Nos bastidores do Álbum QUEEN II

 

▪️Com o Álbum de estreia finalmente gravado, produzido, mixado e prestes à ser embalado, estava quase tudo pronto para sair em turnê e ser promovido.

▪️Quase …

▪️Tudo parecia perfeito com exceção de um detalhe – em razão de inúmeros problemas de negócios, o LP só pode ser comercializado 08 meses após a data planejada, após selar um acordo milionário com a poderosa EMI, acordo esse que perdura até hoje para os lançamentos em todo o planeta, com exceção dos Estados Unidos

▪️Mas a pausa forçada , é importante ressaltar, não foi totalmente desperdiçada. O hiato que antecedeu a comercialização de QUEEN foi produtivo. Algumas músicas que vinham sendo compostas durante as sessões de gravação ganharam a chance de serem finalizadas.

▪️Nesse meio tempo, John Anthony, por imposição da Banda, cederia seu lugar como produtor para Roy Thomas Baker, que dividiria suas ações no estúdio com a própria Banda. Outro reforço para o time foi Mike Stone. O engenheiro ganharia espaço graças à seu talento atrás da mesa de som, e ajudaria o grupo a colocar algumas de suas melhores canções até o período de gravações do 6° disco que, como os fãs da Banda melhor do que todos sabem, viria a ser batizado como NEWS OF THE WORLD.

▪️Com a equipe reformulada e novas composições prontas, o processo para finalização de QUEEN II estava engatilhado. Assim, a Banda pôde pôr em prática algo que já tinha em mente há tempos – registrar a versão completa da faixa Seven Seas of Rhye, lançando-a como um single. Na época, os problemas com Keep Yourself Alive, que podiam ser traduzidos como baixo sucesso comercial, guiaram o Queen no sentido de reformular o formato de suas canções para o rádio.

▪️Dessa forma, a música escolhida não poderia ser muito longa, tendo um apelo mais pop.

▪️Além das canções que comporiam o novo LP, o Queen se daria o luxo de deixar de fora algumas pérolas como See What A Fool I’ve Been, Brighton Rock (que não havia sido ainda finalizada mas acabaria no LP seguinte) e um embrião da faixa The Prophet’s Song – esta escolhida mais tarde para entrar em A NIGHT AT THE OPERA.

▪️QUEEN II, embora seja apenas ainda a segunda empreitada em vinil, já demonstra toda a capacidade da Banda de compor arranjos complexos.

       

▪️Mais do que isso …

▪️O conteúdo lírico das letras também começava a despontar.

▪️Para dar o toque final à produção do LP, o Queen ainda chamaria Robin Cable, que havia trabalhado com Freddie Mercury nas faixas I Can Hear Music e Going Back.

▪️Cable ficou encarregado de terminar Funny How Love Is, e dar uma atmosfera à moda Phil Spector e sua parede sonora – Wall of Sound  para a gravação, além de ajudá-los em Nevermore, com mais um recurso de Phil Spector, o piano ring ( uma técnica dando a impressão de que se está tocando em um grande auditório).

Phil Spector

 

                                                                Parede sonora de  Phil Spector    

 

▪️Quando acabou de gravar o disco, em Agosto de 1973, o Queen imediatamente adicionou Ogre Battle, Procession e Father to Son às suas apresentações ao vivo, esperando promover o Álbum imediatamente. Mas isso acabou não acontecendo, pois seu lançamento acabou ocorrendo somente em 08 de março de 1974. Antes disso, um single para aquecer os fãs chegou às lojas em Fevereiro com as faixas Seven Seas of Rhye e See What a Fool I’ve Been – esta última, como Lado B não incluída no LP.

▪️Uma tese de sua exclusão do disco seria o temor de possíveis problemas com direitos autorais, já que seus versos eram quase uma releitura da canção That’s How I Feel de Sonny Terry e Brownie McGhee, que Brian ouviu num programa de TV e ficou em seu subconsciente.

Piano ring

 

▪️Abaixo, exemplos das semelhanças entre as letras ?

That’s How I Feel –

You don’t believe, Don’t believe I love you Look what a fool I’ve been, oh, Lord, God knows what a fool I’ve been 

 

See What A Fool Eve Been –

Well, she’s gone, dear, gone this morning see what a fool I’ve been, Oh Lord, what a fool I’ve been

Yes, I did too much 

 

A arte do LP e suas curiosidades

▪️O design da capa também reflete a ideia dos membros do Queen vestidos de preto em fundo escuro e outra imagem no miolo do encarte, com trajes brancos em um cenário claro.

▪️O fotógrafo Mick Rock, amigo pessoal de Freddie Mercury, recebe os créditos (e os méritos) pela autoria da foto principal da capa de QUEEN II. Tratava-se realmente de uma imagem emblemática da Banda, utilizada em diversas outras oportunidades para promover os lançamentos do Queen.

▪️Exemplos da reutilização da fotografia podem ser vistos nos videoclipes de Bobemian Rhapsody e One Vision.

▪️A inspiração para imagem, à propósito, também veio de diversas fontes, embora extraoficiais – uma foto de Marlene Dietrich, atriz alemã que se destacou por recusar-se a participar das propagandas nazistas, desafiando Adolf Hitler, e também da capa do LP WITH THE BEATLES, lançado em 1963.

       

                                                                        Marlene Dietrich

 

▪️Com tudo pronto nos bastidores, faltava ainda colocar o Álbum no mercado.

▪️Mas não foi tarefa fácil …

▪️Vários motivos atrasaram o lançamento do LP, entre eles a crise do petróleo, que fez o governo inglês tomar várias medidas para redução do consumo de energia, atrasando, dessa forma, a manufatura do disco.

▪️Mas também não foi apenas a crise do ouro negro que atrapalhou sua comercialização.

▪️Um erro gráfico no primeiro lote de prensagem acabaria como primeiro round no duelo entre o Queen e a Trident Productions.

▪️Era apenas o começo do fim que estaria por vir, nesta relação.

 

Nota – Quando a primeira prensagem chegou às lojas de discos, a Banda notou um erro de ortografia na capa e teve que reclamar persistentemente antes que fosse finalmente corrigido.

 

▪️Fonte –

Queen Magic Works

Marcelo Facundo Severo

Muito foi feito da intimidade desta turnê, mas cada nota era tão grande quanto Queen e Taylor mereciam.

ROGER TAYLOR ‘THE OUTSIDER TOUR LIVE’ ESTREIA FÍSICA & DIGITAL – 30 DE SETEMBRO DE 2022

Formatos: 2LP, 2CD disponível somente na Queen Online Store

Versão digital – Disponível em todo o mundo

Single digital Surrender já está disponível

Ouça aqui: http://www.RogerTaylor.lnk.to/TheOutsiderTourLive

 

Há algum tempo, todos nós estamos apenas tentando sobreviver. Agora, estamos de volta ao básico, eu e alguns grandes amigos musicais voltando para tocar rock.

– Embora Roger Taylor tenha levado oito anos, e uma pandemia, para entregar seu sexto e mais bem-sucedido álbum solo até hoje – o Outsider calorosamente abraçado do ano passado – Taylor rapidamente retorna com outro para adicionar ao seu cânone solo de trabalho.

– Taylor lançará um álbum ao vivo gravado durante sua turnê de enorme sucesso em outubro de 2021, Outsider UK, que viu o membro fundador do Queen realizar uma série de shows ‘íntimos’: “minha turnê de modéstia, eu só quero que seja muito divertida, muito boa musicalmente ”, disse Taylor na hora de anunciar suas primeiras apresentações ao vivo fora do Queen em mais de vinte anos.

– Chegando em vinil, como um conjunto de 2 CDs e lançamento digital,  The Outsider Tour Live, com 22 faixas executadas em sua turnê de 14 datas esgotadas no final de 2021, estará disponível em 30 de setembro.

– Um single principal, Surrender, precederá o álbum com um lançamento de serviços digitais em 8 de setembro.

 

– Embora voltado para destacar o álbum Outsider – que Taylor admite ter sido escrito e gravado sob a sombra do bloqueio Covid resultou em um trabalho que ele descreve como um pouco nostálgico e melancólico – quando Taylor excursionou com o álbum pelo Reino Unido, a ênfase estava no puro prazer escapista.

Eu só quero que todos aproveitem, se afastem do momento deprimente que estávamos tendo.

– Enquanto por algum tempo, como suas novas músicas sugeriam, todos nós estávamos apenas tentando sobreviver, o show Outsider de Taylor deu um rugido de lançamento e explosões de exuberância eufórica.

– Com um set list inteligentemente calibrado misturando o novo material com clássicos irresistíveis do Queen, e uma gloriosa revisitação de seu forte catálogo solo de 6 álbuns, os shows de Taylor provaram ser uma aula de como emocionar o público ao encontrar o ponto ideal que se casa com o choque da música. novo e a histeria da história do rock.

– Como membro do Queen e através de suas conquistas bem recebidas além da banda, Taylor explodiu gêneros musicais, quebrou recordes e foi rapsodizado por cinco décadas. No entanto, essas performances parecem frescas, alertas e motivadas.

– E Taylor sabe quando introduzir um respiro no equilíbrio afinado da força da bateria e vocais poderosos e reflexão silenciosa, entregando momentos genuínos de nó na garganta com a solenidade de Say It’s Not True – sua música abordando o terror de um diagnóstico positivo de HIV (gravado para apoiar a campanha de ação Nelson Mandela 46664 AIDS), e seu álbum Electric Fire lançou Surrender, no qual ele aborda o assunto de abuso doméstico. Foreign Sand é entregue em uma versão simples acompanhada de violão.

– Com uma banda extraordinária com o tecladista Spike Edney, o baterista Tyler Warren, a multi-instrumentista Tina Keys, Neil Fairclough, baixo, e Christian Mendoza, guitarra, mais (em Londres) um grande convidado, Brian May – meu irmão de outra mãe! gritou Taylor no palco – a turnê pegou um clima. E pegou fogo. Se Taylor estava mergulhando em seu corpo de trabalho solo para um Up como uma joia ou revisitando picos reais como I’m In Love With My Car, ou nos atualizando com o verdadeiramente verdadeiro Gangsters Are Running The World, este conjunto foi uma aula magistral ao nos lembrar da habilidade de composição que combinou suas conquistas como baterista mais célebre de uma música.

– A voz de Taylor, como sabíamos há muito tempo por suas contribuições ao Queen, era emotiva sem esforço, e quando ele se afastou do microfone para fazer uma mudança atrás da bateria (duelo com Tyler Warren), ele trouxe para casa todo tipo de magia. Enquanto eu ainda sou capaz de fazer isso, eu realmente quero abraçá-lo, disse ele. Ainda posso dar uma surra, mas gosto de pensar que bato com mais sutileza hoje em dia! E como a multi-instrumentista Tina Keys disse:

A bela voz de Roger parece melhorar com a idade. Ele é um ótimo frontman também – mesmo no palco eu fiquei maravilhado! Todos nós nos divertimos muito tocando juntos, e acho que o público poderia dizer.

Eu não tento soar como Queen ou não como Queen, Roger disse sobre as músicas do The Outsider, Eu só quero que seja eu.

– No entanto, na época dos bis durante essa turnê, versões cover de seu velho amigo e colaborador David Bowie, o hino Heroes, e o estridente Rock’N’Roll, do Led Zeppelin, estavam levantando o teto, dando uma visão dos gostos de Taylor. Ao longo do caminho, Tenement Funster nos lembra quando você é “jovem e você é louco”, e outra composição de Taylor, These Are The Days Of Our Lives, exala alma sem excesso de sentimento. Picos adicionais incluem o lindo Under Pressure, que realmente incendiou o prédio e chutou nossos cérebros pelo chão.

– O caos aconteceu quando, no show de Londres, um verso de Tutti Frutti de Little Richard, Brian May emergiu dos bastidores para tocar guitarra, ficando por perto enquanto Roger e a banda entravam na composição de Taylor A Kind Of Magic. E com a multidão ainda tonta, a Radio Gaga de Roger encerrou a noite, com todos alegremente fazendo a tradicional rotina de palmas levantadas. Todo mundo, naquele momento um insider, e a vida é mais do que apenas sobreviver.

– Tão enérgico quanto eloquente, o álbum The Outsider Tour Live dá a sensação de que absolutamente tudo é possível.

– O lançamento do álbum vem com um primeiro single, a versão ao vivo de Taylor de Surrender, sua música dolorosamente honesta destacando a questão da violência doméstica, que em seu lançamento original de 1999 despertou ampla atenção para o assunto, trazendo-o para o primeiro plano na plataforma de debates. , mesmo sendo adotado pela Devon and Cornwall Constabulary em seus esforços para promover uma cultura de tolerância zero. Para esta versão ao vivo, Taylor é acompanhado nos vocais pelo membro da banda em turnê, cantor/multi-instrumentista, Tina Keys. Disponível nos serviços digitais em 8 de setembro, quando o álbum Outsider Live estiver aberto para pré-venda.

‘THE OUTSIDER TOUR LIVE’

A banda:

Roger Taylor

Spike Edney

Tina Keys

Tyler Warren

Neil Fairclough

Christian Mendoza

Todas as performances são reais e inalteradas!

Álbum Produzido por Roger Taylor & Joshua J Macrae

Engenharia Adicional: Kris Fredriksson

Gerenciamento de Projetos: Emma Donoghue

Conceito de arte: Roger Taylor

Design de arte: Richard Gray

Ilustração da capa: Tigerlily Taylor

Fotografia: Lola Leng Taylor, Steve Price, Colin Macleod, Sara Bowrey, Thilo Rahn

Obrigado ao meu irmão Brian May

Este álbum é dedicado à memória de Taylor Hawkins.

Meu irmão maravilhoso que trouxe a luz do sol para todas as nossas vidas.

Roger Taylor.

The Outsider Tour Live – 2 LP Vinyl Album 12”

LP 1

  1. Strange Frontier – Live from London ,2021
  2. Tenement Funster – Live from London, 2021
  3. We’re All Just Trying To Get By – Live from Plymouth, 2021
  4. A Nation Of Haircuts – Live from Guilford, 2021
  5. These Are The Days Of Our Lives – Live from Norwich, 2021
  6. Up – Live from Bournemouth, 2021
  7. Gangsters Are Running This World – Live from Plymouth, 202
  8. Absolutely Anything – Live from Norwich, 2021
  9. Surrender – Live from Bournemouth, 2021
  10. Man On Fire – Live from London, 2021
  11. Rock It (Prime Jive) – Live from London, 2021

LP 2

  1. Under Pressure – Live from London, 2021
  2. Say It’s Not True – Live from Bexhill, 2021
  3. I’m In Love With My Car – Live from Guilford, 2021
  4. Outsider – Live from Plymouth, 2021
  5. More Kicks – Live from Guilford, 2021
  6. Foreign Sand – Live from Plymouth, 2021
  7. Tutti Frutti – Live from London, 2021
  8. A Kind Of Magic – Live from London, 2021
  9. Rock ‘n’ Roll – Live from Newcastle, 2021
  10. Heroes – Live from Coventry, 2021
  11. Radio Ga Ga – Live from Guilford, 2021

The Outsider Tour Live – 2 CD Set 

CD 1

  1. Strange Frontier – Live from London ,2021
  2. Tenement Funster – Live from London, 2021
  3. We’re All Just Trying To Get By – Live from Plymouth, 2021
  4. A Nation Of Haircuts – Live from Guilford, 2021
  5. These Are The Days Of Our Lives – Live from Norwich, 2021
  6. Up – Live from Bournemouth, 2021
  7. Gangsters Are Running This World – Live from Plymouth, 202
  8. Absolutely Anything – Live from Norwich, 2021
  9. Surrender – Live from Bournemouth, 2021
  10. Man On Fire – Live from London, 2021
  11. Rock It (Prime Jive) – Live from London, 2021
  12. Under Pressure – Live from London, 2021
  13. Say It’s Not True – Live from Bexhill, 2021

CD 2

  1. I’m In Love With My Car – Live from Guilford, 2021
  2. Outsider – Live from Plymouth, 2021
  3. More Kicks – Live from Guilford, 2021
  4. Foreign Sand – Live from Plymouth, 2021
  5. Tutti Frutti – Live from London, 2021
  6. A Kind Of Magic – Live from London, 2021
  7. Rock ‘n’ Roll – Live from Newcastle, 2021
  8. Heroes – Live from Coventry, 2021
  9. Radio Ga Ga – Live from Guilford, 2021

 

Reserve o seu aqui: Queen Online Store 

 

Fonte: queenonline.com

CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE

       (5ª música do 8º álbum)

 

– Quando se reúne com o grupo no Musicland Studios em junho de 1979, Freddie está acompanhado do fiel chefe técnico do Queen, Peter Ratty Hince, que deve seu apelido à sua maneira de esgueirar-se, como um pequeno roedor, entre as bagagens de transporte para ordenar o material depois dos concertos.

– Ambos estão descansando em uma suíte no hotel Hilton de Munique antes de irem para o estúdio. Enquanto Freddie toma um banho, é tomado por uma inspiração repentina e grita:

Ratty, rápido! Venha! […] Traga-me um violão! Agora mesmo!

 – Freddie conhecia apenas alguns acordes, porém os que sabia tocar permitiram que ele escrevesse, em poucos minutos, uma das canções mais famosas do Queen.

– Mercury e Hince saem do hotel à toda pressa e dirigiram-se ao Musicland, onde Mack, Taylor e Deacon os esperavam, já que May estava na cidade para tratar de assuntos pessoais.

– O lema é:

Rápido! Vamos terminar antes que Brian volte, porque senão, isto vai se eternizar!

 

– Grande perfeccionista, o guitarrista é, realmente, incapaz de trabalhar com rapidez.

– O tema constitui uma homenagem aos grandes momentos do rock’n’roll, e em particular, a Elvis Presley, falecido dois anos antes.

– Roger revelaria precisamente a vontade do grupo no momento da gravação:

Nós queríamos tocar como um velho tema de Elvis no início da sua carreira.

– A gravação do videoclipe, realizada no Trillion Studios de Londres, conta com a participação de duas bailarinas e dois bailarinos profissionais.

– Todos os clichês do rock’n’roll estadunidense da década de 1950 estão presentes no vídeo, começando por Freddie vestido de couro e montando uma motocicleta, e Brian que usa óculos de sombra um pouco grandes para ele.

– A partir de 1:45, Freddie desfila por um estrado de onde surgem mãos que asseguram o ritmo graças às palmas sincronizadas com a música.

– Como algo excepcional, é o próprio Freddie quem toca a guitarra rítmica na canção.

– O trio Mercury/Taylor/Deacon havia gravado o tema antes da chegada de May ao estúdio.

– O cantor também toca nos concertos esta parte da guitarra. Entre 1979 e 1982, ele usa a acústica de doze cordas Ovation 1615 Pacemaker de Brian, até que Peter Hince levanta uma questão que lhe parece de suma importância:

Fred, você parece um pouco afetado com esse violão no palco, e isso não funciona […]. Não é muito rock’n’roll posar assim com um acústico. Não é muito viril […]. O que você acharia de tocar com uma Telecaster? […] A atmosfera da música é muito anos cinqüenta, a grande era da Telecaster […]. Eu sei o quanto você gosta de usar branco no palco, e vou encontrar uma branca para você.

– Hince propõe, então, uma primeira guitarra, adquirida em New York, e depois uma segunda, muito mais leve e com um som claramente menos cálido, que Freddie adotaria a partir de 1984.

– O single Crazy Little Thing Called Love venderia mais de um milhão de exemplares somente nos Estados Unidos!

Famoso por seus movimentos da pélvis, assim como por sua voz cálida e sensual, a influência do King Elvis Presley sobre Freddie é evidente na sua interpretação de Crazy Little Thing Called Love.

 

– Vídeo oficial de Crazy Little Thing Called Love

 

 

– Vídeo de Hound Dog, com Elvis the Pelvis

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

HAMMER TO FALL ( Brian May)

Data de lançamento: 10 de setembro de 1984

Melhor posição no Reino Unido: 13ª. Posição

Melhor posição nos Estados Unidos: não entrou nas paradas

– Foi o quarto single do álbum The Works e foi gravada em janeiro de 1984 nos Estúdios Musicland, em Munique.

– No lado B do single está a música Tear it up.

– É uma composição de Brian May, que viveu a juventude nos anos da Guerra Fria, época pontuada por tensões ideológicas entre Estados Unidos e a antiga União Soviética, dividindo o mundo em dois grandes blocos.

– Brian sempre se preocupou em passar mensagens humanistas em suas músicas.

– Durante uma explosão nuclear, há a formação de uma nuvem de cogumelo (Mushroom Cloud) e estas palavras no verso final final da música representa o clímax da música e nos faz pensar qual o objetivo das guerras (What the Hell We’re Fighting for? – Por que diabos estamos lutando?). Nesta última frase, o Brian pacifista questiona a futilidade da guerra.

Nuvem de cogumelo

 

– O martelo a ser batido (Hammer To Fall) pode ser a representação do martelo e foice representativos da antiga União Soviética (URSS) e sugere o medo mundial da ascensão da URSS durante a Guerra Fria. Mas por outro lado, pode ser também o Dia do Juízo Final, onde, segundo a bíblia, todas as nações do mundo serão julgadas por Deus.

Bandeira da antiga União Soviética

– Nesta música, a banda toca de forma fenomenal e Brian apresenta um lindo riff de guitarra, relembrando o Queen do início da carreira.

– O vídeo foi gravado ao vivo em 25 de agosto de 1984 no Forêt Nationale em Bruxelas, onde a banda estava tocando na Turnê Europeia do The Works.

– No vídeo, a banda aparece tocando a música ao vivo. São mostradas também imagens da multidão cantando e pulando durante a execução da música.

– Hammer To Fall foi tocada em todos os shows entre 1984 e 1986, no Live Aid em 13/07/1985 e por Gary Cherone, vocalista do Extreme no Tributo em 1992.

– Foi tocada também por Brian em seus shows solo e na Turnê de Queen + Paul Rodgers, em 2005 e 2006.

– E também é muito tocada nas turnês do Queen +Adam Lambert.

 

TEAR IT UP

– É a música do lado B do single de Hammer To Fall.

– Foi gravada nos Estúdios The Record Plant em Los Angeles entre setembro e outubro de 1983.

– Foi uma das primeiras músicas compostas por Brian para o álbum The Works.

– É uma música que reacende a chama do Rock and Roll encontrado nos primeiros álbuns da banda.

– Mesmo não tendo uma letra muito profunda, pode-se notar que a banda se diverte com a música: Brian com seus riffs de guitarra, Roger com os sons da bateria, Freddie com a sua voz e John com o baixo.

– O riff de guitarra surgiu de uma versão ao vivo de Fat Bottomed Girls onde o guitarrista teve que improvisar digressões no riff principal.

– É uma música descartável, sem uma mensagem impactante, mas é uma prova de que o Queen não havia perdido sua capacidade de fazer rock.

– A música foi utilizada na abertura dos shows da turnê The Works nos anos de 1984 e 1985.

– Na turnê Magic Tour, de 1986, a música foi incorporada a um medley. Existe uma versão demo com Brian nos vocais, mas não foi lançada.

– Quem sabe um dia?

 

Curiosidade: em 12 de maio de 1984, a banda participou do Festival La Rose d’Or (Golden Rose) em Montreaux, e por imposição dos organizadores, eles cantaram todas as músicas (Tear it up, Radio Ga Ga, It’s a Hard Life, e I Want To Break Free) em playback. A banda só aceitou essa condição porque o festival foi transmitido para 40 países, e a banda precisava da oportunidade de se apresentar ao vivo.

 

Fontes:

– Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

– Queen: Complete Works (Revised and Updated) – George Purvis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

. BIJOU –

Álbum Innuendo
Lançamento 1991
Composição de Freddie Mercury e Brian May

▪️Bijou é uma mescla de ternura na voz angelical de Freddie e na voz poderosa da Red Special de Brian.

▪️Sim, porque a guitarra aqui tem a presença marcante em toda a canção. Começa com seu solo gritante, sozinho, quase um choro, para a entrada da doce voz de Freddie clamando pela companhia de sua Bijou, seu amor.

▪️Bijou foi o resultado de uma sessão de uma hora entre Freddie e Brian. Freddie escreveu a maior parte da canção, sendo responsável pelo título, pela letra e pelas partes orquestrais ( feitas no teclado ).

▪️Bijou é uma canção mesclada, é uma pré canção de Brian ( Bijou ) misturada com uma de Freddie ( You And Me ).

▪️As linhas de guitarra foram escritas por ambos e influenciadas pela música Where Were You de Jeff Beck, guitarrista britânico.

▪️Freddie e Brian decidiram fazer a música de dentro para fora,  no sentido de que fosse instrumental nas partes que os versos normalmente seríam, e tería os vocais na seção onde geralmente vão os solos de guitarra. Isso pode ter sido influenciado por Pink Floyd, uma Banda muito admirada por Freddie.

▪️Essa inversão é nítida quando se ouve a música. A guitarra desempenha a parte que um vocal faria normalmente e o vocal é o solo da música. Muito original e uma peça musical maravilhosa.

▪️Há apenas uma pequena seção de vocal nesta faixa, que aparece aos 1:29 minutos na música e leva somente 40 segundos. Nesta breve estrofe, Freddie canta sobre passar a eternidade junto com sua Bijou ( seu amor ).

▪️Possui um teclado como fundo, mas a guitarra de Brian é basicamente a voz principal, que dá a atmosfera, um ar de tristeza e resignação com o destino.

▪️A guitarra é tão incrível … Parece que ela própria está chorando por estar sozinha na música. Brian está realmente dando tudo de si aqui na Red Special.

▪️Vejam a letra abaixo, romanticamente pura e singela –

? Você e eu
Estamos destinados
Você vai concordar
A passar o resto de nossas vidas
Um com o outro
O resto de nossos dias
Como dois amantes
Para sempre sim, para sempre …

Meu Bijou … ?

 

Where Were You –  De Jeff Beck

 

Queen – Bijou

 

Fonte –
www.theguardian.com

NEED YOUR LOVING TONIGHT

(4ª música do 8º álbum)

 

– Canção pop rock por excelência, Need Your Loving Tonight leva a assinatura de John Deacon.

– Com um ritmo simples e repetitivo interpretado com a guitarra acústica, o tema é eficaz e simpático, porém não figura entre os maiores êxitos do baixista.

– A letra, que narra o desespero de alguém que perdeu a sua amada, abusa das expressões I love her (Eu a amo) e I love you (Eu te amo).

– Deaky, como seus amigos o apelidaram, descreveu sua técnica em 1982:

Compor canções eu acho muito dificil. Eu costumo começar com a música. Não é um bom método. Isto complica as coisas, porque então me encontro com uma melodia na qual devo colocar uma letra. Porém é assim que eu funciono. Eu deveria sentar-me, escrever algumas palavras no papel e depois compor a música. Seria muito mais simples.

 

– É o próprio John quem toca a guitarra acústica neste tema, como gosta de fazer quando compõe para o Queen.

– Pela primeira vez, um leve efeito de reverberação é percebido na voz de Freddie, acentuado em outras músicas do álbum e, em particular, na faixa seguinte, Crazy Little Thing Called Love.

– Não se trata de uma casualidade, porque com Need Your Loving Tonight, o grupo realiza uma incursão no rockabilly [gênero musical que se desenvolveu no início dos anos cinquenta: é uma fusão de bluegrass, country, boogie woogie e jazz, originário do sul dos Estados Unidos], que então gozava de uma nova popularidade.

– Freddie, Brian e Roger sempre foram grandes admiradores deste estilo musical [rockabilly], e o grupo costumava trazer alguns padrões do rock americano dos anos 1950 para o palco, como Jailhouse Rock de Elvis Presley ou Hello Mary Lou de Ricky Nelson.

John Deacon e Reinhold Mack no Musicland Studios em Munique.

 

Vídeo oficial de Need Your Loving Tonight

 

Vídeo oficial de Jailhouse Rock, com Elvis Presley

 

Vídeo de Hello Mary Lou, com Ricky Nelson

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Que fim de semana! No sábado eu fui tocar em Wembley com o #QUEEN e não pela primeira vez.

Lá em 1985 eu era virgem em Wembley no Live Aid, então em 86, tivemos 2 noites lá no The Magic Tour, onde gravamos o DVD Live at Wembley. No entanto, aquele era o antigo estádio, onde a Copa do Mundo de 66 foi para casa. Um lugar de ambições, sonhos e magia, que agora foi substituído por um novo e brilhante complexo de estádios; talvez uma melhoria nos camarins, mas na acústica… Mmmmm… Nem tanto!

O show de sábado foi o show #TaylorHawkinsTribute – uma noite incrível, cheia de memórias, emoção e energia. As memórias trouxeram de volta um show de tributo anterior há 30 anos, em 1992, quando nos reunimos para prestar homenagem a um certo Sr. Freddie Mercury (que, aliás, faria 76 anos! Feliz aniversário Fred!).

Wembley estava lotado com 80.000 pessoas, compartilhando sua dor e perda: público e artistas se unindo em uma celebração emocional.

O show de Taylor Hawkins reuniu uma nova geração de fãs e amigos, mas as emoções eram idênticas e a energia do público e dos artistas era esmagadora.

Em 1995, fui ao Shepherd’s Bush Empire para ver Alanis Morrissette e sua turnê Jagged Little Pill. Na reunião pós-show no bar dos bastidores, eu estava conversando com alguns amigos quando apareceu um baterista de cabelos desgrenhados.

Fui apresentado como o teclado do Queen. Ele parecia confuso no começo (todos eles sim!), então perguntou: Ei, você conhece Roger Taylor? Confirmei que sim e ele rapidamente perguntou: você pode me ligar com ele? Eu realmente adoraria conhecê-lo! E o resto é história… Ao longo dos anos eu toquei com Taylor e Dave em várias apresentações do Queen Awards e mais notavelmente quando ele apareceu para se juntar a um concerto de tributo a John Lennon em Seattle.

Ele estava cheio de diversão e sua energia era contagiante. Ele tocou e cantou uma versão particularmente barulhenta de Drive My Car. Quando perguntei se havia alguma possibilidade de ele puxar o tempo para trás e tocar um pouco mais devagar? Ele abriu aquele largo sorriso cheio de dentes, balançou a cabeça e disse sem chance irmão!!! Dei de ombros e segui em frente.

É quase impossível descrever como foi fazer parte do show. A família e amigos íntimos de Taylor estavam circulando com nomes como Sir Paul McCartney, John Paul Jones (Led Zep), Brian Johnston (AC/DC) Stewart Copeland (The Police), Geddy Lee (Rush) junto com Brian May e Roger Taylor. .

De muitas maneiras, semelhante a uma cerimônia de premiação, mas com emoções reais e cruas em exibição. A multidão estava além de fabulosa e sua energia ajudou a trazer o melhor de todos no palco.

Tivemos Luke Spiller (The Struts) tocando a combinação das duas versões de We Will Rock You. Começando com as batidas lentas e palmas familiares e 4 bateristas antes de se transformar na versão rápida de rock & roll, não muito veiculada desde o final dos anos setenta.

Em seguida, Roger entregou um poderoso I’m in Love with My Car que apresentava seu filho Rufus (The Darkness) no kit. Em seguida, Justin Hawkins (sem parentesco) juntou-se a Roger para fazer um dueto em Under Pressure, que era uma das músicas favoritas de Taylor Hawkins.

Então tivemos uma surpresa para todos quando Sam Ryder (famoso no Eurovision Spaceman), levou a multidão a um frenesi de canto com sua energia sem limites e performance entusiasmada de Somebody To Love.

Terminamos nosso segmento com Brian entregando uma versão comovente de Love of My Life com a multidão iluminando o estádio usando seus telefones. Era uma visão supremamente bela e dramática. Os FooFighters então entregaram algumas de suas músicas mais amadas, com Dave Grohl lutando para conter as lágrimas durante Times Like These. Um grande momento para lembrar aconteceu quando ele apresentou Chrissie Hynde E Macca, que cantou Oh Darling (Abbey Road) como um dueto seguido por uma estridente Helter Skelter.

O ponto mais emocionante da noite veio quando o filho de Taylor, Shane Hawkins, tocou a bateria de seu pai para uma versão poderosa e estrondosa de My Hero. Todos ficaram impressionados com sua compostura, talento e entrega poderosa no que deve ter sido um momento realmente assustador. O show terminou com Dave Grohl e a multidão se juntando para cantar uma emocionante Everlong.

Todos nós fizemos fila para fazer a reverência – velhos e novos amigos. Eu estava espremido entre Roger T e Josh Homme (Queens Of The Stone Age), então seguimos nosso caminho, sentindo-nos esgotados e entorpecidos, para o bar dos bastidores, onde nossa tristeza logo se transformou em uma celebração desenfreada.

Uma das lembranças mais marcantes da noite foi quando notei que Brian May, Paul McCartney, John Paul Jones e Dave Grohl estavam reunidos em uma discussão em grupo, tendo um momento compartilhado de hilaridade.

Eu refleti sobre como aquele pequeno cenário sem dúvida teria trazido um sorriso radiante ao rosto de Taylor e também o quanto de um “Quarteto de Milhões de Dólares” aquela formação em particular daria!

Foi realmente uma noite para recordar e um evento digno da memória de um homem muito amado, pai, marido e artista de talento supremo. Relutantemente, voltamos para casa em estado de choque, mas contentes por termos feito parte de algo muito especial e por deixá-lo orgulhoso.

Saúde,

Spike Edney

 

Fonte: www.queenonline.com

 

Self Esteem conhece Roger Taylor do Queen – Originais da MTV

MTV Originals e Adidas Originals deram a três artistas empolgantes a oportunidade de gravar sua própria versão única da icônica faixa do Queen, Radio Ga Ga no lendário Abbey Road Studios.

Self Esteem conhece Roger Taylor do Queen e toca sua música para ele pela primeira vez. #madeOriginais

 

Fonte: Queenonline.com

Rock In Rio

A construção da impressionante Cidade do Rock e o Queen cedendo seu equipamento de som.

Para realizar a primeira edição do Rock In Rio, entre os dias 11 e 20 de Janeiro de 1985, era preciso erguer uma estrutura sem precedentes na história do showbiz brasileiro –

A primeira providência foi escolher o local no qual tudo seria construído. A solução encontrada foi criar a Cidade do Rock em um terreno na Ilha Pura, localizado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que foi cedido pela Construtora Carvalho Hosken.

O investimento inicial foi de 4,5 milhões de dólares. As obras na área, que tinha 250 mil metros quadrados, começaram em Agosto de 1984. Para nivelar o terreno, que precisava ser erguido em 1,5 metro, foram usados 13 mil metros cúbicos de aterro, transportados em 71 mil caminhões. Foi construída uma subadutora, que tinha um quilômetro de extensão, para levar água até a Cidade do Rock. Também foi criada uma lagoa de estabilização com aguapés para receber a água dos banheiros.

Porém, no início de Setembro, as obras pareciam não progredir. Mais uma vez Medina se mostrou disposto à cancelar o Rock In Rio, acreditando que não haveria tempo suficiente para terminar a Cidade do Rock. Quando se encaminhava para uma reunião na Artplan, que deveria encerrar o projeto, o empresário foi abordado por três rapazes em um Passat branco que o reconheceram e agradeceram efusivamente pela oportunidade de ver grandes Bandas do cenário internacional.

O fato foi tão marcante que fez Medina mudar de ideia.

No dia seguinte, o número de operários foi triplicado. O terreno foi cercado por um muro de três metros de altura e dois quilômetros de extensão e 400 banheiros foram instalados. Para dar um ar  tropical, 450 coqueiros e 85 palmeiras foram plantados. A estrutura em volta do local também foi alterada e, entre outros serviços, surgiram alguns campings. O maior deles era chamado de Caracol e tinha 210 mil metros quadrados, espaço suficiente para a instalação de 3.000 barracas.

A Cidade do Rock acabou sendo concluída apenas dois meses após o emocionante encontro de Medina com os adolescentes, fato que deu novo ânimo ao empresário e fez com que, finalmente, a estrutura do Rock in Rio saísse do papel.

 

Dificuldades políticas 

No dia 21 de Setembro, a obra foi embargada pela Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro, sob a alegação de que existiam construções irregulares, litígios de terras, e de que não havia licença para a realização do Festival naquela área de Jacarepaguá. Na verdade, essa era uma briga política com o governador do Rio, Leonel Brizola, pois a Artplan tinha feito a campanha publicitária de Moreira Franco, o oponente de Brizola nas eleições.

Medina acabou recorrendo à Tancredo Neves, que seria eleito o Presidente do Brasil, e ele intercedeu à favor da realização do evento. Ficou acordado que o Festival aconteceria, mas que a Cidade do Rock precisaria estar desmontada no prazo máximo de um mês após o término do Festival. Além disso, toda a estrutura deveria ser doada à comunidades carentes.

O palco das estrelas

Outra tarefa hercúlea foi a construção do palco no qual pisariam as grandes estrelas do Festival.

Idealizado pelos coreógrafos Kaká e Mario Monteiro, ele media 5,6 mil metros quadrados, sendo oitenta metros de boca e vinte de altura. Doze estacas foram cravadas à 15 metros abaixo do nível do solo, permitindo que a estrutura suportasse dez toneladas de peso. Mil chapas de compensados de madeira foram usados no piso do palco, que ficava à três metros do público e à uma altura de 3,3 metros.

Foram construídos três palcos giratórios em cima da estrutura principal. Isso permitia que, enquanto um artista se apresentasse, o equipamento da Banda que viria à seguir já estivesse pronto quando o show acabasse.

Luz e som (aqui entra o QUEEN)

O responsável pela iluminação do festival foi o lighting designer Peter Gasper, que teve uma sacada inteligente para ajudar à diminuir os custos do festival. O iluminador viajou à Alemanha para uma reunião com a equipe do QUEEN, que se apresentaria no Rock in Rio nos dias 11 e 18 de Janeiro. Como o equipamento ficaria no Brasil durante mais de uma semana, Gasper acertou que a iluminação seria usada em todos os dias do evento, com a Artplan pagando o aluguel restante.

O movimento hidráulico das luzes, porém, só seria usado no show do QUEEN. Só a iluminação que seria direcionada para o público tinha 2 milhões de watts, suficiente para iluminar uma cidade com 60 mil habitantes. A estrutura ficou pronta no dia 23 de Dezembro de 1984.

O equipamento de som foi alugado da Clair Brothers, sediada nos Estados Unidos, já que nenhuma empresa brasileira tinha a qualidade e a quantidade necessárias para atender um Festival desse porte. O sistema reunia 250 caixas de som, sendo 120 nas laterais do palco e 130 nas torres de luz, para que toda a Cidade do Rock recebesse o mesmo nível de decibéis. Elas eram comandadas por quatro mesas de som de 32 canais cada.

Toda a parafernálila tinha 70 mil watts de potência e pesava 100 toneladas. Por causa da maresia, que podia danificar os equipamentos, a estrutura só foi armada entre os dias 03 e 08 de Janeiro. Perto do palco, em uma área de 5 mil metros quadrados, foram montados doze camarins, duas coxias para o equipamento de som, uma grande sala de estar para convidados e um restaurante com capacidade para 120 pessoas que funcionava 24 horas por dia.

A obra civil da Cidade do Rock foi inaugurada no dia 05 de Dezembro de 1984 com uma festa para 1,5 mil operários que trabalharam na construção. Eles puderam usufruir de toda a pompa que o momento exigia. Duas Beer Gardens foram montadas, abastecidas por dois caminhões tanque totalizando 50 mil litros de cerveja. Em quatro horas de festa, 05 mil foram consumidos, além de 10 mil salgadinhos e 3,8 mil litros de refrigerante.

Festa e advertências 

No dia 09 de Janeiro, Roberto Medina convidou todos os artistas que se apresentariam no Rock In Rio para uma festa na casa dele, localizada em um condominio de luxo na Barra da Tijuca. Estiveram presentes Erasmo Carlos, Rita Lee, Whitesnake, Queen, Iron Maiden, George Benson, Al Jarreau, Rod Stewart, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Alceu Valença, Nina Hagen, Ivan Lins, Barão Vermelho, Lulu Santos e James Taylor.

Em dado momento da confraternização, Medina pediu a atenção de todos e fez algumas considerações. A principal delas era que, como todos os artistas já haviam recebido 50% dos cachês de cada um deles e a outra metade seria paga após os shows, não seriam tolerados atrasos nas apresentações.

O recado dava à entender que os horários deveriam ser respeitados, caso contrário o pagamento viria com descontos.

Porém, não seria bem assim …

Texto: Marcos Anubis

Cwb Live

ANOTHER ONE BITES THE DUST

(3ª música do 8º álbum)

John era como um pássaro que estava tranquilo até que ele colocou o ovo perfeito.

– Estas são as palavras que utiliza Reinhold Mack, produtor do álbum, para descrever o discreto, porém, genial baixista do Queen.

– Alguns meses antes da produção de The Game, durante o tour nos Estados Unidos, John Deacon aproveita um momento de descanso entre os dois concertos de 16 e 17 de novembro no Madison Square Garden de New York para assistir a uma sessão de gravação do grupo Chic, fundado pelo guitarrista Nile Rodgers e o baixista Bernard Edwards.

– Embora a disco music estivesse vivendo suas últimas horas, o Chic grava seu terceiro álbum Risqué, de onde seria extraído o êxito Good Times.

– A base desse futuro êxito inspirou logo em seguida ao baixista a ideia de um tema que seria uma sábia mistura de disco, funk e rock.

John Deacon estava sentado bem ao meu lado durante a gravação de Good Times –

declararia Nile Rodgers, que reconheceria também que se havia inspirado no tema Hollywood Swinging de Kool and the Gang, publicado em 1974, para compor Good Times.

– Embora seja verdade que a semelhança entre as três linhas de baixo seja assombrosa, a música que surgiria da imaginação de Deacon é completamente original.

– John Deacon recorda:

Eu escutava muita música soul quando era estudante. Sempre me interessei por este tipo de música. Queria compor uma canção como ‘Another One Bites the Dust’ há muito tempo, porém, a princípio, tudo o que havia era esse riff de baixo e a melodia.

– Os outros músicos se prestaram ao jogo apesar das reticências de Roger que, à margem do seu espírito aberto, rejeita a ideia de que o Queen possa evoluir até o funk.

– John ainda diz:

Pouco a pouco dei vida ao tema e a banda adicionou suas ideias. Eu tinha a ideia de que seria uma boa canção para dançar, porém não imaginei o êxito que alcançaria.

 

– Publicada em agosto de 1980, passaria à posteridade como um dos maiores sucessos do Queen.

– Uma vez concluído o tema, todos parecem satisfeitos com o resultado. A equipe técnica, em particular, exorta o grupo a propor Another One Bites The Dust como single.

– Porém, o conselho de um admirador seria decisivo…

– Depois de um dos quatro concertos do Queen no Forum de Inglewood em julho de 1980, Michael Jackson visita os músicos no seu camarim e os anima com veemência a lançarem a canção como single.

– Com uma produção simples, mas altamente polida, Another One Bites The Dust se tornaria um sucesso muito aclamado nas casas noturnas de todo o mundo para a alegria de seu criador.

– Depois da sua publicação nos Estados Unidos, um rumor, mais tarde desmentido, anunciava a presença de uma mensagem oculta em Another One Bites The Dust se a música fosse tocada ao contrário.

– As duas palavras que supostamente se escutavam eram Smoke marijuana (Fume marijuana).

– A linha do baixo de Another One Bites The Dust parece transmitir-se de geração em geração. Assim, Christopher Wolstenholme, o baixista do grupo inglês Muse, não duvidaria em inspirar-se nela para as estrofes da canção Panic Station, que aparece no álbum The 2nd Law, em 2012.

John imortalizado pela câmera fotográfica do chefe técnico do grupo, Peter “Ratty” Hince, durante alguns ensaios em 1980.

 

Vídeo oficial de Another One Bites the Dust, do grupo Queen:

 

Vídeo de Good Times, do grupo Chic

https://youtu.be/3GehPDnh1jo

 

Vídeo de Hollywood Swinging, do grupo Kool and the Gang

 

Vídeo oficial de Panic Station, do grupo inglês Muse

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

O guitarrista do Queen, Brian May, foi premiado com a Medalha Stephen Hawking de Comunicação Científica nos bastidores do STARMUS VI que está sendo realizado em Yerevan, Armênia.

O músico Rick Wakeman entregou o prêmio a Brian May na abertura oficial do festival no Karen Demirchyan Sports and Concerts Complex na segunda-feira, dia 5 de setembro.

O STARMUS é um festival global de comunicação científica e arte que reúne as mentes mais brilhantes do planeta. Seu objetivo é inspirar e educar a próxima geração de exploradores e regenerar o espírito de descoberta. O festival mundialmente famoso está associado a Stephen Hawking, Brian May, Alexei Leonov e outros nomes de renome mundial.

O festival foi realizado pela primeira vez na ilha de Tenerife (Espanha) em 2011 e combina ciência, educação, arte e tecnologias para aprimorar a comunicação científica Foi fundado pelo astrofísico Garik Israelyan e Brian May, guitarrista do Queen, também astrofísico, tornando-se uma plataforma para cientistas de renome mundial, ganhadores do Prêmio Nobel, astronautas, cientistas e representantes da cultura e da arte compartilharem suas experiências e conhecimentos sobre as últimas descobertas com o público.

Sua colaboração permite destacar os problemas da humanidade e realizar discussões sobre possíveis soluções.

Brian publicou no seu Instagram o momento da premiação.

Na legenda da postagem, Brian comenta:

Começando minha aceitação… esta noite em Yerevan…. E assim… hora de dormir! Dia agitado amanhã – uma chamada de imprensa e muitos ensaios !!! Bri

 

 

Aqui nesta postagem, Brian agradece Rick Wakeman e a todos os presentes.

E muito obrigado a Rick Wakeman – e todos vocês na arena esta noite que me deram tanto amor! Bri

 

Fonte: www.queenonline.com

 

 

 

 

Estatísticas Queen

a) Os 10 melhores shows do Queen

* Comparecimento de público-

– Rio 12-01-85 – 350.000
– Rio 19-01-85 – 250.000


– Londres 18-09-76 – 150.000 (alguns relatórios afirmam 200.000)
– São Paulo 20-03-81 – 131.000


– Stevenage 09-08-86 – 120.000 (alguns relatórios reivindicam 200.000)
– São Paulo 21-03-81 – 120.000
– Slane Castle 05-07-86 – 95.000 (alguns relatórios reivindicam 110.000)
– Mannheim 21-06-86 – 85.000
– Budapeste 27-07-86 – 80.000
– Londres 86 (duas noites) – 72.000 cada.

* Menção Honrosa 01 – Live Aid 85 – embora tenha sido um show beneficente com dezenas de Bandas – 82.000 pessoas.


* Menção honrosa 02 – Kharkiv/Ucrânia em 2008, onde Queen + Paul Rodgers tocaram para cerca de 350.000 pessoas.

b) As 10 melhores performances do Queen, musicalmente falando –

– Tóquio 01-05-75
– Boston 30-01-76
– Inglewood 22-12-77
– Copenhagen 13-04-78
– Newcastle 04-12-79
– London 08-12-80
– Buenos Aires 08-03-81
– Leeds 29-05-82
– Tóquio 09-05-85
– Stevenage 09-08-86

C) Menções honrosas de programas e gravações importantes:

– Liverpool 17/11/73 –
Documento inicial fantástico da Banda, incluindo a faixa não pertencente ao Álbum – Hangman
– Portland 28-04-74 –
Ótima gravação da Banda em sua busca para conquistar a America
– Tokyo 19-04-75 –
A primeira reação do Queen aos fãs japoneses.
– Yokohama 30-04-75 –
Uma gravação no mesmo nível da clássica noite seguinte em Tokyo
– Seattle 13-03-77 –
Um dos melhores registros da turnê Queen / Thin Lizzy
– Copenhagen 12-05-77 –
Gravação essencial da turnê A Day At The Races
– Londres 06-10-77 –
Queen faz um show informal e único.
– Nova York 17-11-78 –
Show clássico, com strippers andando de bicicleta no palco durante Fat Bottomed Girls
– Montreal 01-12-78 –
Uma atmosfera incrível capturada em uma fita brilhante para o público. – Vancouver 14-12-78 –
Outra fita essencial da turnê Jazz
– Rotterdam 30-01-79 –
Alguns dos melhores shows de Brian. O trabalho de guitarra foi capturado em tape.
– Frankfurt 02-02-79 –
Muitas partes de Live Killers são reveladas aqui
– Lyon 17-02-79 –
E aqui ….
– Paris 01-03-79 –

Épica noite final da turnê Live Killers
– Milwaukee 09-10-80 –
Audição essencial do pico do Queen nos EUA .
– Puebla 17-10-81 –
Queen versus muitos projéteis atirados no palco ?
– Leiden 24-04-82 –
Um dos melhores públicos de todos os tempos
– Sapporo 29-10-82 –
Muitas versões interessantes de canções tocadas, incluindo uma rara versão completa de Teo Torriatte
– Bruxelas 24-08-84 –
Uma performance vocal verdadeiramente brilhante de Freddie
– Birmingham 31-08-84 –
Quase certamente o melhor desempenho geral da turnê The Works.
– Estocolmo 07-06-86 –
Noite de abertura enérgica da turnê final do Queen.

d) Lista de introduções do Queen –

– 2001 – A Banda foi introduzida no Rock and Roll Hall of Fame em Cleveland, Ohio.
– 2002 – O grupo recebeu uma estrela na Calçada da Fama.


2003 – A Banda, com todos os seus integrantes, foi a primeira a ser introduzida no Songwriters Hall of Fame.
2004 – Foi introduzida no UK Music Hall of Fame.
2004 – Bohemian Rhapsody introduzida no Grammy Hall of Fame.


2004 – O Grupo foi introduzido no Rock Walk of Fame.
2006 – A Banda foi introduzida no VH1 Rock Honors.
2009 – We Will Rock You e We Are The Champions foram introduzidas no Grammy Hall of Fame.

2019 – Oscar – EUA –
Melhor Ator
Melhor Edição
Melhor Edição de Som
Melhor Mixagem de Som

2019 – Globo de Ouro 2019 – EUA –
Melhor Filme Drama
Melhor Ator em Fime Drama

2019 – BAFTA – Reino Unido
Melhor Ator
Melhor Som

A grandeza da Rainha !

Fonte –
Queen songs
Concerts

Nota –
Apanhado geral, que sofre divergências de informações e, em alguns casos, alterações em números. Portanto, a listagem é sujeita à atualizações.

DRAGON ATTACK

(2ª música do 8º álbum)

 

– Com seu tempo médio e seu riff de guitarra interpretado em uníssono junto ao baixo de John Deacon, Dragon Attack é um concentrado puro de rock’n’roll.

– A canção é concebida depois de uma incursão no Sugar Shack, o clube de Munique onde os músicos e seu produtor Reinhold Mack passavam as noites durante a gravação de “The Game” no inverno de 1980.

– De volta ao estúdio, à meia-noite, os músicos fizeram uma jam-session [reunião (regular ou improvisada) de músicos que se reúnem para uma performance musical sem ter nada pré-ordenado, geralmente improvisando em grades de acordes e temas conhecidos (padrão)] bem carregada, que daria lugar ao tema mais heavy do álbum.

– A letra cita Mack, e quando Freddie exclama It’s gotta be Mack (Deve ser Mack), não resta dúvida de que o lugar soube inspirar Brian May.

– Mack recorda, divertido:

Brian adorava vodka-tônica. Acho que nunca o vi usar drogas. Mas quando estava bêbado, ele perdia totalmente a cabeça!

– Brian confessaria, com toda sinceridade, a ambivalência dessa época em Munique:

Passávamos um tempo infinito no Sugar Shack, a maior parte do tempo ensaiando até o nascer do sol, vivendo um mundo de vodka, garçons e música rock. No início, era bastante saudável e muito estimulante, para ser honesto. Porém após alguns meses, a situação degenerou e acabávamos passando mais tempo no club do que no estúdio. Creio que todos passamos por uma época difícil, tanto emocional como espiritualmente. Se você quer um exemplo, a canção ‘Dragon Attack’ apresenta um quadro bastante fiel de toda esta loucura. Embora Munique tenha sido muito estimulante, também foi o local de uma queda vertiginosa para nós.

– Embora o álcool deva ser consumado com moderação, parece que teve uma influência positiva na criatividade dos músicos na noite em que gravaram este tema!

– A parte do gospel a cappella interpretada por Brian, Roger e Freddie aos 2:43 é um autêntico momento de graça e que recorda as harmonias de Somebody To Love, inseridas à perfeição em uma produção extremamente moderna.

Os membros do Queen oferecerão ao Sugar Shack muitos dos discos de ouro, como recordação das horas passadas nas noites em Munique.

Vídeo oficial de Dragon Attack

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Na segunda feira, dia 5 de setembro, às 22h30, na Tela Quente, a TV Globo exibe o filme Bohemian Rhapsody – a história de Freddie Mercury.

Ficha Técnica:

Bohemian Rhapsody – a história de Freddie Mercury

Título Original: Bohemian Rhapsody

País de Origem: Americana

Ano de Produção: 2018

Diretor: Bryan Singer, Dexter Fletcher

Elenco: Aidan Gillen; Allen Leech; Ben Hardy; Gwilym Lee; Joseph Mazzello; Lucy Boynton; Rami Malek; Tom Hollande

Classe: Drama, musical

Sinopse:

Freddie Mercury e seus companheiros criam a banda Queen. Quando o estilo de vida dele começa a sair do controle, eles precisam conciliar a fama e suas vidas.

Fonte: https://observatoriodatv.uol.com.br/

Freddie e Salvador Dalí –

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí I Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Ordem de Isabel, a Católica), foi um artista surrealista espanhol conhecido por sua habilidade técnica, desenho preciso e imagens marcantes e bizarras em seu trabalho.

Na manhã de 23 de Janeiro de 1989, enquanto seu disco favorito de Tristão e Isolda tocava, Dalí morreu de insuficiência cardíaca aos 84 anos.

Salvador Dalí

 

. Freddie e Dalì –

Freddie adorava arte. Ele estudou na Ealing College of Art e ele próprio era um artista. Ele fez belos desenhos e pinturas ao longo de sua vida.

Salvador Dalì era um dos artistas favoritos de Freddie e ele colecionou algumas de suas pinturas. E digamos que os dois foram e ainda são famosos também por seus bigodes icônicos !

O Queen também nomeou Dalì em uma de suas músicas – Was It All Worth It, escrita principalmente por Freddie para o Álbum The Miracle (1989), uma espécie de história na música de sua vida e carreira :

Fomos à Bali, vimos Deus e Dalì … tão místico, surrealista !

Assim diz Peter Freestone –

O gosto pessoal de Freddie pela arte era eclético. Seus gostos sofreram variações ao longo do tempo que o conheci; eles variavam de xilogravuras japonesas a Ertè, à Dalì até sua última paixão, o trabalho de artistas vitorianos, terminando com pintores pré-rafaelitas.

Em Garden Lodge, numerosas pinturas pendiam das paredes de mármore e antiquadas com duas camadas de amarelo-petróleo e uma camada de tinta escura: entre elas, outra série de reproduções de Dalì, desta vez com um caráter mitológico grego.

Obra de Dalí em Garden Lodge

A maioria das fotos abaixo referem-se à um conjunto de fotos tiradas no verão de 1991 dentro do apartamento em Montreux, casa na Suíça de Freddie, publicadas há cerca de 05 anos pelo estúdio de arquitetura Viquerat com que Freddie colaborou para reformar a cobertura comprada no final de 1990, na Rue de Bon-Port 15 / Quai de Fleurs, na Residence Les Tourelles, com vista para o belo Lago de Montreux.

Em 1991, Freddie inicia a reforma, embora provavelmente estivesse ciente, devido às suas condições de saúde, que nunca veria o fim das obras.

Ele transferiu todas as litografias de Dalí presentes no quarto de hóspedes e do salão principal de sua casa em Londres – Garden Lodge para Montreux.

Obra de Dalí em Garden Lodge

Quase todas as obras que Freddie tinha em Montreux faziam parte da série Mythology de Salvador Dalì.

Obra de Dalí em Garden Lodge

O interesse de Dalí pela mitologia também resultou de sua admiração pelo psicanalista Sigmund Freud, que ensinou que os mitos antigos revelam verdades fundamentais sobre a psique humana.

Dalí, que havia sido renegado pelo pai, sentiu-se particularmente atraído pelas teorias de Freud sobre o complexo de Édipo (a ideia de que um filho odiaria seu pai e desejaria sua mãe), que Freud chamou, inspirado no mito grego.

E aqui se abrem outros pensamentos, portas que abrem outras portas …..

A difícil relação de Freddie com seu pai Bomi, que não aceitava suas aspirações como músico e negava a homossexualidade do filho, contrariando os princípios da religião Zoroastrista.

E finalmente o amor por sua mãe Jer representado por Mother Love – a última música que ele cantou e gravou em Montreux em Maio de 1991, uma música que ele não conseguiu completar enquanto estava em Montreux, cercado por estampas de Dalí.

A canção de um homem em seus últimos dias, que busca refúgio e salvação no pensamento de um retorno ao útero antes de sua morte.

Não é uma casualidade …. Tudo volta ….

Por Silvio Toso

Arts & Investments, 16 de Dezembro de 2021.

Nota –

– Freddie deu à Roberto Medina, organizador do Rock In Rio de 85, na ocasião do evento, uma tela de Salvador Dali, nomeada Dom Quixote, de Cervantes.

 

Bow Anderson encontra Roger Taylor do Queen e mostra sua faixa para ele pela primeira vez.

A escocesa Bow Anderson transforma adversidades (românticas, físicas ou emocionais) em uma fonte de força.

Este é um projeto tão emocionante. Eu não posso expressar o quão feliz eu estou para ser parte dele. As fitas do Queen fazem parte das memórias da minha infância e agora tenho a chance de trabalhar em uma de suas faixas mais icônicas!, diz ela

 

Fonte: https_www.yahoo.com e MTV UK

PLAY THE GAME

(1ª música do 8º álbum)

– Play The Game, que abre de maneira majestosa o período conhecido como Synth Era (era dos sintetizadores), é uma balada eficaz que leva a assinatura tradicional de Freddie Mercury: melodia atraente, coros nos estribilhos e letras com uma grande carga romântica.

– Ele consegue fazer uma transição bem sucedida para uma década marcada pelo uso de instrumentos sintéticos em novas correntes musicais como new wave, hip-hop e até hard rock FM.

– A canção é obra de um Freddie apaixonado:

It’s so easy/When you know the rules/

It’s so easy/All you have to do is fall in love

(É tão fácil/Quando você conhece as regras/

É tão fácil/Tudo o que você tem que fazer é apaixonar-se)

 

– Embora a mensagem seja universal, tudo nos faz pensar que o cantor dedica sua composição pensando naquele por quem seu coração bate com intensidade nesse momento: Tony Bastin, a quem ele conhece durante o tour britânico em um club gay de Brighton, uma cidade onde o Queen oferece dois concertos no Brighton Centre, nos dias 10 e 11 de dezembro de 1979.

– A flechada é imediata entre o jovem mensageiro de moto, de vinte e oito anos, e a estrela. O relacionamento deles vai durar quase dois anos.

– O videoclipe está definitivamente ancorado em uma nova época para o Queen. Os efeitos visuais são notáveis.

– Freddie segura um microfone sem fio na mão, um objeto revolucionário para cantores da década de 1980.

– As pessoas também se perguntam porque Brian trocou sua famosa Red Special por uma cópia pálida de uma Fender Stratocaster

– A resposta é simples e tranquiliza os fãs: temendo que se estrague, ou que possa quebrar-se, durante o arremesso de guitarra de Freddie, aos 2:17, Brian a substitui por outra guitarra sem valor.

– Porém a grande novidade, que desencadeia no Game Tour, é, desde já, o famoso bigode de Freddie, que também pode ser admirado na capa do 45 rpm, onde aparece pela primeira vez.

– Seria seu emblema, sua imagem de marca.

– Mais que uma mudança de estilo, em 1980, torna-se um símbolo de pertencimento à comunidade gay, que, a partir desse momento, a estrela reivindica.

– O videoclipe de Play The Game dá início a um autêntico renascimento para o Queen, que consegue modernizar sua imagem em um único vídeo.

– No vídeo, vemos um Freddie Mercury vestindo uma t-shirt com a palavra Flash, que usaria com frequência durante os dois anos seguintes.

– A partir de fevereiro de 1980, o Queen trabalha em segredo na trilha sonora original da película Flash Gordon, que estreia em 5 de dezembro de 1980 nos Estados Unidos.

– No verão de 1980, a revista editada pelo fã-clube oficial do Queen anuncia que Andy Gibb, o benjamin dos irmãos Barry, Maurice e Robin (Bee Gees), gravou uma versão de Play The Game durante o inverno em Munique, em dueto com Freddie Mercury.

– Reinhold Mack, o produtor do álbum, confirmaria a anedota, porém ninguém nunca ouviu essa música…

 

Sem que sirva de precedente, Brian utiliza uma Fender Stratocaster para o clip de Play The Game.

 

Vídeo oficial de Play The Game

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc)

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

O vocalista do The Struts Luke Spiller cantará algumas músicas do Queen com o Queen nos próximos shows de tributo a Taylor Hawkins em Londres e Los Angeles.

Sobre a sua relação com Hawkins, Spiller disse:

Eu devo muito de onde estou agora a ele, de ter a oportunidade de me abrir para os Foos … mesmo vindo para L.A., e tipo de estabelecer raízes aqui, que, novamente, foi uma mudança de vida, e provavelmente algo que eu não teria feito se ele não tivesse encorajado isso.

 

Então eu devo a ele muito, e eu meio que ainda faço, com esses shows que estão chegando. Eu ainda acho um pouco ridículo que eu seja considerado neste projeto considerando a programação. Vai ser uma experiência muito boa. De muitas maneiras eu gostaria de não estar fazendo isso, mas eu meio que sei no meu coração, e eu posso realmente ver Taylor pulando de emoção, se eu tivesse chamado ele e ser como, hey, eu vou estar cantando um par de músicas do Queen com o Queen, ele seria como, oh meu Deus! Eu sei que ele ficaria super animado para mim.

O primeiro tributo a Hawkins acontecerá sábado no Estádio de Wembley, em Londres. Além dos Foos, que farão sua primeira aparição no palco desde a morte de Hawkins, a formação inclui John Paul Jones do Led Zeppelin, Stewart Copeland, The Police’s, Alex Lifeson e Geddy Lee, Krist Novoselic do Nirvana, Brian May e Roger Taylor do Queen, Chrissie Hynde dos Pretenders e os comediantes Dave Chappelle e Chris Rock. O programa será transmitido através de uma variedade de canais da Paramount, incluindo MTV e CBS.

No Brasil a transmissão se dará pela Pluto TV.

Um segundo evento será realizado em 27 de setembro no Kia Forum, em Los Angeles, com muitos dos mesmos artistas.

 

Fonte: www.spin.com/

05 canções pouco conhecidas do Queen que merecem a sua atenção !

▪️Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon nos deram um legado de canções consagradíssimas, como We Are The Champions, We Will Rock You, Love Of My Life, Bohemian Rhapsody, dentre outras.

▪️Contudo, como ocorre com qualquer grupo musical, o Queen possui um repertório bastante vasto. Entre 1973 e 1991 foram lançados 14 discos de estúdio com composições autorais inéditas (isso sem mencionar o valoroso material lançado após a morte de Freddie).

▪️Então, que tal darmos uma repassada no catálogo do Queen, indo além daqueles mega sucessos executados nas rádios e incluídos nos Greatest Hits da vida ?

▪️Abaixo, listadas 05 dessas faixas mais obscurasda Banda, canções menos famosas que merecem mais atenção !

 

1) Flick Of The Wrist –

Quarta faixa do Disco Sheer Heart Attack de 1974, Flick Of The Wrist aborda a exploração que os membros da Banda sofriam nas mãos de seus empresários.

É, praticamente, uma precursora de Death On Two Legs. O título, traduzível como movimento do pulso, faz alusão justamente ao movimento da mão no ato de assinatura de um contrato. Isso é corroborado logo no primeiro verso, em que é relatada a ameaça do empresário –  Deslocarei a sua coluna se você não assinar.

A letra constrói a descrição do patrão como uma figura monstruosa, um chefe explorador de qualquer ramo, um empresário que incute na mente do trabalhador a ideologia capitalista mais cínica, que seduz você com sua máquina de fazer dinheiro.

 

2) White Man –

Do Álbum A Day At The Races de 1976, uma das músicas mais pesadas do Queen.

Escrita por Brian May, a letra é sobre as guerras entre colonos e nativos americanos. Sobre a invasão colonização europeia no continente americano.

O eu lírico se identifica como um dos descendentes dos habitantes originais do continente americano – deste solo que meu povo veio / neste solo permaneço / mas o imigrante construiu rodovias / sobre o nosso sangue e areia .

E o Homem Branco que dá nome à canção é justamente o interlocutor indignado que vocifera as atrocidades cometidas pelo colonizador europeu em nome da civilização.

 

3) Dead On Time –

Do Álbum Jazz de 1978, a canção aborda a eterna pressa do homem contemporâneo. A letra dialoga com o ouvinte, chamando-o de um tolo, que está  sempre pulando / nunca feliz onde pousa, sempre correndo – rápido – rápido – rápido, para trabalhar o máximo possível e enriquecer.

É a descrição do homem moderno sob pressão, em incurável desespero – você está morto ! encerra a canção de súbito, seguido de um som de trovão, exibindo, assim, o resultado de se viver uma vida correndo contra o tempo, sempre com a sensação de eterno atraso, vivendo atrás de um insaciável ideal de sucesso imposto pela sociedade.

 

4) Put Out The Fire –

A sexta faixa do Álbum Hot Space de 1982. É um típico rock vibrante. O título já diz tudo –  Apague O Fogo, sendo este ‘fogo  – as armas de fogo.

Essa música é sobre uma pessoa que resolve todos os seus problemas matando as que ele considera responsáveis. É sobre vigilantismo e tolerância.

Trata-se de um manifesto contra o mito de que a população deve andar armada. Você sabe, armas nunca mataram ninguém / você pode perguntar à qualquer um / pessoas são baleadas por pessoas / pessoas com armas.

Música muito boa do Queen !

 

5) Machines – ( Or Back To Humans ) –

Do disco The Works de 1984.

A mecanização do mundo, o ser humano cada vez mais ciborguizado e dependente de máquinas. Algo similar ao nosso presente, nessa era do algoritmo, dos smartphones, da eterna vigilância que impomos a nós mesmos e aos demais.

O tema do homem controlado pela tecnologia e a desumanização causada pelo culto ao maquinário. –  é software, é hardware / é batimento cardíaco, é partilha de tempo /a vida sexual é quantidade / é auto-perpétua.

O refrão – de volta à humanos, torna-se assim um desesperado apelo para os ouvintes nessa bela e dramática composição.

▪️Músicas com som excepcional e letras que nos fazem pensar.

Apreciem !

Fonte para base e composição de texto –
blog.poemese.com
Por Flávio Pereira Senra

Bohemian Rhapsody é eleita a maior canção de todos os tempos pelos ouvintes de ouro do Reino Unido

A icônica canção do Queen de 1975 , Bohemian Rhapsody, foi eleita a maior canção de todos os tempos pelos ouvintes do Gold, à frente de Hotel California pelos Eagles que ficou em segundo.

Imagine, de John Lennon, ficou em terceiro lugar, à frente de Bridge Over Troubled Water, de Simon e Garfunkel, em quarto, e Always on My Mind, de Elvis Presley, em quinto.

Além da primeira colocação, o Queen ficou com mais 13 músicas entre as 300 escolhidas, totalizando 14 músicas!

São elas:

Posição  31 – DON’T STOP ME NOW
Posição  84 – I WANT TO BREAK FREE
Posição 116 – UNDER PRESSURE
Posição 118 – KILLER QUEEN
Posição 127 – SOMEBODY TO LOVE
Posição 155 – RADIO GA GA
Posição 209 – A KIND OF MAGIC
Posição 224 – WE WILL ROCK YOU
Posição 244 – WE ARE THE CHAMPIONS
Posição 259 – WHO WANTS TO LIVE FOREVER
Posição 261 – ANOTHER ONE BITES THE DUST
Posição 262 – CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE

Posição 270 – HAMMER TO FALL

 

Clique aqui para ver o gráfico completo

 

Fonte: queenonline.com

 

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