
freddie e bowie
freddie e bowie
Ter, 30 Set, 10h24
Por Redação Yahoo! Notícias
A banda Queen, com Paul Rodgers nos vocais, desembarca no Brasil em novembro, para duas apresentações em São Paulo.
O trio britânico traz o país a turnê “Cosmo rocks”, nos dias 26 e 27, na casa de shows Via Funchal. O preço dos ingressos ainda não foram divulgados.
Esta é terceira vez que a banda vem ao país. Nas duas apresentações anteriores – em 81, no Estádio do Morumbi, e em 85, na primeira edição do “Rock in Rio” – o grupo ainda contava com a presença do lendário vocalista Freddie Mercury, que morreu em 1991.
Paul Rodgers, ex-Free e Bad Company, foi convidado a entrar no Queen em 2005, mas o álbum de inéditas só foi lançado este mês.
O Queen vem ao Brasil com a formação qque conta com o baterista Roger Taylor, o vocalista Paul Rodgers e o guitarrista Brian May. A banda também fará outros dois shows na América Latina, nos dias 19 de novembro em Santiago, no Chile, e no dia 21 em Buenos Aires, na Argentina.
http://br.noticias.yahoo.com/s/080930/48/gjt1hm.html
Terça-feira, 30 de setembro de 2008 – 09h53
Show do Queen com Paul Rodgers vem para o Brasil
Depois de 23 anos da última visita ao Brasil, o Queen confirma duas apresentações no país. Por enquanto, apenas São Paulo vai poder ver os ‘Dinossauros do Rock’ ao vivo. Com Paul Rodgers no lugar de Freddie Mercury, que morreu de aids em 91. A última apresentação do Queen no Brasil aconteceu no primeiro “Rock in Rio”, em 1985. Naquela época, a banda ainda era liderada pelo carismático vocalista Freddie Mercury.
O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, integrantes originais do grupo, se uniram a Paul Rodgers. Veterano do rock inglês, o ex-vocalista dos grupos Free e Bad Company é a voz do Queen desde 2004.
Os shows do Queen com Paul Rodgers no Brasil estão marcados para os dias 26 e 27 de novembro em São Paulo. Mas novas datas ainda podem ser anunciadas. As apresentações fazem parte da turnê latino-americana de divulgação de “Cosmo Rocks”, novo álbum de inéditas do grupo.
da redação
http://www.band.com.br/primeirojornal
(PARIS BERCY 24/09/08 (RELATO)
Algo mágico aconteceu na quarta-feira à noite no Palais Omnisport de Palais Bercy, Paris, França,: uma banda entrou no palco, e tocou canções. Mas mais que um espetáculo, foi uma EXPERIÊNCIA, ums destas noites cheias de emoção, prazer, e acima de tudo, uma questão de comunhão entre os músicos e o público. Um momento sem igual para as 15.000 almas que estavam presentes. Foi um destes momentos que são muito raros no ramo da música. Essa banda é a Queen + Paul Rodgers.
Eu nunca percebi a que ponto a experiência do Queen é mística. Freddie contou uma vez que ele considerava a sua música como pura diversão, algo como uma lâmina de barbear descartável. Eu acho que ele estava errado. Porque a música do Queen agrada ao cérebro, a alma, e o corpo. Em todos os sentidos, eles sempre entregaram uma mensagem universal. E em shows, o Queen foi sempre uma banda que tem uma habilidade sem igual para mover multidões.
Eu nunca vi o Queen com Freddie. Mas eu acho que seu legado está se mantendo nas suas canções e na sua banda. Queen + Paul Rodgers teve sucesso no domínio particular onde o Queen era excepcional: comover as pessoas. Sentindo que eles têm um tempo bom, compartilhando pura emoção com os outros, cantando a mesma palavra ao mesmo tempo que milhares das pessoas. E por isso, o show de Paris era algo para ver…
O show foi progressivo: no princípio a banda tocou educadamente, baixo, devagar, mas alto. Durante as primeiras canções (Surf’s Up School’s Out, Tie Your Mother Down, Fat Bottomed Girls, Another One Bites The Dust, I Want It All, Break Free and C-Lebrity), a multidão estava tão fria quanto o som estava pesado. Como paralizadas com muita emoção. Era como se o público estivesse encontrando um monstro do rock n’roll pela primeira vez e foi muito tímido em responder.
E para a banda, eu acho que foi o mesmo. Tudo foi produzido perfeitamente, mas sem uma real emoção. Falta alguma coisa, e essaa coisa era comunhão.
O momento aconteceu onde o Brian tomou o palco para tocar Love Of My Life. Em um silêncio de catedral, quase religiosamente, todo o mundo no local cantou as palavras, completamente. Foi um momento de pura emoção, um momento que tocou Brian, tanto que ele chorou ao término da canção. A sombra de Freddie estava lá. E todos ficaram comovidos.
O momento foi alcançado quando o Roger se juntou a Brian para tocar ’39. Como nos velhos tempos, eles estavam lá, os dois, cantando esta canção a**stica. John tristemente fez falta, mas a energia que eles entregaram foi fantástica. Então Jamie, Spike, e Danny se juntaram para fazer uma versão a**stica-jazzística-metal extraordinária e original da canção. Em um certo ponto eu pensei que isso que estava acontecendo era musicalmente tão interessante que eles têm que fazer uma turne como esta um dia, revisitando os maiores hits mas também as canções solos e obscuras em uma versão como esta. Talvez eles façam isto quando eles estiverem com seus setenta anos durante os 50 anos do Queen?
Então veio um momento sem igual com um solo de bateria muito original. Roger começou a tocar bateria no baixo de Danny! Então todo o seu equipamento da bateria foi reconstituído por roadies, e ele entregou um poderoso solo, demonstrando que ele ainda é o melhor. I’m In Love With My Car seguida, com esta voz sem igual… o Roger é o Mister Rock.
Say It’s Not True foi o ponto de indicação para a outra a metade do show. O retorno de Paul ao término da canção mostrou sem dúvida nenhuma que a sua voz se ajusta tão bem com os instrumentos de Brian e de Roger.
Bad Company and Feel Like Making Love foram puro rockers, e a banda estava melhor que no início, porque a conexão com a multidão estava lá agora.
A magia estava operando. Então veio O momento de Brian, com um solo de guitarra, e a EXPLOSÃO de gritos, e lágrimas de todos ao meu redor quando a voz de Freddie e a imagem apareceu no telão… eu vou sempre me lembrae dos calafrios em minhas costas quando Freddie apareceu. Também é importante notar que Brian tocou perfeitamente. Sua guitarra é um instrumento de emoção, e ele toca com a sua alma.
Depois disso, foi Crazy Little Thing Called Love. Todo mundo foi conquistado. Eu vi as pessoas claramente ao meu redor, que estavam sentadas, assistindo um espetáculo. Todo mundo se levantou, dançando, festejando, batendo palmas. Jamie fez um trabalho maravilhoso nesta canção.
Para The Show Must Go On, Radio Ga Ga and Bohemian Rhapsody, Paul fez um trabalho maravilhoso, como um shaman. Modesto, sempre legitimo. Ele graciosamente substituiu Freddie nestes números. E fez um ótimo trabalho como cantor.
Para o bis (Cosmos Rockin’, All Right Now, We Will Rock You and We Are The Champions), foi um triunfo. A banda chegou à perfeição e fez o espetáculo.
Concluindo, eu gostaria de dizer que esta noite nós todos fomoss súditos do Queen. Sem barreiras de idade, religião, ou política. Isso é o que o show de Paris se parecia. Uma reunião universal.
Foi o que o Brian disse em um certo ponto (antes de Love Of My Life) a Inglaterra e França são geograficamente íntimas mas tiveram muitas guerras e tensões. Aquela noite o poder da música do Queen foi forte o bastante para quebrar as barreiras. Eu ainda ficarei comovido quando eu pensar em todas as emoções e sentimentos que foram emitidos pelas 15.000 almas que estavam lá graças a um setlist maravilhosamente construído (há uma real experiência na narração e como construir um espetáculo, do princípio ao fim).
Algumas bandas alcançaram um status de icones mundial. Mas o Queen ainda mereceu a multidão.
Thomas Jamet
Fonte: Queen’s Day
Queen e Paul Rodgers surpreendem
Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC
Talvez tenham voltado aos palcos apenas pelo simples prazer de tocar e mostrar todo um trabalho que pode ser chamado de único. Sim, pois até agora, ninguém conseguiu e tampouco ousou soar como eles, que vêm do único país onde existem duas rainhas – uma delas é a banda inglesa Queen.
Há três anos, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor se juntaram à bela voz de Paul Rodgers, cantor que capitaneou clássicos grupos nos anos 1970 como Free e Bad Company, para uma excursão que resultou em ótimos shows, que além dos clássicos do Queen, incluíam também, canções das bandas de Rodgers.
O sucesso das excursões, com casas absolutamente lotadas, acaba de render ao grupo, um novo trabalho. Quase 17 anos após a morte de Freddie Mercury e 13 sem um lançamento sequer, os britânicos que hoje levam o nome de Queen+Paul Rodgers, entraram em estúdio e prepararam um CD com 14 músicas inéditas. Batizado de The Cosmos Rock, sai pelo selo EMI (R$ 40 em média).
Sem a mão do baixista John Deacon (que resolveu não participar da volta do conjunto), o álbum leva a assinatura de May, Rodgers e Taylor em todas as composições, com Rodgers e May se revezando na gravação das cordas em todas as faixas.
Não é segredo para todos os que acompanharam não só a carreira do Queen mas também a de Paul Rodgers, que Freddie Mercury rasgava elogios a Rodgers, e sempre que podia assistia em Londres aos shows do lendário quarteto Free, que foi uma forte influência para Mercury no início de sua carreira.
Com clima de festa, a faixa que abre o álbum é a simples e explosiva Cosmos Rock, seguida pela bela levada de Time to Shine, com ótimos arranjos vocais de Rodgers. A canção Still Burning, mostra claramente a mistura Queen mais Paul Rodgers, e por alguns instantes a música remete aos tempos do velho Free, em outros, do velho Queen, porém ainda assim, consegue soar como uma nova mistura, clássica e atual.
Um dos destaques do CD é a balada Small, arranjos de violão misturados à voz de Rodgers não deixam dúvida alguma de seu único compromisso: soar natural.
Brian May, que um dia pensou ser astrônomo, distribui notas precisas em seus solos, todas bem pensadas, e com um timbre que apenas ele consegue tirar de seu instrumento.
O álbum continua com um apelo à paz, assim é tratada Warboys. Há até sons que remetem a bombas caindo durante uma guerra, que Brian May faz com suas seis cordas, antes que a elegante We Believe dê continuidade à viagem sonora com sua vibração à la John Lennon. Enquanto Call Me, canção sobre uma garota que vive em um apartamento de luxo no coração da cidade grande, e um rapaz que vive no interior, passa despercebida, a faixa seguinte Voodoo, leva o ouvinte a uma viagem pelos ótimos arranjos instrumentais e vocais, passeio que continua também em Some Things That Glitter.
Para a pesada C-lebrity, um toque de classe dá ênfase ao tema, junto aos arranjos orquestrais da guitarra de May, que permeiam todas as músicas.
Levadas de blues, referência marcante e importante na carreira de Rodgers, e da famosa Bad Company, estão presentes em Through the Night, canção que mostra claramente a força e beleza da voz de Rodgers.
A maior surpresa de todo o álbum é, sem dúvida, a canção Say it’s Not True, cantada pelos três músicos em trechos separados, harmonia e precisão se juntam a uma explosão proporcionada pela guitarra rasgada junto às fortes viradas da bateria de Roger Taylor.
Os coros vocais tão conhecidos nos álbuns que o Queen lançou nos anos 1970 são a marca de Surfs Up…Scholls Out. Para encerrar, a viagem rica e curta de Small Reprise, com arranjos vocais soltos pela música.
The Cosmos Rock tem participação de Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters nos vocais de apoio, e é dedicado ao vocalista Freddie Mercury, morto em 1991, aos 45 anos, por conseqüência da Aids.
Com brilho e voz próprios, é praticamente impossível que Paul Rodgers sequer pense em soar como Mercury, que era dono de um carisma ímpar.
Pode-se dizer que o trabalho do novo Queen junto a Paul Rodgers é uma verdadeira caixa de surpresas. Despretensioso, simples e honesto, passa longe de ser um A Night at the Opera, afinal, estamos falando de uma nova banda.
Do Diário do Grande ABC – SP
www.dgabc.com.br
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