STAYING  POWER

(1ª música do 10° álbum)

 

– Ao escutar os primeiros compassos de Staying Power, é possível imaginar a reação dos fãs: possivelmente se arrependeram de haver gasto algumas libras para comprar Hot Space.

– Desde a introdução do tema, se anuncia a linha que será seguida: uma caixa de ritmos, um baixo eletrônico e sintetizadores em todos os sentidos!

– Efetivamente, mais que sua composição, é a produção do tema que desestabiliza o ouvinte. Para começar, não gravam nenhuma bateria: Freddie utiliza uma caixa de ritmos (a Linn LM-1 Drum Computer).

– Outra novidade é a ausência do baixo: Freddie interpreta todas as linhas de baixo com a ajuda de um novo sintetizador (o Roland Jupiter-8).

– Seriam muitos os artistas e produtores que começariam a interpretar as partituras de baixo com a ajuda de teclados desse tipo nos anos vindouros.

– Uma vez mais, é digno de nota que Freddie Mercury está à frente de seu tempo.

– Embora a parte vocal de Freddie seja particularmente convincente (como em todo o álbum, deve ser especificado), a interpretação mais bonita é a do trompetista americano Arif Mardin, famoso por seu trabalho com Aretha Franklin: o Queen o requer para os arranjos de sopro, que estão muito presentes nessa música.

– Durante o tour nos Estados Unidos do verão de 1982, o tecladista Fred Mandel interpreta a parte do baixo sintético de Staying Power, já que John Deacon se encarrega da guitarra rítmica.

 

? Arif Mardin, arranjador de grande talento, trabalhou junto a Aretha Franklin e seu produtor Jerry Wexler em Respect, um dos maiores êxitos da diva (1967).

 

Vídeo oficial de Staying Power

 

Respect, com Aretha Franklin

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Made in Heaven

Data de lançamento: 6 de novembro de 1995

Músicas do álbum:

Lado A

1 – It’s A Beautiful Day

2 – Made In Heaven

3 – Let Me Live

4 – Mother Love

5 – My Life Has Been Saved

 

Lado 2:

1 – I Was Born To Love You

2 – Heaven For Everyone

3 – Too Much Love Will Kill You

4 – You Don’t Fool Me

5 – A Winter’s Tale

6 – It’s A Beautiful Day (Reprise)

Melhor posição nas paradas: 1° lugar na parada britânica e 58° lugar na parada americana

– No começo de janeiro de 1991, o 15° e último álbum do Queen começou a ser gravado. Freddie sabia que o seu tempo estava acabando e queria gravar alguns B-sides para o álbum recém terminado (Innuendo). As gravações foram tão intensas que a banda resolveu que deveria gravar outro álbum.

– As gravações ocorreram no icônico Mountain Studios, em Montreaux, na Suíça, cidade onde Freddie passou parte dos seus anos finais de vida sem ser incomodado e inspirado pela paisagem ao redor. Somente as músicas Mother Love, You Don´t Fool Me A Winter´s Tale foram gravadas para esse álbum.

– As sessões continuaram até maio de 1991, e a banda trabalhava dois dias por semana, dependendo sempre da saúde de Freddie. No dia 22 de maio, as gravações foram encerradas com Freddie gravando o vocal final em Mother Love.

– Mas as sessões não eram só desgraça e tristeza. Freddie continuamente importunou os outros para cantar mais músicas, como Brian explicou:

Até o final, Freddie me pediu letras e músicas que ele poderia trabalhar, e ele foi inflexível que este material deveria ser lançado.

– Quando as sessões terminaram, outros assuntos se tornaram uma prioridade para a época: Brian continuou a promover Innuendo e Roger trabalhou com The Cross para seu último álbum (Blue Rock).

– No dia 23 de novembro, Freddie divulgou uma nota na imprensa falando da sua condição de HIV positivo, acabando com todas as especulações que permeavam a imprensa. No dia seguinte, 24 de novembro, às 18:48, Freddie Mercury falecia de broncopneumonia associada à AIDS.

– No dia 12 de fevereiro de 1992, quando foram receber o prêmio de Melhor Canção de 1991, para These Are The Days Of Our Lives, prêmio concedido pela Indústria de Música Britânica, um Roger emocionado anunciou o concerto que seria um tributo à vida de Freddie no Estádio de Wembley dia 20 de abril.

– Eles trabalharam de forma descontínua entre 1993 e 1995, juntando o álbum a partir de restos de material descartado ao longo dos anos.

 

Curiosidades:

– It’s A Beautiful Day é a canção mais antiga do álbum, datando das sessões de abril de 1980 para o The Game;

 

– Let Me Live foi gravado em 1983 (como Another Little Piece Of My Heart) durante sessões para The Works;

 

– Heaven For Everyone, gravado em 1987, apresentava o vocal original de Freddie;

 

– My Life Has Been Saved e o vocal de Freddie para Too Much Love Will Kill You foram gravados durante as sessões de Miracle.

 

– You Don’t Fool Me foi supostamente juntada a partir de pedaços de fita, enquanto Let Me Live tinha existido apenas como uma breve jam de 90 segundos.

 

– Felizmente, todas as músicas receberam uma nova gravação, com as duas canções solo de Freddie soando mais como canções do Queen – a faixa título se torna um épico grandioso, enquanto I Was Born To Love You se torna um rock escaldante.

– O álbum alcançou sucesso e tornou-se o segundo maior lançamento de álbum de 1995 (atrás de Anthology 1dos Beatles).

– Alcançou o primeiro título no Reino Unido, e os cinco singles – Heaven For Everyone, A Winter’s Tale, Too Much Love Will Kill You, Let Me Live, You Don’t Fool Me, chegaram ao Top 20.

– O lançamento em vinil do álbum contou com duas capas alternativas – duas fotos tiradas no Lago Genebra em Montreux, uma pela manhã e outra à noite.

– Esta peça foi estendida para quase 23 minutos no lançamento do CD, e foi criada por David Richards, Brian e Roger como uma colagem sonora, para significar como poderia ter sido a ascensão de Freddie ao Céu.

David apenas explicou:

Isso foi iniciado por eu me divertir com o sampler ASR10. Peguei os acordes de abertura de It’s A Beautiful Day e fiz com que eles fizessem loop para sempre. Então eu adicionei alguns de Freddie falando através de ecos estranhos. Brian e Roger ouviram e vieram para adicionar alguns efeitos próprios e pensamos nisso como um Réquiem surreal. Era o fim do álbum e todos nós estávamos nos sentindo muito emocionados.

– Esta peça, considerada uma faixa oculta, foi oficialmente intitulada Faixa 13.

– Os fãs mais astutos notarão que há apenas onze músicas verdadeiras no álbum; a décima segunda canção tornou-se conhecida como Yeah simplesmente porque isso é tudo o que consiste – todos os quatro segundos dela.

– Made In Heaven, pode ser considerado como um epílogo de bom gosto. Alguns fãs esperavam uma espécie de álbum de continuação, embora Brian hesitasse em seguir um caminho semelhante, observando que as sessões póstumas eram particularmente emocionais e difíceis. Com a aparente aposentadoria de John Deacon, e Brian e Roger colaborando com Paul Rodgers e Adam Lambert, Made In Heaven continua sendo o último álbum verdadeiro do Queen.

 

Veja aqui todas as músicas do álbum

 

Fontes:

Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Queen: Complete Works: (edição revisada e atualizada) por Georg Purvis

www.queenpedia.com

 

One Vision / Blurred Vision

Data de lançamento: 4 de novembro de 1985

Autor: Roger Taylor (Queen)

Single: One Vision / Blurred Vision

Álbum: A Kind Of Magic (1986)

Melhor posição nas paradas: 7a na parada britânica e 61a na parada americana.

 

Após o bem sucedido show do Live Aid, a ideia da banda era tirar férias e só voltar com álbum e turnê em 1987. Mas não foi bem isso o que aconteceu….

Freddie estava comemorando o seu  39° aniversário em Munique e após as comemorações, achou que era hora da banda compor algo novamente. Então chamou os outros membros do grupo para gravarem.

Roger Taylor escreveu One Vision pensando em Martin Luther King Jr, mas Freddie transformou a música em uma canção de esperança como ele mesmo diz:

A música originariamente era sobre Martin Luther King e agora eu não tenho a menor ideia sobre do que se trata. Alguém disse que era sobre Bob Geldolf, mas não acho que seja.

Quando perguntaram para Roger se ele sabia o sentido das letras originais ele respondeu:

Não, não mais! Bem, mudaram as minhas palavras. Podre Freddie.

Não foi a primeira nem a última vez que Freddie modificou a letra de alguém, e a banda resolveu que a música era uma composição de todos e não somente de  Taylor.

A parte instrumental foi composta por May, Taylor e Freddie. Deacon adicionou a sua parte alguns dias depois do começo do trabalho no estúdio, pois ele estava de férias com a família.

A sessão de gravação da música foi independente da gravação do álbum e podemos ver a banda feliz em estar junta novamente, após o sucesso do Live Aid.

O resultado alcançado foi o Queen voltando às suas origens: guitarras poderosas, letras idealistas e cuidado com a produção e a performance.

O single foi lançado durante as sessões de gravação do novo álbum (A Kind Of Magic), e a banda foi criticada pela imprensa britânica de se aproveitar do sucesso do Live Aid para lançar um novo single.

 

Roger comenta:

Eu fiquei devastado quando vi isso na imprensa. Era um erro terrível e eu estava realmente aborrecido com isso. Algumas pessoas entenderam errado. Eu fiquei louco quando li.

Superando as críticas, o grupo ficou energizado pelo single e continuou gravando o que seria o seu 12° álbum de estúdio, que seria aberto com One Vision.

 

A música fez parte da trilha sonora do filme Iron Eagle (Águia de Aço no Brasil) dirigido por Sidney J. Fire.

 

Uma versão alternativa de One Vision chamada Blurred Vision (Visão embaçada), que combina ritmos elétricos e sintetizadores foi incluída no lado B do single.

 

A gravação do vídeo ficou a cargo dos Torpedo Twins (Rudy Dolezal e Hannes Rossacher) e mostra a banda nos bastidores das gravações do vídeo, fato que não acontecia desde News Of The World em 1977. Eles se conheceram em 1982 na Áustria, durante uma entrevista, e a amizade começou.

O resultado da gravação oi um vídeo muito interessante para os fãs, mostrando a união da banda e as histórias por trás dos bastidores de uma sessão de gravação.

 

Fontes:

Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Queen: Complete Works: (edição revisada e atualizada) por Georg Purvis

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

 

FLASH’S THEME REPRISE (VICTORY CELEBRATIONS)
(17ª música do 9º álbum)
– Trata-se de uma variante de Flash’s Theme e de Vultan’s Theme, aos que Brian adiciona numerosos fragmentos dos diálogos do filme.
– O tema ilustra a cena final do encontro entre Flash Gordon e Dale Arden.
– Em 1979, os fãs se perguntavam como Brian poderia ter composto a trilha sonora original do filme Mad Max de George Miller sem que eles fossem informados, e então eles começaram a monitorar cada movimento do Queen. Os rumores foram muito intensos até que fez-se luz: era outro Brian May, um compositor australiano especializado em música de cinema!
? Apesar do grande número de filmes em seu crédito, Sam J. Jones não encontraria nunca a esperada fama depois de Flash Gordon
Vídeo oficial de Flash’s Theme Reprise (Victory Celebrations)
Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc
Tradução: Helenita dos Santos Melo

O cantor Alírio Netto disponibilizou a primeira série de extras do trabalho ao vivo The Journey So Far, que retornará às plataformas digitais ainda este ano.

As músicas escolhidas foram duas versões do Queen: Who Wants to Live Forever (com participação de Livia Dabarian) e Love of My Life.

Importante lembrar que o brasileiro foi um dos cantores do espetáculo Queen Extravaganza, tendo passado pelos crivos de Brian May e Roger Taylor.

 

 

 

The Journey So Far foi gravado durante um show no Teatro Porto Seguro, em São Paulo. A filmagem ficou a cargo da Foggy Filmes, de Junior Carelli e Rudge Campos. A produção foi realizada no estúdio Fusão, por Thiago Bianchi.

Em material promocional, o vocalista falou sobre a importância do registro.

Este show foi um marco em minha carreira, onde pude expressar com meus amigos todos os momentos de mais de 20 anos de estrada. Foi algo especial que agora posso liberar para quem curte o meu trabalho.

O repertório contou com músicas da carreira solo de Alírio, além de Age of Artemis, Khallice e Jesus Christ Superstar, entre outros. Entre os convidados especiais estão o Angra, Livia Dabarian, Fernando Quesada e Junior Carelli.

Um documentário homônimo também foi lançado. Ele conta com depoimentos de Fernando Quesada, Rafael Bittencourt, Livia Dabarian, Edu Falaschi e Adriano Daga, podendo ser assistido abaixo.

 

Atualmente, Alírio Netto é vocalista do Shaman. Seu primeiro trabalho com a banda, Rescue, saiu este ano.

All Things Must Pass, mais recente registro solo de inéditas do cantor, saiu em 2021, via Frontiers Records.

 

Fonte: igormiranda.com.br

In The Lap Of The Gods… Revisited
Álbum: Sheer Heart Attack
Data de lançamento: 1974
Compositor – Freddie Mercury

But I’m no fool
It’s in the lap of the Gods
Whoa, whoa, la la la, whoa
Whoa, whoa, la la
Whoa, whoa, oooh

– Esta foi a primeira tentativa de Freddie em criar uma música que o público pudesse cantar sozinho durante os shows, assim como We Are the Champions.

– Foi tocada no fim dos shows durante 1974 e 1977.

– Em 1986, foi tocada novamente em um medley com Seven Seas of Rhye, e é tocada também nas turnês com Adam Lambert.

– In the Lap of the Gods… Revisited é uma canção de Rock progressivo do Queen. A canção foi gravada em Julho-Setembro de 1974 e foi lançada pela primeira vez como faixa B7 no Sheer Heart Attack.

– O título liga a música à In the Lap of Gods do mesmo Álbum, no entanto, as duas músicas parecem estar relacionadas apenas por seu tema, não por sua estrutura musical.

– A música e a letra foram compostas por Freddie Mercury. Ele canta vocais, backing vocals e toca piano. Brian toca guitarra e piano e canta backing vocals. Roger Taylor toca bateria e faz backing vocals. John Deacon toca baixo.

– Há várias interpretações da letra, sendo as duas mais comuns sobre o rompimento de um relacionamento e a outra sobre uma discussão com seus pais sobre a escolha da carreira.

– Aparentemente, seus pais não apoiaram sua carreira musical no início (eu posso ver o que você quer que eu seja) e duvidaram que Freddie seria capaz de viver disso (meu dinheiro é tudo o que você deseja falar).

– No final da música, ele se decidiu (não há sentido em fingir, acredite em mim, a vida continua indefinidamente) e deixa tudo por conta do destino e se liberta das opiniões dos pais para seguir sua carreira musical .

– Ambas as ideias se encaixam, mas não há nenhuma evidência. Além disso, Freddie não era muito direto em sua composição, então talvez pudesse ser uma mistura desses conceitos, ou nenhum dos dois.

– No final das contas, a música é sobre não ter certeza de sua vida e, ao invés de deixar os outros controlarem você, apenas fazer o que você gosta e esperar o melhor.

Um prelúdio para Bohemian Rhapsody …
Uma obra prima !

Ano: 1986

 

Fonte para base e composição de texto –
www.thealmightyguru.com

 

Freddie Mercury na visão dos ídolos :

1. Quando estou atrás do palco, e as luzes se apagam, e o ruído maníaco da multidão começa, não me afeta do jeito que afetava ao Freddie Mercury, que costumava amar, se deliciar com a adoração do público, que é algo que eu totalmente admiro e invejo.

? Kurt Cobain – vocalista e guitarrista Nirvana – em sua carta de suicídio.

 

2. Se eu não tivesse conhecido as letras de Freddie Mercury quando era garoto, não sei onde eu estaria hoje. Foi ele quem me ensinou sobre todas as formas de música, e abriu a minha mente. Nunca houve um maior professor em minha vida.

? Axl Rose – Guns N’Roses

 

3. Há pouca gente por trás do glamour, que realmente são grandes performers. É muito estranho ser um músico de sucesso e conseguir projetar-se com confiança.
Freddie tinha isso tudo, e há muitos poucos como ele.
? Robert Plant – vocalista Led Zeppelin

 

4. Freddie era uma das poucas pessoas que conseguia ter uma multidão inteira na palma de sua mão.
? Kirk Hammett – guitarrista Metallica

 

5. Freddie sempre teve uma boa voz. Essa sempre foi a âncora daquele grupo, eu acho, e Brian também é um bom guitarrista, você sabe que eles têm habilidade musical ….
Eu acho que você pode dizer quando uma Banda tem habilidade musical. Mas eu acho que há uma palavra a dizer ….. a primeira coisa que você ouve no Queen é a voz de Freddie. E é a mesma de então. É uma voz muito forte. Uma voz muito distinta. E você reconhece que esse cara sabe o que está fazendo. 
King Mercury !

? Paul McCartney – Beatles

 

6. O carinho que as pessoas sentem pelo Freddie vai ajudá-las a entender que a AIDS não faz distinção. Sua ausência será mais forte do que a razão pela qual ele desapareceu.
Sua ausência será algo intransponível.
?David Bowie – cantor britânico

 

Fonte para base e composição de texto – 180graus.com
By Franklin Delano

CRASH DIVE ON MINGO CITY
(16ª música do 9º álbum)

– Brian May assina este breve tema instrumental em que dominam os intensos acordes de guitarra, aos quais são adicionadas várias camadas de sintetizador Oberheim OB-X.

 

? Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de Crash Dive on Mingo City:

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

15 curiosidades sobre a icônica Bohemian Rhapsody !

1) Todas as músicas de Queen eram feitas em conjunto. Mas Bohemian Rhapsody tinha a sua peculiaridade… E chegou completa (letra e música) pelas mãos e genialidade de Freddie Mercury, que já estava compondo desde os anos 60.

2) Freddie começou a gravar sozinho, no Rockfield Studios, no País de Gales, em Agosto de 75.

3) Toda a canção foi feita sobre livros e pedaços de papel de telefone, o que tornou complicada a compreensão de algumas partes pelo restante do grupo.

4) Em 2.002, Brian May revelou que Freddie sabia exatamente o que estava fazendo… nós só ajudamos ele dar vida à este bebê .

5) Freddie, Brian e Roger cantam na sessão de ópera. Os tons de vozes super baixos são de Brian, os médio-altos precisos de Freddie e os agudos estridentes de Roger.

6) Na época, uma mesa de som tinha apenas 24 canais. Mas para Freddie não era o suficiente, e não satisfeito em completar os 24, continuou gravando outros takes por cima, até chegar naquilo que tinha em mente. Foram mais de 180 overdubs e oito lotes de fitas, o que seriam suficientes para gravar dois álbuns inteiros!

Foto: O registro original de 24 trilhas para a sessão. Haviam muitas condensações e saltos nas faixas (um termo que remete à era analógica, quando várias faixas eram mixadas para liberar mais espaço de gravação).

 

7) Todas essas fitas tiveram de ser recortadas com gilete e precisamente coladas com fita adesiva, para que os vocais gravados nas infinitas unidades diferentes ficassem perfeitamente alinhados.

A caixa que contém a cópia master de Bohemian Rhapsody – a gravação. Reparem no nome – Rockfield Studios.

 

8) Já Brian May gravou o solo de guitarra icônico em um só take e um só canal. O diferencial da guitarra é o amplificador caseiro que John Deacon tinha feito.

9) Freddie Mercury tocou no mesmo piano que Paul McCartney utilizou para gravar Hey Jude.

10) A ópera levou mais de 70 horas para ser concluída.

11) Scaramouche, citado na canção, é um palhaço que se esquiva das situações difíceis às custas de outro (personagem da comédia dell’arte). Bismillah  significa em nome de Allah  e Beelzebub é um dos muitos nomes dados ao demônio.

12) As gravadoras EMI e Elektra tentaram cortar pedaços da canção. Segundo Roger disseram que ela era um tanto longa e não iria funcionar. E o baterista comentou que a banda até cogitou cortá-la, mas concluiu que ela não faria qualquer sentido porque perderiam todos os humores diferentes da canção.

13) Quem introduziu a música na rádio pela primeira vez foi o comediante Kenny Everett. E comentou: Ela poderia ser de meia hora de duração, e seria a número um por séculos!

14) O videoclipe da música foi produzido para ir ao ar no programa de TV Top of the Pops, já que a Banda estaria ocupada em turnê. E acabou sendo um tiro certeiro, porque rendeu mais visibilidade comercial para o grupo. O Queen iniciou a onda de lançamento de músicas com clipes.

Foto do gravador de 24 faixas que o Queen usou para produzir Bohemian Rhapsody.

 

15) Bohemian Rhapsody ficou nove semanas consecutivas no 1º lugar no Reino Unido e até hoje é uma das canções recordistas de permanência no topo da parada britânica.

 

Pra fechar com chave de ouro, o link abaixo …

 

Fonte – panfloripa.com.br

MARRIAGE  OF  DALE  AND  MING  (…AND  FLASH  APPROACHING)

(15ª música do 9º álbum)

 

– Nesta composição, interpretada por Brian e Roger, misturam-se várias partes que ilustram o matrimônio forçado de Dale Arden com o imperador Ming.

– Voltam a repetir-se duas partes importantes do filme, Flash’s Theme e Vultan’s Theme, ao qual são adicionadas várias camadas de sintetizador e fragmentos de diálogos do filme.

 Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de Marriage of Dale and Ming (…And Flash Approaching)

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Living On My Own

Dee do de de, Dee do de de
Dee do de de, dee do de de

– Living on My Own é uma canção de Freddie, originalmente incluída em seu primeiro Álbum solo – Mr. Bad Guy.

– Foi lançada como single em Setembro de 1985 no Reino Unido, onde alcançou o número 50.

– Em 1993, quase dois anos após a morte de Freddie, Living on My Own foi remixado e relançado, alcançando o número 01 no Reino Unido, tornando-se o primeiro hit solo de Mercury em primeiro lugar. Permaneceu no topo por 02 semanas.

– Rumores dizem que a letra da música reflete a admiração de longa data de Freddie por Greta Garbo, que depois de pronunciar a frase famosa em 1941 –

I Want To Be Alone 
( Eu Quero Ficar Sozinha )

abandonou Hollywood, e se recolheu às sombras da reclusão, se transformando em uma diva perfeita, apesar de que ela afirmava que havia dito Quero Que Me Deixem Em Paz.  – ( I Want You To Leave Me Alone ).

– O vídeo clipe foi gravado com câmeras de 35 mm na festa de aniversário de 39 anos de Freddie Mercury (o traje era fantasia preto e branco) na cidade de Munique, mostrando cenas reais da badalada festa que aconteceu em Setembro de 1985, e na época, foi proibido por ser considerado promíscuo.

– E a letra ?

– O clipe mostra todos curtindo, dançando e se exibindo naquela noite de esplendor, antes que todas as fantasias desapareçam … e Freddie está cantando, ele está gritando – eu fico tão só, só, só …. tem que haver algo no futuro … alguns bons tempos … para viver, para continuar. Estou vivendo sozinho …… Às vezes sinto que ninguém me avisa …..

– A música destaca claramente o que Freddie estava passando naquela época, mas acreditamos que ele fez muito para fazer essa música soar  como uma música feliz …..

Fonte – Queen Exploded Diagram

Fotos – Internet

 

THE WEDDING MARCH 

(14ª música do 9º álbum)

 

– A marca de Brian May resulta evidente desde o primeiro compasso de The Wedding March.

– O guitarrista propõe sua própria interpretação da Marcha Nupcial de Richard Wagner (cujo título exato é Coro Nupcial da ópera Lohengrin, assinada pelo compositor alemão em 1850).

– Assim como em Procession, do álbum Queen II, e mais tarde, sua versão de God Save The Queen, de A Night At The Opera, Brian multiplica as harmonizações de guitarras, jogando com o estéreo para conferir maior amplitude à sua obra.

Brian comentou:

Pareceu-me muito divertido que a ‘Marcha Nupcial’ apareça dessa maneira no filme, porque todos os que conhecem nossa música reconhecerão de imediato nossa intervenção.

– A partir dos 0:44, Brian modifica os acordes de acompanhamento do tema em dois compassos, citando de maneira discreta a Marcha Fúnebre de Frédéric Chopin, cuja linha melódica está mais próxima que a Marcha Nupcial de Wagner.

 

 

? Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de The Wedding March

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Os fãs do Queen que conseguiram acompanhar o grupo em sua turnê de 2.017 foram presenteados com um espetáculo especial programado para homenagear o 40º aniversário do LP News of the World da Banda.

 

Uma versão gigante e animada de Frank, o robô que aparece na capa do Álbum.

 

Sem dúvida, muito trabalho foi feito para trazer essa engenhoca clássica da capa para o palco.

 

O renascimento de Frank envolveu muito trabalho de animação meticuloso – mas primeiro, como a capa do Álbum em si, foi reaproveitada de uma pintura de 1.953 de Frank Kelly Freas, daí o seu nome.

A equipe criativa da Banda teve que decidir o que fazer sobre as partes do corpo do robô que permaneceram invisíveis por 40 anos. Para descobrir as respostas, o artista Mark Hough passou um tempo mexendo em modelos renderizados digitalmente até encontrar o equilíbrio certo através de um modelo 3D.

 

Frank faz a abertura do show com We Will Rock You e bate palmas e estica os braços em Radio Ga Ga.

 

Ao final, um espetáculo digno da Rainha.

 

  Funko fofíssimo do Frank

 

– We Will Rock You

 

 

– Frank ao som de Radio Ga Ga.

Fonte – adamlamberttv.blogspot.com

 

 

 

 

 

 

 

Måneskin domina as paradas de Rock And Roll no streaming, com blink-182 e Queen se juntando ao Top 10; veja o ranking!

Não há dúvidas de que as plataformas de streaming se tornaram o principal meio de consumo de música no mundo todo e isso inclui o Rock And Roll, claro.

Semanalmente, o Spotify libera as paradas das músicas mais ouvidas por localização e gênero musical, e os Charts do app são um ótimo indicativo do que é mais popular mundo afora.

Hoje, trazemos a lista com as músicas de Rock mais ouvidas por lá na semana de 14 a 20 de Outubro, com novidades nas paradas como o blink-182 com “Edging” e o Queen com “Face It Alone”, além da dominação da banda italiana Måneskin com mais um novo hit, dessa vez “THE LONELIEST”.

Veja a lista logo abaixo!

10 – Demi Lovato – “29”

09 – Paramore – “This Is Why”

08 – Olivia Rodrigo – “brutal”

07 – Måneskin – “SUPERMODEL”

06 – Queen – “Face It Alone”

05 – Billie Eilish – “Happier Than Ever – Edit”

04 – Imagine Dragons – “Sharks”

03 – Gayle – “abcdefu”

02 – blink-182 – “Edging”

01 – Måneskin – “THE LONELIEST”

Fonte: www.tenhomaisdiscosqueamigos.com

BATTLE THEME
(13ª música do 9º álbum)

Battle Theme, a versão da canção dos créditos finais (amenizada com um único “Flash” coletivo), ilustra a batalha entre os homens falcões e a guarda do imperador Ming.

– Vultan, que dirige os invasores, levanta sua espada até o céu antes de lançar o último assalto e exclamar, de modo fatalista:

Who wants to live forever? (Quem quer viver para sempre?)

– Uma frase que Brian May retomaria seis anos mais tarde para dar título à uma de suas canções mais belas, composta para o filme Highlander, de Russell Mulcahy.

– O guitarrista, autor deste tema no álbum, diria que esta é a sua sequência preferida, porque lhe recordava os momentos da sua infância, quando, aos sábados pela manhã, assistia na TV uma das primeiras adaptações de Flash Gordon”.

? Ornella Muti e Max von Sydow em uma produção kitsch transformada em obra cult. Os fãs do filme gostaram do documentário de Lisa Downs, Life After Flash, publicado em 2017.

 

Vídeo oficial de Battle Theme 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

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