Para comemorar os 40 anos da primeira apresentação do Queen no Brasil, que aconteceu no Estádio do Morumbi em São Paulo, está sendo lançado por William Nilsen, fundador do primeiro fã-clube do Queen no Brasil o livro:

“QUEEN NO BRASIL – 40 Anos depois, a magia continua”

 

Release do livro:

Uma justa homenagem à melhor banda de rock do mundo!

O Projeto Editorial “QUEEN NO BRASIL – 40 Anos depois, a magia continua”, foi idealizado por William Nilsen, fundador e presidente do primeiro Fã-clube oficial do grupo britânico na América Latina, para homenagear a maior banda de rock do mundo, após 40 anos de seu primeiro show no Brasil.  A ideia foi imediatamente acolhida pela jornalista, fotógrafa, designer gráfica e diretora da Lisbela Editora, Márcia Mossmann, na primeira conversa com o autor.

O prefácio é do músico Tim Staffell, ex-vocalista da Smile, banda britânica que deu origem ao Queen. 

A ilustração da capa é do artista plástico argentino Nenu Arts (Dario Adrián Vega).

 

Para divulgar o lançamento do livro, será realizada, no próximo sábado dia 4 de setembro as 19 horas, uma live com William Nilsen no canal do YouTube da BB6 Music

 

Para comprar o seu exemplar do livro, clique aqui.

 

Fonte: Queen no Brasil

Além do milkshake com o bigode do cantor, Hard Rock Cafe Curitiba oferece shows para relembrar a lenda do rock.

O Hard Rock Cafe é um lugar que celebra o rock’n’roll, com suas playlists e shows, além da decoração repleta de ‘memorabílias’ dos principais nomes do gênero. Dentro dessa proposta, um dos nomes que mais merece homenagens é o do vocalista do Queen, o saudoso Freddie Mercury. Uma das maiores vozes do rock, ele continua sendo influência para artistas e fãs até hoje. Por isso, todos os anos, o Hard Rock Cafe faz uma homenagem ao cantor em seu aniversário.

Todos os restaurantes da rede no mundo celebram o nascimento de Freddie Mercury no dia 5 de setembro, relembrando a vida e obra do vocalista — é o Freddie For a Day. O menu ganha um item especial: o milkshake com brownie no formato do inconfundível bigode.

O Hard Rock Cafe Curitiba vai além e sedia um mês inteiro de homenagens ao cantor, com tributos e especiais. A abertura desse especial é com um cover de Freddie Mercury e, durante todo o mês de setembro, a banda Queen e outros músicos do gênero são relembrados. Para quem é fã dele, setembro é ainda mais especial no Hard Rock Cafe Curitiba.

Freddie Mercury merece um mês inteiro dedicado à sua memória no Hard Rock Cafe porque seu legado para a música dura muito mais do que isso — é eterno.

Fonte: Homenagem Freddy Mercury no Hard Rock Cafe Curitiba (gazetadopovo.com.br)

 

No dia 19 de agosto, o novo single solo do baterista do QUEEN Roger Taylor, We’re All Just Trying To Get By, que é um hino aos prazeres simples e emoções universais, foi lançado. Construído em mais de meio século na música, tanto dentro quanto fora do QUEEN, essa bela balada é uma abertura elegante para o primeiro álbum solo de Roger em oito anos, Outsider, com lançamento previsto para 1 de outubro. A canção foi concebida nas profundezas sombrias do lockdown, mas explora sentimentos mais brilhantes, meditando sobre os laços comunitários e instintos de sobrevivência  que unem todas as criaturas grandes e pequenas, mesmo em tempos de divisão e isolamento.

Estamos todos apenas tentando sobreviver é um pedaço lindo de pop onírico com uma melodia arrebatadora, um brilho radiante e uma mensagem silenciosamente profunda e, em última análise, edificante. Embalado em uma guitarra luxuriante e efeitos de gaivota no ambiente, a letra irônica de Roger se entusiasma como todos os seres vivos no planeta Terra, de mamíferos poderosos a insetos minúsculos, de humanos a micróbios, em última análise, têm o mesmo objetivo: sobreviver, prosperar e sobreviver. e coexistir tão harmoniosamente quanto possível.

Como uma série de TV de David Attenborough condensada em três minutos transcendentes, Estamos todos apenas tentando sobreviver parece um bálsamo curativo para os sentidos após mais de um ano de ansiedade causada pela pandemia distanciamento social. A filosofia subjacente da música é inclusiva, humana e silenciosamente otimista.

“Tentei destacar as coisas boas da vida”, explica Roger.

“É a declaração mais simples, na verdade. É o que todas as forças vitais da Terra estão fazendo: apenas tentando sobreviver, proliferar e existir. Isso é tudo que estamos tentando fazer, de plantas a animais e humanos, tentando sobreviver. problemas e tudo mais, todo tipo de vida está apenas tentando sobreviver. Além disso, é claro, estamos no meio de uma pandemia sangrenta … Quer dizer, até mesmo o coronavírus está tentando sobreviver também! “

A escolha inspirada de Roger para o convidado vocal em Estamos todos apenas tentando sobreviver é KT Tunstall, a cantora e compositora escocesa muito festejada cuja carreira premiada inclui vários prêmios britânicos e um prêmio Ivor Novello. Uma adição tardia ao processo de gravação da música, KT adiciona um contraponto blues e granulado aos suspiros roucos de Roger, uma deliciosa mistura de vozes que une gêneros musicais e gerações.

“A música estava toda terminada e foi sugerido que seria bom se envolvêssemos KT”, lembra Roger.

“Eu amo o que ela fez, acho que realmente contribui para a faixa. E ela é muito inteligente. Acho que as pessoas esquecem que ela foi realmente a pioneira, pelo que eu sei, do looping, a técnica de looping na qual, obviamente, Ed Sheeran é brilhante e tornou-se muito popular. Mas eu me lembro dela fazendo isso, o que, 15 anos atrás? Fantástico. Ela é uma cantora e musicista muito talentosa e é adorável tê-la na música. É uma parceria muito boa. “

De sua parte, Tunstall ficou emocionada com o convite para colaborar com uma lenda da composição e ícone inspirador.

“Foi a surpresa mais legal, Roger, entrar em contato durante o lockdown e me pedir para emprestar meus vocais para essa música ótima e significativa”, diz ela.

“Que prazer trabalhar com um escritor e herói musical tão brilhante.”

Após o lançamento do single, Roger e sua banda planejam lançar o álbum “Outsider” em grande estilo com uma turnê de 14 datas no Reino Unido em outubro. Prometendo uma setlist de faixas de carreira solo antigas e novas, além de alguns clássicos do QUEEN que agradam ao público, esta é uma ótima notícia para as pessoas famintas por música enquanto finalmente emergimos da hibernação forçada. A natureza está curando, as estações estão mudando e em breve poderemos nos reunir novamente em uma celebração compartilhada. Todos nós estamos apenas tentando sobreviver.

Lista de faixas de “Outsider”:

01. Tides
02. I Know, I Know, I Know
03. More Kicks
04. Absolutely Anything

05. Gangsters Are Running This World
06. We’re All Just Trying To Get By (featuring KT Tunstall)
07. Gangsters Are Running This World (purple version)
08. Isolation
09. The Clapping Song
10. Outsider
11. Foreign Sand (English mix)
12. Journey’s End

 

https://www.blabbermouth.net/

Dica de Fernando Lima do Grupo de WhatsApp Queen Net

Esta é a primeira parte de uma entrevista concedida por Tim Staffell a Pavel Strashnyy do Fã-Clube Russo Não Oficial (URQFC) e divulgada no Queenchat.  Tim fala sobre suas lembranças da época do Smile e sobre a composição de algumas músicas.

 

PS: Olá, Tim, é uma honra para nós do URQFC falar com você, meu nome é Pavel Strashnyy e sempre fui fã de seus vocais, considero você um vocalista bastante dramático e único.

TS: Pavel, é muito gentil da sua parte – farei o meu melhor para responder às perguntas da forma mais clara que puder. Devo pedir desculpas em alguns casos em que, na verdade, foi há tanto tempo que não tenho uma lembrança clara …

 

PS: Quando aproximadamente podemos esperar pelo seu novo álbum?

TS: Espero ir a Barcelona em meados de setembro e gravar o álbum em um período de três semanas com meu filho e alguns músicos com quem estou ansioso para trabalhar – a pandemia realmente atrapalhou os planos de todos – mas espero que possamos voltar aos trilhos. Eu acho que poderíamos esperar a mídia digital talvez para a primavera de 2022 (outono aqui no Brasil).

 

Algumas perguntas do URQFC para você:

– O nome do grupo ‘Smile’

Você foi o autor deste nome? Brian e Roger tinham suas próprias ideias para o nome da banda?

Parece que me lembro que foi ideia minha na época, mas eu não apostaria nisso; se Roger ou Brian me contradissessem, eu não seria capaz de discutir. No entanto, o logotipo do Smile era meu – eu criei a arte original naquela época – colocamos ela no bumbo de Roger – e eu mesmo imprimi alguns cartões de visita no Ealing College. Acredito que existem camisetas à venda do site do Queen que têm o logotipo original reimpresso …

 

 – ‘Polar Bear’ – Música do Brian.

Brian e Roger participaram da gravação dos vocais dessa música?

Sim, Brian assume o vocal principal nos versos, e eu faço a segunda metade a cada vez – então, nós três nos juntamos nos vocais de fundo. A voz de Brian é adorável – acho que a minha é um pouco “forçada”.

 

– ‘April Lady’ – qual foi a conexão entre Stanley Lucas, que escreveu esta música, e a banda ‘Southern Comfort’, que a gravou em 1971?

Stanley Lucas não tinha nada a ver com ‘Southern Comfort’ – verdade, eles gravaram a música dois anos depois de nós – e a autoria foi creditada a Carl Barnwell daquela banda, mas Lucas era um autor americano que não parecia ter feito mais nada …

PS: É claro que Roger participa da gravação dos vocais nesta música. Brian também gravou backing vocals?

TS: Mais uma vez, Brian assume o vocal principal – nós três gravamos o bloco de harmonia de fundo, e Roger fica com o vocal principal de resposta para terminar cada verso.

 

– ‘Doin’ Alright’

PS: Quem começou a escrever essa música? Quais partes foram escritas por você e quais partes foram escritas por Brian?

TS: Isso é bem difícil de lembrar, embora eu tenha certeza de que teria sido Brian que teria dado a ideia da progressão de acordes original, à qual eu adicionaria a letra – e muito provavelmente modificaria alguns dos acordes para encaixar em uma parte da letra que eu quisesse incluir.

 

– ‘Step On Me’

PS: O mesmo tipo de pergunta aqui. Quem começou a escrever essa música? Quais partes foram escritas por você e quais partes foram escritas por Brian?

TS: Tenho bastante certeza de que essa era uma música inteiramente do Brian; mas, novamente, conforme eu colocava a letra – se eu quisesse alguma modificação que permitisse que a narrativa fluísse melhor, Brian interagiria e ajustaria as coisas …

 

– ‘Earth’

PS: Brian e Roger participaram da gravação dos vocais dessa música?

TS: Apenas nas harmonias de fundo. Eu peguei o vocal principal apenas; A propósito, quando Brian gravou a nova versão no meu álbum aMIGO – ele cantou brilhantemente!

PS: Parece que este álbum tem um sintetizador – quem tocou essa parte?

TS: Não é um sintetizador – é um órgão Hammond; Não sei quem tocou, mas sempre achei que era uma parte extremamente importante da gravação.

 

Continua…..

 

Fonte: (Home | Queen Discussion Forum (boards.net).

Mais uma vez o Prof. Renato Gurgel – membro do grupo de WhatsApp Queen Net  – analisa um álbum do Queen. O álbum agora é Sheer Heart Attack,  o terceiro álbum da banda.

Sheer Heart Attack

Terceiro álbum de estúdio do Queen. Lançado no mesmo ano que Queen II, porém um estilo diferente do anterior.

O grupo estava em um momento difícil financeiramente. Estavam produzindo muito, porém sem retornos financeiros. Precisavam urgentemente de um hit para emplacar com a banda. E o hit veio com Killer Queen. Uma música potente que começa com o suave estalar de dedos (antagônico, não?) com um solo de guitarra magnífico e uma letra, que podemos considerar, desconcertante. Freddie explicou que no High Society também havia prostituição.

Vale ressaltar que Brian estava hospitalizado à época da gravação da faixa e que por alguns momentos achava que a banda seguiria sem ele. Mas os outros integrantes da banda iam visitá-lo no hospital e levavam demos da música e ele ia contribuindo com ideias. Inclusive o solo de Killer Queen é um dos melhores de Brian.

O álbum porém não se resume à Killer Queen. Now I’m Here, Stone Cold Crazy e In The Laps Of The Gods (Revisited) figuraram por anos nos shows da banda. Assim como o solo de Brighton Rock que Brian tocava incansavelmente durante os shows. Cheio de delays, criando a sensação de uma orquestra de guitarras.

John Deacon contribuiu pela primeira vez com uma música. A faixa intitulava-se Misfire. Nada que pudesse prever os futuros hits dele na banda.

Roger continuou contribuindo, dessa vez com Tenement Funster. Vale escutar Modern Times Rock’n’Roll e The Loser In The End e ver o quanto ele evoluiu para essa faixa. Para mim é uma das melhores músicas dele. Uma letra que expõe o melhor do rock. Garotas, carros, guitarra e rebeldia. (I got a way with the girls on my block / try my best be a real individual / and when we go down to Smokies and rock / they line up like it’s some kinda ritual)

Lilly Of The Valley e Flick Of The Wrist são músicas de Freddie que continuam a expor muito da cultura de sua infância nesses primeiros álbuns.

Mais uma vez o Queen mostra sua essência e sua capacidade de ser eclético nesse álbum. Apesar de ser um álbum de Rock, podemos ouvir pop (Misfire), uma tentativa de se trazer a ópera (???) com In The Lap Of The Gods, temas folclóricos como Lilly Of The Valley, Rock com referência a Johnny Be Goode de Chuck Berry (Now I’m Here – Go, go, go, little queenie).

Para finalizar gostaria de gostaria de chamar a atenção para She Makes Me (Stormtrooper In Stilettoes) de Brian. Sempre tive um olhar diferente para essa música. Não está no mesmo nível das outras canções do álbum, mas traz uma sensação de entorpecimento, quase que um sonho arrastado ou um pesadelo.

Sheer Heart Attack já é melhor que Queen I, porém não faz frente a Queen II. Ainda assim é um bom terceiro álbum de uma banda que lutava para estabelecer-se no cenário do Rock.

E novamente, ninguém tocou sintetizadores.

 

“Queen The Greatest”: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história do Queen até agora.

Uma série de 50 semanas no YouTube que celebra os momentos-chave da história do Queen nos lembrando porque o Queen e sua música continuam a ser amados em todo o mundo.

Celebrando o que é, para muitos, a maior colaboração da história do rock. A história de como o Queen se juntou em Montreux, Suíça, com David Bowie, e uma noite de brincadeira no estúdio de gravação resultou em um single número um.

O Queen The Greatest desta semana celebra uma das maiores colaborações da história do rock, Queen e David Bowie em Under Pressure. Brian May e Roger Taylor falam em entrevistas recentes sobre aquela noite memorável e como aquele riff famoso foi quase perdido, com cenas adicionais raramente vistas de Bowie falando sobre como ele se lembrava (“era peculiar”!).

Em 1981, o Queen comprou o famoso Mountain Studios em Montreux – e foi durante uma sessão de gravação lá que o engenheiro do estúdio, Dave Richards, fez um telefonema improvisado.

David Bowie: Eles estavam gravando lá e, David (Richards) sabia que eu estava na cidade, e me ligou e perguntou se eu poderia descer e ver o que estava acontecendo. Então eu desci e essas coisas acontecem, sabe, de repente vocês estão escrevendo algo juntos e foi totalmente espontâneo, certamente não foi planejado. Foi peculiar! 

Roger Taylor: Bem, acho que o processo foi quando estávamos todos bêbados e no estúdio, e estávamos apenas nos divertindo tocando todos os tipos de músicas antigas. Lembro-me de algumas canções antigas do Cream, e tudo o que veio em nossas cabeças e acho que David disse, “olha, espere um minuto, por que não escrevemos uma de nossa própria?

Freddie Mercury: Estávamos brincando e então meio que improvisando com as faixas e de repente dissemos ‘por que não vemos o que podemos fazer no calor do momento?

Produtor Reinhold Mack: Então há a pressão de sua majestade, David, estar lá, e todos queriam parecer suaves e rápidos com ideias e outras coisas.

Brian May: Deacy, é claro, veio com esse riff, ding, ding, ding, de de, ding, ding.

Mack: Bom, bom, bom, de, de, dah, dah.

Roger Taylor: Ding, ding, ding, de de, ding, ding.

Mack: Ele continuou tocando isso indefinidamente.

Roger Taylor: E depois fomos comer uma pizza e ele esqueceu! Escapou completamente de sua mente. Voltamos e eu me lembrei. 

Brian May: E, claro, estamos acostumados a tocar juntos, e agora temos esse outro cara lá, que também está dando entrada, dando entrada, dando entrada.

Roger Taylor: A ideia de David de colocar todos esses cliques e palmas, e então, o tipo de faixa cresceu.

Brian May: E naquela época David estava muito apaixonado por isso e ele teve uma visão em sua cabeça, eu acho. É um processo bastante difícil e alguém tem que recuar e, na verdade, eu recuei, o que é incomum para mim. 

O resultado daquela longa noite foi Under Pressure, e quando lançado em outubro de 1981, deu ao Queen seu segundo número 1 no Reino Unido, e se tornou um grande sucesso em todo o mundo.

Devido aos compromissos de turnê, a banda não conseguiu fazer um vídeo promocional – então o diretor David Mallet capturou a essência da faixa em uma montagem lindamente trabalhada de filmagens de arquivo.

A música se tornou um recurso permanente nos shows subsequentes do Queen e foi um dos momentos de destaque no show Freddie Mercury Tribute em 20 de abril de 1992, onde David Bowie e Annie Lennox se juntaram a Roger, Brian e John para uma performance verdadeiramente arrepiante.

Sem dúvida, um dos maiores sucessos do Queen, e não foi surpresa quando os leitores da revista Rolling Stone recentemente votaram nele como uma das maiores colaborações musicais de todos os tempos.

Próxima semana: Vídeos de sucesso de bilheteria do Queen.

Fonte: www.queenonline.com

Para comemorar o relançamento do aclamado Back to the Light – que acabou de entrar no top dez das paradas de álbuns do mundo o The London Stereoscopic Company publica um livro cativante de trabalhos de arte da talentosa artista Sarah Rugg ilustrando a jornada de transformação de Brian durante a gravação de seu álbum solo de estreia – lançado pela primeira vez há quase 30 anos.

Uma doação de cada livro será feita para THE SAVE ME TRUST, que luta todos os dias do ano pelos direitos dos animais selvagens da Grã-Bretanha.

Clique aqui para solicitar agora – versão regular e livros da PRIMEIRA EDIÇÃO limitada, assinados por Brian e Sarah.

Brian May:

“Sarah Rugg foi uma das primeiras a produzir trabalhos originais inspirados no meu trabalho, e não limitados às minhas atividades no Queen; ela também foi a primeira a atuar como um canal para eu valorizar o trabalho de outras pessoas nas redes sociais. Seu talento é inegável e sua produção nada menos que prodigiosa. ”

 

Sarah Rugg:

“A jornada de autodescoberta no álbum  Back to the Light  “de Brian May reflete em muitos aspectos meu próprio crescimento como artista durante a criação deste livro. Sinceramente espero que nestas páginas você não encontre apenas uma compreensão de como eu vejo Brian, mas também ganhe uma visão sobre uma artista que está fazendo o melhor para navegar pela vida … canalizada por meio de sua musa, que está tentando o seu melhor para fazer o mesmo. “

 

Brian, tão impressionado com as obras de arte inspiradas em Brian da artista Sarah Rugg (‘Bri-Art’) postadas no Instagram, sugeriu que elas deveriam ser compartilhadas com um público mais amplo na forma deste lindo livro de mesa de centro do tamanho de um álbum Back to the Light.

Sarah, uma artista que estudou bem sua arte e seu assunto, ilumina habilmente a sabedoria, o poder e a paixão de Brian por meio de seus retratos neste livro. Além de celebrar Brian May, o músico, Rugg também apresenta o astrônomo e o fotógrafo em suas imagens, capturando sua existência multifacetada.

Existem oito livros da PRIMEIRA EDIÇÃO, assinados por Brian e Sarah, disponíveis por £ 500: esta primeira edição altamente colecionável vem com um certificado numerado e assinado e um conjunto de 4 cartões estereoscópicos especialmente embalados para celebrar o talento excepcional de Sarah na produção de arte 3D – estes são acompanhados por um Steampunk OWL desenhado por Brian.

 

Fonte: www.queenonline.com

 

 

Para celebrar o aniversário de ‘News Of The World’ do Queen no mês de outubro, o site uDiscover sorteará o box, o quebra-cabeça e a camiseta do 40º aniversário do álbum!

Clique aqui para concorrer

Este sorteio termina em 1º de novembro de 2021.

 

Fonte: www.queenonline.com

Há exatos 41 anos, no dia 22 de agosto de 1980, era lançado o single de Another One Bites the Dust, tendo como lado b a música Dragon Attack. Ambas as músicas fazem parte do oitavo álbum da banda chamado The Game. Esse álbum foi gravado nos Estúdios Musicland em Munique, na Alemanha.

Criação da música

John Deacon ouvia muita soul music na infância, então ele sempre teve a ideia de compor uma música nesse estilo, como ele mesmo diz:

“Eu escutava muita “soul music” quando estava na escola, e eu sempre me interessei por esse tipo de música. Eu queria fazer uma música como AOBTD por muito tempo, mas eu só tinha a linha de baixo e o riff. “

Os outros membros da banda queriam colaborar com a música, mas Roger tinha dificuldade em aceitar que o Queen pudesse se envolver com o funk.

Foi sugerido para a banda lançar a música como single, mas somente após Michael Jackson encorajar a banda, eles decidiram lançá-la. Nesse meio tempo, a música estava circulando entre DJ´s de Nova Iorque e Detroit com grande sucesso. Quando a música foi lançada nos Estados Unidos (em 12 de agosto de 1980), o single vendeu 3 milhões de cópias, ficando no topo das paradas americanas e inglesas.

No mês de julho de 2021, a música atingiu 500 milhões de visualizações no YouTube.

Em uma entrevista em 1996, John Deacon disse sobre o single:

“Fazia algum tempo que eu queria fazer uma faixa como ‘Another One Bites The Dust’, mas originalmente tudo que eu tinha era a linha e o riff de baixo. Gradualmente, preenchi e a banda acrescentou ideias. Pude ouvir como uma música para dançar, mas não tinha ideia de que se tornaria tão grande quanto se tornou. A música foi tirada do nosso álbum e algumas estações de rádio negras nos EUA começaram a tocá-la, o que nunca havíamos feito antes. Michael Jackson realmente sugeriu que o lançássemos como um single. Ele era um fã nosso e costumava vir aos nossos shows. “

 

Em 2003, a banda lançou uma versão diferente da faixa, mixada pelo baterista Roger Taylor e com vocais de Annie Crummer.

 

Dragon Attack

Foi escrita por Brian May e é uma canção de puro rock. A canção foi concebida após uma noite no clube Sugar Shack, em Munique, onde os músicos passavam as suas noites durante a gravação de The Game. Voltando ao estúdio no meio da noite, eles fizeram uma sessão de gravação que culminou com a música mais pesada do álbum. A letra se refere a Mack (Reinhold Mack, o produtor da música e do álbum), e quando Freddie canta “Take me Back to The Shack”, há pouca dúvida de que o local foi uma grande inspiração para Brian May.

Como o próprio diz:

“Passávamos muito tempo no Sugar Shack, geralmente até o dia raiar , vivendo em um mundo de fantasia de vodca e garçonetes e muito rock. No começo foi saudável e estimulante, eu tenho que dizer, mas após uns meses, as coisas foram indo ladeira abaixo e ficávamos mais no clube do que no estúdio. Todos nós tínhamos dificuldades emocionais e espirituais, e a música Dragon Attack é um retrato figurativo de toda essa loucura. Munique era nosso estímulo, mas também a nossa queda.”

 

Fontes:
Livros:
Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc
Queen em discos e canções – Marcelo Facundo Severo

Sites: www.queenpedia.com
www.queenvault.com

 

Queen the Greatest: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história do Queen até agora. Uma série de 50 semanas no YouTube celebrando momentos-chave na história do Queen nos lembrando por que o Queen e sua música continuam a ser amados em todo o mundo.

“Hmm, isso é, vai demorar um pouco para andar por aí.”

Roger Taylor

Queen The Greatest Episódio 23. Queen agita a América do Sul

Após o seu tremendo sucesso na América do Norte, o Queen é convidado a se aventurar em um novo território e fazer uma turnê pela América do Sul. Acaba por ser um de seus maiores desafios até agora – mas a resposta das multidões vastas e entusiasmadas está além de qualquer coisa que eles poderiam ter imaginado.

Freddie Mercury uma vez brincou:

“Eles não nos deixariam entrar na Rússia; eles pensaram que corromperíamos a juventude ou algo assim… então fomos para a América Latina. Queríamos tocar onde o rock nunca tinha sido tocado antes.”

O Queen The Greatest desta semana volta a 1981 e uma das maiores e mais inovadoras turnês da história ao vivo do Queen: o
tempo em que eles agitaram a América do Sul, e ao fazê-lo forjaram um vínculo duradouro entre a banda e um público que continua sendo um dos seus mais leais.

Brian May:

“A América do Sul levantou a cabeça, e ouvimos rumores de que éramos a maior coisa de sempre na Argentina e no Brasil, e eles começaram a nos pedir para ir até lá. E eles estavam dizendo, ‘você pode tocar em estádios de futebol lá embaixo’ e nós dissemos ‘oh, você está brincando.”

Jim Beach:

“Naqueles dias, sob a ditadura na Argentina, estávamos negociando com o General do Exército, e ele me disse ‘como posso permitir que 50.000 jovens entrem em um estádio quando eu não posso controlá-los. O que acontece se alguém de repente gritar “Viva Peron” no meio de um show do Queen, e eu tiver um motim nas mãos?”

“E eu tentei explicar a ele que, como os jogos de Gladiadores em Roma, isso era panaceia para o povo. Eles nunca tiveram isso antes, esta seria uma experiência extraordinária.”

Brian May:

“Então, juntamos tudo e só Deus sabe quantos jatos jumbo cheios de equipamentos.”

Roger Taylor:

“Os preparativos da viagem foram muito assustadores, com, você sabe, dirigir na direção errada ao longo de uma autoestrada elevada com batedores, com caras em grandes jipes brandindo suas grandes armas e fazendo os carros virem direto para eles pararem.”

Freddie foi um pouco mais casual sobre a experiência:

Entrevistador:

“Fred, como você se sente tocando e cantando diante de 200.000 pessoas?”

Freddie Mercury:

“Ainda não fiz isso.”

Roger Taylor:

“Lembro-me de ter ficado nervoso na primeira noite, só a camada superior levou 80.000, e estávamos neste tipo de abrigo em que, eu acho, os times de futebol normalmente estariam. Todas as janelas estavam quebradas e eu me lembro de ter pensado“ hmm, isto é, vai demorar um pouco para andar por aí. ”

John Deacon:

“Todos os shows feitos na Argentina foram todos em estádios de futebol, e eles estavam muito preocupados com o gramado sendo danificado porque é o tipo de campo sagrado deles, a relva de futebol. E tivemos essa ideia, cobrindo-a com grama de plástico, e eles concordaram porque era algo que realmente queríamos era ter muitas pessoas em campo.

“Nós montamos o palco em uma extremidade. Eles ficaram muito felizes por ter gente nas arquibancadas, mas insistimos que também precisávamos ter gente em campo para criar um bom ambiente para o show ”.

“Oh, foi maravilhoso, foi o mais perto de realmente ir a uma partida de futebol, foi esse tipo de reação. Eles estavam tremendamente entusiasmados, quero dizer, eles estavam em êxtase, e cantavam juntos em inglês também, e fazendo ‘woh, woh, woh, woh’, todos os cantos e tudo. ”

Apesar do nervosismo inicial e do enorme empreendimento logístico, esta primeira turnê sul-americana foi um enorme sucesso e deixou uma impressão duradoura na banda e em seu público.

Queen retornaria em 1985 para uma de suas performances mais memoráveis de todos os tempos – mas essa é uma história para outro episódio de Queen The Greatest.

Próxima semana – 1981 : Under Pressure

Fotografia de Neal Preston. © Queen Productions Ltd.

 

Fonte: https://www.queenonline.com/

No dia de hoje o baterista Roger Taylor apresentará para o mundo o vídeo da música We’re All Just Trying To Get By do seu novo álbum Outsider, a ser lançado no dia 01 de outubro próximo.

 

Vamos reproduzir aqui uma postagem feita pelo blog italiano Queen Forever Blog  (https://queen4everblog.blogspot.com/) detalhando cada música do novo álbum-solo de Roger Taylor.

 

Já se passaram pouco mais de dois meses desde que Roger Taylor anunciou o lançamento de Outsider, seu novo álbum solo. Até agora sabíamos apenas a capa, criada por sua filha Tiger Lily e as datas da turnê inglesa que trará o baterista do Queen de volta aos palcos após mais de vinte anos de sua última experiência solo.

O que faltou foi o detalhamento das músicas que compõem o disco que será lançado no dia 1º de outubro. Roger provavelmente queria manter isso em segredo um pouco mais, talvez para revelá-lo gradualmente nas próximas semanas. No entanto, a rede antecipou sua íntegra e assim, tanto no iTunes quanto na Amazon Music, os títulos apareceram.

Aqui está a tracklist do Outsider:

Tides

I Know, I Know, I Know

More Kicks (Long Day’s Journey Into Night… Life)

Absolutely Anything

Gangsters Are Running This World

We’re All Just Trying To Get By (ft. KT Tunstall)

Gangsters Are Running This World (Purple Version)

Isolation

The Clapping Song (Shirley Ellis Cover)

Outsider

Foreign Sand (English Mix)

Journey’s End (2021 Mix)

 

Ao qual duas faixas extras são adicionadas, mas apenas para a edição japonesa:

Surrender (2021 Mix)
London Town, C’mon Dow (2021 Mix)

 

Doze faixas ao todo, a maioria das quais já publicadas anteriormente.

São cinco músicas inéditas ao todo: Tides, I Know, I Know, I Know, More Kicks, Outsider e We’re All Just Trying To Get By, esta última gravada com o cantora e compositora escocesa KT Turnstall. Nascida em 1975 e com dez milhões de álbuns vendidos, KT (também conhecida como Kate Victoria) é uma multi-instrumentista como Roger: ela toca guitarra, piano, flauta e bateria. Seu último álbum, Wax, data de 2018.

A essas canções deve ser adicionado The Clapping Song, um cover da cantora de soul americana Shirley Ellis. A música, originalmente lançada em 1965, foi inspirada em um padrão de 1930 e na época vendeu bem mais de um milhão de cópias, alcançando o topo das paradas dos EUA e do Reino Unido. Não é a primeira vez que Roger inclui covers em um de seus álbuns solo. Na verdade, pode ser considerado um tipo de hábito, encontrado no passado com as esplêndidas versões “taylorianas” de Masters of War de Bob Dylan, Racing In The Streets de Bruce Springsteen e Working Class Hero de John Lennon.

 

O resto das canções, em vez disso, foram lançadas em várias formas e ocasiões como singles, físicos ou digitais e não representam exatamente novidades.

Já conhecíamos Journey’s End há algum tempo, lançado em maio de 2017 e que parecia quase uma espécie de despedida das cenas. De fato, após o lançamento de Fun On Earth (2013), Roger explicou que queria se dedicar acima de tudo a atividades ao vivo com Queen + Adam Lambert, fazendo esporadicamente apenas canções soltas. Então, o advento da pandemia ofereceu-lhe o espaço e o tempo necessários para montar um álbum de verdade. De qualquer forma, Journey’s End é oferecido em Outsider com um novo mix, diferente do anterior.

 

Absolutely Anything, por outro lado, faz parte da trilha sonora do filme homônimo lançado na Itália com o título Uma ocasião de Deus (no Brasil o título foi “Absolutamente Impossível“), um dos últimos filmes do falecido Robin Williams, uma história entre a comédia e a ficção científica, inspirada na romance de HG Wells “O homem que fez milagres”.

https://youtu.be/gC47vPr63Ek

 

Gangsters Are Running This World é de 2019, lançado em duas versões, ambas re-propostas também em Outsider.

 

Isolation é a música que acima de tudo tem uma ligação muito forte com o presente que vivemos. Roger o escreveu durante o longo bloqueio que envolveu o mundo inteiro e é a representação perfeita do que todos nós vivemos naqueles terríveis meses de 2020.

 

Por fim, há Foreing Sand, uma espécie de clássico da discografia solo de Roger. A peça, publicada no álbum Happiness? junto com o multi-instrumentista japonês Yoshiki (mente e alma do X-Japão) é reapresentado em uma nova versão. O mesmo vale para as duas faixas extras presentes apenas na edição japonesa.

 

Provavelmente haverá quem diga: só isso? Na verdade, Outsider promete ser um álbum que já foi parcialmente ouvido, quase uma espécie de coleção de tudo feito nos últimos anos pelo baterista. Porém, é um álbum que deve ser ouvido e admirado antes de qualquer avaliação possível, desta vez também ao vivo graças à turnê inglesa. Não muito antes de seu lançamento, previsto para 1º de outubro, e só então será o momento de avaliá-lo.

Enquanto esperamos (um momento sempre emocionante para qualquer fã, também graças às várias antevisões) só podemos nos declarar felizes: Outsider é um presente, algo que em outras circunstâncias provavelmente não teríamos. Um aspecto positivo de uma era cheia de problemas e sofrimentos que ainda não acabou e que talvez possamos enfrentar com um sorriso extra também graças à música de Roger Taylor.

 

Fonte: Roger Taylor: la tracklist di Outsider, il suo nuovo album solista in uscita a Ottobre – Queen Forever Blog (queen4everblog.blogspot.com)

Ele foi fundamental no andaime da banda britânica, no qual tocou desde sua fundação até a morte do cantor Freddie Mercury. Ele vive longe dos holofotes.

John Deacon, o baixista silencioso, mas essencial do Queen, de sua contribuição autoral em sucessos inesquecíveis da banda, completa 70 anos.

E trata-se dessa celebração totalmente afastada da vida pública praticamente desde a dissolução da formação histórica, em 1991, após a morte de Freddie Mercury.

Deacon foi essencial na jornada do lendário grupo, não apenas pela sólida base rítmica formada com o baterista Roger Taylor, mas pela criação de hits como Another One Bites the DustYou’re My Best FriendI Want to Break FreeSpread Your Wings e a balada Friends Will Be Friends, este último em colaboração com Mercury, entre outros.

Ele também foi o autor da famosa introdução de baixo da canção Under Pressure e se destacou em performances onde ele mostrou sua qualidade como instrumentista em Crazy Little Thing Called Love, A Kind of Magic e Dragon’s Attack, para citar apenas algumas músicas.

Desta forma, o baixista posicionou-se como o músico que deu um pulso pop ao Queen, em equilíbrio com o toque mais roqueiro de Taylor e do guitarrista Brian May, e o perfil operístico e vaudeville de Mercury.

Fora do grupo, o músico foi o único que mal se envolveu em aventuras solo e, além de algumas aparições esporádicas, recusou-se a seguir em frente após a morte de Mercury, embora ele deu o passe para May e Taylor para continuar a manter seu legado vivo.

“Quando Freddie morreu, também perdemos John”,

os outros dois membros do grupo uma vez comentaram com total certeza.

Nascido em Leicester em 19 de agosto de 1951, John Deacon estudou guitarra quando menino, mas tornou-se baixista quando estava em uma banda juvenil, devido à necessidade de preencher esse papel.

Depois de algumas experiências mal sucedidas, em 1971 ele conheceu seus futuros colegas de banda do Queen, que o convidaram para um teste para ocupar o cargo vago de baixista.

De lá até 1991, o músico se dedicou exclusivamente ao grupo, em um trabalho que além do musical se estendeu ao técnico, devido à sua formação como engenheiro eletricista, o que lhe permitiu criar alguns amplificadores especiais para os baixos e violões.

Como Billy Bond, responsável pela turnê do Queen pela América do Sul no verão de 1981, disse a Telam quando foi consultado para o 40º aniversário desse marco, Deacon foi o membro que foi quase pessoalmente responsável pelas finanças da banda.

“Brian e Roger eram os chefes do grupo que estavam em tudo e John era o gerente”,

lembrou o lendário criador de The Heavy of Rock and Roll.

Mais uma análise feita pelo Prof. Renato Gurgel, membro do grupo de WhatsApp Queen Net. Agora ele fala sobre o segundo álbum da banda, denominado Queen II.

 

Queen II

Segundo álbum de estúdio da banda Queen, que para mim é melhor que já fizeram, pois não havia ainda forças ou pressões tão grandes por hits, ou por músicas mais comerciais. Eles simplesmente deixaram as ideias fluírem. E como fluíram.

O álbum começa com uma pegada sombria abrindo o Lado Branco com Procession, uma música instrumental com muitas camadas de harmonização de guitarra (então imagina como será o Lado Preto) e vindo em seguida com uma obra quase que teatral intitulada Father To Son (A Word in your ear/ From father to son). A queridíssima White Queen, uma canção de um amor jamais descoberto, jamais proferido (My goddess hear my darkest fear/ I speak too late / It’s for evermore that I wait). O amor continua não compreendido com Some Day One Day e finaliza o Lado Branco com The Loser In The End, um rock direto bem ao estilo Roger.

Todas as músicas do Lado Branco são de Brian, exceto The Loser In The End.

O Lado Preto tem todas as composições de Freddie e retratam muito claramente a mente vibrante e poética do vocalista da banda. Começando por Ogre Battle com suas camadas de vocais, linhas de guitarra e agudos de Roger. A música começa riff da música sendo tocado de trás para frente que trás um efeito diferente e interessante. Reza a lenda que Brian aprendeu a tocar o riff de trás para frente para as apresentações ao vivo da banda (alguém confirma?)

Em seguida a eletrizante e irrequieta The Fairy Feller’s Master-Stroke onde Freddie descreve a pintura de mesmo nome de Richard Dadd, pintor Inglês da era Vitoriana que era obcecado por detalhes, e que deu a ele essa inspiração. Em seguida uma das mais belas baladas da banda, Nevermore, tocada no piano por Freddie. Simples e direta, mas que já mostrava a potencialidade da voz de Freddie.

The Fairy Feller’s Master-Stroke 1855-64 Richard Dadd (1817-1886)

The March of The Black Queen é uma história à  parte para mim. Nela consigo ouvir a gênese de Bohemian Rhapsody, com seu andamento e ritmos variados, overdubing dos vocais (muita harmonização vocálica) camadas de guitarras (mais uma vez) e um final que não é final, para então acabar. Para mim uma obra prima.

O álbum acaba com Funny How Love Is e Seven Seas Of Rhye, que é praticamente um rock marítimo (será que existe isso?) cheia da criatividade de Freddie, trazida, provavelmente, de seu conhecimento prévio das histórias de criança (assim como veremos no terceiro álbum da banda). Vale o destaque que Seven Seas fecha o primeiro álbum do Queen como música instrumental.

Se um dia algum desavisado te perguntar quem é Queen…indique esse álbum. Ele captura tudo o que eles se tornaram. Grandiosos, surpreendentes, variados, camaleônicos, com intensidade e suavidade na medida certa e extremamente ecléticos.

De novo ninguém tocou sintetizadores.

E como sabem….

#nodaysoff

Roger Taylor fará, nesta quinta-feira, dia 19 de agosto, a estreia mundial do vídeo da música: We’re All Just Trying To Get By! com KT Tunstall.

A música faz parte do seu novo álbum Outsider, que será lançado no início de outubro.

Horário: 19 de agosto, quinta-feira às 8 horas (horário de Brasília)

A transmissão será feita no seu canal do Youtube: www.youtube.com/RogerTaylorSolo

Acesse o canal e clique no lembrete!

 

Fonte: www.queenonline.com

 

 

Reproduzimos aqui uma análise feita pelo Prof. Renato Gurgel, membro do grupo de WhatsApp Queen Net,  sobre o álbum de estreia do Queen, intitulado Queen I e publicado em seu Instagram pessoal.

 

Queen

Primeiro álbum da banda inglesa de rock Queen. Um excelente álbum de estreia de uma banda de rock no ano de 1973. Anos mais tarde o dia do Rock surgiu com a edição do Live Aid, porém para mim, o dia do Rock foi estabelecido com o lançamento desse álbum, dia 13 de julho de 1973, mesmo dia do Live Aid 12 anos mais tarde.

O álbum é de um rock progressivo, com influência do hard rock e do heavy metal e como em quase todos os álbuns da banda (ou todos) é muito eclético, indo de tema folclórico (My Fairy King) até religioso (Jesus).

A 4a música do lado A é My Fairy King, composta por Freddie, e foi escrevendo essa música que ele decidiu mudar seu nome de Freddie Bulsara para Freddie Mercury. A linha que o convenceu que ele não era mais Bulsara e sim Mercury é a seguinte:

“Mother mercury (mercury)

Look what they’ve done to me

I cannot run I cannot hide”.

De acordo com @brianmayforreal Freddie se viu como sendo o filho de Mother Mercury e decidiu que mudaria seu nome e assim o mudou.

Particularmente gosto bastante do álbum e especialmente algumas das  faixas que me são mais queridas são Keep Yourself Alive, Doing All Right (é a música do meu despertador), Great King Rat, Liar, The Night Comes Down e Son and Daughter.

Tem um último detalhe que aparece na contra capa. O nome de John aparece ao contrário (Deacon John), pois ao que parece o grupo o achava muito tranquilo e quase sem graça. Para mudar um pouco inverteram o nome dele, que foi corrigido, a pedido dele, no álbum seguinte. E é a única vez que também aparece o nome inteiro de Roger, Roger Meddows-Taylor.

E não ninguém tocou sintetizadores.

 

Até o próximo álbum, Queen II.

#nodaysoff

#queen

#brianmay #johndeacon #rogertaylor #freddiemercury

Queen The Greatest ”: uma celebração de 50 dos maiores momentos da história do Queen até agora.

Uma série de 50 semanas no YouTube que celebra os momentos-chave da história do Queen, nos lembrando porque o Queen e sua música continuam a ser amados em todo o mundo.

Comemorando cinco dos maiores sucessos do Queen, todos escritos pelo icônico guitarrista principal da banda, Brian May. Incluindo clássicos como “I Want It All”, “Save Me” e, claro, “We Will Rock You”.

Em uma semana que está marcada para ver a lenda do Queen Brian May fazer um retorno impressionante aos níveis superiores das paradas musicais com seu álbum solo original de 1992 remasterizado / reembalado ‘Back to the Light’, o Queen The Greatest esta semana continua sua celebração de alguns de as maiores canções do Queen, destacando cinco sucessos clássicos fornecidos pelo icônico guitarrista principal da banda.

Ao longo da carreira de gravação notável do Queen, May contribuiu com algumas dos maiores hinos e ao mesmo tempo muito amadas e do rock do Queen. Isso inclui faixas massivas como “Who Wants To Live Forever”, “Flash” e “The Show Must Go On”, bem como o primeiro single do Queen, “Keep Yourself Alive”, e a música que eles tocaram ao vivo mais do que qualquer outro, “Now I´m here”.

Sem esquecer, é claro, o clássico ao vivo, “Tie Your Mother Down”.

Este episódio focado em cinco sucessos do Queen escritos por Brian começa em 1977, com uma das canções mais reconhecidas da história do rock – só pode ser, é claro, o clássico dos clássicos do esporte “We Will Rock You”.

No ano seguinte, foi lançado outro favorito ao vivo, “Fat Bottomed Girls”.

Então, em 1980, para o álbum de sucesso mundial da banda, ‘The Game’, Brian contribuiu com a belíssima “Save Me”.

Em meados dos anos oitenta, o Queen tocava regularmente para grandes multidões, graças a suas músicas que podiam tirar o telhado de qualquer estádio – incluindo um destaque do álbum ‘The Works’ – “Hammer To Fall”.

E então, em 1989, após uma espera de três anos pelo lançamento de um single, o Queen voltou a subir nas paradas do Reino Unido com a poderosa “I Want It All”.

Uma excursão rápida por cinco canções clássicas do Queen, escritas pelo incomparável Brian May.

Queen The Greatest já destacou os sucessos de Roger Taylor e John Deacon. Ainda está por vir mais tarde na série os sucessos originados por Freddie Mercury.

Próxima semana – 1981: Queen Rock South America.

Crédito da foto: Barry Bowden

Fonte: https://www.queenonline.com/

 

Brian May concedeu uma entrevista à Revista Veja que foi publicada na edição desta semana (edição número 2751).

Nesta entrevista, o astro do Queen fala da ansiedade com a volta das turnês após a pandemia e reflete sobre o legado de Freddie Mercury, que morreu há trinta anos.

Se não fosse pela cabeleira excêntrica, o britânico Brian May, de 74 anos,
não chamaria atenção do público. Tímido e discreto, o guitarrista ficava à
sombra da estrela absoluta do Queen — Freddie Mercury. Mas, se o icônico
vocalista personificava a banda que vendeu 300 milhões de discos, May
sempre foi a alma musical do Queen. São de sua autoria hits como We Will
Rock You, The Show Must Go on e I Want It All. Após a morte de Mercury, de
aids, em 1991, May, junto com o colega Roger Taylor, levou adiante a tradição
de megashows do Queen. Agora, o guitarrista relança seu segundo álbum–
solo, Back to the Light (Universal), feito no período de luto de Mercury. O
que poucos sabem: além de roqueiro, May é ph.D. em astrofísica pelo
prestigioso Imperial College e, desde 2015, colaborador da Nasa. Em
entrevista por vídeo feita de sua casa, em Londres, ele fala sobre o desejo de
tocar após a pandemia, lembra os últimos momentos de Mercury e reflete
sobre envelhecer no rock’n’roll.

O Queen sempre arrastou multidões aos estádios. Com o avanço da
vacinação, os shows vão voltar? A música ao vivo vai voltar, sim, e
viveremos um momento explosivo e monumental. As pessoas estão famintas
por isso — e nós também, é claro. Mas a guerra contra o vírus não acabou.
Ainda não é a hora de relaxar, pois temos a ameaça da variante delta. Se
Deus quiser, contudo, logo poderemos retomar a vida de onde paramos.
Tenho certeza de que haverá um nível de energia extra e um influxo maciço
de euforia nas pessoas e artistas. Não importa o que tocarmos, só por
estarmos lá, já será incrível. Nem sei se meu corpo vai aguentar.

Show do Queen no Live Aid em 13 de julho de 1985

O senhor está relançando seu segundo álbum-solo, Back to the Light, gravado um ano após a morte de Freddie Mercury, em 1991. Esse disco foi a forma que encontrou, na época, para lidar com o luto? Não tenho dúvidas de que sim. Eu mergulhei em uma espécie de negação sobre o Queen por um longo tempo. Na época, dizia que não queria ser mais o Queen. Foi um processo de luto falar sobre a escuridão e a tristeza, mas o disco foi também uma forma de reencontrar a luz, como diz o título. Com ele, reencontrei o otimismo e a alegria da vida, ainda que tenha sido um momento muito difícil de viver.

Com o relançamento, o álbum finalmente ficará disponível em streaming, uma tecnologia impensável naqueles tempos. Fazer rock se tornou menos manual e agora é um processo quase automatizado? Definitivamente, há uma tendência de usar demais a tecnologia hoje em dia. Mas, no rock, vejo uma reação a isso. O (grupo americano) Foo Fighters fez algumas gravações analógicas, e minha amiga Arielle (jovem guitarrista) aposta nisso também. As pessoas gostam de voltar às velhas técnicas, à velha escola, sem cliques. Eu gosto disso, sinto falta. Para mim, é difícil entender algumas das músicas de hoje, que considero mecânicas.

O rock sempre foi ligado a uma energia juvenil, e sua geração personificou isso. Aquela energia ainda existe ou migrou para outros ritmos musicais? A energia estará sempre aí. No início, o rock era a voz da juventude. Hoje é uma voz universal e atravessa as barreiras de geração, idade, raça, cor, enfim, tudo. Eu me sinto orgulhoso de ver que o rock amadureceu. Absolutamente, me sinto bem por fazer parte dele também.

Se Freddie Mercury estivesse vivo, o Queen estaria na estrada, tal como os Rolling Stones estão até hoje? Tenho certeza de que sim, e estou convicto de que estaríamos gravando coisas novas. Sim, a nave-mãe ainda estaria na ativa. Iríamos fazer nossos trabalhos-solo, mas o Queen estaria vivo e voando alto. Estou absolutamente certo disso. Tínhamos um ótimo relacionamento. Não era fácil, mas a sinergia criativa era incrível. Seria impossível não estarmos juntos se Freddie ainda estivesse aqui.

Como foi seu último encontro com Freddie Mercury? Ele estava confinado numa cama. Mostrava-se triste por não poder se levantar e olhar o jardim pela janela. Levamos uma fita do Quanto Mais Idiota Melhor, do Mike Myers. Ele assistiu ao filme e sorriu. Conversamos sobre várias coisas e, de repente, ele disse: “Brian, você não precisa me entreter, você não precisa ficar conversando comigo. Estou muito feliz só por você estar aqui. Podemos aproveitar este momento. Não sinta que precisa fazer nada por mim”.  Isso foi muito inspirador. Freddie sabia que não tinha muito tempo e estava feliz apenas por compartilhar os momentos de uma forma espiritual. Estava em paz.

Em nenhum momento, afinal, o sofrimento da aids o deprimiu? Nunca o ouvi reclamar. Alguns dias depois recebemos o telefonema avisando que Freddie tinha morrido.  Embora soubéssemos que isso aconteceria, não conseguíamos acreditar. E, de repente, era isso. Eu, John (Deacon) e Roger (Taylor) estávamos juntos e nos sentamos em uma sala e ligamos a TV. Foi simplesmente alucinante. Nosso mundo foi destruído de uma hora para outra. Embora devêssemos estar preparados, o fato é que não estávamos.

Em 2021, completam-se trinta anos da morte de Freddie Mercury. Naquela época, a homossexualidade no rock ainda era um tabu. O Queen ajudou a quebrar o preconceito? Com certeza. O show-tributo de 1992 fez uma grande diferença para a comunidade gay. Fazemos questão de manter a memória de Freddie viva e desde então contribuímos com instituições que lutam contra a aids ao redor do mundo.

O fato de Freddie Mercury ser gay em uma banda com integrantes heterossexuais foi problema algum dia? Nunca nos preocupamos com o fato de Freddie ser gay ou não. O que importava eram a música, a paixão e a amizade. Isso é que fazia a diferença. Acredito que cada criatura na Terra é digna de respeito. Não vejo razão para supor que os seres humanos sejam a espécie mais importante do planeta.  Se um alienígena chegasse aqui, ele não acharia que fizemos um bom trabalho. Vou viver e morrer pela ideia de que todos, independentemente de sexo ou raça, são dignos de respeito.

Adam Lambert, atualmente nos vocais do Queen, é abertamente gay. Percebe diferenças entre o tratamento dado a ele por parte dos fãs e da mídia? Hoje as coisas são bem diferentes. Freddie nunca escondeu que era gay, era muito claro nas entrevistas. Mas o Adam vai além. Ele é um ativista, e isso é uma parte muito importante do trabalho dele. Às vezes, eu digo para o Adam: “Você tem de se concentrar apenas na música”. E ele responde: “Não, não, não, eu sou um guerreiro”. Eu respeito isso, é claro. Mas, quando estamos no palco, somos uma banda e somos uma força coesa.

Três anos após o lançamento do filme Bohemian Rhapsody, que ganhou quatro Oscar, o senhor diria que aquela cinebiografia ajudou a conquistar novos fãs para o Queen?  É claro que sim. Muitas pessoas que foram ver aquele filme não sabiam quem nós éramos, e saíram sentindo que nos conheciam. O filme prestou um grande serviço. Há muita verdade espiritual nele. Acharam que era um filme sobre Freddie, mas na verdade era sobre o Queen. Isso fez uma ótima ponte para uma nova geração.

O Queen tocou no Rock in Rio duas vezes: em 1985, com Freddie Mercury, e em 2015, com Lambert. Nas duas vezes, o público cantou em coro os versos de Love of My Life. Qual foi o sentimento ao ouvir aquela multidão? Foi muito emocionante. Nossos idiomas e culturas são bastante diferentes, e foi impressionante ver todas aquelas pessoas cantando nossa música em nossa língua, com tanta paixão. Criamos um grande vínculo. Love of My Life nunca foi cantada assim na Europa ou nos Estados Unidos. Mas na América do Sul, por causa do Rock in Rio e também de nossa passagem pela Argentina, ela se tornou uma das maiores coisas da história do Queen. Para nós, foi algo que nunca se poderá esquecer.

As pessoas o conhecem   como ídolo do rock, mas o senhor também é ph.D. em astrofísica. Como foi retornar aos estudos depois de tantos anos? Eu precisava fechar um círculo. Minha tese estava 95% concluída quando fui tocar com aquela banda chamada Queen. Sempre achei uma coisa terrível não ter conseguido terminar. Anos depois, o astrônomo britânico Patrick Moore, que inspirou gerações no Reino Unido, me incentivou a terminar o doutorado. À época, eu estava escrevendo uma biografia sobre ele. Retornei ao Imperial College de Londres, onde eu havia começado meus estudos trinta anos antes, para finalmente concluí-los. Adoro a exploração espacial. Tenho esses dois lados na minha vida que são incrivelmente distintos: a música e a astrofísica.

Um dos pais da astronomia, Galileu Galilei, foi uma vítima do negacionismo no século XVII. Como avalia os novos tempos de negacionismo e ataque à ciência?  Minha grande preocupação é com a verdade. Ela é a grande vítima do século XXI.  É muito difícil encontrar a verdade agora, e muito fácil contar uma mentira de maneira convincente. Isso me incomoda sobremaneira. Também é muito difícil ter nossa liberdade de expressão, porque as pessoas vão atacar e destruir você se discordarem do seu ponto de vista.

Galileu Galilei

O que o senhor aprendeu com a astrofísica de útil para a música, e vice-versa? Na nossa composição ‘39 (do álbum A Night at the Opera, de 1975), creio que há algo da Teoria da Relatividade, de Einstein. Mas a verdadeira influência é na forma como cada uma dessas áreas interferiu em meu jeito de pensar. O processo de descoberta e de abrir a mente para entender o universo não é tão diferente da sensação que a música provoca em nós. Acredito que o objetivo da minha vida é ser o mais completo possível.

É curioso imaginar que uma estrela do rock colaborou com a Nasa. Como foi a experiência? Para mim, é um sonho que se tornou realidade. Sempre quis as duas coisas, o rock’n’roll e a ciência. E todo mundo me dizia: “Você não pode ser um artista e um cientista. Não é possível”. Hoje, me sinto muito feliz e orgulhoso em ter provado que essa união é possível. Adoro fazer pequenos projetos com as equipes da Nasa e da Agência Espacial Europeia. Eu faço as estatísticas, é um trabalho que me empolga. E valorizo muito meu relacionamento com essas pessoas, como a equipe da New Horizons, que trabalhou na sonda enviada a Plutão.

E elas gostam da música do Queen, o que é ótimo. Penso que levei algo diferente para a vida delas.

Fonte: Brian May: “O show vai continuar” | VEJA (abril.com.br)

 

 

O site nme.com possui um quadro chamado: Does Rock ‘N’ Roll Kill Braincells?! (O Rock ‘N’ Roll mata neurônios ?!), onde eles fazem perguntas para um artista sobre sua própria carreira para ver o quanto ele consegue se lembrar – e descobrir se a bebida, a música alta da turnê tiraram o conhecimento deles.

A brincadeira de hoje é com Brian May. Ele falou sobre a gravação de “Back to the Light”, uma possível sequencia do filme Bohemian Rhapsody, um álbum com Adam Lambert e sobre um novo musical do Queen.

 

1)Recentemente, você relançou seu álbum solo ‘Back to the Light’. Em que número ele estava originalmente na parada  em 1992?

“Deus do céu! Eu não sei números! ”

ERRADO. Chegou ao número seis.

Brian comentou:

“Back to the Light ’foi escrito e gravado durante um período difícil da minha vida. Foi um tempo de perder Freddie e estar ciente disso, mas em negação e descrença, perdendo meu pai e meu casamento se desfazendo. Eu estava prestes a desmoronar na maior parte do tempo, mas o álbum me ajudou. Nos raros dias em que me sentia capaz de fazer música, me inspirava tentando expressar o que estava dentro da minha cabeça, pensando que isso poderia ajudar as pessoas em fases semelhantes na vida. Também ajudou o fato de eu ter a bênção de Freddie. Eu estava nervoso, sentindo que estava fazendo algo desagradável ao lançar meu single solo de estreia quando Freddie ainda estava por perto. Mas eu toquei para ele e perguntei se ele queria cantar no álbum. Ele disse: ‘Não, você canta lindamente, querido! Você deve começar a trabalhar em sua carreira solo “. Foi bom ter isso no meu coração. ”

Essa sensação de precisar da bênção dele alguma vez o deixou? Sempre que você trabalha com o Queen agora, você tem conversas imaginárias com ele em sua cabeça?

“Ele está sempre lá. Ele realmente é. Mas de uma forma positiva. Geralmente podemos ouvir a voz de Freddie se estivermos discutindo decisões e sabemos o que ele diria. Ele era bastante imprevisível, mas pudemos prever sua imprevisibilidade! Ele era como um irmão, e eu sempre vejo seu sorriso perverso imaginando o que ele traria para nós. Freddie era a pessoa mais estranhamente viva e excepcionalmente livre. ”

 

2) Dois atores interpretaram você na tela – um no filme de grande sucesso de 2018 Bohemian Rhapsody e o outro no vídeo do single “The Miracle” de 1989 do Queen. Um ponto para cada um que você pode nomear.

“Definitivamente Gwilym Lee, que fez um excelente trabalho comigo em Bohemian Rhapsody.”

CORRETO. O outro era Paul Howard.

“Gwilym até enganou meus filhos! Quando lhes mostrei um corte bruto do filme, eles disseram: ‘Ele é muito bom, mas obviamente você fez a voz, não foi pai?’ ”(Risos)“ Eu disse: Não, ele é um bom ator. Ele me fez perfeitamente – em termos de voz, linguagem corporal ampla e espiritualmente. Ele se tornou como meu irmão mais novo e nós mantemos contato. ”

Esse filme foi um grande sucesso. Você vai fazer uma sequência?

“Já conversamos sobre isso e, no momento, não vemos o caminho para fazer isso e, a menos que salte e nos derrube, não o faremos.”

 

3) O Queen lançou “Under Pressure” com David Bowie em 1981. Mas em que outra música ele foi originalmente para o estúdio para gravar os backing vocals?

“Acho que ele estava trabalhando em‘ Cool Cat ’.”

CORRETO.

“Freddie o arrastou uma noite para trabalhar nisso, mas saímos para beber e voltamos com uma ideia que foi baseada no riff de baixo de John [Deacon]. John pegou seu baixo e tocou algo e David correu até ele, colocou a mão no pescoço da guitarra e disse: ‘Não, não, não. Não foi isso que fizemos. Foi assim! ’.” (Risos) “A expressão no rosto de John não tinha preço! Começamos algumas outras coisas com David naquele período, mas “Under Pressure” tornou-se desgastante e ele continuou chegando todo animado com mais letras. Minhas lembranças favoritas de David são ele jogando jogos de faz de conta com meu filho, Jimmy. Ele tinha uma boa qualidade infantil nele, bem como sua característica de gênio.

 

4) Quando o atual frontman do Queen, Adam Lambert, apareceu em Alan Carr: Chatty Man em 2015, que presente ele disse que iria dar a você?

“Temo que isso me escapa!” (Risos)

ERRADO. Era Frizz Ease.

(Risos) “Bem, para as pessoas com cabelo encaracolado, a chuva é o inimigo. Mesmo um pouco de chuva e você fica com essa penugem crescente e pouco atraente. Eu nunca tinha ouvido falar do produto, mas provavelmente deveria! Eu chamo Adam de GFG – Presente de Deus. Ele marcou cada caixa e muitas caixas que nem sabíamos que existiam. Sua voz é fenomenal e uma em um bilhão, e Freddie concordaria comigo nisso. Ele tem um ótimo relacionamento com o público e é muito agressivo – o que parece ser um requisito para um vocalista em nossa banda! ” (Risos)

Você lançaria um novo álbum do Queen com Adam?

“Já conversamos muito sobre isso, mas ainda não aconteceu. Entramos em um estúdio no meio da última turnê americana para experimentar, mas não sentimos que nada estava certo. A menos que salte para fora e seja extraordinário, então não vamos fazer isso, mas é uma possibilidade, definitivamente. Para ser honesto, tenho a sensação de que as pessoas querem ouvir a voz de Freddie em um disco quando tem o nome Queen e é difícil para eles ver de outra forma. Ao vivo, é maravilhoso e as pessoas se sentem satisfeitas vendo Adam trabalhando conosco. Sempre que incluímos as músicas solo de Adam no set ao vivo do Queen, o resultado é muito bom, então talvez seja um sinal de que devemos nos esforçar mais para ver onde a gravação vai. ”

 

5) Quem cantou ‘We Are the Champions’ no concerto em homenagem a Freddie Mercury em 1992, repleto de estrelas?

“Liza Minnelli.”

CORRETO.

“A ideia foi minha e fui criticado por várias partes, que disseram:‘ Você não pode fazer isso! ’. Meu argumento era que Freddie a amava, ele ficou fascinado por ela no Cabaret e mais tarde se tornou seu amigo. Quando ela saiu e seu grande coração se abriu e o estádio foi com ele, eu me senti vingado. ”

Você parece ter um amor por turnês. Você abraçou isso desde o início ou demorou, e houve algum momento que você achou muito estranho?

“Nós sempre estivemos conectados a isso porque vindo de perambular pelo Kensington Market fingindo ser estrelas do rock, havia essa energia metrossexual, dândi exuberante. E Freddie era muito extravagante, mas o engraçado era que nos primeiros dias – e eu dividia quartos com ele em turnê – ele não era particularmente gay. ” (Risos) “Mas quando ele cruzou aquela porta e descobriu seu verdadeiro eu e saiu, o sorriso perverso e o senso de humor ainda eram os mesmos. Houve momentos, como quando Freddie entrou no palco sem avisar conosco em cuecas carmesim, que ele disse ‘Fred, sério ?!’, mas foi muito divertido e não importa o quão ultrajante ele fosse, ele sempre poderia conseguir.

“Eu sabia desde o início que ele era um ícone maravilhoso, e é por isso que o coloquei na capa do primeiro álbum [de 1973 autointitulado] do Queen. Cortei esta pequena foto de Freddie à mão e colei-o em uma foto de um holofote e que diz: Freddie é nosso frontman. Ele é um ícone e nossa conexão com o público. ”

 

6) Quem fez o cover de ‘Don Don’t Stop Me Now’ do Queen para o Sport Relief 2006? Pista: você tocou com eles em um de seus shows em Londres.

“Agggghhhh! São aqueles meninos que são chamados … oh, pelo amor de Deus – diga-me! ” (Risos)

ERRADO. É o McFly.

“Eu sabia! Eles também são meninos muito bons. Quando íamos ao redor do mundo obtendo sucessos, pensávamos: ‘Todo mundo faz covers de Beatles e [Led] Zeppelin, por que não fazem covers de músicas do Queen?’ tornou-se parte da linguagem que as pessoas queriam falar na música. Ouvir as pessoas tocando nossas músicas é o maior elogio. ”

O Queen tweetou sobre seu amor pela boyband BTS. Você gostaria de trabalhar com eles?

“Bem, isso seria interessante, não seria?” (Risos) “Isso seria muito interessante! Estou pronto para tudo. Quando as pessoas me perguntam com quem eu gostaria de trabalhar, Paul McCartney está no topo da minha lista porque os Beatles ainda são ‘A Bíblia’ para nós. Como músicos lutadores, tínhamos uma piada sempre que o telefone tocava, alguém dizia: ‘Oh, é Paul McCartney para você’ e nós dizíamos: ‘Diga a ele para se foder!’. Nenhum desrespeito a Paul – apenas uma bravata porque ele é como o Papa. ” (Risos) “Quando estávamos ensaiando para o Freddie Mercury Tribute [concerto em Londres], o telefone tocou e a mensagem voltou:‘ É Paul McCartney para você … ’” (risos)

Você finalmente disse a ele para se foder ?!

“Não, mas parecia surreal. Ele estava ligando para nos desejar boa sorte e dizer que estava triste por não poder aparecer conosco naquele show, pois estou sentado em uma cadeira olhando para Robert Plant, Tony Iommi, Roger Daltrey e Seal. ”

 

7) Em 2011, você foi indicado ao prêmio NME de Melhor Momento ao Vivo quando fez um cover de ‘We Will Rock You’ e outra música ao vivo no Reading festival com qual banda emo?

“Oh, rapazes de‘ The Black Parade ’! Veja, meu cérebro se foi estes dias! Eu os conheço tão bem e absolutamente me relacionei tão intimamente com eles, e … pelo amor de Deus, como eles foram chamados ?! ”

ERRADO. Mas tão perto – é o My Chemical Romance, com quem você também cantou ‘Welcome to the Black Parade’

“É claro! Eu sabia!” (Risos) “A senilidade está se instalando e eu não consigo lembrar o nome da minha própria mãe florescente! O MCR foi ótimo e eu me diverti muito brincando com eles. Eu fui um emo honrado naquela noite. Seus discos tinham muito humor e invenção e estou feliz por eles estarem juntos novamente. Espero topar com eles novamente. ”

Por falar em prêmios NME, a imprensa nem sempre tratou o Queen com gentileza ao longo dos anos …

“Éramos capazes de nos separar muito mais do que qualquer jornalista, então tivemos essa resiliência. Estou falando sério – nós nos reforçaríamos se sentíssemos que era a coisa certa a fazer, mas se não concordássemos, seríamos muito abertos e destrutivos um com o outro. Um de nós deixava o grupo sempre que fazíamos um álbum. Nem sempre fui eu! ” (Risos).

Até Elton John admite em sua autobiografia que rejeitou a música ‘Bohemian Rhapsody’ como “absolutamente ridícula” quando ouviu o teste sendo em 1975 …

“Algumas pessoas teriam concordado com ele! Ele nos apoiou em 1997 quando nos apresentamos na companhia de balé de Maurice Béjart em Paris, no último show que fizemos com John, onde ele cantou ‘The Show Must Go On’ conosco, e nos disse que éramos como um carro de corrida que precisava um ótimo motorista. Ele achava que deveria ser o motorista! ” (Risos)

 

8) Quem te apoiou em sua turnê de 1998?

“Foi o louco?”

ERRADO. Era T E Conway – também conhecido como seu alter ego.

(Risos) “Oh sim! É meu primo distante do Deep South of America. Ele veio e me convidou e eu me diverti muito com isso, uma vez toquei no Queen Fan Club – bem, “ele” tocou – e muito poucas pessoas perceberam o fato de que podemos ser mais parentes do que aparentamos. É maravilhoso ter um alter ego. Há um ator em mim esperando para sair. Acabei de fazer um papel que não posso contar para vocês, mas minha esposa [ Anita Dobson] me incentivou a fazer isso e eu me diverti muito. ”

 

9) Em 2004, você participou de um comercial da Pepsi com o tema ‘We Will Rock You’. Diga o nome das quatro grandes estrelas pop nele.

“Britney, Beyoncé e Pink. Tive que produzir os três cantando ‘We Will Rock You’, o que foi um sonho que se tornou realidade. Eu gostaria que pudéssemos ter lançado como single, mas algum tipo de política nos impediu. Eu fiz um remix de toda a música – a Pepsi usou apenas um trecho dela – e ainda toco com frequência em casa. Talvez um dia eu tenha permissão para colocá-lo para fora! E Enrique Iglesias aparece no comercial interpretando o Imperador. ”

CORRETO.

“Eu achei Britney muito cativante. Obviamente, uma personalidade muito complexa, mas ela tinha um tipo de inocência e um estilo de canto que eu amava e ela segurou seu final muito bem. Todos os três fizeram – foi incrível. Todos os três também vieram ver meu musical We Will Rock You nos primeiros dias em Londres. ”

Algum plano para outro musical?

“Estamos falando sobre fazer outro musical do Queen no momento, sobre o qual poderei contar a todos em breve.”

10) Em 2011, qual banda de rock mais vendida dançou nua no chuveiro ao som da música do Queen de 1982, ‘Body Language’, em uma paródia pornô chamada ‘Hot Buns’?

(Risos) “Não tenho a menor ideia!”

ERRADO. É o Foo Fighters.

“Eu não sabia que os Foos faziam isso! Eles são queridos amigos e têm feito muito pela nossa imagem. Sempre seremos gratos a eles, porque nos tornaram legais de uma maneira que nunca fomos antes de começarem a cantar nossos louvores. ”

Pergunta bônus! Para um bônus de meio ponto: este ano, você lançou uma fragrância chamada ‘Save-me’. De que é que isso supostamente cheirava?

(Risos) “Bem, não cheirava ao que os jornais diziam – que são texugos. Os texugos têm um cheiro muito bom. Mas o perfume não cheira a texugos – é um coquetel de plantas e flores do campo inglês. ”

CORRETO. Se você diz! (Embora Eau de Badger soe melhor).

“É sobre como salvar a vida selvagem e, como as pessoas sabem, estou muito envolvido em fazer lobby junto ao governo para proteger a vida selvagem. Está indo muito bem e eu nunca usei perfume na minha vida, mas estou gostando também. Acho que subestimei a importância dos aromas para a forma como nos sentimos. ”

O veredicto: 5.5 / 10

“Essa pontuação é patética!” (Risos)

 

Fonte: www.nme.com

O Queen foi convidado a se apresentar espontaneamente para Groucho Marx em sua casa, durante um encontro surreal com seu herói cômico.

Freddie Mercury e Queen gostaram tanto dos filmes de comédia dos irmãos Marx que nomearam dois de seus álbuns em homenagem aos filmes Uma noite na ópera (A Night At The Opera) e Um dia nas corridas (A Day At The Races). O próprio Groucho Marx, idoso, descobriu isso e convidou a banda para sua casa em Los Angeles, onde espontaneamente os convidou para se apresentarem para ele. Brian May recentemente contou a história durante o lançamento de seu álbum no Instagram Live de Back to the Light.

Falando com o locutor Joe Lindsay no vídeo abaixo, Brian disse:

“Nós conhecemos o grande Groucho Marx e foi em resposta a uma mensagem que veio de sua cuidadora ou assessora de imprensa”.

Ela disse:

“Percebemos que vocês se inspiraram nos filmes dos Irmãos Marx e Groucho gostaria de conhecê-los”.

Então Freddie, Brian e Roger Taylor foram para sua casa em Beverly Hills, enquanto John Deacon tinha “se acovardado” de acordo com o baterista do Queen.

Ao chegarem à bela casa, eles se depararam com sua igualmente bela cuidadora, que veio dizer que Groucho estaria com eles em um momento.

Ela então deixou Freddie, Brian e Roger antes de retornar enquanto empurrava Groucho, que estava “cheio de vida”, em uma cadeira de rodas. O cuidador então anunciou:

“Ele gostaria de se apresentar para vocês”.

O guitarrista do Queen contou:

“Sim, ele fez. Ele meio que se apoiou no piano e ela tocou e ele cantou uma de suas canções fantásticas muito peculiares.

“E ele contou algumas piadas e depois se recostou na cadeira e disse:‘ Tudo bem. Agora vocês se apresentam! ‘

“Nós meio que congelamos e pensamos,‘ Oh, não! O que nós vamos fazer?'”

Groucho Marx (Image: GETTY)

Groucho Marx com seu companheiro e empresário Erin Fleming em 1977 

(Imagem: GETTY)

Então, Brian disse que eles não podiam se apresentar porque não tinham uma guitarra como acompanhamento. Mas Groucho respondeu: “Ah! Temos um violão! Pegue o violão! ”

E no final, a lenda do Queen dedilhou junto com Freddie e Roger cantando

’39 com todas as harmonias.

Brian compartilhou:

“Ele sentou-se ouvindo e gostou. E trocamos algumas histórias e dissemos o quanto nos inspiramos em seus filmes e ele nos contou um pouco de como eles os fizeram. ”

Mas logo o cuidador disse:

“Ele está ficando cansado, então acho que vamos nos despedir agora.”

Brian acrescentou:

“Dissemos adeus e obrigado e ela o levou para fora e foi isso. E nunca mais o vimos.

“Estava muito perto do momento em que ele faleceu. Mas foi uma experiência maravilhosa. Ele ainda era engraçado, ele ainda tinha graça.”

Groucho Marx morreu em 19 de agosto de 1977 aos 86 anos, apenas três dias depois de Elvis Presley.

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