24 de dezembro de 1975, Hammersmith Odeon, Londres

– A turnê de 1975 do Queen seria a última em que a banda se apresentaria em lugares pequenos e intimistas, pois o sucesso de Bohemian Rhapsody fez com que a banda tivesse mais fãs e consequentemente teriam que se apresentar em lugares maiores.

Hammersmith Odeon

– Após 4 noites no Hammersmith Odeon com ingressos esgotados, a banda programou um último show na véspera de Natal, para encerrar a turnê e celebrar o ano de maior sucesso em sua carreira até o momento.

                     

– O Hammersmith Odeon era um local de prestígio que a banda estava ansiosa para reivindicar como seu próprio local, tendo experimentado como grupo de apoio para Mott The Hoople em 1973.

Ingresso do Show

– Ao mesmo tempo, Bohemian Rhapsody estava em um recorde de nove semanas no topo da parada de singles do Reino Unido.

– O show A Night At The Odeon forneceria ao Queen uma das maiores audiências de toda a sua história.

– Ao ser televisionado ao vivo no Old Grey Whistle Test da BBC TV do Reino Unido e transmitido simultaneamente na Rádio Nacional 1, o show levaria a banda para milhões de casas em todo o país, coroando o Queen como a maior banda de rock do Reino Unido.

   Programa do show

– Mas apesar de todos os preparativos, havia algumas coisas além do seu controle que significavam que a banda não estava tomando como certo que era algo que eles seriam capazes de fazer.

Roger Taylor 

Foi muito difícil. Você está apenas começando a relaxar e, na verdade, você tem que voltar e fazer este show tão importante. Foi muito importante o fato de que iria ser transmitido ao vivo na véspera de Natal … Lembro-me de pensar ‘ah, vamos ter perdido nosso ímpeto e esse tipo de coisa incrível que você desenvolveu em uma turnê, e eu me lembrei de estar bastante, mais ou menos, preocupado com isso.

– Mas como o áudio raro da verificação de som prova. a banda estava em boa forma e trabalhou duro para garantir que esta seria uma noite que o público não esqueceria.

– Apesar de suas reservas, o show foi impecável, e A Night At The Odeon continua a ser considerado como uma das melhores performances do Queen – estimado porque também representa a primeira performance ao vivo filmada de Bohemian Rhapsody.

– E como pode ser visto em um momento de Brian May no show – ser capaz de terminar um ano tão agitado e significativo tão em alta, significou o mundo para a banda.

Brian May:

Você sabe que levamos nosso show ao redor do mundo, mas nunca chegamos a tantas pessoas ao mesmo tempo, e isso foi muito bom. Muito obrigado por nos dar um bom ano, gostaríamos de deixá-lo no colo dos Deuses.

Nota de rodapé: As fitas originais do show foram posteriormente acreditadas como perdidas, antes de serem recuperadas em 2009 e restauradas pelos engenheiros de som do Queen Justin Shirley-Smith, Kris Fredriksson e Joshua Macrae. O show re-mastered e restaurado foi exibido em uma exibição especial em 8 de outubro de 2015 no Olympic Studios em Londres.

 

Vídeo do Show

 

 

Fontes: www.queenonline.com

www.nme.com

www.queenconcerts.com

KEEP PASSING THE OPEN WINDOWS

(7ª música do 11º álbum)

 

– Durante o verão de 1983, o diretor Tony Richardson propõe aos membros do Queen que eles componham a trilha sonora original de uma adaptação para o cinema do livro de John Irving The Hotel New Hampshire, publicado dois anos antes.

– Todos se reúnem no estúdio Record Plant de Los Angeles para analisar a proposta, mas Richardson decide finalmente abandonar a ideia, pois seu orçamento não permite contratar os serviços do grupo.

– Durante as semanas que os músicos destinaram a refletir sobre a participação no filme, Freddie Mercury escreveu esta canção, cujo título se inspira no texto do romancista.

– Keep Passing The Open Windows é um mantra que os personagens repetem no decorrer do romance.

– Irving explicaria o sentido desta frase em 2016:

Sempre preste atenção nas janelas abertas’ é a última frase do romance. É uma maneira de dizer ‘Não te mates’. É uma frase anti suicida. Porque a filha menor da família, um dos três personagens, que imagina que pode prever o futuro, salta pela janela porque ela acredita ser esse o seu próprio futuro. E assim, a família, que a perdeu, desenvolvem essa maneira de falar um com o outro, como se isso pudesse confortá-los e impedi-los de se matarem. Tem que perseverar e ter cuidado com as janelas abertas.

 

– À semelhança de John Irving em sua obra, Freddie Mercury fala sobre a esperança quando canta:

You keep telling yourself it’s gonna be the end/ Get yourself together/

Things are looking better every day

(Você continua dizendo a si mesmo que vai ser o fim/Recupere a compostura/As coisas estão melhorando a cada dia)

 

John Irving, autor do romance The Hotel New Hampshire, que inspira o tema Keep Passing The Open Windows.

 

Vídeo oficial de Keep Passing The Open Windows

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Vamos nos juntar ao Live Aid e aos fãs de todo o mundo no dia 28 de dezembro no Canal Oficial do Live Aid no YouTube para celebrar 1 milhão de inscritos.

Será um show ininterrupto do Live Aid pela primeira vez desde 1985.

O show começa às 9 horas (horário de Brasília)

A transmissão será dividida em 10 partes e o show do Queen será na parte 6, que começará segundo o canal do Live Aid no YouTube às 14:30 do dia 28 de dezembro.

Não perca!

 

Link para a transmissão do show do Queen

 

Link do Show do Queen no Live Aid no Spotify

 

Fonte: queenonline.com

 

ONE VISION

(1ª música do 12º álbum)

 – Em setembro de 1985, Freddie Mercury se encontra em Munique, onde celebra seus trinta e nove anos com seus amigos mais chegados em uma festa memorável no club Old Mrs Henderson, imortalizada no videoclipe de Living On My Own, o single extraído de seu primeiro álbum solo Mr. Bad Guy.

– Decide que o tempo de descanso terminou e convoca os outros membros do grupo:

Freddie […] desejava que nos reuníssemos no estúdio para propor novas ideias – recorda John Deacon.

[…] Na verdade, gravamos um novo single. Tinha em mente juntar-nos para que fizéssemos juntos uma canção.

– Roger Taylor é quem escreve a letra, inspirado por Martin Luther King, onde enumera tudo o que então o indigna.

– Freddie mantém a ideia geral de seu amigo baterista, porém retoca a letra para fazer uma canção de esperança e não de cólera.

– A parte instrumental do tema é inicialmente composta por Brian, Roger e Freddie, e depois John traz seu toque alguns dias após o início dos trabalhos no estúdio.

– As sessões de gravação de One Vision são independentes das do álbum A Kind Of Magic, e constituem um testemunho de um momento de união no seio do Queen, onde todos eles ainda parecem lembrar as horas felizes depois do êxito do Live Aid.

– A canção é publicada em single no dia 4 de novembro de 1985, enquanto os músicos se encontram em plena gravação de seu novo álbum.

– Sem surpresa, a imprensa de rock britânica os repreende por quererem se aproveitar do sucesso do Live Aid.

– Os jornalistas mantêm que as palavras:

One man, one goal/One mission (Um homem, uma meta/ Uma missão)

são uma cópia do irracional projeto de Bob Geldof.

– Tachado de oportunismo, o grupo se defende com veemência através da voz de Roger Taylor:

Eu me senti destroçado quando li aquilo na imprensa. Tratava-se de um terrível mal-entendido, e eu estava muito irritado com a situação. Algumas pessoas não captaram bem a mensagem. Fiquei louco quando li.

 – Mais uma vez ignorando os críticos, a banda, motivada pelo seu single, dedica-se à produção de seu décimo segundo álbum de estúdio, que se inicia com One Vision.

– Embora se encontre na linha de outros temas como Gimme The Prize (Kugan’s Theme) e Princes Of The Universe, a canção não aparece na trilha sonora original do filme Highlander.

– Porém, está na do filme de série B Iron Eagle, de Sidney J. Furie (1986).

– Uma versão alternativa de One Vision, entitulada Blurred Vision, que mistura a rítmica eletrônica com um dilúvio de sintetizadores, é a proposta do lado B do single.

– Depois de News Of The World, trabalho para o qual Bob Harris filmou no backstage, em 1977, as imagens do Queen em estúdio foram muito pouco frequentes.

– Como feito excepcional, os músicos aceitam a presença de câmeras durante as sessões de gravação de One Vision.

– Os cineastas e produtores austríacos Rudi Dolezal e Hannes Rossacher, conhecidos com o nome de Torpedo Twins, eram os responsáveis.

– Eles haviam entrevistado o grupo após um concerto na Áustria em 1982, e, em nome da amizade que começaram naquele momento, o Queen aceita a sua intrusão no Musicland Studios durante os catorze dias que duram as sessões de One Vision, mesmo que mais tarde os músicos tenham lamentado esta decisão, pois para eles limitou a naturalidade de seu trabalho.

– Brian se rebelaria:

As câmeras estragaram tudo, porque todos estávamos cientes de sua presença.

– O resultado é bastante emotivo e muito instrutivo. As imagens, que aparecem no documentário The Magic Years, realizado pela Torpedo Twins no ano seguinte, capturam o retrato de uma equipe reunida em torno de um projeto comum, com um ambiente de diversão, junto ao produtor Mack, reto como um i atrás do console.

– As imagens das filmagens, às quais seriam adicionados alguns vídeos gravados durante os diferentes concertos, serão usadas como videoclipe para One Vision.

Embora alguns encontrem em One Vision uma referência a Bob Geldof, as influências de Roger Taylor são ao reverendo Martin Luther King e seu famoso discurso em 28 de agosto de 1963 em Washington.

 

Vídeo oficial de One Vision

 

One Vision, na cena de batalha do filme Iron Eagle

 

Blurred Vision, a versão alternativa no lado B do single

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

LOVE KILLS

.Com Freddie Mercury

▪️Esta canção foi composta por Freddie Mercury e o produtor / compositor de música eletrônica italiano Giorgio Moroder para a trilha sonora da versão restaurada e matizada de 1984 do clássico filme mudo de Fritz Lang de 1927 – Metropolis.

▪️Freddie gravou uma versão dançante de alta energia da música que apresentava todos os três de seus companheiros de Banda do Queen.

▪️Lançado como o primeiro single solo de Freddie, alcançou o Top 10 da parada do Reino Unido e também entrou no Hot 100.

. Com Adam Lambert

▪️Antes do Queen embarcar em sua turnê de 2014 com Adam Lambert, Brian May propôs realizar uma versão balada acústica dessa música, que se tornou um dos momentos mais memoráveis dos shows. A melodia foi retrabalhada por Brian e Roger com os vocais originais de Freddie para seu Álbum de compilação de 2014 – Queen Forever.

▪️O filme Metropolis foi originalmente produzido em 1926 por Fritz Lang na Alemanha. Em 1983, Giorgio Moroder comprou os direitos do filme e restaurou e produziu o relançamento de 1984 de 80 minutos. A atualização foi incluir música Rock contemporânea, com contribuições de nomes como Freddie Mercury, Pat Benatar, Bonnie Tyler e Jon Anderson.

▪️Freddie era um espírito inquieto, um verdadeiro camaleão que se deleitava em suas próprias contradições. Todos os seus lados diferentes podem ser encontrados em Freddie Mercury: Messenger Of The Gods – The Singles.

 

Curiosidades

▪️A canção foi usada para os créditos finais do filme de comédia policial de 1993 – Loaded Weapon 1.

▪️Na época de seu lançamento, a recepção da música foi bem dividida. Ao mesmo tempo em que chegou ao top 10 da parada do Reino Unido, Love Kills também amargou uma indicação ao Framboesa de Ouro ( o prêmio satírico entregue aos piores filmes do ano ) na categoria de pior música.

▪️Drinkenstein – de Dolly Parton foi a vencedora.

▪️Antes de virar uma música dançante Love Kills foi uma balada composta para possível inclusão no Álbum The Works do Queen, que acabou fora do disco.

 

▪️Versão no filme Loaded Weapon 1.

 

▪️Versão filme Metropolis

 

▪️Queen + Adam Lambert  – Los Angeles 2014

https://youtu.be/G8xw9Kat6I0

 

▪️Love Kills  –  Freddie Mercury

 

Fonte –

Songfacts e Meaningsongs

 

Tina Keys é música e produtora altamente talentosa que já tocou com artistas como Pet Shop Boys, Ed Sheeran, Dua Lipa, Paul Draper, Maisie Peters e Clean Bandit.

Ela conquistou o coração do público ao se apresentar com a banda solo de Roger Taylor em outubro de 2021, durante a turnê Outsider.

Em uma entrevista exclusiva com Dave Fordham que apareceu originalmente na edição de verão de 2022 da revista do Fã Clube Oficial, Tina discutiu seu papel como multi-instrumentista e vocalista de apoio na turnê Outsider que ela descreve como a melhor experiência de sua vida.

Entrevistador:  Antes da turnê Outsider, como você chamou a atenção de Roger?

Eles estavam procurando por uma tecladista/backing vocal feminina e por recomendações de amigos em comum, Neil Fairclough me mandou um e-mail perguntando se eu estava livre para as datas da turnê. Eu não tinha ideia do que era a turnê na época, mas respondi, e antes que eu percebesse, estava no telefone com Spike Edney sendo informado de que era para ‘O’ Roger Taylor.

Enviei ao Spike um vídeo meu fazendo um dueto com os Pet Shop Boys e algumas outras sessões/apresentações ao vivo para mostrar minhas capacidades. Foi um momento muito surreal quando Spike respondeu dizendo que eles queriam que eu fizesse a turnê e eu realmente não acreditava que isso aconteceria até começarmos os ensaios.

Spike e eu nos conhecemos há cerca de 20 anos, quando eu era um dos cerca de 20 garotas que cantavam We Will Rock You e We Are The Champions em uma compilação de rock/pop chamada Kids Will Rock You, que ele montou para a EMI France. Fizemos a gravação no Cosford Mill Studios na casa de Roger na época. Mostrei uma fotografia ao Spike e ele achou incrível!

Entrevistador: Então você era fã do Queen desde jovem?

Meus pais tinham o álbum Live at Wembley e eu me lembro de pensar que era incrível e diferente de qualquer outra coisa que eu já tinha ouvido; tão musical com tantos elementos diferentes nas músicas. O que eu amo nas músicas do Queen é que quanto mais você ouve, mais você ouve… sempre há algo novo para descobrir.

Entrevistador: Antes dos ensaios, como você se familiarizou com todo o material do Queen e solo de  Roger a ser apresentado?

O álbum Outsider foi uma das primeiras coisas que me mandaram e eu adorei. Realmente capturou o bloqueio e todo esse período.

Eu surtei um pouco quando Spike inicialmente enviou uma lista de mais de 30 músicas e elas também não eram fáceis de aprender. Eu ouvi tudo e me familiarizei com todo o material, mas quando estávamos nos ensaios, Roger e Spike haviam reduzido para cerca de 20 músicas.

Ainda estávamos tentando finalizar o set list enquanto estávamos na estrada, o que foi uma experiência completamente diferente para mim. Mas adorei porque foi espontâneo e um grande processo de aprendizado para mim. Foi muito bom tocar com uma banda completa ao vivo, sem click e track, e ter liberdade para mudar os arranjos na hora.

Entrevistador: E em contraste com as turnês solo de Roger na década de 1990, o conjunto incluía uma porcentagem maior de sua própria produção em comparação com o material do Queen?

Originalmente, haveria mais músicas do Queen no set, mas Roger e Spike pensaram que, como era uma turnê solo (não uma turnê do Queen), deveria ser retratada no setlist. Eu realmente gostei de todo o conjunto, pois cobriu diferentes materiais/estilos de diferentes décadas e achei que fluiu tão bem quando encontramos a ordem certa.

Entrevistador: O que você lembra dos ensaios e do primeiro encontro com Roger?

Tivemos uma semana de ensaios no estúdio do Roger antes da turnê. Havia um dia para marcar e não esperávamos que Roger chegasse cedo. Eu estava programando sons no meu teclado, olhei para cima… e lá estava ele! Roger Taylor!

Minha primeira impressão foi que ele era um homem adorável, tão caloroso e acolhedor… apenas um cara normal! Mas obviamente ele é uma lenda, então foi ótimo conhecê-lo e estar em sua presença. Lembro-me de enviar mensagens para meu agente e alguns amigos assim que conheci Roger, tentando agir completamente profissional por fora, mas por dentro eu estava absolutamente feliz!

Entrevistador: Mais amplamente conhecido como um baterista de classe mundial, a habilidade vocal de Roger e a presença de palco como vocalista o surpreenderam?

Eu amo a voz de Roger e seu tom. Eu nunca percebi o quão bonita era a voz dele e parece ficar ainda melhor com a idade. Ele também era um grande frontman e você nunca saberia que ele era predominantemente reconhecido pela bateria.

Entrevistador: O que você achou da destreza dele na bateria quando ele se mudou para trás do kit durante os shows?

Mesmo no palco, eu ainda estava muito impressionada apenas assistindo e ouvindo ele tocar. Roger tem um som único e todos os bateristas que conheço dizem que é muito difícil de imitar.

Entrevistador: Como foi a química entre a banda?

Todos nós adorávamos brincar juntos. Foi uma boa mistura de pessoas e todos nos demos muito bem. Nos divertimos muito no palco e acho que o público percebeu. Se nos divertirmos, o público também se divertirá; é por isso que fazemos isso.

Durante a turnê, tivemos que ficar em nossa bolha Covid, então viajamos todos juntos em uma van Splitter … e se isso não unir você, não sei o que mais o fará!

Entrevistador: Na sua opinião, quais eram as qualidades dos outros membros da banda?

Christian Mendoza – Christian é adorável e foi bom ambos serem novos juntos. Ele é um guitarrista incrível. Não consigo imaginar quanta pressão foi para tocar as músicas do Queen, mas achei que ele arrasou.

Neil Fairclough – Acho que Neil pode ser o ser humano mais adorável que já conheci e espero que sejamos amigos para o resto da vida. Ele faz um esforço com absolutamente todo mundo, tentando aprender o nome de todo mundo, não importa onde a gente esteja. Aparentemente, ele faz isso nas turnês Queen + Adam Lambert também, aprendendo todos os nomes da equipe local, segurança etc. e isso deixa uma impressão duradoura. Ele realmente se importa. E ele é tão talentoso também… e um grande nerd do Queen!

Spike Edney – No primeiro dia de ensaios, fiquei nervosa porque ele é o Big Boss e, como tecladista, há uma pressão adicional. Eu realmente não sabia o que ele queria, então acho que me preparei demais; programando todos os sons e mapeando tudo. Acho que valeu a pena porque Spike adorava me delegar diferentes funções. Além de ser um lendário MD e músico, ele é tão adorável – eu amo o Spike! Ele sempre tem ótimas histórias sobre turnês porque já faz isso há muito tempo. Eu estava tão feliz que ele estava feliz com meu trabalho e o que eu coloquei na banda. E eu tenho tanta sorte que ele confiou em mim com tantas coisas.

Tyler Warren – Sinceramente, não entendo como uma pessoa pode ser tão talentosa quanto Tyler. Sua bateria é insana e ainda fico em choque toda vez que ele canta também – seu alcance e seu tom perfeito! Foi incrível trabalhar com ele e aprender com ele. Ele conhece todos os pequenos detalhes e é ótimo ter alguém assim na banda.

Entrevistador: Foi divertido juntar-se a Roger e Tyler na bateria ?

Todo mundo brincava nos ensaios que Spike delegava para mim o tempo todo… mas Roger foi quem me pediu para tocar o gong drum para Up. eu nunca teria me colocado para a percussão, mas você não pode dizer não para Roger Taylor, e na verdade acabou sendo minha parte favorita de todo o set! Tocar percussão com Roger foi simplesmente insano e acho que todos puderam ver na minha cara o quanto eu gostava de fazer isso todas as noites.

Eu também nunca havia tocado violão em um show antes, então essa foi outra nova habilidade que adquiri durante a turnê. O melhor conselho que Spike me deu foi apenas dizer sim a todas as oportunidades, e isso me ensinou a não ter medo de tentar coisas novas.

Entrevistador: E você se destacou nos backing vocals também?

Foi incrível estar em uma banda onde todos podiam realmente cantar e realmente gostavam de cantar. Acho que todos perceberam e isso trouxe uma energia diferente para todo o show.

Entrevistador: Então você gostou de fazer um dueto com Roger em Surrender e We’re All Just Trying To Get By?

Eu estava nervosa para cantar Surrender no início da turnê, já que minha parte solo estava tão exposta, mas quando fiquei mais confortável, eu realmente gostei de fazê-lo e adorei especialmente quando as harmonias surgiram durante o oitavo meio. We’re All Just Trying To Get By também foi muito divertido, e sou um grande fã de KT Tunstall.

Entrevistador: Como foi ocupar o palco principal no violino para Foreign Sand?

Essa seção apenas cresceu e cresceu à medida que avançávamos. Spike inicialmente mencionou algum violino para a música, mas nunca chegamos a tocá-lo durante os ensaios. Então a filha de Roger, Lola, achou que seria ótimo se eu tocasse violino na introdução, e acabou sendo um momento muito legal no set.

Entrevistador: Você percebeu o quanto a fraternidade Roger/Queen estava levando você em seus corações enquanto a turnê progredia?

Acho que sim, especialmente quando ouvi um canto da Tina! Lembro-me de ser bastante assustador me apresentar para fãs tão obstinados e queria deixar os fãs de Roger orgulhosos do que fizemos com as músicas. Mas estou muito grato pela resposta de todos, e significa muito que todos vocês me aceitaram.

Entrevistador: Quando Brian May foi convidado para o show em Londres, o telhado quase caiu do Shepherd’s Bush Empire! Quais são suas lembranças daquela noite?

Houve rumores desde o início de que Brian tocaria, mas não foi confirmado até o meio da turnê e as músicas foram decididas apenas alguns dias antes de Shepherd’s Bush. Foi super surreal para mim e mesmo que já tenha acontecido, ainda não consigo acreditar.

No dia de Shepherd’s Bush, eu estava com enxaqueca, o que não poderia ter sido um momento pior. Eu certamente não me sentia em minha melhor forma e estava muito frágil – mas me lembro de ver Brian e pensar Oh meu Deus, esse é Brian May! Recomponha-se!. Ele era tão adorável! Eu disse a ele como estava feliz em conhecê-lo e ele respondeu que tinha ouvido falar muito sobre mim – vou me lembrar daquele momento para o resto da minha vida!

Após a passagem de som, o gerente da turnê e o assistente de produção realmente cuidaram de mim. A adrenalina aumentou para o show e acho que foi o melhor show de toda a minha vida. Eu não conseguia parar de sorrir o tempo todo, e minhas bochechas doíam especialmente durante as músicas com Brian.

Entrevistador: Você sabia o que significaria para os fãs ver Roger e Brian no palco juntos?

Deve ter sido uma experiência inesquecível para os fãs ver os dois em um local como o Shepherd’s Bush Empire – sempre acho que é uma vibração completamente diferente em locais menores, pois é muito mais íntimo e você pode realmente se conectar com o público. De onde eu estava, parecia que todos vocês estavam se divertindo – nunca vi uma multidão enlouquecer tanto!

Entrevistador: Como foi gravar a sessão ao vivo para a BBC Radio 2?

Foi estressante porque aconteceu no segundo dia de ensaios! Ainda estávamos aprendendo todas as músicas e nos acostumando a tocar juntos pouco antes de começarmos a gravar. Depois que saiu, assistimos ao vídeo do YouTube no Splitter e ficamos agradavelmente surpresos com o resultado… mas espero que tenha ficado ainda melhor durante a turnê!

Entrevistador: Além de Shepherd’s Bush, você teve uma noite favorita da turnê?

Lembro-me de Manchester ser muito divertido, mas adorei todos eles. Bath também foi um dos favoritos, pois era meu aniversário e a multidão cantou Parabéns! Foi um ótimo dia e toda a equipe me fez sentir muito especial. Nos bastidores fizemos uma festinha e foi o melhor aniversário que já tive na estrada.

Entrevistador: Você gostou dos shows pela metade do que parecia?!

Eu estava realmente me divertindo muito. Eu estava muito nervosa em fazer a turnê porque não conhecia ninguém, era a única mulher da banda, mais jovem e menos experiente que todo mundo… mas valeu muito a pena e foi uma das melhores experiências da minha vida até agora. Definitivamente um passeio favorito e aprendi muito.

As músicas eram incríveis, todos eram tão adoráveis e eu realmente me senti apreciada. Eu estava dando tudo de mim para o show; Eu tive liberdade musical e de entrada, o que foi super gratificante e diferente de outros shows. Poder dividir o palco com essas lendas foi uma verdadeira honra… e isso não passou despercebido por mim.

Entrevistador: Você se imagina tocando com Roger novamente no futuro?

Eu faria isso em um piscar de olhos – você não precisaria me perguntar duas vezes! Todos nós desejamos que a turnê tivesse durado mais. Uma das últimas coisas que Roger me disse depois de Shepherd’s Bush foi que manteríamos contato e ele me deu um grande abraço. Isso realmente significou muito para mim.

Entrevistador: Por fim, como foi tocar nos shows do Spike na SAS Band em dezembro de 2021?

Adorei tocar com eles e foi outro verdadeiro privilégio considerando as carreiras e experiências que todos têm. Spike disse que agora faço parte da família e adoro isso!

Muito obrigado a Tina por seu tempo e a Zbyszek Kaminski, Karen Neal e Thilo Rahn pela gentil permissão para reproduzir as imagens. Para mais informações sobre as atividades de Tina, visite www.christinahizon.com.

 

Fontes: www.queenonline.com (© Dave Fordham e  Fã-clube Internacional Oficial do Queen – www.queenworld.com).

Marcio Sanches é músico e se formou na Universidade São Judas Tadeu.

Desenvolveu o método prático de ensino musical CRIATIVIDADE APLICADA.

Ele está na estrada há muito tempo e toca com músicos renomados como Andreas Kisser (Sepultura, De La Tierra), Edinho Santa Cruz (ESC44), Queen Real Tribute (Sérvia), Jeff Scott Soto (Malmsteen, Talisman, Journey), além de fazer diversas participações como convidado em diversos shows e eventos.

O mercado também enxerga em Marcio Sanches um cara de talento ímpar, não é à toa que tem patrocínio de algumas das principais marcas do mercado musical, como Cordas SG, Vulcan Cases, Amplificadores Meteoro, Luthier Murilo, Cabos Tecniforte, Palhetas Lost Dog, Roupas LadySnake, Pedais Fuhrmann, Guitarras EKO e Artwood, KF Cases, Evoke, Templo dos Músicos e Skate Center.

Em 2014 Marcio Sanches lançou seu mais recente trabalho, um cd solo com músicas instrumentais, que recebeu ótimos elogios dos críticos e uma excelente aceitação do público.

Atualmente integra o time da Quality SP Music.

Vejam a entrevista completa:

. Continuando com As músicas mais pesadas do Queen – Parte 02/03

▪️Continuando com o Queen no Heavy Metal.

 

Abaixo, a segunda relação de 03, que virão na sequência –

®️ Flick Of The Wrist (1974)

▪️O Queen estava (com razão) bastante amargo com a coisa toda quando eles escreveram isso.

▪️A linha movimento do pulso é uma referência ao movimento de assinar um contrato, bem como possivelmente chamar o executivo/gerente/etc. de um merd@, mas uma música muito boa.

▪️É basicamente sobre ganhar dinheiro com chefes de discos que gostam de trabalhar duro com Bandas como o Queen para ter lucro.  Deslocarei sua coluna se você não assinar!

▪️Posso até imaginar a cena – Freddie e os meninos lendo um contrato de gravação um tanto duvidoso, e o chefe fumante de charuto ameaçando com algo como se você não assinar, eu vou garantir que você nunca mais vai trabalhar na indústria da música!

 

 

®️ Great King Rat (1973)

▪️A explosão inicial de ruído definitivamente define um tom, e a batida da bateria em grande parte não diminui quando começa. E há também os duelos no solo. Brian se dividindo em canais estéreo.

▪️E tudo termina com um desajeitado desvanecimento de um solo de bateria pesado, principalmente pronto para liderar a próxima música, que parece a segunda parte de uma narrativa de fantasia.

▪️Esse coro … As texturas contrastantes são lindas. A cantada, a gritada, o hábil balanço em falsete. A repetição. A energia.

▪️É pungente como o inferno !

 

®️ I Go Crazy (1984)

▪️Então eu não vou mais ver os Rolling Stones, não mais, que é seguido com humor por Eu não quero mais ver o Queen, não mais .

▪️Além dos vocais principais habituais de Freddie, Brian fornece os vocais principais na parte da ponte da música. A música termina com Roger e Freddie alternando os vocais na palavra louco. Tem um som visivelmente menos polido do que a maioria das gravações do Queen, criando uma sensação mais crua e despojada.

 

 

®️ I Want It All (1989)

▪️Guitarras grandes e uma atitude exigente. Eu quero tudo isso. Ainda somos muito machos, mas aqui fazemos isso com grandes baques e gritos.

▪️Um riff domina toda a faixa. Há uma pausa para um pouco, depois há uma seção de Heavy Metal, e é basicamente isso. É o tipo de música que é memorável porque é pesada e pesada …

▪️É tudo grande. É um Rock que basicamente se destina à ser gritada por jovens raivosos tentando ter emoções. Na verdade, porém, para ser justo, tornou-se um hino de protesto e solidariedade e demandas políticas.

▪️No final das contas, o riff é mais robusto do que qualquer coisa aqui, e carrega o peso da música. Tudo que você realmente precisa é aquele grito do coral e a espessura do violão, e você tem algo imediato e físico e meio irresistível.

▪️Bata os pés e cante junto !

 

®️ In The Lap Of The Gods … Revisited (1974)

▪️Procure pela versão ao vivo e entenda o significado de épico .

▪️In The Lap Of The Gods … Revisited é uma música de Rock Progressivo do Queen. Ela começa com piano e bateria simples e algum falsete de Freddie, e depois cresce para um som totalmente épico perto do final.

▪️Brian arrasa na guitarra, aumentando o escopo a partir do segundo verso.

 

®️ Jesus (1973)

▪️O tema da Religião, explicitamente abordado em Liar , é aqui tratado de frente, tanto no texto, que conta a história do Messias, quanto em sua produção, onde um rufar de tambores medievais e um coral gospel se misturam nos refrões.

▪️Uma versão de Freddie para a história de Cristo, uma sensacional mistura de Rock e do Kyrie de qualquer Missa, que ganham na tríade de instrumentos (guitarra, baixo e bateria) uma força e qualidade aplaudíveis.

 

®️ Liar (1973)

▪️A música é um dos primeiros exemplos do uso de matéria lírica por Freddie, combinado com seu fascínio pela Religião e Teologia.

▪️Mais como uma confissão, no entanto, sublinha uma urgência quase sagrada, um pedido de perdão que permanecerá insatisfeito. Ele fala de uma confissão sincera e cansada de um mentiroso em série, ciente de que ninguém nunca mais acreditará nele.

▪️Liar contém um solo de baixo executado por John Deacon maravilhoso ! O solo mais substancial que ele já tocou !

 

®️ Machines ( or Back To Humans ) – (1984)

▪️Freddie canta o lado humano, criticando e temeroso, enquanto Roger tranquiliza como o robô com voz.

▪️A coisa toda é na verdade uma colaboração entre Brian e Roger. E parece que sim …

▪️Há a escuridão experimental latejante que você esperaria de Roger e as guitarras nervosas, frenéticas e poderosas que você esperaria de Brian.

▪️Reinhold Mack também fornece uma base de demolição sintetizada. Então você acaba com um stomper causticamente eletrônico. Tem peso e escuridão, mas acidentalmente soa muito rico e envolvente para ser tão sombrio quanto as imagens que pinta.

 

®️ Misfire (1974)

▪️Eu não sei se a insinuação é intencional (apesar de Deus saber que o Queen fica muito feliz em colocar as insinuações à vontade).

▪️É alegre, é cheio de sol, é otimista, é simples, é sincero, é totalmente infeccioso. Tem a linha de baixo mais avançada que ouvimos até agora e o solo de guitarra mais curto e simples (na verdade, melhor marcado por alguns vocais de apoio adoráveis).

 

®️ Modern Times Rock ’n’ Roll (1973)

▪️Explode no final da última estrofe, e sobe em uma explosão de dois minutos de Metal. Soa como Black Sabbath. Apenas triturando riffs empolgantes, letras inteligíveis em ritmo acelerado. Mais energia e estrutura. Mais ritmo e experimentalismo.

▪️O que está tudo bem !

 

®️ Mustapha (1978)

▪️Mustapha é definitivamente mais alegre do que a prática normal do Queen, quase como um estilo livre, tanto liricamente quanto instrumentalmente.

▪️Mas, ao mesmo tempo, também é bastante claro que o Queen está se divertindo com a melodia.

▪️Em 1981/82 a canção foi banida na Bolívia, e a proibição foi retirada em 1983. Desconhece-se porque Mustapha foi censurada nessa época.

▪️A EMI Music Bolívia afirmou que foi imposição do governo boliviano, e que não foi comunicada à Capitol Records o motivo nem as causas dessa decisão.

 

®️ My Fairy King (1973)

▪️My Fairy King foi a primeira canção do Queen à apresentar as habilidades de piano de Freddie. Brian disse sobre a gravação da música:

 Esta foi a primeira vez que realmente vimos Freddie trabalhando em sua capacidade total. Ele é praticamente um pianista autodidata. My Fairy King foi o primeiro desse tipo de épico em que haviam muitos overdubs e harmonias de voz. Freddie se meteu nisso, e isso levou à The March Of The Black Queen no segundo Álbum e então à Bohemian Rhapsody mais tarde! 

 

®️ Now I’m Here (1974)

▪️A música é um exemplo fantástico do Hard Rock britânico.

▪️Faz ótimo uso da guitarra elétrica, baixo e bateria, mas é complexa o suficiente para não soar genérica e a música é pesada, mas não ofensiva.

Se você se interessou na leitura, e perdeu a primeira parte, ela está aqui

 

 

Fontes –

▪️Loundersom

▪️Metal Hammer

▪️Ava Foxfort

Continua …

IS THIS THE WORLD WE CREATED…?

(9ª música do 11º álbum)

 

– O Queen deseja finalizar The Works com um tema tranquilo que sirva para reduzir o furor desencadeado por canções como Tear It Up e Hammer To Fall.

– A primeira opção foi a demo que se preparou durante as sessões com Michael Jackson no verão de 1983, There Must Be More To Life Than This, antes de ser decidido reservar para o álbum solo de Freddie.

– Ao avaliar novos temas, Mercury e May decidem compor juntos uma canção que ambos pudessem interpretar com a guitarra e a voz durante os concertos, oferecendo assim um interlúdio de grande qualidade.

– As imagens da fome na África inspiram os dois músicos, com uma letra muito emotiva, tanto por sua ingenuidade como sua sinceridade:

Just look at all those hungry mouths we have to feed/Take a look at all the suffering we breed

(Basta olhar para todas essas bocas famintas que temos que alimentar/Dê uma olhada em todo o sofrimento que criamos).

 

– Freddie diria:

Gosto da maneira na qual nasceu esta canção. Examinamos as que tínhamos para o álbum e estávamos conscientes de que nos faltava uma balada simples e acessível, do tipo ‘Love Of My Life’. E em vez de todos refletirem sozinhos, propus a Brian: ‘Por que não pensamos em algo agora mesmo?’. E nasceu este tema em um espaço de dois dias. Brian tinha um violão acústico, eu me sentei ao seu lado e trabalhamos juntos.

 

– Um momento de graça para uma canção que se converteria em uma das mais belas do Queen.

– Freddie grava uma partitura de piano que vem eliminada durante os ensaios, para conseguir uma versão mais refinada.

– O tema fica imortalizado simplesmente com o violão acústico Ovation 1615 Pacemaker, que já foi usado em Love Of My Life.

– Um mês antes de Mercury e May interpretarem Is This the World We Created…? no final do Live Aid em julho de 1985, a canção aparece na compilação Greenpeace – The Album, junto a outros temas de Peter Gabriel, Kate Bush e Eurythmics.

 Freddie e Brian reaparecem para interpretar Is This the World We Created…? ao finalizar o concerto Live Aid.

 

Vídeo oficial de Is This the World We Created…?

 

Is This the World We Created…?,  no Live Aid

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

Bohemian Rhapsody‘ do Queen acaba de registrar 2 bilhões de streams no Spotify.

2 BILHÕES!

Obrigado a todos os fãs do Queen em todo o mundo que fizeram isso acontecer! Mentes explodidas!

 

Clique aqui para ouvir o Queen no Spotify.

 

Fonte: www.queenonline.com

 

O ator e cantor Alírio Netto (Shaman, Queen Extravaganza) lança o segundo single de uma série de músicas não lançadas anteriormente nas plataformas digitais do álbum The Journey So Far, com Right Now, versão do Van Halen. A versão conta com Marcelo Barbosa (guitarra) e Felipe Andreoli (baixo) do Angra, Adriano Daga (bateria), da Malta, que também produziu a música, e Gregoree Júnior (teclados).

Alírio presenteia os fãs com uma versão inédita e que deve agradar fãs do cantor e do Van Halen, pois o artista não mexeu na estrutura da música, respeitando a composição, mas dando um toque pessoal. Atualmente, Alírio se prepara para uma extensa turnê com o Queen Extravaganza na Europa e datas com o Shaman.

The Journey So Far foi filmado pela Foggy Filmes, de Junior Carelli e Rudge Campos, e produzido no estúdio Fusão, por Thiago Bianchi. “Este show foi um marco em minha carreira, onde pude expressar com meus amigos todos os momentos de minha carreira de mais de 20 anos de estrada. Foi um show especial que agora posso liberar para quem curte o meu trabalho”, disse o vocalista.

No show, Alírio Netto apresenta músicas de sua carreira solo, Age of Artemis, Khallice, Jesus Christ Superstar, além de músicas com a participação especial do Angra, Livia Dabarian, Fernando Quesada, Junior Carelli, entre outros.

 

Ouça versão de Right Now de Alírio Netto: https://links.altafonte.com/kob7bqk

 

SOBRE ALÍRIO NETTO

Alírio é uma das vozes mais reconhecidas no Brasil. Seja no palco, no estúdio ou atuando em um teatro musical, Alírio causa uma forte impressão com sua voz poderosa, alcance incrível e controle. Atualmente, ele é o vocalista da banda Shaman.

Eu me considero um compositor muito eclético quando se trata de estilos de rock. Meus compositores favoritos no momento, e também grandes influências, são Chris Cornell, George Harrison e, obviamente, Queen, diz Alirio.

 

Como cantor de rock, Alirio liderou a banda Khallice, que assinou contrato com a gravadora de rock progressivo Magna Carta para o lançamento de seu álbum de estreia, The Journey Alirio também integrou a banda de metal Age of Artemis, que lançou dois discos, um deles produzido pelo renomado cantor e produtor Edu Falaschi (ex-Angra). Mais recentemente, juntou-se à banda Shaman como substituto do saudoso Andre Matos.

Alírio também participou de várias produções musicais de teatro, incluindo o protagonismo de Galileo  em We Will Rock You, a produção musical oficial do Queen. Ele também foi mais tarde anunciado como o vocalista da banda Queen Extravaganza, o que levou Roger Taylor a comentar:

Alírio não é apenas um cantor superlativo, ele também é um grande showman.

 

O ator e cantor também dublou o personagem Lefu em A Bela e a Fera live action da Disney. Além disso, Alirio também desempenhou o papel de Jesus na produção oficial mexicana de Jesus Christ Superstar. Também atuou como Judas na produção oficial brasileira do mesmo espetáculo, pelo qual foi indicado o Melhor Ator Principal de 2014 pelo jornal Estado de São Paulo. Com isso, as portas se abriram para ele em seu país, onde logo se seguiram as apresentações em alguns dos principais programas de TV do Brasil. Apresentou-se no maior talk show do país, apresentado por Jô Soares, entre vários outros programas de TV como Altas Horas, Faustão, The Noite, Jornal Hoje, Jornal do SBT, Jornal da Globo e Programa Todo Seu, e também atuou no programa de TV Good Morning LA nos Estados Unidos junto com o Queen Extravaganza.

 

Mais informações:

https://www.alirionetto.com

https://www.facebook.com/nettoalirio/

https://instagram.com/alirio_netto

https://www.youtube.com/c/AlírioNetto

 

Fonte: Roadiecrew.com

Brian Harold May – Músico ou Astrofísico?

Há uma polaridade interessante entre a vida de Brian May na música e sua vida na ciência …

Aquela sensação vertiginosa de insignificância que se tem ao olhar para o espaço, e a sensação de estar em um palco diante de milhares de pessoas.

Assim explica Brian em uma entrevista em 2006

 

EntrevistadorO que é mais emocionante ? Contemplar a luz zodiacal ou tocar para uma multidão lotada em Wembley ?

Brian – Hummm, é diferente, realmente. Tocar para esse público foi maravilhoso … há momentos de terror, aos quais você se acostuma e, de certa forma, você prospera, suponho.

Mas também há semelhanças. Acho que há uma espécie de pureza em ambos. Porque você pode mergulhar em pensamentos do universo, ou na música, e você está realmente absorto. Você está à um milhão de milhas de distância de todas as suas preocupações e problemas pessoais e da poeira e fumaça, de onde você está.

Você está neste mundo onde está na sua cabeça, mas está conectado à algo maravilhoso ao seu redor.

Ambas são experiências indescritíveis. Lembro-me de pensar, quando eu era muito jovem, se tudo o que existe na vida é apenas permanecer vivo, então por que nos incomodaríamos?

A vida tem que ser mais do que apenas ser. Tem que haver algo mais alto. E para mim, as coisas mais elevadas são exatamente essas – música e arte, belas imagens e pensamentos sobre como as coisas funcionam. Eu amo isso ! Esses momentos de descoberta!

– Quando Brian May tinha 07 anos, ele escreveu para a BBC pedindo informações sobre a música tema de The Sky At Night. Ele morava em Middlesex com seus pais e naquele ano, como ele se lembra – tudo aconteceu – eu entrei na guitarra, eu entrei na Astronomia, eu entrei na fotografia. E essas continuam sendo três coisas ardentes na minha vida!

Notas –

  • The Sky At Night era um programa de Astronomia da BBC, de 1957.

 

  • A música tema de abertura e encerramento do programa era At The Castle Gate, escrita em 1905 por Jean Sibelius, interpretada pela Royal Philharmonic Orchestra e dirigida por Sir Thomas Beecham.

Via Queen Online

HAMMER TO FALL

(8ª música do 11º álbum)

Hammer To Fall é o tema da transição. Composto por Brian May, trata-se de uma peça hard rock como as que irá propor o grupo no álbum “A Kind Of Magic” dois anos mais tarde.

– Sem caixas de ritmo e nem baixos sintéticos, o Queen está ao completo, cada um com seu instrumento. E o resultado é uma canção potente, digna dos grandes hinos de rock da década de 1980.

– A letra faz referência à ameaça nuclear onipresente durante a infância de Brian. Este tema é uma válvula de escape para o atormentado guitarrista, que muitas vezes aproveita as canções para transmitir mensagens humanistas (cabe recordar The Prophet’s Song e White Man).

– O videoclipe é filmado durante o primeiro concerto do tour europeu “The Works Tour” no Forest National de Bruxelas, na Bélgica, em 24 de agosto de 1984.

– Obra do fiel David Mallet, o vídeo é uma compilação de imagens do concerto e seus ajustes, realizados algumas horas antes.

– Desde a introdução da canção, Brian toca um riff potente.

– Ele afirma divertido:

Sou como um menino com minha guitarra! Adoro obter sons intensos e poderosos com ela!.

 

– Ele alcança seu objetivo e parece estar novamente no seu lugar, fazendo rugir sua Red Special com grandes golpes de bends e furiosas harmonias. Os coros harmonizados de Brian e Roger aparecem a partir dos 00:30 no primeiro estribilho.

– Trata-se de um autêntico êxito, que seria celebrado pelos expectadores no Live Aid em julho de 1985, convencidos por este hino unificador.

– Inicialmente, a capa do single Hammer To Fall contava com uma fotografia do grupo no palco, feita durante a filmagem do videoclipe. Brian May se opôs de maneira firme à utilização dessa foto, por medo de que os compradores acreditem que contém uma versão ao vivo do tema. Assim, o 45 rpm deve ser retirado da venda in extremis, e substituído por uma versão com uma capa vermelha simples. A edição original deste single é muito apreciada pelos colecionadores!

– Em 1986, o Queen que grava várias canções para o filme Highlander, de Russell Mulcahy, desliza discretamente Hammer To Fall em uma cena do filme. Escuta-se na rádio do Pontiac Firebird que circula por New York, quando transcorreu 1h 17 min.

Hammer To Fall é um dos momentos fortes do Live Aid, a quarta canção interpretada pelo Queen no concerto.

 

Vídeo oficial de Hammer To Fall

 

Hammer To Fall, no Live Aid

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

O novo álbum de Adam Lambert, High Drama, será lançado em 24 de fevereiro e está disponível para venda.

High Drama,  é uma coleção maravilhosamente diversa de covers com um toque especial, reunida pela voz única de uma geração de Adam e pelo talento de sua marca registrada.

As canções vão desde a mais recente, My Attic39 de Pink, Getting Older de Billie Eilish, uma releitura épica do rock de West Coast de Lana Del Rey, até a bela interpretação do clássico de Noel Coward Mad About The Boy.

Duas outras faixas de destaque são a versão atmosférica de Ordinary World do Duran Duran e uma versão gloriosamente camp e glam rock de Holding Out for a Hero de Bonnie Tyler.

Clique aqui para pré-encomendar High Drama.

O último single do álbum também foi disponibilizado para streaming, confira o vídeo oficial de sua versão do clássico do Duran Duran, Ordinary World.

 

 

Fonte: www.queenonline.com

I WANT TO BREAK FREE

(6ª música do 11º álbum)

 

– É, sem dúvida, uma das canções mais emblemáticas da banda. Composta por John Deacon, a arma secreta do Queen, como denomina o tecladista Fred Mandel, constitui um êxito imediato após sua publicação no Reino Unido.

– Resulta um êxito mais para o baixista, que compõe temas que se destacam por sua eficácia e mensagem que transmitem, frequentemente ingênuo (cabe recordar o amor e amizade de You’re My Best Friend e o amor de verão de In Only Seven Days).

– John trabalha sozinho neste tema antes de propor aos outros músicos, interpretando ele mesmo as guitarras e os sintetizadores, acompanhado em algumas ocasiões pelo tecladista Fred Mandel.

– Brian participa de uma maneira muito discreta nesta canção, acompanhando sobretudo a introdução e os estribilhos com alguns acordes intensos que deixa ressoar, na mais pura tradição dos temas heavy da década de 1980.

– O elemento principal deste tema é o solo.

– Uma tarde, nos estúdios Record Plant de Los Angeles, quando Roger, Brian e Freddie haviam saído, John e Mack decidem continuar trabalhando na canção.

Mack recorda:

Estava quase tudo pronto, porém havia este vazio no meio do tema. Aproveitando a ausência de Brian, John pede a Fred Mandel que experimente algo com o sintetizador Roland Jupiter-8 que o grupo gosta tanto.

– Mandel relata:

Era arriscado, porque ninguém fazia solos, exceto Brian. Porém o grupo havia ido jantar, então eu fiz.

– Ao regressar ao estúdio, Brian descobre a parte de teclados realizada à perfeição por Mandel, com uma precisão e uma graça de tirar o fôlego:

Nesse momento, eu não estava muito contente – reconheceria o guitarrista mais tarde -. Mas eu lhes dei minha bênção.

– Vários anos depois de ter gravado o solo de I Want To Break Free no teclado, Fred Mandel experimenta um novo sintetizador Roland em uma loja de instrumentos musicais.

– Descobre então o botão May Sound (o som de Brian May) que, segundo parece, reproduz o som da guitarra do famoso solo. A marca japonesa ignora que o som procede de um de seus teclados e não da Red Special de Brian!

– A ideia do videoclipe de I Want To Break Free é de Roger Taylor.

– A ideia era fazer um retrato típico da família média londrina, onde a série britânica de sucesso Coronation Street é caricaturada.

– O diretor David Mallet recorda:

 

Francamente, estávamos sem ideias para ‘Break Free’, e não conseguíamos avançar. Roger chegou tarde, devido ao tráfico. Entrou de repente e nos disse: ‘Sei o que devemos fazer. Os Stones fizeram e agora toca a nós. Devemos aparecer no videoclipe disfarçados de mulheres!.

 

– A parte principal do vídeo é filmada em três dias no Limehouse Studios de Londres, em março de 1984.

– Todos eles estão disfarçados: Roger de jovem adolescente, Brian de mãe de família com rolos na cabeça e John como avó mal-humorada.

– Claro, Freddie não estraga o momento e aparece como uma jovem, em uma roupa muito curta, meias e cinta-liga mal escondidas sob uma saia de couro muito pequena e aspirando a sala de estar por onde os personagens estão passando.

– Mallet especifica:

Fred disse: ‘Vou raspar meu bigode, querido!’. E eu lhe disse: ‘Não! É a última coisa que você deve fazer! O seu bigode é justamente a parte divertida!’. Assim é como aparece realmente disfarçado!.

 

– As cenas domésticas são interrompidas por fragmentos do ballet L’après-midi d’un faune (A tarde de um fauno), interpretado por Freddie e os bailarinos do Royal Ballet de Londres.

– Nesta ocasião, Freddie raspa o bigode.

– O videoclipe é um sucesso e encontra seu público no Reino Unido, sobretudo graças ao humor da sequência familiar.

 

– Roger Taylor afirmaria:

Havíamos proposto vídeos mais sérios no passado. Neste caso, queríamos nos divertir. Queríamos que as pessoas soubessem que não levamos tudo tão a sério, que podíamos rir de nós mesmos. E acredito que conseguimos.

 

– Por outro lado, nos Estados Unidos, a recepção é completamente oposta. Os norte-americanos ficam desconcertados com os disfarces dos músicos. A imagem não é do agrado de um público que não tolera que seus ídolos possam caracterizarem-se desta maneira. A MTV censura o vídeo e a canção estagna na 45ª posição nas paradas americanas.

 

– Brian May explicaria em 2010:

Lembro-me de uma promoção que faziam na América mais profunda. Lembro-me de pessoas ficando pálidas, finalmente reconhecendo: ‘Não, não podemos transmitir isso. É impossível. É muito homossexual.

– Quando Want To Break Free estava a ponto de transformar-se em um êxito mundial, o mercado norte-americano se fecha para o Queen devido a um vídeo considerado escandaloso…

Freddie, na sua versão do ballet de Nijinski, L’après-midi d’un faune (A tarde de um fauno), que quis incluir no videoclipe de I Want To Break Free.

 

Vídeo oficial de I Want To Break Free

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

As músicas mais pesadas do Queen – Parte 01/03

▪️Não vamos esquecer que, apesar de todos as baladas ondulantes e diversões em funk, blues, musical hall e praticamente todos os outros gêneros já inventados, o Queen era o melhor no heavy metal.

– Abaixo, a primeira relação de 03, que virão na sequência.

 

®️ Silver Salmon (não lançado – 1972)
https://youtu.be/u61CfvvAGUA

▪️Um acetato extremamente raro de uma música originária de Brian e de Roger – Smile – escrita pelo vocalista Tim Stafell.

▪️Esta ode enigmática e sombria à uma nave espacial tem um som de demonstração de garagem subterrânea emocionante, além de um riff poderoso de bateria forte e um grito estridente de Freddie que é completamente único.

 

®️ Son And Daughter (1973)

▪️Resmungando sedutoramente em um gigantesco riff, Son And Daughter de Brian May é um rosnado de blues metal sujo com um baque apaixonado e letras incomumente diretas – O mundo espera que um homem se esforce e jogue merd@. 

▪️A versão da sessão da BBC incorpora o solo estendido cheio de ecos de Brian, mas remove a palavra merd@.

 

®️ Ogre Battle (1974)

▪️Liricamente, os dois primeiros Álbuns do Queen foram baseados na mitologia épica e fantástica de Freddie Mercury de Reis e Rainhas, mensageiros, fadas e ogros. Ele culmina neste conto emocionante com um título espetacularmente metal refletido em seu riff de galope furioso, além de uma introdução vertiginosa para trás e o som gritante e chocante de gigantes em combate.

®️ Stone Cold Crazy (1974)

▪️O vocal de Freddie no original de 1974 (a única música do Queen creditada à toda a Banda até o final dos anos 80) era bem mais brincalhão, mas aquele riff de metralhadora e ritmo rápido de bater cabeça ainda marcam isso como um clássico do metal antigo.

 

®️ Death On Two Legs (1975)

▪️Uma música incandescente de ódio da caneta venenosa de Freddie, com fragmentos farpados de guitarra malévola saindo do piano enquanto Freddie enrola sua língua ácida em linhas como Insane, should be put por dentro, você é um rato de esgoto em decomposição em uma fossa de orgulho “.
( Dedicado ao primeiro empresário da Banda ).

 

®️ White Man (1976)

▪️Uma canção de protesto sobre o massacre de nativos americanos por invasores imperialistas de rosto pálido. Como convém ao seu tema sombrio, White Man é sombrio, taciturno e desdenhoso, com uma batida percussiva poderosa, leads lamentosos e um riff simples, mas inefavelmente poderoso.

▪️Freddie uma vez apresentou ao vivo como Uma verdadeira put@ de uma música, realmente chega aos nódulos.

 

®️ Sheer Heart Attack (1977)

▪️Uma paródia artística da florescente tendência punk, que em 1977 relegou o Queen ao status de 30 anos aos olhos da mídia rock esnobe invertida.

▪️Sheer Heart Attack oferece uma perfeita realização sonora de um título de Álbum de 74, com guitarras britadeiras empolgantes, uma batida rouca frenética e letras cheias de clichês irônicos de desafeto adolescente ( Eu me sinto tão inar-inar-inar-inar-inar-inarticulado ! ).

 

®️ Dead on Time (1978)

▪️Este enérgico corte profundo do último Álbum do Queen dos anos 70 estava virtualmente abrindo caminho para o speed metal, ou uma batida de glam rock à cinco vezes mais velocidade, voltagem e adrenalina. Empilhado com os fogos de artifício heróicos de Brian, os preenchimentos elásticos rodopiantes de Roger e a entrega rápida de Freddie, o quociente metal é aumentado ainda mais pelo Você está morto !  – fim da tempestade.

 

®️ The Hitman (1991)

▪️Seqüenciado para o máximo impacto – explodindo em todas as armas em chamas após o desvanecimento suave na canção de amor alegre de Freddie para sua gata, Delilah – a rajada de abertura agressiva de Hitman de acordes insistentes e riffs carnudos e arrogantes expressam perfeitamente a violência da implacável arma de fogo.

 

®️ A Human Body (1980)

▪️Lado B do Álbum The Game, A Human Body nunca apareceu em nenhum Álbum do Queen, mas foi finalmente lançada em formato CD, no Box de 2009: Singles Queen Collection Volume 2.

 

®️ Brighton Rock (1974)

▪️A música possui um interlúdio com solo de guitarra com delay para construir harmonias e linhas melódias contrapontuais. A versão de estúdio possui apenas uma guitarra principal e uma guitarra ecoada, mas Brian May, nos shows, dividia sua guitarra em uma principal e duas ecoadas, com cada uma indo para uma aparelhagem de amplificadores separada.

 

®️ Chinese Torture (1989)

▪️A única faixa de CD que não apareceu em um único lançamento. É um instrumental sombrio que transmite o horror e o medo que a tortura da água chinesa era conhecida por evocar nas vítimas. Pela primeira vez, essa faixa surgiu durante os últimos shows da Magic Tour do Queen em 1986 como parte do solo de guitarra de Brian.

▪️Ele também a incluiu em seus solos, quando voltou à turnê com Queen + Paul Rodgers em 2005 e 2006.

 

®️ Dragon Attack (1980)

▪️Dragon Attack foi escrita por Brian May. A música foi uma das favoritas ao vivo sendo tocada de 1980 à 1985. A última vez que essa canção foi interpretada, foi na The Works Tour, sendo tocada depois de Staying Power.

 

®️ Father To Son (1974)

▪️Father To Son foi escrita por Brian e apresenta seções de heavy metal , bem como uma parte silenciosa de piano, que ele também tocou. Assim como Procession, Father To Son tem partes com Brian na guitarra tocada pelo Deacy Amp.

▪️O Queen imediatamente adicionou Father To Son às suas setlists. A música cobre uma faixa de duas oitavas – Freddie em (G3-A4), e Roger em (G4-A5).

 

Fontes –
Loundersom
Metal Hammer.

▪️Continua …

MACHINES (OR ‘BACK TO HUMANS’)

(5ª música do 11º álbum)

 

– O duo Roger Taylor-Brian May pega forte com este tema experimental, cuja introdução abre cada concerto do Works Tour.

– Como fundo, no palco existem algumas engrenagens gigantes inspirados no filme Metropolis de Fritz Lang.

– Uma vez que o palco está montado, começa a guerra entre o homem e a máquina no transcurso de The Works, como explica Brian May:

O novo álbum sintetiza ambos os gêneros, é um cara a cara entre as máquinas e os seres humanos.

– Deve-se acrescentar que, para ambos amigos, apaixonados por ficção científica desde a infância, o uso das novas tecnologias transforma o fantasma em realidade.

– A batalha se desencadeia, quando em 1:29, bateria e guitarras entram em cena, prevalecendo sobre os instrumentos eletrônicos.

– Roger comenta:

Eu tinha trabalhado até a exaustão com a bateria eletrônica. A canção começa em um ambiente totalmente eletrônico […] e, de repente, o grupo de rock humano faz uma entrada impactante. O que vocês assistem é finalmente a batalha final entre ambos.

– Os mais observadores identificarão em Machines (or ‘Back to Humans’) algumas amostras de antigas canções do Queen, como Ogre Battle e Flash. Que cada um descubra onde estão escondidos esses extratos que Mack, o alquimista-produtor, esconde neste tema.

Freddie se destaca sobre a brilhante bateria Ludwig Chrome-O-Wood de Roger, usada durante as turnês de Hot Space e The Works.

 

Vídeo oficial de Machines (or ‘Back to Humans’)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

If I could only reach you…

No último dia 8 de dezembro, foi lançado o vídeo remasterizado em HD de Breakthru.

A remasterização foi realizada a partir da fita master original e foi realizada por Oli Maingay em Vanderquest, no Reino Unido.

A restauração do vídeo foi feita pela técnica de sais de prata.

 

 

Fonte: www.queenonline.com

 

A Day At The Races – 5° álbum de estúdio

Data de lançamento: 10/12/1976

Melhor posição nas paradas: 1° lugar nas paradas britânicas e 5° nas paradas americanas.

O título do álbum, como aconteceu no álbum anterior A Night At The Opera, se apropria do título de um filme dos Irmãos Marx.

– Após seis anos de experiência em gravações de estúdio, surge um álbum com 10 faixas e com duração de 40 minutos. A Day At The Races foi lançado com grande aclamação, mas alguns críticos apontaram que a banda estava usando uma velha fórmula que já havia dado certo no álbum anterior.

– Neste álbum podemos observar vários estilos de música como: música de salão (Good Old Fashioned Lover Boy), uma linda balada (You Take my Breath Away), música pop (You and I), e rock pesado (Tie Your Mother Down, White Man), música gospel (Somebody To Love), música em japonês (Teo Torriate – Let’s Us Cling Together) e a linda valsa The Millionaire Waltz.

– Podem ser traçados paralelos entre os dois álbuns com temas semelhantes (A Night At The Opera e A Day At The Races):

– You Take My Breath Away é uma atualização de Love Of My Life;

– The Millionaire Waltz leva as artimanhas de estúdio e a aventura de Bohemian Rhapsody, embora os críticos afirmem que Somebody To Love foi a nova Bohemian Rhapsody.

– You And I poderia ser vista como uma reescrita de You’re My Best Friend

– Good Old-Fashioned Lover Boy foi escrita na mesma linha do vaudeville de Seaside Rendezvous, Lazing On A Sunday Afternoon e Bring That Leroy Brown.

  Tour A Day At The Races

– Mas as semelhanças terminam aí. A Day At The Races possui um material mais pesado e mais trabalhado, preferindo performance e atmosfera à perfeição.

– As sessões de gravação começaram em julho de 1976 e foram gravadas em três estúdios: The Manor, Wessex Studios e Sarm Studios.

Queen em 1976

Músicas do álbum:

Tie Your Mother Down

Foi escrita em Tenerife, Espanha, enquanto Brian May estava trabalhando em seu PhD em Astronomia, durante o ano de 1968. Ele a compôs com um violão e pensou que fosse mudar seu título e o refrão, mas Mercury gostou da música como ela estava e eles a mantiveram assim.

A faixa se inicia, primeiramente, com vários canais de guitarras, reminiscentes de White Man, e em seguida inicia-se uma introdução instrumental de um minuto, criada com a escala Shepard em um harmônio, que na verdade é uma reprise do encerramento de Teo Torriatte, com o objetivo de fazer o álbum ser circular. A escala ascendente foi criada ao tocar ao contrário a gravação de uma escala descendente também em um harmônio.

A música pode ser descrita como um heavy blues rock e contém vocais agressivos de Mercury e um solo de slide guitar de May, que foi quem gravou a maior parte dos backing vocals.

O videoclipe da música, dirigido por Bruce Gowers, foi gravado durante o show da tour desse álbum no Nassau Coliseum, em Long Island, Nova York, em 1977.

 

You Take My Breath Away

De autoria de Freddie Mercury, que canta todos os vocais e toca o piano, e a tocou sozinho no Hyde Park antes de gravá-la. Há um interlúdio vocal entre essa faixa e Long Away, que começa com vocais ecoados repetindo “take my breath” (criados por multicanais). Eles evoluem gradativamente até completar o verso You Take My (Breath Away) e se reintegram aos vocais da próxima faixa.

 

 

 

 

Queen em 1976

 

Long Away

Composta e é cantada por May, que se utiliza de uma guitarra Burns Double Six de 12 cordas em vez de sua Red Special.

Seu desejo era utilizar uma Rickenbacker, a mesma que John Lennon usava, mas May não se deu bem com o braço fino da guitarra. Foi lançada como single nos Estados Unidos, no Canadá e na Nova Zelândia, mas não alcançou lugares altos nas paradas.

 

The Millionaire Waltz

The Millionaire Waltz foi escrita por Mercury e John Reid (empresário do Queen e de Elton John na época). Ela segue a linha com multi-compassos de Bohemian Rhapsody, com mudanças bruscas nos arranjos e um solo de guitarra em multicanais de May. É um bom exemplo do “baixo principal” de Deacon, que pode ser ouvido com destaque durante os dois primeiros minutos da música, quando há apenas o baixo e o piano de Mercury.

Após os dois primeiros minutos, a música deixa de ser uma valsa 3/4 e se torna um hard rock 4/4 por meio minuto, e volta de novo ao compasso 3/4 e há um solo de guitarra.

 

You and I

You and I é a única contribuição de John Deacon para o álbum. A música tem o tom Ré maior e é basicamente levada no piano. Deacon toca o violão acústico nela. A faixa nunca foi tocada ao vivo. Foi utilizada como lado B de Tie Your Mother Down.

 

Somebody to Love

Somebody to Love é o maior hit do álbum. Escrita por Mercury, foi inspirada em músicas gospel, principalmente Aretha Franklin. Mercury, May e Taylor gravaram vários canais de suas vozes para criar um coro gospel de 100 vozes.

Assim como Bohemian Rhapsody, a faixa possui complexas camadas de canais vocais, mas agora baseada num arranjo de coro gospel. A letra, especialmente combinada com a influência gospel, cria uma canção sobre fé, desespero e busca profunda. O vocalista se questiona tanto sobre a falta de experiências amorosas em sua vida quanto sobre a importância e existência de Deus.

Fiel ao estilo de guitarras do Queen, ela é composta de complexas harmonias e um solo de guitarra. A música chegou ao segundo lugar das paradas britânicas (atrás apenas de Under the Moon of Love, gravada por Showaddywaddy) e ao 13.° lugar nas paradas estadunidenses.

 

White Man

Foi escrita por May e fala do sofrimento dos ameríndios sob a mão dos colonizadores europeus, pelo ponto de vista dos nativos.

Essa música era o ponto de um solo de vocais de Freddie durante a turnê do álbum. Ela também servia para introduzir um solo de guitarra de May durante a turnê de 1977-78 do álbum News of the World. Essa é uma das faixas mais pesadas do Queen, tanto pela temática quando pela sonoridade. Durante as turnês de 2005 e 2008 com Paul Rodgers, o riff de White Man era usado como introdução para “Fat Bottomed Girls”, faixa do álbum Jazz.

 

Good Old-Fashioned Lover Boy

Freddie Mercury foi o autor desta música. Ela começa com um piano e uma introdução vocal de Mercury, e continua, com a entrada do baixo e da bateria no refrão. A segunda estrofe é cantada e seguida por outro verso. Nessa hora, a bateria, o baixo e a guitarra somem, levando a uma ponte, que é cantada por Mercury e Mike Stone. Em seguida há o solo de guitarra de May, outro refrão e a música acaba.

Os vocais em multicanais realçam a música, assim como a guitarra de May. Essa canção foi tocada ao vivo uma vez no Top of the Pops em junho de 1977, com Roger Taylor cantando a parte de Mike Stone. Ela era parte importante das turnês do A Day at the Races e do News of the World.

 

Drowse

Drowse é a única faixa de Roger Taylor no álbum. Ela tem compasso 6/8, assim como I’m in Love with My Car (música do baterista para o álbum A Night at the Opera) e Taylor toca a guitarra rítmica e os tímpanos, além de ser o vocalista dela. É a única música além de Tie Your Mother Down a contar com o slide guitar de May.

Taylor canta oitavas no vocal principal durante os versos, (exceto no terceiro verso e no final).

 

Teo Torriatte (Let Us Cling Together)

Teo Torriatte (Let Us Cling Together) foi escrita por May em tributo aos fãs japoneses. Ela foi tocada ao vivo em Tóquio nas turnês do Jazz (1979), The Game (1981), Hot Space (1982) e The Works (1984).

A parte mais notável da música são os dois refrões cantados em japonês. É uma das únicas três músicas do Queen (junto com Las Palabras de Amor, do Hot Space, e Mustapha, do Jazz) a ter uma estrofe ou refrão cantado em uma língua que não seja inglês. O instrumental possui um piano e um harmônio, tocados por May.

A melodia de encerramento da faixa é igual à melodia de abertura do álbum, e portanto ligada ao começo de Tie Your Mother Down. May descreveu isso como uma escadaria sem fim, ou, como conhecida musicalmente, uma escala Shepard.

 

Livros:

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

Queen: Complete Works: (edição revisada e atualizada) por Georg Purvis

Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Site:

www.queenvault.com

www.queenpedia.com.br

queenphotos.wordpress.com

– Brian e Roger receberam propostas para deixar o Queen nos anos 70.

Poderia ter sido tudo diferente?

-Brian May e Roger Taylor relembraram as oportunidades que ambos tiveram de deixar o Queen antes que a Banda encontrasse sucesso global, sendo assediados, respectivamente, pelas Bandas The Sparks e Genesis.

– Mas a feroz lealdade de ambos fez com que todos voltassem ao que chamavam de Nave-Mãe, independentemente de quaisquer outros projetos.

                                         

 

Brian May

– Era o ano de 1974, após o lançamento do segundo Álbum Queen II, e a Banda estava em turnê na Austrália, Reino Unido e Estados Unidos da América.

– Durante a turnê nos EUA, Brian adoeceu, contraindo hepatite, em seguida, úlcera estomacal, e o restante da turnê pela América foi cancelada, com a Banda voltando para Londres.

– Nesse interím, Freddie, Roger e John começaram à escrever novas músicas para o próximo Álbum Sheer Heart Attack, informando à Brian que ele acrescentaria as partes da guitarra posteriormente.

 

– Brian conta

 The Sparks – Ron e Russell Mael – se aproximaram de mim. Foi depois que eles tiveram seu grande sucesso – This Town Ain’t Big Enough for the Both of Us – e nós tínhamos acabado de lançar Killer Queen. Os dois irmãos vieram ao meu apartamento. Eles disseram

 Olha, Brian, o Queen não vai à lugar nenhum … vocês não vão ter mais hits, mas nós vamos conquistar o mundo

E eu disse – Obrigado, mas não, obrigado. Acho que estou bem.

 

 

 

 

 

 

 

 

The Sparks – Ron e Russell Mael

 

 

Roger Taylor

 Bem, o Genesis me convidou para o estúdio para ouvi-los, em 1970, então fomos ao Pub. Eles não disseram – ‘ Você quer se juntar ao grupo? ‘ Mas tenho a impressão de que era isso que eles queriam, porque o baterista havia saído … Eles são todos pessoas adoráveis, mas eu realmente não entendia a música deles, para ser honesto. Era um pouco Prog demais para mim.

  Banda Gênseis

 

E também recebi uma oferta maravilhosa de Mick Ronson (famoso por seus trabalhos com David Bowie) e Ian Hunter (Mott The Hoople), na verdade.

Ia se chamar – Hunter – Ronson & Taylor.

Foi por volta de 1974, eu acho, depois que o Queen saiu em turnê com o Mott The Hoople.

Eu amo Ian – que atitude!

Eu também amava Mick, obviamente.

Mas minha lealdade ao Queen significava que estava fora de questão, mas fiquei muito lisonjeado !

Roger Taylor, em 2021.

         

 

Notas

– Mick Ronson atuou junto ao Mott The Hoople como guitarrista.

– Pouco tempo depois, Phil Collins entrou no Genesis como o novo baterista da Banda.

 

Curiosidades

– John Lennon achava Russell Mael parecido com Freddie, por conta dos longos cabelos, na década de 70.

         

Russell Mael                                      Freddie Mercury

 

E Freddie ?

Freddie também teve suas propostas para deixar a Banda. Assim diz Peter Freestone:

Foi através do milionário produtor musical David Geffen, quando nos encontramos em um voo da Trans America.

No meio do voo, Geffen virou-se para Freddie de uma maneira realmente chamativa, abriu o talão de cheques e disse à Freddie  

Quero que você cante para a minha gravadora. Escreva a quantia que você precisa!

 Freddie nem pegou a caneta porque ele já tinha ideias muito claras. Ele nunca traiu a Rainha, seus amigos, sua Banda e o que eles representavam para milhões de fãs.

Era irrepreensível … tanto que ele lhe deu as costas e continuou a ler o jornal.

Peter Freestone

Fontes:

Ultimate Classic Rock

Mott The Hoople, lan Hunter, Mick Ronson, Mott And British Lions

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