Carreiras solo dos membros do Queen

A discografia do Queen, uma das Bandas mais importantes da história do rock é longa, e apesar de seus integrantes não viverem mal sob ela, às vezes eles querem alçar vôos solo para evoluir na música, à seu modo.

  • Os quatro integrantes da Banda já se lançaram em carreiras solo, mas sem corresponder às expectativas criadas.

Freddie Mercury 

1984 – Freddie se refugiou na cidade alemã de Munique, onde, apoiado por seu empresário – Paul Prenter – se convenceu de que conseguiria, também sozinho, se lançar ao estrelato.

Mr. Bad Guy foi o primeiro de dois Álbuns solo que Freddie Mercury lançou. “ Gosto muito do Queen, mas tenho 37 anos e quero fazer algo diferente, caso contrário, vou envelhecer e ficar em uma cadeira de rodas. “, disse ele em uma entrevista nessa época.

Living On My Own, música escolhida como single promocional, foi a única do Álbum que virou hit, dentro de ritmos eletro-dance, sem contar I Was Born To Love You e Made In Heaven, que foram incorporadas ao Álbum póstumo Made in Heaven (1995), lançado pelo Queen.

Living On My Own

Foi o único trabalho puramente solo de Mercury, já que o segundo Álbum foi feito em conjunto com a soprano Montserrat Caballé sob o nome de Barcelona (1988).

A pausa solo não significou a pausa final do Queen. Na verdade, eles se juntaram no mesmo ano em que Mr Bad Guy foi lançado, para participar do show do Live Aid, e no ano seguinte lançaram A Kind Of Magic (1986).

 

Roger Taylor

O primeiro à se aventurar fora do Queen foi Roger Taylor, que em 1981 lançou o Álbum Fun In Space, o primeiro de um total de cinco Álbuns de estúdio, que ele lançou solo.

Em 1977 iniciou sua carreira solo, sendo o mais rápido a trabalhar sozinho. Seu primeiro single neste ano foi I Wanna Testify, com o qual não conseguiu fazer sucesso nas paradas, mas foi o início de uma longa e polêmica carreira solo. Com seu primeiro Álbum de estúdio, ele alcançou a posição 18 nas paradas inglesas.

I Wanna Testify

Seu segundo Álbum seria Strange Frontier, de 1984, no qual teve a participação especial dos companheiros do Queen, e Rick Parfitt, do Status Quo. O single Man On Fire seria sua segunda entrada nas paradas de singles, desta vez alcançando apenas a posição 66.

Man On Fire

Em 1987, Roger decidiu que seu novo Álbum deveria ser gravado ao vivo em estúdio, então embarcou em uma busca por músicos para formar uma Banda – The Cross – com quem gravou os próximos três Álbuns e excursionou pela Grã-Bretanha e Alemanha.

Já em Setembro de 1998, após projetos como o Álbum póstumo do Queen, foi lançado seu último Álbum, intitulado Electric Fire. Roger fez uma nova turnê promocional pelo Reino Unido, incluindo o show Live At The Cyberbarn, transmitido pela internet de sua casa, que quebrou o recorde de show ao vivo pela internet, ultrapassando 500.000 internautas.

Live At the Cyberbarn

 

Brian May

Brian May é uma das mentes mais criativas da Banda, e ele lançou seu primeiro single solo em 20 anos, em 2019, intitulado New Horizons. É inspirado na missão espacial não tripulada da NASA – New Horizons – destinada a explorar Plutão e seus satélites. Ele também apresenta alguns vocais de Stephen Hawking, que faleceu recentemente.

Brian May fez sua estreia solo em 1983 com o Starfleet Project, uma produção que contou com a colaboração de Eddie Van Halen.

Starfleet Project

https://youtu.be/Hv07D5XlZK8

A partir daí, tem intercalado ativamente a sua carreira individual, na qual lançou seis Álbuns, com trabalhos no Queen, continuando com digressões, compilações e sendo o rosto habitual em todos os eventos relacionados com a imagem do grupo.

É um dos mais ativos em termos de colaborações.

Brian trabalhou em músicas com McFly, com a atriz musical Kerry Ellis, Lady Gaga e a Banda My Chemical Romance.

 

John Deacon

O último a ter um projeto musical solo foi o mais discreto da Banda. John Deacon participou em 1986 de Biggles, filme em que conta a história de um jovem que descobre um irmão gêmeo que trabalha como piloto durante a Primeira Guerra Mundial.

Apesar de não ter tido uma ótima recepção por parte da crítica, a trilha sonora do filme traz canções de Deep Purple, Mötley Crüe, Queen e Jon Anderson.

Biggles

Mas uma das Bandas que mais se destaca são os desconhecidos The Immortals, de 1986, cujos integrantes principais incluem o baixista.

John, junto com os outros membros, contribuiu para a música No Turning Back, que contou com seu próprio vídeo promocional, apresentando todos os membros do The Immortals vestidos como pilotos.

No Turning Back

 

Fontes

– Los 40

Por Daniel Garrán

Em 21.02.2019

 

– Queen Factory

Nota – Artigo de 2019, não atualizado para carreiras solo.

Mais detalhes https://los40.com/los40/2019/02/21/los40classic/1550749497_323797.html?int=

François-Olivier Doyon

Um dos meus desafios de uma noite para outra é ‘You’re My Best Friend’, foi escrita por John Deacon e tem uma linha de baixo muito intrincada… 

 

 

Gareth Taylor

A música que estou mais ansioso para tocar é, sem dúvida, ‘Somebody to Love’. É a minha música favorita e é um desafio.

 

George Farrar

Queen & Foo Fighters são as duas bandas que estiveram comigo durante toda a minha vida…

 

Nick Radcliffe

Eu voltei e peguei todos os primeiros álbuns do Queen, então eu estava realmente nos primeiros três ou quatro álbuns do Queen, eu era um grande fã desses…

 

Darren Reeves

Você não pode fugir de Bohemian Rhapsody ou Somebody To Love sendo inacreditável apenas ouvir, muito menos fazer parte de tocá-lo com esses caras.

 

Alírio Netto

Eu vi Freddie pela primeira vez quando eu tinha 9 anos no Brasil, eu estava vendo-o tocar Rock In Rio e eu simplesmente me apaixonei imediatamente…

 

 

Fonte: www.queenonline.com

DELILAH

(8ª música do 14º álbum)

 

– Durante os últimos anos da sua vida, Freddie Mercury vive em Garden Lodge com seu companheiro Jim Hutton e seus seis gatos: Romeo, Miko, Oscar, Lily, Goliath e Delilah, sua favorita.

– À Delilah ele compõe uma canção em sua honra, como para deixar-lhe uma recordação.

– Para esta música é o próprio Freddie quem se encarrega das programações, assim como de alguma parte dos sintetizadores.

-Roger e Brian incluem alguns miados aos 2:16, o que traz para o tema um tom de humor, oferecendo um instante de leveza ao álbum.

– Porém, é a resposta da Red Special aos chamados dos felinos o que desperta a curiosidade. Sempre defensor da experimentação, Brian consegue literalmente fazer miar a sua guitarra durante alguns surpreendentes compassos.

– Para conseguir este efeito, o músico utiliza um talk box. O pedal, popularizado pelo britânico Peter Frampton na sua canção Show Me The Way, e mais ainda no solo de Do You Feel Luke We Do, no álbum ao vivo Frampton Comes Alive (1976), permite uma modificação do som graças à voz.

– O procedimento, muito engenhoso, funciona deste modo: a guitarra está conectada a um pedal talk box, de onde se sobressai um tubo de plástico que o guitarrista segura com a boca.

– As notas interpretadas partem da guitarra, entram no pedal, saem pelo tubo e são modificadas pela vocalização do músico; o tubo é usado com um microfone que vai para os alto-falantes.

– É assim que Brian transforma sua Red Especial em um felino!

– Em dezembro de 1991, pouco depois da morte de Freddie, Delilah é publicada como single na Tailândia, onde alcança o 1º lugar.

 

Freddie com um de seus gatos, em 1980. Em sua morte, deixaria seis felinos: Romeo, Miko, Oscar, Lily, Goliath e Delilah.

 

Vídeo oficial de Delilah

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Canções mais curtas e mais longas do Queen, ignorando as versões alternativas.

Mais curtas

Yeah ! – 4 segundos

– Com colossais quatro segundos, Yeah é a faixa oficial mais curta na discografia do Queen. Consiste em uma amostra improvisada de Freddie da introdução da música Don’t Try Suicide do Álbum de 1980 – The Game. Esta amostra também é tocada durante a faixa anterior – It’s A Beautiful Day (Reprise).

 

New York – 42 segundos

– Gravada durante as sessões de A Kind Of Magic, trinta e nove segundos dos quais são ouvidos durante o filme Highlander. Há rumores de que uma versão completa existe ao longo dos anos, embora a Queen Productions tenha negado enfaticamente.

https://youtu.be/J21pcWOoPss

 

The Wedding March – 59 segundos

– Álbum Flash Gordon

 

The Ring (Hypnotic Seduction Of Dale) – 58 segundos

– Álbum Flash Gordon

 

Mais longas

Track 13 ou 13/Untitled – 22 minutos e 33 segundos

– Álbum Made In Heaven . Retrata o que seria a chegada de Freddie ao Paraíso.

 

The Prophet’s Song – 08 minutos e 28 segundos.

– Álbum A Night At The Opera

A canção foi escrita por Brian May e é uma das mais complexas e longas em toda a carreira da Banda.

 

Fonte – Ultimatequeen

A primeira aparição do Queen na televisão aconteceu inteiramente por acaso.

Era 21 de fevereiro de 1974 e os produtores do programa musical de sucesso da TV britânica, Top Of The Pops, têm um grande problema.

Um vídeo com uma performance pré-gravada de David Bowie cantando seu último hit Rebel Rebel não havia chegado aos estúdios e o show estava em pânico.

Sem gravação à vista, o vídeo teria que ser descartado e uma nova banda encontrada no último minuto para se apresentar no lugar de David Bowie.

Uma banda jovem e desconhecida chamada Queen, formada por quatro jovens de Londres, foi sugerida como alternativa.

 

Os companheiros de banda, Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor, que ainda eram estudantes e nem se apresentavam com a banda em tempo integral, aproveitaram seu momento.

A música que o Queen tocou foi Seven Seas Of Rhye’ o terceiro single lançado pela banda assinada pela EMI.

Desde seu álbum de estreia de 1973, o Queen atraiu pouca atenção do público.

Temia-se que a rara filmagem da importante performance tivesse sido perdida em 1975, mas foi encontrada e restaurada nos anos noventa.

O vídeo oscila entre preto e branco e colorido enquanto Freddie Mercury e seus companheiros de banda dominam o palco e dão tudo de si para o que foi, na época, a maior performance de suas jovens carreiras.

A aparição foi um sucesso entre os fãs do Top Of The Pops e depois que o show foi ao ar, o Seven Seas Of Rhye ganhou popularidade.

O single foi lançado em vinil apenas dois dias após a apresentação e os emocionados membros do Queen conseguiram sua primeira música na parada de singles do Reino Unido, chegando ao número 10.

A jovem banda conseguiu, e o aumento da fama da noite para o dia com sua aparição no Top Of The Tops os levou a lançar seu segundo álbum, Queen II, apenas três semanas após a apresentação.

Nos anos após sua aparição na TV, a fama crescente do Queen muitas vezes significava que eles estavam viajando pelo mundo quando seus singles estavam no topo das paradas do Reino Unido, e fizeram apenas algumas apresentações no Top Of The Pops.

Brian May mais tarde relembrou o momento emocionante em que a banda fez sua estreia no programa de TV.

Falando em 2011 no documentário do Queen, Days of our Lives, Brian May relembrou:

Foi uma experiência emocionante, porque ei, aqui você está no Top of the Pops e tudo está acontecendo.

No entanto, Roger Taylor tinha lembranças menos positivas da apresentação:

Houve uma greve na BBC, então gravamos no estúdio meteorológico

Era uma porcaria, ninguém realmente tocava, apenas alguns disc jockeys envelhecidos. E a bateria era de plástico, então eles faziam um barulho de ‘dook’ quando você batia neles.

O fato de o Queen nem ter tocado seus próprios instrumentos para a performance que os tornou famosos, apenas mostra quanto carisma e presença de palco os quatro estudantes de Londres naturalmente possuíam.

O resto, como dizem, é história da música.

 

Fonte: www.smoothradio.com

 

 

 

 

 

 

Queen: The Vinyl Collection é uma seleção de 25 álbuns de vinil que cobrem o catálogo de discos do grupo que surgiu em 1970, em Londres.

A coleção está disponível nas bancas da Argentina.

Do primeiro, Queen(1973), a Made In Heaven(1995), que contém as últimas gravações de estúdio de Freddie Mercury.

Além disso, os três títulos clássicos de Greatest Hits (incluindo Greatest Hits III, que está atualmente fora de catálogo) e On Air, uma compilação das gravações da banda na BBC Radio.

Há também gravações ao vivo, incluindo o LP triplo Live At Wembley Stadium eLive Killers.

E há mais curiosidades para entender o valor histórico que essa série tem para fãs e colecionadores.

 

10 curiosidades do Queen: The Vinyl Collection

  1. Dos 25 títulos que compõem a coleção completa, nove álbuns nunca haviam sido lançados nesse formato na Argentina.
  2. Dos 16 vinis lançados anteriormente no país, há um que sai pela primeira vez em versão completa, Live Killers (1979). Nas edições de época, a música “Get Down Make Love” foi censurada pela ditadura devido às suas referências sexuais.
  3. Dois que foram ampliados nesta coleção: Innuendo (1991) e Made In Heaven (1995), que são apresentados como LPs duplos, seguindo o corte para CD.
  4. Os 15 álbuns de estúdio que compõem a coleção e as três compilações – Greatest Hits (1981), Greatest Hits II (1992) e Greatest Hits III (1999) – foram remasterizados em 2011 pelo engenheiro Bob Ludwig a partir dos melhores masters disponíveis.
  5. Ao contrário da edição original argentina, Greatest Hits não inclui “Love Of My Life” ao vivo, o grande sucesso do Queen na Argentina.
  6. O corte das placas para prensagem dos LPs foi realizado a meia velocidade pelo renomado engenheiro de corte Miles Showell no Abbey Road Studios, o que garante uma reprodução fiel do mestre.
  7. Os vinis são prensados em Laser Disc Argentina, em vinil preto de 180 gramas, a partir das placas importadas.
  8. Antes desta coleção, o último LP oficial do Queen lançado na Argentina havia sido Innuendo, há 32 anos.
  9. As capas e envelopes da coleção são de alta qualidade, com sua arte supervisionada e projetada por Richard Gray, diretor de arte do Queen.
  10. Os fascículos que acompanham cada versão de oito páginas são impressos em cores em papel de ilustração pesado, com texto do arquivista do Queen Greg Brooks, do assessor de imprensa Phil Symes e do especialista amador Jim Jenkins. Estão incluídas citações da banda traduzidas para o espanhol, fotos vintage e imagens de alta definição.

Os primeiros lançamentos (A Kind Of Magic e A Night At The Opera) chegaram às bancas em novembro do ano passado e continuarão a sair, dois por mês, até completarem os 25 títulos,
em outubro.

Wilki Amieva colaborou na montagem desta lista.

 

Fonte: es.rollingstone.com

THESE ARE THE DAYS OF YOUR LIVES

(7ª música do 14º álbum)

 

– Quando Roger Taylor compõe These Are the Days of Our Lives, escreve a letra pensando nos seus filhos Felix e Rory Eleanor.

– Recorda com nostalgia os dias felizes de sua infância sem preocupações:

– When life was just a game (Quando a vida não era mais que um jogo), porém no final da canção, se dá por conta de que no fundo, nada mudou (When I look I find no change) e que a vida ainda tem muito a oferecer graças a seus próprios filhos.

– Interpretada por Freddie Mercury, a letra adquire um significado de partir o coração. Na última estrofe, o cantor envia um adeus ao público, e na frente da câmera, no final do videoclipe, retira-se depois de um I still love you (Ainda te amo).

– A Torpedo Twins gravou o vídeo no Limehouse Studios de Londres em 30 de maio de 1991, enquanto Brian está realizando a promoção de Innuendo nos Estados Unidos. John, Freddie e Roger são gravados enquanto executam o tema, enquanto Brian será adicionado mais tarde durante a montagem.

– O tema não é lançado como single, mas como lado A duplo com Bohemian Rhapsody, e é redistribuído em 9 de dezembro de 1991, em homenagem a Freddie Mercury, que havia falecido poucos dias antes.

These Are the Days of Our Lives teria um enorme êxito e seria transmitido de maneira massiva na rádio.

– A música poderia ter sido, em um contexto muito diferente, uma doce canção para as tardes de verão.

– Porém ao cantá-la Freddie, que dá uma interpretação muito emotiva, adquire um rumo trágico.

– Apesar da história do Queen fechar de maneira espetacular com The Show Must Go On no final do álbum, These Are the Days of Our Lives permite a Freddie despedir-se de seus fãs de uma maneira delicada e em absoluta intimidade.

 

Freddie Mercury emagrecido, porém carismático como sempre, durante o

Brit Awards, em 18 de fevereiro de 1990.

 

Vídeo oficial de These Are the Days of Our Lives

 

Making Of de These Are the Days of Our Lives

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

William Nilsen está lançando o primeiro volume do seu novo Projeto: Queen: The Albuns.

É um trabalho bem elaborado com tudo de importante que saiu de cada álbum. Será um fascículo por mês.

Foi realizada uma pesquisa detalhada de cada álbum do Queen, é um trabalho bem elaborado com tudo de importante que saiu de cada disco.

Além de uma pesquisa apurada, foram utilizados itens do arquivo pessoal do autor.

 

 

Baixe aqui os volumes 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17.

Baixe aqui os volumes 1, 2,  3 e 4 da série Queen Solo

Baixe aqui o volume de A Night At The Opera revisado e ampliado.

 

 

William Nilsen por ele mesmo:

 

Em 20 de março de 1981, eu tinha 21 anos e desde 1974 eu já era fã do Queen. Naquele dia, não pensava em mais nada a não ser no Queen. Eu estava com a camiseta do 1º Fã-Clube Oficial desta banda fenomenal na América Latina, criado e presidido por mim. No bolso, tinha a entrada para o show. Assim que abriram os portões da pista, corri pelo gramado para ficar o mais perto possível do palco e ter uma visão completa. Lembro de ver o Peter Hince testando o som dos instrumentos.  A música do The Who – Baba O‘Riley estava tocando nas caixas de som ao final dela o show começou…  O gelo seco tomou conta do palco e vi que Roger Taylor estava na bateria, as luzes se acenderam! Brian e John entraram tocando We Will Rock You (fast), Freddie Mercury apareceu em seguida e logo dominou todo o palco com sua presença marcante.

 

Fui aos quatro shows do Queen no Brasil, sendo dois em São Paulo, em 1981 e, dois no Rio de Janeiro, em 1985. Esses shows foram um sonho que se tornou realidade. A minha impressão foi que tudo ocorreu muito rápido. Após God Save the Queen as luzes do estádio foram acesas, elas me acordaram de algum conto de fadas e me fizeram voltar à vida real. Mas valeu à pena, e não porque agora posso dizer com orgulho: “Eu vi Freddie Mercury ao vivo”, mas, porque compartilhei algumas horas com minha banda favorita.

 

Fontes: www.queennobrasil.com e perfil do Facebook @william.nilsen

Queen The Greatest Live – Números de Abertura (Episódio 5)

Abrindo com um estrondo! Brian e Roger revelam o pensamento por trás das aberturas espetaculares dos shows do Queen e as lendas que os inspiraram nos primeiros dias da banda.

Como uma banda ao vivo famosa por causar uma primeira impressão eletrizante, há uma ciência no setlist do Queen, e nesta entrevista exclusiva em vídeo com Brian May e Roger Taylor, os dois fundadores revelam sua filosofia de começar com um estrondo.

O público quer se surpreender no começo, explica Roger. Costumávamos dizer para cegá-los, ensurdecê-los e depois acalmá-los um pouco depois de vinte minutos. Você realmente quer ir bang, bang, bang, bang no início de um show.

De One Vision a Bohemian Rhapsody, o Queen subiu ao palco ao longo do último meio século armado com os maiores hinos do rock.

Como Brian explica, algumas músicas exigem um lugar no topo do setlist.

Às vezes, escrevendo uma música, você já está ciente de que seria uma boa abertura. Você vê isso sob essa luz. A produção começa a acontecer na sua cabeça. Tivemos algumas aberturas muito boas e acho que geralmente elas saíram da música.

O episódio 5 continua revelando como o Queen aprendeu a importância de criar expectativa de heróis com The Who e Led Zeppelin – antes de olhar para trás nas aberturas clássicas do Queen, de Freddie Mercury acelerando a multidão com We Will Rock You até a queda da cortina de kabuki e a corrida pela passarela para Tie Your Mother Down no período de Paul Rodgers.

Tivemos algumas boas aberturas. Eu costumava gostar do kabuki. A grande cortina simplesmente desaparece na frente de seus olhos e de repente revela tudo. Isso sempre foi uma boa mordaça. Você tenta causar um impacto com a primeira música, reflete Roger.

Na próxima semana: Now I´m Here.

 

Fonte: www.queenonline.com

ALL GOD’S PEOPLE

(6ª música do 14º álbum)

 

– Escrita por Freddie Mercury para o álbum Barcelona, gravado com Montserrat Caballé em 1987, a canção All God’s People foi descartada pelos cantores e trabalhada pelo Queen na época de The Miracle.

– Excluída e guardada em uma gaveta pela segunda vez, Freddie volta a apresentá-la durante as sessões de trabalho de Innuendo para, por fim, ser aceita pela banda.

– Neste tema, o Queen recupera o estilo gospel já empregado em Somebody To Love em 1976, assim como nos breaks de Dragon Attack em 1980 e Dancer em 1982:

Don’t turn your back on the lesson of the Lord (Não vire as costas para as lições do Senhor),

canta Freddie, que volta à religiosidade de seus inícios, quando clamava

All going down to see the Lord Jesus (Todos descendo para ver o Senhor Jesus)

em Jesus, em 1973, no primeiro álbum do grupo.

 

– A maior parte da versão que se apresenta em Innuendo procede das gravações de 1987 no Townhouse Studios de Londres. Mike Moran, coprodutor de Barcelona com Mercury e David Richards, e pianista de numerosos temas, nesta ocasião toca os sintetizadores, participação que aparece nos créditos da capa do álbum. Porém, não está especificado que ele é o co-autor da música junto com Freddie Mercury, apesar de que provavelmente foi assim.

– John Brough, engenheiro de som assistente em Barcelona em 1987, declara sobre a gravação do solo de guitarra:

 

Brian havia tocado um bom solo, porém decidiu que poderia fazer melhor e grava novamente. Freddie então diz: ‘Não, não gosto’ […] e eu vi como Brian se contorcia. Depois de outro solo, Freddie disse: ‘Oh! Não vale’. David Richards, Mike Moran e eu cruzamos nossos olhares. A cena era terrível. Depois de outro solo, Freddie fez um comentário deste tipo: ‘Venha! Você e sua guitarra de lareira… com certeza você sabe como tocá-la!’. Nesse momento, Brian interpretou este grande solo, e, claro, Freddie mostrou um grande sorriso. Ele sabia do que Brian era capaz e o pressionou até que saiu como esperava.

 

– Durante as sessões de composição de Barcelona, o título de trabalho de All God’s People era Africa By Night.

Mike Moran (aqui em 1978) trabalhou com Freddie Mercury e Montserrat Caballé no álbum “Barcelona”.

 

Vídeo oficial de All God’s People

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Músicas do Queen que fazem parte de Segmentos, ou Segues, ou Attaccas !

Você já percebeu em alguns discos do Queen, ou mesmo em shows ao vivo, quando uma música emenda na outra, sem interrupções ?

Essa técnica se chama Segmentos – ou Segues – ou Attaccas.

 

Na música, Segue é uma direção para o artista.

Significa continuar a próxima seção, sem pausa, com ligações.

Para a música escrita, implica uma transição de uma seção para a próxima sem qualquer interrupção.

Trata-se de uma diretriz musical para o intérprete começar o próximo movimento (ou seção) de uma composição imediatamente e sem pausa.

O termo attacca vem do italiano e significa súbito ataque.

Para que isso aconteça, as canções devem conter uma conexão lírica ou um tema geral.

Abaixo a listagem Queen e algumas solo, exceto Flash Gordon e material ao vivo que contém as Attaccas.

Músicas em que há uma pausa definitiva, mesmo que curta, também não estão incluídas.

– Guide Me Home / How Can I Go On

– I Can’t Dance / Keep Smilin

– In The Lap Of The Gods / Stone Cold Crazy

– Ogre Battle / The Fairy Feller’s Masterstroke / Nevermore

– Party / Khashoggi’s Ship

– Procession / Father To Son / White Queen

– Tenement Funster / Flick Of The Wrist / Lily Of The Valley

– The March Of The Black Queen / Funny How Love Is

– The Prophet’s Song / Love Of My Life.

Notas – Com junções contínuas dos elementos em seus Álbuns, Frank Zappa fez uso extensivo da técnica Segue. Isso foi usado pela primeira vez em 1966 em Zappa’s Freak Out!, e um ano depois em Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. ( Álbum de estúdio dos Beatles ).

Zappa foi considerado um dos maiores músicos e compositores do século XX.

Se você tiver um toca discos em casa e alguns Álbuns da Banda, observe in loco os momentos de Attaccas mencionados nos intervalos acima descritos. Eu fiz isso, e garanto, é emocionante escutar o que se lê.

 

Fonte – Ultimate Queen

RIDE THE WILD WIND

(5ª música do 14º álbum)

 

– Ao escutar Ride The Wild Wind, se adivinha com facilidade que por trás da canção se esconde Roger Taylor.

– Apesar da impecável interpretação de Freddie Mercury, não há nada muito profundo na letra, mas uma chamada para escapar:

 

Get your head down, baby/We’re gonna ride tonight/

Your angel eyes are shining bright/I wanna take your hand/

Lead you from this place/Gonna leave it all behind”

(Abaixe a cabeça, baby/Nós vamos dirigir esta noite/

Seus olhos de anjo estão brilhando/Eu quero pegar sua mão/

Levar você deste lugar/Deixar tudo para trás)

– A música é inicialmente apresentada por Roger, com sua voz como guia vocal. Esta interessante versão do tema, que mostra todo o trabalho realizado pelo baterista antes das sessões com o Queen, está disponível na reedição de Innuendo publicada em 2011.

– Quando a Electronic Arts lança seu novo videogame Queen: The Eye em 1998, utiliza as canções do grupo para a coluna sonora. Então eles propõe uma versão instrumental do tema Ride The Wild Wind (The eYe Version)”, em que se destaca a Red Special de Brian May.

A partir do final da década de 1980, Roger Taylor usará óculos escuros durante as entrevistas.

 

Vídeo oficial de Ride The Wild Wind

 

Ride The Wild Wind (The eYe Version)

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Apresentações terão diferentes formatos, além de um evento junto de Eric Martin (Mr. Big)

O vocalista Jeff Scott Soto anunciou mais uma turnê por esses lados. As apresentações terão diferentes formatos, cobrindo sua carreira autoral, o tributo ao Queen e sets acústicos.

Como de praxe, a banda será formada por músicos brasileiros, da banda Spektra. O guitarrista Hugo Mariutti participará das duas primeiras datas, em substituição a Leo Mancini.

Disse o cantor em nota publicada nas suas redes sociais:

Olá Brasil, chegou a vez dos shows anuais construídos em torno do Moto Rock & Cruise que foi adiado por 3 anos mas agora finalmente está de volta!

Mais uma vez terei meus irmãos de confiança da banda Spektra no palco comigo. MAS nos primeiros 2 shows, Leo Mancini tinha compromissos anteriores, então sou abençoado por tocar mais uma vez com o incrível Hugo Mariutti, do Shaman. Além disso, o show do dia 22 é mais uma vez com Eric Martin!

Parece que o tributo ao Queen que tenho feito lá foi solicitado novamente, mas em alguns shows estarei misturando coisas da minha carreira, pois há muitos também pedindo isso.

Vejo você em breve, compartilhe isso como um louco para mim, por favor!

Datas e formatos:

  • 11/03 – Curitiba, Hard Rock Café (Queen)
  • 12/03 – São Bernardo, Beer Festival (Queen + JSS)
  • 16/03 – Jundiaí, Villa (acústico)
  • 17/03 – Goiânia, Bolshoi Pub (Queen)
  • 18/03 – Brasília, Toinha (Queen)
  • 22/03 – São Paulo, Stones Music Bar com Eric Martin (Queen + JSS)
  • 23/03 – São Paulo, Flaming Youth (acústico)
  • 26 a 29/03 – Moto Rock Cruise (Queen + JSS)
  • 30 ou 31/03 – Nova Friburgo, local a ser anunciado (acústico)
  • 01/04 – Nova Friburgo, Friburgo Rock Festival (JSS)

 

Dica de Roberto Mercury

 

Fonte: igormiranda.com.br

– OS SINGLES DO QUEEN –

– Os singles não são novidade. Pelo contrário, eles sempre estiveram no meio musical, afinal é com eles que os artistas conseguem se promover ao divulgar aquela música que leva toda a sua expressão artística.

– E não é difícil perceber que a presença deles aumentou e quase dominou a indústria da música.

 

Vejam abaixo alguns deles –

Seven Seas Of Rhye

EMI

Em 09 de Março de 1974, o Queen chegou à parada de singles do Reino Unido, pela primeira vez, quando Seven Seas Of Rhye alcançou um modesto número 45.

A surpresa de Roger Taylor –

 Além de Killer Queen, que foi obviamente cativante, não acho que nossos singles sejam imediatamente comerciais. Por exemplo, quando Seven Seas of Rhye foi um sucesso, fiquei muito surpreso. A intenção era apenas realmente chamar a atenção para o Álbum. Eu pensei que Keep Yourself Alive era uma música muito mais comercial. Acho que provavelmente é uma vantagem não saber exatamente o que vai vender, porque assim você não fica inibido na escolha de um single.

Posições de pico em semanas –

– Nº 1- 00

– 10 melhores – 01

– 20 melhores -06

– 40 melhores – 08

– Top 75 – 10

– Os 100 melhores -10

 

Killer Queen

EMI

Não resistimos à ela. Ela mantinha Moët et Chandon em seu lindo gabinete, falava como uma Baronesa e era tão brincalhona quanto uma gatinha. Quem era essa mulher ? Ela era a Killer Queen, e os compradores de discos britânicos a conheceram quando o Queen a levou para as paradas do Reino Unido em 21 de Outubro de 1974.

Posições de pico em semanas –

– No. 1 – 00

– Top 10 – 06

– Top 20 – 06

– Top 40 – 12

– Top 75 – 12

– Top 100 – 12

 

Now I’m Here

EMI

Claramente Now I’m Here é uma música que muitos na Banda gostavam, incluindo Brian May. Freddie Mercury disse em uma entrevista de 1976 à Record Mirror – Foi legal. Isso foi uma coisa de Brian. Lançamos depois de Killer Queen. E é um contraste total, apenas um contraste total. Foi apenas para mostrar às pessoas que ainda podemos fazer Rock ‘N’ Roll – não esquecemos nossas raízes do Rock ‘N’ Roll. É bom fazer isso no palco. Eu gostei de fazer isso no palco.

Ela detém o recorde como a música do Queen que durou mais tempo em seu set ao vivo, desde o lançamento em 1974 até seus shows finais em estádios em 1986.

Lançamento – Janeiro de 75

Posições de pico em semanas –

– No. 1 – 00

– Top 10 – 00

– Top 20 – 05

– Top 40 -07

– Top 75 – 07

– Top 100 – 07

 

Bohemian Rhapsody

EMI

Seja nos karaokês ou em reuniões com os amigos, basta começar a introdução “ Is this the real life ? Is this just fantasy ? ” para mudar completamente a atmosfera do local.

Não há quem não se empolgue ao ouvir Bohemian Rhapsody, e não é para menos.

O clássico foi o responsável por alavancar a carreira do Queen e se tornar seu primeiro hit a ficar no Top 10 dos Estados Unidos.

Vista até hoje como uma prova da genialidade de Freddie Mercury e do potencial da Banda, Bohemian Rhapsody alcançou uma marca inédita em 2021. Mais de 40 anos após o lançamento, a música recebeu o Certificado de Diamante por mais de 10 milhões de vendas e streamings nos Estados Unidos.

O título faz do Queen a primeira Banda do Reino Unido à ter um single que é Certificado de Diamante.

Lançamento – Agosto de 75.

Posições de pico em semanas –

– No. 1 – 09

– Top 10 – 12

– Top 20 – 14

– Top 40 – 16

– Top 75 – 33

– Top 100 – 47

 

You Are My Best Friend

EMI

No dia 18 de Junho de 1976, o Queen lançava You’re My Best Friend, segundo single extraído do Álbum A Night at the Opera, lançado no ano anterior.

A composição é assinada pelo baixista, John Deacon, que faz uma homenagem à sua esposa, Veronica Tetzlaff.

O piano elétrico que introduz a faixa é tocado pelo próprio John, que aprendeu à lidar com o instrumento, após a recusa de Freddie Mercury em relação aos arranjos.

Eu me recusei à tocar essa m@ldit@ coisa. É minúsculo e horrível e eu não gosto deles. Por que tocá-los quando você tem um lindo piano soberbo. Então John levou o piano elétrico para casa, aprendeu a tocá-lo e começou a escrever essa música ! – Freddie Mercury

No palco, era Freddie quem cuidava dos acordes de piano.

You’re My Best Friend (que tinha como lado B ’39, de Brian May), se tornou um grande sucesso nos Estados Unidos, alcançando a 6a posição na parada de singles.

O videoclipe, filmado em Abril de 1976, foi dirigido por Bruce Gowers e mostra John Deacon exibindo seu belo Wurlitzer durante a execução da faixa.

Posições de pico em semanas –

– No. 1 – 00

– Top 10 – 03

– Top 20 – 05

– Top 40 -08

– Top 75 -08

– Top 100 – 08

 

Fontes – Queenpedia

Queen Concerts

A Realeza Britânica divulgou site oficial sobre a coroação do rei Charles III na última segunda, 6. O evento está marcado para o dia 6 de maio e também celebrará a rainha consorte Camilla, esposa do monarca.

Coroação terá cerimônia religiosa comandada pelo arcebispo de Canterburry na Abadia de Wesminster. No Palácio de Buckingham, os novos rei e rainha aparecerão ao lado de outros integrantes da família real.

Além da programação da cerimônia, site conta com a playlist oficial do esquenta para a festa. Repleta de artistas britânicos, lista tem Coldplay, David Bowie, Ed Sheeran, Ellie Goulding, George Ezra, Harry Styles, Queen, Jeff Beck, Rod Stewart, Spice Girls, Sam Ryder, The Kinks, Beatles, The Who e Tom Jones.

 

Fonte: https://rollingstone.uol.com.br/

Dica de Roberto Mercury

I CAN’T LIVE WITH YOU

(4ª música do 14º álbum)

 

– Assim como Headlong, I Can’t Live With You iria aparecer no primeiro álbum solo de Brian May antes que os componentes do Queen se apropriassem dela e decidissem reservá-la para Innuendo.

– Inspirada no seu recente divórcio com Chrissie Mullen, o guitarrista manifesta o dilema amoroso que todos podemos enfrentar algum dia:

I can’t live with you/But I can’t live without you/

I can’t let you stay/Ooh, but I can’t live if you go away

(Eu não posso viver com você/Mas eu não posso viver sem você/

Eu não posso deixar você ficar/Ooh, mas eu não posso viver se você for embora)

 

– Não é a primeira ocasião em que Brian compõe uma canção sobre este tema, por demais universal.

– Já em It’s Late, o músico fala de sua relação com a misteriosa Peaches, que conhece em New Orleans.

 

– Brian revelaria a propósito de I Can’t Live With You:

 É um tema muito pessoal. Porém, tentei não fazê-lo muito autobiográfico para que esteja aberto a todos, expressando isso de uma maneira com a qual todos possam sentir-se identificados. Quando você descreve uma experiência pessoal em uma canção, é bom porque permite examiná-la, injetar um pouco de humor e colocar as coisas em perspectiva.

 

Brian May e sua esposa Chrissie Mullen no final da década de 1970.

 

Vídeo oficial de I Can’t Live with You

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

HEADLONG

(3ª música do 14º álbum)

 

Headlong é uma canção que leva o selo de Brian May. Desde o primeiro momento, vê-se o amor do guitarrista pelo estilo heavy metal que tanto favorece o Queen.

– Brian afirmaria:

Escrevi ‘Headlong’ no nosso pequeno estúdio de Montreux, que é um refúgio para nós, onde podemos criar com toda a tecnologia necessária. As ideias me ocorreram em dois dias. A princípio pensei conservar este tema para meu álbum solo, porém, como sempre, pensei que seria melhor para o grupo. Desde que escutei Freddie cantando, me disse: ‘Está bem. Sempre é doloroso deixar partir teu bebê, porém o que você ganha é mais interessante’. Converteu-se em uma canção do Queen.

– Se levado em conta o traje vermelho que Brian usa em determinadas cenas do videoclipe, assim como o tom mais claro de sua companheira, Anita Dobson, se adivinha na letra alguma alusão à sua relação:

When a red hot man meets a white hot lady/Soon the fire starts raging, gets you more than half crazy

(Quando um homem vermelho muito excitado encontra uma mulher branca muito excitada/O fogo começa a devorá-los e os deixa mais do que meio loucos)

Set de gravação de Headlong.

 

Vídeo oficial de Headlong

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc)
Tradução: Helenita dos Santos Melo

A importância de Brian May no Queen

– O Queen não poderia ter sido Queen sem Freddie Mercury, mas também não poderia ter sido Queen sem Brian May.

– Brian é um dos melhores e mais respeitados guitarristas, e tem toda uma carreira dedicada à música, fazendo por merecer essa posição como um dos grandes da atualidade.

– May está chegando aos 76 anos em plena forma, partilhando o palco com Roger Taylor, com o qual continua a explorar o legado do Queen, e o vocalista Adam Lambert.

– Brian começou a tocar guitarra aos 7 anos. Quando era um adolescente, ele e o pai construíram uma guitarra que se tornou um ícone na tradição do Queen. O instrumento que resultou dos seus esforços combinados continua fielmente a ser conhecida como Red Special.

– Embora hoje toque uma versão melhorada da original, os fãs podem comprar uma versão produzida em fábrica no seu site.

– Desde cedo soube que queria dedicar-se à música, e com apenas 11 anos criou a sua primeira Banda – chamada 1984 – em alusão ao romance de George Orwell.

– Anos mais tarde, juntamente com Tim Staffel como vocalista e baixista, formou a Banda Smile em 1968.

– À formação mais tarde se juntaria o baterista Roger Taylor, depois de participar das audições que ambos tinham convocado com a intenção de completar a sua Banda.

– Depois de dois anos, Staffel saiu da Banda e é aí que Freddie Mercury apareceria, numa altura em que o grupo foi rebatizado como Queen.

– Pouco depois, o baixista John Deacon foi incorporado, fechando a formação.

– Todos nos lembramos da voz de Freddie Mercury como completamente potente, e não em vão, é considerado um dos cantores mais prodigiosos da música.

– No entanto, como guitarrista, Brian May também pode ser considerado um dos maiores.

– Os solos de guitarra, os riffs e a forma de tocar a sua Red Special apoiam-no, com essa forma inconfundível de obter som com uma moeda que usava, ao invés de palheta.

– Entre suas muitas conquistas raras, o Queen conta com uma que nem os Beatles conseguiram – cada membro da Banda escreveu vários singles, que chegaram ao topo das listas de sucessos.

– Além disso, em 2005, o Guinness Book dos recordes mundiais certificou que os Álbuns da Banda passaram mais tempo nas paradas musicais do Reino Unido do que qualquer outra pessoa, superando Michael Jackson, Madonna e U2.

– Brian May, em particular, participou da escrita de mais de 200 músicas da Banda, incluindo clássicos como Fat Bottomed Girls e We Will Rock You.

– Em 2018, a Banda recebeu o prêmio Lifetime Achievement Award, um prêmio dos Grammys que homenageia artistas que fizeram algo brilhante ao longo da sua vida, contribuições de grande importância no campo da gravação musical.

– Além disso, é comendador da Ordem do Império Britânico pelos seus serviços à indústria musical, uma carreira musical pela qual é membro do Rock and Roll Hall of Fame como membro do Queen desde 2001.

– Brian também é Doutor em Astrofísica –

– O Queen se formou em 1970, enquanto Brian ainda estudava Astrofísica no Imperial College de Londres.

– À medida que a Banda alcançava a fama internacional, ele suspendeu sua pesquisa, que se referia ao pó estelar, para participar de turnês e escrever e gravar músicas.

– Após 36 anos afastado da pesquisa científica, ele retomou seu projeto e voltou para a Faculdade.

– Foi em Agosto de 2007 que Brian May defendeu sua tese de doutoramento, que era composta por 48.000 palavras e começou a escrever em 1974. Na tese, Brian explicou que as nuvens de poeira estelar do sistema solar se movem na mesma direção que os planetas e mostrou os resultados de suas pesquisas no Observatório do Roque de los Garotos, na Ilha canária de La Palma.

Já podem me chamar de Dr. May, disse à rede britânica BBC após realizar um exame profissional de três horas.

– E jamais podemos deixar de lembrar que Brian passa boa parte do seu tempo protegendo pets e animais selvagens. Ele é fundador da Save Me Trust, organização que tem por objetivo dar uma voz aos animais.

 

SIR Brian Harold May

– Brian May se torna – Sir Brian Harold May – ao receber o título de Cavaleiro na Lista de Honras de Ano Novo de 2023, concedida pelo Rei Charles III, e publicada na sexta-feira, 30 de Dezembro, às 22h30.

– Outra curiosidade adicionada à esta estrela do Rock é que Brian é um fotógrafo estereoscópico especialista.

– Ele mesmo criou suas próprias câmeras estereoscópicas e tirou milhares de fotos 3D nas turnês que fazia com a Banda.

– Nossos respeitos e agradecimentos à Sir Brian Harold May CBE

 

Fontes – Queen Factory

https://los40.com/…/19/los40classic/1658140435_799244.html

– Los 40 – Por Daniel Garrán 20 de Julho de 2022 às 12:09 hrs.

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