em 1986. A sua voz reverberou das entranhas dos alto-falantes da Via Funchal. “Bijou”, faixa de “Innuendo”, último álbum do Queen com Mercury vivo, fez com que muitas lágrimas escorressem dos mais fanáticos. A instrumental “Last Horizon” causou o efeito contrário. Dessa vez, foi a guitarra de Brian May que chorou, em um dos solos mais bonitos da história do rock.

“Under Pressure”, que veio em seguida, foi a grande surpresa da noite. Esta foi a segunda vez (a primeira foi na Argentina) que a banda tocou essa canção na “Cosmos Rocks Tour”. O público, lógico, adorou ouvir Taylor fazer as vezes de David Bowie, e May, as de Freddie Mercury. Com a platéia já na mão, o Queen não precisou se esforçar mais. Bastou apresentar “Radio Ga Ga” (com direito à bonita participação da platéia, com as palmas sincronizadas, tal qual no videoclipe), “Crazy Little Thing Called Love” (“Ready Freddie!” foi o maior berro da noite), “The Show Must Go On” e a apoteose final com “Bohemian Rhapsody”, que teve direito, mais uma vez, à participação, via telão, de Freddie Mercury cantando a sua primeira parte, no show realizado em Montreal, em 1981, e que saiu em DVD no ano passado.

No bis, Queen + Paul Rodgers voltaram a arriscar mais uma canção do último disco. “Cosmos Rockin’” teve a boa participação da platéia, assim como “All Right Now” (com direito àquele cheiro de maresia), sucesso do Free.

Com “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, o jogo já estava ganho. E, ao final de duas horas e vinte minutos de apresentação, a platéia teve a certeza de que, assim como o rei, a rainha, apesar dos pesares, nunca perde a majestade.
http://www.sidneyrezende.com

Não poderia ser diferente: a segunda apresentação do Queen e Paul Rodgers, em São Paulo, foi animada com a presença dos integrantes do Pânico na TV, da RedeTV!, Carioca e Christian Pior.
Claro que a caracterização não poderia deixar de faltar. Carioca abordava o espectador que chegava à casa de shows vestido de Freedie Mercury, já Christian despertou a curiosidade de todos. A dúvida ficou no ar: será ele Madonna, Cindy Lauper ou outra cantora? Façam suas apostas!

Veja Foto abaixo:

Fonte: O Fuxico

Brian May, Roger Taylor e o ex-vocalista do Bad Company falam sobre o disco novo, “The Cosmos Rocks”, e a turnê brasileira.
Assista Aqui
Fonte: Estadão

Muitos fãs de hoje nem tinham nascido quando o Queen estava no auge, mas cantam e se emocionam como se tivessem vivido a época de ouro da banda.

Eles entoam a música que virou o hino daqueles que a sociedade tanto valoriza: os vencedores!

A galera roqueira chegou cedo. “Dá pra lavar a alma de pessoas jovens como eu de ver o que é o rock and roll, o que aconteceu na história”, diz Tiago Caio Martelo, 21 anos, estudante.

“Queen é atemporal”, declara Marilu Araújo, engenheira química.

Tem família inteira que é fã! “Eu sou Queen maníaco”, diz Reinaldo Martinez Ruiz, engenheiro civil.

A disposição dos brasileiros é o que encanta os veteranos do Queen. O baterista Roger Taylor, ícone de uma geração, faz um elogio.

“A gente ama que todos cantem nos shows e o público aqui no Brasil é muito bom nisso”, diz o baterista.

O mestre da guitarra, Brian May, relembra o show antológico que fizeram com Freddie Mercury no primeiro Rock in Rio, em 1985.

“O Brasil mudou a nossa vida. Foi o primeiro lugar em que as pessoas realmente cantaram as letras e até de uma música que não considerávamos um grande hit, “Love of my Life”. O Brasil abraçou ela de coração e cantou para a gente. Foi muito emocionante!”, relembra.

Marta estava lá naquele dia. “O Freddie ali ficou perplexo, o Brian também e aquilo foi emocionante, emociona até hoje”, declara Marta Grisolia, organizadora do Queen’s Day.

Mas e agora, um show sem Freddie Mercury? O cantor morreu de AIDS em 1991.
“A sombra do Fredie Mercury é muito grande”, diz um fã.

“Não é para substituir. É como se fosse um tributo”, comenta outro.

A duas horas do show, os fãs já disputavam a ‘sessão gargarejo’ pra ver os ídolos de perto. Afinal, a espera foi longa. Há 23 anos, o Queen não tocava no Brasil.

Termina no Brasil a turnê do Queen com Paul Rogers. O vocalista ajudou a fundar duas bandas: o Free e o Bad Company. Paul despontou na década de 1970 e dizem que o jeito dele de cantar inspirou até Freddie Mercury.

“Os fãs têm sido fantásticos, os fãs do Queen e do Freddie e os meus também. Alguns ficavam em dúvida sobre essa união, mas o que a gente faz é o que nos mantém unidos até agora. É a química que temos quando tocamos juntos”, afirma Rogers.
Fonte: globo.com


Foto: BR Press: (São Paulo, BR Press) – Na segunda e última apresentação no Via Funchal, na última…

(São Paulo, BR Press) – Na segunda e última apresentação no Via Funchal, na última quinta-feira (27/11), Queen + Paul Rodgers mostraram que a banda de Freddie Mercury está mais viva do que nunca e ainda seguirá emocionando gerações e gerações. Neste sábado (29/11), eles fazem a última apresentação da turnê no Rio, na HSBC Arena.

Um show de duas horas e meia poderia cansar qualquer um, não? Porém, não os fãs do Queen, que pularam, cantaram e se emocionaram até o último instante. Na platéia estava a explicação para um sucesso tão duradouro: pais acompanhados de seus filhos, o que representa bem a paixão hereditária pelo grupo e a importância de seu retorno aos palcos.

Êxtase

Já nas primeiras músicas, o público se animou e logo fez coro nos principais sucessos do Queen, como Tie Your Mother Down, Another One Bites the Dust e I Want It All. Arriscando algumas palavras em português, o guitarrista Brian May foi o mais aplaudido durante o show e levou todos ao delírio em seus solos de guitarra.

O baterista e percussionista, Roger Taylor, também não ficou atrás, provocando olhares atentos e extasiados do público. Foi ele quem cantou as músicas A Kind of Magic e It’s Not True, esta última em homenagem ao adorado Freddie Mercury, que esteve presente muitas vezes durante o show, não só no telão, mas também na memória de cada fã que ajudou a lotar o Via Funchal.

De arrepiar

Como na apresentação de quarta-feira (26/11), o momento mais emocionante ficou por conta das lágrimas de Brian, ao assumir os vocais de Love of My Life. Apenas com seu violão, precisou interromper a canção por duas vezes para se recompor e seguir em frente. O público, fiel, o ajudou.

Mostrando profundo respeito pela história do Queen, o vocalista Paul Rodgers abriu espaço para os membros da formação original da banda em alguns momentos. Antes de completar duas horas de muita música, os fãs não davam mostras de cansaço e entoaram, incansáveis, Show Must Go On e Crazy Little Thing Called Love. Em Bohemian Rhapsody, Freddie Mercury apareceu no telão e assumiu a frente de um clássico, não só do Queen, mas também da história do rock.

Para o bis, a banda reservou The Cosmos Rockin, do novo álbum, e All Right Now, do Free, antigo grupo de Paul Rodgers. E para não deixar sombras de dúvidas que a Rainha ainda vive, fecharam com We Will Rock You e We Are The Champions, o auge de todo o show, e em seguida se despediram com o hino da Inglaterra, God Save The Queen. Na saída, sobravam sorrisos para todo lado. Era visível que ninguém se importaria de ficar por ali mais duas horas e meia.

Ingressos: R$ 120,00 a R$ 500,00. Bilheterias: diariamente, das 10h às 18h; vendas online: www.livepass.com.br; pelos fones (11) 3556 5151/ 0800 709 2371 (somente telefone fixo DDD 021); e nas Lojas Americanas Express.

HSBC Arena – Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca

Fonte: Silvio Luz/Especial para BR Press
http://br.noticias.yahoo.com

Brian May e Roger Taylor, membros da banda inglesa Queen, voltam ao Brasil para fazer shows depois de 23 anos. Desta vez, os dois contam com a companhia de Paul Rodgers, que aceitou o convite para reforçar o time desfalcado após a morte de Freddie Mercury, em 1991.
No show, que faz parte da turnê do novo CD batizado de The Cosmos Rocks, Mercury também ganha espaço. Um vídeo dele cantando aparece em um telão. Para divulgar a turnê, o grupo concedeu um entrevista exclusiva ao Terra em São Paulo.

Confira abaixo a entrevista com os três integrantes, começando pelo guitarrista Brian May.

Como foi o convite para Paul Rodgers cantar junto com o Queen?
Não foi apenas um convite. Foi um acontecimento. Algo orgânico. Eu, Roger e Paul tocamos juntos e sentimos algo especial sobre isso. Algo aconteceu. Sentimos algo positivo. E dissemos, vamos fazer uma parceria e ver no que dá. E essa é a história.

Em um momento do show Freddie Mercury pode ser visto cantando no telão enquanto vocês tocam ao vivo. Como é a reação do público?
Eles gostam. É uma idéia das idéias que fizeram o show alcançar o sucesso que alcançou. Não podemos negar o fato de que temos que mencionar o Fredy. Ele está sempre conosco. Então pensamos na possibilidade de tocar novamente com Freddie e de Paul cantar com o Freddie. É um bom momento. Mas o show não é só isso. O show é feito por nós que estamos aqui agora. Temos um material novo para mostrar. Mas de qualquer forma é bom ter esse link com o passado, pelo fato de sentirmos que Freddie ainda faz parte deste grupo.

Como o público recebeu o novo álbum de vocês intitulado The Cosmos Rocks?
Eu acho que The Cosmos Rocks tem funcionado muito bem. O álbum tem muita energia. O público sabe as letras e canta conosco nos shows. Tem sido bom.

Confira agora a entrevista com Roger Taylor:

Quais são suas lembranças dos shows do Queen no Brasil? Em 1981 no Morumbi em São Paulo e em 1985 no Rock in Rio?
Eu lembro muito bem dos dois primeiros shows no Morumbi em São Paulo. Foi incrível, nós estamos muito nervosos. Não sabíamos como seria. Éramos só quatro rapazes e 150 mil pessoas no estádio, 80 mil só no anel superior. E ficamos impressionados. E todo mundo cantou com paixão. É uma memória fantástica. Alguns anos depois, em 1985, fizemos dois shows no Rock in Rio. E foi fantástico novamente. O público brasileiro é fantástico. É um país fantástico.

É verdade que a música Say it’s not true foi gravado com o intuito de ajudar na prevenção da Aids?
Sim. Nós aderimos a campanha de prevenção a Aids encabeçada por Nelson Mandela. Colocamos essa música que é cantada por nós três no álbum. É uma canção triste sobre o momento em que uma pessoa com HIV positivo descobre isso ao abrir o exame em uma manhã. É uma música para fazer as pessoas pensarem e serem cuidadosas com essa doença que se alastra pelo planeta. E deixa a mensagem quanto a necessidade do uso de preservativos.

Confira agora o papo com Paul Rodgers, o vocalista que acompanha o Queen nesta turnê brasileira.

Como você reagiu quando soube que Freddie Mercury era seu fã?
Era algo que eu nunca tinha ouvido até me unir ao Queen. Fiquei muito feliz por ter servido de inspiração para Freddie porque tudo o que ele fazia é excepcional. Era um fantástico cantor, compositor e dançarino.

Como seus fãs reagiram quando souberam que você iria se unir ao Queen?
A maioria dos fãs reagiu muito bem. No papel podem parecer dois estilos diferentes e alguns podem ter estranhado, mas o fato é que quando tocamos juntos algo fantástico acontece. E acho que o público percebe isso.

Você ajudou a selecionar o repertório do novo CD e do show?
Sim. Quando nos reunimos Brian e Roger sugeriram que o CD tive metade das músicas do Queen e a outra metade de canções minhas. Mas Queen tem uma história muito longa e eu sugeri que eles tivessem mais espaço e foi isso que fizemos.

Você teve que aprender as músicas do Queen para se unir ao grupo?
Eu tive sim. Aprendi várias músicas e continuo aprendendo. No começo pensei em como deveria interpretar cada canção, mas agora deixo a música fluir nos shows. Estou buscando aprimorar.
Terra Música

É inegável que a ausência de Freddie Mercury, morto em 1991, compromete qualquer apresentação do Queen. Mesmo assim, os remanescentes da banda, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, conseguiram executar as obras da banda com excelência suficiente para contagiar o público que acompanhou o show do grupo nesta quarta-feira no Via Funchal, em São Paulo.

Com o apoio do vocalista Paul Rodgers, ex-Free e ex-Bad Company, a banda tocou músicas do novo álbum, The cosmos rocks, e principalmente os maiores sucessos da carreira, esses sim responsáveis pelo entusiamo dos paulistanos.

Seguindo o tema do trabalho mais recente, o show iniciou com uma “chuva de meteoros” em um grande telão, e com boa resolução no fundo do palco. Após gritos de “Queen, Queen” vindos da platéia, os músicos começaram sua apresentação com uma sequência de hits fortes como Fat bottomed girls, Another one bites the dust, I Want It All e I want to break free.

Embora houvesse um receio “pairando” sobre o “substituto” Rodgers, o experiente cantor não se intimidou e assumiu o cargo com responsabilidade trabalhando dentro de seu potencial vocal e sem imitar características que marcaram Mercury.

Após uma sequência de músicas fortes, a banda deixou o palco somente para Brian May e seu violão. Antes de tocar a música Love of my life, ele ainda disparou:

– Vocês têm que cantar para o Freddie.

Com a platéia cantando em alto e bom som, May se mostrou muito emocionado com a atitude.

Uma das surpresas da noite foi a participação de Roger Taylor dividindo o posto de “frontman” com May e Rodgers. Na segunda metade do show, uma bateria foi montada para o músico na frente do palco. Neste posto, o músico tocou e cantou as músicas I’m in love with my car e It´s a kind of magic.

Para encerrar o bloco principal do show, uma série de grandes sucessos da banda: Under pressure, Radio ga ga, Crazy little thing called love e Show must go on e Bohemian rhapsody.

Esta última música, uma das maiores composições da banda, teve um vídeo especial exibido durante sua execução. Várias imagens do grupo ainda com Mercury foram exibidas no telão fazendo com que os fãs se juntassem na parte central da platéia antes da pausa dos músicos.

Voltando para o bis novamente sob os gritos de “Queen, Queen”, os britânicos ainda apresentaram as contagiantes We will rock you, We are the champions e All right now, do Free, ex-banda de Paul Rodgers.

Fonte: jbonline.terra.com.br

BRIAN SP 26.11.08

COMO EU QR TER VISTO ELE AO VIVO.MAS EU AINDA VOU VER!

enviou “Em 1991 em São Paulo cinco músicos fãs de Queen, decidiram preservar sua memória, formando assim a banda QUEEN COVER. desde então o queen cover segue essa longa carreira de quase 17 anos encantando os fãs de queen até hoje.

o queen cover se apresentará dia 28/11/2008 (sexta-feira) no blackmore rock bar, em uma noite “especial queen cover” ,em comemoração ao show de “queen+paul rodgers”.

realmente vale á pena conferir o melhor cover oficial de queen no brasil,cantando seus grandes clássicos.

Al. Dos Maracatins, 1.325 – Moema / SP
Hora: 23:00
Maiores Informações:
www.balckmore.com.br
www.queen-cover.com
Fonte: http://www.balckmore.com.br
http://www.queen-cover.com

Sao Paulo 26th November 2008

HAMMER TO FALL Short Version
TIE YOUR MOTHER DOWN
Brian Speak
FAT BOTTOM GIRLS
ANOTHER ONE BITES THE DUST
I WANT IT ALL
BREAK FREE
C-LEBRITY
SURFS UP…SCHOOLS OUTS
Brian Speak
SEAGULL
LOVE OF MY LIFE
39
DRUM SOLO
I’M IN LOVE WITH MY CAR
IT’S A KIND OF MAGIC
SAY ITS NOT TRUE
BAD COMPANY
WE BELIEVE
GUITAR SOLO
BIJOU
LAST HORIZON
UNDER PRESSURE
RADIO GAGA
CRAZY LITTLE THING Short Version
SHOW MUST GO ON
BOHEMIAN RHAPSODY
COSMOS ROCKS
ALL RIGHT NOW
WWRY
WE ARE THE CHAMPIONS
SHOW MUST GO ON
BOHEMIAN RHAPSODY
COSMOS ROCKS
ALL RIGHT NOW
WWRY
WE ARE THE CHAMPIONS

http://www.brianmay.com/

Crítica do show escrita pela repórter Marilu Araujo, do portal Estadão.com.br.

Além da máteria, há uma galeria de fotos e um clipe de áudio de “Still Burnin”.

www.estadao.com.br