Spread Your Wings (John Deacon)

Data de lançamento: 10 de fevereiro de 1978

Álbum: News Of The World

Melhor posição nas paradas: 34° lugar na parada britânica; não foi lançada nos Estados Unidos

Lado A: Spread Your Wings (John Deacon)

Lado B: Sheer Heart Attack (Roger Taylor)

 

Ficha técnica

Freddie Mercury: vocais, piano

Brian May: guitarra

John Deacon: baixo, violão

Roger Taylor: bateria

Produtores: Queen, Mike Stone

Engenheiro de som: Mike Stone

Engenheiros de som assistentes: Robert Ash (Basing Street), Gary Lyons (Sarm), Gary Langan (Sarm)

– É o segundo single do álbum News Of The World e é considerada uma das músicas mais populares do Queen.

– A música possui uma letra muito tocante e que conta a história de Sammy, que trabalha em um bar e sonha em mudar de vida, apesar de seu chefe lhe dizer que ele não tem ambição.

You are always dreaming/You’ve got no real ambition/You won’t get very far

Você está sempre sonhando / Você não tem ambições reais /Você não vai muito longe

Em 1978, um tímido Deacon revelou a história da música:

A música tem a ver com várias experiências pessoais dos últimos anos. Prefiro não falar sobre o que em detalhes, porque não gosto de explicar músicas. As pessoas deveriam descobrir por si mesmas, eu acho! […] Nem sempre é fácil, deixa eu te contar. Você lida com muitas coisas que nem sempre são agradáveis. Claro, o dinheiro é maravilhoso, mas eu não preciso ser muito rico. Só não quero voltar a um estado de pobreza, no qual vários músicos bastante famosos acabaram. Quero tentar manter algo para o futuro!

 

– Essa música fez os companheiros de banda perceberem que John tinha um talento para composição de músicas, e consequentemente tinha um importante lugar na equipe, com Brian explica:

John é provavelmente o compositor mais lento, ele é mais novo nisso, mas ao mesmo tempo ele escreveu um América [“Você é meu melhor amigo”], que eu não tenho e isso é ótimo […]. O equilíbrio criativo mudou para se tornar mais uma coisa de grupo […]. Acho que este é um momento muito importante para o grupo, onde seria fácil sairmos e fazermos as coisas de cada um, mas nossa força, e de qualquer grupo, é que percebemos como usar uns aos outros de forma complementar. Essa é a coisa mais importante que temos.

 

– Spread Your Wings foi a primeira música da banda sem backing vocals a ser lançada como single, o que prova mais uma vez que o Queen estava optando pela sutileza e eficiência para a produção de suas novas composições.

– Notavelmente, esta é uma das poucas músicas lançadas pela banda na década de 1970 que termina com um fade-out em vez de um final limpo e preciso.

 

Vídeo

– A filmagem do vídeo ocorreu em janeiro de 1978, com direção de Rock Flicks no jardim nevado da casa de campo de Roger Taylor em Surrey.

– Brian usou uma cópia da sua guitarra Red Special construída pelo fabricante de instrumentos britânico John Birch com a ajuda de seu colega John Diggins.

Eu não tinha reserva adequada, o que era uma situação muito difícil de se estar, porque se eu quebrasse uma corda teria que pegar a Stratocaster ou a Les Paul, que soaria totalmente diferente da minha guitarra. Então tivemos a ideia de fazer uma réplica da minha guitarra, e eu tinha três captadores sobressalentes que comprei como backup, então ele construiu em torno deles, lembra Brian May.

 

– Mas alguns problemas aconteceram, como ele mesmo lembra:

...os captadores não tinham o calor que o meu tinha e a guitarra era feita de materiais diferentes, então realmente não tinha sustentação. O tremolo não era tão preciso e o pescoço era muito mais fino, porque era considerado loucura fazer um pescoço tão grosso quanto o meu. Estava mais perto do que a Gibson ou a Fender de soar como minha guitarra, mas não cumpriu muito bem o trabalho […]. Dito isso, foi um belo trabalho.

 

– Em 9 de agosto de 1982, a pobre guitarra foi quebrada em três partes durante um show na Brendan Byrne Arena em East Rutherford, Nova Jersey. Em 2006 a guitarra foi consertada por Andrew Guyton e retornou a May em perfeitas condições, após vinte e quatro anos de convalescença.

– Naquele mesmo dia gelado de janeiro de 1978 quando ocorreu a gravação do vídeo, também aconteceu a assinatura do fim do contrato entre o Queen e seu empresário John Reid.

– A música foi incluída no set list entre 1977 e 1979, mas foi descartada antes do início da turnê de 1980 (The Game Tour). Ao longo das turnês de 1982 e 1984 uma versão do refrão foi cantada.

– A introdução foi repetida em algumas ocasiões ao longo das turnês de 1982 e 1984, mas nunca progrediu além de uma versão do refrão.

– Um take muito superior da BBC foi gravado em 28 de outubro de 1977, feito em um ritmo um pouco mais rápido com um som de guitarra mais agressivo, e incluindo um final estridente que infelizmente não foi tentado na versão do álbum.

 

– A versão da BBC foi finalmente lançada na edição de disco duplo de 2011 do News Of The World, e novamente em 2016 na retrospectiva da BBC On Air.

– Uma tomada alternativa marcadamente diferente, com quase cinco minutos, foi desenterrada para o box set do 40º aniversário de News Of The World.

 

 

– A música foi tocada ao vivo pela primeira vez em 38 anos por Queen + Adam Lambert, embora a banda estivesse aparentemente infeliz com o arranjo (ou a recepção), e desistiu depois de um punhado de apresentações.

 

Vídeo oficial de Spread Your Wings

 

Letra da música:

Sammy was low, just watching the show
Over and over again
Knew it was time, he’d made up his mind
To leave his dead life behind
His boss said to him, “Boy, you’d better begin
To get those crazy notions right out of your head
Sammy, who do you think that you are?
You should’ve been sweeping up the Emerald Bar”

Spread your wings and fly away
Fly away, far away
Spread your little wings and fly away
Fly away, far away
Pull yourself together
‘Cause you know you should do better
That’s because you’re a free man

He spends his evenings alone in his hotel room
Keeping his thoughts to himself, he’d be leaving soon
Wishing he was miles and miles away
Nothing in this world, nothing would make him stay

Since he was small, had no luck at all
Nothing came easy to him
Now it was time, he’d made up his mind
“This could be my last chance”
His boss said to him, “Now listen, boy! You’re always dreaming
You’ve got no real ambition, you won’t get very far
Sammy boy, don’t you know who you are?
Why can’t you be happy at the Emerald Bar?”

So honey, spread your wings and fly away
Fly away, far away
Spread your little wings and fly away
Fly away, far away
Pull yourself together
‘Cause you know you should do better
That’s because you’re a free man

Come on, honey, fly with me

 

Tradução:

. Spread Your Wings
Abra Suas Asas

Sammy estava triste
Apenas assistindo ao show
Repetidamente
Sabia que era hora
Ele tinha se decidido
De deixar sua vida morta para trás

Seu chefe lhe disse
Garoto, é melhor começar
A tirar essas ideias malucas da sua cabeça
Sammy, quem você pensa que é?
Você devia continuar varrendo o Emerald bar

Abra suas asas e voe
Voe para longe, para bem longe
Abra suas pequenas asas e voe
Voe para longe, para bem longe
Se controle
Pois você sabe que deve fazer melhor
Isso porque você é um homem livre

Ele passa suas noites sozinho no seu quarto de hotel
Pensando sozinho, que logo ele iria partir
Desejando estar a milhas e milhas de distância
Nada nesse mundo, nada, faria ele ficar

Desde que ele era pequeno
Nunca teve sorte
Nada veio fácil para ele
Agora é a hora
Ele já se decidiu
Essa pode ser minha última chance

Seu chefe disse:
Agora escuta, garoto
Você está sempre sonhando
Você não tem nenhuma ambição de verdade
Você não vai chegar longe
Sammy, garoto, você não sabe quem você é?
Porque você não pode ser feliz aqui no Emerald bar?

Então, querido
Abra suas asas e voe
Voe para longe, para bem longe
Abra suas pequenas asas e voe
Voe para longe, para bem longe
Se controle
Pois você sabe que deve fazer melhor
Isso porque você é um homem livre
Vamos lá, querido, voe comigo !

 

Curiosidade:

– O vídeo de Spread Your Wings foi filmado no mesmo dia do vídeo de We Will Rock You na casa de Roger Taylor em Surrey.

Para saber sobre a música Sheer Heart Attack, clique aqui

 

Fontes:

Queen all The Songs: The Story Behind Every Track – Bernoît Clerc

Queen: Complete Works. George Purvis

Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Site: Queen Vault

 

Queen The Greatest Live – Ensaios Parte 4 (Episódio 4)

Para encerrar nossa visão dos bastidores do processo de ensaio do Queen, esta filmagem rara de Brian e Roger em uma passagem de som em Kyiv revela como aquelas preciosas horas em um local antes do show são fundamentais. Em imagens inéditas daquele show divisor de águas em 2012, vemos Brian e Roger usando esse tempo para garantir que tudo esteja o mais pronto possível.

Na sexta-feira, 10 de fevereiro, a série de vídeos de sucesso do YouTube Queen The Greatest Live retorna com o Episódio 4: Ensaios Part 4.

Convidando os fãs a testemunhar esse processo vital nos bastidores, a filmagem exclusiva de Brian May e Roger Taylor ensaiando o clássico Brian May A faixa ’39, escrita pelo Queen, mostra o trabalho árduo por trás de um show de sucesso ou fracasso em 2012 que anunciou um novo capítulo para a banda.

Embora cada show do Queen seja especial, alguns assumem um significado adicional. Em 30 de junho de 2012, os membros fundadores Brian e Roger estavam se preparando para seu primeiro show completo com o novo vocalista Adam Lambert na Praça da Independência de Kyiv, na Ucrânia. Apresentando um evento beneficente para a Elena Pinchuk ANTIAIDS Foundation na frente de mais de 350.000 fãs – além de uma audiência de milhões de telespectadores – esta foi a noite em que a nova formação do Queen provou que tinha asas.

Havia uma sensação de camaradagem, lembrou Adam em um episódio anterior de Queen The Greatest.

Foi uma sensação instantânea de conforto e facilidade que todos nós tivemos. Todos nós nos divertimos. Parecia o ajuste certo.

Os fãs também ficarão emocionados com este instantâneo dos bastidores de 39. Um destaque de A Night At The Opera de 1975, este hino alegre, mas melancólico, é uma das melhores composições de Brian, impulsionado por harmonias acústicas e em cascata de doze cordas, contando a história de uma equipe de viajantes espaciais que retornam à terra firme, e percebem que o tempo tinha passado sem eles e que seus entes queridos agora envelheceram ou partiram.

’39 tem sido uma música. Aparecendo pela primeira vez no quarto álbum de estúdio da banda, A Night At The Opera, emergiu como um favorito ao vivo ao longo dos anos 70, muitas vezes sendo usado como uma audiência cantando e reunindo fãs além de sua base principal; a música já foi escolhida por Dan Hawkins do The Darkness como seu momento número um no Queen, e também foi uma pedra de toque para George Michael ao longo de sua carreira, com o cantor não apenas tocando no metrô de Londres antes de encontrar fama com Wham! e apresentando-a no Freddie Mercury Tribute Concert de 1992.

Agora, este último episódio do Queen The Greatest Live revela como ’39 evoluiu para se tornar um show de destaque na era moderna, com Brian e Roger liderando a música em harmonias, violão e pandeiro – e aqui, até mesmo mudando a linha final para saudar seu público na Ucrânia.

Próxima semana: O número de abertura.

 

Fonte: www.queenonline.com

Matemática Rock – Um livro do italiano Paolo Alessandrini

Aqui ele explica, entre outras curiosidades, como Brian May compôs We Will Rock You através de … NÚMEROS PRIMOS

Mas, primeiro, quem é Paolo Alessandrini ? Ele mesmo responde –

– Sou um divulgador científico, autor e blogueiro de Matemática, professor de Matemática em um Instituto Técnico e Científico na província de Treviso (Itália) e, em minha vida anterior, Engenheiro de Computação.

E qual é a relação entre música e números ?

O livro explica todas as inúmeras afinidades entre as duas disciplinas, das escalas musicais às harmonias, do ritmo às simetrias. E a música é realmente plena de conceitos matemáticos.

O livro se concentra em particular na música Rock, dos Beatles ao Queen e Led Zeppelin, justamente porque as Bandas de Rock trazem matemática, cada uma à sua maneira.

Aqui um trecho de uma entrevista de Paolo, em 2019.

Os números primos do Queen !

– Entrevistador –

Qual é a história que mais o intrigou e o levou à escrever este livro ?

 

– Paolo –

Uma é a história do popular ritmo We Will Rock You do Queen. Sim, o popular stomp-stomp-clap. Poucas pessoas sabem que Brian May usou os números primos para fazer essas batidas soarem no disco como se estivessem sendo executadas por milhares de pessoas, como espectadores em um show em um Estádio.

May é um magnífico exemplo de uma estrela do Rock que também possui uma mente matemática brilhante. Isso não é surpreendente, também porque o guitarrista tem Doutorado em Astrofísica e colaborou com a NASA na missão New Horizons para estudar Plutão.

Brian May conseguiu equilibrar perfeitamente a Matemática na música, caso contrário o efeito teria sido desagradável.

Basicamente se a parte rítmica de We Will Rock You soa aos nossos ouvidos de uma forma perfeita e apaixonante, também é graças à Matemática.

 

E os números primos ?

– Paolo –

Entre outras coisas, We Will Rock You foi lançado em 1977, mesmo ano em que os números primos deixaram de ser um brinquedo para Matemáticos sem aplicações práticas, e se tornaram fundamentais como ingrediente básico para os algoritmos que gerenciam a criptografia de mensagens e, portanto, segurança nas comunicações (por exemplo, em nossos dias, transações na Internet).

Por isso, no livro defino 1977 como o ano dos números primos !

 

– Entrevistador –

Como Brian May conseguiu fazer isso ?

Paolo –

Bem, para saber você tem que ler o livro !

– Entrevistador –

Seu livro é um caminho da Matemática através da música. Vamos redescobrir a Matemática que conhecemos, partindo da Aritmética e da Geometria até sequências como a de Fibonacci ?

 

– Paolo –

Sim, o livro está dividido em quatro partes, cada uma dedicada à um ramo da Matemática – Aritmética e Álgebra.

– Combinatória, Probabilidade e Estatística.

– Geometria e Topologia.

– Análises.

 

Se você quer saber mais, aqui o link para a compra do Livro –

https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.amazon.com/Matematica-Rock-Paolo-Alessandrini/dp/8820391554&ved=2ahUKEwjymNTpu6r4AhU6vJUCHRsvDvMQFnoECAwQAQ&usg=AOvVaw0OELgn5xnUt64qHH90F5Eh

Edição somente em italiano.

Um trabalho curioso que combina vários aspectos matemáticos tendo como inspiração soluções musicais dos grandes nomes do Pop/Rock. Não para todos, mas para paladares finos e mentes abertas. Muito interessante !

Bem que poderiam substituir Matemática por Queen

Fonte – Redooc

 

Parte 6 Live Aid e Adam Lambert

Como o Queen tocou no maior palco de todos

 

Live Aid

TG: Foi anunciado como O Maior Show da Terra e uma ‘jukebox global’, e o Queen se saiu bem em ambos os casos. O set de 20 minutos da banda foi cuidadosamente estruturado para o máximo impacto, começando com uma abreviada Bohemian Rhapsody e culminando com We Will Rock You e We Are The Champions. E com Freddie no auge, esta foi sem dúvida a maior performance da carreira da banda. Mas o Live Aid teve uma configuração pouco ortodoxa, com um rápido intervalo entre os artistas. Então, isso foi estressante?

 

BHM: Era uma espécie de Velho Oeste, porque ninguém nunca havia feito isso antes. Bob Geldof [vocalista do Boomtown Rats e co-criador do Live Aid] insistiu que seria possível, mas muitas pessoas disseram a ele que isso não poderia ser feito – que você não conseguiria o entrar e sair de bandas com rapidez suficiente. Realmente não havia um precedente para o Live Aid. Então, sim, estávamos estressados, mas havia tanta alegria e emoção que superava tudo.

Foi um dia glorioso, um belo dia de sol. Para a cerimônia de abertura, chegamos ao Estádio de Wembley em um helicóptero, o que foi muito emocionante para nós, meninos, e quando assistimos ao Status Quo abrir o show com Rockin’ All Over The World, eu estava sentado no camarote real com o Príncipe Charles e Princesa Diana. Foi incrível. Quero dizer, a princesa Diana teve muito a ver com isso – ela meio que tornou o rock’n’roll bom para a realeza. Parecia um novo mundo.

Logo após a cerimônia, voltei a voar de helicóptero para Barnes (no sul de Londres) e fui a uma feira com meus filhos. E em todos os lugares que eu andei no parque de diversões, havia rádios ligados e você podia ouvir o Live Aid evoluindo. Então eu me lembro de ter uma emoção incrível no estômago, pensando: Meu Deus, logo estaremos de volta lá fazendo isso. E quando voltamos lá, sim, havia muito nervosismo, muita adrenalina.

 

TG: É amplamente aceito que o Queen roubou aquele show em particular, é claro.

BHM: Bem, nós não fomos lá para fazer isso. A gente foi lá fazer a nossa parte. Eu acho que a coisa toda foi muito pura e genuína. Ninguém estava tentando capitalizar isso. Todos estavam lá porque foram inspirados por Bob Geldof em sua busca para resolver os problemas da fome no mundo. Ninguém nunca tinha feito isso antes, então todos queríamos ajudar. E claro, ninguém queria acordar na manhã seguinte e pensar que não tinha participado daquilo.

 

TG: O que passou pela sua cabeça durante aqueles 20 minutos no Live Aid? Você sentiu que esse seria um momento decisivo para o Queen?

BHM: Quando saímos, não pensei que fosse nosso melhor desempenho ou algo assim. Eu estava consciente de que tinha sido um pouco irregular. E quero dizer, os shows isolados sempre são, sempre há partes que você ama e partes que você odeia. O que fizemos não era algo que tínhamos feito no palco várias vezes. Foi uma apresentação montada especialmente para aquela ocasião. E quando você assiste agora, não deixa de ter momentos tensos. O final de Hammer To Fall é muito questionável, sabe? Mas ninguém se importava – porque a adrenalina que fluía em Freddie era magnífica.

 

                         

 

Ele, e também o resto de nós, se beneficiou do fato de já termos tocado em estádios antes, e muito poucos artistas que estavam lá naquele dia já tinham feito isso. Estivemos na América do Sul e fizemos shows incríveis em estádios na Argentina e no Brasil. Assim, tivemos uma medida do que é necessário para tocar para 100.000 pessoas, em vez de uma casa de shows ou uma arena. Freddie, quando você o observa agora, ele parece tão cheio de confiança. E ele é. Ele sabe que pode fazer isso. Ele sabe que já fizemos essa coisa de envolver o público. Ele sabe que pode atrair o público para o seu lado, apesar de ninguém ter comprado ingressos para nos ver. Não estávamos na programação quando as pessoas compraram todos aqueles ingressos. Então esse foi um passo para o desconhecido. Mas acho que Freddie nunca teve dúvidas.

 

TG: E quando você está se apresentando com um cantor com tanto poder e domínio do palco, há algo em sua mente sobre como você deve tocar para apoiá-lo? Como tocar nesse nível?

BHM: Não sei. Você vê, nós meio que crescemos juntos muito rapidamente. E interagimos desde o início. E era um tipo de relacionamento muito natural e orgânico, mas eu não estava tentando conscientemente apoiá-lo. Se eu estava tentando fazer alguma coisa, era ser o contraste certo.

Nós éramos muito interativos. Você sabe, Freddie estaria muito consciente de mim no palco, e eu estaria muito consciente dele – no sentido musical e também no sentido físico. Estar no palco é uma coisa muito física. Vocês têm uma espécie de consciência um do outro, e é no posicionamento, na linguagem corporal e nos canais de energia que atingem o público. Então estávamos muito em harmonia, mesmo sem tentar.

Éramos uma máquina que funcionava. E isso se aplica a toda a banda. Todo mundo tem seu lugar. E simplesmente evoluiu de uma forma que você não poderia ter montado. Não poderia ter sido fabricado. Apenas evoluiu. Felizmente, éramos as pessoas certas para estarmos juntos na hora certa.

 

 

Queen + Adam Lambert

 

TG: E assim, 50 anos depois do primeiro álbum do Queen, a história continua. Você disse antes que sente que Freddie teria amado a maneira como Adam canta aquelas músicas antigas…

 

BHM: Já ouvi um bilhão de vozes em minha vida e nunca ouvi uma voz como a de Adam. Uma vez após a outra, posso imaginar Freddie dizendo: ‘Seu bastardo!’ Porque o alcance de Adam é ridículo, não é? E muitas vezes, eu me peguei desejando que Freddie e Adam pudessem ter se encontrados, porque eles teriam se divertido muito. Eles são tão parecidos em alguns aspectos, pessoal e musicalmente.

 

TG: Poderia haver um novo álbum do Queen com Adam?

BHM: Bem, nós estivemos no estúdio. Nós discutimos algumas ideias no meio de uma dessas turnês. Mas nunca chegou ao ponto em que sentimos que seria o certo. Portanto, não fomos por esse caminho até agora. Isso é tudo o que posso dizer.

Então eu realmente não sei. Mas acho que há um pouco de barreira aí. Eu acho que se as pessoas virem o Queen em uma gravadora, elas ainda querem que seja Freddie cantando. Pode ser Jesus Cristo, mas eles ainda querem Freddie, e não culpo as pessoas por isso. Tem gente no Instagram que fica chateada comigo: Por que você continua sem o Freddie? E eu digo: Não me diga o que fazer! Eu faço o que sinto que devo fazer. Há pessoas que acham que não deveríamos nem subir no palco sem Freddie. Mas acho que teria sido muito triste, e também não é o que Freddie gostaria. Ele gostaria que continuássemos nos desenvolvendo. E, claro, porque continuamos e nos desenvolvemos, isso mantém esse legado vivo.

Sabe, sempre tenho essa conversa com a irmã de Freddie, Kash. Ela também recebe essas perguntas: Por que eles estão fazendo isso sem Freddie? E ela entende completamente o que estamos fazendo. Ela diz: Isso é o que Freddie teria desejado. Ele não gostaria que suas canções ou as canções da banda se tornassem peças de museu. Ele gostaria que elas vivessem. E é isso que estamos fazendo. Nós damos vida ao legado da Rainha. Absolutamente.

A última turnê que fizemos foi fantástica. Provavelmente a maior turnê de arena que já fizemos, e a mais emocionante em termos de todos os shows esgotados e da energia do público. O problema é que as pessoas querem música ao vivo. Eles precisam de música ao vivo. E estamos felizes em continuar fornecendo isso enquanto pudermos. Enquanto eu estiver vivo, estarei lá!

 

E aqui termina a grande entrevista dada por Brian May à Revista Total Guitar.

Agradecemos imensamente a revisão das traduções feitas pelo nosso amigo e colaborador Arnaldo Silveira.

 

Se você perdeu alguma parte, clique nos links abaixo:

Primeira parte

Segunda parte

Terceira parte

Quarta parte

Quinta parte

 

Fontes: www.queenonline.com e Revista Total Guitar

Fotos de Neil Preston e Total Guitar e internet.

 

I’M GOING SLIGHTLY MAD

(2ª música do 14º álbum)

 

– Nascido da imaginação de Freddie, então muito debilitado pela enfermidade, I’m Going Slightly Mad (Estou ficando meio maluco) poderia passar por um grito de socorro. Porém, Freddie escreveu a letra em um momento tranquilo e feliz, em Garden Lodge, na companhia de seu amigo Peter Straker.

– Jim Hutton recorda esta noite criativa:

Freddie indicou […] a Peter o que queria transmitir com a canção. Sua principal inspiração era o mestre das frases espirituosas, [o dramaturgo] Noel Coward. Freddie e Peter ficaram sentados ali, escrevendo uma sucessão de frases idiotas, cada uma mais engraçada que a anterior. Freddie ria às gargalhadas quando quando lhes ocorreu: ‘I’m knitting with only one needle’ (Estou tricotando com apenas uma agulha) […]. Porém o golpe de mestre foi ‘I think I’m a banana tree’ (Acho que sou uma bananeira). Depois de haver encontrado esta frase, nada poderia detê-los, e eles escreveram tudo de uma vez.

 

– Porém logo Freddie deixaria de ter contato com seu amigo. Depois de um café da manhã no Joe’s Cafe, em Knightsbridge, Peter Straker se apresenta bastante embriagado, para grande desgosto do cantor, que se preocupa com sua saúde e se mantém longe das tentações desde muito tempo.

– Straker não aparece nos créditos de Innuendo, apesar de sua participação na composição da letra.

– Gravada no Mountain Studios em março de 1990, a canção é reconhecível graças ao seu truque de três notas interpretado no sintetizador desde a introdução. Apesar do tema ser bastante monótono na sua execução, resulta brilhante com a interpretação de Freddie.

– Como sempre, o Queen surpreende o ouvinte, e quando Brian sai da sombra, aos 2:30, é para apresentar um solo de slide guitar com sonoridades havaianas.

– Esta parte do tema demonstra que todos trabalham com afinco para oferecer a Freddie algumas últimas canções inesquecíveis.

– Roger Taylor recordará:

Quanto mais doente ele estava, mais queria gravar.

– O videoclipe de I’m Going Slightly Mad ilustra com perfeição a mensagem da canção. Junto a um Freddie muito maquiado para ocultar qualquer rastro da enfermidade no seu rosto, perambulam os membros do grupo: John joga com um ioiô, Roger circula com um triciclo e Brian caminha em companhia de um pinguim.

Freddie Mercury, irreconhecível com tantas camadas de maquiagem, para o videoclipe de I’m Going Slightly Mad, realizado pela Torpedo Twins: Rudi Dolezal e Hannes Rossacher.

 

Vídeo oficial de I’m Going Slightly Mad

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo.

Álbum Innuendo ( Do latim – Insinuações )
▪️Lançamento – 04 de Fevereiro de 1991 no Reino Unido e 05 de Fevereiro de 1991 nos EUA.
GÉRARD GRANDVILLE
▪️Jean Ignace Isidore Gerard foi um ilustrador e caricaturista francês do século XIX, que publicou sob o pseudônimo de Grandville.
▪️Você deve conhecer as suas ilustrações que foram utilizadas para promover o Álbum Innuendo, inclusive a própria capa do Álbum é uma delas …
▪️Um outro exemplo é a capa do single I’m Going Slightly Mad.
▪️No Álbum Innuendo existe uma citação sobre Grandville, onde as imagens são de sua autoria.
®️ A História da escolha das ilustrações –
▪️Roger Taylor estava olhando um catálogo de litrografias, e nele haviam trabalhos de Grandville. Nesse instante, Roger mostrou à Banda, e perceberam que este artista era a alma do Álbum, no que diz respeito à sua promoção gráfica.
▪️Grandville foi assim escolhido o artista do Álbum, o último de Freddie Mercury em vida.
®️ Sobre Gérard Grandville –
▪️Ele foi um caricaturista e ilustrador francês, nascido em 1803, e vindo a falecer de forma trágica em 1847. Seus trabalhos são sátiras diretas à politica e ao ser humano. Em suas litrografias ele desenha animais e homens numa mistura que cria aberrações ou comportamentos animais sendo vistos como superiores ao do ser humano. Suas gravuras possuem a grande habilidade de alterar o cotidiano levando-o a uma lado fantástico e fantasioso.
▪️Gérard foi considerado precursor e vanguardista do Surrealismo, movimento artístico de 1920, posteriormente fundado pelo poeta André Breton. Salvador Dalí é um seguidor deste movimento.
®️ A trágica morte de Grandville –
▪️Ele se casou com sua prima Marguerite Henriette Fischer em 1833 e eles tiveram três filhos, mas tragicamente Marguerite e todos os três filhos morreram em ocasiões diferentes antes dele. Ele se casou novamente em 1843 com Catherine Marceline Céline Lhuillier e eles tiveram um filho, Armand em 1845. Mas ele nunca se recuperará de suas perdas.
▪️Um mito romantizado surgiu em torno da morte de Grandville que persistiu por 150 anos ou mais. Relatos tradicionais dizem que ele enlouqueceu e morreu em um manicômio, porém autores recentes dizem que embora o Hospital onde ele morreu em Paris – Maison de Santé em Vanves – tratou doentes mentais entre outras doenças, ele não era louco e provavelmente morreu de uma infecção na garganta, possivelmente difteria.
▪️As afirmações eram de que as imagens das obras de Grandville eram sintomáticas de uma mente perturbada, e a morte de sua família o deixou com cabelos grisalhos e corcunda aos quarenta anos, levando-o à beira da loucura, e ele morreu em um asilo de loucos.
▪️Em 1º de Março de 1847, Grandville começou a sofrer de dor de garganta e sua condição piorou progressivamente nas semanas seguintes. Ele acabou sendo levado para uma clínica particular – 8 Maison de Santé em Vanves – onde trabalhavam Felix Voisin e Jean-Pierre Falret, dois psiquiatras inovadores.
▪️Ele faleceu lá em 17 de Março de 1847, aos 40 anos, e foi enterrado no Cimetière Nord de Saint-Mandé de Paris, ao lado de sua primeira esposa e três filhos.
®️ Sobre as gravuras em Innuendo –
▪️Uma informação que poucos fãs do Queen conhecem é que o nome do quadro de Grandville usado para a capa do Álbum Innuendo é THE JUGGLER OF WORLDS. O quadro foi feito como uma sátira à possibilidade de Deus criar um universo em harmonia suprema.
▪️Este quadro foi adaptado na capa de Innuendo, onde há uma estrela de 5 pontas, e em cada ponta tem 2 outras pontas abertas, a qual cai em direção ao homem no canto que está com os braços à se defender.
▪️No Álbum foi trocada por uma banana … ideia de Freddie Mercury.
▪️Litografias de Grandville em movimento (animadas) também foram colocadas no clipe oficial de Innuendo de 1991.
▪️As ilustrações de dentro do encarte do Álbum são adaptações ao estilo de Gérard feitas por uma artista chamada Angela Lumley, para Innuendo.
®️ Nota final sobre Gérard Grandville –
▪️O artista escreveu seu próprio epitáfio. As traduções variam –
Aqui jaz Grandville. Ele amou tudo, fez tudo, viveu tudo, falava e andava, mas não conseguiu abrir um caminho para si mesmo … Apenas uma coisa lhe escapava – como viver uma vida própria.
Fontes –
Queen É Uma Religião
Blog Sderyan – Seven Seas Of Rhye
Vídeo do Queen Oficial TikTok
Dicas dos amigos – Fernando de Sousa Lima e Fabiano Miguel da Silva

Queen – Pulseira Oficial de Prata
Lançamento em 9 de fevereiro de 2023 às 7h (Brasília) no endereço:

www.queenonlinestore.com.

São apenas 250 peças disponíveis.

***

Apresentando a pulseira e pingentes de prata esterlina exclusivos do Queen.

Cada peça foi cuidadosamente projetada à mão com cuidado, pensamento e atenção aos detalhes e foi produzida em uma quantidade muito limitada da primeira edição de apenas 250 pulseiras.

A pulseira e os pingentes individuais foram cuidadosamente trabalhados em prata de lei 925.

Este projeto especial levou mais de 3 anos para ser concretizado e foi supervisionado por Brian e Roger e o projeto gerenciado pelo diretor de arte oficial do Queen, Richard Gray, trabalhando em estreita colaboração com a renomada visionária de joias Emily Richardson.

Usando apenas materiais da mais alta qualidade e um padrão de mão de obra incomparável, as peças finais trazem a você as peças mais bonitas e impressionantes da joalheria Queen feitas até hoje.

A parte 1 deste lançamento contém a pulseira de prata sólida personalizada com um link da marca Queen e uma etiqueta de bola Queen, montada em uma caixa em relevo com os primeiros 3 pingentes de prata acabados à mão adicionados e exibidos: Coroa de Freddie (acabado em 9 quilates folheado a ouro e cravejado de pedras), o vinil EMI – Bohemian Rhapsody e, finalmente, o icônico símbolo do Queen.

A compra da pulseira inicial lhe dará direito ao status VIP nos próximos meses, que oferece status prioritário para comprar os pingentes restantes em um link secreto antes de serem oferecidos ao resto do mundo, garantindo a conclusão da pulseira.

Um link privado será enviado a você bimestralmente (abril, junho, agosto) com 3 berloques separados sendo oferecidos até que você complete o conjunto original de 12. Somente quando a janela do link privado expirar, qualquer estoque restante será oferecido para venda geral.

A pulseira mede 20 cm de comprimento e vem com 2 elos extras, caso você precise expandir o comprimento.

A pulseira inicial vem em uma linda caixa de apresentação, junto com os três primeiros charms para colecionar.

 

Fonte: www.queenonline.com

Camisetas e pôsteres de festa de edição limitada já estão disponíveis!

Encomende em https://www.queenonlinestore.com/Mercury-Phoenix-Trust/

– Por favor, note: é muito improvável que esses itens estejam disponíveis no evento, então encomende agora para evitar decepções.

***

A Festa Oficial de Aniversário de 77 anos de Freddie Mercury

2 de setembro de 2023

Casino Barriere, Montreux

2h (horário de brasília) até tarde

Ingressos à venda em:  www.queenonlinestore.com/Mercury-Phoenix-Trust

Todos aqueles que comprarem um ingresso serão inscritos em um sorteio para ganhar um disco de apresentação emoldurado personalizado do álbum de estreia do Queen de 1973, assinado por Roger Taylor e Brian May.

Todos os lucros do evento vão para o The Mercury Phoenix Trust – Fighting AIDS Worldwide

www.mercuryphoenixtrust.com

***

De 31 de agosto a 3 de setembro de 2023, outras atividades gratuitas e música ao vivo serão organizadas perto da estátua pela Montreux Celebration. Mais informações www.montreuxcelebration.com

 

Fonte: www.queenonline.com

INNUENDO

(1ª música do 14º álbum)

 

– Quando o grupo se reúne no Mountain Studios no final do inverno de 1989, os primeiros dias se dedicam a realizar jam-sessions no grande salão do Cassino de Montreux.

Innuendo nasce de uma dessas sessões de improvisação, onde o grupo experimenta, inova e assume riscos. Freddie e Roger trabalham na letra e Brian faz os arranjos de rock.

– O cantor concentra-se com grande seriedade na parte central da música e dá-lhe um som espanhol, já que sua recente colaboração com Monstserrat Caballé o fez sem dúvida contemplar perspectivas artísticas insuspeitadas.

Brian May diria:

Por fim, tudo se encaixou como as peças de um imenso puzzle.

 

– Com uma estrutura pouco clássica, que lembra os longos temas de The March Of The Black Queen e Bohemian Rhapsody, a canção é escolhida como primeiro single do álbum. Apesar de sua duração pouco adaptada às emissoras de rádio e sua cor muito intimista, resulta um sucesso após sua publicação no Reino Unido.

– À semelhança com a do álbum, a capa é uma ilustração de Grandville, sendo colorida por Richard Gray. Com o título Mélodie pour deux cents trombones”(Melodia para duzentos trombones), encarna perfeitamente o universo grandiloquente e ligeiramente pomposo do tema.

– A banda volta a solicitar a participação da Torpedo Twins. Porém, nesta ocasião não podem contar com os músicos, já que eles estão finalizando o álbum.

– O projeto chega a bom fim graças à ajuda de Jerry Hibbert, um especialista de animação que Freddie conheceu no Ealing Art College. Graças a ele, o vídeo está à altura da canção. Ele desenha os músicos a partir de antigas fotos e vídeos, e insere imagens de convenções religiosas e conflitos armados que trazem um caráter de ansiedade muito bem adaptado à canção.

– Com uma duração de 6:32, Innuendo guarda várias surpresas. A princípio evoca Kashmir do Led Zeppelin(1975), e o tema evolui aos 2:45 de maneira surpreendente em um ambiente ibérico, onde participa um grande convidado.

– Steve Howe, o guitarrista do Yes, chegou para cumprimentar o produtor David Richards, com quem havia trabalhado em 1977 no álbum Going For The One, e conversou com os músicos do Queen.

– Steve recorda:

Entrei, e eles tocaram o álbum inteiro para mim, deixando ‘Innuendo’ para o final. Fiquei boquiaberto. Eles me disseram: ‘Nós gostaríamos que você tocasse conosco. Por que você não prepara uma parte bem rápida, como Paco de Lucía?’. Brian May tinha três guitarras Gibson Chet Atkins […]. Encontrei uma que gostei, e fizemos várias tomadas ensaiando diferentes enfoques antes de irmos comer. Depois voltamos ao estúdio, escutamos tudo e montamos o que aparece hoje. Foi uma experiência preciosa com uma banda de rapazes muito amáveis.

 

– Depois do álbum Innuendo ter sido ilustrado com os desenhos de Granville extraídos da obra Un autre monde (Um outro mundo), Brian May conserva o conceito na sua mente e, em 1988, intitula seu segundo álbum solo… Another World (Outro mundo, como o livro de Granville).

Mélodie pour deux cents trombones, ilustração extraída de Un autre monde de Grandville (1844), utilizada na capa do single Innuendo.

 

Vídeo oficial de Innuendo:

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo.

Queen: 3 de fevereiro de 1984

Esta é uma parte da matéria postada pelo site italiano Queen Forever Blog e traduzido pela nossa colaboradora Helenita dos Santos Melo, administradora da página do Facebook Queen Fatos e Fotos.

O link da matéria original pode ser acessada no fim desta matéria

─ O Queen está pela primeira vez na Itália, convidados do Festival di Sanremo, no teatro Ariston.

– A banda foi a atração principal do festival, cantando em playback o seu novo single Radio Ga Ga na frente de alguns milhares de fãs. Foi exibido na TV e assistido por aproximadamente 30 milhões de pessoas na Europa. Outra versão foi filmada no dia seguinte.

– O mito da rebelião ao playback, um episódio em torno do qual uma narrativa muitas vezes imprecisa foi construída ao longo do tempo:

➡️ eles se oferecem ao próprio público com uma versão mímica de Radio Ga Ga, em deferência ao playback que era popular na época e a que estavam submetidos todos os artistas estrangeiros, assim como os italianos em competição. Eles fazem isso por duas noites consecutivas.

➡️ os vídeos das duas noites são muito eloquentes e talvez o termo mais apropriado seja: embaraçoso.

– Para o Queen, forçado a se apresentar em um palco que é muito apertado, imitando o que eles gostariam de tocar ao vivo; e para o público, notoriamente frio mesmo na frente de um fluxo de lava que desce a um metro de distância.

➡️ o aspecto mais evidente, por ser deliberadamente exagerado, é o empenho de Freddie em não esconder de forma alguma o uso do playback.

 

– Esta é a origem do que pode ser considerado um mito e que vocês encontrarão na maioria dos artigos dedicados ao Queen em Sanremo.

– No entanto, devemos considerar que em Sanremo não foi a primeira e nem a última vez que o Queen aceitou tocar em playback. Eles já haviam feito isso no Top Of The Pops, por exemplo, e até certo ponto, também para a BBC com as famosas Sessions publicadas no box set Queen On Air onde para algumas músicas Freddie havia cantado em bases pré-gravadas. Ao todo no TOTP o Queen dublou Seven Seas Of Rhye, Killer Queen, Good-Old Fashioned Lover Boy e Las Palabras de Amor.

 

 

– Mesmo depois de Sanremo, o Queen não se esquivou do fardo de se apresentar com os microfones desligados, em 1984 e novamente em 1986 com um mini concerto em Montreux (em ambas as ocasiões Freddie usará o microfone exatamente como em Sanremo e isso nos faz entender que, ao lidar com playback, ele não se preocupará muito com a mímica) e repetidamente como solista para promover seus respectivos trabalhos.

– Resumindo, o playback faz parte da profissão e o Queen concordou em fazê-lo em várias ocasiões.

– Deste ponto de vista, portanto, Sanremo não deveria surpreender, especialmente porque o Queen não foi emboscado, nem foi forçado a fazê-lo. A apresentação deles foi acordada com essas modalidades, tanto que a banda subiu ao palco por duas noites consecutivas. Se algo realmente tivesse dado errado na primeira vez, eles concordariam em repetir a experiência depois de apenas 24 horas?!

– É provável que, não tendo uma explicação igualmente convincente, a imprensa tenha apostado na solução mais fácil e romântica: a dos grandes músicos estrangeiros que protestam com os microfones desligados.

Tradução: Helenita Dos Santos Melo

 

Fonte:

Link da matéria original (em italiano)  https://queen4everblog.blogspot.com/2020/02/i-queen-sanremo-nel-1984-e-il-mito.html?m=

Fotos: www.queenlive.ca

Brian May teve formação musical ?

– Brian Harold May nasceu em um Sábado, 19 de Julho de 1947 em Hampton, Middlesex, filho de Harold e Ruth May.

– Aos cinco anos, seus pais o matricularam em aulas de piano. Brian odiava essas aulas – ele tinha que praticar no Sábado, quando preferia estar se divertindo. Apesar de odiar piano, ele teve aulas até os nove anos de idade, passando nos exames teóricos e práticos do nível quatro, mas desistiu em seguida.

– O pai de Brian – Sr Harold – era um homem prático que gostava de fazer coisas, de móveis à brinquedos e modelos. Ele também era um músico capaz que era proficiente em Piano e Ukulele. Brian puxou ao pai em sua destreza, fazendo brinquedos e modelos.

– Aos seis anos, Harold decidiu que Brian tinha idade suficiente para tocar ukulele. Ele mostrou uma aptidão incrível e logo quis pegar a guitarra, aprendendo acordes e linhas de notas únicas, que capturavam sua imaginação.

– Em seu sétimo aniversário, ele realizou seu desejo quando seus pais o presentearam com uma guitarra acústica. A guitarra infelizmente era muito grande e precisava ser modificada para Brian.

– Com a ajuda de seu pai, eles começaram à esculpir a ponte de madeira para abaixar as cordas. Brian também ansiava por um som elétrico e criou um captador enrolando fios de cobre em torno de três pequenos ímãs.

– Em seu oitavo aniversário, Brian pediu e ganhou uma guitarra nova de seus pais. Sua família e amigos podiam ver que ele tinha uma aptidão natural para a música e a ciência desde tenra idade.

– Ele parecia estar lendo livros sobre ciência ou tocando violão o tempo todo neste momento de sua vida.

– Brian também aprendeu muito trabalho de guitarra soltando a agulha no vinil e tocando junto com seus artistas favoritos, tocando junto com seus discos preferidos, começando com acordes e gradualmente passando para solos improvisados. Ele começou à dissecar cada música como se fosse um quebra-cabeças.

 Eu ouvia as músicas e queria saber tudo – como as harmonias funcionavam, o que fazia uma harmonia afetar você de uma certa maneira e tudo mais. 

– Ele teve a inspiração para a Red Special e a visão para construí-la assistindo Jeff Beck tocando ao vivo e fazendo sons diferentes movendo a guitarra de maneiras sutis na frente de seu amplificador. Brian queria um instrumento que soasse vivo e interagisse com ele e com o ar ao seu redor.

– Brian também é muito apaixonado pela música do mundo, notadamente a música do Oriente Médio e Oriental, que o inspirou à aprender a tocar Koto.

– O seu estilo de guitarra é único e muito inovador. Seu uso da harmonia como veículo de composição é muito original.

– Brian é praticamente um guitarrista autodidata. Sua concepção específica de tocar corresponde à isso – imaginação, originalidade e maturidade técnica contribuem amplamente para o som típico do Queen.

– Como um estudante de Astronomia, ele teve que suspender sua carreira acadêmica quando a popularidade do Queen começou à aumentar.

– Brian terminou a escola em 1965 com 10 níveis O +, com honras mas, claro, a música ainda fazia parte da sua vida e era discutida todas as noites.

 

Fonte – Queenworld

 

Queen The Greatest Live Episódio 2 – Ensaios – Parte 3

Em preparação para sua enorme e finalmente final turnê pela Europa com Freddie Mercury em 1986, o Queen embarcou em uma série de ensaios de produção completa para testar todos os elementos de seu extraordinário show. Alguns desses ensaios foram capturados em uma câmera de cinema em casa, dando uma visão rara sobre a quantidade de preparação que entrou nesses shows de Magic.

Na próxima semana: A verificação de som.

 

 

O vídeo possui legendas em português, para acessá-la, clique na figura da engrenagem, clique em “legendas” e escolha português.

 

Figura de “engrenagem” no YouTube

 

Fotografia: Neal Preston / Queen Produções Ltd.

Fonte: www.queenonline.com

WAS IT ALL WORTH IT

(10ª música do 13º álbum)

 

– Como esperar um final mais majestoso para The Miracle? O tema que encerra o album é, ao mesmo tempo, intenso, melódico e inclusive curioso em alguns momentos…

– Esta canção coral é obra do grande, Freddie Mercury, que compõe uma letra importante, em que ele capta o equilíbrio de uma vida e termina com a simples pergunta: Valeu a pena tudo isso?.

 

What is there left for me to do in this life/Did I achieve what I had set in my sights/

And I a happy man, or is this sinking sand/Was it all worth it

 (O que me resta fazer nesta vida/Alcancei o que tinha em vista/

E eu sou um homem feliz, ou isso é areia movediça/Isso tudo valeu à pena?)

 

– Embora ele responda de maneira afirmativa ao concluir o tema, se questiona a vida de uma estrela de rock e uma existência sem nenhum limite.

– No que diz respeito à parte instrumental, a banda desejava voltar ao método de trabalho de seus inícios.

– Brian explica a unidade reencontrada durante a promoção do álbum:

Decidimos que a tecnologia não nos superaria e que consideraríamos o ser humano como elemento central do grupo, utilizando a tecnologia neste sentido. Ficou emocionante. Desfrutamos muito com isso, e o som reflete este ambiente de grupo muito mais que nos álbuns anteriores. Não é como sentar-se com uma caixa de ritmos e um sintetizador. Nós tocamos juntos, fazendo renascer o que nos motivava. E assim construímos em torno deste sentimento.

 

– A parte mais assombrosa do tema, porém, é, sem dúvida, o seu break, aos 4:02, que parece ter sido escrito para ilustrar um filme como Flash Gordon.

Brian afirma, divertido:

Sim, na verdade é muito ‘kitsch’. E nós estávamos plenamente conscientes disso – é por isso que um pequeno apito está incluído! – Dissemos a nós mesmos: ‘Meu Deus, estamos indo longe demais!’ […]. Na verdade, nós rimos de nós mesmos fazendo isso!.

Os membros do Queen sobre o pontão do Cassino de Montreux, em 1988. Longe do tumulto de Londres, a cidade suíça se converte em um lugar de repouso e serenidade para Freddie.

 

Vídeo oficial de Was It All Worth It

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo.

Quando os vocais não eram só de Freddie !

  1. Queen –

09 de 09 músicas (100%) têm mais vozes de Freddie e em 01 música Roger canta como solo. Se você quer vocais brilhantes –

– Liar – The Night Comes Down – My Fairy King. As notas altas de Roger em My Fairy King são incríveis.

 

  1. Queen II –

10 de 11 músicas (91%) têm mais de um ou outros vocais. 01 música liderada por Brian e 01 por Roger. A única música com apenas uma voz é, na verdade, aquela cantada por Roger. Audição vocal -The Fairy Feller’s Master Stroke, Nevermore e March of the Black Queen.

 

  1. Sheer Heart Attack –

13/13 músicas (100%) têm mais vozes de Freddie. 01 música com Roger na liderança e 01 música com Brian na liderança. Em In the Lap of the Gods, os vocais de Roger chegam aos céus.

Aqui 03 audições vocais fenomenais – Killer Queen, Lily of the Valley

e Bring Back that Leroy Brown.

  1. A Night at the Opera –

11 de 12 canções (92%) têm mais vocais ou outros do que Freddie. 01 Instrumental. 01 com Roger na liderança. 02 com Brian na liderança.

03 canções destacáveis – Prophet’s Song, Seaside Rendez-vouz e Love of My Life.

Se você ama a versão ao vivo, você realmente deveria olhar profundamente para a versão de estúdio que é extraordinária.

Piano e harpa excelentes, harmonias vocais, solo de guitarra suave requintado etc. terminando com harpa também….

  1. A Day at the Races –

10 de 10 músicas (100%) têm mais ou menos do que Freddie. 01 música com Brian na liderança e 01 música com Roger na liderança. Menção especial de Teo Torriatte em que um coro local canta o refrão final.

Audição vocal extra – Somebody to Love, The Millionaire Waltz e a épica canção de amor You Take My Breath Away.

 

  1. News of the World –

Apenas 09 de 11 músicas (82%) têm mais do que Freddie. 01 música com Roger na liderança. 02 músicas com Brian na liderança. Uma das canções com apenas um vocalista (Freddie) é escrita por John. Outra é uma das canções cantadas por Brian – Sleeping on the Sidewalk.

Audição vocal extra – We Will Rock You, Who Needs You e a fabulosa peça de três atos It’s Late.

 

  1. Jazz –

11 de 13 músicas (85%) têm mais do que os vocais de Freddie. Roger canta em 02 músicas. Brian canta em 01 música. A música Dreamer’s Ball é outro extraordinária ao vivo também. Em More of the Jazz, os vocais de Roger são fabulosos. Audição vocal extra – Leaving Home Ain’t Easy, Don’t Stop Me Now e Dead on Time.

 

  1. The Game –

10 de 10 músicas (100%) têm outra ou mais voz do que a de Freddie. Em 02 canções, Freddie e Roger compartilham os vocais principais. Uma música tem Brian na liderança. Audição vocal extra – Save Me, Sail Away Sweet Sister e Coming Soon.

 

  1. Flash Gordon –

O autor aqui não considera um Álbum normal, então ele passa este e te deixa à vontade para completar aqui.

 

  1. Hot Space –

Apenas 07 das 11 músicas (64%) têm outro ou mais que Freddie. Um número abaixo de 2/3. Em uma música, Freddie e Roger compartilham os vocais em um dueto. Em outra música há a famosa voz de David Bowie, é claro.

Audição vocal extra – Action This Day, Put Out the Fire e Las Palabras de Amor.

 

  1. The Works –

07 de 09 músicas (78%) tinham mais do que a voz de Freddie nelas. Não há canções nas quais Roger ou Brian cantem liderando. Audição vocal extra – Machines (Back to Humans), Keep Passing the Open Windows e Hammer to Fall.

 

  1. A Kind of Magic –

06 de 09 músicas (67%) têm mais do que Freddie. Em uma música a voz de Joan Armatrading também aparece. Uma música onde Freddie e Brian cantam liderando, adicionada com um coro. Audição vocal extra – Who Wants to Live Forever, Princes of the Universe e One Vision.

  1. The Miracle –

08 de 11 músicas (74%) incluindo os vocais são mais do que Freddie. 01 música em que Freddie e Brian compartilham liderança. 01 música instrumental. Audição vocal extra – I Want It All, Breakthru e Was it All Worth It.

 

  1. Innuendo –

O número de apenas Freddie aumenta. Apenas 07 de 12 músicas (58%) tem mais do que ele. Um foco natural em Freddie neste Álbum, eu presumo. Às vezes, com várias camadas também. A música Bijou é praticamente uma música instrumental com apenas uma pequena entrada vocal de Freddie no meio. Só temos que citar, além do tema, a música Innuendo que Freddie e Roger co-escreveram. Os vocais de Freddie lá são incríveis ! Audição vocal extra – I Can’t Live With You, Don’t Try So Hard e Headlong.

Para esta música, todos os quatro membros da Banda estão recebendo créditos vocais – sim, John também !

 

  1. Made In Heaven –

Saiu após a morte de Freddie … é complicado. Oficialmente tem 11 músicas, mas na verdade tem 13 faixas. 02 faixas não são mencionadas. A número 12 é uma faixa de quatro segundos com Freddie dizendo Yeah e a número 13 está sem título, mas a faixa mais longa da história do Queen – 22 minutos e 32 segundos !

Uma faixa instrumental ambiente.

Elas estão incluídas no CD, mas não listadas. Não vamos contar essas duas faixas aqui. Então podemos dizer que 08 de 11 músicas (73%) contêm mais do que Freddie. Em uma música – Mother Love – Freddie e Brian dividem a liderança pela mais triste das razões.

Freddie estava em péssimo estado, então ele não conseguiu terminar seus vocais na faixa. Brian teve que terminar a música. Audição vocal extra – Let Me Live, A Winter’s Tale e Heaven for Everyone.

A Banda é conhecida por excelentes vocais e harmonias de três partes. E os números confirmam isso.

 

 

 

Por Hans Loord

Grupo Official International Queen Fan Club

Essas serão algumas das músicas que serão tocadas pela banda Live Killers durante a festa de aniversário de 77 anos de Freddie Mercury em Montreux: Keep Yourself Alive. Doing All Right. Great King Rat. My Fairy King. Liar. The Night Comes Down. Modern Times Rock ‘N’ Roll. Son and Daughter. Jesus. Seven Seas of Rhye.

 

Você vai ouvir TODOS ELES ao vivo, MAIS uma montanha de faixas clássicas e sucessos, enquanto comemoramos o aniversário de ouro do álbum de estreia do Queen em 1973 na 77ª festa oficial de aniversário de Freddie Mercury 2023.

***

A festa oficial do 77º aniversário de Freddie Mercury
2 de setembro de 2023
Casino Barrière, Montreux
A partir das 14:00 (horário de Brasília)
***
Ingressos à venda agora em www.queenonlinestore.com/Mercury-Phoenix-Trust

Todos aqueles que comprarem um ingresso participarão de um sorteio para ganhar um disco de apresentação emoldurado personalizado do álbum de estreia do Queen de 1973, autografado por Roger Taylor e Brian May.

Todos os lucros do evento vão para The Mercury Phoenix Trust – Fighting AIDS Worldwide.

Neste sábado, 4 de fevereiro de 2023, na Kensington Town Hall de Londres, Brian realizará uma sessão de autógrafos no Astrofest.

Por uma hora, apenas Brian estará no principal festival de astronomia do Reino Unido, o ASTROFEST, autografando seus livros de astronomia – do best-seller internacional BANG! para aclamados títulos estereoscópicos Mission Moon 3-D e Cosmic Clouds 3-D – bem como títulos populares como Queen em 3-D e novo lançamento, Stereoscopic Is Good For You. Outros gadgets projetados pelo próprio Brian também estarão à venda.

Para ver Brian May e obter o seu espaço corrigir bilhetes aqui.  

 

Fonte: www.queenonline.com

MY BABY DOES ME

(9ª música do 13º álbum)

 

– John Deacon assume seu papel de compositor muito a sério. No seio do Queen, é ele quem atenua, quem sabe tranquilizar a fúria que se desprende da Red Special de Brian, em particular, neste álbum, onde o guitarrista está em todas as partes, surge em cada instante, em cada tema, para alegria de seus fãs.

– Com My Baby Does Me (cujo título de trabalho era My Baby Loves Me), o binômio Deacon/Mercury propõe um tema muito tranquilo, com alma de soul, que oferece uma pausa bem-vinda antes de finalizar o álbum The Miracle.

 

Freddie precisaria:

Queria algo um pouco mais tranquilo que todas as demais canções do álbum. Havia muita guitarra na maior parte dos temas, e me parecia que faltava uma canção que, de alguma maneira, fosse autêntica, primária […]. Decidimos que poderíamos partir de um ritmo tranquilo, de uma escuta realmente agradável, e a princípio, não creio que estava previsto que o tema apareceria no álbum. Mas concordamos no fato de que forneceria um pouco de ar no final do lado 2.

– Realmente, a canção tem tudo para se converter em um sucesso de verão, ao acompanhar um coquetel de frutas. Como compensação, sua localização entre faixas pesadas de rock na lista de faixas do The Miracle é mais original, embora a doçura que exala ofereça três minutos e vinte e três segundos de tranquilidade ao ouvinte.

Freddie e John no The Works Tour. Os dois compõe vários dos temas mais alegres do Queen, como My Baby Does Me.

 

Vídeo oficial de My Baby Does Me

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo.

Sir Brian May retorna ao Astrofest

Sir Brian May voltará ao Festival Astrofest para apresentar um documentário sobre Sir Patrick Moore.

Sir Patrick Moore foi um astrônomo britânico que faleceu a 10 anos atrás.

O documentário se chama: Patrick Moore In The Sun e retrata a vida do astrônomo no ambiente familiar da sua casa em Selsey.

E no próximo mês, em 5 de março, 100º aniversário de Sir Patrick!

O evento acontecerá sábado, dia 4 de fevereiro de 2023 as 12:10 (horário de Brasília) no Astrofest, Kensington Town Hall, Londres.

 

Quem foi Sir Patrick Moore?

Sir Patrick Moore foi o primeiro pioneiro da educação científica na era da televisão. Sua verdadeira contribuição ainda precisa ser totalmente reconhecida, e os criadores do novo documentário esperam que a apreciação dele por seus amigos e colegas desempenhe um papel no estabelecimento de seu lugar no firmamento dos maiores professores de ciências de todos os tempos.

Patrick passou grande parte de sua vida profissional na frente de uma câmera, mas quase não existem imagens de Patrick como ele mesmo, em casa com amigos. Patrick Moore in the Sun é o primeiro documentário sobre o lendário astrônomo que levará o público para dentro de sua intrigante e fascinante casa em Selsey e se passa no dia do trânsito de Vênus.

O público se sentirá como se estivesse ali mesmo em Farthings em 8 de junho de 2004, quando astrônomos, incluindo Chris Lintott e Brian May, se reunirem em torno do lendário apresentador do Sky at Night para testemunhar este histórico evento astronômico.

 

O documentário revela a grande gentileza, sagacidade e sabedoria de Patrick em ambientes íntimos, com amigos astronômicos profissionais e amadores relatando livremente seu amor sincero e apreço pelo grande homem que inspirou seu interesse pela astronomia e com quem eles podiam contar como um verdadeiro amigo.

Desconhecido para muitos, Patrick também era um importante especialista lunar que a NASA consultou sobre a superfície da lua antes dos pousos da Apollo. Colocando outro chapéu, ele era conhecido por uma nova geração como o icônico GamesMaster. Ele era eternamente curioso, abraçando diferentes personas na vida e saboreando cada dia, sendo uma de suas expressões mais renomadas,

Costumava levantar-me de manhã e dizer a mim mesmo ‘o que é que não tenho tempo para fazer hoje’.

Os participantes da conferência europeia AstroFest serão os primeiros a ver imagens exclusivas do novo filme em produção. O amigo de Patrick, Sir Brian May, propôs a ideia e Robin Rees, seu editor, foi a força motriz por trás do filme.

Intitulado Patrick Moore in the Sun, está sendo revelado para marcar o décimo aniversário da morte de Sir Patrick Moore. Esta apresentação especial do AstroFest europeu será apresentada por Brian May e Robin Rees.

 

Astrofest

AstroFest é uma conferência e exposição de astronomia do Reino Unido, com 16 palestras de astrônomos e cientistas espaciais, além de três andares de espaço de exposição. Acontece nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2023 no Kensington Conference and Events Centre, em Londres.

Os ingressos custam de 5 a 80 libras (em torno de R$ 31,00 a R$ 500,00).

 

Fonte: www.queenonline.com

string(156) "color: #000000;font-size: 36px; width: 36px; height: 36px;background-color: #ff0000;-webkit-border-radius: 20%; -moz-border-radius: 20%; border-radius: 20%;"