DROWSE
(9ª música do 5º álbum)

– O baterista, que nos habituou a canções intensas e viris (I’m In Love With My Car, Modern Times Rock’n’Roll), propõe uma balada de cunho folk, baseada numa melodia estimulante e num produção muito cuidadosa.

– O mesmo Roger diria à apresentadora Sally James:

É minha canção anual. Suponho que eu tenha a tendência de encaminhar-me até o rock’n’roll. Porém, também tenho meus momentos tranquilos e este é um deles.

-A letra descreve o dia-a-dia monótono de um jovem que duvida de seu futuro, e cujo único propósito é incitar o narrador à preguiça nas tardes de domingo.

– George Purvis definiria com perfeição essa melancolia adolescente em seu livro Queen – Complete Works:

O narrador é muito jovem para apreciar a vida adulta, porém já superou as fronteiras de uma infância de inocência.

– Vale ressaltar que, já naquela época, a bateria de Roger é enorme.
O instrumento é composto por doze caixas, bumbo, pratos splash, címbalos, crash e china para completar o conjunto. Um verdadeiro quebra-cabeça!

– Porém os estúdios The Manor, onde o Queen está gravando, têm um complexo residencial que a banda usa como lhes convém. E é assim que os técnicos instalam o volumoso instrumento na sala de sinuca, segundo o mantenedor Rod Duggan, que deve lidar com os danos colaterais causados ​​pelas vibrações da bateria:

Roger Taylor tinha colocado sua bateria aqui […]. Os cabos dos microfones passavam pelas janelas, pelo gramado e pela porta da sala de gravação. Toda manhã havia pelo menos uma lâmpada quebrada sobre a mesa de sinuca […]. Uma a uma, as lâmpadas caíam do teto e quebravam na tapeçaria verde da mesa de sinuca.

Roger Taylor, baterista e brincalhão, aposta no bom humor dentro do Queen.

Vídeo oficial de Drowse:

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 A Fome Na Etiópia – Band Aid – O Queen e o Apartheid

 

▪️Band Aid era um supergrupo de caridade que contava principalmente com músicos e artistas britânicos e irlandeses. Foi fundado em 1984 por Bob Geldof e Midge Ure para arrecadar dinheiro para esforços anti-fome na Etiópia lançando a música Do They Know It’s Christmas ? para o mercado de Natal daquele ano.

▪️O nome do grupo surgiu da ideia de que os músicos estavam prestando ajuda aos menos afortunados e sugeria que seu projeto era comparado à colocar um band-aid em uma ferida. (a fome).

▪️Paula Yates, parceira de Bob Geldof, é considerada o cérebro por trás do Band Aid original. Após ver uma reportagem da BBC News em Outubro de 1984 sobre a fome na Etiópia ela meteu mãos a obra. Foi ela que se tornou a força motriz que inspirou (e ajudou) Geldof à reunir as estrelas pop mais famosas da década de 1980.

▪️Em 25 de Novembro de 1984, a música foi gravada no Sarm West Studios em Notting Hill, Londres, e foi lançada no Reino Unido na Segunda-Feira, 03 de Dezembro. O single superou as esperanças dos produtores de se tornar o número um de Natal nesse lançamento.

 

▪️A letra da música incluía uma descrição do país dizendo

onde nada cresce, não há chuva ou rios não fluem, eles sabem que é época de Natal ?

▪️Bob Geldof contou com a ajuda de Midge Ure, do grupo Ultravox, para produzir um registro de caridade. Ure pegou as letras de Geldof e criou a melodia e a faixa de apoio para o disco. Geldof ligou para muitos dos artistas britânicos e irlandeses mais populares da época, persuadindo-os à doar seu tempo. Seu único critério para a seleção era o quão famosos eles eram, para maximizar as vendas do disco.

▪️Boy George foi outro artista à participar ativamente da organização, gravação e popularização da canção.

▪️O estúdio de gravação deu ao Band Aid não mais do que 24 horas livres para gravar e mixar o disco, em 25 de Novembro de 1984. A gravação ocorreu no SARM Studios em Notting Hill entre 11 da manhã e 07 da noite.

▪️O Queen queria fazer parte de Do They Know It’s Christmas do Band Aid, mas há uma razão principal para não terem sido cogitados.

▪️Porém, menos de um ano depois, eles participaram do projeto de Bob Geldof – Live Aid – e roubaram a cena com seu set épico de 20 minutos cheio de sucessos.

 

.              Mas porque o Queen não participou do Band Aid ?

▪️Em uma entrevista realizada logo antes do Live Aid, o Queen falou sobre participar do show e como eles ficaram desapontados por não aparecerem no Band Aid.

▪️Quando perguntados se eles se inscreveriam no Band Aid pela causa ou pelo espetáculo, a Banda disse que era um pouco dos dois.

Acho que é uma causa muito boa, e inicialmente gostaríamos de ter participado do single Band Aid, mas acho que estávamos em partes separadas do mundo, disse Freddie Mercury.

E então veio o Live Aid em seguida e foi essa coisa, e também o fato de que os maiores e mais conhecidos grupos estão participando, então por que não nós ?

▪️Ele acrescentou –

Isso me deixa pessoalmente orgulhoso de fazer parte disso.

▪️Na verdade, o motivo era um – O Queen tocando na África do Sul durante o Apartheid  em 84.

▪️Apartheid foi o regime de segregação racial que foi adotado pelos governos da África do Sul de 1948 à 1994, favorecendo a minoria branca no poder.

▪️Durante a turnê The Works, o Queen realizou um total de nove shows em Sun City, na África do Sul, entre os dias 05 e 20 de Outubro de 1984.

▪️A Banda tocou no Casino Resort Sun City, frequentado apenas pela elite. A ação gerou uma avalanche de críticas.

▪️O Queen chegou à exigir em contrato que não houvesse discriminação racial na plateia. Como os preços dos ingressos eram inviáveis à qualquer pessoa fora do minúsculo nicho elitista, mil ingressos por apresentação foram distribuídos à população carente.

▪️Mesmo assim, não foi o suficiente – para aplacar o criticismo após voltar à Inglaterra, o quarteto doou o valor do cachê para Escolas Especiais, mas mesmo assim, as sanções das Nações Unidas os colocou na Lista Negra, onde permaneceram até o Apartheid ser desmantelado.

▪️O grupo ainda teve que pagar uma multa de 100 mil Libras imposta pelo Sindicato dos Músicos Britânicos, como penalidade.

▪️A Banda foi acusada de racismo e de ter legitimado o Apartheid, um paraíso para os brancos que viviam em luxo, enquanto a população negra vivia guetizada em poucos quilômetros.

▪️Por anos, o grupo se defendeu das críticas, alegando não se envolver com questões políticas, além de não ter conhecimento da realidade do país. Porém, hoje, reconhecem não ter sido apropriado.

▪️Sendo assim, e voltando ao Band Aid, depois de Sun City eles eram vistos como colocando o ganho financeiro acima da causa anti-apartheid.

▪️Porém, isso não impediu Roger Taylor de participar do Band Aid 30, em Novembro de 2014. A missão – desta vez – financiar a pesquisa do Ebola, em vez de aliviar a fome na Etiópia, e a maioria dos rostos eram diferentes.

▪️Um grupo de músicos recriou o espírito do Band Aid, cerca de três décadas depois no mesmo estúdio, gravando uma nova versão de Do They Know It’s Christmas ?

▪️Por Freddie mais tarde –

Eu adoraria estar no disco do Band Aid, mas só ouvi falar quando estava na Alemanha. Eu não sei se eles teriam me registrado de qualquer maneira, porque eu sou um pouco velho. Eu sou apenas uma velha escória que se levanta todas as manhãs, coça a cabeça e se pergunta com quem eu vou dormir hoje ! 

▪️É uma pena, o Queen teria roubado o show, assim como fizeram em menos de 01 ano depois, no evento inspirador do Band Aid  – o Live Aid.

 

▪️Do They Know It’s Christmas – versão estúdio

 

 

▪️Roger Taylor no Band Aid em 2014.

 

 

Fonte – The Sound

 

GOOD  OLD-FASHIONED  LOVER  BOY

(8ª música do 5º álbum)

 

– O tema é dedicado a David Minns, por quem Freddie está apaixonado há vários meses. Descreve sua elegância, seu estilo antiquado e seus valores tradicionais. David especificaria mais tarde que, embora a música fosse dedicada a ele, na verdade era um auto-retrato:

Freddie […] escreveu essa canção […] por ocasião do nosso relacionamento. Escreveu este tópico sobre se vestir e ser organizado. Ele estava me cortejando e queria colocar um anel no meu dedo. Isso era parte da imagem que ele queria oferecer de si mesmo.

 

– Em 4 de janeiro de 1977, o Queen voou para os Estados Unidos para iniciar uma turnê de quarenta e um concertos. A do Madison Square Garden, em Nova York, em 5 de fevereiro, marca o auge de uma recepção triunfante. Nessa época, Freddie se apaixona por Joe Fanelli, um jovem chef de 27 anos que ele convence a ir com ele para Londres em abril, assim que a turnê americana terminar.

– Assim, com o lançamento do single Good Old-Fashioned Lover Boy em 20 de maio de 1977, Freddie terminou seu relacionamento com David Minns: com uma homenagem agridoce ao namorado rejeitado.

– No final da ponte da música, aos 1:43, é o engenheiro de som Mike Stone quem questiona o narrador cantado:

Hey boy! Where do you get it from?/Hey boy! Where did you go?

(Ei, cara! Onde você conseguiu isso?/Ei, cara! Onde você está indo?).

 

– A partir de 1978, a música não será tocada em nenhum concerto. O Queen prefere uma abordagem mais rock, deixando de lado seus parênteses de music hall.

 

? O dandy Freddie, famoso por suas loucas viagens de compras no Japão durante as turnês da banda. São seus amigos japoneses que chamam assim suas idas às lojas de Tóquio!

 

 

Vídeo oficial de Good Old-Fashioned Lover Boy

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

 ®️ O Queen e as suas sessões na BBC –

 

▪️Entre 1973 e 1977 foram feitas seis sessões da BBC gravadas pelo Queen no estúdio de rádio. No total, 24 gravações foram feitas durante estas sessões.

 

1a sessão

 

▪️A primeira delas data de Fevereiro de 1973, 05 meses antes do lançamento do primeiro Álbum e single de estreia da Banda.

▪️Imagine que você está ouvindo rádio no início de 1973 ….. ninguém no mundo ouviu nenhuma gravação do Queen …   NUNCA !

▪️Na rádio, John Peel toca My Fairy King, a primeira música do Queen à ser transmitida por rádio em qualquer lugar ..  e a história começa …

 

My Fairy King

 

▪️Ele segue com Keep Yourself Alive (a música que mais tarde se tornou seu primeiro single), a descontraída Doing All Right e a épica opereta de Rock – Liar – todas elas anunciam a chegada de uma grande nova força musical.

 

Keep Yourself Alive

https://youtu.be/rsBCTi51SZw

 

– Doing All Right

 

– Liar

 

 

2a sessão

 

▪️A Banda retornou à BBC para sua segunda sessão em Julho de 1973, mesmo mês em que seu Álbum de estreia – Queen – foi lançado.

▪️Revisitando Keep Yourself Alive e Liar, desta vez eles também cobriram a pesada Son And Daughter e o blues See What A Fool I’ve Been.

 

– Keep Yourself Alive

 

– See What A Fool I’ve Been

https://youtu.be/aGdnO7F_XZ8

 

▪️Esta última, que nunca apareceu em nenhum Álbum de estúdio do Queen, mais tarde seria regravada e se tornaria o lado B de seu single de sucesso – Seven Seas Of Rhye – em 1974.

 

3a sessão

 

▪️Quando o Queen gravou sua terceira sessão na BBC, em Dezembro de 1973, eles já haviam começado à trabalhar em seu segundo Álbum – Queen II – (eventualmente lançado em Março de 1974).

▪️A Banda estreou uma nova música que faria parte desse Álbum – Ogre Battle – ao lado de três clássicos de seu antecessor, o galopante Great King Rat, o Modern Times Rock’n’Roll cantado por Roger Taylor e uma nova versão de Son And Daughter.

 

– Ogre Battle

 

– Great King Rat

 

 

– Modern Times Rock’n’Roll

 

– Son And Daughter

 

4a sessão

 

▪️Mais duas músicas do Queen II foram gravadas durante uma sessão subsequente em Abril de 1974 – a épica White Queen (As It Began) e a delicada balada Nevermore, ao lado de um Modern Times Rock’n’Roll regravado.

 

– White Queen

 

– Nevermore

 

– Modern Times Rock’n’Roll

 

5a sessão

 

▪️A penúltima e 5a sessão do Queen para a BBC aconteceu em Outubro de 1974, um mês antes do lançamento de seu terceiro Álbum clássico – Sheer Heart Attack.

▪️A sessão viu a estreia de quatro músicas desse disco – a deslumbrante Now I’m Here, o ataque heavy metal de Stone Cold Crazy, a cáustica Flick Of The Wrist e Tenement Funster, sua celebração do Rock’N’Roll como estilo de vida.

 

– Now I’m Here

 

– Stone Cold Crazy

 

– Flick Of The Wrist

 

– Tenement Funster

 

6a sessão

 

▪️Levaria mais três anos até que o Queen retornasse à BBC para sua 6a e última sessão, quando o sucesso de Bohemian Rhapsody os transformou em um fenômeno global.

 

– We Will Rock You

 

 

QUEEN ON AIR

 

▪️Para o lançamento do Queen On Air (compilação das apresentações) em Novembro de 2016, as fitas originais foram restauradas pelo engenheiro do Queen – Kris Fredriksson, e masterizadas pelo vencedor do Grammy – Adam Ayan.

▪️Em 28 de Outubro de 1977, o Queen gravou algumas versões radicalmente diferentes de quatro músicas do novíssimo Álbum News Of The World, no mesmo dia em que foi lançado no Reino Unido –

 

– A épica balada Spread Your Wings.

– O roqueiro banhado à aço It’s Late.

– A sombria música de jazz My Melancholy Blues.

– E duas interpretações significativamente contrastantes do sucesso global We Will Rock You – a versão regular e a versão rápida, uma versão cheia de guitarras pesadas da música.

▪️A versão acelerada de Queen On Air é a única gravação de estúdio conhecida deste favorito ao vivo.

We Will Rock You – profundidade ou apenas mais um hino adolescente !?

– comenta John Peel ao tocar a faixa.

 

▪️Peel é a pessoa famosa que uma vez disse (no ar) sobre a Banda –

 Eu nunca os vi ao vivo. Devo admitir que gostaria – uma Banda que soa como maluca, na verdade, e gosto disso porque gosto que o Rock soe um pouco fora de controle !

 

Fonte –

www.music-news.com

 

Nota –

 

▪️Essas 24 sessões marcantes serão lançadas em 04 de Novembro como Queen On Air na Hollywood Records na América do Norte (e Virgin EMI em outros lugares) como um conjunto de 2 CDs, uma edição vinil 3 LPs e um 6 -CD Deluxe Edition que incluía três discos de entrevistas de rádio, takes únicos de faixas clássicas de Álbuns e uma releitura radicalmente reformulada de um de seus hinos mais conhecidos que nunca apareceu em nenhum lançamento de estúdio do Queen – We Will Rock You.

 

 

▪️Ouça aqui a edição completa das sessões

https://youtu.be/aHwh6at11Ws

 

®️ Abaixo, a edição Deluxe 6-CD.

 

Brian May, compartilhou sua opinião honesta sobre a lenda do Nirvana Kurt Cobain e disse que gostaria de conhecê-lo.

Kurt Cobain formou o Nirvana em 1987, quando tinha 20 anos. Na época, Cobain estabeleceu o Nirvana como parte da cena musical de Seattle que mais tarde ficou conhecida como grunge. A banda alcançou o sucesso mundial com seu clássico Smells Like Teen Spirit, música que foi retirada de seu segundo álbum de estúdio Nevermind.

Em sua recente entrevista com o Ultimate Classic Rock, Brian May falou sobre a lenda do Nirvana, Kurt Cobain, enquanto discutia as partes de gravação de seu álbum de estreia, Back To The Light. Ele também disse que Kurt parecia uma alma gêmea dele.

 

Bem, eu amei aquele [grunge]”, disse May. Achei ótimo. Eu amo as pessoas com paixão. E não tem a ver com quanta destreza eles têm em seus instrumentos, é o que vem da alma.

 

Kurt Cobain, para mim, parecia uma alma gêmea. Eu gostaria de tê-lo conhecido. Eu nunca fiz. E, claro, Dave Grohl estava nessa banda. Foi fantástico.

 

O resto, provavelmente menos. Alice in Chains, eu sabia, mas provavelmente não poderia cantar suas músicas. Lembro-me de visitar Seattle naquela época e meio que bebi. Eu estava percebendo que algo grande estava acontecendo – e de um jeito bom.

 

Ele menciona sua paixão pelo grafite que surgiu mais tarde

Concluindo suas palavras, May relembrou sua visita a Seattle. Ele disse que se apaixonou pelo grafite quando viu as paredes em Seattle, embora até então odiasse.

Lembro-me de ficar meio imerso no grafite. Eu sempre odiei grafite até aquela época porque na Grã-Bretanha é uma bagunça. Quando fui para Seattle, vi todas essas lindas coisas coloridas nas paredes em todos os lugares.

 

Isso meio que me lembrou a psicodelia e os dias em que eu era menino. Foi legal pintar tudo com tinta fluorescente ou qualquer outra coisa. Eu apenas senti que era uma grande comunidade. Havia um movimento acontecendo lá.

 

Fonte: https://news.infodigitalcamera.com/

WHITE  MAN

(7ª música do 5º álbum)

 

White Man é uma música muito blues. Ele me ofereceu a oportunidade de cantar furiosamente. Será perfeito para o palco!

Tudo se resume na descrição de Freddie Mercury sobre essa música composta por Brian May.

 

– Brian aqui compõe um apelo incendiário contra os colonos que se estabeleceram no Novo Mundo no século XVI. Sua letra ressalta particularmente as atrocidades infligidas ao povo ameríndio.

– O guitarrista propõe White Man à banda, que constrói com ele um tema poderoso: sem dúvida um dos mais agressivos do Queen.

– Embora apareça no lado B de Somebody To Love, White Man continua sendo uma música pouco conhecida até hoje.

– O título provisório de White Man era Simple Man, uma expressão usada nas frases de abertura da música.

 Os concertos do Queen contam com um jogo de iluminação incrível, que melhora a cada turnê da banda.

 

Vídeo oficial de White Man

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

– Freddie nem sempre falava publicamente sobre sua educação e primeiros anos de vida em Zanzibar, mas isso não impediu o crescimento do comércio turístico lucrativo, à sua volta, no arquipélago.

– Hoje, os fās do Queen podem fazer passeios pelos lugares mais encantadores de sua infância  incluindo sua casa, sua Escola Missionária do Convento de São José em Zanzibar, onde aprendeu a ler e escrever, o local de culto de sua família e a corte onde seu pai trabalhava.

– Há também um Restaurante e um Café Freddie Mercury, além do Museu Freddie Mercury.

 

          

– A família viveu uma vida bastante rica, considerando o salário de Bomi. Além dos trabalhadores domésticos, Freddie tinha uma babá de nome Sabine.

– O jovem Farrokh Bulsara cresceu nas ruas estreitas de Stone Town.

– Eles moravam em um apartamento confortável com vista para o mar, na parte histórica da cidade de Zanzibar, com seu labirinto de becos estreitos repletos de lojas, casas, bazares e Mesquitas.

         

 

– Os primeiros anos de escolaridade de Freddie foram na St. Joseph’s Convent Missionary School, onde ele foi ensinado por freiras anglicanas.

Ele estava sempre bem vestido.

lembra um amigo.

 

– Mas os bons tempos foram de curta duração. Em 1964, uma revolução derrubou a elite árabe dominante e cerca de 17.000 pessoas foram mortas. Uma República foi então estabelecida com os presidentes de Zanzibar e Tanganyika, no continente, assinando um ato de união.

– A família Bulsara, juntamente com muitos outros, fugiram das ilhas.

 

     O complexo relacionamento de Freddie com Zanzibar….

– Mas uma problemática para muitos de Zanzibar – e para os zoroastrianos – é a sexualidade de Freddie. O Islā é a religião predominante no arquipélago e o sexo gay foi ilegal em 2.004.

                      

 

                       

– Em 2006, houveram protestos contra festividades marcadas para celebrar os 60 anos que Freddie faria. A Associação para a Mobilização e Propagação Islâmica (Uamsho) ameaçou realizar uma manifestação, após ouvir rumores de que turistas gays estavam à caminho da Ilha, especificamente para comemorar o aniversário de Freddie.

– Por outro lado, há excursões dedicadas à  ele e existe, em determinados setores da sociedade, muito orgulho do cantor.

– Aboubakar Famau, da BBC na Tanzânia, diz que, embora alguns aspectos do estilo de vida do cantor sejam controversos em uma sociedade islâmica conservadora, ainda há um sentimento de orgulho nele. Ele disse:

Eles têm orgulho dele, sentem que têm alguém da ilha que tocou o nivel internacional na indústria da música 

 

Nota – Bohemian Rhapsody chegou a filmar cenas de Freddie em Zanzibar, quando criança, porém foram deletadas… inclusive de um jovem ator fazendo o papel de Freddie de nome Adam Rauf……. elas seguem abaixo.

                 

 

 

Fonte – BBC News Outubro 2018

SOMEBODY TO LOVE

(6ª música do 5º álbum)

 

– Basta ouvir Nobody Like You uma vez, que apareceu no álbum The Electrifying Aretha Franklin em 1962, para entender por que Freddie se inspira tanto no trabalho da diva.

 

Ele estava louco por Aretha. Freddie gostaria de ser uma Aretha Franklin. Ele sabia nos oferecer isso: pegava uma música, trabalhava nela e a transformava até que se tornasse algo universal. Foi o que aconteceu com ‘Somebody To Love’, resumiria Brian May.

– O texto está totalmente no espírito das canções melancólicas dos escravos negros americanos que dariam origem às canções de trabalho, canções que marcavam o ritmo de seus árduos dias de trabalho forçado.

– É paradoxal que o gospel tenha se popularizado por suas canções religiosas, alegres e cheias de esperança; no entanto, em Somebody To Love, Freddie nos fala sobre solidão, tristeza, isolamento e sua busca desesperada por amor.

– O músico orgulha-se da sua composição e garante que pode rivalizar com a popular Bohemian Rhapsody:

 

Na minha opinião, tudo bem, ‘Bohemian Rhapsody’ foi um sucesso. Mas acho que uma música como ‘Somebody To Love’ é melhor, está muito melhor escrita.

 

– Em 1993, uma nova versão de Somebody To Love alcançou o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido. Trata-se de George Michael, que revive o tema ao realizar uma performance excepcional durante o concerto de tributo a Freddie Mercury no Estádio de Wembley em 20 de abril de 1992.

– O álbum, lançado no ano seguinte, teria um sucesso considerável em todo o mundo.

 

O funeral fashion de Aretha Franklin. Photo by Paul Sancya.

 

Vídeo oficial de Somebody To Love

 

Nobody Like You, com Aretha Franklin

 

Somebody To Love, com George Michael no The Freddie Mercury Tribute Concert

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Strange Frontier

Data de lançamento no Reino Unido: 25 de junho de 1984

Melhor posição no Reino Unido: 30ª. Posição

Melhor posição nos Estados Unidos: não alcançou a parada

– Músicos
Roger Taylor (vocal, bateria , percussão, guitarras, baixo, sintetizadores, programação)

David Richards (sintetizadores, programação)

Rick Parfitt (guitarras em It’s Na Illusion’)

John Deacon (baixo em ‘It’s Na Illusion’)

Freddie Mercury (backing  vocais em Killing Time)

– Gravado: Mountain Studios, Montreux e Musicland Studios, Munique, março  1983-maio ​​de 1984

– Produtores: Roger Taylor, Mack, David Richards

 

Fun In Space não foi um grande sucesso, mas, mesmo assim, Roger gostou do processo de escrever e gravar todo o material de um álbum.

– Aproveitando o breve hiato do Queen no início de 1983, Roger e Chris ‘Crystal’ Taylor foram para a Suíça onde se encontraram com Rick Parfitt, do Status Quo.

– Ao mencionar para Rick Parfitt que gostaria de gravar um novo álbum, o guitarrista do Status Quo manifestou interesse em ajudá-lo.

– Roger então reservou um tempo no Mountain Studios, mas logo ficou evidente que várias das músicas propostas não estavam funcionando tão bem quanto ele esperava, então ele descartou a maior parte do que havia gravado e começou de novo.

Em uma entrevista à revista Modern Drummer em 1984 Roger comentou:

[Fun In Space] foi um trabalho meio apressado, na verdade. Achei que ficaria sem coragem se não seguisse em frente rapidamente.  E eu fiz isso muito rápido.  Passei a maior parte do ano passado quando não estávamos fazendo The Works, fazendo outro álbum solo.  Está em uma classe muito diferente da primeira.  É um disco muito, muito melhor… Levei um ano para fazê-lo.  Eu me certifiquei de que as músicas fossem mais fortes e simplesmente melhores.  Eu joguei fora um monte de músicas no processo.  Também fiz duas versões cover de músicas de outras pessoas com as quais estou muito feliz.

– Com 14 músicas prontas, seis foram removidas e as sessões continuaram atualizando o álbum ao gosto de Roger, com uma inclinação mais sociopolítica desta vez do que nos sons futuristas e de ficção científica de Fun In Space.

– Um fato coisa inspirou Roger a repensar o material que havia escrito.  No início da década de 1980, as relações internacionais estavam desmoronando, com armamentos nucleares caindo em mãos erradas e líderes mundiais incompetentes abrindo caminho no caos.

Roger comenta:

A ideia de Strange Frontier – todo o título na verdade – deveria ser um ponto no tempo que deveríamos ter alcançado, aquele que é um ponto de auto aniquilação que nunca fomos capazes antes. Essa é a ideia.  É realmente uma parte da fronteira estranha.

 

 

 

 

 

 

 

Encarte do álbum com as músicas

 

– Roger foi uma das celebridades menos sinceras sobre a questão No Nukes (sem armas nucleares).

– Ele até usava uma camiseta No Nukes em todo a Turnê The Works em 1984 e 1985.

– Outros artistas estavam lançando discos com temas semelhantes, mas o tema só doi começar a ser notado com o mega-sucesso Born In The USA de Bruce Springsteen.

– Curiosamente, esse álbum foi lançado apenas três semanas antes de Strange Frontier de Roger, mas a mensagem é estranhamente semelhante.

– Mais entranho ainda foi o fato de que Roger gravou uma faixa cover de uma música de Bruce Springsteen de 1978, chamada Rancing in The Streets.

– Outra música cover que causou impacto foi Masters Of War de Bob Dylan condenando fortemente aqueles que defendiam o pós-guerra.

– Três das oito faixas restantes contaram com um co-escritor – Abandonfire e I Cry For You (Love, Hope & Confusion foram escritas com David Richards;

It’s Na Illusion foi escrita com Rick Parfitt – deixando metade do faixas escritas exclusivamente por Roger.

  Contracapa do álbum

 

Strange Frontier estava repleta de mensagens cansadas do mundo – às vezes sombrias, ocasionalmente otimistas – repletas de sintetizadores e programação e desprovidas de humor.

– Na maioria dos casos, Roger estava se levando um pouco a sério demais, parecendo muito determinado a causar impacto e mudar o mundo.

Roger explicou a Ladd, que havia acabado de citar – e elogiar – um verso da faixa-título sobre lutadores da liberdade caídos.

Existem todas essas causas diferentes que realmente não significam nada. Porque se há um fanático religioso, há a terrível necessidade de se tornar fanático por alguma coisa… Há um grande novo conservadorismo entre os jovens que parece ser, e eu não consigo entender isso.  Para onde foi toda a verdade e espíritos rebeldes?  Parece que as pessoas, muitos adolescentes hoje são incrivelmente conservadores, e acho isso um pouco decepcionante.

– A maioria das músicas é forte e cada uma mostra as habilidades impressionantes de Roger como multi-instrumentista.

– Roger realmente avançou como compositor, e como um lançamento de segundo ano, é uma continuação decente de Fun In Space.

– A crítica especializada foi dura com o lançamento. A Sounds escreveu em sua resenha do álbum:

Ele pode escrever as músicas, mas não pode cantá-las como Freddie faz.  É por isso que o Queen consegue os sucessos.

 

Vídeo da música Strange Frontier

Playlist no Spotify:

Fontes: Queenpedia

              Georg Purvis. Queen: Complete Works.

®️ Roger Taylor e suas Drum Skins ( peles de bateria ).

 

▪️Roger Meddows Taylor nasceu em 26 de Julho de 1949 em King’s Lynn, Norfolk.

▪️Durante a infância e juventude, demonstrou grande paixão pelos instrumentos musicais, tocando ukulele e depois violão, antes de passar para a bateria.

▪️Em 1962, seu pai lhe deu a primeira bateria, então Roger começou à tocar com os primeiros grupos locais, ganhando experiência e participando de concursos de música escolar.

 

®️ Roger Taylor além do Queen – carreira solo e com The Cross.

 

▪️Roger usou muitas Drum Skins gráficas ao longo dos anos.

▪️Nos primeiros anos, eram os nomes das Bandas – Beat Unlimited e The Reactions.

         

 

▪️Mais tarde, ele começou à usar mais gráficos – Sorriso e Dentes (Smile), brasão da Banda (Queen) ou artes mais complicadas.

               

▪️E alterava com frequência, conforme a turnê.

 

▪️Atualmente, usa um logotipo simples ou o nome do Queen.

 

Acompanhe as fotos e descrições.

 

Queen – Sheer Heart Attack 1974

             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

               

 

                 

 

 

               

 

                 

 

                 

 

                     

 

                 

 

            

 

Rhapsody Tour 2022

 

Fonte  –

www.rogertaylor.info

 

 

YOU AND I

(5ª música do 5º álbum)

 

– Após o sucesso de You’re My Best Friend, que ele havia escrito para o álbum anterior, John Deacon sente que ganhou alguma legitimidade como compositor.

– Levaria vários meses, ou melhor, anos, para que o discreto baixista se sentisse realmente integrado à banda, mas em 1976 já era um dos pilares da formação.

– Suas letras são fáceis de reconhecer, tingidas de suavidade e compostas de harmonias simples e melodias muito cativantes.

Freddie afirma:

 You And I é uma música de John Deacon, sua participação no álbum. Suas músicas são magníficas e, para falar a verdade, estão cada vez melhores. Na verdade, estou um pouco inquieto! Ele é discreto, mas não o subestime, ele esconde bem suas cartas! É o mais puro John Deacon com guitarras furiosas. Assim que minha voz foi gravada, John adicionou as partes de guitarra, o que mudou a atmosfera da música.

 

– De fato, John Deacon faz as partes de guitarra rítmica nesta música, enquanto Brian faz o solo em 1:40.

– Descobrimos o talentoso compositor por trás da composição, o altamente discreto John Deacon, que em breve fornecerá à banda vários números um nas paradas ao redor do mundo.

 

Graças ao sucesso de You’re My Best Friend, John Deacon ganhou confiança como compositor,

e suas músicas pop, com melodias muito eficazes, seriam apreciadas pelos fãs.

 

Vídeo oficial de You And I:

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Curiosidades !

? Você sabia que o Queen conseguiu tocar até em Marte ?

▪️Em 04 de Janeiro de 2004, a Nasa enviou para Marte 02 Rover’s ( jipinhos) – o Spirit e o Opportunity – à fins de exploração do terreno do planeta.

▪️Spirit pousou em Marte em 24 de Janeiro de 2004 e fez seus passos através de incentivos de playlist’s de várias Bandas, incluindo o Queen.

®️ Veja abaixo o roteiro – ( aqui somente descrevo a rota Queen ) –

®️ Note que, por ironia dos controladores, cada música está ligada à uma atividade do rover, formando uma verdadeira trilha-sonora da saga do veículo !

▪️O rover Spirit pousou em Marte no dia 24 de Janeiro de 2004.

▪️Começou à operar na manhã seguinte, dia 25.

▪️17° dia de missão – toca em Marte a música We Will Rock You, quando o rover preparava-se para se aproximar de uma rocha batizada de Adirondak.

▪️21° dia de missão – toca em Marte a música Flash – quando descobrem que há um problema na memória Flash. ( Flash ! Ahaaaa ! )

▪️Enfim, no total foram 126 dias de operação da Spirit, com direito à Rock ‘N’Roll e Metal de todas as vertentes, formando um verdadeiro diário de bordo.

▪️Sem contar o rover que estava do outro lado de Marte ( Opportunity ), que tinha sua respectiva playlist, formando um verdadeiro sistema de rádio pirata interplanetário, ou rede de pirataria, como queiram …

▪️Infelizmente, em Junho de 2018, Opportunity enfrentou uma tempestade de areia que afetou o planeta Marte por semanas, e o rover perdeu contato com a Nasa.

▪️Desde então, por 45 dias, para ” acordar ” o jipinho, o Jet Propulsion Laboratory ( JPL ) enviava diariamente play list’s de várias Bandas – incluindo novamente o Queen – na tentativa de contato.

▪️Abaixo, a lista de reprodução motivadora da Nasa ( aqui somente focada em Queen ).

– Bohemian Rhapsody – Remastered

– Keep Yourself Alive.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

▪️Em 13 de Fevereiro de 2019, infelizmente, sem respostas da Opportunity, a Nasa anunciou o encerramento oficial da missão do robô Oppy, como é carinhosamente chamado, que investigou a superfície de Marte durante 15 anos e que, entre suas descobertas mais importantes, encontrou os primeiros indícios de água no Planeta.

▪️E complemento … levou ótima música ao espaço !

 

 

Fonte para base e composição de texto  –

veja.abril.com.br

 

Veja aqui a playlist completa!

Live Killers

Data de lançamento no Reino Unido: 22 de junho de 1979

Data de lançamento nos Estados Unidos: 26 de junho de 1979

Melhor posição no Reino Unido: 3ª. Posição

Melhor posição nos Estados Unidos: 16ª. posição

Gravado: Manor Mobile na Europa (Lyon, Barcelona, Zurique, Frankfurt, Paris, Rotterdam), entre janeiro e março de 1979

Mixagem: Mountain Studios, Montreux

Engenheiro de som: John Etchells

Engenheiro Assistente de Som: David Richards

Produtor: Queen

Músicos:

– John Deacon (baixo)

– Brian May (guitarras , backing vocal)

– Freddie Mercury (vocal , piano , maracas)

–  Roger Taylor (bateria), percussão, backing vocals, vocais principais em I’m In Love With My Car

– Músicas:

 

– Entre 27 de fevereiro e 1º de março de 1979, o Queen completou sua turnê europeia, terminando com três shows no Pavillon de Paris, na França.

– Em cada país ao longo do caminho, o grupo gravou suas apresentações com o objetivo de criar seu primeiro álbum ao vivo, que aguardavam com grande impaciência.

– Após os concertos em Paris, os músicos regressaram rapidamente aos Mountain Studios em Montreux, na Suíça, e iniciaram a produção do seu disco ao vivo com a ajuda de John Etchells, um dos engenheiros de som que tinha trabalhado na versão de estúdio do álbum Jazz.

– O objetivo era passar a atmosfera altamente carregada dos shows para o disco e transmitisse com precisão a energia que o grupo criava no palco.

– Este foi um requisito de extrema importância, considerando que o álbum ao vivo apresentaria todos os maiores sucessos do Queen em um álbum duplo, incluindo We Will Rock You, You’re My Best Friend, Bohemian Rhapsody e Keep Yourself.

– Com o objetivo de produzir um registro fiel dos shows do grupo, Brian May e seus colegas se concentraram na escolha das faixas a serem incluídas e na mixagem geral do álbum ao vivo, rejeitando a ideia de reinterpretando certas partes imperfeitas, embora fosse considerado costume retocar álbuns ao vivo.

Sobre isso Brian comenta:

Acho que, de certa forma, podemos ter sido honestos demais porque não fizemos nenhum overdub. A única correção que fizemos foi usar partes diferentes de noites diferentes quando tivemos problemas. […] Mas o som, em retrospecto, é um pouco vivo demais e um pouco áspero. […] Então eu acho que poderia ter sido uma boa ideia entrar e trabalhar nisso para que soasse melhor. É uma decisão difícil de tomar, sabe, porque quando você lança, você quer poder dizer que é ao vivo.

E ele completou:

 

Acho que o Live Killers foi uma espécie de evidência do que estávamos fazendo ao vivo no final dos anos setenta. De alguma forma, estou insatisfeito. Tivemos que trabalhar duro em todos os shows e houve sérios problemas de som. Houve concertos que […] soaram muito bem, mas quando ouvimos as fitas, soaram horríveis. Gravamos dez ou quinze shows, mas só podíamos usar três ou quatro deles para trabalhar […]. Live Killers não é meu álbum favorito…

– A introdução de Death on Two Legs (Dedicated to…) foi remendada no estúdio, o que foi bastante surpreendente.

– Quando Freddie Mercury apresentou este número ao público, a frase Esta próxima música é de A Night at the Opera. Isso é sobre... é abruptamente interrompida com três bipes.

– Os três sinais sonoros foram deliberadamente deixados como forma do grupo de denunciar a censura aplicada pela gravadora.

– Na verdade, foi assim que Freddie realmente apresentou Death on Two Legs no show:

Isso é sobre um homem sujo e desagradável, nós o chamamos de fdp. Você sabe o que significa fdp? Tenho certeza que você tem uma palavra para isso. Nós o chamamos… Nós também o chamamos de Death On Two Legs!

– Certos de que o empresário da Trident Productions, Norman Sheffield – a quem esta música foi dedicada – os levaria para ao tribunal por tal insulto, os gerentes da EMI insistiram que esta introdução não poderia aparecer no álbum ao vivo.

 

– A foto usada na capa do disco, que mostra os quatro músicos cumprimentando seu público, também é produto de pequenas alterações, que Brian May revelou em seu livro de 2017, Queen in 3-D.

– A imagem da capa do disco, creditada ao fotógrafo Koh Hasebe, mostra May estendendo sua Red Special em direção ao teto, coberto de holofotes montados. May foi realmente adicionado à fotografia depois de já ter sido tirada.

 

Brian comenta:

É a minha foto que foi colocada na capa do álbum Live Killers (poucas pessoas sabiam disso – até agora!).

 

– Quando Live Killers apareceu em 22 de junho de 1979, álbum foi muito bem sucedido no Reino Unido, onde alcançou o número três nas paradas.

– Curiosamente, não chegou ao top dez americano, chegando ao décimo sexto lugar.

– Apesar das críticas da banda ao álbum, o Live Killers ainda assim recebeu críticas positivas, além de uma derrota total da Rolling Stone:

Qualquer um que já possua uma coleção substancial do Queen achará o Live Killers um exercício redundante de qualquer maneira. Metade das 22 faixas do LP duplo vem de Night At The Opera e News Of The World, e mais quatro estavam no Jazz do ano passado.  São também duas versões de We Will Rock You… Se o Live Killers serve para algum propósito, é para mostrar que, despido de seu deslumbrante som de estúdio e das cintilantes harmonias vocais de Freddie Mercury, o Queen é apenas mais um imitação do  Led Zeppelin, combinando paródias clássicas baratas com besteiras de heavy-metal… Este álbum aprimora as músicas do Queen e não é um mero preenchimento até o próximo projeto de estúdio [apesar de claro que era].  Ouça e você não ficará desapontado.

 

– Apesar das opiniões dos críticos e dos arrependimentos dos músicos, Live Killers é um excelente álbum ao vivo.

– Ele é uma mistura de lançamentos: a seleção de músicas resume exatamente como um show do Queen em 1979 soou, apesar de quatro músicas que foram tocadas quase todas as noites – Somebody To Love, If You Can  ‘t Beat Them, Fat Bottomed Girls e It’s Late – foram omitidos devido a restrições de tempo.

– A abertura de We Will Rock You (a estreia gravada da versão rápida) e Let Me Entertain You  são incomparáveis, enquanto as performances emotivas de Don’t Stop Me Now e Spread Your Wings são exemplares.

 

– Roger fornece uma boa entrega vocal em sua própria I’m In Love With My Car, e o dom de improvisação da banda – raro durante seus shows mais estruturados – brilha em Now I’m Here e Brighton Rock.

 

– O segmento acústico também é muito divertido, com a banda realmente se divertindo em Dreamers Ball’ e ’39, enquanto a adorável versão de Love Of My Life foi considerada tão representativa da experiência ao vivo do Queen que  seria o único single ao vivo que a banda lançaria em sua carreira.

 

– No início da década de 1980, os shows do grupo ficaram cada vez melhores devido ao desenvolvimento técnico dos quatro músicos, mas este disco é uma prova da espontaneidade e sinceridade do grupo, e também serve como uma espécie de marco para o fim da chamada era sem sintetizadores da banda.

– A era da MTV estava prestes a começar, e a propensão do Queen para a espontaneidade logo seria substituída por shows perfeitamente coreografados que alcançaram novos patamares de perfeição técnica.

 

Músicas do álbum Live Killers

 

 

Playlist do Live Killers no Spotify

 

Livros:

Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track

 

Sites:

queenphotos.wordpress.com/

Queenonline.com

 

 

 

 

THE MILLIONAIRE WALTZ

(4ª música do 5º álbum)

 

The Millionaire Waltz, novamente segmenta sua estrutura em várias partes para criar uma das obras-primas de A Day At The Races.

– O tema é inspirado em John Reid, o novo empresário do grupo que, depois de salvá-los das garras do Trident Studios, oferece-lhes uma serenidade mais do que bem-vinda.

– A letra é explícita, e nela Freddie faz o papel de um amante que lamenta a brevidade da felicidade com o empresário:

 

Now I am sad/You are so far away/I sit counting the hours day by day

(Agora estou triste/Você está tão longe/Eu me sento contando as horas, dia após dia).

 

-A gravação da música exige muito mais trabalho do que a de BoRap:

Foi um dos nossos excessos musicais […] — lembra Brian. Isso fez Bohemian Rhapsody parecer apenas uma cantiga.

 

– O tema é pomposo, muito melódico, e ganha força no meio para dar lugar a um antológico solo de guitarra.

– Para sua valsa moderna, estruturada com tradicionais compassos de três tempos, Freddie é inspirado no compositor austríaco Johann Strauss II.

– Freddie queria que Brian renovasse suas proezas como em Good Company, onde ele demonstrou suas habilidades tocando uma banda usando apenas sua guitarra.

– Nesta ocasião, o cantor exige uma orquestra completa para seu trabalho! Brian coloca mãos à obra e, a partir dos 2:51, a Viena do século XIX é ouvida em A Valsa Milionária!

– O guitarrista toca tubas, flautins e violoncelos seguindo a partitura que ele escreveu para o amigo, quando de repente Roger Taylor chega e bate seus címbalos orquestrais aos 3:13.

– Mais uma vez, a esperteza de Brian May é capaz de assumir o desafio de uma música cuja lirismo e extravagância são as de seu criador Freddie Mercury.

– Em novembro de 1976, quando Kenny Everett apresenta Freddie Mercury na Capital Radio para promover o álbum, o locutor define The Millionaire Waltz da seguinte forma:

 

É engraçado e incomum e estranho.

 

E Freddie responde:

Não segue o formato usual do Queen, é verdade, e dissemos a nós mesmos que gostaríamos de fazer algo assim em todos os álbuns. Acho que me empolguei um pouco com essa música!.

 

A elegância e o profissionalismo de John Reid vão guiar a carreira do Queen por três anos de sucesso.

 

Vídeo oficial de The Millionaire Waltz

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Roger Taylor !  Eu me lembro !

? Querendo entrar em uma Banda …

– Eu fui para uma Escola com bolsa de estudo do Coral, o que significava que eu cantava um pouco e meus pais não precisavam pagar meus estudos. Mas logo decidi que queria tocar bateria em uma Banda de verdade.

– Entrei em alguns grupos e a música meio que tomou conta da minha vida. Meus pais sempre foram muito generosos quando se tratava de minha música.

? Me mudando para Londres …

– Eu tinha 18 anos em 1967 e, no que dizia respeito aos meus pais, ia conseguir uma bolsa e ir para a Faculdade. Mas eu só estava interessado em formar uma Banda. Londres era fantástica e cheia de música no final dos anos 60 – The Who, Led Zeppelin, Jimi Hendrix …

– Entrei no London Hospital Medical College estudando Odontologia, mas costumava frequentar o Bar do Imperial College.

– Um dia, encontrei um cara chamado Brian May, que estava fazendo doutorado em Astronomia. Ele me disse que tocava guitarra, então nos encontramos algumas vezes e … caramba … ele era bom. Nós imediatamente nos tornamos amigos e ainda somos amigos até hoje !

? Administrando um negócio com Freddie Mercury …

– Por volta de 1969, abri uma barraca no Kensington Market, um dos lugares mais badalados de Londres. Eu costumava tocar com um cara, Freddie, que eu conhecia porque ele vinha regularmente ver o Smile, a Banda que Brian e eu estávamos na época. Eu e Freddie costumávamos vender roupas eduardianas velhas e lenços que ele comprava de vários negociantes nefastos.

– Naquela época, eu realmente não o conhecia como cantor – ele era apenas meu companheiro. Meu companheiro louco !

– Se houvesse diversão, Freddie e eu geralmente estávamos envolvidos.

– Depois que formamos o Queen, ele costumava vir e ficar na casa dos meus pais. Mamãe o adorava. Ele estava sempre imaculadamente arrumado e ela nunca conseguia entender como ele tinha as calças tão perfeitamente vincadas.

– Na verdade, depois de tirá-las, ele as colocaria bem esticadas debaixo do colchão no chão. Ele as pressionava enquanto dormia !

? Gravando Bohemian Rhapsody …

– Para o Queen, realmente foi um longo e árduo trabalho. No início, não podíamos nem conseguir shows. Mas continuamos, tivemos alguns sucessos, algumas pessoas vieram nos ver e então, em 1975, lançamos Bohemian Rhapsody.

– E aquele vídeo sangrento ! Acho que percebemos muito rapidamente que isso nos catapultou para outro patamar. Não éramos mais apenas uma Banda de Rock decente.

– Éramos famosos !

? Tornando-me pai …

– Eu me tornei pai em 1980 e adorei … Tenho 05 filhos. As pessoas pensam que porque você tem dinheiro, ser pai é fácil.

– Claro, algumas coisas eram mais fáceis, mas eu ainda me preocupava com meus filhos, ainda queria o melhor para eles, ainda queria que eles trabalhassem muito e se dessem bem.

– Nós nos encontramos regularmente e pode ser muito assustador quando eles estão todos na mesma sala. Eles são um bando turbulento …

? Gravando músicas com meu filho Rufus …

– Acabei de lançar um Álbum solo – Fun On Earth – e tive o prazer de trabalhar com ele. Nós co-escrevemos uma música chamada Be With You. Ele é um baterista, como seu pai, e realmente fez turnê comigo e Brian em alguns shows recentes do Queen.

– A música não é algo que você pode realmente empurrar para seus filhos – eles gostam ou não.

– E Rufus gosta disso … A maioria dos pais provavelmente ficaria irritada se seus filhos começassem à bater nas coisas, mas eu sempre ficava secretamente encantado quando ele costumava bater na maldita mobília.

– Eu soube imediatamente que ele seria baterista !

? Sentindo-me inseguro sobre o Live Aid 85 …

– Sabíamos que era um Show importante – foi a primeira vez que ouvi a frase ” jukebox global “. Acreditem ou não, estávamos um pouco preocupados, não era “ nossa turma ”.

– Felizmente, desde o minuto em que entramos no palco, eles enlouqueceram. Porque cada ato só teve um determinado período de tempo, sabíamos que tínhamos que dar à eles uma lista de conjuntos matadora e só fizemos hit após hit após hit.

– E então havia Freddie … Meu Deus, ele estava absolutamente em chamas naquele dia !

? Vestindo roupas bobas …

– Estar no Queen tem sido muito divertido, mas devo admitir que éramos muito loucos no que se refere à moda. Se lamento algumas das roupas que usei nos anos 1980 ?

– Absolutamente !

– Todo mundo sempre fala sobre o vídeo de I Want to Break Free, mas não tenho problemas com isso. Éramos apenas nós rindo. O que eu realmente tenho dificuldade em assistir é It’s A Hard Life. Penas, lamê de ouro e até mesmo um rufo de Blackadder. O que estávamos pensando ?

? Tocando nossos últimos shows com Freddie – mas sem perceber …

– Fizemos turnê com nosso Álbum A Kind Of Magic em 1986 e, obviamente, não tínhamos ideia de que seriam seus últimos shows. [Freddie foi diagnosticado com Aids no ano seguinte.]

– O estranho sobre Freddie é que, embora ele fosse o showman final, ele era intrinsecamente uma pessoa tímida. Ele sempre dizia – Gente, não quero mais fazer turnê. Eu não gosto disso.-

– Mas nunca acreditamos nele, porque sabíamos que havia todo esse outro lado de seu personagem que adorava estar no centro das atenções – essa personalidade ultrajante que ele poderia ativar assim que saísse na frente de uma multidão.

– Por 20 anos, eu tinha o melhor lugar da casa, assistindo ao melhor frontman do mundo. Se nós sentimos falta dele ? Claro ….. todo dia !

 

▪️Entrevista para a readersdigest.co.uk
Por Danny Scott
2014

LONG AWAY

(3ª música do 5º álbum)

 

Long Away é uma das músicas que Brian May gostaria de ter lançado como single no Reino Unido.

– Mas a Elektra decide lançá-lo em 7 de junho de 1977 nos Estados Unidos em 45 rpm, junto com You And I, composta por Deacon, no lado B.

– O single é um fracasso, sem dúvida explicado pela surpresa dos ouvintes ao descobrir um novo cantor no Queen. É o próprio Brian quem interpreta o tema, apoiado pelos coros de Roger e Freddie.

– A escolha foi arriscada por parte do distribuidor americano, mas ambos os lados propuseram uma coerência que poderia ter funcionado no caso de um público que adora belas melodias pop. Para grande desgosto de Brian, a música nunca foi tocada ao vivo.

– Muitas vezes é interessante conhecer a inspiração de um artista. No caso de Long Away trata-se das reflexões sobre a vida de uma estrela do rock.

 

Brian May apresenta Long Away pela primeira vez no palco em 11 de maio de 2010 no Scala em Londres. Mas não foi o Queen quem se apresentou naquele dia, mas sim The Coattail Riders, o outro grupo de Taylor Hawkins, o baterista do Foo Fighters, que convida seus amigos Roger Taylor e Brian May para se juntarem a eles.

 

 

Vídeo oficial de Long Away

 

Long Away, com Brian May, Roger Taylor e Taylor Hawkins

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Alvaro Garnero foi até a cidade de Montreux, um lugar calma às margens do lago Genebra, e escolhido como lar por ninguém menos do que Freddie Mercury. O vocalista do Queen dizia que ali havia encontrado a paz de espírito e, por isso, passou a morar no local. Alvaro visitou o estúdio de Montreux, que pertenceu ao Queen de 1978 a 1995. E ali gravaram sete discos. Além disso, Alvaro Garnero também conheceu a cidade de Lucerna. E em Verbier, aventurou-se a voar de parapente. Acompanhe!

 

Fonte: https://recordtv.r7.com/

 

Breakthru

Álbum: The Miracle

Data de lançamento: 19 de junho de 1989

Melhor posição nas paradas: 7° lugar na parada britânica; não entrou na parada dos Estados Unidos

Lado A: Breakthru

Lado B: Stealin’

 

– Possui uma semelhança passageira com Whole Lotta Rosie do AC/DC.

– O ritmo da música deu a Roger Taylor a ideia de um trem atravessando uma planície, como visualizado no vídeo dos Torpedo Twins.

– John Deacon explica:

Nós estávamos ouvindo a música, você sabe, pootoo pootoo pootootoo, e ele teve a sugestão de como um trem expresso. Então eu acho que Freddie e eu tivemos a ideia de ter um trem e chamando-o de ‘The Miracle Express’, [e] foi a partir daí. Eu olhei para a possibilidade de fazer isso, e era possível, então nós tentamos!


O vídeo

– O vídeo mostra a banda tocando a música em cima de um motor a vapor personalizado chamado The Miracle Express, na ferrovia privada Nene Valley em Cambridgeshire, Inglaterra.  Foi produzido pelo Torpedo Twins.

Sobre a gravação do vídeo, Brian comenta:

Suponho que você imagine que essas coisas são feitas por truques, mas na verdade estávamos no topo deste trem, indo a cerca de 60 a 80 km, então você tem que ter uma confiança incrível – se o motorista tivesse que mudar a velocidade mesmo que um pouquinho, estaríamos fora daquela coisa e mortos!  Então, uma vez que esquecemos que o trem estava em movimento e desenvolvemos uma espécie de confiança no maquinista, nos comportamos normalmente.

 

– Roger concordou, dizendo:

Foi muito divertido, porque era um trem a vapor, mas continuamos ficando sujos em nossos olhos – eu me lembro disso fluindo nos olhos.  Foi um vídeo divertido, meio enigmático de certa forma, mas apenas uma boa ideia: The Miracle Express.  Dia quente e pegajoso, eu me lembro.

– O calor foi o único desconforto real durante a produção do vídeo, que foi uma mudança dos habituais estúdios gelados, mas manteve Freddie acordado a noite toda em seu quarto de hotel após o primeiro dia de filmagem.

– Felizmente, o vagão ao ar livre em que a banda estava se apresentando enquanto o trem viajava ao longo da linha forneceu a todos os envolvidos bastante ar fresco.  Apesar das aparências, por razões de segurança, o trem nunca viajou a velocidades superiores a 40 km por hora.

– No entanto, a filmagem ainda envolvia riscos de segurança, e as flexões não ensaiadas de Freddie na lateral do trem em movimento estavam longe de ser a menor preocupação!

– A banda gostou de fazer este vídeo, Roger em particular, que estava namorando a bela mascarada que abre o vídeo; a atriz Debbie Lang mais tarde se tornou esposa de Roger e mãe de dois de seus filhos, Rufus Tiger e Tiger Lily.

– No entanto, foi ideia de Freddie tê-la nas filmagens, sentindo que ela se encaixava nos requisitos que ele e os Torpedo Twins tinham em mente.

– Sempre os perfeccionistas, apesar de gostarem imensamente da filmagem, ainda havia um aspecto do vídeo com o qual nem os diretores nem Freddie estavam totalmente satisfeitos.

– Após a participação especial de Debbie, o plano era ter um dos arcos de uma ponte que passava sobre a linha férrea preenchido com uma parede de poliestireno que o próximo Miracle Express poderia esmagar enquanto a seção principal da música entrava em marcha após a introdução baseada em piano.

 

– Devido à pressão do ar se acumulando no túnel enquanto o trem se movia em direção à parede, os blocos desmoronaram momentos antes do trem romper, o que Freddie sentiu prejudicado pelo choque da explosão.

 

A música

– Começa enganosamente como uma melancólica balada de piano, originalmente uma música separada escrita por Freddie intitulada A New Life Is Born, antes de explodir em um roqueiro feroz, impulsionado por uma linha de baixo ruidosa e acordes pesados.

– Escrita por Roger, a música recebeu elogios de Brian, que comentou:

Gosto muito dessa faixa – é uma faixa do Roger – cheia de energia. Claro que a faixa é, falando liricamente, sobre romper uma para a próxima parte de sua vida.  E em outro nível, é apenas um pouco de diversão.

– Roger foi um pouco mais crítico, dizendo:

A música acabou sendo mais complicada do que eu queria.  Eu acho que os outros queriam colocar uma mudança de tom – eu realmente odeio mudanças de tom normalmente, e essa não é uma das minhas mudanças de tom favoritas – mas eu acho que essa música deveria ter sido mantida mais simples e foi apenas um pouco exagerada – arranjada no final  , mas manteve todos os outros felizes.

– Um remix estendido da faixa foi criado e é superior à versão padrão, pois inclui vários novos segmentos: a música começa com um eco de Freddie cantando o título.

– Esta versão, com cerca de seis minutos, foi incluída nas versões de 12″ e CD do single, e foi lançada na The 12″ Collection em 1992, mas foi mantida fora da reedição de The Miracle.

 

Stealin’

– Ouvir Stealin’ é como espionar o grupo no meio de uma sessão de trabalho. Através desta música de estilo blues aparentemente inocente podemos perceber o método cooperativo de trabalho utilizado pelo Queen neste período de sua carreira.

– A gravação original durou 12 minutos, e continha um divertido intercâmbio entre vários Freddies, e às vezes soa como se ele estivesse discutindo consigo mesmo.

– Começa com um violão de doze cordas, a música tem todas as características de um clássico do blues.

– O cantor conta sua vida como ladrão e vigarista, justificando seus crimes e explicando que sua situação financeira o impede de pagar o aluguel.

– A música se move para uma jam session onde interessantes improvisações de guitarra e vocais se misturam, oferecendo um fragmento fascinante ao invés de uma faixa completa do Queen.

– Embora não seja a faixa mais forte já escrita pelo Queen, certamente teria sido para uma boa diversão em The Miracle, mesmo que apenas por seu uso proeminente de violão de 12 cordas.

 

 

 

Fonte:

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc
Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Sites: www.queenpedia.com
www.queenvault.com

 

Livros:

Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track

Freddie Mercury e a cruzada de mãos no piano em Bohemian Rhapsody.

O que significa ?

Por que ele usava essa técnica ?

– Embora pudesse tocar guitarra, Freddie é mais conhecido por suas performances ao piano, que ele aprendeu a tocar desde os 09 anos de idade.

– Ele tinha um piano vertical como cabeceira da cama e aprendeu a tocar deitado, para o caso de a inspiração surgir antes de dormir.

– Nesse mesmo piano, compôs Bohemian Rhapsody, e ele uma vez confessou que tinha um profundo medo de errar as notas.

– Então, Freddie usava uma técnica para se concentrar nessas notas em Bohemian Rhapsody …. Ele passava a mão esquerda sobre a direita para alcançar as notas mais altas, um fato frequente .

– Uma mão ficava no lugar para tocar o que estava sob seus dedos ( direita ), e a outra ( esquerda) precisava ser movimentada para encontrar um par de notas altas e, em seguida, voltar ao baixo novamente.

– Fazer do jeito que ele fazia significa que a mão direita toca o acompanhamento e se fixa nele, enquanto a mão esquerda cruza e toca aquele pequeno arpejo. Assim, você pode ter uma qualidade de som distinta e nítida.

– E Freddie queria inserir notas altas em Bohemian Rhapsody, guiado por seu instinto natural de música. Ele usava constantemente as notas oitavas na mão esquerda com inversões.

– Ele sempre teve medo de perder uma nota e talvez esse medo sempre o tenha tornado perfeito em suas performances tecnicamente limpas e fortes.

– Brian May dizia

Freddie era um pianista único e não percebia o quão bom ele era. Sua maneira de tocar era muito percussiva e rítmica, e com muito sentimento ! 

Um artista versátil !!

 

Queen – Bohemian Rhapsody (A Night At The Odeon – Hammersmith 1975)

https://youtu.be/M-9ERM0Jr4U

 

Fonte – aprendendoatocar.com.br com Milo Andreo

 

You´re My Best Friend

Álbum: A Night At The Opera

Data de lançamento: 18 de junho de 1976

Melhor posição nas paradas: 7° lugar na parada britânica; 16º lugar nos Estados Unidos.

Lado A: You´re My Best Friend (John Deacon)

Lado B: ‘39 (Brian May)

 

– Em 1975, John não havia se estabelecido exatamente como um compositor proficiente. Sua primeira composição – Misfire de Sheer Heart Attack – era uma música pop inofensiva, mas leve, sem substância.

– Surpreendentemente, You’re My Best Friend se tornou uma das músicas mais conhecidas e cativantes de John tenha se tornado uma das músicas mais conhecidas e cativantes de John, e a tradição de singles apenas de Freddie e Brian foi quebrada.

Freddie disse à Rock Australia Magazine em 1976:

Estou muito satisfeito com isso, na verdade, John realmente se destacou. Brian e eu escrevemos quase todas as músicas antes, e ele está em segundo plano; ele trabalhou muito, e sua música é muito boa, não é? É legal. Até aumenta a versatilidade, você sabe o que quero dizer. É bom que quatro pessoas possam escrever e todas sejam fortes; se John ou qualquer outra pessoa escrevesse uma música que achássemos fraca, ela nunca estaria no álbum. Então ele teve que trabalhar muito duro para manter o padrão.

 

You’re My Best Friend  foi escrita para sua esposa Veronica (os dois estavam namorando desde 1971, e se casaram em janeiro de 1975) e foi composta em um piano elétrico.

– É uma simples canção de amor sem significados ocultos ou mais profundos: John está apaixonado e quer que o mundo saiba.

– Sobre a música John explicou em uma entrevista de rádio da BBC na véspera de Natal de 1977,

Freddie não gostava do piano elétrico, então eu levei para casa e comecei a aprender no piano elétrico e basicamente essa é a música que saiu da coisa quando eu estava aprendendo a tocar. Foi escrito naquele instrumento e soa melhor nele.

Brian complementou:

John simplesmente veio do nada com essa música.  Foi apenas a segunda música que ele escreveu para o grupo e foi apenas uma música pop perfeita. Eu acho que [a música] é incrível. Ele se esforçou completamente para fazer isso. não era o tipo de coisa que tínhamos feito antes, mas ele sabia exatamente o que queria. “Era um grande risco lançar a música como continuação de ‘Bohemian Rhapsody’, já que era o completo oposto daquele single.

 

A gravação da música

– A música, com arranjos inteligentes que mostraram a harmoniosa harmonia da banda, foi gravada em agosto de 1975 em Londres. A bateria habilidosa de Roger Taylor, com baixo, caixa e chimbal, combinou bem com o baixo Fender de Deacon.

– Deacon também tocou o piano elétrico Wurlitzer EP-200 na faixa, enquanto Brian May trabalhou sua mágica usual com cinco faixas de guitarra diferentes em sua famosa Red Special.

– You’re My Best Friend se tornou  uma das faixas muito conhecidas do Queen. 

– A canção é despretensiosa, curta e doce, e, no entanto, foi um hit Top Ten do Reino Unido, alcançando o 7º lugar na Grã-Bretanha.

 

O vídeo

– O sucesso do vídeo Bohemian Rhapsody convenceu a banda a usar aquela ferramenta promocional novamente. O clipe de You’re My Best Friend – que mostra a banda em um enorme salão de baile, com um lustre cintilante, rodeado por mais de mil velas – foi dirigido por Bruce Gowers. Foi filmado no Elstree Studios, em Londres, durante um dia excepcionalmente quente de primavera. Não havia ar condicionado e o calor das velas e luzes tornava a sessão desconfortável.

 

– Para o vídeo, Deacon tocou um piano de cauda, ​​o mesmo instrumento que Mercury usou quando a música foi tocada em um show.

Sobre o piano elétrico, Mercury comentou:

Eu me recusei a tocar aquela maldita coisa. É minúsculo e horrível e eu não gosto deles. Por que tocá-los quando você tem um piano adorável e excelente? ”

A reação
– O single de três minutos foi lançado em 18 de junho de 1976, no Reino Unido, e frequentes apresentações no rádio ajudaram a se tornar um sucesso.

You’re My Best Friend começou uma corrida de oito semanas nas paradas de singles do Reino Unido em 3 de julho, alcançando uma posição de pico de No.7.

– Ele também alcançou a posição 16 na Billboard Hot 100 dos EUA e mais tarde foi certificado de platina na América, com mais de um milhão de cópias vendidas.

– Coincidentemente, o cantor country Don Williams fez um sucesso com sua própria música intitulada You’re My Best Friend no final daquele ano.

– A música do Queen já apareceu em vários filmes e programas de televisão, incluindo Os Simpsons, Uma Família da Pesada e EastEnders. A doce balada de Deacon, que também tocou no final da paródia do filme de zumbi Shaun Of The Dead, também foi regravada por outros artistas, incluindo The Supernaturals (1997) e Stevie Ann (2014).

 

Shaun Of The Dead

 

The Supernaturals

 

Stevie Ann

 

– Quando o Queen lançou seu álbum Live Killers em 1979, incluindo apresentações de músicas de shows em toda a Europa, eles incluíram uma versão bacana de dois minutos de You’re My Best Friend.

 

– Décadas depois do sucesso nas paradas de You’re My Best Friend, Deacon vive tranquilamente em Londres e ainda é casado com Veronica, o amor de sua vida, com quem criou seis filhos.

–  You’re My Best Friend foi tocada como parte do medley entre setembro de 1976 e setembro de 1980, e quase todas as apresentações da música naquela época soam estranhamente semelhantes.  A música foi remixada em 1991 para a reedição de A Night At The Opera pela Hollywood Records, adicionando um eco à bateria, mas deixando a maior parte da música intocada.

– Brian executou uma versão acústica solo abreviada da música, com participação vociferante do público, na última noite da turnê Queen + Adam Lambert no HammerSmith Apollo em 14 de julho de 2012.

 

’39

– Nesta música, o Queen se transforma em uma banda de skiffle (é um tipo de música folk com influência de jazz e blues), com uma introdução de guitarra animada dando lugar ao baixo de John e o bumbo e o pandeiro de Roger.

– Os vocais melancólicos de Brian contrastam muito bem com os backing vocals de Roger e Freddie, que atingem os registros mais altos de seus alcances quase perfeitamente.

– ‘39 é uma história de ficção científica sobre alguém que vai embora e deixa sua família.

 

– Esta canção relata a história de um grupo de exploradores espaciais que embarcam no que é, de sua perspectiva, uma viagem de um ano.

– Após seu retorno, no entanto, eles percebem que cem anos se passaram, por causa do efeito de dilatação temporal da teoria da relatividade de Einstein, e os entes queridos que deixaram para trás estão agora todos mortos ou envelhecidos.

May canta o vocal principal na gravação do estúdio da canção.

– Lançada como o lado B de You’re My Best Friend, a música se tornou a favorita ao vivo logo depois, foi apresentada em todos os shows ao longo de 1976 e 1979, e foi ressuscitada em algumas ocasiões por Brian e Freddie em 1984 e 1986.

– Uma gravação da Earl’s Court Arena em 7 de junho de 1977 foi lançada em 2011 na edição Deluxe de A Night At The Opera.

 

– A música também foi interpretada por Brian, Roger, John e George Michael no Concert For Life em 20 de abril de 1992.

https://youtu.be/wvpZuFX681o

 

– Serviu como uma introdução para Let Your Heart Rule Your Head na turnê de Brian em 1993.

 

– Na turnê de 2006 de Queen + Paul Rodgers, Brian tocou-a como uma canção junto com o público durante seu segmento acústico, que também incluiu Love Of My Life.

– A música foi retomada na turnê Rock The Cosmos de 2008, desta vez como uma performance de banda quase completa (Paul era um ausente durante o número), com Roger mais uma vez retornando ao bumbo e pandeiro, Spike Edney no acordeão, Jamie Moses no violão, Danny Miranda no baixo elétrico e todos os cinco nos backing vocals.

– Brian voltou à abordagem simplista e solo nas turnês do Queen + Adam Lambert, apresentando-a junto com Love Of My Life.

 

Vídeo Oficial de ’39

 

Fontes:

www.udiscovermusic.com

www.queenvault.com

www.queenpedia.com

Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track

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