No dia em que Brian May completa 75 anos, foi divulgado que o álbum Queen Greatest Hits se tornou o primeiro álbum na história das paradas oficiais (Official Charts) a atingir 7 milhões de ‘vendas’ nas paradas do Reino Unido.

O Queen quebra os recordes do Official Chart ao ultrapassar a marca de 7 milhões com seu álbum Greatest Hits de 1981. O álbum oficial mais vendido de todos os tempos no Reino Unido, o disco inclui faixas clássicas como We Will Rock You, Don’t Stop Me Now e o gigante mais vendido do grupo, Bohemian Rhapsody.

Roger Taylor e Brian May do Queen comemoram 7 milhões de ‘vendas’ de seu álbum Greatest Hits

 

Greatest Hits atinge essa conquista recorde por meio de uma combinação de vendas físicas, downloads e streams. Em 2014, Queen Greatest Hits se tornou o primeiro álbum a ultrapassar 6 milhões de vendas no Reino Unido e, à medida que as vendas puras (cópias físicas e digitais para download) da coleção continuam a aumentar, o catálogo anterior do grupo se mostra popular no streaming moderno.

Greatest Hits acumulou um incrível total de 1,1 bilhão de streams no Reino Unido até o momento, com a faixa mais transmitida do álbum sendo Bohemian Rhapsody, que possui 240 milhões de streams no Reino Unido e contando.

O álbum também celebrou recentemente sua 1000ª semana na parada de álbuns oficiais, com o Queen se tornando o primeiro artista britânico a atingir esse marco histórico.

Falando ao OfficialCharts.com, o guitarrista do Queen, Brian May, disse:

Estamos aqui para trazer a vocês a alegre notícia de que o álbum Greatest Hits do Queen vendeu 7 milhões de cópias, o que ninguém nunca fez antes. Nenhum álbum fez isso antes na história. Obrigado, agradecemos.

Roger Taylor, do Queen, acrescenta:

O público britânico e seu gosto infinitamente bom fizeram deste o álbum mais vendido da história. Muito obrigado; somos humilhados e honrados. Nós saudamos você!

Martin Talbot, executivo-chefe da Official Charts Company, comenta:

É realmente uma conquista fantástica do Queen se tornar o primeiro ato a atingir 7 milhões de vendas de um álbum, com seus lendários Greatest Hits. Quando foi lançado pela primeira vez em 1981, pacotes de carreira como Greatest Hits eram relativamente raros, preservados apenas pelos maiores artistas. Os maiores sucessos do Queen podem reivindicar estar em mais de uma em cada quatro coleções de discos de lares do Reino Unido hoje, e não há dúvida de que seu enorme sucesso fez tanto quanto qualquer outro lançamento para transformar pacotes de hits no conceito de álbum onipresente que eles são hoje.

Isso acontece quando Queen + Adam Lambert anunciam Rhapsody Over London; um filme-concerto disponível para transmissão ao vivo e sob demanda ainda este mês.

O show exclusivo espetacular, filmado ao vivo na O2 Arena de Londres durante a turnê europeia esgotada do grupo, estreará ao vivo pela plataforma global de streaming Kiswe em 24 de julho. penúltimo show de sua turnê europeia.

Rhapsody Over London dará aos fãs em todo o mundo a oportunidade única de experimentar o deslumbrante show de 28 músicas do Queen, que homenageia o ethos duradouro do falecido Freddie Mercury de que muito longe nunca é o suficiente.

Em seu Instagram, Brian comemorou:

“Este foi um belo presente de aniversário!!! Maior álbum da história do Reino Unido?!! Uau. Obrigado pessoal XXX BRI”

 

Fonte: Queenonline.com

O que é um lado B?

– Um lado B é literalmente o outro lado de um disco fonográfico, já que os discos podem ter faixas pressionadas em ambos os lados.

– Com o tempo, no entanto, o termo B-side  passou à ser associado à conotações específicas na indústria da música, em vez da construção física de Álbuns gravados.

– B-sides são faixas incomuns, raras ou secundárias, consideradas menos importantes do que as músicas do A-side , que se destinam à ser hits.

– Às vezes, o julgamento sobre o que deve ser comercializado como lado A e o que deve ser comercializado como lado B está errado, como evidenciado por muitos lados B que mais tarde se tornaram muito populares.

– Haja visto a relação de B sides do Queen abaixo.

– Nos primeiros dias de gravação, não era dada muita importância aos lados A e B de um disco.

– A mudança começou quando as gravadoras começaram a colocar as músicas que achavam que seriam sucessos no lado A, com músicas secundárias e suplementos no lado B. Eventualmente, as pessoas começaram a associar B-side com o conceito de uma faixa secundária.

Como funcionava?

– A promoção dos lados A e B foi principalmente para a conveniência das estações de rádio e dos críticos, com o objetivo das gravadoras ser a captura do ouvido com o lado A do Álbum.

 

Quais as características musicais de um B-side ?

– Os lados B podem ser variações de músicas no lado A, como versões acústicas ou remixes de uma música. Um lado B também pode ser uma demo, uma música que não está tematicamente relacionada à um Álbum ou uma música que não foi polida na época do lançamento de tal Álbum.

– Como a maioria das gravações não são lançadas em discos hoje, os lados B são normalmente incluídos no single associado à um disco ou comercializados separadamente como lados B de um Álbum específico.

Os B-side são raros ?

– Alguns lados B são projetados para serem raros, com um número limitado sendo produzido para que os fãs atribuam um alto valor às faixas bônus.

 

B-sides fazem sucesso ?

– Alguns lados B notáveis ​​foram catapultados para a fama. Rain, dos Beatles, por exemplo, era um lado B quando foi lançado.

– Muitos artistas ficaram surpresos com o sucesso de suas músicas do lado B, que foram adicionadas aos Álbuns como reflexões tardias.

– Mas só porque uma música é um lado B não significa que seja inferior de forma alguma. Por outro lado, algumas Bandas colocam coisas nos lados B que são experimentais.

– Alguns artistas e Bandas reuniram e lançaram todos os seus lados B juntos, dando aos fãs acesso à faixas raras junto com uma história coesa do estilo da Banda.

. O Queen poderia fazer isso, não é?

Como eram calculados os royalties do lado B ?

– Os lados B pagavam o mesmo que os lados A em termos de royalties de composição.

Sim, 100% igual.

– É por isso que Roger ganhou tanto dinheiro como Freddie, sendo I’m In Love With My Car o B-side de Bohemian Rhapsody.

Top List do lado B do Queen

Abaixo, mencionamos a lista à seguir, para fins de informação.

 

– See What A Fool I’ve Been

Lado B de Seven Seas Of Rhye, 1974.

Apresentado ao vivo de 1973 à 1976, fez uma aparição esporádica em 1977, no show realizado durante as filmagens do vídeo promocional de We Are The Champions.

 

– A Human Body

Lado B de Play The Game, 1980.

Escrita e cantada por Roger.

 

– Soul Brother

Lado B de Under Pressure, 1981.

Bela peça, com várias partes cantadas em falsete por Freddie, que compôs a música.

Diversas referências no texto à músicas passadas da Banda se destacam.

Aparentemente, Freddie escreveu para Brian May em menos de 15 minutos.( falsetes maravilhosos

https://youtu.be/zgknbV17Phw

 

– I Go Crazy

Lado B de Radio Ga Ga, 1984.

Um dos mais belos lados B, segundo muitos fãs e críticos.

Teria até merecido uma aparição em um Álbum oficial da Banda.

 

– Radio Ga Ga ( instrumental ) 

Lado B de Radio Ga Ga, versão 12 ″, 1984.

 

– Machines ( instrumental ) 

Lado B de I Want To Break Free, single dos EUA em 1984.

 

– A Dozen Red Roses For My Darling 

Lado B de A Kind Of Magic, 1985.

É basicamente a versão instrumental de Don’t Lose Your Head. (essa é demais)

 

– Blurred Vision

B-side de One Vision, 1985.

É uma versão quase exclusivamente instrumental de One Vision, da qual retira alguns versos.

 

– Stealin’

Lado B de Breakthru, 1989.

Música bonita e alegre, da qual também existe uma versão muito mais longa (não oficial), em forma de jam session.

https://youtu.be/yEAD95IIuqc

 

– Hijack My Heart 

Lado B de The Invisible Man, 1989.

Escrita e cantada por Roger.

Fala das suas 02 grandes paixões – carros velozes e mulheres bonitas. (maravilhosa)

 

– My Life has Been Saved 

B-side de Scandal, 1989.

A versão original da música foi retomada e reorganizada em Made In Heaven.

 

– Lost Opportunity

O lado B de I’m Going Slightly Mad, 1991.

Blues lento escrito e cantado por Brian.

 

– Mad The Swine 

B-side de Headlong, 1991.

Música originalmente agendada para o primeiro Álbum da Banda, onde não apareceu devido à insatisfação causada pela mixagem de Roy Thomas Baker.

 

E a cereja do bolo

Rock In Rio Blues

B-side de A Winter’s Tale na Europa e Too Much Love Will Kill You nos EUA, 1995.

Rock In Rio Blues é uma música gravada durante o Festival Rock In Rio em Janeiro de 1985.

É baseada na improvisação de Impromptu que aparece no Live At Wembley ’86, mas com letras escritas para a ocasião – o povo do Rio de Janeiro.

 

Fonte para base e composição de texto –

queenvault.com

www.musicalexpert.org

Dan Stulbach lembra aniversário de Brian May no Jornal da CBN

 

Fonte: www.cbn.com.br

SPREAD YOUR WINGS

(5ª música do 6º álbum)

 

– A honra de aparecer como segundo single do álbum News Of The World caberia a uma das duas músicas compostas por John.

– No entanto, Spread Your Wings, lançada em 10 de fevereiro de 1978, não teve muito sucesso no Reino Unido, chegando ao 34º lugar nas paradas.

– Porém, é uma das músicas do Queen mais apreciadas pelos seus fãs, graças, sobretudo, aos seus refrões com uma imparável melodia pop.

– A letra é emotiva e compartilha o aspecto melancólico do título.

– Conta a história de Sammy, cujo trabalho é limpar o chão do Emerald Bar enquanto ouve os aborrecimentos do seu empregador:

You are always dreaming/You’ve got no real ambition/You won’t get very far

Você está sempre sonhando / Você não tem ambições reais /Você não vai muito longe

 

– Deacon, geralmente discreto, se pronuncia sobre seu tema em 1978:

A música está relacionada a algumas experiências vividas nos últimos anos. Prefiro não entrar em detalhes, porque não gosto de explicar minhas músicas. Acho que as pessoas deveriam formar sua própria opinião. Nem sempre é fácil… Vou explicar. Algumas coisas não são divertidas e você tem que conviver com elas. Claro que é maravilhoso ter dinheiro, mas pessoalmente não sinto necessidade de ser muito rico. Não quero voltar à pobreza, como aconteceu com muitos músicos talentosos. Eu só quero economizar para o futuro.

 

-Freddie interpreta com perfeição a música de John, apoiando seu objetivo graças aos seus irresistíveis jogos de voz, dentre eles, o ataque na segunda estrofe, embora também aos 1:42 tenha chegado ao ápice.

Spread Your Wings é a primeira música da banda em um single que não inclui refrão, provando, mais uma vez, que o Queen optou pela sobriedade e eficiência para suas novas composições. O tema é um dos poucos do grupo que durante a década de 1970 termina em dissolução e não de forma limpa e precisa.

– O clipe foi filmado no mesmo dia que o clipe de We Will Rock You na propriedade de Roger Taylor, em Surrey.

– Naquele mesmo dia gelado de janeiro de 1978 também aconteceu a assinatura do fim do contrato entre o Queen e seu empresário John Reid.

 

Sempre que gravar um vídeo pode colocar em risco sua Red Special (neste caso, o clima),

Brian May usa uma guitarra substituta. Aqui, sua réplica feita pelo luthier John Birch.

 

Vídeo oficial de Spread Your Wings

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Show acontece no dia 22 de julho, sexta-feira, no Cine Theatro Brasil Vallourec

Os fã do Queen podem se preparar, pois o grupo será homenageado na capital mineira pela banda Bohemian Rock, um dos principais covers do grupo, que já fez mais de 200 apresentações em seis estados brasileiros. O show acontece no dia 22 de julho, sexta-feira, a partir das 21h, no palco do Grande Teatro Unimed BH, do Cine Theatro Brasil Vallourec (Av. Amazonas, 315 – Centro, Belo Horizonte – MG). Os últimos ingressos para o espetáculo estão disponíveis por meio do site www.eventim.com.br.

Formada no ano de 2019 pelos ‘Queen maníacos’, Luizinho Caldeira (Freddie Mercury), Carlos Augusto (Brian May), Eduardo Zardeto (John Deacon) e Pedro Martin (Roger Taylor), a Bohemian Rock tem como proposta reviver todos os momentos gloriosos do grupo que deixou a sua marca no cenário musical mundial. Eles vestem o figurino fiel à banda inglesa, com performance de palco idêntica e sucessos que marcaram vidas.

No comando da apresentação da Bohemian Rock, Luizinho Caldeira (vocal), convida o público a ter a real sensação de estar ouvindo o próprio Freddie Mercury cantando, principalmente pelo timbre, que é bem parecido. Isto tudo, garantindo um show de muita qualidade e total energia para o público presente, que conecta os ouvintes a momentos especiais com os grandes sucessos do grupo Queen.

 

Para o show, a Bohemian Rock traz em seu repertório músicas de todas as fases do Queen. Desde sucessos que foram marcantes, como Bohemian Rhapsody, We will rock you e We are the champions, como também aqueles super hits que emplacaram as discotecas por todo o planeta, como I want to Break Free, Radio Ga Ga, Another one Bites the dust , Don’t Stop Me Now ,e até mesmo as baladas emocionantes , como, Who wants to live Forever e Love of My Life.

Serviço
Bohemian Rock faz homenagem ao Queen
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec | Av. Amazonas, 315 – Centro
Data: 22 de julho – sexta-feira

Pontos de venda
Bilheterias do Cine Theatro Brasil – (31) 3201-5211
Loja Eventim – Shopping 5ª Avenida (sujeito a taxa de conveniência)
Rua Alagoas, 1314 – Loja 20C – Savassi – Belo Horizonte

Vendas on-line: www.eventim.com.br

Sobre as Groupies ! Vocês fazem esse mundo girar !

▪️Groupie é uma pessoa, especialmente uma mulher jovem, que segue regularmente um grupo de música Pop ou outra celebridade na esperança de conhecê-los.

▪️Fanáticas, namoradas, colecionadoras – as groupies já não são o que eram, são poucas as que ainda existem nos moldes de há 50 anos. Mas não negamos que há algo de nostálgico no caos do cenário musical da época.

▪️Quando as Bandas faziam tours nos anos 60 e 70 eram perseguidas por mulheres – super fãs – que faziam de tudo para passar umas horas com os membros das Bandas.

▪️O crédito deste fenómeno pode ser atribuído aos The Rolling Stones, que carregam uma reputação de usufruir da companhia de muitas jovens durante o seu auge.

▪️Há uma história na Internet sobre uma groupie apaixonada pelo Queen, hoje com 65 anos.

▪️Seu nome simplesmente J.

▪️Ela os conheceu porque estudava na Ealing Art School em 1972.

Abaixo alguns pequenos trechos de sua entrevista –

 

– Então, como você conheceu os meninos Queen?

▪️Eu estava em um Pub falando sobre uma Banda que vimos na semana passada, quando Brian May enfiou a cabeça em nossa cabine dizendo que conhecia uma melhor.

▪️E Roger sempre me provocou por ser tão jovem. Tinha só 16 anos. Todos eles pareciam ser uma família muito grande, não apenas uma Banda.

– Você os conhece bem?

▪️Eu não diria que era uma amiga próxima, mas comecei no Ealing Art College em 72 e mudei para os mesmos círculos. Eu os seguia por toda parte.

 

– O que você lembra sobre eles? Como você descreveria suas personalidades?

▪️Não deixem me odiarem, mas eu não gostava de Brian. Eu o achei bastante cheio de si. Você morreria de velhice antes que ele parasse de falar. Ele era sempre o primeiro à falar e iniciar uma conversa e depois rapidamente passava você para John, que estava sempre cansado e tímido.

▪️Roger também era bastante tímido às vezes. Ele tinha muita vergonha de sua aparência, pois se sentia bonito, ninguém o levava a sério.

▪️Freddie, bem, ele ainda não era a grande estrela, então acho que ele estava trabalhando em sua persona no palco. Quando conversava com grupos em festas, ele contava as melhores histórias de coisas que haviam acontecido com ele ou amigos próximos. Eles eram muito engraçados e muito divertidos.

▪️Freddie era a vida da festa. Ele faria o cabelo e a maquiagem para verificar a correspondência.

▪️Com Roger, é uma surpresa que ele conseguiu ter filhos porque seus jeans eram tão justos. E suas camisas estavam sempre abertas, a menos que ele usasse um suéter. Acho que poderia ter sido para que você soubesse que ele era homem, pois foi o início da roupa unissex.

▪️Foi também uma época em que quanto mais gay o cara era, mais ele puxava uma groupie diferente todas as noites !

 

Fonte –

www.vogue.pt

Frogerepic.com

 

▪️Nota – A música Fat Bottomed Girls é um bom exemplo da vida de uma groupie.

 

▪️Fat Bottomed Girls no filme Bohemian Rhapsody

https://youtu.be/LszT_FWiE-I

 

▪️Vídeo oficial

It´s a Hard Life

Álbum: The Works

Data de lançamento: 16 de julho de 1984

Melhor posição nas paradas: 6° lugar na parada britânica; 72º lugar nos Estados Unidos.

Lado A: It´s a Hard Life (Freddie Mercury)

Lado B: Is This the World We Created?… (Freddie Mercury/Brian May)

                  

– Cansado de contar suas façanhas sexuais em entrevistas dadas para a promoção de Hot Space ou nos textos escritos para este novo álbum, Mercury voltou a um lugar mais profundo nesta faixa.

– A música foi criada em estreita colaboração com Brian May, que redescobriu o Freddie que amava: sensível, apaixonado e longe das loucas escapadas de Munique.

Agora, ‘It’s A Hard Life’ é uma das minhas músicas favoritas de Freddie de todos os tempos, e nós realmente colaboramos em algumas das letras. […] Estávamos procurando o significado central da música e fomos conscientes do fato de que não importava de que tipo de sexualidade ou amor estávamos falando; era sobre sentimentos de abandono e solidão. May revelaria mais tarde.

– Esta balada é um destaque indiscutível do álbum The Works, a primeira vez desde Jealousy em 1978 que Freddie deixou sua fachada de festa e revelou ao mundo que ele era um verdadeiro romântico em busca de algo significativo.

– Com uma introdução emprestada de Vesti la giubba, uma peça da ópera Pagliacci, a música é vocalmente rica e instrumentalmente exuberante, com luxuosas orquestrações de guitarra e uma suntuosa melodia de piano, e é um prenúncio do projeto de Barcelona que começaria três anos depois.

– Brian estava especialmente orgulhoso da música, dizendo em 2003:

Na minha opinião, esta é uma das músicas mais bonitas que Freddie já escreveu. É direto do coração, e ele realmente se abriu durante a criação. Sentei-me com ele por horas e horas e horas apenas tentando puxá-la para longe e tirar o máximo proveito dela. É uma de suas músicas mais adoráveis.

– Foi lançada como o terceiro single do álbum em 16 de julho de 1984, Is This The World We Created no lado B.

– Para as versões de 12″ do single, um remix estendido foi incluído, que permaneceu fiel ao original, adicionando apenas uma seção vocal a cappella.

–  O videoclipe, dirigido por Tim Pope em junho de 1984 (que também dirigiu o vídeo Man On Fire de Roger no mês anterior) no Arri Film Studios em Munique, foi recebido com escárnio e desprezo por três dos quatro membros da banda.

– Apenas Freddie ficou satisfeito com o vídeo, o que não é surpreendente, considerando seu papel de destaque.

– Brian, como sempre, raciocinou diplomaticamente que era uma indulgência de Freddie e eles estavam felizes em agradá-lo, mas um olhar para John e Roger resmungando um para o outro e revirando os olhos sugere que alguns membros da banda estavam mais dispostos a acalmar do que outros.

– Os músicos, vestidos com meias-calças e fantasias coloridas (Deacon carrega a cabeça de um unicórnio nos braços!), estão situados no meio de um cenário barroco que lembra um carnaval veneziano, e parecem perdidos no ridículo da situação.

                    

 

– May, enquanto isso, está equipado com uma guitarra com cabeça de esqueleto, que ele orgulhosamente empunha, como Excalibur extraída da pedra.

 

– Freddie apareceu no set com uma peruca ridícula e um collant apertado coberto de olhos grandes, e foi imediatamente rotulado de camarão gigante.

– Independentemente do figurino ridículo, o vídeo é uma bela adaptação da letra, com Freddie protagonizando o protagonista torturado, desesperadamente em busca de amor enquanto cercado por posses materiais sem sentido.

– Brian, claramente apreciando seu papel como um mensageiro sinistro da desgraça, empunha uma guitarra de caveira, o que mais tarde levou a rumores selvagens do instrumento sendo tocado no disco.

– Brian abordou isso em uma entrevista do Pop Of The Line de 1997:

É mais um adereço do que qualquer outra coisa. Você pode apenas tocá-lo, mas foi feito especialmente para o vídeo. Mas foi feito mais para a aparência do que qualquer outra coisa. Sim, eu toquei, mas você não vai encontrá-la em nenhum disco, eu receio.

– A música foi tocada ao vivo, sem caveira, no Queen Works de 1984/1985!  Turnê mundial, mas não retornaria para a turnê Magic de 1986.

 

Is This The World We Created…?

– Essa música foi escrita por May e Mercury.

– A ideia era escrever uma música em que os dois pudessem se apresentar com violão e voz durante os shows, entregando assim um interlúdio de qualidade.

– As imagens da fome na África inspiraram os dois músicos a escrever uma música com letras tocantes tanto pela ingenuidade quanto pela sinceridade.

Gosto da maneira como abordamos essa música. Estávamos olhando para todas as músicas que tínhamos no álbum e pensamos que a única coisa que não tínhamos era uma daquelas baladas límpidas – o tipo ritmado de ‘Love of My Life’. E em vez de um de nós voltar e pensar em um, eu apenas disse a Brian: ‘Por que não pensa em algo aqui?” e essa música evoluiu em cerca de dois dias. Ele pegou um violão e eu me sentei ao lado dele, e trabalhamos juntos. Mercury revelaria mais tarde.

– Mercury gravou uma partitura para piano que acabou sendo removida da mixagem em favor de uma versão mais refinada.

– A faixa fica assim imortalizada simplesmente graças à guitarra Ovation Pacemaker 1615, que já tinha sido usada em Love of My Life. No entanto, quando tocado no palco, Brian May usou com mais frequência uma guitarra eletro-clássica Chet Atkins CE modelo Gibson com um recorte.

– O longo reverb adicionado à voz clara e poderosa de Freddie dá a esta balada um aspecto menos atemporal do que o de Love of My Life (o efeito que dá à música um tom muito dos anos 1980), e sem dúvida inspirou muitas melodias famosas subsequentes, incluindo a suave e a delicada More Than Words da banda Extreme, cujos escritores, Gary Cherone e Nuno Bettencourt, sempre expressaram a sua grande admiração pelo Queen.

– Is This The World We Created…? foi apresentada ao lado de Love Of My Life durante o set acústico entre 1984 e 1986, e também foi apresentado no Live Aid em 13 de julho de 1985, separado da apresentação do Queen: aproximadamente às 21h44, Brian e Freddie voltaram ao palco e cantaram a música sob aplausos arrebatadores.

– Brian tocou a música com Andrea Corr nos vocais no concerto 46664 em 29 de novembro de 2003.

 

Vídeo Oficial

 

Apresentação no Live Aid

 

Apresentação Rock in Rio 1985

 

Fontes:

Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track.

ALL DEAD, ALL DEAD

(4ª música do 6º álbum)

 

– Às vezes, as canções servem para afugentar as tristezas da infância.

– Então, quando o apresentador Redbeard apresenta Brian May em seu programa In the studio with Redbeard em 2017, ele pergunta como Brian criou a letra de All dead, all dead, uma doce balada cheia de nostalgia e melancolia.

– A pergunta provoca no guitarrista um certo desconforto tingido de emoção:

É hora de confissões […]. Acho que nunca falei dessa música […]. Ninguém nunca me perguntou [sobre ela]. […] É constrangedor falar sobre isso… Bom. Acho que tudo começou com o meu gato, com a perda do meu gato. Ele morreu quando eu era criança e nunca o esqueci.

– O gatinho chamava-se Pixie.

– O texto é implícito e evoca a ausência e a saudade de um ente querido. A partir daí, sabemos a quem essa doce balada é dedicada.

É o próprio Brian May quem toca essa música no piano; também é ele quem a canta, com o apoio dos coros de Freddie Mercury nos refrões.

– Na edição de aniversário do álbum publicado em 2017, uma versão inédita deste tema está incluída: é interpretada por Freddie Mercury, que acrescenta algumas palavras à introdução, como que para sublinhar o tema que o amigo está abordando:

Memories, memories, how long can you stay, to haunt my days?

(Memórias, memórias, quanto tempo você vai ficar atormentando meus dias?)

 

– Embora esta gravação mostre a colaboração de Freddie na composição do amigo, ela não tem a intensidade emocional da versão original. Mas é impossível repreender o cantor com alguma coisa, pois o assunto das músicas era tabu entre os membros do Queen. Brian May confirmaria:

Naquela época, nunca tínhamos falado sobre isso no grupo. Nós não falávamos sobre o tema das músicas. Nunca.

Ritual antes do concerto: Brian afina pessoalmente sua Red Special,

e pratica na frente de um pequeno amplificador Fender.

 

Vídeo oficial de All Dead, All Dead

 

All Dead, All Dead, com Freddie Mercury

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Queen no Live Aid – Bastidores do evento  – Recordando o melhor momento de Freddie Mercury!

– 13 de Julho de 1985 foi o Live Aid – O dia em que a música mudou o mundo – The Global Jukebox.

– O grande plano de Bob Geldof.

– O conceito estava longe de ser simples – dois shows, em Londres e Filadélfia, com todas as grandes estrelas pop do planeta, diante dos olhos do mundo, para reunir as doações de milhões, tudo para o povo da Etiópia.

– Mais de trinta e sete anos depois, vários shows de line up, eventos em vários continentes e maratonas globais não são novidade, mas em 1985, o mundo nunca tinha visto nada parecido.

– E, de todos os momentos memoráveis ​​que o dia criou – Bono saltando para o público, Phil Collins fazendo os dois shows com a ajuda do Concorde e o empolgante showstopper de Tina Turner e Mick Jagger – o momento mais icônico de todos foi, sem dúvida, entregue pelo Queen, e um desempenho magistral de definição de carreira de Freddie Mercury.

– Quando se tratou de organizar o Live Aid, o Queen estava no topo da lista de alvos de Bob Geldof, mas a Banda não foi imediatamente conquistada. Freddie teve que ser convidado com muito carinho por Geldof para se apresentar no Live Aid.

– Por fim, Bob ligou para o empresário do Queen e disse

Olha, o que há com a velha Rainha? É o palco perfeito para ele. É o mundo inteiro.

– Quando foi colocado para ele dessa forma, Freddie simplesmente entendeu e disse OK, porque isso não poderia acontecer sem ele.

        E foi exatamente o dia de Freddie!

– A Banda era conhecida por suas apresentações ao vivo – tendo acabado de se apresentar para 325.000 pessoas no Rock In Rio no início daquele ano – mas eles ainda estavam prestes à superar isso.

– Ninguém sabia na época, mas o Queen estava em declínio nesse ponto. As coisas não estavam indo muito bem.

– O Álbum de 1984 –  The Works – não tinha sido um grande sucesso, e Freddie tinha acabado de lançar sua estreia solo em Abril de 1985 – Mr. Bad Guy – uma implicação de que a Banda estava em uma espécie de pausa.

– No entanto, eles tinham a garantia de entregar o tipo de espetáculo que Geldof estava determinado à oferecer. Paul Gambaccini foi um dos grandes rebatedores da BBC, designado para fazer a cobertura do Live Aid do Estádio de Wembley.

Fui à Wembley entrevistar os artistas nos bastidores da televisão e do rádio. Freddie não deu uma entrevista no dia porque tinha problemas vocais. Seu médico disse à ele para não fazer o show, mas é claro que ele estava determinado a fazê-lo de qualquer maneira.

– Na época, você pensava – ‘ Quem vai ser o melhor ? Obviamente, o U2, e Phil Collins eram muito bons. E é claro que Paul McCartney estaria no show, então não acho que ninguém viu que o número um seria o Queen. Todo mundo sabia que o Queen faria um ótimo show e seria muito bom. 

– Semanas de empolgação, estresse e incerteza chegaram à um grande clímax quando o Live Aid começou ao meio-dia naquele Sábado de Julho escaldante.

– Com uma fanfarra de metais dos Guardas Coldstream e a chegada do Príncipe Charles e da Princesa Diana, o conceito de Geldof veio junto de forma espetacular para um público global em 150 países.

                             

– No entanto, os bastidores estavam caóticos. Uma placa dizia às estrelas para deixarem seus egos na porta, e os camarins tinham que ser compartilhados – assim como apenas três passes de imprensa, que foram trocados entre dezenas de jornalistas que esperavam pacientemente do lado de fora.

– Freddie Mercury não chegou antes das 17h, com seu namorado irlandês Jim Hutton. Ele estava nervoso, mas agindo como sempre, e foi visto tomando um par de vodca tônica.

– Eram 18h41 em Londres quando o Queen entrou no palco …

– Freddie socando o ar, incitando a multidão antes mesmo da primeira nota da música ser tocada. Eles foram o último ato à se apresentar à luz do dia, o que Roger Taylor disse ser muito estranho para eles.

Luzes são tudo, mas não fazem nada durante o dia. Nunca tocamos durante o dia. Mas não queríamos nos atrasar porque sabíamos que seria um dia muito longo. Só tínhamos sido incluídos no projeto bem tarde, e o público não era um público do Queen, então estávamos nervosos … Sabíamos que seria um grande negócio no contexto do dia, porque sabíamos que seria algo especial, mas não tínhamos grandes expectativas de nosso desempenho, conclui Taylor.

– Sentando-se ao piano, Freddie provocou a multidão com alguns acordes batidos no piano de cauda preto antes de entregar o segmento de abertura da balada de Bohemian Rhapsody, imediatamente estabelecendo o tom.

– Pouco antes de entrar na seção operística, a Banda fervia de fogo brando e Freddie levantou-se do piano, com o punho no ar, antes de receber seu famoso microfone sem pedestal.

– Com uma virada teatral, ele começou à andar pelo palco enquanto os riffs da abertura de Radio Ga Ga começaram. Em segundos, o microfone estava sendo usado como um cetro, uma guitarra, uma extensão fálica.

– Olhando para trás, fica claro à partir deste momento que ele tem o público comendo na sua mão, e ele sabe disso. Enquanto ele canta ” as meninas e meninos / que simplesmente não sabem e simplesmente não se importam “, as meninas e meninos do público – suando e encharcados das mangueiras dos administradores – socam o ar em total uníssono com ele.

– Paul Gambaccini estava nos bastidores com os outros artistas na sala verde, e sua lembrança mais clara do dia são as reações deles.

Todos olharam para o monitor e você podia ver o que estava acontecendo … o Queen estava roubando o show.

– Sem nem mesmo instruí-los à fazê-lo, a forte multidão de 72.000 pessoas espontaneamente executou a agora famosa batida de palmas ao longo do refrão de Radio Ga Ga – vista pela primeira vez no videoclipe da música no ano anterior.

– A visão gerou uma imagem icônica – um mar de pessoas, completamente engajadas, totalmente encantadas por um homem – Freddie Mercury.

– Curiosamente, para alguém com tanta presença de palco, Freddie era uma pessoa muito diferente na vida real.

Ele tinha um jeito de se animar. Ele se tornou uma pessoa diferente quando subia no palco e, de repente, ficou magnético e o público adorou. Ele realmente foi espetacular naquele dia. – Roger Taylor

– Lesley Ann-Jones descreve a transformação que ela o viu realizar –

Quando ele estava fora do palco, ele era um cara muito discreto. Ele nunca chamou atenção para si mesmo, ele tinha uma voz tranquila. Ele não era uma Rainha picante ou extravagante. No minuto em que subia ao palco, ele parecia dobrar de tamanho e, de repente, ele se tornava um gigantesco astro do Rock.

– Justamente quando parecia que não poderia ficar melhor, Freddie subiu um nível. De pé no centro do palco, agora super inflado, ele se lançou em sua chamada e resposta de Ay-oh ! .

– O público o imitou (com o melhor de suas habilidades) e o momento novamente refletiu o clima interativo do dia.

– Ao contrário de muitos dos outros artistas, que estavam ocupados fingindo que não haviam tantas pessoas assistindo, Freddie estava determinado à alcançar cada pessoa que estivesse assistindo.

– Durante Hammer To Fall, ele pegou um camera man da BBC pela cintura e dançou com ele, enquanto olhava diretamente para baixo de sua câmera, para uma audiência global que estava em qualquer lugar entre 1 e 2 bilhões de pessoas, sintonizada em cerca de 95% da televisão mundial.

– Sonoramente, o Queen soava muito melhor do que todos os outros artistas.

– Freddie agarrou uma guitarra para Crazy Little Thing Called Love, e falou suas únicas palavras de todo o set.

 Essa próxima música é dedicada à todas as pessoas bonitas aqui esta noite. Significa todos vocês, ele sorriu,  obrigado por virem e fazerem desta uma grande ocasião.

– Quando Roger Taylor largou o famoso riff de bateria de We Will Rock You, as coisas atingiram um nível febril e, para encerrar, Freddie conduziu o público, balançando em massa, por um emocionante We Are The Champions.

– No momento em que ele soprou um beijo de despedida para a multidão, eles estavam gritando em uma espécie de êxtase de Rock, e ele estava encharcado de suor.

– Quando os outros membros do Queen fizeram reverências modestas e deixaram o palco, um pôr do sol foi lançado no Estádio de Wembley, mas não refletiu qualquer tipo de diminuição para a Banda. Em vez disso, implicava que a luz deixaria Freddie, e um pouco de sorte extra foi necessária para as apresentações seguintes brilharem – embora isso incluísse David Bowie, The Who, Elton John e Paul McCartney.

O Queen tinha passado um pouco de seu auge quando começaram, conclui Paul Gambaccini – Quando eles saíram, estavam em um novo patamar.  

– Quer o Queen percebesse ou não, eles não apenas entregaram a performance do dia, não apenas a performance de suas carreiras, mas possivelmente a maior performance ao vivo de todos os tempos.

– Certamente esse foi o consenso alcançado por uma pesquisa da BBC de 2005 com 60 jornalistas e especialistas da indústria musical.

– Roger Taylor foi muito modesto …

Oh, pare! Quem decide isso?  Eles viram todos os shows? !

Ele sente que a atmosfera do dia contribuiu enormemente para a eletricidade do momento.

Você não poderia falhar, diz ele, mas você poderia falhar em fazê-lo espetacularmente !

– Sobre Freddie, Roger não tem uma palavra ruim à dizer (Bem, nunca brigamos, ele encolhe os ombros) e afirma que o resto da Banda o adorava tanto quanto o resto do mundo.

 

– Olhando para trás, porém, ele admite

Não apreciamos totalmente o quão incrível Freddie era até que o perdemos …

– Freddie tinha 38 anos quando divertiu o mundo no Live Aid e, embora tenha sido sem dúvida o auge de sua carreira, também marcou o início do fim de sua curta vida.

– Notoriamente privado, Freddie nunca admitiu publicamente sua sexualidade, e a maioria das pessoas não sabia disso. Curiosamente, a imagem de clone de Castro que ele apresentou ao mundo era extremamente popular na cena gay underground, mas ainda totalmente desconhecida do público em geral.

– Seu físico e bigode eram vistos por muitos como fortes indicadores de seu sangue vermelho, hetero masculinidade, e sua teatralidade era simplesmente isso, afinal, ele era um artista.

– A homossexualidade não é permitida em sua religião. Freddie foi forçado à esconder sua verdadeira identidade e esconder seu verdadeiro eu para o bem dos sentimentos de outras pessoas.

– Se ele tivesse vivido, Freddie teria quase 76 anos hoje, mas nossa lembrança é a imortalidade que Freddie desfruta.

– Obviamente, ele merecia uma vida mais longa, mas mesmo assim, por causa da história, ele tem uma vida longa.

– Phil Collins se apresentou tanto no Wembley quanto no JFK, utilizando um Concorde para viajar de Londres à Filadélfia.

– Ele tinha um grupo de componentes de Banda em cada país, o esperando. Além de seu próprio set, ele também se apresentou como baterista de Eric Clapton e do Led Zeppelin no JFK.

– Durante o voo, Phil se encontrou com a cantora Cher, que não estava sabendo sobre os shows. Ela pode ser vista se apresentando nos EUA com o USA For Africa na conclusão do concerto na Filadélfia. Apenas apareça disse Phil.

– É bom ser Cher!

– Paul McCartney enfrentou algumas dificuldades técnicas. Seu microfone não funcionou nos primeiros dois minutos de sua performance ao piano em Let It Be, mal sendo ouvido pelos telespectadores e o público geral no estádio.

– Ele foi convencido a participar do Love Aid pelos seus filhos.

– Pepsi, Chevrolet, AT&T e Eastman Kodak patrocinaram o show. Eles também abriram suas carteiras consideravelmente, já que a equipe Geldof solicitou US $ 750.000, juntamente com os prováveis ​​bens e serviços para fazer parte da história da música.

– Bono diz que recebeu uma recepção interessante de Freddie Mercury nos bastidores. O vocalista do U2 lembra que Freddie conversou com ele como se fosse um pássaro, sem perceber a orientação sexual da lenda do Queen.

– Elton John também vestiu o chapéu de chef e cuidou do churrasco no trailer de Winnebago RV escondido atrás do estacionamento de caminhões, três dias antes.

– Financeiramente, o sucesso do Live Aid tem sido contestado, com muitos alegando que não foram suficientes os £ 150 milhões de euros arrecadados para as pessoas que precisavam.

– No entanto, revigorou o conceito de músicos usando seu talento e perfil para destacar causas beneficentes.

– Porém, tecnologicamente, o Live Aid foi um triunfo inacreditável.

– Acontecendo em um mundo sem Internet ou telefone celular, as mensagens eram enviadas em aparelhos de fax, cada doação telefônica tinha que ser atendida por um ser humano real, a TV era analógica e haviam apenas 4 canais.

– Entre os sets, os artistas tiveram apenas alguns minutos para trocar seus equipamentos em um palco giratório coberto de fios serpenteantes, várias extensões e câmeras de TV BBC volumosas.

– Foi um pesadelo de saúde e segurança, e uma loucura total para qualquer um por trás de uma das dezenas de painéis de controle. O fato de o programa ter durado 16 horas sem que a tela inteira ficasse preta em nenhum momento é quase um milagre.

– De qualquer forma, nunca mais um artista poderia esperar receber uma plataforma global como esta, muito menos a oportunidade de aproveitá-la como Freddie fez.

– Nunca houve um evento com tantos espectadores, evocando tanta emoção intensificada, todos envolvidos em One Vision (uma música que o Queen escreveu sobre o evento), e – devido ao modo como agora consumimos televisão na era digital – nunca haverá novamente.

– O Live Aid uniu o mundo e todos compartilharam o momento.

– Aconteceu de ser o melhor momento de Freddie também – um momento na história quando um dos nossos maiores heróis nos representou em nosso melhor absoluto.

– Assistindo no YouTube, a energia e o espírito de Freddie aparecem como um símbolo da comunidade gay. Diante da adversidade, ele estufou o peito e continuou lutando – não apenas para entreter as pessoas, mas para eletrizá-las totalmente !

– O Queen em Wembley foi, posteriormente, aclamado como a maior performance de rock ao vivo de todos os tempos !

 

Concerto do Queen no Live Aid (clique em “assistir no YouTube” para ver o vídeo)

 

Fonte para base e composição de texto – attitude.co.uk – Por Ben Kelly

SHEER HEART ATTACK

(3ª música do 6º álbum)

 

– Não é por acaso que esta música tem o nome do terceiro álbum do Queen, lançado em 1974. Roger Taylor a havia escrito para Sheer Heart Attack mas não se adequava ao tom pretendido para o álbum.

– No verão de 1977, quando cada um propôs suas músicas para o sucessor de A Day At The Races, o tema parecia uma resposta perfeita aos detratores do Queen, acusando-os de emular o estilo da música punk, então muito em voga. A música, escrita quando esse movimento ainda não existia, soa, de fato, como muito furiosa e incendiária.

Roger foi muito mais aberto do que nós. Ele estava sempre à procura de novidades. Lembro-me de ouvir sobre os Sex Pistols muito cedo,  explica Brian May.

– Roger Taylor não está satisfeito em tocar bateria neste tema. Ele também é responsável pelo baixo e guitarra. Ele é um colecionador experiente de guitarras, a maioria delas muito raras, então ele usa a sua Esquire aqui.

– A grande curiosidade da música é a voz principal. Freddie é creditado como o cantor, mas pode-se jurar que se reconhece a voz de Roger. Em 2003, Brian May esclareceria essa discussão, às vezes discórdia entre fãs, em seu site:

Bom, é uma mistura […]. Roger tinha feito a demo, e nossa maneira usual de trabalhar era usar a demo como base para a versão final da música. Roger a cantou na íntegra, mas tomamos a decisão de deixar Freddie fazer essa parte no álbum. Roger foi educado e reconheceu que a performance de Freddie ressaltava melhor a atmosfera (punk?) da demo. Certamente é Freddie quem é ouvido cantando nos versos (em duas faixas). No entanto, a voz de Roger está bem presente como reforço, juntando-se a Freddie no ‘hey hey hey’ e no ‘ticulate’. Acho que todos cantávamos os refrões, com a voz do Roger à frente […]. Na verdade, agora que eu escuto de novo, eu diria que é APENAS o Roger quem canta os refrões.

 

– Em 24 de agosto de 2017, para promover seu livro Queen in 3-D, Brian May se presta (sem rancor!) ao jogo de entrevistas no programa de rádio Jonesy’s Jukebox, apresentado pelo co-fundador e guitarrista do Sex Pistols, Steve Jones!

Roger nos bastidores da turnê News Of The World nos EUA, posando entre os instrumentos de Brian e John.

 

Vídeo oficial de Sheer Heart Attack

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

“Floating In Heaven” – Graham Gouldman & Brian May

Brian May se junta ao fundador da 10cc Graham Gouldman para marcar as primeiras imagens históricas a serem entregues do Telescópio Espacial James Webb com a nova faixa musical Floating In Heaven

JWST agora tem sua própria trilha sonora.

Disponível agora em serviços digitais e de streaming –  https://brianmay.lnk.to/FloatingInHeaven/

O telescópio mais poderoso já lançado ao espaço, o Telescópio Espacial James Webb – lançado em dezembro de 2021 e que entrou em órbita em janeiro de 2022 – finalmente entra em operação esta semana.

Com a intenção de suceder o Hubble como a principal missão da NASA em astrofísica, a agência espacial da NASA agendou o primeiro evento oficial de divulgação de imagens científicas JWST para terça-feira, 12 de julho.

Com uma paixão bem reconhecida pela Astronomia, tendo obtido um PhD em astrofísica pelo Imperial College, em Londres, em 2007 e um colaborador da equipe científica com a missão New Horizons Pluto da NASA – Maio notavelmente lançou sua faixa New Horizons da sede da NASA no Dia de Ano Novo em 2019 para marcar o sobrevoo do objeto distante Ultima Thule – May se jubtou agora  com entusiastas da ciência espacial, O vocalista da 10cc, Graham Gouldman, reconhece este momento de descoberta com música nova.

Escrito por Gouldman, ele e May criaram uma nova faixa especial para marcar as imagens históricas do JWST reveladas.

Floating In Heaven, escrito e executado por Gouldman e com May na guitarra e vocais, terá um lançamento especial digital & streaming em 12 de julho para coincidir com o tão esperado lançamento das primeiras imagens trazidas à Terra pelo JWST.

Falando de seu fascínio pela exploração espacial, May diz:

Não há nada mais emocionante em um mundo de exploração do que ir a um lugar sobre o qual você não sabe nada. O céu é o limite para o que poderíamos descobrir.

A canção mais reconhecida de May no espaço, claro, remonta aos seus primeiros dias com o Queen: sua canção, ‘39, a história de um grupo de exploradores espaciais que voltam para casa para descobrir que, durante seu um ano de viagem, um século tinha passado na Terra. A música apareceu pela primeira vez no álbum A Night At The Opera do Queen em 1975. May continua a tocar a música rotineiramente nos shows ao vivo da banda.

Flutuando no Céu

Interpretado por: Graham Gouldman – Brian May

Escrito por Graham Gouldman

Graham Gouldman: Vocal e Backing Vocals , Baixo, Guitarra Acústica, Guitarra Slide, Programação de Bateria, Gizmotron

Brian May: Guitarras, Backing Vocals

Graeme Pleeth: Hammond Organ, Piano. Synth

Produzido por: Graham Gouldman, Graeme Pleeth e Brian May
Engineered and Mixed por:- Graeme Pleeth e Justin Shirley-Smith

Engenharia adicional por Kris Fredriksson

Dominado por: Bob Ludwig

 

Fonte: Queen Online

  I’m In Love With My Car – O lado B mais caro do mundo

 

®️  O dinheiro pode ser vulgar, mas é maravilhoso !

Freddie Mercury.

 

▪️Poucas músicas do Queen ilustram isso melhor do que I’m In Love With My Car. A canção fez seu compositor – Roger Taylor – ficar muito rico, e o resto do Queen nunca o deixou esquecer !

▪️Roger apresentou a música para A Night At The Opera, de 1975. A reação inicial de Brian May foi:

você está brincando, não está ? Estou apaixonado pelo meu carro ? 

 

▪️Roger insistiu que não estava brincando, mas disse que havia escrito a música sobre o homem de som do Queen, o piloto John Harris e a sua amada Triumph TR4.

John Harris

 Roger vai dizer que foi escrito sobre outra pessoa, mas nós dois sabemos a verdade … O título e a arrogância se encaixavam na imagem de playboy de Roger e era ‘seu’  Alfa Romeo que podia ser ouvido arrotando gases de escape no grande final da música. – insistiu Brian em 2008.

Triumph TR4

▪️I’m In Love With My Car foi aceito para o Álbum, mas alguns afirmam que Roger fez um esforço extraordinário para tê-la como o lado B de Bohemian Rhapsody.

Ele se trancou no armário de fitas do SARM [Studios] e disse que não sairia até que eles concordassem em colocá-la, disse Roy Thomas Baker.

▪️Nem Roger nem Brian confirmaram ou negaram isso. Mas uma discussão sobre a música foi incluída no filme Bohemian Rhapsody.

Quando minhas mãos estão na sua pistola de lubrificação ? zomba Brian de Gwilym Lee, citando a letra. É uma metáfora !  protesta Roger de Ben Hardy, que então ameaça jogar uma cafeteira em seus companheiros de Banda sorridentes.

▪️Os lados B dos 04 primeiros singles do Queen foram divididos entre Freddie e Brian. Talvez, e somente talvez, Roger tenha visto Freddie chegando ao estúdio carregado de sacolas de compras – outra blitz de gastos na King’s Road – e ficou com ciúmes. Se ele se trancou em um armário de fitas ou não, a música do automóvel de Roger (como Brian mais tarde à chamou) tornou-se o outro lado de Bohemian Rhapsody.

John Harris e Freddie Mercury

▪️Isso significou que Roger ganhou os mesmos royalties que Freddie ganhou pelo lado A. O resto do Queen havia aceitado que Bohemian Rhapsody era criação de Freddie e que ele ganharia de acordo, mas o sucesso do baterista veio por trás do disco, e distorceu a dinâmica do grupo.

▪️Roger ficou subitamente mais rico do que Brian e John, e comprou uma bela casa em Fulham e outro belo carro para comemorar.

Roger e seu Alfa Romeo

O lado financeiro das coisas pode ficar terrivelmente divisivo, admitiu Roger.

 

Houveram disputas por anos . Muitas injustiças terríveis acontecem sobre as composições, especialmente os lados B, concordou Brian

▪️Quaisquer que fossem as dúvidas que o resto do Queen tivesse sobre a música, eles jogaram tudo o que podiam nela. Guitarras e vocais harmônicos empilhados uns sobre os outros, enquanto seu baterista roucamente sibilava uma máquina dos sonhos  ao longo de uma valsa 6/8.

▪️ Quando minhas mãos estão na sua pistola de lubrificação não é a maior letra do cânone do Queen. Mas a fanfarronice de I’m In Love With My Car sinalizou o caminho para canções como We Will Rock You, We Are the Champions e I Want It All.

 

▪️Seu título, por si só, é garantido para provocar desprezo ou admiração, mas sempre uma reação.

 

 

▪️Vídeo Queen – I’m In Love With My Car – Compilação de 77 à 81

https://youtu.be/DV0g44PzauA

 

▪️Tradução da canção –

Estou Apaixonado Pelo Meu Carro

 

Uma máquina dos sonhos

Uma máquina tão limpa

Com seus pistões bombando

E as calotas todas com brilho

Quando estou segurando seu volante

Tudo que ouço é sua marcha

Quando minhas mãos estão na sua pistola de lubrificação

Oh, é como uma doença, filho

Estou apaixonado pelo meu carro

Tenho uma sensação com meu automóvel

Segure firme no meu santo Antônio piloto mirim de corridas

Que sensação quando seus radiais guincham

Disse a minha garota que terei que esquece-la

Prefiro comprar um novo carburador

Então ela saiu dizendo que isso já era o fim

Carros não respondem de volta, eles são apenas amigos de quatro rodas agora

Quando estou segurando seu volante

Tudo que ouço é sua marcha

Quando estou cruzando a toda

Não preciso ficar ouvindo nenhuma conversa mole

Estou apaixonado pelo meu carro

Tenho um sentimento pelo meu automóvel

Estou apaixonado pelo meu carro

Luvas com zipper em meu automóvel do amor

 

I’m In Love With My Car

 

Fonte – Magnífico ! The A To Z Of Queen

Mark Blake

Nos dias 11 e 12 de julho de 1986, o Queen subiu ao palco do estádio de Wembley, na Inglaterra, para apresentar o álbum A Kind of Magic, lançado no mês anterior.

Esta foi uma das últimas grandes apresentações da banda em sua formação clássica e até hoje é apontada como um dos melhores shows da história do rock. Antes apenas Beatles e Rolling Stones haviam emendado dois dias no antológico estádio.

Programa do Show

O resultado pode ser conferido na íntegra no YouTube. E também em CDs e DVDs repletos de extras, mas daí é preciso ter certa sorte para conseguir, pois tornaram-se relíquias de colecionadores.

O formato criado por eles nos anos 80 era inovador e único. Do show foi feito um verdadeiro espetáculo, em locais que nunca fizeram shows (estádio de futebol). Aliado a isso, a banda e seu staff criou um projeto de iluminação que era exclusivo dela, com suas estruturas sendo móveis e coordenadas de forma coreografada para cada música tocada, garante Bruno Cavalcante Oliveira, administrador do site e das páginas nas redes sociais do fã clube Queen Net.

Ingresso do Show

A iluminação era a maior já construída para um show, com mais de 10 toneladas de equipamento, para o maior palco, com 50 metros de largura e mais de 15 de altura.

Ali foram apresentados clássicos até hoje imbatíveis como Under Pressure, I Want To Break Free, Who Wants To Live Forever, Love of My Life, Bohemian Rhapsody, Radio Ga Ga, We Will Rock You e We Are The Champion. O final coube a God Save The Queen, com arranjos de Brian May.

E também uma sequencia de covers: (You’re So Square) Baby I Don’t Care, Hello Mary Lou (Goodbye Heart), Tutti Frutti e Gimme Some Lovin’.

A banda parecia estar no melhor de sua forma e Freddie Mercury confirmava mais uma vez não apenas a estupenda qualidade vocal, mas também o grande performer e animador de plateia que era.

Uma curiosidade sobre este show é que originalmente, apenas a apresentação de 12 de julho, um sábado, estava programada, mas, como os ingressos se esgotaram em poucas horas e os fãs sem ingressos não abandonavam os pontos de venda, resolveu-se criar um show extra para o dia anterior.

Os ingressos custavam cerca de quinze libras (em torno de 63 reais). O resultado foi a quebra de recorde de público na Europa, com estimativa de 200 mil pessoas, que foram atingidas por um sistema de som com mais de 500 mil watts de potência….

O espetáculo teve início ao meio dia, com a abertura das bandas INXS e Status Quo, bastante badaladas na época. Foi também a primeira vez que uma tela Starvision foi utilizada para que quem estava no fundo do estádio não perdesse nada. Porém, em função do peso do telão, um reservatório de água teve que ser instalado atrás do palco para equilibrar o peso.

O resultado foi imbatível e não é à toa que, em função da tecnologia envolvida e, claro, da apresentação dos músicos da que até hoje é considerada uma das maiores bandas de rock da história, este show está no rol dos melhores espetáculos de todos os tempos.

Tantos superlativos não soam exagerados quando se trata de uma banda que fazia espetáculos de quase duas horas de duração sem deixar a animação cair, graças a performance de todos os integrantes, com direito a solos de guitarra de Brian May e ousadias vocais de Freddie Mercury.

O último show aconteceria em agosto em Knebworth Park, também na Inglaterra. Em seguida, se havia boatos de que a banda se separaria, eles não se confirmaram.

Pôster do show

O que os rapazes fizeram a partir dali foi se dedicar apenas aos álbuns de estúdio. Foram dois – The Miracle (1989) e Innuendo (1991) – até a morte do vocalista em Londres, em 24 de novembro de 1991.

A importância foi o marco histórico. Que se tem notícia, o Queen foi a primeira banda a realizar shows em estádios, com uma grandiosidade invejável. Após isso, todas as demais bandas copiaram o modelo, frisando que o antigo estádio de Wembley, após ser utilizado pelo Queen, o foi por várias bandas. Hoje em dia, com o novo Wembley, continua sendo usado em shows, assim como em todo o mundo a maioria dos shows de grande porte são realizados em estádios de futebol,  completa Bruno Cavalcante Oliveira.

https://youtu.be/5UPdos1iHsM

 

Fontes:

Há 30 anos, Queen se despedia com um dos maiores shows da história – 12/07/2016 – UOL Entretenimento

– Queen Concerts

– Queenlive.ca

 

 

WE ARE THE CHAMPIONS

(2ª música do 6º álbum)

 

– Imediatamente reconhecível por sua introdução ao piano, a música adota a mesma estrutura usada anteriormente em In The Lap Of The Gods… Revisited: a fórmula de compasso de três tempos.

– Esse pequeno truque faz maravilhas porque Freddie quer escrever uma música voltada para o público (e, em troca, eles o apoiam). É uma valsa, e é uma música cativante que seduz todos os públicos.

– Hino desportivo por excelência, We Are The Champions é inseparável de We Will Rock You.

– Esta famosa balada de Freddie Mercury é inspirada nas sensações que a banda experimentou durante a turnê da primavera de 1977. A cada show, os espectadores se levantam e repetem em coro os refrões de Killer Queen ou Bohemian Rhapsody.

 

Em Birmingham, eles estavam cantando tão alto que tivemos que parar o show para deixá-los cantar a música para nós. Então Freddie e eu dissemos um ao outro que seria uma experiência interessante conceber músicas que incluíssem, desde o momento de sua composição, a participação do público,  lembra Brian May.

 

– A letra, que é uma homenagem do cantor ao seu público, proclama a vitória do Queen sobre seus detratores, principalmente a imprensa britânica. O grupo se defende, argumentando que o nó da música é coletivo e que não se refere a eles próprios.

– Mas quando você lê a letra, você entende, sem dúvida, que não há ironia:

You brought me fame, and fortune, and everything that goes with it/I thank you all

(Vocês me deram fama e fortuna, e tudo o que vem com isso/agradeço a todos).

– O videoclipe é filmado em 6 de outubro de 1977 no New London Theatre, no bairro de Camden, em Londres. A pedido dos músicos, eles convidam mais de 1000 membros do fã-clube como público.

– Desde sua publicação nos Estados Unidos, a música foi adotada pelo New York Yankees como hino de seu time de beisebol.

– Os jogadores de basquete do Philadelphia 76ers a usam para encorajar o público antes de entrar no campo de jogo.

– Durante os concertos do Queen, a música conclui os bis finais, e podemos dizer sem dúvida que Mercury e May alcançaram seu objetivo.

Freddie Mercury, campeão mundial, durante a última turnê da banda, em 1986.

 

– O canal de Lewis Akkas no YouTube postou We Are The Champions (versão Top Of The Pops) em cores. A qualidade é absolutamente perfeita. Lewis disse que este era um presente de Natal para todos os fãs, em 2021. (Começa aos 36”)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Glam Rock ®️

.O que foi e o que significou esse movimento em Freddie Mercury e no Queen  !

▪️Glam rock é um estilo de música Rock que se desenvolveu no Reino Unido no início dos anos 1970, interpretado por músicos que usavam trajes, maquiagem e penteados extravagantes, principalmente sapatos de plataforma e glitter.

▪️As roupas extravagantes e estilos visuais dos performers eram frequentemente camp ou andróginos, e foram descritos como desempenhando outros papéis de gênero.

 

           

 

                       

 

▪️As paradas do Reino Unido foram inundadas com Bandas de Glam Rock de 1971 à 1975, incluindo David Bowie, Mott the Hoople, Gary Glitter, Elton John, Rod Stewart e claro ….

Freddie Mercury !

▪️Seu início na moda começou com um uniforme de colégio interno britânico-indiano projetado para imitar os uniformes britânicos, mas adequado para o clima quente.

▪️Quando seus pais se mudaram para o oeste de Londres, eles decidiram que queriam viver o estilo de vida tradicional da classe média britânica. Freddie decidiu que queria estudar arte, mas não tinha nenhuma das qualificações para se candidatar, então ele estudou moda em vez disso.

▪️Freddie foi altamente influenciado pelo estilo mod da década de 60 e seguiu a regra de seus pais de se encaixar, bem como a regra de seus professores de arte de sempre estar um passo à frente na moda (embora nos pareça que ele estava pelo menos quatro passos à frente).

▪️Um pouco depois que Freddie começou a estudar, ele realmente se interessou pelo artista Jimi Hendrix. Hendrix estava se tornando extremamente popular na época e tinha um estilo ostentoso e exagerado, que Freddie começou a espelhar.

▪️Esta também foi a época em que Freddie conheceu seus futuros companheiros de Banda do Queen, Brian May e Roger Taylor.

▪️Durante esse tempo, Freddie entrou realmente no cenário da moda de Kensington. Ele fez pós-graduação e deixou para trás a ideia de se misturar e percebeu que realmente nasceu para se destacar.

▪️Assim que a Banda começou a marcar mais shows, Freddie começou a usar suas roupas extravagantes e exageradas. Esses looks no palco iam muito além da média das roupas dos anos 70.

▪️Um artigo escrito pelo The Guardian de 1974 descreveu o visual de Freddie na entrevista como calças justas de cetim cinza ostra, uma blusa de cetim creme do mercado de antiguidades e uma jaqueta de cama vitoriana vermelha escarlate.

Me parece glorioso !!

▪️Os looks que Freddie usou no palco vieram de uma infinidade de lugares, e principalmente da sua barraca de roupas no mercado local.

▪️Eventualmente, ele começou a trabalhar com designers, uma delas sendo Zhandra Rhodes, que desenhou roupas para todos os quatro companheiros de Banda. As roupas eram inspiradas na natureza e definitivamente se destacavam, o que era exatamente o que Freddie queria.

▪️Freddie usou seu conhecimento de moda e confecção para melhorar suas performances por ser muito particular com os tecidos, flexibilidade e apelo.

▪️Uma de suas maiores inspirações foi o poeta e dramaturgo William Shakespeare. Shakespeare viveu durante a era elisabetana, onde as meias eram comuns e os homens vestindo roupas muito femininas também era algo que era feito muito no palco.

▪️Freddie também era obcecado por Ballet, onde era comum que os dançarinos usassem collants, meias e sapatilhas para se apresentar por causa da elasticidade dos tecidos. Na realidade, as escolhas de moda de Freddie não eram ultrajantes ou malucas, eram apenas um golpe de brilho de um homem que já estava dezessete passos à frente de todos os outros.

▪️Isso também nos faz perceber que a moda de Freddie também poderia ter sido uma forma de ele atrair um público diferente.

 

▪️Uma de suas viagens mais interessantes foi para o Japão, porque houve uma grande variedade de fotos tiradas que mostraram uma variedade de looks dos anos 70 de todos os membros da Banda. Haviam calças flare, botas go-go e conjuntos completos de jeans.

▪️Freddie, por ser aventureiro, também gostou muito dos Kimonos. Várias imagens nos mostra ele vestindo um quimono complexo extremamente longo. E Freddie realmente atuou e não permitiu que as roupas o impedissem de fazer seu trabalho.

▪️Apesar do alto preço da roupa, ele estava disposto à investir nisso, para dar ao seu público o show que eles queriam.

 

▪️O momento Glam Rock diminuiu após meados dos anos 1970, mas influenciou outros gêneros musicais, incluindo punk rock, glam metal, New Romantic, deathrock e rock gótico.

 

Fonte para base e composição de texto –

glamandrock.com

WE WILL ROCK YOU
(1ª música do 6º álbum)

– Sempre em busca do efeito de palco que os aproxime ainda mais de seus fãs e, ao mesmo tempo, aumente seu público, os músicos se propõem a criar um tema unificador e atemporal, como um hino nacional que todos possam aprender de memória:

O público será parte integrante do espetáculo a partir de agora e deve ser incluído no espetáculo. Mas o que os espectadores podem fazer? O que podemos pedir a eles? Eles estão apertados, eles não podem fazer muito. Eles podem pisar forte, bater palmas e cantar. Eles poderiam repetir a música em coro com o cantor!, explicaria Brian May.

– Quando o guitarrista apresenta a música para Freddie Mercury, ele imediatamente aprova a direção.

Brian May explica a estrutura e o significado das letras da seguinte forma:

Na minha opinião, a música relaciona as três fases da vida de um homem. O primeiro é o menino que pensa que pode mudar o mundo. O segundo é o homem que acredita que muda o mundo. E o terceiro é o velho que capitula diante de seus próprios limites.

– Para a gravação do famoso pum pum chac que serve de base rítmica para a música, não são utilizados nenhuma amplificação de tambores. Imortalizada no Wessex Sound Studios, a batida é feita à mão por Brian May e pelo engenheiro-chefe de som do álbum, Mike Stone. A cadência é intencionalmente simplista, como uma marcha militar, para que o público possa reproduzi-la facilmente durante os concertos.

– Num primeiro momento, Stone instala aquelas plataformas retangulares de altura variável e usadas para aprimorar os instrumentos no palco.
– Mercury, May, Deacon e Taylor sentam-se em banquetas de piano e começam a bater o ritmo com as mãos e os pés no assoalho.

– Mike Stone convida a todos nos corredores do estúdio a participarem da base rítmica da música.

– Andy Turner, na época um jovem assistente do engenheiro de som, lembra:

Uma tarde eles vieram me buscar, e também […] Betty, a senhora que nos servia o chá e que morava bem ao lado do estúdio. Eles nos colocaram na área da bateria. Ficamos lá fazendo o pum pum chac repetidas vezes.

– Para fazer o vídeo, os músicos, seus técnicos e o diretor do Rock Flicks se reúnem no jardim da casa de campo que Roger Taylor comprou em Surrey, sul de Londres. Os músicos aparecem quase congelados no meio da neve, alguns deles usando botas e luvas de borracha, de pé sobre as tábuas da bateria montadas para a ocasião.
Por que essa encenação? Ainda é um mistério…

– John carrega o baixo por cima do ombro e a bateria de Roger é visível no vídeo de We Will Rock You (apesar desses dois instrumentos estarem praticamente ausentes desta música), porque naquele mesmo dia eles gravaram o clipe do single Spread Your Wings, composta por Deacon.

– Para alguns observadores, We Will Rock You é a primeira música de rap, muito antes do surgimento desse movimento e das primeiras músicas de seus pioneiros, Grandmaster Flash ou The Sugarhill Gang.

 Freddie Mercury logo se tornaria um personagem tão famoso quanto o Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster.

 

Vídeo oficial de We Will Rock You

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

▪️Em meados dos anos 70, Top Of The Pops era uma vitrine tremenda e incomparável para a indústria da música.

▪️O programa veiculava às 5as. feiras à noite, com a finalidade de gerar vendas aos Sábados, o dia em que as lojas vendiam tantos discos quanto em todos os outros dias da semana somados.

▪️O Queen, através de seu Álbum de estreia e da turnê Mott The Hoople, já havia se estabelecido como um grupo de Rock louvável, mas Top Of The Pops foi o veículo final para sua vantagem comercial.

▪️E em 21 de Fevereiro de 1974, o Queen aparece pela primeira vez no famoso programa musical com a música Seven Seas Of Rhye.

▪️E foi por mero acaso, já que o vídeo com uma performance pré-gravada de David Bowie cantando seu último hit Rebel Rebel  não chegaria à tempo, e um substituto era necessário com urgência.

▪️Então, uma Banda jovem e desconhecida chamada Queen, formada por quatro jovens de Londres, foi sugerida como alternativa e os meninos aproveitaram o momento de ouro.

 

Foi uma experiência emocionante, porque aqui você está no Top Of Rhe Pops, e tudo está acontecendo.

(Brian May)

 

Houve uma greve na BBC, então gravamos no estúdio meteorológico. Era lixo, ninguém realmente tocava, apenas alguns Disc Jockeys envelhecidos. E os tambores eram de plástico, então eles faziam esse barulho de dook quando você os batia.

(Roger Taylor)

Quando nos apresentamos no Top Of The Pops pela primeira vez, ainda não tínhamos motoristas ou dinheiro algum, e eu queria nos assistir no show, então peguei um táxi em busca de algum lugar para nos ver. Acabei encontrando um lugarzinho com uma TV com o programa ligado e entrei. Felizmente, ninguém me reconheceu lá !

(Freddie Mercury).

▪️O Queen impressionou o mundo, e nem estava tocando seus próprios instrumentos para a performance que os tornou famosos, só para mostrar o carisma e presença de palco que os quatro músicos de Londres naturalmente possuíam.

▪️O single foi lançado em vinil apenas dois dias após a apresentação e os entusiasmados membros do Queen conseguiram sua primeira música na parada de singles do Reino Unido, chegando ao número 10.

▪️Freddie poderia então desistir de seu emprego de fim de semana em sua barraca de roupas e se concentrar nos grandes momentos que estavam por vir.

 

▪️Aqui está o clipe de estreia TOTP

https://youtu.be/B6n2FBcd5n0

 

Nota – À título de curiosidade, as datas e canções apresentadas pelo Queen no Top Of The Pops seguem abaixo, junto com o vídeo de algumas das apresentações.

 

. Apresentações do Queen no Top Of The Pops

▪️Seven Seas Of Rhye – 21 de Fevereiro de 74

▪️Seven Seas Of Rhye – 14 de Março de 74

▪️Seven Seas Of Rhye – 28 de Março de 74

▪️Killer Queen – 11 de Outubro de 74

▪️Killer Queen – 11 de Outubro de 74 – Take 2

▪️Killer Queen – 07 de Novembro de 74

▪️Killer Queen – 21 de Novembro de 74

▪️Now I’m Here – 16 de Janeiro de 75

https://youtu.be/PT7wkXPq_J8

 

▪️Now I’m Here – 16 de Janeiro de 75 – Take 2

▪️Now I’m Here – 30 de Janeiro de 75

▪️Bohemian Rhapsody –  10 de Novembro de 75 – Promo Video

https://youtu.be/TnxBH4UoIL0

 

▪️Somebody To Love – (Legs & Co.) – 02 de Dezembro de 76

▪️Good Old Fashioned Lover Boy -16 de Junho de 77

▪️We Are The Champions – Promo Video – 03 de Novembro de 77

▪️We Are The Champions – 03 de Novembro de 77 ( colorizado)

 

▪️Another One Bites The Dust – 02 de Outubro de 80 – (Legs & Co.)

https://youtu.be/xSn8hqw_k08

 

▪️Under Pressure – 19 de Novembro de 81

▪️Las Palabras De Amor – 17 de Junho de 82

 

Fontes –

▪️Mark Hodkinson – Queen – The Early Years.

▪️lostmediawiki

 

Queen + Adam Lambert anunciam Rhapsody Over London

Show espetacular para transmitir ao vivo e sob demanda em julho deste ano, alimentado por Kiswe, oferecendo aos fãs do Queen + Adam Lambert global, acesso exclusivo para experimentar a turnê mais quente do ano, ao lado de um Q & A ao vivo com a banda

Queen + Adam Lambert anunciaram detalhes do Rhapsody Over London, um show exclusivo espetacular, que será filmado ao vivo no The 02 London durante sua atual turnê europeia esgotada, que estreará ao vivo em 24 de julho pela plataforma global de streaming de Kiswe.

O exclusivo Live Concert Film contará com um Q & A (perguntas e respostas) ao vivo com Brian, Roger e Adam, falando nos bastidores do penúltimo show de sua turnê europeia. Fãs de todo o mundo terão uma oportunidade única na vida de comprar ingressos e enviar suas perguntas via vídeo até 19 de julho, para a banda ver e responder ao vivo durante o Q & A.

O concerto só estará disponível até o dia 31 de Julho na plataforma e acompanhado por pacotes especiais, onde os fãs terão acesso a shows adicionais e entrevistas. O aclamado documentário The Show Must Go On, The Queen + Adam Lambert Story estará disponível exclusivamente para portadores de ingressos por dois dias antes do livestream.

O show foi filmado durante a 10 dias de duração da banda na O2 Arena, em Londres, no início de junho. Tendo sido assistido por mais de meio milhão de concertistas durante a turnê europeia de 2022, o filme ao vivo Rhapsody Over London do Queen + Adam Lambert está programado para atingir uma audiência mundial de milhões a mais quando na  estreia online em 24 de julho.

A transmissão dará aos fãs de todo o mundo mais uma chance de experimentar a magia da Turnê Rhapsody. Um empreendimento maciço, utilizando 26 câmeras e uma equipe de mais de 100 técnicos de cinema, a produção apresenta o show de duas horas e meia da banda em sua totalidade. O público também poderá interagir com outros fãs durante todo o show usando os recursos de engajamento dos fãs de Kiswe, incluindo feed de bate-papo de fãs e botões de torcida, vídeos de reação dos fãs que permitem aos espectadores carregar selfies em vídeo, comprar adesivos digitais personalizados e a capacidade de comprar mercadorias exclusivas no concerto.

Em uma performance deslumbrante de 28 músicas, o show ao vivo do Queen + Adam Lambert homenageia o ditado de Freddie Mercury de que nunca é longe demais com conteúdo de vídeo de última geração, lasers e pirotecnia.

A proeza vocal e o showmanship de Adam Lambert é um efeito especial em si mesmo, subindo para as notas altas em êxtase de Somebody to Love, e aparecendo em uma bicicleta Harley Davidson para Bicycle Race.

Mas em seu coração o show de Rhapsody continua sendo uma honra muito humana do trabalho da banda principal, já que Brian May simplesmente dedilha sua guitarra acústica para 20.000 pessoas por sua ’39, e duetos com filme de Freddie em um comovente Love Of My Life. Roger Taylor realiza um majestoso These Are The Days Of Our Lives como momentos da história do Queen pungentemente acontece nas telas expansivas.

Um arsenal completo de hits são atualizados pelo virtuosismo ao vivo da banda, a guitarra Red Special de May encontrando nova feitiçaria em A Kind of Magic, bem como alcançando alturas estratosféricas em um solo de guitarra imponente. Taylor e Lambert imitam Bowie e Mercury em um estrondoso Under Pressure.

Bohemian Rhapsody ressuscita as gloriosas harmonias do Queen em 1975 antes de um solo de May mascarado de ciborgue, e a corrida de Lambert para a frente para o final.

Quatro (4) pacotes de ingressos estarão disponíveis da seguinte forma:

 

US$20 – Rhapsody

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 1080p HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

 

US$30 – RhapsodyPlus

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 1080p HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show passam para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

– Pacote VOD (disponível até 31 de Julho) inclui:

Summersonic – Ao vivo em Tóquio

Viva ao redor do mundo

‘Queen + Adam Lambert – Conheça a Imprensa’

‘Live Around The World’ lança Q & A

 

$40 – RhapsodyPlus 4k

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 4K Ultra HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show passam para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

– Pacote VOD (disponível até 31 de Julho) inclui:

Summersonic – Ao vivo em Tóquio

Viva ao redor do mundo

‘Queen + Adam Lambert – Conheça a Imprensa’

‘Live Around The World’ lança Q & A

 

$75 – I Want It All Package

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 4K Ultra HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show passam para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

– Pacote VOD (disponível até 31 de Julho) inclui:

Summersonic – Ao vivo em Tóquio

Viva ao redor do mundo

‘Queen + Adam Lambert – Conheça a Imprensa’

‘Live Around The World’ lança Q & A

– Mais camiseta exclusiva da Rhapsody Over London

Ingressos disponíveis em: livestream.queenonline.com

 

Fonte: www.queenonline.com

TEO TORRIATTE (LET US CLING TOGETHER)
(10ª música do 5º álbum)



– Pouco conhecida do grande público, Teo Torriatte (Let Us Cling Together) é uma das canções mais bonitas do Queen. Em 1976, quando o grupo tinha o mundo a seus pés, ele envia seus pensamentos mais ternos para o Japão com esta emocionante música assinada por Brian May.

– A canção é dirigida para os fãs japoneses que, antes do sucesso no Reino Unido, abriram os braços para o grupo.

Freddie Mercury é o responsável pela voz, e canta parte da letra em japonês, traduzida do inglês por Chika Kujiraoka, intérprete e amiga de Brian, que conheceram durante uma das turnês no país do sol nascente:

手を取り合って このままでいこう 愛する人よ
静かな宵に 光を灯し 愛しき教えを抱き

(Tradução do Google: Vamos dar as mãos e ficar assim, querido
Acenda uma noite tranquila e abrace seus amados ensinamentos)

– É a primeira vez que a banda canta em outro idioma, desde que as palavras francesas usadas em Seaside Rendezvous sejam consideradas algo excepcional. O Queen repetirá a experiência em 1982 cantando em espanhol em Las Palabras de Amor (The Words Of Love).

– Freddie canta essa música com uma voz delicada que literalmente decola aos 3:27 e termina com um coral emocionante, do qual participam todos os membros da banda e alguns de seus parentes presentes naquele dia.

 

Em 25 de março de 1977, Teo Torriatte (Let Us Cling Together) é lançado como single, exclusivamente no Japão. Good Old-Fashioned Lover Boy aparece no lado B. Essa música nunca seria tocada no palco, exceto no Japão durante as turnês de 1979, 1981 e 1982.

 

Vídeo oficial de Teo Torriatte (Let Us Cling together)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Montreal Fórum, 24 e 25 de Novembro de 1981.

 

– Exatamente 10 anos antes da sua morte, 24 de Novembro de 1981, Freddie subiu ao palco em Montreal, no Canadá, para um concerto cujo principal objetivo era captar imagens e som que permitissem à Banda ter um registo fiel daquilo que era capaz de fazer ao vivo.

 

– Freddie diz ao público –

Deixe-me dizer o que estamos fazendo aqui. Parece um jogo de televisão. Vamos filmar como vocês sabem, mas vocês podem esquecer as câmeras, seremos só vocês e nós, certo ?

 

– Montreal foi escolhida por ter um público particularmente efusivo e uma opção mais barata.

– Nesta época, o Queen estava em plena forma e eram gigantes certificados do circuito Rock internacional – no ano anterior – 1980 – tinham lançado o Álbum The Game (mais um número 1 dos tops) e a trilha sonora para o Álbum Flash Gordon, e preparavam-se para lançar, em Maio de 1982 – Hot Space, o Álbum de Under Pressure.

– Este concerto, filmado inicialmente em um rolo de 35 mm, teve várias edições ao longo dos anos, começando com as versões de Saul Swimmer, que a Banda reprovou durante anos devido à determinadas opções estéticas. Em 2007, o grupo adquiriu os direitos deste material e lançou o DVD Queen Rock Montreal & Live Aid com o som devidamente tratado.

– Brian May, no seu site oficial, explica que não guarda muito boas memórias do realizador (Saul Swimmer), mas descreve o concerto como real e cru , deixando claro que mesmo àquela escala grandiosa, nada no concerto do Queen era ensaiado ou coreografado.

 

– O Queen era, afinal, um grupo de Rock autêntico, ainda suficientemente perto dos anos 70 para que tudo ali fosse aparentemente genuíno.

– Under Pressure é realizado na primeira noite, mostrando Freddie com uma voz fenomenal. Nesta canção é que temos a imagem icônica da fã Sarah Bernard, flagrada admirando a Banda na sua melhor performance, com sua câmera fotográfica esquecida nas mãos. Ela ficou conhecida como A Garota Na Platéia.

– As duas datas são os únicos exemplos conhecidos em que Freddie cantava o segundo verso em falsete como no Álbum, lançado como single cerca de um mês antes deste show.

– O diretor Saul Swimmer queria que a Banda vestisse as mesmas roupas e fizesse na segunda noite os mesmos movimentos que haviam feito na primeira. Como o show deles não era coreografado, o último foi naturalmente impossível.

– Assim, para irritar o diretor, Freddie usou shorts no primeiro bis na segunda noite (ele usou calças na primeira noite).

– Estas são as últimas apresentações ao vivo do Queen como uma Banda de quatro integrantes. Todas as turnês subsequentes teriam alguém nos teclados, o que mudaria muito o som da Banda e a abordagem musical geral no show.

– Por outro lado, Freddie estaria livre para vagar pelo palco por mais tempo, dando à ele mais tempo e espaço para se conectar com o público.

– Nesse ponto de sua carreira, o Queen era indiscutivelmente a maior Banda do Reino Unido, tornando-se os primeiros artistas à liderar simultaneamente as paradas de Álbuns ( com Greatest Hits ), paradas de singles ( com Under Pressure ) e paradas de vídeo ( com Greatest Flix ).

– A Allmusic, uma base de dados sobre música, descreveu o desempenho do Queen em Montreal como sendo ” deliberadamente teatral e muitas vezes majestoso. ”

– Para mim, Queen na sua melhor forma. Under Pressure, Somebody To Love e Love Of My Life estão excepcionais na voz de Freddie.

 

 

– Under Pressure

 

 

– Love Of My Life

 

 

– Somebody To Love

 

Fontes –

– Blitz

– Queen Live Ca

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