MAN ON THE PROWL

(4ª música do 11º álbum)

 

Man On The Prowl, uma nova incursão no estilo rockabilly, que significou sucesso e um bom momento para o Queen com Crazy Little Thing Called Love a partir de 1980, por desgraça, apenas consegue seduzir, já que provoca uma forte sensação de déja vu [já visto].

– Esta canção é uma cópia ruim do estilo dos Stray Cats de Brian Setzer, então muito em voga. Uma qualificação muito injusta, já que o Queen entrou no gênero com grande vigor muito antes deles.

– Este tema é produzido com um baixo ambulante de John Deacon, uma rítmica de bateria muito swing e um piano onipresente, próximo a Jerry Lee Lewis. O antológico solo de piano executado no final da canção não é obra de Freddie Mercury, quem toca no resto da música. Trata-se de Fred Mandel, o tecladista que se une ao Queen durante o tour de 1982 nos Estados Unidos, quem se encarrega da parte final.

 

– Fred Mandel relata:

Fred me disse: ‘Por que você não cuida do final e toca aquele rock’n’roll? Você faz muito melhor do que eu. Além disso, todo mundo vai pensar que sou eu quem está fazendo isso, querido!’ Isso importava muito pouco para mim, porque eu era pago para isso!

 

– Brian May, como que possuído pelo espírito de The Game, acrescenta ao tema um solo de guitarra muito inspirado em Crazy Little Thing Called Love, enquanto que Freddie faz sua voz tremer nos estribilhos como Elvis Presley na sua época de All Shook Up.

É claramente o espírito de Jerry Lee Lewis aquele que paira sobre o solo de piano de Man On The Prowl, interpretado por Fred Mandel no final da música.

 

Vídeo oficial de Man on the Prowl

 

All Shook Up, com Elvis Presley

 

Brian Setzer em Stray Cat Strut

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

◾Como o filme biográfico Bohemian Rhapsody está transformando adolescentes em fãs do Queen, e a sua relação com os fãs antigos.
▪️Alguns meses atrás, em Palm Bay, Flórida, uma professora de matemática do ensino médio deixou um de seus alunos mexer em seu computador para escolher uma música do YouTube, enquanto a turma trabalhava em uma tarefa.
▪️Em vez de escolher um hit pop contemporâneo para a trilha sonora da sessão de estudo, o estudante fez uma escolha inesperadamente antiga – Bohemian Rhapsody.
▪️Rapidamente, a cena do carro de Wayne’s World ganhou vida na sala de aula.
Não pensei em nada, explica a professora,,  até que olhei e vi todos os alunos do 9º e 10º anos dublando a música inteira !
▪️Claramente, a febre do Queen tomou conta da nação !
▪️Enquanto a maioria dos alunos da professora da Flórida ouve o que ela descreve como trap-rap terrível, muitos deles se voltaram para o trabalho da Banda de rock londrina, do filme biográfico megapopular Bohemian Rhapsody.
◾Então, o que é que atrai os fãs jovens do Queen ?
▪️A música, principalmente.
▪️Alex, um jovem de 15 anos da Europa que postou no reddit sobre a descoberta da Banda depois de ver o filme, e pediu para usar um pseudônimo para este artigo, nem sempre foi obcecado pelo Queen.
▪️Ele gostava do cover do Pentatonix de Bohemian Rhapsody e estava familiarizado com algumas músicas do Queen no rádio, mas não sabia que a Banda as escreveu.
 Percebi quantas músicas do Queen eu realmente conhecia, assistindo ao filme. Comecei à ouvir o resto e fiquei viciado desde então. 
▪️Jake, um americano de 15 anos com gosto musical louco  diz que seus artistas favoritos são Queen, Britney Spears e Frank Sinatra, e ficou animado depois de assistir ao trailer.
▪️Ele viu o filme pela primeira vez com seu pai, fã do Queen. Mais tarde, ele o viu novamente com seus amigos.
◾Como os jovens fãs foram recebidos pelos mais antigos ?
▪️Mas para estudantes do ensino médio, o fandom de música pode ser notoriamente territorial.
▪️Embora Alex tenha achado a comunidade online de fãs do Queen acolhedora e prestativa, eles têm alguns amigos que se identificam como entusiastas de longa data do Queen que não acham que as pessoas atraídas pelo hype do filme são fãs de verdade.
▪️Uma pesquisa superficial no Twitter revela algumas pessoas reclamando sobre os ” novos ” fãs que descobriram recentemente a Banda. Os novatos podem ser ridicularizados.
 Eu acho isso meio ridículo, mas eu ouço muito, diz Alex. Um dos meus amigos, ele é grande conhecedor do AC/DC e coisas assim, então se você é como – ‘ Oh, eu gosto deles também e acabei de começar à ouvi-los ‘ – ele diria – ‘ Ah, mas você está apenas ouvindo porque eles são populares. Eu os ouço desde que nasci. ‘
▪️Embora os adolescentes possam desconfiar dos fãs de bom tempo, os fãs mais velhos geralmente ficam empolgados em compartilhar seu entusiasmo com uma geração mais jovem.
◾ O que diz Jacky Smith –
▪️Jacky Smith, que dirige o Queen Fan Club desde 1982, relata que viu um aumento no número de novos membros desde que o filme estreou, incluindo um aumento de fãs adolescentes e mais jovens  que acabaram de descobrir o grupo.
▪️Ela considera a comunidade de fãs um lugar acolhedor e acha que os die hards geralmente estão dispostos à compartilhar seus conhecimentos.
 Às vezes temos que mencionar aos ‘ fãs mais velhos ‘ que nem todos são especialistas, escreve Smith quando perguntada sobre a divisão entre gerações.
 A música do Queen é nova para essas crianças – isso é algo emocionante !
▪️É claro que um adolescente que descobre a música do Queen em 2019 enfrenta um ambiente de mídia e um ecossistema de fãs incrivelmente diferente do que um adolescente que pegou um Álbum em uma loja de discos na década de 1970.
▪️Além do fácil acesso às plataformas de streaming, a Universal Music Group anunciou que a música Bohemian Rhapsody foi a faixa mais transmitida do século 20 com mais de 1,6 bilhão de streams globais.
◾O que a Banda acha disso ?
▪️Quando perguntado à Roger Taylor sobre o assunto, ele disse –
 É um fenômeno, é ótimo. Acho fantástico ter um novo público para nós. Somos uma Banda antiga e tivemos ótimos momentos nos anos 70, 80 e 90.
Mas pensar agora, 50 anos depois, muitos jovens realmente descobrindo nossa música pela primeira vez, é fantástico, me dá uma sensação muito boa.
Eu pessoalmente acho que o que os atrai é que é boa música, tem qualidade. E acho que a musicalidade é boa, acho que o canto é bom e a composição é boa. Pode não ser a xícara de chá de todos, não somos o estilo favorito de todos.
Mas algumas das músicas têm uma sensação de hino, e acho que isso se traduz para as pessoas.
▪️Acho que Freddie, de certa forma, nos uniu de onde quer que ele esteja, assim como fez com seu público.
Fonte – Thrillist

Em um ano em que tivemos a morte trágica do baterista do Foo Fighters Taylor Hawkins, Roger Taylor foi escolhido pelos leitores da revista Music Radar o Melhor Baterista de Rock, seguido por Taylor Hawkins em segundo lugar e Rufus Taylor, baterista da banda The Darkness e filho de Roger, em terceiro lugar.

 

Vejam uma performance de cada um:

  1. Roger Taylor

https://youtu.be/GrSajFceKUo

 

2) Taylor Hawkins

 

3) Rufus Taylor

 

Fonte: www.musicradar.com

21 anos depois de explodir pela primeira vez no West End, o sensacional show de sucesso do Queen e Ben Elton, We Will Rock You, retorna a Londres no próximo ano para uma residência histórica e estritamente limitada de 12 semanas no London Coliseum – o mesmo palco icônico que viu a apresentação de gala do Royal Ballet de Freddie Mercury em 1979.

Com 24 dos maiores sucessos do Queen e um roteiro hilário de Ben Elton – que retorna à cadeira de diretor para esta volta para casa em Londres – We Will Rock You rivaliza com a escala e o espetáculo das lendárias performances ao vivo da banda. As estrelas do Queen, Brian May e Roger Taylor, estão encantadas com o fato de o show em breve estar impressionando os fãs de Londres mais uma vez.

Brian May disse:

Estou emocionado por finalmente termos esta oportunidade de colocar We Will Rock You de volta ao palco em Londres, onde nasceu. A mensagem original da série da luta para restabelecer a individualidade em um mundo corporativo distópico é ainda mais relevante agora do que quando começamos. Será uma produção completamente nova que explodirá no prestigiado palco do London Coliseum – mas a história, o humor e, claro, a música do Queen vão atingi-lo mais do que nunca. Nós vamos te embalar – de novo!!

Roger Taylor disse: 

Maior, melhor, mais rápido, mais engraçado! Lá vamos nós de novo… yeaaaaaaaah!

Ben Elton disse:

Espero que alguém tenha enquadrado isso com o English Heritage, porque o fabuloso London Coliseum é um teatro listado como Grau II e We Will Rock You vai explodir o telhado.

Estreando no Dominion Theatre de Londres em 2002, We Will Rock You foi visto por seis milhões de pessoas ao longo de 4600 apresentações durante uma surpreendente corrida de 12 anos, tornando-se um dos musicais de maior sucesso na história do West End e o corredor mais longo do Dominion por uma margem de nove anos. Ele também encontrou uma popularidade sem precedentes em todo o mundo, tocando para uma audiência global de 20 milhões em 28 países.

We Will Rock You conta a história de um futuro globalizado sem instrumentos musicais. Um punhado de rebeldes do rock, os boêmios, lutam contra a todo-poderosa empresa Globalsoft e seu chefe, a Killer Queen; lutam pela liberdade, pela individualidade e pelo renascimento da era do rock. Scaramouche e Galileu, dois jovens forasteiros, não conseguem chegar a um acordo com a sombria realidade conformista. Eles se juntam aos boêmios e embarcam na busca para encontrar o poder ilimitado da liberdade, do amor e do rock!

We Will Rock You é produzido por Phil McIntyre Live Ltd, Queen Theatrical Productions e Tribeca Theatrical Productions.

Sítio Web: wewillrockyoulondon.co.uk

Twitter: @WWRYMusical

Instagram: @WWRYMusical

 

Fonte: www.queenonline.com

IT’S A HARD LIFE

(3ª música do 11º álbum)

 

– Farto de relatar suas proezas sexuais nas entrevistas que concedeu durante a promoção de Hot Space ou nas letras para este novo álbum, Freddie compõe nesta ocasião um tema mais profundo.

– Trabalha em estreita colaboração com Brian, que recupera aquele Freddie que ama, sensível e carinhoso, longe das loucuras de Munique:

Hoje em dia, ‘It’s A Hard Life’ é um dos meus temas preferidos de Freddie – diria mais tarde o guitarrista -. Na verdade, eu intervi na composição da letra. […] Buscávamos o sentido profundo da canção, e éramos conscientes de que pouco importa a sexualidade ou o tipo de amor que falamos, se trata de expressar o sentimento de abandono e de solidão […].

 

– O videoclipe foi gravado durante dois dias em junho de 1984, em Munique. Ele captura a imagem de Freddie naquele momento: dividido entre a exuberância e a melancolia.

– Os músicos, em collants e fantasias coloridas (John leva uma cabeça de unicórnio embaixo do braço!) em meio a um set barroco que recorda o carnaval de Veneza, parecem perdidos na extravagância da situação.

– Quanto a Brian, está equipado com uma guitarra com um crânio, que empunha com força, como se tratasse da espada Excalibur recém tirada da rocha.

– Freddie está tocante, mesmo vestido com uma peruca estranhamente longa que cai até suas nádeg@s: ele é facilmente convincente, pois as letras que ele canta são muito sinceras.

It’s A Hard Life é uma balada de muito sucesso, como tão somente Freddie sabe fazê-las. A introdução é, sem nenhuma dúvida, a parte mais majestosa. Construída em torno de um coro intenso que apoia a voz de Freddie, esta entrada é um grande êxito.

– A estrela parece chorar a sua desesperança:

I don’t want my freedom/There’s no reason for living with a broken heart

(Eu não quero minha liberdade/Não há razão alguma para viver com um coração quebrado)

 

– Para este fragmento, Freddie cobriu uma das linhas melódicas da famosa ária Vesti la giubba [mais conhecida como Ridi, pagliaccio], composta pelo compositor italiano Ruggero Leoncavallo em 1892 para sua ópera Pagliacci [Palhaços].

– O resto do tema é mais clássico, e o piano de Freddie apoia sua linha de voz, muito melancólica. A guitarra não está longe, pontuando os estribilhos com alguns acordes potentes típicos das baladas da década de 1980 e alguns coros que lembram os melhores momentos do Queen na época de A Day At The Races.

– Brian May reconhece, em 1997, que utilizou a famosa guitarra-esqueleto do videoclipe:

Sim, eu a toquei, mas temo que vocês não a encontrem em nenhum disco!.

Roger Taylor admitiria que ficou chateado como nunca ao gravar este videoclipe, que é quase grotesco.

 

Vídeo oficial de It’s a Hard Life

 

Vesti la Giubba, com Luciano Pavarotti

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

Ainda temos músicas inéditas do Queen à serem lançadas?

– Após o lançamento das faixas inéditas Face It Alone e The Miracle Collector’s Edition, o Queen mais uma vez voltou às paradas mundiais.

-Apesar da descoberta de material inédito, os fãs ainda continuam esperando a publicação de outras canções inéditas guardadas nos arquivos.

– Sendo assim, listamos abaixo algumas músicas não lançadas do Queen que podem sair nos próximos anos -–

 

1) Hangman (1973)

-Acredita-se que tenha sido escrita por Freddie durante seu tempo com a Banda Wreckage, e foi tocada nos primeiros concertos do Queen, entre 1970 -1973 e ocasionalmente em 1975 e 1976.

– Também foi gravada no estúdio, possivelmente em 1972, e pressionada em um acetato, embora esta versão de estúdio seja de propriedade privada e não tenha circulado.

– É uma faixa muito pesada e é dominada por bateria e guitarra.

– Freddie diz no início da versão de 73 – ” Nós vamos fazer um número que não fazíamos há muito, muito tempo, mas como esse é nosso último show na turnê mundial, é muito bom estar em Tóquio, faremos especialmente para você. Você pode bater palmas lentamente, isso é chamado de Hangman. ”

 

2) Woe (1975 – 1976)

– Há rumores de que esta faixa se originou das sessões A Night At The Opera ou A Day At The Races. Nada mais se sabe sobre, se ela ainda existe ou se evoluiu para outra música.

 

3) Batteries Not Included (1977)

– Há rumores de que essa faixa seja das sessões do News Of The World e foi escrita por John Deacon ou Brian May. Nenhuma gravação da faixa apareceu, então se ela existiu, ou ainda existe, é duvidoso. Também é possível que este seja apenas um título provisório de outra faixa, mas provavelmente nunca saberemos.

 

4) The Dark (1980)

– Esta faixa, lançada no Álbum de Brian de 1992 – Back To The Light – apresenta música orquestral gravada durante as sessões de Flash Gordon em 1980. Como tal, há rumores de que existe uma versão Queen completa da faixa, embora quanto é apenas música orquestral e o quanto genuinamente apresenta os outros membros da Banda é desconhecido.

 

5) Rock It (Prime Jive) (1980)

Só com os vocais de Freddie Mercury.

 

6) I’m Scared (1980)

– Uma demo escrita por Brian May, que diz que trabalhou em várias versões diferentes da música ao longo dos anos.

 

7) Play The Game – com participação de Andy Gibb (1980)

 

8) My Boy (1980 – 1982)

– Acredita-se que esta faixa, que mais tarde foi lançada em um Álbum de compilação de vários artistas chamado – ” Lullabies With A Difference ” – tenha sido gravada por Brian durante as sessões de Hot Space em 1982. Algumas fontes sugerem que a versão lançada é idêntica à versão de 1982, sem nenhuma alteração, mas como a versão original não foi divulgada, é tudo suposição, realmente.

 

9) Sex Show (1981)

 

10) All This Is Love (1981)

– Abaixo, você poderá ver a letra manuscrita no The Queen Studio Experience Inc. para uma música que nunca chegou ao Álbum Hot Space – All This Is Love.

 

11) Whipping Boy (1982 – 1983)

– Escrita por Brian May. Aparentemente, as idéias para esta faixa se originaram da sessão de gravação de 1981 com David Bowie, e o título provisório da faixa pode ser Whipping Boy. Partes dela foram tocadas por Brian durante seu solo de guitarra na turnê Hot Space de 1982.

 

12) Victory – com Michael Jackson (1983)

 

13) State Of Shock – com Michael Jackson (1983)

 

14) Let Me Live – com Rod Stewart (1983)

 

15) Man On Fire (1983)

– Aparece na lista de faixas do cassete promocional The Works.

 

16) Love Makin Love (1985 – 1986)

– Gravada no Musicland Studios, em Munique, em 09 de Dezembro de 1984, durante as sessões de Mr. Bad Guy. Freddie mais tarde a apresentou como uma faixa de Álbum em potencial para A Kind Of Magic, e as versões foram gravadas pelo Queen, mas acabou sendo considerada excedente para os requisitos e permanece inédita.

 

17) Friends In Pain (1985 – 1986)

– Há rumores de que esta é uma faixa de John Deacon que se origina das sessões de A Kind Of Magic. No entanto, muito pouco se sabe sobre a música, já que infelizmente nenhuma cópia da faixa apareceu em qualquer lugar.

 

18) Affairs (1989)

– Acredita-se que esta faixa tenha se originado das primeiras sessões de Innuendo em 1989, embora algumas pessoas acreditem que venha das sessões de The Miracle.

– A faixa apresenta toda a Banda, com cerca de metade das letras no lugar e cerca de metade dos improvisos tipicos de Freddie. A música soa como se tivesse se encaixado bem no Album Made In Heaven, o que pode sugerir que a faixa não foi mais desenvolvida e a Banda não pôde completá-la.

 

19) New Dark Ages (1990)

– Acredita-se que esta faixa tenha sido gravada durante as sessões do Queen para Inneundo em 1990, antes de ser gravada pelo The Cross para seu Álbum de 1991 – Blue Rock. Quanta verdade há neste boato é desconhecido.

 

20) Assassin (1990) –

– Esta é facilmente a gravação relacionada ao Queen mais procurada. É uma saída de Innuendo, e algumas fontes sugerem que é uma versão inicial ou muito semelhante à faixa-título. Isso pode explicar por que não foi usado em Made In Heaven ou, alternativamente, não está completa ou não é muito boa. Muito pouco se sabe sobre ela.

 

21) Freedom Train (1990 – 1991) –

– Esta faixa, que mais tarde apareceu em Happiness?, Álbum de Roger, foi originalmente trabalhada durante as sessões de Innuendo em 1990. No entanto, nenhum outro detalhe é conhecido sobre esta versão do Queen. Uma suposta demo está disponível no Youtube, mas é apenas um trecho de péssima qualidade da versão solo de Roger, com alguma manipulação.

– O que nos resta então, é simplesmente esperar !

 

Fontes –

– Queen Ultimate

– Queen Story – em 29 de Novembro de 2022 – às 19h42.

 

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Fonte: www.queenonline.com

TEAR IT UP

(2ª música do 11º álbum)

 

– Brian May volta ao trabalho com este tema mordaz!

– A canção anuncia a sua cor: o Queen abandonou o som das discotecas de Munique para voltar a deixar que a bela Red Special se expresse da melhor maneira, depois de um tempo um pouco abandonada.

– Em 12 de maio de 1984, o grupo participa no festival Rose d’Or em Montreux. Criado em 1961 pelo fundador do festival Eurovision, Marcel Bezençon.

– O ano de 1984 tratava-se de um acontecimento importante, seguido pelas televisões do mundo inteiro e, o Queen interpreta quatro temas, entre eles o furioso Tear It Up (também cantam Radio Ga Ga, It’s A Hard Life e I Want To Break Free).

– Porém o curioso do dia é que o grupo usa o playback em todo o concerto. Freddie parece perdido, esquece algumas palavras e não canta na frente do microfone. A única razão pela qual a banda aceita participar nesta farsa imposta pelos organizadores é a transmissão em massa do concerto para quarenta países, uma oportunidade que o grupo não pode deixar passar, já que ia perdendo impulso na primavera de 1984.

– O vídeo do concerto oferece um belo momento televisivo ao gosto da década de 1980, onde os artistas montam um espetáculo sejam quais forem as condições.

O Queen no palco do festival La Rose d’Or em Montreux em 12 de maio de 1984, prestando-se ao jogo do playback em frente às câmeras do mundo inteiro.

 

Vídeo oficial de Tear It Up

 

O Queen no festival Rose d’Or em Montreux, 1984

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Entrevista com Barry Mitchell

2° baixista do Queen, de Agosto de 70 à Janeiro de 71.

– Em 31 de Janeiro de 2014 – Entrevista n° 8995

Por Queen Heaven

1) Introdução 

▪️Barry Mitchell foi por alguns meses o baixista do Queen. Um membro, embora brevemente, do Queen.

Ele nos contou, em detalhes, às vezes inéditos, através de uma série de perguntas preparadas pelos caras do Fórum e através de sua história autobiográfica, sua versão dos acontecimentos, sua vida com o Queen, o que lembra aqueles meses distantes de 1970.

2) A reunião e a audiência 

▪️No verão de 1970 eu estava saindo com Bandas, tendo passado os três anos anteriores tentando ganhar a vida tocando baixo e com muita experiência agora.

Eu havia gravado um Álbum, no que era conhecido como – Ronnie Scotts Jazz Club – um refúgio para a música Blues.

Eu estava pronto para um novo capítulo na minha carreira como músico.

Era Agosto de 1970 e um amigo meu havia retornado de um verão hippie no West Country, tendo conhecido um baterista chamado Roger Meddows – Taylor, cuja Banda precisava de um baixista experiente.

Então chamei o Roger para uma conversa e combinamos de fazer um teste para a vaga de baixista disponível.

▪️Meu primeiro encontro com os meninos aconteceu no apartamento de Roger em Kensington.

Brian estava trabalhando em algumas de suas músicas e nos preparamos para tocar juntos.

Este primeiro encontro não revelou planos de batalha para a conquista do mundo, já que a maior parte do nosso material consistia em covers, com algumas músicas originais no meio.

Nos dirigimos para a sala de ensaio em cinco minutos, que descobri ser uma sala de aula no Imperial College. Naquela época, o luxo de qualquer sala de ensaio não tinha preço.

Mas esses caras tinham o equipamento ideal.

Toda a parafernália da Banda estava guardada em uma sala ao lado do corredor. Só tínhamos que dar uma volta e levar o material para fora da sala.

Essa Banda não precisava assumir o fardo de mover material para dentro e para fora das vans e depois subir as escadas.

O fato de poderem usufruir dessa comodidade, sem nenhum gasto, deveu-se à estima de Brian, que ali estudava.

▪️Vamos à música – acho que tocamos alguns blues clássicos e algumas músicas de Hendrix primeiro, depois tentamos Doing Alright. Nós imediatamente nos encontramos afinados como músicos e achamos a bateria de Roger fácil para eu acompanhar.

Então a audição terminou – eu fui escolhido!

 

3) Preparativos para as primeiras apresentações 

▪️Nos encontramos no apartamento de Roger para discutir nossos planos imediatos.

Eles queriam organizar uma apresentação privada, para convidados, em nossa sala de ensaio.

Era um ótimo lugar para isso, com assentos confortáveis ​​e ótima acústica.

O que não era o ideal, no entanto, era o fato de tudo acontecer em apenas duas semanas e sem muito tempo para ensaiar, pois cada um de nós tinha trabalhos diários para fazer ou aulas da Faculdade para assistir.

Assim, os ensaios tiveram que ser limitados às noites.

Lembro que fizemos três ou quatro sessões para poder refinar nosso desempenho.

Haviam poucas dicas do grande talento de composição, que surgiriam mais tarde.

A maioria das músicas originais eram do período Smile e eram obra de Brian.

▪️Freddie não era tão extravagante e extrovertido como se tornaria mais tarde. Na verdade, ele era tímido … e muito tímido. Roger era o extrovertido, como um baterista de verdade. Brian surgiu inicialmente como a força motriz. Ele era obviamente um guitarrista incrível, e também um cara legal em todos os aspectos.

Fiquei intrigado com a guitarra de Brian, nunca tinha visto uma igual antes, nem nunca tinha ouvido um som parecido.

Esta, é claro, era a agora famosa Red Special. Brian explicou como ele mesmo a construiu, com a madeira que cobria a lareira de seus pais.

Eu já tinha visto outras guitarras feitas à mão antes, a maioria com o núcleo feito em casa, e comprados braços, trastes e partes elétricas.

Mas isso era diferente! Brian tinha feito o bumbo, braço, trastes, captadores … tudo ! Fiquei impressionado.

 

4️) Os primeiros concertos e as ideias de Freddie Mercury 

▪️As reuniões com a Banda se limitavam à ensaios apenas nessas primeiras semanas.

Todos os meninos moravam perto de Kensington, enquanto eu morava em Kingsbury, no norte de Londres. Longe dos subúrbios, então socializar não estava na agenda. Tínhamos trabalho à fazer !

Logo refinamos nosso desempenho o suficiente para nos apresentarmos diante de uma plateia.

▪️O primeiro show do Queen foi no auditório do Imperial College que usamos para os ensaios. Era início de Setembro de 1970 e eu havia entrado apenas algumas semanas antes. Então tivemos que trabalhar duro para estarmos prontos.

Nosso público eram convidados, amigos e familiares. Tudo muito Rock`n´Roll !

Eu me lembro de Freddie sendo muito particular sobre sua aparência, ele levou uma eternidade para fazer o cabelo. Todos nós vestimos roupas pretas e nos arrumamos no apartamento deles ao virar da esquina.

No dia do primeiro show nos encontramos na casa do Roger. Alguém teve a ideia, acho que foi o Brian, de preparar um pequeno refresco, um suco de laranja e um pouco de pipoca. Eu estava destinado à produção de pipoca. Acho que o baterista tinha a insidiosa missão de preparar o suco de laranja.

Todos concordamos que iríamos nos vestir de preto. Calças largas de veludo, botas de salto cubano e camisas de renda estavam na ordem do dia.

▪️O concerto correu bem, o nosso público ficou impressionado. Então, encorajados por um bom começo, colocamos nossas energias em aumentar nosso repertório o suficiente para podermos começar à fazer shows sérios.

Uma série de apresentações se seguiram, principalmente na área de Londres, mas com algumas viagens à Liverpool.

Isto foi memorável para mim, devido à um concerto no famoso Cavern Club. Lembro que estávamos todos com um pouco de medo de tocar no mesmo palco onde os Beatles começaram sua incrível aventura. Eles dominaram o mundo por um tempo, enquanto nós éramos pouco mais que uma Banda cover na época.

Era realmente um lugar excitante, com tetos baixos e paredes de tijolos pingando de condensação. Exalava atmosfera !

Como nota pessoal, gostaria de pedir desculpas ao dono do amplificador que acabei usando. Durante nossa passagem de som meu amplificador quebrou. Então eu usei um amplificador que já estava no palco e quebrei ele também ! Peço desculpas …

▪️Acho que ensaiamos duas noites por semana ao longo de um mês, antes de nos sentirmos prontos para entrar no palco.

Durante esses ensaios ficou claro que Freddie estava se tornando a força dominante no grupo, porque a Banda que eu entrei era uma espécie de Smile, Versão 2, e em dois meses nos tornamos Queen, Versão 1.

Freddie estava exercitando seu talento como autor, mas havia poucas pistas do que estava por vir.

A evidência deu origem à longas discussões entre nós e Freddie sobre suas ideias.

Muitas vezes era como se estivéssemos andando em círculos, indo à lugar nenhum, causando a exaustão de John, nosso assistente, que tentou com todas as suas forças mediar, sem sucesso.

▪️Freddie estava determinado à seguir seu próprio caminho. Agora reconheço que este foi um sinal revelador de onde esse fenômeno foi direcionado.

Freddie teve uma visão de onde ele queria ir !

 

5️) Kensington Market e meu adeus 

▪️Apesar disso, pouco material novo foi desenvolvido, pois estávamos comprometidos em obter uma performance tecnicamente limpa para que pudéssemos fazer shows.

Nosso repertório agora incluía mais músicas originais, abrangendo muito do que se tornaria o primeiro Álbum do Queen.

Freddie também tinha uma paixão por clássicos do Rock ‘N’ Roll e adorava  Big Spender, um cavalo de batalha de Shirley Bassey. Ela era o tipo de artista extravagante que Freddie acabou sendo. Foram, penso eu, os primeiros sinais do desenvolvimento da sua forma de estar no palco.

▪️Nós nos reuníamos para planejar nossos shows no Kensington Market, onde Roger tinha um pequeno estande vendendo roupas vintage e estilo hippie. Acho que ele nunca fez muitos negócios. Não era muito mais do que um simples ponto de encontro. Sempre havia muitas garotas bonitas por perto.

A maioria de nossas oportunidades de socialização ocorreu enquanto estávamos fora de casa para shows. Particularmente durante nossas duas visitas à Liverpool. Parece que me lembro que todos nós nos encontramos desmaiando na casa de alguém …

No final de uma tarde selvagem de Sábado, todos nós decidimos ir à um cinema para ver o que estava sendo transmitido como um filme sexy naqueles dias. Foi tão ruim que não conseguíamos parar de rir. E como estávamos obviamente incomodando as poucas pessoas que talvez estivessem gostando do filme, eles nos pediram para sair.

▪️E assim, depois de estar com essa Banda por cerca de sete meses, decidi seguir em frente.

Assim que minha decisão foi comunicada aos meninos, lembro-me de Mary Austin tentando fazer com que eu mudasse de ideia. Mas enquanto eu concordava que o grupo sempre soava melhor em cada show, eu não tinha intenção de mudar de ideia.

▪️Estou honrado por ter desempenhado meu pequeno papel no nascimento da Rainha.

®️ Complementos

6️) A música Polar Bear 

▪️Não sou eu quem está tocando nesta demo do Polar Bear. Eu nunca ouvi essa música, então deve ter surgido depois da minha saída da Banda. Infelizmente, nós nunca gravamos nada juntos, então a menos que haja algum bootleg por aí, nosso som está perdido para sempre.

https://youtu.be/6f7lxpEhB8o

 

7️) Amigos

▪️No primeiro mês ou dois, nós nos encontramos apenas para os ensaios, então as amizades ficaram em segundo plano.

Mas uma vez que começamos a tour em uma van emprestada da Transit Studios, começamos à nos conhecer um pouco melhor.

Todos os três caras eram fáceis de lidar, embora eu provavelmente fosse mais próximo de Roger.

 

8️) Paul Rodgers

▪️O Free era popular entre todos nós em 1970, a voz de Paul sempre foi impressionante.

Não sei se Freddie realmente conhecia Paul naquela época. Freddie não era amigo pessoal de Paul quando eu tocava na Banda.

Eu não diria que Paul Rodgers teve uma grande influência na Banda naquela época. Nunca houve qualquer sensação de blues em qualquer música que tocávamos naqueles dias. Neste ponto Freddie foi influenciado principalmente pelo Rock and Roll (A Velha Escola).

 

9️) Entrada 

▪️O material em que trabalhamos quando entrei, era principalmente músicas dos dias do Smile, além de satisfazer as necessidades de Freddie.

No entanto, logo começamos com um novo material, como eu diria, uma divisão equilibrada de grandes contribuições de Brian e Freddie.

 

1️0) Meu equipamento 

▪️Toquei um baixo Gibson EB-O (preto re-pulverizado) através de um amplificador valvulado Simms-Watt de 100 watts e alto-falante Sound-City 4×12.

 

11) Barry, você ainda está tocando ?

▪️Desisti de tocar baixo talvez no final de 72, e pensei que era tudo para mim. Até 92, quando comprei um baixo e um amp set-up, e me juntei à uma Banda local. Eu tenho praticamente tocando em pubs e clubes locais desde então.

 

12) O que achava da voz de Freddie ?

▪️Na minha opinião, a voz de Freddie ainda não tinha amadurecido naqueles dias. O poder e o alcance, eu acho, ainda precisavam se desenvolver.

 

13) Ocasionalmente encontra a Banda, após sua saída ?

▪️Eu costumava parar no Kensington Market para dizer oi para Fred, onde ele tinha uma barraca vendendo botas de salto cubano. Devo tê-lo visto talvez três vezes lá e, de fato, essa foi a última vez que falamos um com o outro.

Perdi contato com todos eles depois disso, concentrando-me em construir minha vida, sabe … esposa, trabalho, filhos e responsabilidades …

Em meados dos anos 90, Roger estava em turnê com The Cross em Cambridge, então deixei meu nome com os seguranças e fui convidado para os bastidores depois do show.

▪️Foi ótimo ver Roger de novo, e apesar da minha cabeleira ter desaparecido há muito tempo, ele ainda me reconheceu.

Brian e eu trocamos e-mails ocasionais.

14) O que eu fiz depois que deixei o Queen ?

▪️Entrei para uma Banda chamada Crushed Butler. Fomos talvez um precursor do movimento Punk e criamos um pouco de agitação com uma apresentação no Lyceum em Londres. Tanto que nos ofereceram alguns bons shows de suporte para alguns grandes nomes, mas infelizmente desmoronou.

Neste ponto eu decidi desligar meu baixo e sossegar.

Alguns meses depois dessa decisão, um baterista com quem eu já havia tocado, me pediu para entrar em uma nova Banda que ele tinha acabado de entrar. Esta acabou por ser The Gary Glitter Band.

Acho que foi uma decisão sábia.

 

15) O que estou fazendo agora ?

▪️Eu comprei um baixo novamente por volta de 1992, e depois de alguns meses tocando em casa, eu me juntei à uma Banda local e comecei à tocar em bares e clubes locais. Eu tenho feito isso praticamente desde então.

Eu não achava que iria me apresentar novamente, mas desde então percebi que isso faz parte de mim. Eu estive em ensaios com uma nova Banda até recentemente, porém o baterista decidiu sair e o projeto estagnou. Tenho certeza que não vai demorar muito para eu estar tocando novamente.

▪️Obrigado, Barry, e boa sorte !

O site oficial do Queen anunciou que a banda atingiu 2,3 bilhões de streams na plataforma Spotify.

E eles agradeceram o apoio dos fãs!

 

Fonte: www.queenonline.com

 

RADIO  GA  GA

(1ª música do 11º álbum)

– Roger Taylor compõe uma homenagem a este objeto emblemático do pós-guerra, em torno do qual as famílias se reuniam: o rádio.

– Com estas palavras cheias de melancolia, o baterista, que sua cultura musical lhe deve, o elogia pelos momentos de fuga e sonho que ele lhe oferece:

I’d sit alone and watch your light/My only friend through teenage nights

(Eu me sentava sozinho e observava tua luz/Meu único amigo em minhas noites de adolescente)

– Para além da simples nostalgia – já que o gosto de Roger pela modernidade e pelas últimas tendências é bem conhecido – o que emana de Radio Ga Ga é o mal-estar de ver desaparecer este precioso aliado em benefício da televisão e, sobretudo, do próspero canal de música MTV, que faz e desfaz a carreira dos artistas.

A canção é uma mistura de várias ideias – explicaria o baterista em 1984 -. Fala do importante papel que teve o rádio desde um ponto de vista histórico, anterior à televisão, e o lugar que ocupava na minha vida durante a infância. Graças a ele descobri o rock’n’roll. Emitiam muito Doris Day, porém várias vezes durante o dia escutava também um disco de Bill Haley ou alguma canção de Elvis Presley. Na minha opinião, hoje em dia, no rock’n’roll, devido ao vídeo, a imagem se converteu em mais importante que a música por si mesma. Cada vez adquire mais importância. O que quero dizer é que a música deveria considerar-se uma experiência mais para o ouvido do que para os olhos.

– O enigmático título da canção de Roger foi inspirado por seu filho Felix. A mãe do menino, Dominique Beyrand, a quem Taylor conheceu durante o concerto em Hyde Park em setembro de 1976 (ela era a assistente pessoal do empresário Richard Branson, quem ajudou o Queen a conseguir as autorizações necessárias para o concerto), era francesa, e o pequeno Felix Taylor, que então tinha três anos, falava habitualmente a língua da mãe.

– Roger relata a cena:

Um domingo à tarde, meu filho Felix veio até mim murmurando ‘radio caca’ (a metade em francês). Disse à mim mesmo que soava muito bem!

– O baterista se encerra com todo o tipo de sintetizadores durante três dias no estúdio e propõe sua demo a Freddie, a quem de imediato a canção convence, cujo título de trabalho ainda é Radio caca.

– Uma vez trabalhada e gravada, continuam a ser adicionadas as linhas vocais. A letra se modifica então em Radio Ga Ga nos estribilhos.

– Mas apenas parcialmente… porque ao aguçar o ouvido, se escuta outra coisa, como confirmaria Brian May em 2017:

All we hear is Radio Ca Ca!’” (Tudo o que ouvimos é Radio Ca Ca!) é na verdade o que cantamos no disco!.

– Paradoxalmente jogando o jogo da MTV e videoclipes com grandes orçamentos, o grupo acompanha sua música com um vídeo dirigido por David Mallet, o cineasta que imortalizou a corrida de modelos nuas em bicicletas para o videoclipe de Bicycle Race em setembro de 1978.

– O videoclipe é filmado em dois dias no Shepperton Studios de Londres.

– No primeiro dia, gravam a banda a bordo de um veículo futurista: Roger Taylor está com as duas mãos no joystick [controle de video game], Freddie está a seu lado, John e Brian são os passageiros ligeiramente perdidos no assento traseiro (haviam escondido uma garrafa de vodka no veículo para incutir veracidade aos atores amadores).

– Estas imagens se misturam com numerosos extratos do filme Metropolis de Fritz Lang, cujo universo inspira o set da próxima turnê The Works Tour.

– No segundo dia é filmada a cena mais lendária do videoclipe:

Seria um momento inesquecível para todas as pessoas presentes nesse dia, declararia Brian May.

– Convidam ao estúdio quinhentos membros do fã clube oficial da banda, totalmente vestidos de branco, para aclamar os quatro músicos.

– Os críticos de rock britânicos – que detestam o Queen desde o início e para quem a medida não parece ser a palavra-chave – não hesitam em comparar a cena com um congresso do partido nazista em 1936.

– Para Freddie Mercury, as pessoas agrupadas ao redor da banda se assemelha à uma celebração olímpica, uma imagem muito mais lisonjeira.

– Desses dois dias sairia um vídeo emblemático da década de 1980, no qual se executa uma coreografia simples, com ambos os braços no ar, e que conclui com duas palmas, um sinal de adesão a Freddie e seus amigos.

– A imagem de todos os espectadores batendo palmas com as mãos durante o Live Aid em julho de 1985, além de provocar uma emoção imediata, fixaria para sempre a imagem do Queen no inconsciente coletivo.

– Quando aos vinte anos a jovem Stefani Joanne Angelina Germanotta começa sua carreira como cantora, seu noivo, o produtor Rob Fusari, não deixa de chama-la de Gaga, porque o timbre da sua voz recorda a canção do Queen. Nada mais foi necessário para a jovem adicionar o título de Lady ao seu nome artístico, e assim nasceu Lady Gaga.

Freddie no centro do set para o videoclipe de Radio Ga Ga, inspirado no filme Metropolis, de Fritz Lang, e dirigido por David Mallet.

 

Vídeo oficial de Radio Ga Ga

 

 

Radio Ga Ga, no Live Aid

 

Metropolis (1927) – filme completo

https://youtu.be/Sx-vMdGqL3A

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Sim, o Queen raramente falava de suas inspirações para as suas músicas

A música tem a ver com uma série de experiências pessoais dos últimos anos. Prefiro não falar sobre o que em detalhes, porque não gosto de explicar músicas. As pessoas deveriam descobrir por si mesmas, eu acho ! 

– John, em 1978, sobre Spread Your Wings.

 

 Nós não fazíamos muitas perguntas sobre o significado das músicas. 

– Brian.

Meu processo de composição não envolve muito planejamento. Eu não acordo de manhã e penso – ‘ vou escrever uma música pro Queen hoje’ , ou ‘ vou escrever uma música para o novo Álbum solo ‘.

Eu não costumo pensar sobre onde uma música vai acabar. 

– Roger.

 

 Se você vê, então está lá, querida !

– Freddie

Alegorias, analogias, citações eruditas, símbolos, fantasia, metáforas …

– As canções do Queen, aparentemente simples, revelam uma certa complexidade. Basta pensar no texto de Bohemian Rhapsody, que também tem referências místicas, e 39 que fala sobre viagens interestelares e remete às teorias de Einstein.

– Por outro lado, os 4 magníficos também eram graduados e muito inteligentes. Muitas vezes a imprensa pedia explicações sobre seus textos enigmáticos, mas eles diziam o mínimo e davam de ombros.

– Ainda hoje, os jornalistas tentam roubar de Brian e Roger os segredos por trás de suas músicas.

– Mas, como eram todos compositores e se conheciam bem, pergunta-se – conversavam sobre isso entre si ?

Estávamos muito, muito próximos “, revela Brian em uma entrevista, ” mas haviam tópicos que não abordávamos … Uma coisa sobre a qual geralmente não conversávamos é o significado das músicas.

Nós nunca dissemos – ‘ eu escrevi essa música sobre isso ou aquilo ‘. Mas sim – ‘ aqui está a música, aqui estão as palavras, aqui está a melodia. Ouçam e vamos tentar fazer ‘.

Nós não nos perguntávamos – ‘o que é isso ? O que estamos tentando dizer aqui ?’

Era tudo escondido, não dito … Era como se a arte ficasse por conta própria e não quisesse ser discutida – ela só queria ser feita.

Tínhamos pincéis na mão, estávamos pintando a tela …”

 

Fontes –

Revista Classic Rock, em 27/11/21.

Queen Universe

Foto da Internet.

Assista: Vídeo Scandal remasterizado em HD

They’ll see the heartache, they’ll see our love break…

(Eles vão ver a mágoa, eles vão ver o nosso amor quebrar…)

O vídeo foi remasterizado em HD a partir dos masters originais de fita de vídeo de 1 polegada por Oli Maingay em Vanderquest, Reino Unido.

Veja o vídeo

Fonte: www.queenonline.com

– A Festa de Aniversário Oficial Freddie Mercury 2023

A festa de 2023, o 77º aniversário de Freddie, acontecerá em ajuda ao The Mercury Phoenix Trust no sábado, 2 de setembro, no Casino Barriere, em Montreux.

Será celebrado os 50 anos e as bodas de ouro do álbum de estreia autointitulado do Queen de 1973.

O tema de cores para a festa e convidados será roxo, rosa escuro e dourado.

Ingressos, camisetas e cartazes estarão disponíveis para compra no ano novo. Mais informações do partido também serão anunciadas neste momento.

www.mercuryphoenixtrust.com

 

Em torno da estátua de Freddie Mercury e sob o mercado coberto, a associação Montreux Celebration organizará eventos de 31 de agosto a 3 de setembro de 2023.

O programa será anunciado em 2023, e todas as informações estarão aqui: www.montreuxcelebration.com

Equipe MPT e Montreux Celebration

 

Fonte: www.queenonline.com

Olá amigos do Queen Net,

Na última segunda feira, tive a felicidade de receber o meu exemplar do Box The Miracle Edição de Colecionador.

Para dividir a minha alegria com vocês, fiz três pequenos vídeos mostrando detalhes da minha aquisição.

O Box é de altíssima qualidade. Muito bem elaborado e feito com material de primeira.

Então vamos deixar de conversa, porque vocês devem estar ansiosos para ver o vídeo.

Espero que gostem!

 

UNDER PRESSURE

(11ª música do 10° álbum)

 

– Quando, durante o verão de 1981, os músicos do Queen retornam ao Mountain Studios de Montreux (que então pertence a eles), recebem a visita do seu compatriota e amigo David Bowie, disposto a gravar o tema Cat People (Putting Out Fire), composto pelo produtor do momento Giorgio Moroder.

– Então improvisam uma jam-session con o Duke antes de celebrar o encontro com um jantar.

Passamos um bom momento improvisando com as músicas que todos conhecíamos – recorda Brian May -. Porém rapidamente decidimos que seria divertido criar algo novo. Todos nós pesamos as ideias, e minha contribuição foi um ótimo riff em re, que eu tinha em mente há muito tempo. Porém o que mais nos emocionou foi um riff interpretado pelo Deaky […]. Algo assim como Ding-Dind-Ding-Diddle-Ing-Ding. Porém depois do jantar, o baixista foi incapaz de recordar o riff.

 

Tinha saído completamente da mente – recorda Roger Taylor divertido no documentário ‘Days Of Our Lives’ -. […] Porém, eu o recordei.

– A banda e Bowie se dedicaram a tocar em torno deste riff de baixo, e a sessão, que se estenderia ao longo das seguintes vinte e quatro horas, daria lugar a Under Pressure, cujo título de trabalho era People On Streets.

– O instrumento utilizado por John na introdução mundialmente conhecida de Under Pressure é uma Fender Precision Special 1981. Este baixo propõe uma novidade com relação aos modelos anteriores: está equipado com três potenciômetros (volume, baixo e agudo), enquanto que as Precision tradicionais contam com somente dois botões (volume e tonalidade).

– John pôde, então, cruzar as frequências sonoras de seu instrumento até encontrar o som ideal mais adequado para a introdução do tema.

– Brian contribui com alguns arpejos de guitarra para a partitura de John, que ele dobraria na pós-produção.

– Ele lembra:

David era categórico sobre o fato de que devia ser interpretado com doze cordas!.

– Ao ser perguntado sobre a versão de Under Pressure do rapper Vanilla Ice no seu sucesso Ice Ice Baby em 1989, Roger Taylor declara, de um modo um pouco astuto:

Ele não a escreveu, nos roubou de um dos nossos álbuns […]. Não gosto da sua canção. É um rapper branco da Flórida. Genial…! Com um corte de cabelo bastante divertido!.

O duo Mercury-Bowie nunca interpretou Under Pressure no palco. Na imagem, o Thin White Duke, David Bowie, junto a Brian, John e Roger no The Freddie Mercury Tribute Concert, em abril de 1992.

 

Vídeo oficial de Under Pressure

 

David Bowie e Annie Lennox cantam Under Pressure no The Freddie Mercury Tribute Concert

 

Ice Ice Baby, com Vanilla Ice

 

David Bowie e sua baixista Gail Ann Dorsey interpretam Under Pressure:

https://youtu.be/0liLtMtzs-k

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

O documentário Freddie Mercury: The Final Act ganhou o Prêmio Rose d’Or.

Poucos dias depois de vencer o Emmy Internacional de Programação Artística, Freddie Mercury: The Final Act conquistou mais um prêmio, desta vez o prêmio Rose d’Or de Melhor Documentário Artístico.

Muitos parabéns à Rogan Productions, BBC2 e Simon Lupton.

Sobre o Rose d’Or

O prestigiado Rose d’Or Awards define o padrão ouro para excelência e realização na produção de programas internacionais de TV e áudio.

O Rose d’Or começou em 1961, quando foi criado pela Swiss Television na cidade de Montreux, à beira do lago, e tem sido um evento emblemático para a União Europeia de Radiodifusão e a indústria internacional de TV desde então.

Freddie Mercury: The Final Act está disponível no Brasil na plataforma de streaming Star+.

 

Fontes: www.queenonline.com e www.rosedor.com

Freddie Mercury – O Dostoiévski do Rock

Quando eu estiver morto, quero ser lembrado como um músico de algum valor e substância. Freddie Mercury

– Quando Freddie emergiu na indústria do Rock, ela não era multicultural e os gigantes da mídia anglo-americana a controlavam predominantemente. No início dos anos 60 e 70, a indústria do Rock era altamente exclusiva.

– Freddie foi o primeiro grande astro do Rock de origem asiática. Independentemente de sua origem, ele conquistou o mundo da música e se tornou o melhor dos melhores. Sua habilidade vocal e performances extravagantes eram incompreensíveis. Freddie será lembrado como um vocalista talentoso de qualquer geração.

– As canções de Freddie transmitiram mensagens filosóficas e psicológicas profundas. Ele cantou sobre sua solidão interior e às vezes sua individualidade dual e as divergências emocionais.

– Ele pensou que sua origem indiana o impediria de se tornar uma grande estrela e ele mudou seu nome verdadeiro Farrokh Bulsara para um pseudônimo impactante.

– Como Salman Rushdie (nota abaixo) afirmou uma vez, Freddie Mercury deliberadamente escondeu sua identidade e se tornou um homem de lugar nenhum.

– Ele lutou uma vida inteira para estabelecer sua identidade. Tinha um elenco de milhares e um homem com mil faces. Descrevendo-se em uma entrevista, Freddie declarou –

 No fundo, sou uma pessoa muito emocional, uma pessoa de extremos reais, e muitas vezes isso é destrutivo para mim e para os outros.

– Para superar sua autoimagem negativa com sua sobremordida, Freddie se apresentou como um príncipe ou rei, às vezes usando uma coroa no palco. Seu vício em sexo poderia ter uma ligação com essa autoimagem negativa.

– Suas canções carregavam significados alusivos à sua própria vida controversa. Freddie era seguidor de uma religião chamada Zoroastrismo, uma das religiões mais antigas e exclusivas do mundo, fundada pelo profeta Zoroastro em 600 a.C. Suas canções tocaram o misticismo da religião com a magia e alguns termos teológicos do Zoroastrismo.

– Elas tinham os mais diversos tipos de letras e eram uma mistura de músicas, ideias e filosofias de René Descartes, Jean-Jacques Rousseau, Goethe, Friedrich Nietzsche, Jean Paul Sartre, Albert Camus, Wolfgang Amadeus Mozart, Little Richard e Jimi Hendrix. A maioria de suas canções foi inspirada em magia e fantasia. Mas ele falou de filosofia profunda por meio de sua música.

– Na música – My Fairy King – Freddie vem com uma prosa clássica e poesia que narra uma terra de fantasia. Embora a situação imaginada não corresponda com a realidade, expressa o desejo e os objetivos dele de se desligar do realismo.

– Em 1984, ele fez seu videoclipe I Want to Break Free, que foi um clamor e uma catarse emocional. Neste vídeo, Freddie se veste de mulher, mas mantém seu bigode, que simboliza sua situação de identidade, isolamento e ostracismo, apesar da preservação da masculinidade.

Ele sempre manteve uma mística sobre sua imagem.

Quando estou me apresentando, sou extrovertido, mas por dentro sou um homem completamente diferente.

– A emoção de Freddie Mercury pode ser notificada no hit The Show Must Go On, onde ele relata seus sentimentos íntimos.

Minha alma é pintada como as asas de borboletas ..

Os contos de fadas de ontem crescerão, mas nunca morrerão ..

Eu posso voar, meus amigos !

– Sua dupla personalidade foi capturada na música Great Pretender. Esta é uma forma de explicação de Carl Jung (psiquiatra e psicanalista) da persona – As Relações entre o Ego e o Inconsciente – de 1928. Jung descreve a persona como um sistema complicado de relações entre a consciência individual e a sociedade, apropriadamente uma espécie de máscara, projetada por um lado para causar uma impressão definitiva sobre os outros e, por outro, para ocultar a verdadeira natureza do indivíduo. Freddie Mercury resumiu as palavras junguianas assim.

Oh sim, eu sou o grande fingidor ..

Apenas rindo e alegre como um palhaço ..

Eu pareço ser o que eu não sou, você vê ..

Estou usando meu coração como uma coroa ..

Fingir que você ainda está por aí … 

 

– A música incomparável de Freddie – Living On My Own – dá uma imagem de um desesperado se opondo à sociedade. Freddie sempre se tornou um personagem controverso que agia de acordo com suas fantasias e instintos. Além disso, ele desafiou abertamente a hipocrisia da sociedade.

– Ele foi o Oscar Wilde dos dias modernos, que enfrentou duras críticas nos tabloides. Ele descreveu sua paixão e dor emocional em letras graciosas. Sua música Living On My Own é um testemunho vivo da pontada emocional de Freddie.

 Às vezes eu sinto que vou desabar e chorar ..

Nenhum lugar para ir nada a ver com meu tempo ..

Eu fico sozinho tão sozinho vivendo sozinho ..

Às vezes sinto que estou sempre andando rápido demais ..

E tudo está caindo em mim, caindo em mim ..

Eu fico louco oh tão louco vivendo sozinho … 

– Freddie Mercury e o Queen foram revolucionários. Em 1984, eles se apresentaram na África do Sul, ignorando o boicote cultural das Nações Unidas. Embora tenham sido amplamente criticados, eles podem ter contribuído com algo positivo para que o sistema de apartheid sul-africano mudasse.

– Da mesma forma, em 1986, eles se apresentaram em Budapeste. Foi o período em que o bloco comunista estava prestes à se desintegrar e os europeus orientais estavam abraçando o tipo ocidental de democracia.

– Freddie Mercury pode ser considerado o Fyodor Dostoiévski da Música Rock, que pintou o Rock com filosofia, fantasia e psicologia. Ele cantou sobre a psique humana interior e a liberdade humana.

     Fyodor Dostoiévski

– O talentoso artista, talentoso músico e lendário showman Freddie Mercury morreu no dia 24 de Novembro de 1991 com a idade de 45 anos. Ele viveu uma vida relativamente curta, mas teve um profundo impacto na música e na cultura.

 

Por Dr. Ruwan M Jayatunge MD

Colombo Telegraph

 

Nota – Sir Ahmed Salman Rushdie, nascido em 19 de Junho de 1947 é um romancista e ensaísta britânico-americano nascido na Índia. Seu trabalho, combinando realismo mágico com ficção histórica, está principalmente preocupado com as muitas conexões, interrupções e migrações entre as civilizações oriental e ocidental, com grande parte de sua ficção sendo ambientada no subcontinente indiano.

Sir Ahmed Salman Rushdie

 

COOL CAT

(10ª música do 10° álbum)

Cool Cat é uma das primeiras canções que se trabalharam em Munique em junho de 1981.

– Fruto da colaboração entre John Deacon e Freddie Mercury, é um dos poucos temas compostos por duas pessoas em um álbum do Queen.

– Pela primeira vez, ambos músicos colaboram de maneira estreita, apesar dessa época não terem uma relação mais íntima, como reconheceria o baixista:

– Nós não nos víamos muito fora das sessões de trabalho. Cada um tinha seus próprios amigos. Por exemplo, eu não passaria nunca pela casa de Freddie, e ele não viria jamais à minha. Somos os opostos um do outro.

– Porém, a união faz a força, e desta colaboração artística surge a melhor joia do álbum Hot Space: um tema com uma sensualidade incrível, com estribilhos dotados de uma melodia incomparável.

– O destino de Cool Cat deveria ter sido similar ao de Under Pressure, já que a primeira versão gravada pelo grupo incluía coros interpretados por David Bowie.

– Poucos dias antes do seu lançamento, alguém adverte ao Duke de que esta é a versão que aparecerá no álbum. Porém o cantor, que não estava satisfeito com sua atuação, se opõe a ela. Brian recorda:

David unicamente havia feito algumas gravações de apoio. Isto fazia um pouco mais atraente a canção, porém ninguém pensou nisso com cuidado.

– Como resultado, a EMI teve que voltar a prensar o disco, sem Bowie, e adiar a publicação do álbum.

– Brian May diria ainda:

Somos pessoas realmente teimosas no Queen e muitas vezes tomamos nossa posição. O Sr. Bowie também. Na verdade, ele provavelmente é tão teimoso quanto nós quatro juntos.

– É possível escutar esta versão na internet para formar-se uma própria opinião.

– O título de trabalho da canção era Wooley Hat, porém foi mudada para Cool Cat quando Freddie escreveu a letra com John.

– A talentosa cantora e pianista Juliette Armanet, propõe em 2018, no bônus do seu álbum Petite Amie Live, uma versão de Cool Cat com sua própria letra em francês.

Mais uma vez, John Deacon atinge a marca com a quente e doce Cool Cat, em que a voz extremamente aguda de Freddie faz maravilhas.

 

Vídeo oficial de Cool Cat

 

Cool Cat com David Bowie

 

Cool Cat, com Juliette Armanet

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

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