Duas interpretações para a música ‘I’m Going Slightly Mad’

I’m Going Slightly Mad

– I’m Going Slightly Mad (Estou Ficando Meio Louco) é uma balada de rock gótico, com um videoclipe em preto e branco muito original, com contornos de demência, registrado em Fevereiro de 1991.

– Freddie escreveu essa música na qual ele descreve uma descida à loucura. A ideia para essa música surgiu do medo real de Freddie de desenvolver demência relacionada à AIDS.

 

A Aids e a demência 

– Nos estágios finais da infecção pelo HIV, o vírus pode infectar diretamente o cérebro. O HIV danifica as células nervosas, causando a demência. A demência é uma diminuição, lenta e progressiva, da função mental, que afeta a memória, o pensamento, o juízo e a capacidade para aprender.

 

Interpretações e Curiosidades da canção –

– Freddie Mercury está vestido e maquiado no estilo Johnny Depp no ​​filme de Tim Burton Edward Mãos de Tesoura.

– Cabelos despenteados, um rosto comprido e descolorido, roupas retrô elegantes.

– Isso nos lembra o Conde Drácula, especialmente na cena em que ele está deitado em um campo de narcisos amarelos e se levanta de repente.

– No início do vídeo, ele está sentado em uma cadeira que gira no sentido anti-horário. Em outra cena, vemos ele com um cacho de bananas na cabeça.

– Freddie sente que é algum tipo de fantoche artificial como Edward Mãos de Tesoura. Mas se acha também uma criatura já morta que continua a existir, como o Conde Drácula.

– Só que Freddie não estava à procura de sangue, mas de vida.

– Naquele período, ele sabia que sua existência seria breve. A cadeira que gira no sentido anti-horário representa o desejo de voltar, mas também a loucura que o levava a se afastar da realidade.

– O parafuso gigante de cabeça para baixo pode ser interpretado de duas maneiras. Pode ser entendido metaforicamente como um parafuso do cérebro, isto é, uma peça que falta e causa loucura. Ou é uma espécie de repressão, isto é, a existência que está diminuindo, que está chegando ao fim.

– John tem um chapéu de Bobo da Corte na cabeça, brinca com um ioiô e gira em torno do parafuso gigante, para depois encontrar-se com Freddie.

– John representa um destino zombeteiro, que brinca com a vida de Freddie, e que fez uma piada de mau gosto.

– Roger está usando um bule de chá na cabeça – é o cérebro de Freddie fervendo e prestes a explodir. Em uma cena posterior, ele gira ao redor de si mesmo com uma bicicleta antiga de três rodas.

– Em outra cena, ele está envolto em bandagens como uma múmia.

– Brian, vestido de pinguim, encontra-se conversando com pinguins de verdade. O vídeo também apresenta um personagem vestido como um orangotango.

– Todas essas cenas sem sentido retratam a mente de Freddie Mercury presa à pensamentos estranhos e bizarros causados ​​pela doença, mas também pela consciência de seu fim que está próximo.

– Em uma das cenas centrais do vídeo, Freddie se aproxima de seus companheiros sentados em um sofá, mas eles se movem e ele não consegue alcançá-los.

– Isso representa o fim de sua vida, o mundo que continua avançando e ele que não será mais capaz de vivê-lo.

– Na parte final, podemos ver algumas cores – é uma capa de penas azuis e vermelhas (na verdade, é uma colcha de Freddie, com penas de avestruz coloridas artificialmente). Pode metaforicamente representar a cauda da Fênix, o símbolo animal do renascimento.

– De acordo com a Mitologia, de fato, a Fênix é capaz de voltar à vida a partir de suas cinzas.

– Talvez Freddie está querendo dizer que renascerá?!

– O vídeo termina com John subindo as escadas que desaparecem sob seus pés.

– Ele também desaparece e apenas seu chapéu de Bobo da Corte colorido permanece.

– No set de filmagens haviam 1000 narcisos amarelos. Além disso, remontando à 1973 e às fotografias apresentadas na contra-capa do Álbum de estreia da Banda, Brian recriou o traje de pinguim que usava para a sessão de fotos no apartamento de Freddie, andando no set de filmagens com pinguins de verdade.

– Cleo, um dos pinguins, adorou todos os presentes e aliviou-se por todo o sofá de couro preto em que a Banda estava posando para fotos !

– O clipe foi filmado durante 2 dias porque, de acordo com um veterinário de plantão, Cléo e seu parceiro tinham que descansar a cada 2 horas em uma sala escura.

– Xavier Font, então bailarino catalão de 24 anos e criador do grupo Locomia, não sabia o que dar de presente à Freddie por ocasião do seu 41° aniversário, em Ibiza. Acabou por presentear um par de sapatos de ponta, desenhados por ele mesmo. Esses sapatos foram usados no clipe I’m Going Slightly Mad, menos de quatro anos depois.

– Filmado em preto e branco, a fotografia monocromática ajudou a esconder a fragilidade de Freddie, assim como sua maquiagem exagerada.

– Nesse vídeo, Freddie usou roupas extras para não parecer tão magro.

– Apesar da enorme tensão que o vídeo colocou sobre todos, ele e a Banda gostaram muito de fazê-lo. Talvez sentindo que essa poderia ser a última vez.

– Após a morte de Freddie, uma grande quantidade de cenas dos bastidores surgiu em shows de tributo e documentários, incluindo o famoso c0cô dos pinguins e Freddie dirigindo a ação, claramente ainda querendo estar artisticamente no controle !

Fontes –

Página Queen Fatos & Fotos

 

musicvideomeaning. com em 15/09/2018.

vintagenewsdaily. com em 08/12/2018.

Traduções feitas por Helenita dos Santos Melo.

 

Abaixo, uma outra interpretação feita pela Página Freddie Mercury music in the soul.

– Por Luisa Paradisi – administradora.

– O personagem de Freddie é deliberadamente transformado para disfarçar a doença e responder ao contexto. Mais do que um ” vampiro da vida ” ele está, no entanto, imerso em narcisos (que são amarelos, portanto a cor associada à loucura) e nasce (surge daí) subitamente daquele tipo de patologia suave (flores ) .

– Por baixo da sua roupa, haviam panos aquecidos porque ele estava passando frio devido à doença.

– Ele também usava chinelos durante as filmagens (e você pode ver de fato) por causa da ferida que ele tinha sob o pé direito, causada pelo Sarcoma de Kaposi.

– O parafuso representa justamente o ” pensamento que anda ao contrário “. ( Na verdade, John gira no sentido anti-horário, enquanto ele gira no sentido contrário, ou seja, ele ” acredita ” que é sábio ).

– O mesmo vale para a poltrona no início do videoclipe. O fato de seus amigos se sentarem no sofá e de certa forma concordarem ( acenam com a cabeça em descrença ) é porque eles se dissociam do pensamento alterado do parceiro (Roger tenta estrangulá-lo, ou seja, ele tenta reagir diretamente).

– O gorila, a bananeira, as brincadeiras infantis ( ioiô, bicicleta ) remontam à infância, porque apenas os tolos e as crianças são ” livres ” em pensamento e ação e, portanto, podem ser associados.

– O pinguim é para Brian a concretização ou extensão da sua personalidade (uma elegante Rainha Branca), mas também a dupla energia (preto-branco) que sempre caracterizou a Banda ( yin-yang, mau-bom, masculino-feminino, etc ).

– O palhaço, por outro lado, é o elemento constante não só da peça, mas do Álbum inteiro. Pode não ser só o Freddie (a vida, o destino que está pregando uma peça de mau gosto nele e que ele zomba cortando a gravata), mas o tempo que corre como se fosse um jogo (curto demais) ou mesmo – O Jogo.

– Ele que determina o destino de todos.

– Agradecimentos especiais às páginas Queen Fatos & Fotos e Freddie Mercury Music In The Soul.

– Créditos das fotos ambas às Páginas.

Helenita Melo

Me chamo Helenita dos Santos Melo, sou gaúcha de Cachoeira do Sul e nasci em 25 de janeiro de 1964. Sempre gostei de música, e possuo gosto musical bastante variado. Iniciei minha trajetoria no coral da Igreja Adventista de minha cidade natal e mais tarde me tornei cantora em grupos amadores e profissionais. Eu era fã “normal” do Queen há muitos anos… até o lançamento do filme “Bohemian Rhapsody” (2018), onde a minha paixão reascendeu de maneira muito forte e intensa. Eu me defino como “uma dona-de-casa curiosa” e estou sempre pesquisando, aprendendo e compartilhando o que sei sobre a banda, e me tornei uma pessoa bastante conhecida nas redes sociais. Desde 2004 resido em Bolzano (Itália) e sou casada com o Dr. Nicola Ciardi, fundador do festival de jazz daquela cidade em 1982.

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