Queen e Adam Lambert deram início às festividades na Platinum Party no Palace no sábado (dia 04/06) a noite

As comemorações começaram com a famosa banda de rock tocando sua faixa de sucesso We Will Rock You enquanto iniciavam as comemorações do Jubileu de Platina da monarca – e Sua Majestade até se envolveu em um doce esboço com Paddington Bear.

Quando o grupo começou o show, 20 anos depois de Brian May ter tocado violão no telhado do Palácio de Buckingham, a própria rainha Elizabeth II se envolveu e foi vista batendo sua colher de chá contra a xícara ao som de We Will Rock You.

Os fãs sintonizados no show ficaram emocionados ao ver a Rainha e o Urso Paddington usando uma colher para bater a batida em uma xícara de chá chinesa, enquanto a Banda da Marinha Real de Sua Majestade e a própria banda começaram a música no palco.

Do lado de fora, cercando o palco principal, fãs ansiosos que se reuniram no Palácio de Buckingham, The Mall e Royal Parks se juntaram em uníssono quando todos se envolveram no início do show.

https://youtu.be/cjFl6lsFaNA

 

Brian May do Queen se apresentando em frente ao Memorial da Rainha Victoria

 

Os espectadores que assistiram ao programa de casa foram ao Twitter para compartilhar sua empolgação com o papel principal da rainha.

Isso é humor britânico em um esboço perfeito e eu adoro isso. Nossa rainha surpreendendo o mundo novamente! #partyatthepalace”, escreveu um, enquanto um segundo acrescentou: “Isso é hilário. Bom para a rainha! #partyatthepalace.

 

Queen and Adam-Lambert iniciam a Festa no Palácio

 

Um terceiro acrescentou:

Eu amei aquela esquete com a rainha e Paddington #partyatthepalace.

A rainha está ausente do evento em si, mas o príncipe William e Kate Middleton estão presentes ao lado de seus filhos, o príncipe George e a princesa Charlotte, enquanto também há uma longa lista de outros membros da realeza.

Falando antes do show, Adam descreveu como muito surreal se apresentar no evento.

É selvagem. Estamos em turnê agora, então estamos prontos para ir, estamos muito calorosos e sempre é ótimo ser um convidado de Brian e Roger nos palcos ao redor do mundo. E agora ser um convidado do Reino Unido para o Jubileu, é uma grande honra, disse ele.

O que aprendi sobre a Rainha, (é) que senhora impressionante, que presença graciosa e poderosa neste país. Estou emocionado. Quando estava no palco, percebi que estava no portão do palácio e pensei que esta é definitivamente a coisa mais surreal que eu fiz.

 

Fonte: https://www.mirror.co.uk/

Queen atinge o marco de primeiro artista britânico com 1.000 semanas dentro da parada de álbuns oficiais com Greatest Hits

Greatest Hits é agora o terceiro álbum, e primeiro de um artista britânico, a reivindicar 1000 semanas no Official Albums Chart Top 100.

Martin Talbot – CEO da Official Charts Company comentou:

Que conquista incrível do Queen, se tornar o primeiro ato britânico a atingir 1.000 semanas na parada de álbuns oficiais com seus maiores sucessos, um total que equivale a mais de 19 anos sólidos – e quão apropriado também deve atingir esse recorde – quebrando um marco na semana do Jubileu de Platina da Rainha Elizabeth.

 

 

Fonte: www.queenonline.com

No – One But You (Only The Good Die Young)

 

No-One But You (Only The Good Die Young) é um single do Queen, inicialmente escrita por Brian em homenagem à Freddie Mercury para o seu Álbum solo Another World.

– A música foi gravada pelos três membros remanescentes em 1997, seis anos após a morte de Freddie, em 1991. Brian divide o vocal principal com Roger Taylor, que fez adaptações na música antes de ser gravada.

– A ideia da música veio após a morte de Lady Di, em Agosto de 1997, mas é claramente destinada à Freddie, e à todos os que morreram cedo.

?Brian:

 Eu escrevi essa música para Freddie em um dia chuvoso quando inauguramos a estátua em Montreux, e fui inundado por emoções indesejáveis ​​- como raiva por ter sido tudo o que restou do meu amigo. Mas é claro que ainda resta muito: um arco-íris de músicas e gravações de uma voz que parece bela demais para ser deste mundo. Eu acho que Freddie foi realmente feito no paraíso.

– Podemos notar no início da música que há referências à Freddie, através da sua estátua em Montreux –  A hand above the water  ( uma mão acima da água ) e  An angel reaching for the sky  ( um anjo alcançando o céu ).

 

O videoclipe –

– O videoclipe da música foi dirigido pela DoRo Productions e gravado nos Estúdios Bray, em Londres, em 29 de Novembro de 1997.

– A música mostra Brian, Roger e John em um lugar parecido com um estúdio abandonado. No início do clipe, é possível ver um desenho de Ícaro voando debaixo do sol, fazendo referência à uma parte da música The Show Must Go On, onde Freddie diz que consegue voar.

– No fim do clipe, os integrantes se retiram do local. Quando as luzes são desligadas, uma se acende sobre um piano, onde há uma taça de champanhe, que era uma das bebidas preferidas de Freddie.

– Neste momento, a voz dele é ouvida, simbolizando que ele continua vivo ……

Gravações –

– Uma segunda versão do clipe foi feita, com um novo fim em uma montagem de Freddie através de todos os seus anos na Banda. Essa versão está presente em Queen Rocks: The Video, de 1998, e em Greatest Flix III VHS, de 1999. Também foi feito um lançamento digital do clipe em 2011.

– Esse foi o último lançamento inédito do Queen até a canção Let me In Your Heart Again, do Álbum Queen Forever, de 2014.

– Essa também foi a última faixa com a participação de John Deacon, que após, se aposentou da vida pública.

 

Vídeo oficial

 

Making of

 

Fonte – SongMeanings

THE PROPHET’S SONG

(8ª música do 4º álbum)

 

– Muitas vezes considerada a Bohemian Rhapsody de Brian May, The Prophet’s Song foi, por um tempo, candidata a se tornar o primeiro single do álbum antes de ser ofuscada pela obra-prima de Freddie Mercury. É, portanto, um título antológico em que o guitarrista trabalha durante duas semanas no seu confinamento no Sarm East Studios enquanto os outros três músicos lançam as bases para várias canções em Rockfield.

– Como em ’39, Brian May se inspira em um sonho em que o mundo chega ao fim, devastado pela dissolução das relações humanas:

 

No meu sonho, as pessoas estavam andando na rua, tentando desesperadamente apertar as mãos […]. Acho que o problema decorre do fato (é uma das minhas obsessões, admito) que as pessoas não se comunicam o suficiente […]. Estou preocupado com esta questão. Sinto-me culpado por não fazer nada para mudar as coisas, enquanto a situação parece piorar a cada dia.

 

– De acordo com uma anedota famosa, a música ainda estava no meio da mixagem quando Kenny Everett, amigo do grupo e apresentador da Capital Radio, pega emprestado um premix de The Prophet’s Song de Roy Thomas Baker e transmite alguns trechos em exclusivo no seu programa. Brian, nos estúdios de gravação dia e noite, acabava adormecendo de madrugada, exausto, e certa vez acordou ouvindo sua própria música no rádio!

– A música, com duração final de 8:21, é um dos momentos mais intensos do álbum.

– Seria interpretada pela primeira vez em concerto no Empire em Liverpool em 15 de novembro de 1975, e é muito apreciada pelas improvisações vocais de Freddie Mercury.

– Desde a introdução, presta homenagem ao Japão. Os quatro músicos, que desde então se tornaram semideuses na Terra do Sol Nascente, não deixariam de prestar homenagem a este país, que lhes abre os braços quando a imprensa britânica lhes dá as costas.

The Prophet’s Song destaca-se pelo break, que dura 2:28, durante o qual Freddie fica sozinho para improvisar as harmonias vocais. A voz do cantor passa por um delay, que a repete na frequência escolhida por Roy Thomas Baker.

– Basta ter Freddie cantando abaixo da primeira faixa gravada para harmonizar as tomadas ao vivo.

– Graças a este truque, pode improvisar todos os tipos de overdubs até 5:50, quando os instrumentos tomam seu lugar novamente, apoiados por uma guitarra forte e muito pesada.

– Um ouvido treinado consegue discernir, na linha vocal de Freddie, certa semelhança entre a subida harmônica da ponte de The Prophet’s Song aos 6:50 e o verso de Flash’s Theme aos 1:55, que será o single tema da trilha sonora do filme Flash Gordon (1980).

– O título de trabalho de The Prophet’s Song era People Of The Earth, o primeiro verso da música.

Embora a dupla May/Mercury seja imparável, Freddie está sozinho no palco durante a passagem a cappella de The Prophet’s Song durante a turnê A Night At The Opera.

 

Vídeo oficial de The Prophet’s Song

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Reproduzimos aqui uma resenha escrita por Stacey Mullen do Glasgowtimes sobre a apresentação do Queen + Adam Lambert no Glasgow Ovo Hydro em 2 de junho de 2022.

 

Milhares de fãs de música de Glasgow juraram fidelidade ao Queen.

Essa é certamente a impressão dada pelo público fiel do Hydro na noite de quinta-feira, que contribuiu para uma atmosfera elétrica enquanto os roqueiros lendários davam um show como nenhum outro, repleto de sucessos que resistem ao teste do tempo.

Uma coroa gigante preparou o cenário para o que foi o início de um dos shows mais teatrais que o local já viu do início ao fim com o Queen usando todo tipo de adereço de palco à sua disposição, desde luzes piscantes até guitarras pirotécnicas.

Crédito da foto: Xavier Vila

 

Dando início aos procedimentos, o vocalista Adam Lambert cantou Now I’m Here antes de lançar Somebody to Love e Don’t Stop Me Now. Parecendo confiante, ele comandou o palco sabendo que estava prestes a impressionar a plateia com a realeza do rock para apoiá-lo na forma do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor.

Crédito da foto: Bojan Hohnjec

Ele então se dirigiu humildemente aos fãs de Glasgow, declarando:

 

Sou fã como todos vocês. Tenho muita sorte de estar tocando com essa banda incrível há mais de 10 anos.

 

Aproveitando um momento para homenagear o vocalista do Queen que uma vez agraciou o palco antes dele, a estrela lembrou o falecido ícone Freddie Mercury, e fez um simples pedido para a multidão:

 

Que você e eu celebremos a música de Freddie Mercury e Queen juntos.

 

E isso foi algo que todo o público fez especialmente durante a performance solo de Love of My Life de May, que viu um vídeo de Freddie aparecer na tela. O momento foi incrivelmente emocionante quando o Hydro acendeu em sua memória.

O show marcou a primeira de duas noites da turnê Rhapsody em Glasgow. Foi também o primeiro show do Queen na cidade desde o lançamento do filme biográfico Bohemian Rhapsody em 2018, que sem dúvida atraiu toda uma legião de novos fãs para a música.

 

Fãs antigos e novos puderam experimentar os diferentes lados do Queen. Isso inclui a musicalidade de May e Taylor, que são mestres em seus respectivos instrumentos. Eles são a espinha dorsal desse som do Queen e ouvi-lo em uma arena é simplesmente magnífico. Eles impressionam especialmente em grandes números como We Will Rock You e I Want to Break Free.

 

Enquanto Lambert oferece até certo ponto o novo, ele tem seu próprio arranjo nos vocais. Sua voz é poderosa. Um verdadeiro showman como Freddie e divertido por toda parte.

 

Juntos, eles simplesmente funcionam lindamente.

 

Under Pressure foi um momento para se lembrar com os vocais da banda tocando um ao outro enquanto Lambert foi uma estrela de destaque impressionando em Bohemian Rhapsody e We Are the Champions que completaram o set.

 

Se você viu o Queen pela primeira vez ou sua introdução foi nesta nova era, não há como negar que esta é uma banda que sabe se apresentar em um palco ao vivo.

 

Fonte: https://www.glasgowtimes.co.uk/

Dica de Fernando Lima do Grupo de WhatsApp Queen Net

 

O Queen surgiu em 1973 com seu álbum de estreia, autointitulado, e chegou ao final da década como uma das maiores bandas do mundo. No entanto, a relação entre os integrantes foi se desgastando com a fama, as drogas e desejos artísticos conflitantes. E com a chegada dos anos 80 a coisa só se agravou.

Em “Hotspace” (1981), a guitarra deu lugar aos sintetizadores e o rock pesado deu lugar ao tipo de música que na época embalava as pistas de dança. Em 83, a situação chegou ao ponto em que eles começaram a buscar em carreira solo uma válvula de escape criativa.

Enquanto Freddie Mercury deu início à produção de “Mr. Bad Guy” (1985), Brian May lançou o EP “Star Fleet Project” como Brian May + Friends. Uma das grandes atrações daquele trabalho foi a participação de Eddie Van Halen numa das faixas, Blues Breaker, um blues improvisado que foi dedicado a Eric Clapton, mas ele odiou. Confira abaixo:

Conforme publicado pela NME, em entrevista para a Total Guitar, Brian May recordou como foi sua parceria com Eddie Van Halen: “Assim que eu soube da notícia [da morte] de Eddie, eu retornei a ‘Star Fleet’. Eu comecei a revisitar todos aqueles sentimentos que experimentei quando entramos em estúdio para fazer aquilo, o que ajudou a curar minha alma um pouco.”

“Aquele foi um dos grandes momentos da minha vida”, prosseguiu, “porque tocamos uma vez e acertamos. Foi um breve momento, mas um momento de grande alegria tocar com aquele cara. Eu fiquei estupefato com ele tocando! Basicamente, aquilo estava tudo nos dedos dele. Não importa que guitarra pegasse, soava como ele.”

Brian May viu Eddie em ação pela primeira vez em 1978, quando ele abriu para o Black Sabbath — e comparou o impacto com o de Hendrix uma década antes.

“[Eu o conheci] no camarim em Munique quando Van Halen estava abrindo show para o Black Sabbath. Eu já tinha ouvido falar do Van Halen e felizmente tive a oportunidade de assistir eles, porque eu fui por Tony [Iommi]. Mas eu cheguei a tempo de ver Van Halen, e eu fiquei extremamente impressionado com Eddie.”

“Eu fiquei pensando: ‘Nunca vi nada parecido com isso em toda minha vida! Não consigo acreditar!’ foi parecido com ver Jimi Hendrix pela primeira vez. Ele foi o maior. Não havia ninguém que se comparasse a ele, ninguém chegava nem perto. Jamais haverá outro como ele”, concluiu.

 

Fonte: https://whiplash.net/

 

O lendário músico inglês Brian May, um dos integrantes da banda Queen, figura na prateleira dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos. Além de tudo isso, o veterano ícone da música também é humilde, como provou durante recente entrevista conduzida pelo jornalista Dave Everley e publicada no site da revista Classic Rock.

O entrevistador mencionou que em eleição promovida pela revista Total Guitar, Brian foi eleito o maior guitarrista de todos os tempos. Ao comentar o resultado da votação, o autor de alguns dos maiores hits do rock deu um show de humildade:

“Eu não poderia concordar. Estou muito lisonjeado e significa muito para mim que tantas pessoas tenham votado, porque significa que elas gostam do meu trabalho. Então, eu sou imensamente grato. Mas eu acredito? Não. Quero dizer, olhe para alguém como Al Di Meola. Não há como eu aspirar a fazer um centésimo do que ele faz. Yngwie Malmsteen… qualquer número de pessoas. Então, sim, eu agradeço, mas isso me faz sorrir”.

Al Di Meola começou sua carreira no início da década de 1970 e explorou diferentes estilos musicais. Ele chegou a ser eleito por quatro vezes o melhor guitarrista do mundo pela revista Guitar Player Magazine.

 

Fonte: https://whiplash.net

A Kind Of Magic (Álbum)

Data de lançamento: 2 de junho de 1986

Melhor posição no Reino Unido: 1ª. Posição

Melhor posição nos Estados Unidos: 47ª. posição

Gravado entre setembro de 1985 a março de 1986 no The Townhouse Studios em Londres; Musicland Studios em Munique e Mountain Studios em Montreux.

– Após a turnê para divulgação do álbum The Works, o Queen estava planejando umas merecidas férias. Mas o sucesso estrondoso do show do Live Aid no dia 13 de julho de 1985 mudou os planos.

– Após o show eles se sentiram revigorados e resolveram entrar no estúdio para gravar algo.

– Em setembro de 1985 eles entraram no Mountain Studios e duas semanas depois nascia One Vision, e a partir daí, eles decidiram trabalhar em seu décimo segundo álbum de estúdio.

– Durante as sessões, a banda foi abordada pelo diretor Russel Mulcahy que queria que a banda fizesse a música tema do filme Highlander, estrelado por Christopher Lambert e Sean Connery. Após assistir uma prévia de 20 minutos do filme, a banda ficou tão empolgada que eles acabaram fazendo a trilha sonora completa.

– No segundo semestre de 1985, eles começaram a trabalhar nas músicas para Highlander.

– Como antes, a banda caiu em velhos hábitos, muitas vezes trabalhando solo em suas próprias canções, o que explica as estranhas formações de instrumentação: John toca guitarras em Pain Is So Close To Pleasure e Don’t Lose Your Head, e decidiu não ter qualquer guitarra em One Year Of Love.

 

 

Who Wants to Live Forever, de Brian, é, essencialmente, um dueto entre Freddie e Brian, com acompanhamento orquestrado pela Orquestra Filarmônica de Londres; a percussão foi tocada pela orquestra e programada por Brian.

 

 

– A faixa-título foi escrita completamente por Roger antes de ser levada por Freddie, que adicionou o riff de baixo e a transformou de uma canção de rock cinematográfico (como ouvido nos créditos finais de Highlander) em uma canção pop contagiante.

 

– No filme pode ser encontrada também uma versão cover de New York, New York.

– O álbum apresentava nove canções, sendo que uma – One Vision – foi lançada em novembro de 1985 e fez parte da trilha sonora do filme Águia de Aço, estrelado por Louis Gosset Junior.

 

– Supõe-se que o álbum tenha vendido tão bem não apenas pelo maravilhoso show do Queen no Live Aid, mas também porque uma semana após o lançamento do álbum, a banda saiu em sua maior turnê até aquele momento (Magic Tour)

– Esta também foi a última turnê de Freddie Mercury….

 

– A Kind Of Magic se tornou o primeiro novo lançamento do Queen a aparecer em CD, e um material adicional foi lançado: remixes estendidos de A Kind Of Magic e Friends Will Be Friends. 

 

 

– Foi lançada também uma versão instrumental de Who Want To Live Forever (intitulada Forever) foram lançados como material bônus.

– Em 1991, quando a Hollywood Records adquiriu o catálogo anterior do Queen, apenas Forever e o remix estendido de One Vision foram lançados.

 

Fonte:

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc
Sites: www.queenpedia.com
www.queenvault.com

 

O icônico músico inglês Brian May, conhecido por ser o guitarrista banda Queen, concedeu entrevista ao jornalista Dave Everley, colaborador da revista Classic Rock. Um dos assuntos abordados durante a conversa foi “Get Back”, documentário sobre os últimos dias do Beatles.

Brian disse que assistiu ao documentário e disse o que achou da produção:

Eu assisti. Foi muito desconfortável, porque era o tipo de situação em que muitas vezes nos encontramos. Achei o primeiro episódio bastante difícil, porque eles não estavam realmente se dando bem e as ideias criativas não estavam fluindo muito bem. Mas o segundo episódio é muito mais agradável de assistir. É ótimo ver George Harrison se destacar. E há momentos de pura magia, como John Lennon cantando a música que tem a melodia de ‘Jealous Guy’, mas com letras completamente diferentes.

O entrevistador perguntou se há a chance de um documentário semelhante sobre o Queen ser lançado. E o guitarrista não deu muitas esperanças em sua resposta:

“Eu acho que não. Temos pequenos trechos, mas estávamos muito autoconscientes. Há alguns [trechos] que entraram no documentário ‘One Vision’, mas não nos acostumamos com as câmeras por perto, então não é uma filmagem muito natural. Não sei se isso é bom ou não. Talvez seja melhor manter um pouco de mística”, finalizou.

 

Fonte: https://whiplash.net

 

A Kind Of Magic

 – A participação no Live Aid deu um novo entusiasmo ao Queen, que graças à este sucesso, voltou à ser um grupo coeso.

– Se antes do evento John Deacon disse Queen não é mais um grupo verdadeiramente unido, mas quatro indivíduos que trabalharam juntos, depois de 13 de Julho ele afirmou

Live Aid nos revitalizou totalmente, nos devolvendo o entusiasmo do passado.

– Imediatamente após o show em Londres, eles começaram a planejar um novo Álbum.

– A Kind of Magic foi lançado em 02 de Junho de 1986, colocando-se imediatamente no topo das paradas britânicas, posição que ocupará por 13 semanas consecutivas, conquistando dois discos de platina.

— A Kind of Magic é um álbum intenso, poderoso, criativo e completo, no qual cada membro do Queen escreve a letra de um dos 04 singles (A Kind of Magic, One Vision, Friends Will Be Friends e Who Wants to Live Forever).

– Em 06 de Junho, o Queen iniciou a Magic Tour em Estocolmo. Esta foi sua maior e mais espetacular turnê, muito mais avançada e chamativa que as anteriores, com o maior palco já construído e um sistema de iluminação altamente computadorizado.

https://youtu.be/c2_xWTSyCuU

– A turnê, com mais de 26 datas, atraiu cerca de um milhão de espectadores. Na Grã-Bretanha, mais de 400.000 fãs compraram ingressos para apenas seis datas disponíveis, estabelecendo outro recorde de todos os tempos.

– Nos dias 11 e 12 de Julho, eles voltaram à se apresentar no Estádio de Wembley, nas duas noites para 70.000 pessoas. Estes se tornaram dois de seus concertos mais famosos e celebrados. Aqui, Freddie encerrou o show, nas notas de God Save The Queen, vestido de Rei, com manto e coroa.

https://youtu.be/ZIqnNPfULVI

– Em 27 de Julho, eles tocaram em Budapeste. O último show da turnê foi inicialmente marcado para Marbella, Espanha. Mais tarde, o produtor Harvey Goldsmith conseguiu marcar um show no Parque Knebworth para 09 de Agosto de 1986.

– Aqui, Freddie Mercury se apresentou pela última vez com o Queen em uma de suas apresentações vocais mais populares, com 120.000 fãs como espectadores.

– Essa acabou sendo uma de suas performances mais espetaculares e grandiosas e algumas músicas tocadas ao vivo foram transportadas para a coleção Live Magic.

– Na festa pós-apresentação, Freddie deu à entender que este seria seu último show, alimentando rumores de que a Banda se separaria.

 

 

Fonte para base e composição de texto: queenfansitaliaworldwide.it

 

Las Palabras de Amor (The Words Of Love)

Data de lançamento: 1 de junho de 1982

Melhor posição nas paradas: 17° lugar na parada britânica.

Lado A: Las Palabras de Amor (The Words Of Love) (Brian May)

Lado B: Cool Cat (John Deacon/Freddie Mercury)

Músicos Freddie Mercury: vocal principal, backing vocal

Brian May: backing vocal, guitarra elétrica e acústica, sintetizador, piano

Roger Taylor: bateria, backing vocal

John Deacon: baixo

Gravado Musicland Studios, Munique: junho-dezembro de 1981

Produtores: Queen, Reinhold Mack

Engenheiro de som: Reinhold Mack

Assistente de engenheiro de som: Stephan Wissnet

Álbum: Hot Space

 

 

– A admiração do guitarrista por novas culturas foi canalizada em Las Palabras De Amor (The Words Of Love), escrita após os primeiros shows da banda na América do Sul em 1981.

– Sobre esta turnê, Brian comenta:

Eles conheciam todas as músicas. Essas pessoas não falam inglês, mas podem cantar junto com todas as músicas do Queen! Então eles eram obviamente fãs genuínos, e eles eram loucos!

– Escrita e gravada para o álbum Hot Space no inverno de 1981, a música é um apelo por amor e esperança em todas as sociedades do mundo.

– Definida com um luxuoso acompanhamento de violão, a música explode em um hino tradicional do Queen, e o sintetizador hipnótico entrelaçado é talvez a primeira integração bem-sucedida desse instrumento em uma música do Queen.

Em 2003, Brian comentou sobre a música:

A era minimalista do Queen, apreciada por alguns, mas não por outros, mas essa faixa em particular não era minimalista, é realmente bastante romântica. Eu estava tocando teclado nesta música, Freddie parecia menos inclinado tocar teclados, e muitas ideias vieram de teclados ao invés de guitarras. Eu gosto da música, pintada com um pincel bem leve.

 

– Em uma entrevista ao International Musician & Recording World em 1982, Brian comentou sobre seu modo de escrever músicas:

Eu escrevo melhor quando não estou na guitarra; talvez alguns riffs ou a base, mas estranhamente, você geralmente tem mais perspectiva sobre uma música quando está em um instrumento ao qual não está acostumado. Não estou acostumado a tocar piano e acho isso bastante inspirador, porque seus dedos caem em padrões diferentes. Considerando que em uma guitarra, eu pego e sei onde meus dedos vão cair. Principalmente eu fico sozinho em algum lugar e penso sobre isso (a música). Essa é a melhor maneira. Eu não acho que minhas composições mudaram tanto quanto os outros do grupo. Costumo escrever material mais tradicional do Queen como Las Palabras De Amor. Eu ainda costumo escrever melodias e aquele tipo de coisas pesadas, que o grupo faz bem no seu melhor; a guitarra e o piano que têm esse tipo de som grosso. Eu realmente gosto disso, embora hoje em dia seja usado com um pouco mais de moderação.

 

 

– Existe uma versão demo da música, com vocais consideravelmente alterados e um arranjo mais áspero, enquanto uma segunda versão da música foi mixada, mas não lançada. Esta versão coloca mais ênfase nas guitarras, vocais e bateria, enquanto empurra o sintetizador ainda mais para trás na mixagem.

 

– É surpreendente  a falta de inclusão da música no cenário ao vivo; embora a banda tenha ensaiado uma versão em Leeds em 31 de maio de 1982, e Brian tenha tocado um trecho da música antes de Love Of My Life no Milton Keynes Bowl em 5 de junho de 1982.

– A primeira exibição ao vivo que a música receberia seria no Concert For Life em 20 de abril de 1992, onde foi apresentada com o roqueiro italiano Zucchero nos vocais.

 

 

– Mais significativamente, a música foi apresentada na etapa sul-americana da turnê Queen + Paul Rodgers ‘The Cosmos Rock’ de 2008, com Brian nos vocais principais, e recebeu uma resposta arrebatadora do público.

https://youtu.be/7Uad3kXQ6Vw

 

– Apropriadamente, a música foi ressuscitada em setembro de 2015 na turnê Queen + Adam Lambert ‘Don’t Stop Them Now’ na América do Sul, novamente com Brian nos vocais.

 

 

– Embora um vídeo não tenha sido especialmente preparado para o single, a banda apareceu no Top Of The Pops pela primeira vez em cinco anos, tocando a música em 10 de junho de 1982, a transmissão saindo no dia seguinte. O resultado deixa muito a desejar: chegando ao final de uma cansativa turnê europeia, com um público pouco receptivo ao novo material, a banda está claramente desinteressada em estar no programa e faz uma performance sem inspiração.

 

 

 

COOL CAT

– Esta foi uma colaboração entre John Deacon e Freddie Mercury, e um dos raros exemplos de uma composição conjunta em um álbum do Queen. Essa faixa também marcou a primeira vez que esses dois músicos trabalharam juntos, embora na época não tivessem nenhum tipo de relacionamento especial, como o baixista testemunhou mais tarde:

Não nos vemos muito socialmente quando não estamos trabalhando. Todos nós temos nossos próprios amigos. Por exemplo, eu nunca pensaria em ir à casa de Fred e ele nunca iria à minha. Somos polos opostos nesse sentido.

– Mesmo assim, há força na unidade, e desse entendimento artístico mútuo nasceu a música de maior sucesso artístico do álbum Hot Space: uma música de incrível sensualidade, com refrões que apresentam uma melodia irresistível.

– O primeiro uso efetivo do falsete de Freddie está em Cool Cat, uma deliciosa fatia de funk legal do Hot Space que apresenta John no baixo e guitarras rítmicas, sintetizador e bateria eletrônica (Roger e Brian não estão presentes), justificando assim o primeiro esforço colaborativo entre vocalista e baixista.

– Gravada durante a segunda metade de 1981 durante as sessões preliminares do Hot Space, Cool Cat originalmente apresentava David Bowie nos backing vocals e estava programado para ser o lado B de Under Pressure. Bowie protestou, no entanto, para irritação da banda:

David acabou de fazer uma faixa de apoio. Acho que ninguém pensou mais sobre isso, exceto que era uma bela ornamentação. Acabamos de lhe enviar uma nota de cortesia dizendo que tínhamos usado e ele disse: ‘Quero que tirem, porque não estou satisfeito com isso.’ era para ser lançado, então isso realmente nos atrasou. Isso atrasou o lançamento do álbum,

explicou Brian em 1982.

 

– Uma versão remixada, sem os vocais de Bowie, foi incluída no lançamento do álbum em maio de 1982 e se tornou o lado B de Las Palabras De Amor (The Words Of Love) no mês seguinte.

 

– Mack, o produtor do disco, explicou em uma entrevista com Martin Popoff em 2018 como o vocalista, com seus padrões exigentes, gravaria suas faixas vocais:

Freddie foi excelente. Quero dizer, ele geralmente fazia uma tomada e era isso. […] Ele meio que olhava pela janela e dizia: ‘Você não parecia estar muito animado com isso. Deixa eu fazer outro.” […] Então, ele fez outro e, sabe, foi isso. Talvez em algumas das notas mais altas, ele tentou três ou quatro vezes para obtê-lo, mas é isso.

 

Fontes: Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track.

Queen é uma banda maravihosa! Nas palavras ditas no podcast Troca o Disco,

Cada um dos integrantes dominava seu respectivo instrumento.

Os caras tinham um som muito variado, sabiam escrever letras tocantes e tinham uma performance absurda, entregando todo o sentimento que as músicas pediam. É uma das bandas que mais vendeu discos no mundo, não a toa existe uma disputa para saber quem herdou o trono do Queen.

O que muita gente não sabe é que, apesar de tudo, os membros não eram deuses que seguiram uma linha direta para o sucesso. Eles passaram por poucas e boas antes e depois da formação da banda, incluindo situações monetárias lamentáveis, escolhas ruins e brigas, muitas brigas. Mesmo assim, eles conseguiram passar por tudo e se consolidar na mente de seres humanos e críticos como uma das maiores bandas que já existiu.

Legião Urbana.. é uma banda que todo brasileiro conhece, né? Enfim, eles passaram por menos problemas durante a carreira do que a galera do Queen, tirando o Renato Russo. Isso porque o Marcelo Bonfá e o Dado eram playboys, e também porque o Renato Rocha saiu cedo demais pra acontecer alguma merda. A banda teve a sorte de poder contar com seus padrinhos, Os Paralamas do Sucesso, na hora de contatar gravadoras e, a partir do sucesso estrondoso do primeiro disco, o resto foi relativamente suave.

Mas é engraçado como a vida é. Mesmo sendo bandas tão diferentes, com estilos diferentes e em lugares totalmente diferentes, existem algumas semelhanças interessantes na história das duas bandas. Claro que tem todo aquele lance da mente humana ter facilidade para encontrar padrões: nós tentamos encontrar padrões e ignoramos fatores que demonstrem a falsidade deles.

Enfim, vamos às coincidências.

 

1) Procura-se um baixista

Quando Freddie Mercury entrou para a banda Smile, que ele era fã, ficou muito feliz. A única coisa ruim é que ele tinha entrado logo depois do baixista ter saído. Assim, Freddie, Roger Taylor e Brian May contataram amigos e fizeram ensaios para encontrar algum baixista que se encaixasse na banda. Alguns até se deram bem e ficaram por um tempo, mas saíram por causa das diversas brigas entre May e Mercury ou porque não curtiam a sonoridade da banda. Até engraçado que eles diziam precisar do estereótipo de baixista: quieto e anônimo. É ai que entra John Deacon e sua performance perfeccionista. Ele caiu como uma luva na banda, tanto que era o líder do grupo: era atento às finanças, apaziguava brigas, tocava os ensaios pra frente…

E com Legião Urbana não foi diferente. Marcelo Bonfá e Renato Russo já eram músicos com um bom histórico de apresentações, mas precisavam de um guitarrista. Dado era conhecido dos dois e sempre teve vontade de tocar em uma banda, então os dois o convidaram e lhe ensinaram (!!) a tocar guitarra (o primeiro álbum tem uma guitarra bem simples). Ai já eles já tinham o trio completo, estava tudo perfeito… Só que um pouco antes das gravações do primeiro disco, Renato Russo cortou os pulsos em uma tentativa de suicídio e, por causa disso, não conseguia tocar baixo mais. Então eles chamaram Renato Rocha para tocar no lugar e ele ficou até o 3º disco devido a algumas desavenças.

Olhando agora, é engraçado como Deacon e Rocha são totalmente opostos. Um é caseiro, quietinho e bebe nos fins de semana enquanto o outro ia pra festas regadas de drogas, quebrava tudo (literalmente) e andava com uma gangue.

 

2) Relacionamento passivo agressivo com a critica

Tem alguma banda adorada pela crítica? Se tiver, com certeza nenhuma delas é Legião Urbana ou Queen. Freddie Mercury e seus amigos eram odiados pela crítica especializada desde o início da carreira. Foram chamados de pretensiosos, esnobes e até fascistas. Muitos trabalhos deles, inclusive após o ápice da carreira da banda, foram massacrados pelas revistas… Com uma certa razão, né. Como eu disse antes, Queen sofreu por más decisões da equipe.

Com Legião Urbana a história foi um pouco diferente, mas só no início.

A banda de Renato Russo tinha uma relação boa com a crítica especializada por  se inspirar em tantas bandas de sucesso do exterior, como P.I.L., Ramones e Neil Young. Mas a verdade é que já estava ficando chato. Depois de três álbuns bem recebidos e avaliados de forma positiva, havia a impressão de que a banda era impecável e/ou que os críticos estavam puxando saco dela. Segundo Renato Russo, eles queriam cair matando em cima do próximo álbum do grupo, mas… Não rolou. ‘As Quatro Estações’ foi o disco de maior sucesso da Legião e era impossível falar mal dele sem ter falado mal dos anteriores: das 11 músicas presentes no álbum, 6 viraram hits.

Assim, o sentimento foi postergado e V, 5º álbum da banda, foi amplamente criticado e considerado o mais fraco até então. Nas palavras de Renato,

O álbum não era importante, qualquer coisa que nós fizéssemos seria massacrada.

 3) A morte prematura do vocalista e o álbum póstumo

Nos anos 90, ambos Renato Russo e Freddie vieram a falecer. Ambos, já sabendo do diagnóstico positivo para HIV, conduziram a produção de um álbum e deixaram material para um próximo, que infelizmente seria póstumo.

No caso do Queen, o álbum Innuendo contou com clipes  e hits como The Show Must Go On  e These Are The Days Of Our Lives, músicas celebradas até hoje principalmente pela performance vocal de Freddie. Ele morreu pouco tempo depois do lançamento, mas já tinha deixado vários materiais gravados para a produção de uma sequência: Made in Heaven, que contou com remix de trabalhos solos e apresentações simbólicas da banda. É um álbum lindo que eu recomendo muito que ouçam.

Com o Legião Urbana não foi diferente. Até porque se tivesse sido, esse post não existiria. A produção do álbum A Tempestade foi bem complicada. Renato não conseguia mais gravar as faixas de áudio para o produto final e só ficava em casa devido ao estado de saúde. Um clima triste e pesado predominava no estúdio, ao ponto dos outros membros da banda nem gostarem de ficar muito tempo lá. O álbum foi um sucesso (como todos os outros) e foi o primeiro a não contar com a frase Urbana Legio Omnia Vincit (Legião Urbana Vence Tudo, em latim) em seu encarte. Renato morreu no mesmo ano e a banda encerrou suas atividades logos depois. Mas não foi o último álbum que eles lançaram, até porque, devido ao contrato com a gravadora, precisavam produzir mais 3. Nove meses após a morte do vocalista, Legião Urbana lançou o álbum Uma Outra Estação, com músicas que contavam a história da banda, incluindo covers e até músicas inacabadas por falta de tempo. Na capa do álbum há uma das pinturas do baterista Marcelo Bonfá, que Renato Russo adorava. A ilustração é de Brasília, cidade que originou a banda e que estampava o fundo do primeiro álbum. O encarte de Uma Outra Estação contou também com a merecida volta da frase Urbana Legio Omnia Vincit, agora mais verdadeira do que nunca.

Qual o objetivo desse texto? A vida é cheia de coincidências e eu queria expor as que eu acho mais curiosas aqui. Se há uma lição a ser extraída do texto, ela é: ouça Made in Heaven e Uma Outra Estação, você merece.

Uma Outra Estação – Legião Urbana

https://youtu.be/DYSxgNvhwPE

 

Made in Heaven –  Queen

 

Fonte: https://www.in-senso.com.br/

SEASIDE RENDEZVOUS

(7ª música do 4º álbum)

 

– Freddie Mercury, grande admirador do jazz da década de 1920, homenageia nesta ocasião as canções inglesas que exaltavam os prazeres do litoral.

– O ambiente da música faz referência a clássicos do music-hall, como You Can Do A Lot Of Things At The Seaside, de Stanley Kirkby, cuja letra descreve adequadamente a leveza que reinou nesses anos.

Seaside Rendezvous trata da mesma despreocupação, onde o narrador elogia as iguarias do Mediterrâneo, incluindo aqui e ali algumas palavras em francês:

Cést la vie Mesdames et Messieurs (Assim é a vida, senhoras e senhores).

 

– Os artistas das décadas de 1970 e 1980 costumam citar esse universo em preto e branco, nostálgicos do período entre guerras da juventude de seus pais.

– Após 52 segundos, a banda desembarca no estúdio. Roger Taylor e Freddie Mercury simulam todos os instrumentos com suas vozes, dividindo o trabalho: o solo de kazoo é tocado pelo baterista (aos 52 segundos), assim como os metais (trompetes, trombones e tuba, aos 59 segundos).

– Além dos vários sinos usados ​​por Roger, destacamos sua excelente performance de sapateado com dedos cobertos de dedal batendo no console do estúdio.

– Freddie se diverte com o envolvimento de Roger na música:

Eu o fiz sapatear! Fui forçado a comprar para ele os mesmos sapatos de Ginger Rogers!”

– Na lista de instrumentos menos roqueiros usados ​​nesta ocasião, o grande vencedor é a flauta de pistão, cuja breve aparição em 1:18 sublinha o clima de diversão que deve ter reinado entre Roy Thomas Baker e os músicos naquele verão de 1975.

?  Ridge Farm, 1975

–  Vídeo oficial de Seaside Rendezvous
You Can Do A Lot Of Things At The Seaside, de Stanley Kirkby

.      Os 10 concertos do Queen que nunca iremos esquecer ❗

– A vida do Queen em palco durou 16 anos. Pouco, se compararmos com a dos Rolling Stones, e muito se virmos que os Beatles aguentaram menos.

– Coincide com a entrada do Rock nas grandes arenas, e foi nelas que Freddie melhor exercitou um perfeito domínio das massas.

– Abaixo, listados alguns dos concertos mais sensacionais !

 

0️⃣1️⃣ Live Aid, Londres, 13 Julho 1985

▪️Foram os 20 minutos mais intensos à que o universo do Rock alguma vez assistiu. Sem direito à passagem de som ou som pré-gravado e com um alinhamento de apenas sete temas ( dois deles, Bohemian Rhapsody e We Will Rock You em versões encurtadas para poupar tempo ),e isto ainda com o grupo atuando à luz do dia, sem o seu jogo de luzes habitual, e sofrido com alguns problemas técnicos.

– Roger Taylor relembrou

O público não era necessariamente o ‘ nosso ‘ público. A dada altura, olhei para a frente e pensei … oh, está a correr bem. Só depois nos apercebemos que tinha corrido muito bem. 

https://youtu.be/EjXetWK-Ur8

 

0️⃣2️⃣ Hammersmith Odeon, Londres, 24 Dezembro 1975

▪️Quase dois meses desde a chegada de Bohemian Rhapsody ao número um dos singles mais vendidos na Inglaterra, quando o Queen subiu ao palco do Hammersmith Odeon, em Londres. Não era apenas mais um concerto. Nessa noite, véspera de Natal de 1975, o Queen tocava para um número de fãs imprevisível: além da plateia presente na sala londrina, todos os telespectadores da BBC2 (o concerto foi transmitido no Old Grey Whistle Test) e ouvintes da Radio One da emissora nacional britânica.

– Brian May diria mais tarde

 é muito difícil saber para onde te viras, se para o público pagante, se para a câmera de televisão. 

 

0️⃣3️⃣ Wembley, Londres, 12 Julho 1986

▪️De calça e camisa branca, e usando a famosa jaqueta amarela: a imagem icónica de Freddie Mercury que vimos incontáveis vezes. O espetáculo é dos mais especiais da vida do Queen por várias razões, das mais técnicas e objetivas às puramente emocionais.

– A grandeza do espetáculo é traduzível em números: mais de dez toneladas de equipamento, um palco de 50 metros de comprimento e 15 de altura, mais de meio milhão de watts em potência elétrica.

– Então à bordo do Magic Tour, o Queen encontrava-se, porventura sem disso terem conhecimento, muito perto do fim, mas Freddie garantiu

Havemos de ficar juntos até morrermos, disso tenho certeza.

https://youtu.be/-nkGyeShKSk

 

0️⃣4️⃣ Rock In Rio, Rio de Janeiro, 12 Janeiro 1985

▪️A passagem do Queen pelo Rio de Janeiro é parte integrante, não só da história de palco da Banda, como da do negócio da música ao vivo no Brasil.

– Quando Brian, John, Roger e Freddie subiram ao palco do Rock In Rio, a rendição das 250 mil pessoas foi total. Um concerto que bateu vários recordes, estabelecendo-se como o maior de sempre da Banda.

– Freddie comandou o público brasileiro com maestria e emoção. Um dos momentos mais memoráveis chegou com a versão de Love Of My Life. Os fãs gritam em uníssono, e Freddie se comove com o coro acertado e convicto de um quarto de milhão de pessoas.

 

0️⃣5️⃣ Hyde Park, Londres, 18 Setembro 1976

▪️Talvez para cimentar o sucesso em que ainda não acreditavam piamente, Freddie e companhia decidiram oferecer aos fãs da Inglaterra uma recompensa pelo seu apoio.

– Com ajuda de Richard Branson, o fundador do grupo Virgin, o Queen montou um mini-festival gratuito em Hyde Park que terá atraído, no sexto aniversário da morte de Jimi Hendrix, entre 150 à 200 mil pessoas, uma das maiores assistências de sempre naquele espaço.

– Freddie toca sozinho ao piano – You Take My Breath Away.

– Para o triunfo ter sido absoluto só teria faltado o bis, proibido pelas autoridades devido ao adiantado da hora. Ainda assim, um concerto para a história.

https://youtu.be/d7UxIuGSDUU

 

0️⃣6️⃣ Montreal Forum, Montreal, 24 Novembro 1981

▪️Exatamente 10 anos antes da sua morte, Freddie subiu ao palco em Montreal, no Canadá, para um concerto cujo principal objetivo passava por captar imagens e som que permitissem à Banda ter um registro fiel daquilo que era capaz de fazer ao vivo.

– Nesta época, o Queen estava em plena forma e eram gigantes certificados do circuito Rock internacional.

– Brian May, no seu site oficial, explica que não guarda muito boas memórias, mas descreve o concerto como real e cru, deixando claro que mesmo àquela escala grandiosa, nada nos concertos do Queen eram ensaiados ou coreografados, pois afinal, eram um grupo de Rock autêntico.

https://youtu.be/4xpb0UgpGy4

 

0️⃣7️⃣ Estádio José Amalfitani, Buenos Aires, 28 Fevereiro 1981

▪️Em 1981, Freddie Mercury e companhia seguiriam para a América Latina onde estreiariam no Brasil (com dois concertos no Estádio do Morumbi, em São Paulo, para um total de 251 mil pessoas, depois de cancelamentos em Porto Alegre e Rio de Janeiro) e, no outono, na Venezuela e no México.

– O primeiro concerto foi em 28 de Fevereiro, em Buenos Aires, no Estádio José Amalfitani. A euforia do grupo pela conquista de um novo continente era óbvia. A popularidade dos meninos no país do tango era monstruosa. Dos 10 Álbuns mais vendidos no país, constavam 9 do Queen.

– O encontro entre jornalistas e a Banda deu-se numa fazenda à oeste da área metropolitana de Buenos Aires – carne assada, empanadas e bebida abundante junto à uma piscina para a qual o grupo tentou, sem sucesso, atirar o manager Jim Beach.

– O Queen travou também conhecimento com aquele que será, para muitos, o maior ícone argentino dos últimos 40 anos – Diego Armando Maradona – que subiu ao palco do Estádio José Amalfitani antes de Another One Bites The Dust.

https://youtu.be/jPSsES3g8x0

 

0️⃣8️⃣ Rainbow Theatre, Londres, 31 de Março de 1974

▪️Começou de branco, acabou de preto. Começaram temerosos pela imponência da sala, enfrentaram problemas técnicos e acabaram com um concerto que depois de 40 anos passados, foi editado em áudio e vídeo – o Live At The Rainbow74.

– Começava à tornar-se óbvio que o Queen tinha nascido para atuar nos maiores palcos e, mesmo que o mundo ainda não tivesse percebido, era em frente à milhares de fãs que Freddie melhor se sentia.

– Nessa noite, o Queen conquistou o Rainbow e lançou-se ao mundo. As salas de teatro ficariam, em breve, muito pequenas para estes futuros campeões dos anos 70.

 

0️⃣9️⃣ Nepstadion, Budapeste, 27 Julho 1986

▪️O concerto húngaro do Queen foi, à época, o maior de uma Banda de Rock ocidental para lá da Cortina de Ferro aliás, é até hoje o maior concerto ocorrido no Estádio, hoje chamado de Puskás Ferenc.

– Os bilhetes venderam-se rapidamente, ainda que estivessem disponíveis apenas em locais selecionados para um grupo de pessoas restritas (caprichos do regime).

– A Hungria vivia, à época, sob a égide do Pacto de Varsóvia e o Rock ocidental estava, até aí, proscrito. Com a imprensa local, Freddie Mercury trocou algumas palavras. Questionado sobre se aquele concerto seria o princípio de uma amizade com o público húngaro, ele respondeu: Enquanto estiver vivo, vou voltar . O repórter agradeceu, e Freddie virou de costas para gracejar :  quem me dera que todas as entrevistas fossem assim tão curtas!

– A Banda ganharia o público de Budapeste com uma rendição de  Tavaszi Szél Vizet Áraszt  ( tradução aproximada – o vento da primavera faz mover as águas), uma canção tradicional húngara cuja letra Freddie tinha transcrito para sua mão.

– O espetáculo seria editado em 2012, sob título de Hungarian Rhapsody.

 

1️⃣0️⃣ Milton Keynes, 05 Junho 1982

▪️Registado para a posteridade e editado no final de 2004 em CD e DVD com o nome Queen on Fire Live At The Bowl, o concerto que Freddie e companhia deram em Milton Keynes, na Inglaterra, estava integrado na digressão Hot Space, realizando-se pouco depois de a Banda editar o Álbum com o mesmo nome.

–  Inicialmente anunciado para o Highbury Stadium, em Londres, o espetáculo seria transferido para o National Bowl, em Milton Keynes, porque a Banda não conseguiu que lhe garantissem a licença necessária para atuar no então quartel-general da equipe do Arsenal Football Club.

– As 40 mil pessoas que se deslocaram ao recinto vibraram com algumas canções retiradas do Álbum.

https://youtu.be/jucS5VoOfg0

– Cada concerto mais fabuloso que o outro, próprio do encantamento do Queen.

Qual o seu preferido ?

Fonte para base e composição de texto  – www.blitz.pt

A lenda do QUEEN, Brian May, caiu em prantos durante o show de sua banda na SSE Arena de Belfast na sexta-feira, quando os vocais arrepiantes de Freddie Mercury foram tocados.

O guitarrista  enxugou as lágrimas quando a voz do ex-vocalista foi ouvida cantando Love of My Life.

Ele disse ao público que estava passando por tantas emoções quando Queen + Adam Lambert deram início à sua turnê Rhapsody em Belfast. Mais tarde, ele postou no Instagram:

Obrigado por uma recepção tão magnífica, querido povo de Belfast. Foi incrível sentir tanto amor.

 

O baterista da banda, Roger Taylor, dedicou uma versão de Under Pressure, seu sucesso de 1981 com David Bowie, ao baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, que foi encontrado morto aos 50 anos em um hotel na Colômbia em março.

O Queen abrirá o show Party At The Palace da BBC no próximo sábado, comemorando os 70 anos da rainha no trono.

 

Fonte: www.belfasttelegraph.co.uk/

SWEET LADY

(6ª música do 4º álbum)

 

– Longe dos temas pesados ​​dos três primeiros álbuns da banda, algumas composições do Queen vêm flertando com novos estilos musicais há algum tempo.

– É o caso da bem pop You’re My Best Friend, composta por Deacon, ou das incursões jazzísticas de Mercury, como Lazing On A Sunday Afternoon e Seaside Rendezvous.

– Brian May então se pergunta sobre a identidade do grupo, que construiu uma reputação como banda de rock ao longo dos anos.

– Determinado a trazer de volta o seu aspecto mais roqueiro, compõe Sweet Lady.

– O guitarrista quer que sua música seja pesada, o oposto de You’re My Best Friend.

– A parte que contém o solo é particularmente formidável, com seu ritmo de bateria que acelera e a guitarra que entusiasma.

Brian May, protagonista na guitarra, no palco do Hammersmith Odeon em Londres, em 29 de novembro de 1975.

 

Vídeo oficial de Sweet Lady

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Play the Game

Data de lançamento: 30 de maio de 1980

Melhor posição nas paradas: 14° lugar na parada britânica. 42° lugar na parada americana
Lado A: Play The Game (Freddie Mercury)
Lado B: A Human Body (Roger Taylor)

Álbum: The Game

 

Play The Game é uma balada cativante de Freddie Mercury cheia de romantismo.  Nessa época, as músicas de Freddie começaram a se concentrar principalmente na busca do amor e da felicidade, e a maioria de suas letras adotava uma abordagem mais literal.

Play The Game é um apelo direto por amor e romance.

– De acordo com Peter Phoebe Freestone, assistente pessoal de Freddie, a música foi escrita sobre o então amante de Freddie, Tony Bastin, que não estava seguindo as regras arbitrárias de amor de Freddie na época, e recebeu sumariamente um relógio Rolex de presente – o presente de despedida do cantor para os amantes.

– Com o lançamento da música, o Queen entrou para a era dos sintetizadores.

– A música representa uma transição bem sucedida para uma década que foi marcada pelo uso de sintetizadores em vários tipos de correntes musicais novas como new wave e hip-hop.

– Construída como uma balada de piano lânguida, escrita na mesma linha de faixas anteriores como Jealousy e You Take My Breath Away, Play The Game é levado a alturas extraordinárias pelo solo de Brian, e o piano de Freddie é excelente.

– Foi o terceiro single lançado do álbum The Game. O single subiu para o 14° lugar nas paradas britânicas. Neste single, Roger Taylor estreia o seu sintetizador Oberheim OB-X, o que permitiu ao Queen criar sons revolucionários.

– Em 2014, uma versão ligeiramente editada foi lançada na compilação Queen Forever, que cortou os swoops sintéticos introdutórios, apresentando-a mais no estilo de quando tocada ao vivo.

– A revista do Fã-Clube Oficial da primavera de 1980 relatou que uma versão alternativa foi gravada com Andy Gibb. A faixa, ainda sem título, é uma das composições de Freddie e ele ficou muito impressionado com a voz de Andy Gibb, o irmão mais novo dos irmãos Gibb (que formou os Bee Gees em 1958), estava naquela época desfrutando de seu status de galã adolescente e artista solo. Esta gravação foi negada por todos, mas só o tempo dirá se isso realmente existe ou não.

Biografia de ANDY GIBB

Andrew Roy Gibb (Andy Gibb) – (Manchester, 5 de março de 1958 – Oxford, 10 de Março de 1988) 

 

– O vídeo da música apresenta efeitos visuais notáveis e Freddie Mercury segura um microfone sem fio na mão, objeto revolucionários para os cantores dos anos 80.

– O vídeo foi filmado em 29 de maio de 1980 no Trillion Studios de Londres e teve Brian Grant assinando a direção. O vídeo é considerado inovador porque apresenta técnicas inovadoras como câmera lenta e reversa, tonando o vídeo um produto inconfundível para a época.

– O destaque do vídeo é uma troca divertida entre Freddie e Brian, onde o primeiro arrebata a guitarra do segundo – não The Red Special, pois Brian recusou seu precioso instrumento para ser submetido a tal abuso, mas uma imitação barata da Fender Stratocaster – e foge com ele, apenas para jogá-lo de volta para o guitarrista a tempo de seu solo.

– Outro detalhe que chamou a atenção dos fãs do Queen foi fato de que John Deacon não estava usando seu baixo Fender Precision, mas sim um Kramer Custom DMZ 4001 e Brian May também não estava usando a sua querida guitarra Red Special e sim uma Fender Stratocaster.

– A maior mudança aconteceu no visual de Freddie Mercury que apareceu com um bigode que se tornaria sua marca eterna. Na década de 80, usar um bigode significava um pertencimento à comunidade gay, embora a sexualidade do cantor ainda fosse um segredo. O vídeo de Play the Game representa um verdadeiro renascimento para o Queen, que conseguiu modernizar sua imagem no espaço de um único vídeo.

– A música ficou melhor no cenário ao vivo, onde foi um dos pilares do set entre 1980 e 1982 (a música também foi ensaiada para a turnê Queen Works! de 1984, mas não entrou no set list.

– Brian foi encarregado de preencher o som no lugar dos sintetizadores nas apresentações ao vivo, o que ele fez com desenvoltura.

– Uma versão ao vivo especialmente animada foi lançada no Queen Rock Montreal, enquanto uma versão com Morgan Fisher auxiliando nos sintetizadores foi lançada no Queen On Fire: Live At The Bowl.

– A música foi trazida de naftalina para a turnê de festivais de primavera / verão de 2016 do Queen + Adam Lambert pela Europa, servindo como uma introdução a Killer Queen e novamente como uma apresentação completa na turnê de verão de 2018.

 

Vídeo oficial de Play The Game

 

Play The Game – Live at Montreal

https://youtu.be/LS1RXZ6qpLc

 

A Human Body

– Foi composta por Roger e deveria integrar o álbum, mas foi substituída por Comming Soon.

– De acordo com o co-produtor Mack, A Human Body de Roger foi originalmente planejado para aparecer no The Game no lugar de  Coming Soon:

Lembro que Roger escreveu três faixas para The Game, e as três causaram problemas na banda: havia uma música chamada Coming Soon que Roger, a princípio, achou que estaria no single, deixando um lugar no álbum para outra sua, A Human Body. Mas Brian e Freddie objetaram que se A Human Body fosse incluído, o álbum seria muito melódico, já que eles já haviam escrito três músicas para ele. Finalmente, eles convenceram Roger, que estava especialmente orgulhoso de A Human Body, e optou por Coming Soon.

– Nesta música, Roger Taylor presta uma homenagem à Robert Falcon Scott, um renomado explorador britânico que perdeu a vida em 1912 durante uma expedição à Antártida. As conquistas de Robert são muito comemoradas no Reino Unido. Mas, mesmo assim, ele é um personagem polêmico porque acredita-se que foi por causa de seus erros de comando que toda a sua equipe morreu quando retornaram ao acampamento base após chegarem ao Pólo Sul.

Robert Falcon Scott

– Roger assume o vocal principal neste rocker de ritmo médio e acústico, tocando a maioria dos instrumentos (indicando que pode ter sido originalmente planejado para Fun In Space), com vocais de apoio proeminentes de Roger, Freddie e Brian.

– A música foi negligenciada, devido ao seu status de não-álbum, aparecendo como lado B de Play The Game em maio de 1980, e incluída no álbum de raridades The Complete Vision, disponível apenas no box set de 1985 The Complete Works. A música foi finalmente lançado em 2009 na coleção The Singles Collection – Volume 2 e dois anos depois na reedição de The Game.

Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track

 

Em uma entrevista na edição de julho de 2022 da revista Uncut, Brian May falou sobre a origem de Brighton Rock, esclarecendo que foi de fato inspirado pelo romance, e não na música Quadrophenia do The Who.

Ao lado do vocalista Adam Lambert e do baterista Roger Taylor, May levou os fãs a um mergulho profundo em alguns dos singles mais icônicos do Queen.

Quando perguntado Brighton Rock era baseado na Quadrophenia do The Who, May foi rápido em esclarecer:

Por mais que eu ame the Who, eu não poderia cantar uma nota de Quadrophenia.

Ele confessou:

As letras foram baseadas inteiramente em um romance que eu tinha em Brighton. Eu e Roger fomos para Brighton e encontramos duas garotas em nossos primeiros dias

A vida é tudo sobre romance, não é? Nunca fui muito bom nisso! Mas você não pode existir sem esses anseios e desejos.

O solo dessa música realmente desenvolveu uma vida própria – é uma aventura sônica, 

ele disse, e disse também que  que passou a discutir a mecânica por trás das famosas harmonias da guitarra em Brighton Rock e grande parte do repertório do Queen.

Fiquei fascinado com as ideias de atraso e cânone (tipo de composição polifônica em que uma melodia é contrapontada a si mesma) – de tocar um riff na minha guitarra, ouvi-lo de volta e depois tocar uma linha de harmonia em cima disso. Hoje em dia, Ed Sheeran usa pedais de looper, mas eu tive que construir o meu próprio!

Ele continua falando:

Havia uma coisa chamada Echoplex, uma máquina de fita com cabeças, mas você só poderia ter pequenos atrasos nela. Eu queria um atraso de alguns segundos, tempo suficiente para tocar junto,

Então eu canibalizei um Echoplex e coloquei em uma caixa maior, e estendi o trilho sobre o qual a cabeça de reprodução vive. Eu até tinha um pedal para trabalhar, e um motor e sistema de polias! Foi um pouco louco, um pouco Heath Robinson, e não era estável o suficiente para usar em turnê.

Então nós simplificamos um pouco, colocamos a cabeça em uma posição fixa, para que ele jogasse um atraso de um segundo e meio. E eu adicionaria uma harmonia em cima disso, e depois outra sobre isso. Tornou-se uma grande parte de nossos shows ao vivo.

Há sempre um elemento de Brighton Rock em tudo o que faço

concluiu o guitarrista.

 

Fonte: https://guitar.com/

. A Casa de Bonecas  em um show

 

– Durante os shows, sempre era hora de fazer uma pausa. Roger ia à Dollhouse para tomar uma bebida e respirar o oxigênio do tanque. Freddie se juntava à ele para tirar a camisa, se secar, trocar de roupa, chupar algumas pílulas antissépticas Strepsils e fazer algumas inalações de oxigênio.

                               

 

– John, por outro lado, primeiro bebia dois ou três drinques, depois fumava alguns cigarros e finalmente se divertia jogando amendoins na cabeleira de Brian, que estava perdido em um de seus solos ..

                                

– Peter Hince-

 

– A Casa de Bonecas sempre continha cinco cadeiras e um espelho comprido. Logo consegui um bem grande, que se mostrou essencial em ocasiões em que o promotor não tinha pensado nisso.

– Se eles não pudessem se espelhar para checar sua presença de palco, o Queen ficava furioso.

– Sempre havia pelo menos uma lâmpada de aquecimento e um ventilador, independente da temperatura do lado de fora do local do show, pois poderia estar muito quente no palco, sob todas aquelas luzes.

– Roger frequentemente trocava de camisa, enquanto Freddie vestia roupas novas e enxugava o cabelo com o secador. Brian trocava de roupa durante o solo de bateria de Roger.

                   

– Nessa altura, eu ia ao camarim buscar 04 luxuosos roupões de cores diferentes para o final do concerto. O de Freddie era sempre amarelo … os outros, por outro lado, não tinham preferências.

– Ao final da turnê, eles os levavam para casa. Haveriam novos disponíveis para apresentações posteriores.

– Então, dentro da Casa de Bonecas, cada um com um roupão na mão, estávamos prontos para jogá-los nos ombros dos músicos. Cada um segurava uma lanterna e com o outro braço recebia o artista que lhe fora confiado quando, deixando o palco cego pelo sistema de iluminação, mergulhava na escuridão.

– O camarim estava sempre localizado o mais próximo possível do palco, e na primeira meia hora após o show, apenas os quatro membros da Banda, Paul Prenter e eu podíamos entrar …

– Peter Freestone

 

-Nota – No show business, Casa de Bonecas é o espaço em um teatro ou local similar que funciona como sala de espera e lounge para os artistas antes, durante e depois de uma apresentação ou show quando eles não estão envolvidos no palco.

 

▪️Queen Backstage In Houston 1977

 

Bastidores Queen compilação

https://youtu.be/zsvnsjr7DKM

 

A Coca-Cola está lançando globalmente a campanha “The Conductor”, para expandir sua plataforma de música, o Coke Studio, que oferece a oportunidade para talentos emergentes se associarem, criarem e entregarem suas músicas para novos públicos.

A plataforma foi ao ar, pela primeira vez, em 2008 no Pasquistão, mas agora a empresa quer expandi-la globalmente com a campanha criada pela BETC London.

No vídeo de dois minutos dirigido por Pierre Dupaquier, da Iconoclast, os artistas Ari Lennox, Griff, Ekin Beril, Mariah Angeliq, Tems, Tesher e o grupo feminino de k-pop TRI.BE apresentam uma repaginação a canção do Queen, “A Kind of Magic”.

Além da colagem do filme, cada artista gravou sua própria versão de “A Kind of Magic” que, juntamente com faixas exclusivas e cenas dos bastidores, estará disponível no Coke Studio.

Ari Lennox – A Kind Of Magic

TRI.BE – A Kind Of Magic

Tesher – A Kind Of Magic

Griff – A Kind Of Magic

Ekin Beril – A Kind Of Magic

Mariah Angeliq – A Kind Of Magic

Tems – A Kind Of Magic

O conteúdo também pode ser acessado através da ativação na embalagem “Drink. Scan. Enjoy”, que transforma as embalagens da Coca-Cola em portais digitais, que levam as pessoas para o conteúdo global do Coke Studio.

Fonte: https://www.updateordie.com