Save Me

Data de lançamento: 25 de janeiro de 1980
Álbum: The Game
Melhor posição nas paradas: 11° lugar na parada britânica. Este single não foi lançado nos Estados Unidos.
Lado A: Save Me (Brian May)
Lado B: Let me Entertain You ( Live Single Edit) (Freddie Mercury)

Ficha técnica:
– Freddie Mercury: vocais principais, backing vocals
– Brian May: guitarra, violão, piano, backing vocals, sintetizador
– John Deacon: baixo
– Roger Taylor: bateria
– Produtores da equipe: Queen, Reinhold Mack
– Engenheiro de som: Reinhold Mack

Save me é uma linda balada de autoria de Brian May que encerra o oitavo álbum da banda intitulado The Game. É o segundo single do álbum. Foi gravada no meio do ano de 1979 em Munique (Musicland Studios).
A música começa com um piano e explode em um refrão memorável, e fala sobre um relacionamento rompido.

Brian comentou:

Na verdade, nós escrevíamos muito separadamente naquela época e nunca conversamos sobre o que as músicas significavam. Acho que estávamos bastante tímidos sobre o que estávamos tentando dizer nelas. Nós tendemos a falar mais sobre as coisas agora … Eu escrevi [‘Save Me’] – para encurtar a história – eu escrevi sobre um amigo, alguém que estava passando por um momento ruim, e me imaginei no lugar dele, meio que contando a história. Alguém cujo relacionamento está totalmente fodido e quão triste essa pessoa estava.

O vídeo da música foi filmado pelo diretor Keith McMillian em 22 de dezembro de 1979, no palco do Alexandra Palace em Londres. Brian May escreveu o storyboard do vídeo. O vídeo mescla animação com imagens da banda no palco e atingiu um modesto décimo primeiro lugar nas paradas britânicas.

Produção
A banda utilizou o teclado Oberheim pela primeira vez para criar camadas, que revolucionaram o seu som. Posteriormente, este processo foi desenvolvido nos teclados Yamaha DX7 e Roland D-10.
Os backing vocals estão muito presentes nos refrões da música. Sobre isso

Brian revela:

The Game foi resultado de um novo ambiente. Trabalhar em Munique com um novo engenheiro produziu uma abordagem realmente diferente. Começamos a colocar muita importância na faixa de apoio mais uma vez. A ênfase estava no ritmo e na clareza.

 

 

Let Me Entertain You

Álbum: Jazz
Ficha técnica:
– Freddie Mercury: vocal principal, backing vocal, piano
– Brian May: guitarra elétrica
– John Deacon: baixo
– Roger Taylor: bateria
Gravado no Mountain Studios, Montreux: meados de julho a agosto de 1978
– Produtores: Queen e Roy Thomas Baker
– Engenheiro de Som: Geoff Workman
– Assistente de Engenheiro de Som: John Etchells

No início da carreira do Queen, eles foram muito criticados pela imprensa britânica e isso incomodava muito a banda.

Alguns anos depois, ao escrever a música, um Freddie zombeteiro usou-a para se dirigir ao seu público como um mestre de cerimônias abrindo o show:

Deixem-me recebê-los, senhoras e senhores / eu gostaria de dizer olá / Vocês estão prontos para algum entretenimento? ? / Você está pronto para um show?

Dada a sua atmosfera amigável ao concerto, a música se tornaria uma favorita ao vivo entre 1978 e 1981, garantindo uma posição privilegiada como a segunda música do set, embora tenha sido promovida a abertura do show em algumas datas na turnê Crazy de 1979.
Gravações AO VIVO do ÁLBUM Live Killers foram lançadas como o lado B. Nos EUA, o single foi lançado em agosto de 1979, com We Will Rock You no lado A. No Reino Unido, com lançamento em janeiro de 1980, o lado A foi Save Me.

Mercury se inspirou no musical Gypsy que foi encenado pela primeira vez na Brodway em 1959. A peça conta a história da artista burlesca conhecida como Gypsy Rose Lee, que cantou um Let Me Entertain You, uma das canções mais famosas do libreto do musical. A letra da música está cheia de duplos sentidos picantes:

Eu vou fazer você se sentir bem / Eu quero que seu espírito suba / Então deixe-me entretê-lo / Nós vamos nos divertir de verdade.

A música do Queen não é muito diferente.
Desde o início do segundo verso, Freddie lança uma crítica ao show business de forma amarga:

Eu vim aqui para te vender meu corpo / posso te mostrar uma boa mercadoria.

A introdução da música é característica do Queen, e Taylor martela a bateria em uníssono com o baixo de Deacon. No resto da música vemos os rifs de guitarra se misturando à bateria.
Brian adorna o primeiro verso, lançando um riff ininterrupto. No segundo verso, a bateria e o baixo tocam em um ritmo sincopado, chamando um ao outro.

 

Fontes:

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

Complete Works. George Purvis
Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Site: Queen Vault

 

I Go Crazy

Data de lançamento: 23 de janeiro de 1984
Álbum: The Works

Melhor posição nas paradas: 2° lugar na parada britânica. 16° lugar na parada americana

Lado A: Radio Ga Ga (Roger Taylor)
Lado B: I Go Crazy (Brian May)

Foi gravada durante as sessões para o álbum The Works em 1983, é uma música muito boa e merecia um lugar no álbum. Mas durante a seleção de músicas para o álbum, ela foi eliminada, como disse Brian à revista Faces em 1984:

Como [o Queen] é uma democracia, [os outros] também não conseguem o que querem. Com este último álbum, agora, escrevi um single, você pode chamá-la de uma das minhas indulgências pesadas. Foi muito áspero e cru, mas eu realmente gostei do som. Os outros três odiaram tanto que ficaram com vergonha de tocá-la. Então, acabou como o lado B de Radio Ga Ga, o que é bom, pois dá aos fãs uma música que eles não receberam no álbum, mais pelo dinheiro. Mas você vê, foi mantido fora do álbum pela maioria.

Com um ritmo de guitarra parecido com o da banda de rock australiana AC/DC, I Go Crazy é uma faixa de blues na qual o Red Special de Brian May reina suprema. Sua espontaneidade é sedutora e lembra outra música rejeitada pela banda, See What a Fool I’ve Been.

A música conta a história de uma garota que troca seu namorado por um cantor de rock. É definida como música exuberante que ajudou a reafirmar o status do Queen como uma banda de rock, após o insucesso do álbum anterior (Hot Space).

Segundo Greg Brooks, a música foi gravada pela primeira vez durante as sessões do Hot Space, mas essa versão não tinha vocais. Ele apresentou esta versão da música durante uma convenção de fãs em 2006.

Músicos: 

– Freddie Mercury: vocal principal, vocal de apoio

– Brian May: guitarra, vocal de apoio, baixo

– Roger Taylor: bateria, percussão, vocal de apoio

– John Deacon: baixo

 

I Go Crazy – Letra da Música

I took my baby dancing, to see a heavy band
But I never saw my baby ‘til the encore
She had the singer by the hand
I didn’t wanna cry because I had to be cool
I didn’t wanna tell you that you’re much too cruel
Did you have to run off with that doggone fool

All I gotta do is think about you
Every night and day I go crazy
All I gotta do is get my hands on you
You better stay away from me baby

I wouldn’t mind the postman, if the neighbours didn’t know
Or the gas man, electric man, man to fix the car

I’d have to let it go
But you had to bring me down for a rock’n’roll clone
Leave me like a sucker standing all alone
Did you have to run off with that rolling stone?
Go ahead fool

All I gotta do is think about you
Every night and day I go crazy
All I gotta do is get my hands on you
You better stay away from me baby

So I ain’t gonna go and see the Rolling Stones no more
I don’t wanna go and see Queen no more no more
I ain’t gonna go and see the Rolling Stones no more
I don’t wanna go and see Queen no more no more

Now I don’t wanna hurt you, like you been a-hurting me
But you know I’ll be watching
Rolling on the floor next time you’re on TV
Had enough of your pretending that you know where it’s at
Coming on to all the boys like a real spoilt brat

To think I nearly let you get away with all that
No way man

All I gotta do is think about you
Every night and day I go crazy
All I gotta do is get my hands on you
You better stay away from me baby

 

Tradução

Levei minha garota para ver uma banda pesada
Mas eu nunca vi meu bebê até o encore
Ela tinha o cantor pela mão
Eu não queria chorar porque eu tinha que parecer legal
Eu não queria dizer que você é cruel demais
Por que você tinha que correr com aquele cachorro louco?

Tudo que eu preciso fazer é pensar em você
Toda noite e dia eu fico louco
Tudo que eu tenho que fazer é por minhas mãos em você
É melhor ficar longe de mim, bebê

Eu não me importaria com o carteiro, se os vizinhos não soubessem
Ou o homem do gás, homem da eletricidade, homem para consertar o carro
Eu teria que deixar passar
Mas você tinha que me trazer para baixo por um clone rock’n’roll

Deixar-me como um otário em pé sozinho
Você teve que fugir com aquela pedra rolante?
Vá em frente, tola

Tudo que eu tenho que fazer é pensar em você
Toda noite e dia eu fico louco
Tudo que eu tenho que fazer é colocar minhas mãos em você
É melhor ficar longe de mim

Então eu não vou ir ver os Rolling Stones, não mais, não mais
Eu não quero ir ver o Queen, não mais, não mais
Então eu não vou ir ver os Rolling Stones, não mais, não mais
Eu não quero ir ver o Queen, não mais, não mais

Agora eu não quero te machucar como você está me machucando
Mas você sabe que eu estarei assistindo
Rolando no chão na próxima vez que você estiver na TV
Tive o bastante desse seu fingimento de saber onde está
Vindo a todos os meninos como uma verdadeira criança mimada
E pensar que eu quase te deixar ir embora com tudo aquilo
De jeito nenhum

Tudo que eu preciso fazer é pensar em você
Toda noite e dia eu fico louco
Tudo que eu tenho que fazer é colocar minhas mãos em você
É melhor ficar longe de mim, bebê

 

Fontes:

I Go Crazy (TRADUÇÃO) – letras.mus.br

www.queenpedia.com

www.queenvault.com

www.queenonline.com

Queen: The Complete Works – Georg Purvis

 

B-Sides – See What A Fool I´ve Been – Queen Net

B-Sides – Hijack My Heart – Queen Net

B-sides – Thank God It’s Christmas: A canção de Natal do Queen – Queen Net

B-Sides – Hang On In There – Queen Net

B-Side – Rock In Rio Blues – Queen Net

 

 

Radio Ga Ga

Data de lançamento: 23 de janeiro de 1984
Álbum: The Works

Melhor posição nas paradas: 2° lugar na parada britânica. 16° lugar na parada americana

Lado A: Radio Ga Ga (Roger Taylor)
Lado B: I Go Crazy (Brian May)

– Depois do tropeço do álbum Hot Space, quando a banda não teve o sucesso esperado, eles sabiam que precisavam dar a volta por cima e criar algo mais ao estilo Queen.

– As sessões de gravação ocorreram em agosto de 1983 e foi a única vez que a banda gravou em Los Angeles, nos Estados Unidos, no Estúdio The Record Plant (onde Brian havia gravado o Mini-Ep Star Fleet).

– Roger ficou trancado durante três dias com um sintetizador e uma bateria eletrônica, e ao final desse tempo, ele produziu uma demo do que pode ser considerada a melhor música do Queen dos anos 80.

– Radio Ga Ga foi construída no pop-rock, combinando elementos de disco e funk. No fundo há um sintetizador e uma bateria. Ao fundo podemos ouvir também a linha de baixo, e a guitarra de Brian se destacando antes do refrão final.

Sobre a composição da música, Roger explicou em 1984:

Sou um músico instintivo. Posso tocar teclado, guitarra e bateria, e posso escrever músicas. Tenho facilidade para escrever música, mas não quero saber nada particularmente técnico – como, como se chamam os acordes. Mesmo em Radio Ga Ga existem alguns acordes muito difíceis. Eu não sei como eles são chamados, mas isso não importa. Sou um guitarrista muito melhor do que um tecladista, mas agora acho melodicamente muito mais fácil escrever em um teclado. Radio Ga Ga foi uma música completamente escrita no teclado. Eu desafio qualquer um a escrever isso no violão porque você não encontraria os acordes, eles não viriam naturalmente para nenhum guitarrista que eu conheço.

 

– A música é semelhante ao single de 1980 do Buggles Video Killed the Radio Star, abordando o declínio abrupto do rádio.

 

Eu estava desesperado por inspiração!Um dia o rádio começou a tocar em nossa casa, e meu filho de três anos, Felix, saiu com Radio Ca Ca! Achei que soava bem, então mudei um pouco e criei Radio Ga Ga. Roger disse a Sounds em 1984.

 

– Originalmente, a música foi intitulada Radio Ca Ca (permaneceu assim mesmo durante a gravação da faixa).

– De acordo com Roger, se você ouvir atentamente o refrão, a banda está na verdade cantando All we hear is radio ca ca, mas os outros estavam nervosos com a recepção que uma música com esse título teria de disc jockeys em todo o mundo e escolheram a maneira segura em vez disso (Radio Ga Ga).

– A Capitol Records, a nova casa do Queen na América do Norte, também estava nervosa, pois havia gasto uma quantia exorbitante na contratação da banda e  eles não ficaram muito satisfeitos que o primeiro disco da banda fosse sobre a queda do rádio.

Em uma entrevista contemporânea Roger falou novamente sobre a criação da música:

Gostei do título e escrevi a letra depois. Aconteceu nessa ordem, o que é um pouco estranho. A música é um pouco confusa no que eu queria dizer. Ele lida com a importância do rádio, historicamente falando, antes da televisão, e como era importante para mim quando criança. Foi o primeiro lugar que ouvi rock’n’roll. Eu costumava ouvir muito Doris Day, mas algumas vezes por dia eu também ouvia um disco de Bill Haley ou uma música de Elvis Presley. Hoje parece aquele vídeo, o lado visual do rock’n’roll, tornou-se mais importante do que a música em si – demais, na verdade. Quero dizer, a música deveria ser uma experiência para os ouvidos mais do que para os olhos.

 

Em 1984, Freddie falou sobre a música e como percebeu que ela poderia ser boa e vendável:

 

Considerando que com as músicas de John ou as músicas de Roger, estou meio que chegando lá no estágio inicial. Eles não se importam que eu desmonte e depois monte novamente. Em todos os sentidos. Às vezes eu pego a música inteira. Como ‘Radio Ga Ga’. Eu senti instantaneamente que havia algo, que haveria algo lá. Você poderia transformar isso em uma mercadoria realmente boa, forte e vendável. E acho que Roger estava pensando nisso como apenas mais uma faixa. E eu apenas disse: ‘Não, acho que precisa…’ Então eu praticamente assumi. E ele foi de férias esquiar por cerca de uma semana… e ele disse ‘Ok, você faz o que quiser’.

 

– Radio Ga Ga trouxe o Queen de volta às posições superiores das paradas do Reino Unido e se tornou seu primeiro hit Top Ten desde Under Pressure em outubro de 1981, finalmente alcançando o número 2.

– Um remix estendido, com marca de 6’54, apareceu nas edições de 12″ do single, mas não ofereceu nada revelador, exceto pela extensão de algumas das seções instrumentais e vocais a cappella.

 

– A edição dos EUA, que também apresentava uma versão promocional editada (cortada de 5’48 para 4’23), veio um mês depois e também teve bastante sucesso, alcançando um modesto número 16 nas paradas; infelizmente, isso fez dele seu último single Top 20 na vida de Freddie.

 

Videoclipe

O videoclipe da música foi gravado se utilizando de cenas do filme Metrópolis de Giorgio Moroder. As filmagens aconteceram em 23 e 24 de novembro de 1983. Mostra imagens em preto e branco da banda, em um carro futurista, com cenas de Metrópolis ao fundo, enquanto Roger dirige e Freddie canta.

Roger revelou:

Eu me lembro que tínhamos uma vodka e tônica escondida em algum lugar naquele carro

 

Já Brian disse:

Eu não acho que parecemos particularmente confortáveis neste carro – eu sei que não estava, não acho que John estivesse. Roger tem um trabalho a fazer, dirigindo a coisa, então ele teve sorte, e Freddie tinha um trabalho a fazer, e isso era cantar.

 

– O vídeo então corta para uma visão da banda, agora em cores, levantando os braços em saudação enquanto suas legiões de seguidores (na verdade, membros sortudos do fã-clube), vestidos com ternos e chapéus-coco, imitam seus heróis.

 

 

– Radio Ga tornou-se uma favorita ao vivo. Apresentada pela primeira vez em Bruxelas em 24 de agosto de 1984, permaneceu no set list até o último performance do Queen em 9 de agosto de 1986.

– O Queen também dublou a música durante dois festivais de mímica em 1984: o primeiro no Festival de San Remo em 3 de fevereiro e o segundo em 12 de maio no Montreux Golden Rose Festival, que viu Brian e John imitando junto com as partes do sintetizador.

– Roger mais tarde o incorporou em seus shows solo, e foi tocada na maioria dos eventos pós-Queen, principalmente no O Concerto para a Vida (Tributo a Freddie Mercury) em 20 de abril de 1992, com Paul Young nos vocais.

 

 

– A música foi posteriormente incorporada à turnê Queen + Paul Rodgers de 2005, com Roger correndo para a frente do palco para cantar os versos de abertura enquanto uma bateria eletrônica tocava a introdução; os versos subsequentes seriam cantados por Paul, enquanto Roger retomaria seu lugar mais familiar atrás da bateria.

 

 

– Sem surpresa, a música foi revivida para datas ao vivo com Queen + Adam Lambert.

https://youtu.be/IryzK3Ph29Y

 

Fontes:

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

Complete Works. George Purvis
Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Site: Queen Vault

 

 

Queen The Greatest: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história do Queen até agora.

Uma série de 50 semanas no YouTube que celebra os principais momentos da história do Queen, lembrando-nos por que o Queen e sua música continuam sendo amados em todo o mundo.

Mais de quatro mil e quinhentos aplausos de pé!

Queen The Greatest Episódio 43:  2002: Queen – We Will Rock You: O Rock Teatral

O Queen inicia o novo milênio em grande estilo, conquistando o West End de Londres com seu musical – We Will Rock You, que se torna um fenômeno global.

O Queen The Greatest desta semana volta a lembrar quando o Queen abalou o West End de Londres com o lançamento de – We Will Rock You.

Em maio de 2002, o Dominion Theatre em Londres abriu suas portas pela primeira vez em uma nova experiência teatral de rock ambientada inteiramente com a música do Queen.  We Will Rock You foi amorosamente trazido à vida sob os olhos atentos de Brian May e Roger Taylor, mas foi possível graças ao improvável emparelhamento do Queen com uma lenda de Hollywood após um encontro casual no Festival de Cinema de Veneza.

Roger Taylor:

Tivemos uma série de roteiros dados a nós, e Robert De Niro, estranhamente, se interessou, que veio completamente do campo esquerdo, e disse que estava começando o braço teatral da Tribeca, sua empresa, e ele gostaria nós – este – nosso musical, para ser sua primeira coisa. Então acabamos co-produzindo.

Outra parceria importante envolveu o estimado escritor de comédia, Ben Elton, para criar a história em que as canções de sucesso seriam tecidas.

Roger Taylor:  

E acabou sendo extremamente engraçado, assim como, você sabe, fazendo alguns pontos que Ben normalmente consegue tecer em qualquer coisa que ele faz. E então eu acho que é uma mistura muito boa de ter algo a dizer, ter uma história meio boba, mas muito engraçada e esperançosamente edificante com toneladas e toneladas de hits.

Brian May:  

É engraçado, e também… tem um lado meio sério, tem algo a dizer e acho que vai… É melhor você trazer seu lenço também. Acho que há alguns, alguns momentos em que você sentirá algo, algo bastante triste e sentirá algo bastante pessoal.

Brian May:  

Muitas vezes fizemos pequenas mudanças nas letras e às vezes nenhuma. E de alguma forma eles parecem se encaixar incrivelmente bem na história. Agora, isso não é um acidente. Você sabe, moldamos a história em torno das músicas e moldamos as músicas em torno da história.

Brian May:

  Não é apenas tipo, vamos colocar algumas músicas em uma história. É muito, eu acho, nós sempre levamos nosso trabalho muito a sério. Portanto, esta é uma tentativa genuína se você gosta de fazer algo que permanecerá para o resto do tempo como um musical, e talvez algumas pessoas no futuro esqueçam que essas músicas já tiveram vida em outro lugar. Eu não sei.

Previsivelmente, algumas das reações da imprensa no início foram indevidamente duras, mas isso se mostrou irrelevante à medida que o público do teatro inundou, aplaudindo o show todas as noites e, eventualmente, tornando-o o show mais longo de todos os tempos no Dominion Theatre. – um feito extraordinário que foi marcado em 2012, quando as estrelas se apresentaram para uma apresentação de gala para comemorar o 10º aniversário do espetáculo.

Sam Fox:  Ah, é incrível que já faz dez anos, mostra o quão popular ainda é o rock and roll.

Chris Tarrant: Eu estava aqui na primeira noite, adorei.

Emma Thompson:   Eu já vi cerca de 17 vezes.

Arlene Phillips:   Traga mais dez anos.

Aldo Zilli : Acho que vai durar para sempre. Dez anos não é nada. 

Tim Minchin:   São músicas do Queen; vai durar para sempre, não vai?

Ben Elton:   Nós rimos há dez anos e o público também, então estamos emocionados, absolutamente emocionados.

Brian May:

6 milhões de pessoas estiveram neste prédio para ver o show nos últimos dez anos, mas sempre fizemos coisas novas para o show, apenas mantendo-o vivo e em movimento, evoluindo.

Desde a sua noite de abertura no Dominion em 14 de maio de 2002, We Will Rock You rapidamente se tornou a escolha musical do público no Reino Unido e no exterior. Em seu segundo ano no Dominion, ganhou as principais honras em cinco categorias nos prêmios Theatregoers Choice, incluindo Melhor Novo Musical. Em 2011, nove anos após a abertura da cortina, o espetáculo ganhou o prestigioso Olivier Awards Audience Award, a única categoria votada inteiramente pelo público. O show passou a ganhar uma série de prêmios internacionais para produções em todo o mundo.

Quando o show foi encerrado no teatro Dominion, em Londres, em 31 de maio de 2014, We Will Rock You havia se tornado o show mais antigo de todos os tempos no Dominion por uma margem de nove anos e se apresentou surpreendentes 4600 vezes. Tomando seu lugar de direito na história do West End, o show está orgulhosamente entre os 10 musicais mais antigos de todos os tempos, alcançando mais de quatro mil e quinhentos aplausos de pé!

Internacionalmente também, o show se tornou um fenômeno global, tocando em mais de 20 países e entretendo bem mais de 15 milhões de pessoas.

E hoje, vinte anos depois daquela noite de abertura, We Will Rock You ainda está forte em todo o mundo, e com uma nova turnê prestes a começar no Reino Unido, claramente, o Queen estará agitando o mundo teatral por muitas outras noites.

Semana que vem: Brian no Telhado

Fonte: www.queenonline.com/

O Principado de Rhye que realmente existe e as citações desse Reino mágico nas músicas do Queen !

▪️Boa leitura !

 

O Principado de Rhye

▪️O Principado de Rhye é um dos dois Principados da Colônia de Calsahara, sendo o outro o Principado da Bohemia. Foi criado por Decreto Real do Rei Montague em 2011.

▪️Quando Calsahara proclamou a Independência pela primeira vez, o Rei Montague desejou imprimir a música do Queen na identidade nacional do novo País.

▪️Para tanto, ele nomeou vários lugares do país com base nas canções do Queen, incluindo o único rio de Calsahara como – Os Sete Mares de Rhye. O nome do Principado vem diretamente da canção Lily Of The Valley, que contém a letra: O Mensageiro dos Sete Mares voou, para dizer ao Rei de Rhye que ele perdeu seu trono. (Messenger from seven seas has flown
To tell the king of Rhye he’s lost his throne)

Rei Montague de Calsahara com a bandeira do Principado

 

As canções do Queen com o Mundo Mágico de Rhye

▪️Freddie criou um mundo de fantasia mágico chamado Rhye quando criança, junto com sua irmã Kashmira Bulsara, que aparece em muitas de suas primeiras canções.

▪️A maior parte do Álbum Queen II tem canções que acontecem em Rhye, e uma série de músicas em seu primeiro Álbum, especialmente My Fairy King.

▪️As músicas do Rhye começaram a morrer lentamente, uma vez que começaram a evoluir do Rock Progressivo.

▪️Lily of the Valley de Sheer Heart Attack é realmente a última música que tem qualquer um dos temas medievais de Rhye, e desde que foi interpretada como a música Coming Out  de Freddie, a linha o mensageiro dos sete mares voou para dizer ao Rei de Rhye, que ele perdeu seu trono é quase Freddie saindo do Reino de Rhye.

▪️Uma série de outras canções do Álbum têm os mesmos temas, mas realmente termina em Sheer Heart Attack.

▪️Para resumir as coisas, concluímos que exatamente nove das canções de Freddie estão relacionadas ao conto de fadas de Rhye.

 

01) Seven Seas Of Rhye – (instrumental)

▪️Cada ópera começa com uma abertura. É aqui que a versão instrumental de Seven Seas Of Rhye desempenha um papel. O motivo do piano se repete mais tarde na versão completa da música.

 

02) My Fairy King 

▪️Esta música conta o início da história – de como a terra de Rhye tem sido tão pacífica, cheia de criaturas mágicas lideradas por um Rei reverenciado e sábio. Até uma noite, quando uma criatura maligna de repente atacou o Rei e tirou o poder de sua mão mágica. A criatura envergonhou o Rei das Fadas em todo o seu orgulho, lançando um feitiço sobre ele e drenando a cor de suas asas.

 

03) Lily Of The Valley 

▪️O Rei derrotado grita de tristeza e é informado por um mensageiro que perdeu seu trono para aquela criatura maligna e desconhecida.

 

04) Seven Seas Of Rhye

( com letra )

▪️A criatura maligna finalmente revela à si mesma o seu poder. Ele ameaça os membros mágicos de Rhye e jura que, eventualmente, todos os sete mares estarão sob seu controle.

 

05) In The Lap Of The Gods 

▪️A Rainha de Rhye, que também está sob o feitiço da criatura maligna e, portanto, perdeu suas cores também, canta que fará qualquer coisa que a criatura maligna lhe pedir para fazer (e que apenas os Deuses podem ajudar agora).

 

06) Ogre Battle

▪️Contra sua vontade, a Rainha desencadeia uma batalha brutal com Ogros. A batalha eterna destrói a terra e os mares de Rhye.

 

07) Nevermore 

▪️O Rei vê e não acredita na destruição que a criatura maligna e a Rainha trouxeram para seu reino. O mar secou e a chuva parou de cair. O Rei não encontra mais vida em sua vida.

 

08) March Of The Black Queen 

▪️O clímax da história. A Rainha Negra força todos os membros de Rhye à marchar, incluindo o Rei. Na tentativa de conter os abusos, o Rei lembra à Rainha que ela é uma boa Rainha, um anjo, que costumava trazer amor e alegria. Essa voz de seu passado ajuda a Rainha à se libertar do feitiço e começar a lutar contra a criatura maligna. A Rainha bravamente vence a luta e a criatura maligna se foi para sempre.

 

09) Funny How Love Is

▪️A ópera termina com o Rei e a Rainha celebrando seu amor e sua vitória sobre a criatura maligna junto com todos os membros de Rhye. Suas asas de fada não são mais pretas, mas coloridas novamente. Finalmente, a paz voltou ao reino mágico de Rhye.

 

Se você vê, querida, então está aí. – Freddie Mercury.

▪️Nota

Calsahara fica na Califórnia (Estados Unidos), mais ao norte do Carrizo Plain National Monument, uma área natural protegida dos Estados Unidos.

Tem uma história política alucinante e recente.

 

Fonte – Encyclopedia Westarctica

 

 

 

Em uma entrevista exclusiva para a Express.co.uk, Brian May falou sobre como foi atuar pela primeira vez.

Ele fez sua estreia como ator no Andy and the Band do CBBC como o padrinho do rock. O enredo da história tinha semelhanças com uma cena de Freddie Mercury no filme Bohemian Rhapsody. Isso o convenceu a mergulhar no que pode não ser sua última vez como ator.

Questionado sobre como acabou interpretando uma versão mítica de si mesmo do Planet Rock na televisão infantil, Brian May disse que tudo se devia à sua esposa atriz. O guitarrista do Queen compartilhou:

É apenas uma dessas coisas que surgiram do nada. Minha esposa [Anita Dobson] faz um trabalho maravilhoso na TV e seu agente estava organizando para ela fazer uma aparição na série Andy and the Odd Socks. E eles disseram: ‘Há uma parte que seria perfeita para Brian, você acha que ele consideraria isso?’ Então eu disse a Anita: ‘Olha, estou achando difícil lidar com o que tenho para fazer no momento, acho que não posso aceitar mais nada. Eu não sou realmente um ator, então provavelmente não. Mas Anita olhou para o marido e disse: “Acho que você deveria ler o roteiro antes de dizer não!” Mal sabia a lenda do rock que isso levaria a uma “experiência muito emocional” para ele.

 

Brian compartilhou:

Na verdade, fiquei bastante emocionado ao ler o roteiro; Fiquei meio choroso. Então eu pensei: ‘Não, eu tenho que fazer isso’. A banda da vida real, Andy and the Odd Socks, tem tudo a ver com anti-bullying, todos reconhecem que cada criança é diferente e todos nós devemos nos orgulhar de nossas diferenças. E é por isso que eles são chamados de Odd Socks (meias estranhas); é por isso que eles usam meias estranhas porque elas são um pouco estranhas. Curiosamente, não é um milhão de milhas do que é dito no filme Bohemian Rhapsody.

O ator de 74 anos destacou a cena em que Rami Malek, em sua performance vencedora do Oscar como Freddie Mercury, disse ao empresário John Reid:

Nós somos os desajustados.

O guitarrista do Queen acrescentou:

É meio parecido e há muita verdade nisso. Muitas pessoas acabam em bandas por causa disso: eles são as pessoas estranhas.

Em seu episódio de Andy and the Band série 2, que vai ao ar na próxima semana no CBBC e BBC iPlayer, Brian disse:

É um maravilhoso conto moral para crianças e para mim é algo que está no meu sangue, suponho. É tão divertido apenas assumir esse papel de ser o Padrinho do Rock na minha caverna Rock no Planet Rock! A história é brilhante, não vou dar tudo. Rio, que é o guitarrista, de repente descobre que não consegue encontrar sua air guitar. Sua air guitar é muito importante para ele, mas lhe disseram: ‘Não seja estúpido, air guitar não são reais – supere-se!’ Andy diz: ‘Mas isso é muito importante para ele, é muito real para o Rio. É parte dele, sua air guitar. Então o que eles fazem? Ele diz, ‘Bem, eu vou sair e falar com meu padrinho do Rock.’ E lá vão eles para este Planet Rock e lá estou eu sentado na minha caverna Rock!

Basicamente o que acontece é que ao perder sua guitarra, ele perdeu sua autoconfiança, ele perdeu sua crença em si mesmo. Então é isso que ele precisa descobrir, reencontrar, recuperar. Ele precisa encontrar sua autoconfiança e o Padrinho do Rock consegue encontrar uma maneira para ele fazer isso; para colocá-lo em contato com a parte de si mesmo que acredita em si mesmo e então sua air guitar volta. Portanto, é uma coisa adorável para as crianças verem quem perde a autoconfiança, como todos nós. E é um lembrete de que você não está sozinho e isso pode ser consertado.

 

Na faixa do episódio, Brian disse:

Está muito bem feito. A música que tocamos no show é ótima. Eu não a escrevi, mas contribuo para a forma como ela é organizada e tocada. Além disso, será um single!

 

Em sua primeira vez interpretando um personagem na TV, ele disse:

É uma espécie de estreia como ator. Eu fiz algumas coisas, fiz algumas aparições de comédia como Spamalot do Monty Python. Mas no que diz respeito a um papel de ator direto, que é mesmo sendo um programa infantil, é um drama, então sim, é minha estreia. Eu levei muito a sério. Eu me senti na obrigação de aprender minhas falas e aparecer sabendo o que diabos eu estava fazendo, porque senão você desperdiça o tempo de todo mundo. A Anitta me deu um ótimo conselho. Ela disse: ‘Existem duas regras para ser um ator: você tem que aprender suas falas e não esbarrar na mobília.

Brian May com Andy and the Odd Socks (Imagem: CBBC)

E pelo que parece, a lenda do Queen não está fechando totalmente a porta para mais atuação no futuro.

Questionado sobre por que ele não seguiu os passos de outras estrelas do rock como Mick Jagger e estrelou filmes, Brian disse que isso não o havia tentado no passado.

Ele respondeu:

Não, não até agora. Eu sou uma pessoa ocupada que você vê com muitos caminhos diferentes: Astronomia para Estereoscopia e Direitos Animais. E tentando ser um membro decente da família como pai e avô. Portanto, não há muito espaço para outra carreira, mas nunca se sabe!

“Veja, eu meio que tenho um agente por padrão agora porque o agente de Anita cuidou disso para mim, então ela fez algumas pequenas piadas para mim dizendo: ‘Ok, eu vou encontrar seu próximo papel’, e eu não não sei o quão séria ela é, mas veremos…”

 

Andy and the Band Series 2 chega ao CBBC e iPlayer a partir de 24 de janeiro de 2022. O episódio Planet Rock, com Brian May, será transmitido no CBBC em 27 de janeiro.

 

Fonte: www.express.co.uk 

12° Álbum “A KIND OF MAGIC” – (1986)

One Vision

– A banda decidiu que essa música seria creditada a todos os quatro, mas era basicamente composta por Brian May (acordes) e Roger Taylor (letras). Freddie Mercury estava encarregado da produção e dos arranjos, e ele aperfeiçoou o que os outros compunham.

– Durante toda a sua carreira, as músicas foram creditadas ao membro original da banda que as escreveu, mesmo que outros membros tenham contribuído. Para One Vision, a banda optou por um crédito conjunto, que se tornaria a norma do próximo álbum The Miracle.

– Ela é inspirada no famoso discurso de Martin Luther King Jr. nos degraus do Lincoln Memorial, em 28 de agosto de 1963, tanto que, no texto, a frase “I have a dream” é mencionada várias vezes.

– A canção sempre foi tocada pelo Queen nos concertos da Magic Tour como primeira apresentação. Eles disseram que, de fato, a introdução da música foi “perfeita” para a abertura de um evento como aquele.

– Ela não fez parte do filme “Highlander” como as outras músicas do disco, mas entrou em outra película, “Iron Eagle (Águia de Ferro aqui no Brasil)  estrelado por Louis Gossett Jr.

– O vídeo é caracterizado pela pose conhecida das quatro cabeças dos membros do grupo, exibido pela primeira vez em 1975 com o vídeo de “Bohemian Rhapsody” e depois retomado dez anos mais tarde. John Deacon pode ser visto na bateria em uma breve passagem.

– Vozes estranhas e distorcidas de Freddie podem ser ouvidas no início da música, que também podem ser ouvidas durante a seção de bateria de Roger, porque Brian usou um Fairlight CMI para mostrar e modificar os sons gravados.

– Um documentário foi feito em torno da gravação desta faixa, mostrando os membros da banda trabalhando na música no estúdio com o produtor Reinhold Mack (que trabalhava com a banda desde 1980).

– A banda estava insatisfeita por ter uma equipe de documentários por perto, sentindo que os forçou a agir de acordo com a câmera e não naturalmente como eles mesmos no estúdio. No entanto, foi incluído em muitas compilações de vídeo e no relançamento do álbum A Kind of Magic.

– A última frase da música é Fried chicken (Frango frito), embora inicialmente as palavras fossem One vision.

– Essa mudança foi o resultado de um jogo que a banda costumava fazer às vezes: durante a gravação e composição das letras eram feitas algumas paródias de suas músicas.

– Naquele dia, o grupo comeu frango frito no jantar (em inglês, Fried chicken).

 

A Kind of Magic

– Essa música foi escrita por Roger Taylor. Ele afirmou que escreveu alguns textos, que acabaram sendo a base de One Vision e A Kind of Magic, evidenciados pela demo da música que aparece pela primeira vez no EP bônus de 2011, que mistura os dois textos.

– Mais tarde, sem o conhecimento de Roger, que estava nos Estados Unidos por alguns dias, Freddie aperfeiçoou a letra, acrescentou a linha de baixo e reorganizou a estrutura. Independentemente disso, a nova versão mais pop foi atribuída a Roger.

– Esta versão está incluída no álbum, e foi lançada como um single e incluía Spike Edney, que toca alguns teclados.

– A versão alternativa mais pesada e rock, que também fez sua estreia oficial no EP 2011 Universal Bonus, é apresentada durante os créditos finais de Highlander.

– A frase “A Kind of Magic” (Uma espécie de magia) é a mesma pronunciada pelo protagonista Connor MacLeod (Christopher Lambert) no filme Highlander.

 

One Year of Love

– Composição de John Deacon.

– Na versão do álbum, ele toca o sintetizador Yamaha DX7, há uma orquestra de cordas conduzida por Lynton Naiff e um saxofone tocado por Steve Gregory.

-John decidiu substituir o solo de guitarra por um solo de saxofone após uma discussão com Brian, que não aparece na música.

– Foi lançado como single na França e na Espanha.

– A música aparece durante a cena do bar em Highlander.

 

 

Pain Is So Close to Pleasure

– Foi escrita por Freddie Mercury e John Deacon.

– Esta teria sido uma das últimas vezes que Freddie teria cantado uma canção do Queen completamente em falsete.

– Outra música que ele canta completamente em falsete é Cool Cat, do álbum Hot Space.

– O título da música se refere a um pedaço do texto da música One Year of Love.

– É a 4ª faixa do álbum A Kind of Magic (1986) e é uma das três músicas do disco (as outras duas foram “One Vision” e “Friends Will Be Friends”) que não fazem parte da trilha sonora do filme “Highlander – The Last Immortal”, dirigido por Russell Mulcahy.

 

Friends Will Be Friends

– Composição co-escrita por Freddie Mercury e John Deacon. É uma das últimas baladas de piano de Freddie e alcançou o 14º lugar no Reino Unido.

– Durante a Magic Tour, a música foi tocada entre We Will Rock You e We Are The Champions, as tradicionais músicas finais das performances ao vivo do Queen. Não aparece em Highlander.

– Esse “intervalo” entre as duas últimas músicas não ocorria desde 1977, ou seja, da turnê “News of the World”.

– O vídeo foi filmado na “Wembley Arena” junto com um grande grupo de fãs.

O texto basicamente fala que são os amigos que nos levarão pela mão na adversidade e que permanecerão ao nosso lado para sempre.

– Com relação ao álbum: de acordo com muitos, as duas músicas que veem a colaboração de Freddie Mercury e John Deacon (“Pain Is So Close to Pleasure” e “Friends Will Be Friends”) foram inteiramente compostas por este último que, no entanto, teria decidido co-creditá-las a Freddie como sinal de reconhecimento pela ajuda prestada durante a registração.

 

Who Wants to Live Forever

– Foi composta por Brian May, que também canta a primeira estrofe e o primeiro refrão.

– John Deacon não participou e Roger Taylor tocou algumas partes da bateria eletrônica e contribuiu com os vocais de apoio. Percussão e contrabaixo foram tocados pela orquestra, apesar de Roger e John tocá-los no vídeo.

– A música serve como um “tema de amor” no filme Highlander, pois acrescenta ao enredo secundário do filme como um homem predestinado à imortalidade, conforme o passar dos anos, vê as pessoas envelhecerem e morrerem.

Existe uma versão instrumental da música chamada “Forever”.

– No filme, Freddie também canta a abertura da música, ao contrário da versão do álbum, que é cantada por Brian.

– A música foi apresentada em todos os estágios da turnê do álbum A Kind of Magic. A versão original incluída no álbum tem uma duração de pouco mais de cinco minutos e é a faixa mais longa do álbum. A versão incluída na coleção “Greatest Hits II” na parte final da canção é cortado um segmento musical de vinte segundos.

 

Gimme the Prize (Kurgan’s Theme)

– Foi escrita por Brian May.

– Essa música é caracterizada por sons de heavy metal e também de várias falas do filme, em particular I have something to say: It’s better to burn out than to fade away (Eu tenho algo a dizer: É melhor queimar do que desaparecer) e There can be only one (Só pode haver um).

– Essas falas são ditas por Kurgan, principal antagonista do filme Highlander. Por isso a música foi legendada “Tema de Kurgan”.

– Dentro da música são audíveis efeitos sonoros como lutas de espadas, várias risadas de Kurgan e tiros como os apresentados no filme.

– A música está ligada a outra composição semelhante do álbum: Princes of the Universe.

 

Don’t Lose Your Head

– Música composta por Roger Taylor e apresenta a cantora Joan Armatrading em uma participação vocal especial.

– A canção tem o nome de uma frase citada no filme Highlander e é tocada por um curto período de tempo quando Kurgan sequestra Brenda.

– A música então segue em um cover de Theme from New York, New York, embora seja apenas um pequeno clipe. Este cover não tem nada a ver com a canção chamada New York (demo) inserida no Box Set comemorativo intitulado Freddie Mercury Solo Collection, lançado em 2000.

– Uma versão instrumental da canção intitulada A Dozen Red Roses for My Darling é o lado B de A Kind of Magic.

– Junto com Gimme the Prize, são as únicas peças de A Kind of Magic que não foram lançadas como single.

Essa música nunca foi tocada ao vivo em shows ou turnês do Queen.

 

Princes of the Universe

– É a trilha sonora do filme Highlander e foi escrita por Freddie Mercury.

– É um trabalho bastante complexo e pesado e mostra o Queen voltando às raízes do hard rock e do heavy metal. A música é tocada nos créditos de abertura do filme.

– O videoclipe usa clipes e cenários do filme, bem como uma participação especial de Christopher Lambert, “lutando” com Freddie no Silvercup Studios, que era uma locação do filme.

– Christopher Lambert usa a espada para “combater” com Freddie e este defende-se com o seu microfone a meia haste!

– Com muitos efeitos especiais, o clipe foi dirigido pelo próprio diretor de Highlander, Russell Mulcahy.

 

 

Postagens anteriores:

1 -Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 1/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

2 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 2/15 – Queen II – por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

3 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 3/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

4 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 4/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

5 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 5/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

6 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 6/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

7- Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 7/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

8 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 8/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

9 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 9/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

10 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 10/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

11 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 11/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

No ano de 2021, o Queen conquistou os Estados Unidos!

Vejam algumas posições nas diferentes paradas dos Estados Unidos que a banda conseguiu no ano passado:

-Álbuns do Catálogo – No.1 – Greatest Hits
– Artistas de álbuns de hard rock – No.1 – Queen
– Artistas de vendas de músicas digitais de Hard Rock – No.1 – Queen
– Artistas Top Hard Rock – No.2 – Queen
– Artistas Top de Álbuns de Rock – No.3 – Queen
– Catálogo de Artistas – No.3 – Queen
– Artistas da Billboard 200 – Duo/Grupo – No.4 Queen
– Artistas de músicas de streaming de rock – No.6 – Queen
– Principais artistas de rock nº 7 – Queen
– Artistas Top – Duo/Grupo No.9 – Queen
– Músicas de streaming de rock #9 – Bohemian Rhapsody
– Parada de álbuns da Billboard 200 #23 -Greatest Hits
– Artista da Billboard 200 #36 – Queen
– Principais artistas #69 Queen
– Billboard Global  #87 – Bohemian Rhapsody

 

Fonte: www.queenonline.com

Há exatos 37 anos atrás, no dia 18 de janeiro de 1985, o Queen fazia a sua segunda e última apresentação no Festival Rock In Rio, com Freddie Mercury nos vocais.

Vamos conhecer então a história da música que a banda criou especialmente para o evento?

 

Rock in Rio Blues

Data de lançamento: 11 de dezembro de 1995
Posição nas paradas: 6° lugar na parada britânica; Não foi lançado nas paradas americanas.

  1. A Winter´s Tale
  2. Thank God It´s Christmas
  3. Rock In Rio Blues

 

Nos dias 11 e 18 de janeiro de 1985, o Queen se apresentou no Festival Rock In Rio, para um público estimado em torno de 300 mil pessoas. Elas testemunharam o espetáculo e os destaques do show foram editados e transmitidos em toda a América do Sul para mais de 200 milhões de pessoas.

A música Rock in Rio Blues foi criada especialmente para as apresentações do Queen no Festival.

Gravado durante o Festival Rock In Rio em janeiro de 1985, é baseado na “jam” que foi lançada no Live At Wembley ’86 em 1992, com letras escritas especialmente para os cariocas.

A versão dos EUA tem um fade-in adequado e um fade-out ligeiramente diferente, enquanto a versão do Reino Unido tem uma introdução mais áspera.

Rock In Rio Blues, foi lançada no CD single de A Winter’s Tale em dezembro de 1995 e como o lado B da edição americana de ‘Too Much Love Will Kill You’ em janeiro de 1996.

No episódio 29 da série Queen The Greatest é totalmente dedicado à apresentação do Queen no festival.

Veja  aqui

 

 

 

Rock In Rio Blues

Let’s play the rock in Rio blues baby
We’ve come to do rock in Rio with you baby
Eh, yeah, yeah
Woh!

Rock in Rio night baby
It’s rock in Rio night
Ah, ah, aye
Everybody’s having, eh, woh
Oh, oh, oh, oh
Woh, woh, woh, woh, wah

Get in to the rock in Rio business hey
Rockin’!
Ah
M-m-m-m-m-m-m-m-m-m-m-m-m-m woh, wah
Yeah, hey, hey
M-m-m-m-m-m-m-m-m-m-m-ah
Baby I like it
Woh, woh, woh, woh, woh, woh, woh, woh, woh
Yeah
Woh

This song was especially for you music lovers
All you rock in Rio people
Thank you very Much

 

Tradução

Rock In Rio Blues

Vamos tocar rock no blues do Rio baby
Viemos fazer rock no Rio com você, baby
Sim, sim
Woh!

Bebê rock in Rio à noite
É noite do rock in Rio
Ah sim
Todo mundo está tendo, eh, woh
Oh, oh, oh, oh
Woh, woh, woh, woh, wah

Entre no negócio do rock in Rio hey
Rockin ‘!
Ah
Mmmmmmmmmmmmmm woh, wah
Sim, ei, ei
Mmmmmmmmmmm-ah
Amor eu gosto
Woh, woh, woh, woh, woh, woh, woh, woh, woh
Sim
Woh

Essa música foi especialmente para vocês, amantes da música
Todo o pessoal do rock in Rio
Muito obrigado

 

 

Fontes:

ROCK IN RIO BLUES (TRADUÇÃO) – Queen – LETRAS.MUS.BR

www.queenpedia.com

www.queenvault.com

www.queenonline.com

Queen: The Complete Works – Georg Purvis

 

B-Sides – See What A Fool I´ve Been – Queen Net

B-Sides – Hijack My Heart – Queen Net

B-sides – Thank God It’s Christmas: A canção de Natal do Queen – Queen Net

B-Sides – Hang On In There – Queen Net

 

Now I’m Here

Data de lançamento: 17 de janeiro de 1975
Álbum: Sheer Heart Attack
Melhor posição nas paradas: 11° lugar na parada britânica. O single não foi lançado nos Estados Unidos

Lado A: Now I’m Here (Brian May)
Lado B: Lily Of The Valley (Freddie Mercury)

Na primavera de 1974, o Queen participou de uma turnê com o Mott The Hoople (março-maio de 1974), e descobriu os Estados Unidos. Now I´m Here fala sobre essa turnê e sobre os encontros que aconteceram nessa época.

Brian declarou:

A turnê americana […] me surpreendeu. Fiquei impressionado com a incrível aura que a música rock tem na América.

Na música, May faz uma clara referência ao Mott the Hoople quando diz: Down in the city just Hoople and me (Na cidade apenas Hoople e eu).

Outra referência à viagem aos Estados Unidos está na frase: Down in the dungeon just Peaches and me (Lá embaixo na masmorra apenas Peaches e eu). Supõe-se que Peaches, era uma referência a uma garota americana por quem Brian se apaixonou e posteriormente cobiçaria.

Este foi um ano muito ruim para Brian porque ele ficou doente (gangrena, hepatite e úlcera duodenal), e caiu em depressão porque achava que a banda o substituiria. Mas aconteceu exatamente o contrário, o apoio que ele recebeu da banda permitiu que ele escrevesse músicas quando se sentia bem o suficiente.
A inspiração rítmica e lírica de Now I´m Here é extraída dos Estados Unidos:

Nós fizemos algumas coisas antes de eu ficar doente, disse Brian sobre as sessões, mas quando voltei eles fizeram muito mais, incluindo algumas de backing tracks de músicas de Freddie que eu não tinha ouvido, como Flick Of The Wrist, que me empolgou e me deu muita inspiração para voltar lá e escrever um pouco – Now I’m Here foi feito nesse período. Essa música é sobre experiências na turnê americana, o que realmente me surpreendeu. Fiquei impressionado com a incrível aura que a música rock tem na América.

Nesta música, Brian, que não apenas encontrou sua voz como compositor, mas também cresceu muito nos arranjos de guitarra. A música começa com um riff de guitarra cru sobre os vocais carregados de eco de Freddie.

Ela está repleta de harmonias vocais, guitarras triturantes e uma seção rítmica constante. O uso sutil de piano e órgão, tocados por Brian e Freddie respectivamente, adiciona textura à música e conduz bem ao solo de guitarra. Este é o segundo e último single de Sheer Heart Attack.

 

A música sempre foi tocada ao vivo desde a sua estreia e 31 de outubro de 1974 até 9 de agosto de 1986, exceção de Hyde Park em 1976 e Live Aid em 1985. A partir de 1978, a música assumiu uma forma diferente porque Freddie fazia uma improvisação que incorporava o público.

 

Ela foi tocada no Concert for Life (Tributo à Freddie Mercury) pelo Def Leppard, mas com Brian na guitarra; ele também apareceu em um show do Def Leppard em 9 de setembro de 1987, onde ele tocou a música com a banda.

 

Vídeo Tributo à Freddie Mercury

 

Def Leppard & Brian May

 

O guitarrista também incorporou a música em suas turnês Back To The Light de 1992 e 1993, mas não a incluiu em suas turnês Another World de 1998.

Durante o Expo ’92 Guitar Festival em Sevilha, a música foi tocada com Gary Cherone e Paul Rodgers nos vocais, e com guitarra adicional de Joe Satriani, Steve Vai, Nuno Bettencourt e Joe Walsh.

Também foi tocada em 25 de novembro de 1999 com o Foo Fighters, durante um show em que Brian e Roger foram convidados.

 

Um dia antes da música ser lançada, a banda se apresentou no No Top of the Pops (16 de janeiro de 1975) e Brian May ao invés de tocar com sua Red Special, apareceu com uma Gibson Les Paul.

 

Produção
Nesta faixa, Roy Thomas Baker fez experiências sonoras e usou um atraso na voz de Mercury para repetir suas palavras e harmonizar os finais das frases. Nas versões ao vivo, May faz o efeito graças às suas caixas Echoplex. O riff de guitarra principal em Now I’m Here é uma homenagem ao rock ‘n’ roll dos anos 1950, especialmente na longa parte instrumental no final da música, onde a guitarra nos leva de volta a grande era de Chuck Berry e Carl Perkins. As improvisações de guitarra de May adicionam um toque rockabilly à última sequência da música, que geralmente era estendida durante as apresentações ao vivo e era muito apreciada pelo público por sua sensação nostálgica. Como uma última piscadela para esse estilo musical que o Queen tanto amava, Freddie Mercury canta Go, Go, Go Little Queenie às 3:50, homenageando Chuck Berry ao retomar o refrão de seu hit Little Queenie, lançado em 1959.

 

Lily Of The Valley

É uma música de autoria de Freddie e encerra o medley do álbum Sheer Heart Attack. Com apoio de um piano e bateria, baixo e guitarra usados com moderação, Lily Of The Valley é um apelo de amor sincero.

A linda conclusão de Freddie para o medley de Sheer Heart Attack é Lily Of The Valley, um apelo sombrio para o amor com um apoio de piano doce, com bateria, baixo e guitarra usados com moderação.

Brian comentou sobre a música na revista Mojo em 1999:

As coisas de Freddie eram tão fortemente camufladas, liricamente. Não muito acessível. Lily Of The Valley foi totalmente sincero. Trata-se de olhar para sua namorada e perceber que seu corpo precisava estar em outro lugar. É uma grande obra de arte, mas é a última música que seria um sucesso.

A música também foi lançada na reedição americana de Keep Yourself Alive.

 

 

Fontes:

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

Complete Works. George Purvis
Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Site: Queen Vault

 

Queen The Greatest: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história do Queen até agora. Uma série de 50 semanas no YouTube que celebra os principais momentos da história do Queen, lembrando-nos por que o Queen e sua música continuam sendo amados em todo o mundo.

 

Queen The Greatest Episódio 42. 1996 Queen + Béjart: Ballet para as massas

Revisitando a extraordinária colaboração entre Queen, Versace e o revolucionário coreógrafo, Maurice Béjart (com um pouco de Mozart adicionado para uma boa medida!) – e apresentando o que seria a última apresentação ao vivo de John Deacon.

Pensamos ‘oh querida’, porque é uma coisa estranha para nós, em primeiro lugar, não tocamos há Deus sabe quanto tempo. Não temos cantor. É uma música e você tem que ter uma produção inteira para uma música, uma performance. E então esta mensagem veio de Elton dizendo: ‘Vamos tocar’”. – Brian May.

 

E essa foi a última apresentação de John (Deacon) e eu poderia dizer que ele não estava feliz porque estava muito, muito nervoso e ficou gravemente traumatizado por perder Freddie. Roger Taylor.

O Queen The Greatest celebra esta semana uma colaboração verdadeiramente inovadora: a criação do Ballet For Life do Queen e da lenda do balé francês Maurice Béjart.

Inspirado pelo álbum Made in Heaven do Queen e movido pelo desejo de lançar luz sobre a pandemia de AIDS e a tragédia das pessoas que morreram muito jovens por causa disso, o coreógrafo de renome internacional, Maurice Béjart, abordou o Queen com uma extraordinária visão para um novo balé que se inspiraria nas vidas de Freddie Mercury e do ex-dançarino principal de Béjart, Jorge Donn, ambos perdidos para a AIDS.

Roger Taylor:  

Conheci Maurice Béjart na inauguração da estátua (de Montreux) para Freddie. Ele era um homem fascinante e seus olhos azuis de aço se iluminavam e ele carregava você junto com seu entusiasmo.

 “Ficamos encantados que alguém quisesse fazer algo tão criativo com a música. Então você sabe, por que não?”

Brian May:

Como poderíamos dizer ‘não’ para um gigante das artes…, você sabe, vindo até nós e nos perguntando se ele pode usar nossa música? Que coisa maravilhosa aconteceu. Quero dizer, sim.” 

Com o extenso e eclético catálogo de músicas do Queen para escolher, Béjart começou a criar um balé que interpretava algumas das músicas mais icônicas da banda de maneiras completamente novas.

Béjart também habilmente adicionou algumas músicas de Mozart à mistura e, à medida que o balé tomou forma, ele recorreu a Gianni Versace para desenhar os figurinos.

Roger Taylor:

Nós sempre tivemos uma regra de usar preto ou branco no palco, e Gianni Versace fez os figurinos maravilhosos, e ele seguiu esse tipo de regra. E eles são muito imaculados, e eu acho que eles estão ótimos.

Roger Taylor:

Maurice realmente levou em conta alguns dos aspectos de nossa performance ao vivo, incluindo cores e iluminação. Parece muito vivo. Parece muito moderno.

A estreia de janeiro de 1997 no Théâtre de Challot em Paris incluiu uma apresentação do Queen acompanhado por Elton John que viria a ser outro marco na história da banda.

Brian May:  

O primeiro show público seria em Paris, e conversamos sobre estar lá e dissemos que gostaríamos de estar lá.

Brian May:

Nós pensamos ‘oh querido’, porque é uma coisa estranha para nós, em primeiro lugar, nós não tocamos por Deus sabe quanto tempo. Não temos cantor. É uma música e você tem que ter uma produção inteira para uma música, uma performance. E então esta mensagem veio de Elton dizendo: ‘Vamos tocar’. 

Roger Taylor:  

E essa foi a última apresentação de John (Deacon) e eu poderia dizer que ele não estava feliz porque ele estava fumando incansavelmente e muito, muito nervoso e ficou gravemente traumatizado por perder Freddie.

Brian May:

Deacy, nosso querido amigo John, acho que ele não chegou nos mesmos lugares que nós. E John está lá, mas John está desesperadamente desconfortável com a coisa toda. Você pode ver que ele meio que todo o seu corpo está reagindo contra isso.

E no final, ele diz, nunca mais poderei fazer isso. Eu não posso fazer isso. E era verdade, essa foi a última vez que ele tocou conosco, John, em público.

Maurice Béjart:  

Não sou o juiz do meu trabalho. Eu amo meus trabalhos. Claro, eu amo muito o último. Eu amo muito aquele que as pessoas amam porque é natural. Mas um artista nunca se voltará para assistir ao seu passado.

O Ballet For Life foi uma parte fundamental da história do Queen, e 25 anos depois ainda está muito vivo e continua a fazer turnês, entreter e encantar o público em todo o mundo.

Roger Taylor:

Fiquei muito satisfeito por ter a música aliada ao maravilhoso balé de Mozart, Versace e Maurice Béjart. Levou-nos para outra esfera.

Brian May:  

Ele fez algo muito grande para nós. Mudou a maneira como nos sentíamos sobre a continuidade da vida da música Queen no mundo, e estou muito feliz, muito orgulhoso daquele momento em que Queen e Mozart e Maurice Béjart se reuniram em um só lugar.

Queen + Béjart: Ballet For Life filme performance dirigido por David Mallet. Filme documentário dirigido por Lynne Wake.

Foto: John Deacon, Roger Taylor, Elton John, Maurice Béjart, Brian May, Théâtre de Challot, Paris, janeiro de 1997 por Richard Young.

Semana que vem: 2002 We Will Rock You – O Rock Teatral

 

Fonte: www.queenonline.com

. Porque estamos na época do Rock In Rio ❗

. Frank Sinatra e Queen ajudando o Rock in Rio de 85 –

Como Roberto Medina criou o Rock in Rio com a força de Frank Sinatra !

Roberto Medina

▪️Em constantes entrevistas à imprensa, Medina sempre gosta de enfatizar que o primeiro Rock in Rio em 85 só foi possível com a ajuda de Sinatra …. Sim, Frank Sinatra, o falecido cantor e ator americano, que passa muito longe do perfil de roqueiro.

▪️Quem vibrou com a performance do Queen, presente no primeiro Rock In Rio e no de 2.015, não tem ideia de que tudo aquilo foi possível graças à perseverança de Medina — e uma mãozinha dada por Frank Sinatra.
Sem Sinatra, o Rock in Rio dificilmente teria saído do papel e se tornado o maior Festival de Rock e música pop de todos os tempos.

▪️Naquela época, nos anos 80, as Bandas internacionais torciam o nariz para o Brasil. Os empresários brasileiros desse mercado tinham fama de não cumprir os acordos comerciais dos contratos e cancelar shows em cima da hora.

▪️A sorte de Medina é que, em 1.980, ele conseguiu promover um show histórico de Frank Sinatra no Maracanã, que chegou à reunir 175.000 pessoas e entrar para o Livro dos Recordes. O empresário ganhou moral com o astro americano e, a partir daí, começa de fato a história do Rock in Rio.

Frank Sinatra e Roberto Medina

Padrinho de peso –

▪️Depois de tentar fechar contratos com 70 Bandas e ouvir 70 nãos, Medina apelou para o amigo Sinatra. Ligou para o cantor e contou detalhes do seu projeto. Sem cobrar nada por isso, Sinatra participou de uma coletiva para promover o evento e as Bandas começaram a ver com outros olhos o Rock in Rio.

Depois disso, eu pude até escolher as atrações, pois todos que tinham dito não vieram me procurar. – diz Medina.

▪️Ozzy Osbourne e o Queen foram os primeiros à acertar sua participação no evento. O Queen – que tinha grande peso e credibilidade pra incentivar os outros artistas à se apresentarem no Festival.

▪️Diz Medina que o empresário do Queen – Jim Beach – também o ajudou bastante, aliás o Queen teve peso essencial para incentivar outros artistas à virem pro Rio.

▪️Nesse momento, o jogo virou, e Bandas consagradas se voluntariaram para vir ao Brasil. O cachê mais alto foi pago ao Queen – US$ 600 mil (equivalentes a R$ 3.320.000,00 atuais).

▪️Roberto Medina deu essa entrevista em sua sala de estar, na sua casa, com uma grande tela atrás de si, e fala orgulhoso

Eu sou muito fã do personagem Dom Quixote, de Cervantes. Esse quadro é de autoria de Salvador Dalí e me foi presenteado pelo cantor Freddie Mercury, do Queen, já falecido. 

▪️Era o que Dom Quixote dizia

Lutar com todas as suas forças para realizar o impossível é a história da minha vida…… Por isso, eu sou fã de Dom Quixote …. Roberto Medina

Fonte para base e composição de texto – Forbes e Exame

Frank Sinatra cantando My Way no show do Maracanã, Rio de Janeiro em 1980. (a banda Bon Jovi cita Frank Sinatra e a música My way na música It´s My Life)

Innuendo (single)

Data de lançamento: 14 de janeiro de 1991

Melhor posição  nas paradas: primeiro lugar na parada britânica. O single não foi lançado nos Estados Unidos.

Lado A: Innuendo

Lado B: Bijou

Mesmo já tendo se reinventado várias vezes e explorado várias vertentes musicais, o Queen sabia que precisava lançar um álbum que superasse todas as expectativas. Essa necessidade vinha do fato de que eles estavam ficando sem tempo por conta da doença de Freddie e precisavam lançar um álbum que superasse os anteriores. Algumas músicas foram calculadas, e outras não, como a faixa-título INNUENDO, que foi composta durante uma jam session no Mountains Studios entre os integrantes da banda e o produtor David Richards, que participou improvisando letras.

Com a ideia básica da música em mãos, Roger assumiu o controle da letra e Freddie foi o arranjador, e influenciado pelo seu trabalho com a soprano espanhola Montserrat Caballé, ele resolveu que a música teria um som espanhol.

Sua estrutura lembra um pouco The March of The Black Queen ou Bohemian Rhapsody.

A capa e a parte interna do álbum apresentavam uma ilustração do cartunista Grandville que tinha sido colorida por Richard Grey, intitulada Melody for Two Hundred Trombones.

 

Em uma entrevista em 2002, Roger falou sobre a letra:

Uma colaboração  em grupo, mas eu escrevi a letra.

Brian disse à revista Guitarist em 1994 que a música

começou como a maioria das coisas, com a gente apenas brincando e encontrando um groove que soava bem. Todos nós trabalhamos no arranjo. Freddie começou o tema das palavras enquanto cantava, então Roger trabalhou no resto delas. Eu trabalhei em alguns arranjos, particularmente na parte do meio, então havia uma parte extra que Freddie fez para o meio também. Basicamente se juntou como um quebra-cabeça.

 

Tem o ritmo do tipo bolero, uma faixa muito estranha. Esse vai ser o primeiro single aqui. É um pouco arriscado, mas é diferente, e você ganha tudo ou perde tudo. Tinha um bom som e sensação, e ficamos com isso. O motivo espanhol é sugerido desde o início: aqueles pequenos riffs no início são uma espécie de Bolero. Parecia a coisa natural explorar essas ideias em um violão, e isso foi evoluindo gradualmente. Steve Howe ajudou e fez um trabalho fantástico. Adoramos todas essas coisas – é como uma pequena aventura na terra da fantasia, disse Brian em uma entrevista de 1991 ao Guitar World.

Steve Howe, guitarrista do Yes estava no Mountain Studios, produzindo o álbum Voyagers de Paul Sutin, na mesma época que o Queen estava lá gravando a música.  Freddie reconheceu Steve nos corredores e o convidou para ouvir, antes de Brian pedir que ele contribuísse com um pouco de guitarra flamenca para a faixa.

Steve Howe e Brian May

Steve disse em seu site sobre a ocasião:

Eles me tocaram ‘Innuendo’ e eu disse, ‘Sim, heavy metal flamenco!'”, E então Brian diz: ‘Olha, eu gostaria que você tocasse nisso’, e eu disse: ‘Você está brincando, parece ótimo, deixe como está’, e ele disse: ‘Não, não, não, eu quero que você toque nele, eu quero que você toque muito rápido, eu quero que você corra muito com a  guitarra.’ Depois fomos jantar. Então voltamos ao estúdio e eles disseram que realmente gostaram disso e eu disse tudo bem, vamos com isso. Então eu saí muito feliz… Uma coisa engraçada aconteceu um pouco depois, eu estava em uma balsa indo para a Holanda e nessa balsa, que demora muito, cinco horas, estavam membros do fã-clube do Queen, todos indo para Rotterdam para um evento do Queen, e alguns deles me viram e vieram correndo e disseram: ‘Você é Steve Howe! Você está no ‘Innuendo’!’ … Minhas lembranças do Queen sempre serão emocionantes porque eles eram uma ótima banda e foi ótimo, foi realmente uma emoção fazer parte disso, e obrigado por me perguntar.

Innuendo  foi lançada como o primeiro single do álbum de mesmo nome em janeiro de 1991, quando recebeu críticas mistas, mas ficou nas paradas em primeiro lugar, embora por apenas uma semana, tornando-se o terceiro single nº 1 do Queen em sua carreira.

Apoiado com Bijou, o single foi comparado a Bohemian Rhapsody, mas quebrou o recorde anterior do Queen de marcar um single número 1 com uma música que durou pouco menos de seis minutos: Innuendo tem 6’31 minutos, tornando-se assim o single número um mais longo da história do Queen. Uma versão estendida do single apareceu nas versões de 12” e  no CD: somando meros 17 segundos ao tamanho da música original, a música termina não como um fade-out, mas com uma explosão que se transforma em um vendaval com força total (apropriadamente, isso foi apelidado de ‘Versão Explosiva’).

 

Acho que Innuendo foi uma daquelas coisas que podem ser grandes – ou nada. Tínhamos os mesmos sentimentos sobre Bohemian Rhapsody. É um risco, porque muitas pessoas dizem: ‘É muito longo, é muito envolvente e não queremos tocá-lo no rádio’. Ou pode acontecer que as pessoas digam: ‘Isso é interessante, novo e diferente e vamos arriscar’. disse Brian à Vox em 1991. 

Roger concordou com o sentimento de Brian, dizendo na revista Rip:

Grande, longo e pretensioso! Passa por muitas mudanças.

Vídeo

O vídeo da música ficou a cargo dos Torpedo Twins e do animador da Disney Jerry Hibbert e ganhou o prêmio de melhor vídeo de animação em 1991. No final o grupo precisou fazer duas versões para o vídeo: uma para adultos, com imagens da intervenção americana no Kwait (Guerra do Golfo) e outra mais adequada para os mais jovens, onde as imagens da guerra foram removidas.  O vídeo usa fotos pré-existentes da banda, redesenhadas no estilo de diferentes artistas: Roger ganhou a imagem de Jacson Pollock, Freddie foi retratado como Leonardo da Vinci, John como Pablo Picasso e Brian foi retratado como um artesão do império Vitoriano. A única transmissão ao vivo que a música recebeu foi no Concert For Life em 20 de abril de 1992, (Tributo à Freddie Mercury) com o ex-vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant, cantando os vocais principais.

Freddie me disse que eles escreveram a letra como uma homenagem ao Led Zeppelin, disse Plant em 2002.

O resultado está longe de ser inspirado, com Plant aparentemente ausente dos ensaios no dia em que deveria aprender a letra, mas reconheceu o aceno para Kashmir do Led Zeppellin.  Por causa de sua performance abaixo da média, Plant pediu que a música não fosse incluída nos lançamentos oficiais do Tributo.

 

Bijou

É um dueto de guitarra e teclado entre Brian e Freddie. É uma canção de amor comovente, e é uma linda introdução ao triste encerramento do álbum Innuendo, que se encerra com The Show Must Go On.

Posteriormente, Brian disse que a música Where Were You de Jeff Beck, de 1989 foi uma influência para Bijou.

A guitarra Red Special de Brian canta os versos e  Freddie fornece um vocal curto.

Foi lançado em vinil e  a versão completa também apareceu como o lado B do Reino Unido de Innuendo em janeiro de 1991 e depois o lado B dos EUA de These Are The Days Of Our Lives mais tarde.. Mais notavelmente, a música recebeu sua estreia ao vivo em 2008 na turnê Queen + Paul Rodgers (The Cosmos Rock), vindo logo após o solo de guitarra  de Brian. Para adicionar mais pungência a este momento já pesado, imagens de Freddie e John passaram nas telas atrás do palco, provocando aplausos da plateia.

 

A música de Jeff Beck que inspirou Bijou:

 

Bijou ao vivo na turnê The Cosmos Rock

 

Fontes:

Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

Complete Works. George Purvis
Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Site: Queen Vault

 

Hang On In There

Data de lançamento: 2 de maio de 1989
Posição nas paradas: 3° lugar na parada britânica; 50° lugar nas paradas americanas. Lado A: I Want It All (Queen)
Lado B: Hang On In There (Queen)

Durante as sessões para a gravação do álbum The Miracle, que se iniciaram em 1988, a banda realizou muitas jam sessions e uma das primeiras músicas a serem gravadas foi o rock acústico A Fiddly Jam que depois se tornaria Hang On In There.  A música foi iniciada por Freddie e podemos ver que ele estava falando da sua própria condição, pois estava sofrendo com a Aids e mesmo assim tentava passar uma mensagem de otimismo. A música não foi incluída no The Miracle, mas foi lançada como o lado B de I Want it all e como uma faixa bônus do CD.

Existe também uma versão da música lançada no jogo The Eye.

 

Versão original

 

A Fiddly Jam: Demo Original – Não lançada

https://youtu.be/lvmTVp8rcAs

Hang On In There (intro) – Queen – The Eye Album (1998)

https://youtu.be/t-bUyYFjQXE

 

Ficha técnica

– Escrito por Queen

– Produzido por Queen e David Richards

Músicos:

Freddie Mercury – vocais e backing vocals, piano, teclados

Brian May – guitarras, teclados (?)

John Deacon – baixo

Roger Taylor – bateria

Tamanho da música 3:46

 

Cd lançado no Reino Unido

 

         

Versão japonesa do vinil de 7″ do single

 

Letra da Música – Hang On In There

 Don’t let go don’t lose your mystique  – Não desista, não perca sua mística
Wait a little longer
– Espere mais um pouco
Tomorrow brings another feast
– Amanhã traz outra celebração
Don’t let go don’t lose your reputation –
Não deixe ir, não perca sua reputação
Thank God you’re still alive
– Graças a Deus você ainda está vivo
You’re still in one piece
– Você ainda está inteiro

Hang on in there don’t lose your apetite – Aguente firme, não perca o apetite
Hang on in there forget the danger signs –
Aguente firme, esqueça os sinais de perigo
Pray for that magical moment (straight ahead) and it will appear –
Reze pelo momento mágico (bem à frente) e ele surgirá
Don’t fight for lost emoticons –
não lute por emoções perdidas
Wait for the Sunrise –
Espere pelo nascer do sol
And everything will seem so clear –
E tudo vai parece tão claro
(Look straight ahead look straight ahead) –
(olhe pra frente, olhe pra frente)
Hang on in there (hang on in there) –
Aguente firme (aguente firme)
Hang on in there (hang on in there) –
Aguente firme (aguente firme)
Your wish will be granted –
Seu desejo será concedido
All your problems will disappear –
todos os seus problemas vão desaparecer

 

Don’t be a fool you haven’t reached your peak – Não seja bobo, você ainda não atingiu seu máximo
You got a fast car racing up inside you –
Você tem um carro de corrida dentro de você
Your life is incomplete –
Sua vida está incompleta
Hang on in there hang on in there –
Aguente firme, aguente firme
Pray for that magical moment and it will appear –
Reze pelo momento mágico e ele surgirá
(Wait for that moment) –
(espere por esse momento)
Wait for the Sunrise –
Espere pelo nascer do sol
Just wait and see and it will seem so clear –
Espere só e tudo vai ser tão claro

Let’s go let’s go – Vamos lá, vamos lá!
OK now do the change now –
Ok, faça a mudança agora
Yeah hang on in there –
Yeah, aguente firme
Hang on in there –
Aguente firme
Yeah yeah

 

 

Fontes: Queen: Complete Works – Georg Purvis

www.queenpedia.com

www.letras.mus.br

www.queenvault.com.br

 

 

B-Sides – See What A Fool I´ve Been – Queen Net

B-Sides – Hijack My Heart – Queen Net

B-sides – Thank God It’s Christmas: A canção de Natal do Queen – Queen Net

Recentemente nosso amado baterista Roger Taylor concedeu uma entrevista para a Classic Rock e falou de vários assuntos.

Vejam a entrevista na íntegra.

 

 

Os últimos 18 meses de pandemia e terror existencial foram bons para Roger Taylor. Forçado a uma pausa prolongada de turnês pelo mundo com o Queen, o veterano baterista, compositor e vocalista começou a mexer em seu estúdio em Surrey durante os primeiros dias de confinamento. Em pouco tempo, um álbum solo inteiro começou a tomar forma, Taylor seguiu regras rígidas de distanciamento social tocando quase todos os instrumentos ele mesmo.

Ele explica:

Acho que o confinamento parecia estimular um surto criativo. Eu tinha algumas músicas que surgiram nos últimos três ou quatro anos, e então eu tive uma onda de sangue na cabeça e de repente percebemos que isso daria um bom álbum.

Lançado em outubro com boas críticas, Outsider termina um 2021 tranquilo em uma nota triunfante para Taylor. Seu sexto álbum solo, estreou em 3º lugar na parada britânica, sua maior colocação fora do Queen. Suas reflexões e reflexões sobre mortalidade, arrependimento, amor e os ritmos eternos da natureza claramente atingiram muitas pessoas nesses tempos assombrados pelo vírus.

“Outonal” é uma palavra muito boa para isso. É um pouco nostálgico e melancólico e um pouco mais adulto do que meus últimos álbuns, ele diz.

Por todos os seus motivos de meia-idade, Outsider não está totalmente livre de momentos hard-rocking, com Taylor grunhido lascivamente enquanto ele dá umas pancadas no kit de bateria na música More Kicks.

Oh sim, eu ainda posso bater longe, acredite em mim. Mas eu gosto de pensar que eu bato com mais sutileza nos dias de hoje. Talvez não tenha tanto poder, mas mais técnica. Meu filho Rufus tem todo o poder agora. Ele toca no The Darkness. Ele é possivelmente o baterista mais barulhento do mundo, ele diz com uma risada

Clímax de fora com Journey’s End, uma ambiciosa mini-sinfonia que marca ainda mais tempo do que Bohemian Rhapsody. Exuberante e cinematográfica, a maioria das pinturas sonoras ruminativas do álbum são ricas em ecos de David Bowie, John Lennon e Pink Floyd, mas longe do som do clássico Queen.

Eu não tento parecer com ninguém. Eu não tento soar como Queen ou não soar como Queen, eu só quero que seja eu. Você menciona Pink Floyd, que eu amo e conheço, e Bowie que eu amava e conhecia, e John Lennon, que infelizmente eu não conhecia. Eu não estou tentando soar como qualquer uma dessas pessoas, mas talvez as influências vêm subconscientemente, ele diz.

Falando em Bowie, Taylor prestou homenagem ao seu falecido amigo e colaborador, realizando uma versão cover animadora de Heroes em sua turnê nacional em outubro. Ele recentemente afirmou que se ele pudesse reviver um evento em sua vida, seria o fim de semana que ele e Bowie passaram terminando Under Pressure juntos no estúdio em 1981. A maioria dos fãs do Queen já sabe que Bowie também apareceu em outra música de seu álbum Hot Space, Cool Cat, mas depois pediu que seus vocais de apoio fossem removidos da gravação oficial pouco antes do lançamento.

A versão de Bowie vazou online, inevitavelmente. No entanto, rumores circulam há anos que Bowie e Queen gravaram mais músicas juntos que permanecem inéditas. Empolgante, Taylor confirma que este folclore do rock é meio verdadeiro. Decepcionantemente, a única outra música que ele se lembra de gravar com Bowie foi uma versão áspera de Criminal World pela banda britânica Metro, que Bowie mais tarde retrabalhou em um arranjo de funk-pop para seu álbum de sucesso de 1983 Let’s Dance.

Fiz uma versão com ele de Criminal World, que não era muito boa, na verdade. Eu acho que nós provavelmente bebemos demais. Então ele fez outra versão que saiu em Let’s Dance… Acho que não fizemos mais nada. Está tudo um pouco nebuloso. Não, nada que eu me lembre, de qualquer maneira. Lembre-se, eu continuo ouvindo coisas que eu esqueci que fizemos. Eu adoraria ter feito mais com Davi, porque achei uma alegria, uma delícia e uma pessoa extraordinária, ele completa.

 

Em contraste com sua composição com o Queen, os álbuns solo de Taylor nunca se esquivaram de declarações políticas, músicas de protesto e comentários sociais raivosos.

No Queen, sempre tentamos ser apolíticos.  Mas quando você tem a liberdade de se expressar como uma única pessoa você pode dizer o que diabos você gosta, o que eu sempre tentei fazer, ele explica.

Outsider continua essa tradição com o autoexplicativo Gangsters Are Running This World, que aparece no álbum em dois arranjos diferentes. A letra contundente é dirigida diretamente a ditadores em todo o mundo, de Putin a Lukashenko a Bolsonaro.

Não é nem política, é apenas uma declaração de fato. Porque parece bastante óbvio para mim, tantos gângsteres estão dirigindo países hoje em dia. E eles não são mais do que gângsteres… Estou falando dos Putins, dos Bolsonaros, de todos os países com terríveis ditadores de direita. Eles estão influenciando nossas vidas de muitas maneiras, ele diz. 

É claro que a postura apolítica do Queen saiu pela culatra no passado. Mais notoriamente em 1984, quando aceitaram uma oferta para tocar nove shows no resort Sun City, no estilo de Las Vegas, em Bophuthatswana, uma falsa pátria tribal independente criada pelo regime do apartheid da África do Sul, em grande parte para atrair dólares turísticos.

O Queen estava apenas seguindo os passos de Frank Sinatra, The Beach Boys, Status Quo, Elton John e muitos mais, mas sua visita atraiu muito mais comentários. Eles foram castigados pela União de Músicos das Nações Unidas e do Reino Unido por quebrar o boicote cultural, depois implicitamente envergonhados pelo super-campeão de Little Steven Van Zandt, United Against Apartheid em seu single Sun City de 1985.

Durante anos depois, Queen protestou defensivamente que seus motivos em tocar para multidões racialmente misturadas em Sun City eram totalmente honrosos, e poderia até ter ajudado a apressar o fim do apartheid. Mas hoje, quase quatro décadas depois, talvez com mais retrospectiva Taylor esteja mais disposto a admitir que a viagem da banda à África do Sul foi um erro tático.

Oh merda, nós ficamos tristes por isso. Não havia apartheid onde tocávamos, mas havia apartheid no país. Considero um erro em retrospectiva, mas na época éramos apenas um dos muitos artistas que foram – Elton John, Rod Stewart, Barry Manilow. Eles não conseguiram nada, mas nós conseguimos. Nós fomos com as melhores intenções possíveis, na verdade. Não ganhamos dinheiro com isso. Lembro que Brian foi dar alguns dos prêmios no festival de Soweto. Nós fomos com as melhores intenções, mas eu ainda acho que foi uma espécie de erro.

O ano de 2021 marcou o trigésimo aniversário da morte de Freddie Mercury, e também o décimo aniversário da frutífera parceria do Queen com o cantor Adam Lambert. Olhando para a frente e não para trás, a máquina Queen está atualmente se preparando para um grande ano de retorno em 2022. A etapa europeia da turnê Rhapsody da banda, em espera a partir de fevereiro de 2020, está finalmente indo em frente na próxima primavera e verão, e contará com 10 datas na arena O2 de Londres.

Ficamos muito frustrados por ter que adiar nossa turnê do Queen duas vezes” diz Taylor. A última turnê que tivemos foi no Extremo Oriente, Austrália e Nova Zelândia, e foi alegre. Chegamos a um ponto tão grande, grande produção, ótima gente, foi uma turnê tão feliz. E nós apenas conseguimos sair da Austrália a tempo antes do confinamento, o que foi uma espécie de milagre.

O atual ressurgimento do Queen no terceiro ato foi parcialmente alimentado pelo sucesso fenomenal do filme Bohemian Rhapsody de 2018, que conquistou para a banda uma nova audiência ao vivo.

Absolutamente, diz Taylor, sorrindo. “Vendemos ainda mais ingressos em nossos shows, de repente tínhamos muitos jovens. Porque Brian e eu somos muito mais velhos hoje em dia.

Bohemian Rhapsody sofreu críticas mistas, mas passou a quebrar recordes de bilheteria e ganhar quatro Oscars, incluindo um para a estranha representação de Rami Malek de Freddie Mercury. Mas antes disso, o filme passou por anos de desenvolvimento tortuoso e revisões de roteiro. Tanto Sacha Baron Cohen quanto Ben Wishaw deixaram o projeto após serem escalados como Mercury, seguido pela dramática demissão do diretor Bryan Singer no meio das filmagens. Contra as probabilidades, a produção conturbada tornou-se um sucesso comercial tão grande quanto o próprio Queen, ganhando cerca de um bilhão de dólares até agora.

Foi simplesmente delicioso, diz Taylor. Tudo o que resultou do filme foi tão positivo. Foi fantástico. Eu sinto que quando estávamos olhando para todos os dezessete scripts, nós meio que acertamos no final. O equilíbrio está certo. Queríamos levar as pessoas em uma jornada, fazê-las se sentirem para cima e depois para baixo, depois alegres no final.

Se  Cohen tivesse permanecido no papel principal, então Bohemian Rhapsody teria sido muito diferente. Embora ele oficialmente deixou o filme em boas condições, Taylor não mede suas palavras sobre as habilidades limitadas de atuação da estrela da comédia.

Eu acho que ele teria sido uma merda total! ele diz rindo. “acha é insistente, se nada mais. Ele também é seis polegadas mais alto. Mas eu assisti seus últimos cinco filmes e cheguei à conclusão de que ele não é um ator muito bom. Eu posso estar errado aí, ha! Eu pensei que ele era um comediante subversivo absolutamente brilhante, é nisso que ele é ótimo. De qualquer forma, acho que Rami fez um trabalho brilhante em um papel quase impossível.

Grande parte das críticas dirigidas a Bohemian Rhapsody foi por tirar licença poética excessiva com a história do Queen. O mais controverso, que mudar a data que Mercury disse aos outros membros da banda que ele era HIV positivo para dar uma tensão dramática extra à sua performance no Live Aid, foi uma distorção cínica longe demais para alguns.

Não ficcionalizou a história real, apenas em detalhes” protesta Taylor. Como você disse, isso mexeu com a linha do tempo. Mas quando você está fazendo um filme, que tem aproximadamente cem minutos de duração, você precisa mexer na linha do tempo para fazê-lo funcionar. O filme tem que funcionar, essa é a prioridade um. Mesmo os documentários não seguem a linha do tempo absoluta, todos são espremidos, ajustados e alterados para serem eficazes. É um filme foda! Não está afirmando ser um documentário.

Qualquer um que assistiu à última turnê do Queen + Adam Lambert saberá que esses veteranos do glam-rock ainda levam o espetáculo para 11 e além. Lambert parece um substituto natural do século 21 para Mercury, canalizando o carisma eletrizante do vocalista famoso e extravagante sem recorrer à representação de karaokê. Taylor e May até tentaram gravar novo material em Nashville com seu novo vocalista, que continua incompleto, mas Taylor espera que eles terminem eventualmente.

É uma alegria trabalhar com Adam”, diz Taylor. Minha opinião honesta é que Adam é um dos maiores cantores do mundo, se não o maior. Não conheço ninguém que cante como ele. Para Brian e eu é uma combinação tão alegre. Nunca pensamos que encontraríamos alguém que se aproximasse de Freddie, mas encontramos.

Agora que Charlie Watts infelizmente partiu e Phil Collins é muito frágil para pegar suas varas, Taylor é uma espécie de estadista solitário no rock britânico hoje em dia, o último de uma longa linhagem de veneráveis bateristas cavalheiros. Aos 72 anos, ele reconhece que a aposentadoria é uma opção iminente, mas não uma a ser tomada ainda. Com um álbum solo de sucesso recém-lançado e uma enorme turnê do Queen no horizonte, ele está muito ocupado curtindo um outono ardente para se preocupar com o inverno sombrio.

“Duvido que farei isso por muito mais tempo, mas ainda sou capaz de fazê-lo, então eu realmente abraço isso”, diz ele. “E eu quero que todos aproveitem.”

Fonte: www.loudersound.com

Dica de Fernando Lima do Grupo de WhatsApp Queen Net

11° Álbum THE WORKS – (1984)

 Radio Ga Ga

– Quem inventou o nome para essa música foi Felix, filho de Roger Taylor, que um dia proferiu palavras confusas como “radio caca”. Daí a ideia de remover a letra gutural aspirada “C”, que é muito dura, e introduzir a letra “G” velada, que dá um tom mais leve, mas mais decisivo.

– O Queen deu um certo tom polêmico nessa letra e aponta o dedo para rádios e TVs (incluindo a MTV), que geralmente transmitiam conteúdo musical de baixa qualidade, com o único objetivo de ganhar dinheiro.

– A letra da Radio Ga Ga também cita dois eventos de rádio que fizeram história:

1) A citação Through wars of worlds invaded by Mars (Através de guerras de mundos invadidos por Marte) refere-se à transmissão de rádio de 1938 The Mercury Theatre on the Air. O autor e narrador foi Orson Welles, no episódio de 30 de outubro (pouco antes do Halloween), intitulado A Guerra dos Mundos: inicialmente o autor anunciou que era uma adaptação do romance A Guerra dos Mundos (1898), de Herbert George Wells, que fala sobre a invasão dos marcianos. No entanto, os ouvintes acreditavam que havia realmente uma invasão alienígena na Terra!

2) You’ve yet to have your finest hour (Você ainda não teve a sua melhor hora) refere-se ao discurso que Winston Churchill fez na Câmara dos Comuns em 18 de junho de 1940 e intitulado This was their finest hour (Esta foi a sua melhor hora). Esse discurso foi transmitido no rádio e serviu para elevar o espírito dos britânicos, prostrado pela Segunda Guerra Mundial ainda em andamento. Com essa frase, Churchill estava se referindo aos pensamentos da posteridade, que um dia, lendo a história, eles diriam “esse era o melhor momento” para ir à guerra e restaurar a ordem mundial.

– O videoclipe de Radio Ga Ga contém cenas do filme mudo de ficção científica de Fritz Lang, Metropolis que remonta a 1927. Para usar essas cenas, o Queen teve que pagar uma grande quantia pelos direitos de uso. Os direitos autorais ainda estavam nas mãos da Alemanha comunista oriental. A queda do Muro de Berlim ocorrerá em 1989, ou seja, 6 anos após a criação de “Radio Ga Ga”.

No final do videoclipe lê-se as palavras Thanks to Metropolis.

– No vídeo, além das cenas espetaculares do filme Metropolis, vemos cenas de Queen gravadas em 1983 nos Carlton TV Studios e Shepperton Studios, em Londres.

– Seguem imagens de Freddie Mercury, que abre uma porta branca muito grande: é a porta do mundo após o advento dos videoclipes!

– Vemos então o Queen se apresentando sem instrumentos na frente da platéia que bate palmas. A plateia usa macacão branco de trabalhador e segue os movimentos de Queen. A banda foi criticada por essa performance, que lembrava um regime ditatorial.

– Seguem as cenas de uma família usando respiradores a gás. Enquanto estão à mesa, eles abrem um livro intitulado Favorite – Years e, a partir daí, as cenas anteriores do Queen.

A certa altura, as cenas do filme Metropolis se entrelaçam com o Queen: estamos no momento em que no filme o robô é transformado em Maria… mas, em vez do rosto de Maria, é o rosto de Freddie que aparece!

– O vídeo termina com imagens de Metropolis entrando em colapso sob a revolução dos trabalhadores.

– Durante o Freddie Mercury Tribute Concert a música foi apresentada por Paul Young.

Radio Ga Ga foi o cavalo de batalha de muitos shows do Queen de 1984 a 1986. O vídeo do Live Aid recebeu muitas visualizações. Neste vídeo, o Queen consegue fazer mais de 70 mil pessoas baterem palmas. É também por isso que a banda realmente gostou dessa música, porque o público poderia participar ativamente.

– O nome do teatro em que Orson Welles trabalhava chamava-se The Mercury Theatre, ou seja, teria sido muito natural essa “casualidade” se a composição fosse de Freddie.

The Mercury Theatre on the Air era uma série de rádio ao vivo criada por Orson. O programa semanal de uma hora apresentava obras literárias clássicas executadas pela famosa companhia de repertórios do “Mercury Theatre”.

 

Tear It Up

– Composição de Brian May, foi escrita como uma tentativa de reviver o antigo som do Queen, especialmente com riffs da introdução da música Liar.

– Ao se apresentar ao vivo na “The Magic Tour”, Brian “pulava” para a introdução de Liar e entrava no início da música.

– Possui percussão marcante semelhante a We Will Rock You.

– Em 2018, mais de 30 anos após a última apresentação, Queen + Adam Lambert trouxe a música de volta à vida como faixa de abertura de sua turnê europeia de 2018.

– A demo apresenta Brian que faz a voz ao invés de Freddie.

 

It’s a Hard Life

It’s a Hard Life é uma música escrita por Freddie e remonta a 1984: conta as dificuldades encontradas em amar alguém. O início da música contém uma citação da ópera Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo de 1892: é a parte em que ele recita “Ria, palhaço, para seu amor desfeito”. A ideia é de Freddie e sua intenção era recriar a cenografia dessa ópera.

– A cenografia é teatral e encena uma espécie de baile de máscaras venezianas, onde os membros da banda e os extras usam roupas que lembram a era elizabetana, o Renascimento, a Decadência e o Iluminismo.

– Freddie é um bobo da corte em um vestido de pavão vermelho decorado com uma série de olhos no busto, pulsos e pernas. Algumas penas emergem do seu lado esquerdo.

– Segundo algumas interpretações, Freddie personifica um homem rico, cercado de pompa e luxo, que, no entanto, não encontra amor.

Segundo outros, ele seria um bobo da corte de Deus: na cultura ocidental essa figura é um artista que entretém as pessoas e, ao mesmo tempo, transmite uma mensagem importante. Ele é um porta-voz da verdade, que no entanto ninguém escuta e, portanto, se sente sozinho.

– O traje de pavão de Freddie também tem um significado: o pavão é o símbolo do renascimento do espírito, da ressurreição de Deus.

– Brian, Roger e John, têm uma expressão pouco convincente e impassível e, posteriormente, declararam que não amaram muito esse vídeo ridículo, enquanto a música é uma das suas favoritas. No entanto, a escolha de permanecerem sérios provavelmente decorre do papel que estavam desempenhando.

– John, fantasiado de unicórnio, representa o cristianismo puro e sincero. Roger é um tipo de lado sombrio do cristianismo, enquanto Brian representa a justiça divina que lembra aos humanos que eles são mortais.

– Ao longo do vídeo, símbolos de paganismo, cristianismo e alquimia aparecem. O que se destaca é especialmente a guitarra de caveira e ossos de Brian, fabricada no Japão.

– Outros elementos que não passam despercebidos são o símbolo gigante no chão: um quadrado dentro do qual há um círculo com uma estrela de oito pontas, que representa a união entre o céu e a terra. É uma espécie de ponte entre o reino de Deus e o povo humano.

– No topo do altar, podemos ver a estátua do deus grego Apolo, que na verdade seria a estátua de Adão, o primeiro pecador da cristandade. Depois que Freddie desce as escadas, um homem disfarçado de dançarina negra é visto ao lado dele, representando a bruxa Odile de “O Lago dos Cisnes”.

– Mas vamos à cena mais estranha e curiosa do vídeo: Freddie está subindo as escadas e encontra uma mulher vestida de preto que pisa no seu pé, olha para ele e sorri.

– Esta mulher é a atriz austríaca Barbara Valentin, com quem Freddie tinha amizade. Esta figura talvez represente o destino que coloca o bastão entre as rodas da nossa existência. Ou talvez Freddie quiz encenar um gesto afetuoso e brincalhão que Barbara Valentin realmente fizera.

– “O resto do Queen ficou bastante desconcertado com o vídeo It’s A Hard Life e é fácil se divertir descobrindo os erros cometidos. Em uma sequência, Roger é visto usando tênis, enquanto eles deveriam tê-lo enquadrado apenas usando as calças justas.

Percebe-se que nem todos os membros da banda participaram da edição: caso contrário, o baterista não teria permitido esse erro.”

(Peter Freestone, no seu livro)

– Peter Freestone – amigo e assistente pessoal:

Freddie tinha ido, como todas as noites, em um club chamado ‘New York’. Naquela noite, sofreu um ‘acidente’, o que o levou a engessar do meio da coxa até o tornozelo.

Ao levantar um amigo, alguém bateu no joelho dele, causando uma distorção que o fez sentir dor, fazendo-o cair por terra.

Eles o levaram ao hospital e o raio-X revelou que seu joelho estava fraturado e sua perna deveria ser engessada.

Logo após a remoção do gesso, o Queen se ocupou em gravar o vídeo de It’s A Hard Life: a última sequência, quando ele se senta na escada, é o único momento em que se entende que sua perna não estava completamente curada.”

 

Man on the Prowl

– É uma composição rockabilly de Freddie com três acordes.

Rockabilly é um dos primeiros estilos de música rock and roll. Ele remonta ao início dos anos 1950 nos Estados Unidos, especialmente no sul. Como gênero, ele mistura o som de estilos musicais ocidentais, como country, com o do rhythm and blues, levando ao que é considerado rock and roll “clássico”. Alguns também o descreveram como uma mistura de bluegrass com rock and roll.

– O próprio termo rockabilly é uma maleta de “rock” (de “rock ‘n’ roll”) e “caipira”, este último uma referência à música country (muitas vezes chamada de “música caipira” nas décadas de 1940 e 1950) que contribuiu fortemente para o estilo. Outras influências importantes no rockabilly incluem western swing, boogie-woogie, jump blues e electric blues.

– Brian tocou o solo usando uma Fender Telecaster enquanto Frederick Mandel tocou o final de piano.

– Este foi programado para ser o quinto e último single do álbum, com uma data de lançamento provisória de 19 de novembro de 1984. Cópias promocionais foram impressas e enviadas, mas a banda optou pelo single de Natal Thank God It’s Christmas.

 

Machines (Or ‘Back to Humans’)

– Nasceu de uma ideia de Roger. Brian colaborou com ele para o término.

– O produtor Reinhold Mack programou a síntese de “demolição” usando um sampler CMI II Fairlight.

– Todas as vozes são cantadas pelos três cantores do grupo, incluindo Freddie e Brian cantando em harmonia e Roger fazendo as vozes robóticas (usando um Vocoder Roland VP-330).

-O remix instrumental da música mostra partes de “Ogre Battle”, “Flash” e “Goin ‘Back”, de Larry Lurex.

– Essa música, junto com “Radio Ga Ga”, são alguns dos usos mais pesados ​​da eletrônica do álbum.

 

 

I Want to Break Free

– I Want to Break Free não precisa de apresentação! Parece uma canção autobiográfica de Freddie Mercury e, em vez disso, ele apenas cantou e interpretou. O autor é John Deacon e a ideia do vídeo foi de Roger Taylor que pensou em fazer uma paródia da famosa novela britânica “Coronation Street”.

– Existem três versões dessa música: uma contida no álbum “The Works” (3:20 minutos), um single (4:21 minutos) e uma longa (7:16 minutos).

– A cena de abertura nos mostra Brian May dormindo; o despertador dele começa a tocar. Na verdade, mais do que um despertador, parece uma chaleira com um timer. Brian se levanta e está vestido como mulher, com uma blusa rosa e rolinhos na cabeça. Ele coloca confortáveis ​​chinelos cor de rosa em forma de coelho e desce para a cozinha.

– Lá Freddie Mercury espera por ele, em suas roupas femininas icônicas: blusa rosa, saia de couro preto, peruca, brincos rosa vistosos, meia-calça preta e sapatos de salto alto. Não faltam o seu bigode e pêlos nas axilas! Ele está limpando a casa com um aspirador vermelho “1950 Hoover 119 Junior”.

– John Deacon está vestido como uma velhota: sentado no sofá lendo o “Daily Mirror”. Mais adiante, no vídeo, vemos na primeira página o título “Rock ‘n’ roll earl weds the typist” (Conde do rock’n’roll se casa com a datilógrafa). A quem está se referindo? Talvez ao casamento em 1957 de “Earl of Wharnclifee” de 22 anos (apelidado de “Earl Rock ‘n’ Roll” porque ele tocava bateria em uma banda de jazz) e da tipógrafa de 20 anos Aline Bruce. Então John está lendo um jornal de 1957 em pleno 1984?!

– Na cozinha, Roger Taylor prepara o café da manhã rigorosamente vestido com roupas de uma colegial.

-O Queen parece estar em outra dimensão, na qual se encontram quatro mulheres vivendo sob o mesmo teto: a dona da casa, a avó, a neta, a faxineira.

– O verdadeiro Queen aparece logo depois. Freddie abre uma porta que se parece com a porta do armário ou do porão. A partir daí, outro universo se abre. O Queen está cercado por uma multidão de pessoas vestidas como mineiros da classe trabalhadora. Seguem-se cenas metafóricas.

Freddie está vestido como um fauno grego, que toca trompete sentado em uma pedra cercado por dançarinos. Pouco depois, ele come cachos de uvas vermelhas e brancas, como se fosse o deus romano Baco. Juntamente com os dançarinos, ele se lança em um balé no qual pratica “crowdsurf” (surfando na multidão). Esta parte foi gravada no Royal Ballet em Londres com a coreografia de Wayne Eagling.

– O vídeo e a música podem ter dois significados: muitos fãs veem neste vídeo um passeio de Freddie sobre sua homossexualidade (mesmo que a composição não seja sua) e outra interpretação vê no vídeo um hino à liberdade das mulheres, muitas vezes segregadas em casa e forçadas a cuidar apenas do bem-estar da família.

– A MTV nos Estados Unidos baniu a circulação deste vídeo por 7 anos, porque o considerava um veículo de significados relacionados a disfarces, homossexualidade e drag queen.

Na América do Sul, as coisas foram muito diferentes: foi elogiado como um hino à luta contra a discriminação de gênero e à opressão social.

 

Keep Passing the Open Windows

– Essa música foi escrita por Freddie Mercury em 1983 para o filme “The Hotel New Hampshire”.

– O filme é baseado no romance de John Irving.

– A frase é citada várias vezes ao longo do filme e foi, de acordo com os créditos iniciais, também co-produzida pelo empresário da banda Jim Beach, que a modificou para melhor se adequar ao clima do álbum.

– Freddie tocou piano e sintetizadores e escreveu as letras depois de ler a citação no livro.

– Essa música nunca foi tocada ao vivo em nenhum show ou turnê do Queen.

 

Hammer to Fall

– O álbum tem esse nome devido à uma exclamação de Roger Taylor, que nas primeiras sessões havia dito: “Let’s give them the works!”, para resgatar os consentimentos perdidos com “Hot Space”.

– A música mostra Freddie nos vocais principais, enquanto ele faz uma “chamada e resposta” com Brian, que canta o refrão.

– Quanto ao significado da música, Brian May escreveu em seu site:

Hammer to Fall é realmente sobre vida e morte, e estar ciente da morte como parte da vida. A queda do martelo é apenas um símbolo do Ceifador de Almas fazendo seu trabalho.

– A capa original do single com uma imagem de show foi alterada e agora é um item de colecionador.

– A versão single tinha 30 segundos a menos que a versão do álbum.

– Ela tornou-se uma das músicas favoritas para as apresentações ao vivo da banda. Pode ser encontrada em quase todas as turnês de concertos do Queen desde The Works Tour, incluindo Queen + Paul Rogers Tour, em 2005. A música também fez parte da trilha sonora do filme Highlander.

– Em muitos pontos, a composição se refere à Guerra Fria, na qual os membros da banda cresceram. Além disso, pode-se dizer que fala também de guerra nuclear.

– O termo waiting for the hammer to fall foi tomado como uma antecipação de que a Guerra Fria poderia se tornar realidade a qualquer momento.

– Um destaque especial para essa música foi no Live Aid quando Freddie Mercury interrompe a metade do segundo verso para fazer uma improvisada dança com o cinegrafista Bob Wilson, da BBC.

Bob faleceu há mais de vinte anos.

Eu estava no palco do ‘Live Aid’ em Wembley em 1985. Haviam duas câmeras de palco e, como o show continuou a tarde e a noite, haviam quatro operadores de câmera. O palco esquerdo era Alistair Mitchell e Bob Wilson. O palco do centro era Frank Hudson e eu. Estávamos todos vestidos de branco, conforme solicitado pelos nossos produtores e pelos organizadores do show.

As bandas se apresentaram em um palco giratório, para que enquanto um tocasse o outro pudesse estar se preparando. No final de cada set, o palco mudava e a próxima banda começava a tocar.

Dessa forma, houve apenas uma pausa muito curta. Foi quando nós, cinegrafistas, mudamos.

Quando o Queen tocava e Freddie Mercury empunhava suas coisas, foi Bob Wilson quem talvez se aproximou um pouco demais e foi agarrado por Freddie. Foi um ótimo desempenho durante todo o dia e um dia memorável.

Infelizmente, Bob faleceu em 2015, seguido de Alistair e Frank também.”

(Chris Wickham – Cinegrafista “Live Aid” da BBC Londres 1985)

Nota: Dizem que Freddie chegou bem perto do cameraman e sussurrou: “Vamos fazer história, querido!”

 

Is This the World We Created…?

– O álbum The Works termina com Is This The World We Created…? (É este o mundo que criamos…?), que foi escrita por Freddie e Brian em Munique depois que os dois viram uma notícia sobre a pobreza na África.

– A música foi tocada no Live Aid como bis. Freddie escreveu a maioria das letras e Brian escreveu os acordes e fez pequenas contribuições líricas.

– Durante as sessões de gravação dessa música, um piano foi gravado, mas no final não foi incluído no mix final.

– Essa música pré-Live Aid é sobre a pobreza do terceiro mundo e os enormes desequilíbrios entre ricos e pobres. No entanto, as músicas do Queen geralmente vêm em pares inteligentes, mais bem ouvidas na ordem do álbum. Essa música segue Hammer To Fall, que é sobre um apocalipse nuclear e termina com um estrondo. A segunda música lamenta “o mundo que devastamos, até os ossos”.

– Essa é frequentemente a música esquecida da apresentação do Queen no Live Aid: todos se lembram do conjunto principal de seis músicas que os catapultou para a fama, mas é fácil esquecer que Brian May e Freddie Mercury voltaram mais tarde para apresentar essa música em dupla, antes de participarem da apresentação final com “Do They Know It’s Christmas?” (Eles sabem que é Natal?) para encerrar o show, apresentando a maioria dos artistas que estiveram no palco de Londres, bem como Bob Geldof e Midge Ure, que organizaram e curaram o show.

 

Postagens anteriores:

1 -Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 1/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

2 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 2/15 – Queen II – por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

3 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 3/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

4 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 4/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

5 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 5/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

6 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 6/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

7- Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 7/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

8 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 8/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

9 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 9/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

10 – Álbuns do Queen – Curiosidades – Parte 10/15 por Helenita dos Santos Melo – Queen Net

 

 

 

Queen The Greatest: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história do Queen até agora.

Uma série de 50 semanas no YouTube que celebra os principais momentos da história do Queen, nos lembrando porque o Queen e sua música continuam a ser amados em todo o mundo.

 

Queen The Greatest Episode 41 –  Queen: Made In Heaven

Uma olhada no álbum de estúdio mais vendido do Queen. Compilado por gravações feitas por Freddie em seus últimos dias, esta foi uma experiência emocionalmente desafiadora para Brian, Roger e John – mas os resultados são impressionantes.

Acho que estava relutante em voltar a abrir essas caixas e lidar com a voz de Freddie lá. E foi difícil para começar. Mas agora, tendo passado por isso, eu posso ouvir o álbum e é só alegria. Eu sinto que foi a conclusão certa, e é o álbum certo para terminar.  –Brian May.

 

Eu acho que Brian e eu certamente sentimos que sabíamos o que Freddie estaria pensando. E, você sabe, ele sentiu que estava quase no canto da sala.Roger Taylor.

O primeiro episódio de 2022 do Queen The Greatest remonta a novembro de 1995 para ver o álbum de estúdio mais vendido e de maior sucesso do Queen até hoje – Made In Heaven.

Embora o Concerto Tributo tenha sido a ocasião perfeita para os fãs e a banda se unirem e celebrarem a vida, as obras e os sonhos de Freddie Mercury, para Brian, Roger e John ainda restaram alguns negócios inacabados.

Em 1993, Brian May, Roger Taylor e John Deacon retornaram ao Mountain Studios em Montreux, Suíça, para trabalhar no acabamento das faixas que haviam começado com Freddie Mercury durante o início de 1991.

O álbum resultante, Made In Heaven, foi o capítulo final do legado da banda com Freddie, e contou com versões polidas de canções que nunca haviam conseguido terminar antes, bem como faixas para as quais Freddie havia estabelecido vocais antes de sua morte, como A Winter’s Tale. Duas faixas foram revisitadas versões de canções que Freddie gravou originalmente para seu álbum solo Mr. Bad Guy. Outro, Heaven For Everyone, começou a vida como uma canção do projeto solo de Roger, The Cross, no qual Freddie havia cantado um vocal convidado – e a versão reformulada do Queen se tornou o primeiro single do projeto Made In Heaven.

Aqui Brian May fala sobre o processo de cura que atrasou o retorno da banda ao estúdio:

Eu acho que eu estava relutante em voltar a abrir essas caixas e lidar com a voz de Freddie lá. E foi difícil começar

– e reconhece que foi Roger quem deu o impulso para o processo começar e menciona o apoio que receberam, entre outros, da compositora Carole King.

Brian May:

Claro que espreitar nas asas estava todo o material que tínhamos feito com Freddie, que estava inacabado, e o que íamos fazer com isso? Conseguiríamos fazer um álbum com ele?

Roger Taylor:

Coisas como ‘A Winter´s Tale’ realmente saíram disso, esse tipo de fase desesperadamente doente.

Eles foram muito feitos com a consciência de que Fred não ia ficar por perto por muito tempo.

Brian May:

Eu acho que eu meio que arrastei meus calcanhares, eu acho que eu passei por um processo de luto muito prolongado realmente, porque eu meio que não queria falar sobre queen. Eu saí em minha turnê, turnê solo, e claro, tudo o que as pessoas queriam falar era sobre a morte do Queen e do Freddie e tal, e eu não podia lidar com isso. Eu só disse: ‘Olha, vamos falar sobre o que está acontecendo agora.

Então eu tinha um pouco de coisas de negação acontecendo e eu acho que eu estava relutante em voltar a abrir essas caixas e lidar com a voz de Freddie lá. E foi difícil para começar.

Roger fez as primeiras incursões e ele levou algumas das fitas para o seu estúdio e começou a trabalhar nelas. E claro, esse é o gatilho que eu precisava porque eu ouço o que ele fez, e eu digo ‘não, não, não, não faça assim. Você tem que fazer assim, sabe? Então meus sucos estavam funcionando e eu só mergulhei antes de ter tempo para pensar, e eu assumi algumas faixas particulares. Foi uma tarefa monumental.

Roger Taylor:

Foi muito estranho trabalhar com a voz de Freddie saindo dos alto-falantes. Mas, novamente, foi um processo muito interessante.

Porque sabíamos que a situação estava se aproximando de nós e era… então nós meio que fizemos o máximo de cada momento e, em seguida, realmente gostou.

Eu acho que Brian e eu certamente sentimos que sabíamos o que Freddie estaria pensando. E, você sabe, ele sentiu que estava quase no canto da sala e tipo de se conhecer tão bem por tanto tempo, nós meio que pensamos que ele gostaria que pouco, mas ele provavelmente não gostaria que pouco. E assim chegamos lá e fiquei muito satisfeito com o resultado.

Brian May:

Eu gosto muito de ‘Mother Love’, e tem um pedacinho de ‘I’m Going Back’ no final, que é uma das primeiras coisas que Freddie cantou no estúdio. Na verdade, provavelmente a primeira coisa. Uma canção de Carole King.

E eu escrevi para Carol King para pedir permissão para usá-lo, e ela foi encantadora, ela foi tão solidária, e ela disse que estava emocionada que consideraríamos importante colocar lá.

O álbum inteiro é uma fantasia, realmente, porque parece que nós quatro estamos lá todos juntos se divertindo e fazendo o álbum, mas é claro, na maior parte do tempo quando você está ouvindo, esse não é o caso. Sabe, foi feito para soar assim. E muito amor entrou nisso.

Há faixas como ‘I Was Born to Love You’, que, claro, nunca foi uma faixa do Queen, que foi uma faixa solo que Freddie fez muito apressadamente, e ele nunca se preocupou com as faixas de apoio. Então, nós tiramos tudo e amorosamente, carinhosamente reeditamos todo o seu vocal, juntamos tudo, e passei meses e meses juntando nossas partes para fazer parecer que estávamos juntos no estúdio.

Em seu lançamento em novembro de 1995, Made In Heaven correu para o topo das paradas e alcançou vários status de Platina em todo o mundo – passando a vender mais de 20 milhões de cópias. Cinco faixas foram posteriormente lançadas como singles, todas as quais foram top 20 hits no Reino Unido.

Brian May:

Eu acho que é um dos nossos melhores álbuns, estranhamente, então boas experiências todas ligadas a esse álbum, e eu amo o álbum que eu posso colocá-lo a qualquer momento. E, obviamente, houve momentos trabalhando nisso quando você está apenas ouvindo a voz de Freddie 24 horas por dia e isso pode ser difícil, você sabe, de repente você pensa, ‘Oh Deus, ele não está aqui, você sabe, ‘por que eu estou fazendo isso?’ Mas agora, tendo passado por isso, eu posso ouvir o álbum e é só alegria. Eu sinto que foi a conclusão certa, e é o álbum certo para terminar.

Para promover o álbum, a banda colaborou com o British Film Institute permitindo que jovens diretores emergentes e a BFI decidissem como representar sua música. O resultado foram oito curtas-metragens muito diferentes que usavam músicas do álbum como ponto de partida e trilha sonora e podiam ser mostrados em todo o mundo para promover o álbum.

Três dos filmes foram selecionados para serem exibidos na noite de abertura do Festival de Veneza de 1996 ao lado do drama criminal Sleepers, de Robert de Niro. Conhecendo De Niro após a exibição, ele perguntou à banda:

Você já pensou em criar um musical de West End baseado em sua música?

Esse encontro casual abriu as portas para outro capítulo extraordinário de sucesso na história do Queen, a ser visitado em um futuro episódio de Queen The Greatest.

Crédito: Fotografia e design por Richard Gray. © Queen Productions Ltd.

Semana que vem: Queen + Bejart: Balé para as massas.

Fonte: www.queenonline.com

O arquivista do Queen – Greg Brooks fala abaixo como tudo iniciou e como se mantém as preciosidades de toda a obra dessa incrível Banda.

Saiba aqui algumas informações, ideias, lançamentos futuros e o destino de materiais inéditos e guardados do Queen.

 

Greg Brooks – O arquivista oficial do Queen.

 

– Uma entrevista para a Queen Vinyls com o lendário arquivista do Queen – Greg Brooks –

– Os tópicos discutidos serão sobre o seu próximo livro de memorabilia  I Want It All  (que será lançado em Outubro de 2021) e a organização dos arquivos.

– A entrevista ocorreu no dia 24 de Maio de 2021.

 

®️ Como você se tornou o arquivista oficial do Queen ? Existe alguma memória em particular que você deseja compartilhar ?

▪️Eu escrevi uma carta para o gerente do Queen – Jim Beach – em 1994 e sugeri que se o Queen algum dia quisesse considerar a possibilidade de montar qualquer tipo de produto de raridades, ou conjunto de antologia, como os Beatles haviam feito recentemente naquela época, e se seu arquivo de fitas exigisse algum tipo de organização, eles poderiam me considerar para essa tarefa.

▪️Eu disse à ele que tinha algumas idéias muito específicas de como abordaria isso. Ele me pediu para ir encontrá-lo para um bate-papo. Fizemos isso nos escritórios da Queen’s Pembridge Road em Londres e, no final das contas, me ofereceram um contrato de 06 meses.

Greg Brooks

 

®️ Ainda é uma emoção para você procurar faixas inéditas ou encontrar novos objetos?

▪️Sim ….. com certeza é ….

▪️Ouvir gravações inéditas do Queen é a perspectiva mais empolgante que existe para mim – em 1994, e ainda hoje … desde 1976, na verdade ! Ouvir a Banda conversando, trabalhando, criando, discutindo e surgindo com músicas incríveis que se tornariam tão famosas e amadas, é realmente impressionante.

▪️Também pode ser muito emocionante ouvir os membros do Queen conversando e rindo e se divertindo, sendo tão produtivos e criativos, e ouvindo-os também quando jovens, na casa dos 30 anos. É uma visão fascinante. É como voltar no tempo e testemunhar a criação da música que você mais ama. É o mais próximo possível de estar lá no momento real.

®️ Todos os itens foram transferidos digitalmente ou salvos em alguns formatos?

▪️Sim.

®️ É difícil separar o lado de fã do de trabalho?

▪️Na verdade, eu sabia desde o primeiro dia que era essencial ser visto pela Banda e pela gerência, e pelos meus colegas do dia a dia, como profissional e calmo, e estar focado apenas no trabalho e nada mais. E depois, com outros fãs também, achei importante ser visto como um profissional primeiro e depois como um fã.

▪️Mas eu sempre deixo as pessoas saberem que por trás de tudo isso, eu sou um Fã do Queen, antes de mais nada, assim como eles, como todos os outros. Mas tenho que permanecer focado e profissional e representar o Queen da melhor maneira que puder, sempre.

®️ Como os arquivos são organizados ? Em várias salas ou tudo em um só lugar ?

▪️Os arquivos mestres estão em um lugar, as cópias de segurança em dois outros lugares. Tudo é armazenado em um ambiente com temperatura e umidade controlada. A segurança é de suma importância, então tudo está extremamente bem trancado, protegido, com alarmes, câmeras e monitorado pela Polícia.

▪️Cuidamos de cada aspecto do arquivo com extrema atenção aos detalhes e o levamos muito a sério. O Queen gasta muito dinheiro protegendo as preciosas fitas de arquivo e, na verdade, todos os aspectos dos arquivos em geral, cuidando de cada item, garantindo que cada fita seja armazenada nas melhores condições possíveis, e o fazem discretamente, silenciosamente e sem barulho, atrás de portas fechadas.

▪️Além das fitas de áudio e vídeo, e do filme, também existe um grande acervo de memorabilia, e que se distribui por duas ou três salas, pois, por exemplo, cartazes e figurinos exigem um ambiente de armazenamento diferente dos discos de vinil, CDs e revistas.

®️ Como a organização do material mudou ao longo dos anos ?

▪️Os arquivos evoluíram nos últimos 25 anos. Fazemos as coisas mais ou menos como sempre, mas hoje em dia a maneira como as fitas são copiadas, transferidas e protegidas com segurança mudou um pouco, como você esperava, e conforme a tecnologia avança. A maneira como registramos cada fita, fotografamos, rotulamos, etc., mudou ao longo dos anos. No momento, como você pode prever, os vários arquivos estão na melhor forma em que já estiveram.

 

Manuscrito de Teo Torriate

 

▪️Precisamos ser capazes de encontrar todas as fitas relevantes para qualquer projeto em que estamos trabalhando naquele momento, e todos os envolvidos devem estar confiantes de que nada foi perdido. E o arquivo de registros e catálogos extremamente e meticulosamente bem organizado, é absolutamente essencial para o funcionamento eficiente de qualquer bom negócio, e mais em nosso setor, em minha opinião.

▪️Imagine ter que examinar vários milhares de tipos de áudio toda vez que você precisar de uma música ou performance ao vivo em particular, ou se alguém perguntar à você todas as versões diferentes que temos de uma música em particular. Levaria anos e anos a cada vez, e o processo estaria aberto ao erro humano e certos itens seriam inevitavelmente perdidos. Portanto, você precisa de um banco de dados extremamente bem mantido e eficiente, ou uma série de bancos de dados, em que possa confiar.

▪️Demorou muito para chegar ao ponto em que estamos, e somos tão eficientes quanto possível e onde podemos estar 100% confiantes de que sabemos onde cada item em nosso arquivo está a qualquer momento, seja em uma fita de áudio ou digital, um rolo de filme, uma camiseta, capa da turnê, CD, LP, 7 ”, cassete, prensagem de teste, acetato, pôster, ingresso, programa, livro, revista, box set, itinerário da turnê ou qualquer outra coisa que alguém queira mencionar.

 

Manuscrito de I Want To Break Free

 

®️ O que foi feito para preservar os itens ?

▪️As fitas de áudio são preservadas de várias maneiras, dependendo de qual é a fita de origem, ou se é analógica ou digital, se o original está em um tipo específico de fita, de um determinado ano ou fabricante. Diferentes gravações são protegidas de maneiras diferentes, assim como fitas de vídeo e estoque de filme de celulóide.

▪️A equipe técnica de engenheiros / produtores de som do Queen é um grupo de pessoas muito inteligente, que estão completamente no controle de cada detalhe para proteger a fita / arquivo e o legado insubstituível do Queen.

▪️Eles têm todos os aspectos extremamente bem cobertos. E faço o mesmo com as lembranças, fotografias, figurinos, imprensa e documentos. Coletivamente, preservamos e mantemos o arquivo nos mais altos padrões. A Banda não espera nada menos.

Manuscrito de Fat Bottomed Girls

 

®️ Há alguma memorabilia ou edição em vinil ainda desconhecida nos arquivos ?

▪️Há muitas lembranças que eu acho que nunca foram vistas, dentro de nosso arquivo, e há itens que eu sei que nunca foram vistos publicamente. Coisas que só Brian pensava em guardar, como acetatos e prensas de teste que guardava desde os primeiros dias, ingressos e passes e alguns pôsteres.

▪️Brian mantém muitos pôsteres que eu nunca vi na internet ou em qualquer outro lugar. Certamente ele tem itens pessoais que lhe foram dados ao longo de sua carreira por várias pessoas em vários países, que ele manteve ao seu lado e considera como tesouros.

▪️Então, por exemplo, ele guardava cardápios de jantar e convites que aparentemente ninguém mais pensava em guardar. Todas essas coisas estarei mostrando em meu próximo livro sobre memorabilia do Queen – I Want It All !

 

▪️Sempre foi minha intenção mostrar tantas coisas quanto eu pudesse que as pessoas nunca viram antes, ou que apenas muito poucas pessoas viram antes.

▪️Ao longo dos meus 40 anos seguindo o Queen e vendo um vasto volume de memorabilia relacionada, pensei ter visto mais ou menos tudo o que havia para ver. Mas nos últimos cinco e seis anos, tendo convidado fãs de todo o mundo para me enviarem fotos de seus tesouros para o livro, eu vi tantas coisas que nunca tinha visto antes …..

▪️Cartazes do Japão, Hungria, França, Alemanha e Rússia, por exemplo. Bem como muitos outros itens diversos, como camisetas e jaquetas e vinis raros e itens promocionais. Todas essas coisas estarão no livro.

▪️Mas devo dizer que existe uma quantidade tão grande de memorabilia do Queen abrangendo 50 anos, que não é possível ou prático para mim mostrar tudo no livro. Só posso mostrar uma seção transversal representando cada produto e projeto.

▪️Vou mostrar os melhores, mais interessantes e visualmente atraentes itens, embora inclua TODOS os vinis coloridos, porque eu certamente incorreria na ira de certos colecionadores se deixasse algum de fora.

▪️Haverão fãs que reclamarão que eu não mostrei este item, ou aquele item, embora eu mostre muitos milhares de outros itens, mas é assim que sempre foi. Sempre haverão alguns fãs por aí que pegarão qualquer livro novo e o examinarão procurando apenas encontrar os erros e erros, e as coisas que estão faltando, antes de olhar para os muitos milhares de itens que estão corretos e que estão presentes. Como a vida!!

Manuscrito de I Was Born To Love You

 

▪️E você sabe que, seja o que for que você decida, nunca poderá agradar à todas as pessoas o tempo todo ….

®️ Alguns shows antigos serão remasterizados para lançamentos futuros ?

▪️Sim, quase certamente o farão. Não discutimos isso com o time do Queen por um bom tempo, e eu não tenho ideia se a Banda e a administração já discutiram isso. Seríamos informados apenas no momento em que a Banda, o empresário e a gravadora decidissem que queriam algum tipo de produto novo, com algum tipo de elemento de show.

▪️Nesse ponto, reunimos nossas cabeças e colocamos no papel para a Banda. Acho que muitos shows do Queen Archive acabarão por se tornar um produto, só não tenho ideia de que forma ou quando poderia acontecer.

®️ Existe uma possibilidade concreta de que algumas faixas inéditas, como “ Hangman ” ou “ Silver Salmon ” sejam publicadas ?

▪️Tenho certeza de que em algum momento obteremos algumas das coisas não lançadas do Arquivo em algum tipo de antologia ou produto de raridades. Mas, neste momento, seria mera conjectura sobre a forma que tomaria e quando emergiria ….

▪️Claro, eu não tenho ideia de tudo …. Não consigo ver o futuro dos produtos Queen. Todos nós apenas temos que esperar e ver o que surge, quando e de que forma ….. pode demorar ….. são impossíveis de prever.

®️ Como seu trabalho mudou ao longo dos anos ?

▪️No começo, eu estava apenas trabalhando dentro do arquivo e cuidando das fitas de áudio e vídeo. Hoje em dia, também cuido das lembranças e das fotografias e do arquivo da imprensa, e do figurino e dos pôsteres, e das exposições quando surgem, e estou envolvido nas mercadorias e no produto que lançamos.

Manuscrito de I Want It All

▪️Como parte de uma equipe, estou envolvido na concepção de ideias e juntando coisas para mostrar à Banda, eu escrevo textos para notas e sites e para outros usos também. Hoje em dia, provavelmente faço 20 ou 30 vezes mais coisas do que no início.

▪️Todos os envolvidos com o Queen, embora uma equipe relativamente pequena de pessoas, geralmente estão extremamente ocupados com vários projetos acontecendo simultaneamente. No momento, por exemplo, há todo o trabalho do Queen em andamento como sempre, muito progresso no arquivo fotográfico e no site, e coisas a fazer com as mercadorias e produtos futuros, mas também há Brian e Roger solo projetos.

▪️E há o Queen + Adam Lambert Archive para manter o controle, e vários livros e outros projetos em andamento ou atualmente ativos.

▪️Nunca há um momento em que toda a equipe não esteja ocupada com muitas coisas, principalmente porque o Queen é tão popular hoje do que nunca. Talvez ainda mais. Não consigo imaginar isso mudando tão cedo. Acho que a Banda continuará a ser cada vez mais popular e, portanto, todas as memorabilias e todos os projetos e todos os arquivos em que todos trabalhamos, continuarão a exigir mais e mais contribuições e trabalho – e essa é uma ótima situação, de fato, na minha opinião ….

®️ Qual é o futuro dos arquivos do Queen ?

▪️Novamente, é provável que seu palpite seja tão preciso quanto o meu. Não posso prever o que acontecerá no arquivo do Queen daqui à cinco ou dez anos, ou provavelmente até dez meses. As coisas têm sido bastante consistentes e constantes nos últimos 25 anos, o tempo que estou por aí, e imagino que será mais ou menos constante nos próximos 25 ou 50 anos.

▪️Imagino que os arquivos continuarão à exigir monitoramento e manutenção constantes e, a cada poucos anos, as preciosas gravações e filmagens precisarão ser copiadas e protegidas nos formatos mais recentes.

▪️Espero que isso lhes dê alguma ideia sobre meu trabalho. É um trabalho fascinante e nunca é o mesmo de uma semana para a outra. Espero estar fazendo isso nos próximos 20 anos – enquanto eu for necessário …

 

Greg Brooks

 

Fonte – Queen Vinyls – Por © Nicola Bizzo

 

▪️Nota – A entrevista foi mantida na íntegra, porém o livro de Greg Brooks – I Want It All – que seria lançado em outubro de 2021 foi adiado para outubro de 2022.

 

Innuendo o nome de uma música e um álbum lançados respectivamente em 14 de janeiro de 1991 e 4 de fevereiro de 1991

A letra fala de persistência, de não desisti nunca, mesmo diante de todas as adversidades.

Innuendo foi o último álbum gravado com Freddie Mercury vivo. É um álbum de despedida.

A música de mesmo nome conseguiu ficar mais longa que Bohemian Rapsody, ultrapassando seu tempo em 35 segundos.

A curiosidade do álbum Innuendo é que, nas guitarras, Brian May divide as atenções com Steve Howe, da banda Yes.

A cervejaria mineira Küd lançou no dia 6 de janeiro, uma nova cerveja. A primeira do ano de 2022.

Trata-se de uma sour com acréscimo de abacaxi.

E a nova cerveja foi batizada de Innuendo.

Segundo Bruno Parreiras, sócio da Cervejaria Küd, é um lançamento para mostrar a disposição e a mente focada para atravessar este novo ano, que, parece, não será fácil.

“Assim como a letra da música, a nossa “INNUENDO” vem passar a mensagem de que, apesar das dificuldades que estamos vivendo no cenário nacional nestes últimos anos, a gente precisa continuar acreditando, trabalhando e trazendo novidades para quem sempre nos apoiou!”

explica a cervejaria em seu site.

Seja livre e venha conosco continuando a romper barreiras e derrubar pré-conceitos idiotas até o fim dos tempos.

é o chamado da Küd no lançamento da Innuendo:

“Oh, yes, we’ll keep on tryin’ “

 

O que a Innuendo tem?

A Sour com Abacaxi é uma cerveja clara, tem teor alcóolico de 6,5% e IBU 20.

Está sendo lançada em garrafa de 600 ml, mas a versão em lata já está a caminho e será lançada dia 19.

 

Fontes:

https://paoecerveja.uai.com.br/sem-categoria/innuendo-a-nova-cerveja-da-kud/amp/

https://www.cervejariakud.com.br/product-page/cerveja-innuendo-sour-c-abacaxi-500-ml

 

Dica de Beto Costa

Um gato de um ano está fazendo sucesso nas redes sociais por causa de seu “bigode de Freddie Mercury”. No caso, o “bigode” semelhantes aos pelos faciais do vocalista do Queen consiste em uma mancha pouco abaixo do nariz do felino.

A conta com as fotos do gatinho Mostaccioli é administrada pela dona dele, Natalie, que adotou o animal quando ele tinha apenas um dia de vida, em 30 de agosto de 2020. Além de Mostaccioli, a conta também reúne fotos da gata Izanami.

 

 

 

Em entrevista ao jornal Daily Mail, Natalie contou que “bigode” do gato era mínimo quando ele era pequeno e foi ocupando grande parte de seu rosto à medida que Mostaccioli foi crescendo. A mancha faz com que os posts da conta fiquem repletos de comentários chamando atenção para a semelhança com o músico morto em 1991.

 

“Se o Freddie Mercury fosse um gato…”, escreveu uma pessoa em uma foto recente. “O Freddie Mercury não morreu?”, brincou outra. “Amei o bigode!”, exclamou uma terceira. “É o gato Ted Lasso!”, comparou mais alguém, citando o personagem bigodudo do ator Jason Sudeikis na série homônima.

 

               

 

Vale lembrar que Freddie Mercury era apaixonado por seus gatos. Ele deixou grande parte de sua fortuna para a ex-namorada, Mary Austin, e os gatos deles. O documentário ‘Freddie Mercury: A Life in his Own Words’ apresentou falas do músico sobre seus gatos.

 

Fonte: revistamonet.globo.com