. O Queen e a Ficção Científica.
Como esses dois mundos se encontram !

▪️Freddie, Brian, Roger e John já se arriscaram em diversos estilos musicais, além do clássico Hard Rock e Heavy Metal, casando com elementos de ópera e balé.

Foram ao máximo da experimentação, com assinaturas de tempo incomuns para as rádios.

▪️A Banda também já brincou com o Punk em Sheer Heart Attack, trocou os seus instrumentos padrões por guitarras espanholas, maracas e campanas em Who Needs You.

Faz parte da Banda explorar novas loucuras para inserir em seus Álbuns.

®️ Mas a primeira coisa que devemos notar é que os próprios integrantes da Banda sempre tiveram um pé na ciência.

Roger Taylor tem um diploma em biologia, Brian May possui um PhD em Astrofísica.

Inclusive, Brian chegou à colaborar com a NASA no projeto New Horizons, que tinha como um de seus objetivos fotografar e estudar Plutão.

▪️E a carreira solo dos dois é ainda mais ligada à ficção científica. Os dois primeiros Álbuns de Roger foram intitulados Fun In Space (Diversão no Espaço) e Strange Frontier (Estranha Fronteira), enquanto Brian se envolveu em projetos musicais com nomes como Star Fleet (Frota Estelar) e 1984 (referência direta ao livro de George Orwell), sua primeira Banda.

®️ Seguindo uma linha cronológica, vemos abaixo –

01 – ’39 –

A primeira ligação da Banda com o gênero está no Álbum A Night At The Opera (1975)

Escrita e cantada por Brian May, a canção ’39 traz a Banda inteira cantando em harmonia a história de um grupo de astronautas que embarca em uma viagem de um ano. Mas ao retornar, percebem que por conta da dilatação temporal, centenas de anos já se passaram. A música segue o ponto de vista desses astronautas, que agora percebem como todos que deixaram para trás estão velhos ou mortos.

Para contrastar a narrativa melancólica, Brian decide seguir com um arranjo folk, que mescla jazz, blues e country.

 

02 – O próximo exemplo não está em uma música, mas sim em uma ilustração.

No Álbum News Of The World (1977), a primeira coisa à chamar a atenção é a sua arte de capa.

A arte revela um robô gigante segurando a Banda em suas mãos mecânicas e ensanguentadas, com uma expressão aparentemente triste. Para quem acha essa capa aleatória, ela tem a ver com a paixão de Roger pelas clássicas revistas de ficção científica que você podia encontrar em qualquer banca na década de 50 e 60.

A ilustração do robô gigante apareceu pela primeira vez na capa da revista Astounding Science Fiction, e a arte original foi feita por Frank Kelly Freas.

O artista chegou a explicar a imagem, dizendo que ela representa um robô acidentalmente destruindo um ser orgânico, mas triste por não poder consertar.

A edição da revista trazia a história The Gulf Between, do escritor Tom Godwin, sobre uma civilização futurista onde os robôs podem trabalhar como qualquer ser humano, mas devem seguir as regras sem questioná-las.

24 anos depois do lançamento da revista, a Banda contratou Freas para recriar a imagem, dessa vez trocando o humano da capa original
pelos integrantes da Banda.

 

     

 

 

03 – O Álbum Flash Gordon (1980) tem uma arte de capa incrível e Brian May queria criar a música mais explosiva e heróica que imaginou.

Além da faixa-tema – Flash’s Theme – o Álbum trazia ótimas canções como The Hero e a melhor versão da Marcha Nupcial que você já ouviu.

Foi durante a turnê desse Álbum que Freddie Mercury inventou de se apresentar montado em cima dos ombros de Dart Vader. Quer mais Sci-fi do que isso ?

       

 

04 – O próximo Álbum seria Hot Space (1982), um dos mais arriscados, com a ideia de John Deacon em criar uma mistura de Funk com Disco.

Não há referências sci-fi nas letras das canções, mas o clipe da música Calling All Girls, de Roger Taylor, é uma paródia do filme THX 1138 (1971), uma distopia escrita e dirigida por George Lucas antes de ficar conhecido com Star Wars.

O videoclipe é considerado um dos mais raros da Banda.

             

 

 

05 – Álbum The Works (1984).

Além de ter músicas como Machines (Back To Humans), uma das primeiras vezes que a Banda decidiu usar sintetizadores, com o propósito de dar o ar futurista que o Álbum pedia, a maior referência ao gênero está no videoclipe de Radio Gaga, música escrita por Roger Taylor.

Com visuais inspirados no clássico filme do expressionismo alemão, Metropolis (1927), dirigido por Fritz Lang, Queen estava de volta ao topo e decidiu gastar um pouco mais com esse vídeo, recriando cenários e a fotografia do filme.

Com o lançamento de uma versão restaurada do filme Metropolis, a música Love Kills, de Freddie Mercury, foi usada. Em troca, ele recebeu a permissão para usar imagens do filme no clipe da Banda, mas eles ainda tiveram que comprar os direitos de exibição do governo alemão.

         

 

07 – Álbum A Kind Of Magic (1986).

Esse também foi um lançamento inovador, porque além de ser o primeiro gravado digitalmente pela Banda, traz faixas comuns ao lado de músicas originais criadas para o filme Highlander .

A música Who Wants to Live Forever é uma das mais belas do catálogo, mas seu clipe não foi tão impactante quanto o de Princes Of The Universe, este aproveitando imagens e cenários de Highlander, tendo até a presença do ator principal, Christopher Lambert, recriando a batalha final do filme, com Freddie Mercury.

              

Fonte –
Primeirocontatoscifi

▪️Nota –

A ficção científica se baseia, em grande parte, em escrever sobre mundos, futuros e cenários alternativos possíveis e de maneira racional, diferentemente da fantasia.

MING’S  THEME  (IN  THE  COURT  OF  MING  THE  MERCILESS)

(3ª música do 9º álbum)

 

Já contávamos com bastante material que podia corresponder a diferentes personagens e a várias cenas – explica Brian May -. Porém não tínhamos nada que funcionasse para o personagem do imperador Ming. Depois de um momento, Fred afirma: ‘Ok, eu mesmo escrevo.’ Voltou à sua casa e no dia seguinte tinha o tema de Ming.

 

– Afogado em camadas de Oberheim OB-X, o tema acompanha a aparição do Imperador Ming na frente de seus prisioneiros Flash, Dale Arden e Doutor Zarkov.

 

? Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de Ming’s Theme (In the Court of Ming the Merciless)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Queen
Ao vivo ou em disco ?

▪️Sobre esse tema, muitas palavras, opiniões, hipóteses e teorias.

▪️Uma performance em disco, para quem à está interpretando, pode ser modificada infinitas vezes e ficar correta, limpa, amplificada, limitada, e um bom engenheiro de som pode fazer muito …

▪️Mas para dizer que o disco é sempre melhor do que ao vivo é uma afirmação que não pode ser feita levianamente.

▪️É claro que o Freddie da Crazy Tour ou em Montreal Forum era divino, inatacável, igualmente fantástico no disco ou ao vivo.

▪️Já em Wembley, que foi uma das turnês mais cansativas, Freddie se sente esgotado, notas são guardadas para o fim e a voz ocasionalmente se quebra.

▪️A dispersão sonora no local do show, a qualidade dos instrumentos da época, o fato de ele se esforçar muito no registro médio-alto e de se movimentar muito influenciam, mas a textura não mudara. Ainda estava lá.

▪️Ninguém mais sabia fazer suas vocalizações, e nem mesmo em Wembley ele as poupou …

▪️Ele tinha voz de verdade sim, não mais em plena forma nos estádios nos últimos meses da turnê Magic, mas sim dele, inimitável, irrepetível, com alguns momentos de textura levemente desfiada, mas ainda melhor do que o topo de qualquer outro cantor ….

▪️A voz é o instrumento mais humano que o homem possui, e como tal envelhece, modifica, piora, melhora e muda, mas essa voz permanece, a voz que no auge Freddie tinha excepcionalmente ao vivo e em disco.

▪️Devido às muitas performances, à dificuldade das canções e certamente da sua abordagem realmente Rock … intrinsecamente entregando Rock e seu estilo de vida – madrugadas, tabagismo – certamente influenciaram .

▪️No primeira Turnê americana vieram fazer shows duplos, turnês intermináveis ​​…. imediatamente apareceram os nódulos na garganta e com isso sofreu muitas dificuldades em alguns shows …

▪️Nas gravações, não é tanto uma questão de meios tecnológicos, mas a possibilidade de repetir uma frase, uma passagem, uma vocalização, indefinidamente e poder escolher a melhor …. tome uma nota muito alta, pare e repita no dia seguinte .. então é realmente outro cenário.

▪️Eu acredito que devemos ouvir o disco por uma razão, por exemplo, tentar conhecer as peças de um LP na sua forma pura e estudada, e da mesma forma que as Live devem ser ouvidas por outras razões, como aproveitar as variações ao vivo ou desfrutar de uma versão diferente da do disco, ou ainda ouvir como o artista responde ao público adaptando parcialmente a sua apresentação.

▪️Mesmo, considerada certa ou errada ou imperfeita, é longe de ser alcançável por um de nossos cantores hoje, com todos os instrumentos do mundo ajudando, quando Freddie era realmente ele, perfeito ou não, ao vivo …

 

Abaixo temos duas versões da mesma música (um em estúdio e outra ao vivo), para comparação.

 

Love of My Life – Estúdio

 

Love of My Life – Live in Houston 1977

 

Fonte –
Queen Recension

Uma tela de vídeo com Taylor Hawkins do lado de fora do Kia Forum em Los Angeles,

março de 2022 (Crédito da imagem: Gary Coronado/Getty Images)

 

No dia 27 de setembro de 2022,  Roger e Brian se apresentaram para seu falecido, grande amigo Taylor Hawkins no segundo e último show de tributo em sua honra, desta vez em sua cidade natal, Los Angeles, no Kai Forum.

Brian May e Pink , se apresentam no Concerto Tributo a

Taylor Hawkins. (Andrew Stuart)

 

Eles se juntaram aos Foo Fighters, Rufus Taylor, Pink e Justin Hawkins, e Brian e o público cantaram Love Of My Life a pedido da esposa de Taylor, Alison.

 

1) We Will Rock You (Slow and Fast Version) – com Justin Hawkins

https://youtu.be/6WpEXY15XGM

 

2) I’m in Love With My Car – Roger nos vocais, Rufus Taylor na bateria

 

3) Under Pressure – com Justin Hawkins e Roger nos vocais

 

4) Somebody to Love – com Pink

 

5) Love Of My Life – Brian May

Fonte: www.queenonline.com

IN THE SPACE CAPSULE (THE LOVE THEME)
(2ª música do 9º álbum)

– Roger Taylor assina este tema misterioso com múltiplas camadas de sintetizador, nas quais adiciona tambores redobrados que contribuem a incrementar a tensão do espectador, enquanto a nave que transporta Flash, Dale Arden e o doutor Hans Zarkov se dirige inexoravelmente até o mar de fogo.

– A guitarra, que se escuta desde os primeiros segundos do tema, foi gravada por John Deacon com uma Fender Telecaster de propriedade de Roger.

Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de In the Space Capsule (The Love Theme)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Scandal ❗
Queen versus imprensa.

27 de Setembro de 1989 –

?Uma canção que mostra nitidamente a difícil relação da Banda com a imprensa .

– Música de Queen do Álbum The Miracle de 1.989 e lançada como o quarto single em Outubro do mesmo ano. É a oitava faixa do Állbum, escrita por Brian May, mas creditada à toda a Banda.

– Fala nitidamente sobre os problemas que tiveram com a imprensa na época.
A referência vai especificamente ao divórcio de Brian e da indiscrição da saúde de Freddie Mercury, já que ele ainda não havia anunciado publicamente que estava sofrendo de AIDS.

– Na verdade, os jornalistas britânicos nunca tiveram um bom relacionamento com o Queen, por isso a decisão de Freddie em manter em segredo as notícias de sua doença até o dia anterior à sua morte.

– O vídeo da música, filmado por Torpedo Twins em 27 de Setembro de 1.989, mostra a Banda se apresentando em um palco projetado para se parecer com um Jornal. Além disso, há a escrita  WE WANT IT ALL, referência clara à outra música do mesmo álbum The Miracle, I Want It All.

– Isso foi escrito por Brian May com sarcasmo e foi baseado em seus problemas com a imprensa britânica. Eles o perturbaram particularmente com seus comentários sobre seu divórcio.

– Houve uma entrevista ao Hard ‘N Heavy, pela qual Brian os processou e ganhou milhões de libras – Você sabe, entre e destrua a vida de alguém  – disse Brian – Eu realmente sou a escória da terra. Você não pode exagerar demais.

– Referente à Freddie, no documentário Days of our Lives, Brian e Roger falaram com raiva sobre como os paparazzi assombraram Freddie, atacando com câmeras as janelas de Garden Lodge, na tentativa de conseguir fotos de sua aparência que se deteriorava.

 

Escondemos tudo – acho que menti ! Porque estávamos tentando protegê-lo , admite Brian.

Roger percebeu que ele dizia qualquer coisa para evitar revelar a verdade.

– Dadas as circunstâncias, não é surpresa que a música tenha uma ira tão forte. É uma música muito séria, sombria e dramática sobre a vida no mundo da fama. Não é o tipo de música do Queen que você tocaria em uma festa, mas uma música do Queen que você poderia ouvir e respeitar o que eles dizem nas letras.

       

 

 

           

? Laif Agentur Für Photos & Reportagen

 

FLASH’S THEME

(1ª música do 9º álbum)

 

– Brian May assume com rapidez à responsabilidade de organizar as sessões de gravação de Flash Gordon. Ele mesmo compõe este tema, que se converte em uma peça importante na discografia do Queen.

– Flash’s Theme rebatizado como Flash, é o único single extraído do álbum para sua publicação em 45 rpm em 24 de novembro de 1980.

– Acompanhado no lado B por Football Fight, assinado por Freddie Mercury, consegue um grande êxito no Reino Unido, mesmo que o filme ainda não tenha sido lançado na Grã-Bretanha.

– O videoclipe da canção, mostra o grupo trabalhando na frente de uma tela de cinema que projeta o filme, da mesma maneira que as orquestras durante as sessões de gravação das trilhas sonoras originais no estúdio.

– O tema seria interpretado a partir do tour europeu no outono de 1980. Durante o Hot Space Tour de 1982, adquire um lugar preponderante no palco, chegando ao ponto de constituir a introdução ao concerto.

– Convertida em um objeto de culto entre seus fãs, esta canção mistura a ambientação cinematográfica com os ingredientes mais típicos do Queen (os golpes de bateria no famoso Flaaaaaaaash, os riffs multiplicados com a Red Special, o falsete de Freddie e os coros harmonizados).

– Em cada estribilho da canção, o Flash cantado por Freddie e seguido de um golpe de bateria entre o segundo e terceiro tempo do compasso, supostamente reproduz um trovão. Para consegui-lo, Brian May dobra as batidas do prato e do bumbo tocando de maneira simultânea as quatro primeiras teclas de seu piano (do, re, mi e fa), que se escutam em particular, a 1:09.

Apaixonado pela literatura fantástica, Brian May assume o projeto Flash Gordon.

 

Vídeo oficial de Flash’s Theme

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

O The Queen Family Singalong vai juntar a família inteira na frente da TV para cantar os sucessos do Queen junto a convidados especiais!

Isto é vida real, não é fantasia: o especial The Queen Family Singalong chegou ao Disney+!

Prepare-se para muita música e emoção ao lado de convidados especiais para relembrar os clássicos do grupo liderado pelo saudoso Freddie Mercury! E com direito à letra na tela para a família toda cantar junto!

Os artistas que homenagearam o Queen no especial The Queen Family Singalong

O cantor e ator Darren Criss – o Blaine, da série Glee – é o anfitrião deste espetáculo que reúne um elenco e tanto de artistas da música internacional.

Um dos convidados é Adam Lambert. O norte-americano já rodou o mundo em uma turnê especial do Queen, assumindo os vocais do grupo ao lado dos demais integrantes originais da banda.

Outro destaque do especial é a participação de Miss Pig, uma das mais famosas personagens dos Muppets. Junto a Jimmie Allen, ela performa uma versão de “Crazy Little Thing Called Love”.

Os outros artistas a homenagear o Queen no The Queen Family Singalong são Derek Hough, Alexander Jean, Fall Out Boy, Jojo Siwa, Orianthi, OneRepublic e Pentatonix.

Confira abaixo as apresentações:

Fonte: https://disney.com.br

 

O Podcast ‘Bollocks with Bob’ realizou um episódio de 1 hora com Roger Taylor, mostrando que ele é mais do que um baterista  (em uma banda de Rock and Roll). 

O episódio começou com a música I wanna testify e fez um passeio pela carreira solo de Roger.

Músicas tocadas no episódio:

  1. I Wanna Testify
  2. Good Times are Now
  3. My Country
  4. Strange Frontier
  5. I Cry For You
  6. Heaven for Everyone
  7. Foreign Sand
  8. Old Friends
  9. Pressure On
  10. Say It´s Not True
  11. We’re All Just Trying to Get By

 

Escute a playlist

 

Escute  o podcast aqui

I Am Far More Than the Drummer (In a Rock N’ Roll Band) (podomatic.com)

Foi feita também uma menção ao seu próximo álbum The Outsider Tour Live, que será lançado no dia 30 de setembro de 2022.

Roger Taylor é um dos músicos e compositores de rock mais subestimados de todos os tempos. Mais conhecido como baterista do Queen, sua carreira solo de 45 anos passou pelos radares da maioria das pessoas. Esses dias acabaram.

Fonte: www.queenonline.com

O Koto (箏) e The Prophet’s Song

Abril de 1975.
Primeira turnê do Queen no Japão ??
Tour Sheer Heart Attack.

▪️O Queen segue para Kōbe ( Japão ) em um ônibus.

– Durante a viagem, Freddie pergunta à equipe japonesa sobre os presentes que recebeu dos fãs, como uma réplica de espada japonesa, e pergunta sobre os Samurais.

– Um dos presentes é o Koto de brinquedo, que mais tarde apareceria em The Prophet’s Song.

▪️Nota –
O koto (箏) é um instrumento de cítara de meio tubo, com cordas, e o instrumento nacional do Japão. As cordas Koto geralmente são tocadas com três palitos de dedo (tsume), usados nos três primeiros dedos da mão direita.

Koto

 

The Prophet’s Song –
– Composta por Brian May ( título provisório People Of The Earth ) é a música mais longa do Queen, com 08 minutos e 17 segundos, superando Bohemian Rhapsody em 02 minutos e 22 segundos.

 

– No programa In The Studio With Redbeard, que destacou A Night At The Opera, Brian explicou que escreveu a música depois de um sonho que teve sobre uma grande enchente enquanto se recuperava de uma doença, usando o sonho como sua fonte para algumas das letras.

 

Dilúvio, frontispício da edição ilustrada da Bíblia de Gustave Doré. A inspiração de Brian para The Prophet’s Song.

 

– É um número pesado e sombrio com uma forte influência de Rock Progressivo e vocais desafiadores.

– Brian também admitiu que a corda E2 mais baixa da guitarra está afinada para uma nota D2, uma raridade na época.

– Aqui Brian toca um instrumento não padrão do Queen – um Koto de brinquedo – durante a introdução e as seções de vento finais da música.

– O produtor Roy Thomas Baker relembrou em um documentário da criação da música, que o efeito do vento foi criado pela gravação do som de uma unidade de ar condicionado através de um phaser.

Brian e o Koto

– Conforme detalhado por Brian em um documentário sobre o Álbum, o efeito de aceleração que acontece no meio do solo de guitarra foi alcançado iniciando um toca-fitas com a fita, já que o toca-fitas original estava parado.

– A letra se refere ao Livro de Gênesis, explicitamente em exemplos como retorne como a pomba branca ( uma referência à história da Arca de Noé ) e de forma enigmática em exemplos como uma visão de uma escada enluarada comparável à Escada de Jacob .

A pomba branca da Arca de Noé 

 

Escada de Jacob

 

Vídeo making of The Prophet’s Song e o Koto

 

 

Observe o Koto no início e fim

 

Fonte para base e composição de texto –
Wikiwand

 

Propaganda da Qatar Airways para copa 2022 com We Will Rock You.

SAVE ME

(10ª música do 8º álbum)

 

– Provavelmente trata-se do melhor tema do álbum The Game.

– Save Me é uma composição de Brian May e é inspirada numa ruptura amorosa. O guitarrista escreve um texto universal, que segue uma linha melódica eficaz e muito melancólica:

Eu a escrevi para um amigo, alguém que passava por um mal momento – explicaria -. Eu me imaginei no seu lugar, como se explicasse sua história. A história de alguém cuja relação está irremediavelmente perdida, e sua profunda tristeza.

 – O videoclipe mescla um desenho animado com as imagens da banda no palco.

– O sintetizador Oberheim é usado pela primeira vez para criar as camadas, sintetizando aquelas que tradicionalmente interpretam as orquestras de cordas.

– Por outro lado, os coros estão muito presentes nos estribilhos da canção. Brian afirma sobre este retorno às origens:

The Game foi concebido em um novo ambiente. Trabalhar em Munique com um novo produtor teve como efeito a visão da banda sob outro ângulo. Precisamente, voltamos a recordar a importância dos coros. Colocamos a ênfase no ritmo e na claridade.

– Dotada de uma linha de canto intensa graças a Freddie Mercury e um solo de guitarra ancorado no próximo período, em que as guitarras vão reinar, Save Me encerra o oitavo álbum do Queen da maneira mais bela.

A partir de 1981 e até 1986, Freddie adota o vermelho e branco para o palco.

 

Vídeo oficial de Save Me 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

. Flick Of The Wrist  ( Movimento do pulso )

▪️Escrita por Freddie Mercury para o Álbum Sheer Heart Attack.

– Formato – Vinil

– Gravação – 1974

– Gênero – Hard Rock

– Gravadora(s) – EMI (Reino Unido) e

Elektra Records (EUA)

– Produção – Roy Thomas Baker

▪️A música inclui Freddie cantando em oitava de vocais. Quando Brian retornou da recuperação da hepatite, não havia escutado a música, antes de gravar a linha de guitarra e backing-vocals.

▪️A canção é claramente uma precursora de Death On Two Legs, onde se lê que o  movimento do pulso – Flick Of The Wrist – se refere à assinatura de um contrato mal feito entre o Queen e a Trident.

( Movimento do pulso e você está morta, baby ! ? )

▪️Os versos apresentam uma imagem do capitalismo como uma prensa para os trabalhadores. Isso é muito claro. E, assim como Death On Two Legs, também tem muita raiva. É a Banda sendo feita em pedaços.

( Deslocarei sua coluna se você não assinar – ele diz ! ? )

▪️Como a balada furiosa posterior – Death On Two Legs – é suposto ser sobre o empresário do Queen na época. Isso é abertamente admitido nesta, mas aparentemente não está claro aqui em Flick Of The Wrist, mas certamente tem uma tendência para o drama.

▪️Você consegue imaginar aqui uma cena de assassinato no estilo Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet ? Aquela atitude de agitar os pulsos, uma música e uma lâmina cortante ?

( O tempo todo, querida !

Querida, você foi enganada ! ? )

▪️O Rock oferece uma fuga, mas a música fica presa pelo dinheiro e então … bem, tudo por uma questão de criticar os chefes (ou um chefe em particular).

▪️É assim que o Queen faz. Uma música cativante e faz seu trabalho.

 

Movimento do Pulso

Deslocarei sua coluna se você não assinar – ele diz

Vou fazer você ver em dobro

Hipnotiza você quando ele está calado

Simplesmente com os olhos

Sincronizem suas mentes e vejam

A besta surgir de dentro dele

Não olhe para trás

Não olhe para trás

É uma vantagem

Movimento do pulso e você está morta, baby

Sopre-lhe um beijo e você está louco

Movimento do pulso

Ele vai comer seu coração

Uma cotovelada nas costelas, e então, um chute na cabeça

Ele levou um braço e uma perna

O tempo todo, querida

Querida, você foi enganada

Intoxique o seu cérebro com o que estou dizendo

Se não estiver de joelhos

Problema profundo

Prostitua-se, ele diz

Castre o seu orgulho humano

Sacrifique seus dias lazer

Deixe-me espremê-lo até que você seque

Não olhe para trás

Não olhe para trás

É uma vantagem

Trabalho meus dedos até os ossos

Eu grito de dor

Eu ainda não causo impressão.

Seduz você com a sua máquina de fazer dinheiro

Garantindo, (oportunidade de dinheiro, dinheiro)

Reduzir-lhe a uma máquina falsa

Em seguida, o último adeus

É uma vantagem

Movimento do pulso e você está morta, baby

Sopre-lhe um beijo e você está louca

Movimento do pulso

Ele comerá seu coração

Uma cotovelada nas costelas e então um chute na cabeça

Ele te levou um braço e uma perna

O tempo todo, querida

Querida, você foi enganada

Vídeo Flick Of The Wrist – Hyde Park 1976

 

Fonte – Songsfacts

Primeiro-ministro canadense foi filmado no saguão de um hotel em Londres interpretando a canção ‘Bohemian Rhapsody’

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, tornou-se alvo de críticas após ser filmado cantando uma música da banda britânica Queen dois dias antes do funeral da rainha Elizabeth II. O vídeo vazado o mostra interpretando a canção “Bohemian Rhapsody” no saguão de um hotel em Londres, no último sábado. A monarca foi sepultada nesta segunda-feira.

As imagens mostram Trudeau de camiseta ao lado do aclamado pianista canadense Gregory Charles. Enquanto o músico toca, o primeiro-ministro canadense canta os versos: “Easy come, easy go, little high, little low” e “Any way the wind blows”.

O vídeo viralizou no Canadá e motivou críticas ao político. Os canadense usaram as redes sociais para criticar o primeiro-ministro.

“Ele está em um funeral. Ele está bêbado? Que comportamento é esse? Nenhuma classe”, escreveu um usuário do Twitter.

“A Grã-Bretanha está de luto por sua rainha e Justin Trudeau está cantando a letra ‘easy come, easy go, it doesn’t really matter to me’ (‘vem fácil, vai fácil, isso realmente não importa para mim’, em tradução livre). Ele é vil, estúpido ou grosseiro, escolha um ou todos os três”, afirmou outro.

Um porta-voz de Trudeau confirmou a autenticidade do vídeo: “Após o jantar no sábado, o primeiro-ministro se juntou a uma pequena reunião com membros da delegação canadense, que se reuniram para prestar homenagem à vida e ao serviço de Sua Majestade”, informou.
“Gregory Charles, um renomado músico de Quebec e ganhador da Ordem do Canadá, tocou piano no saguão do hotel, o que resultou na adesão de alguns membros da delegação, incluindo o primeiro-ministro”, acrescentou.
“Nos últimos 10 dias, o primeiro-ministro participou de várias atividades para prestar homenagem à rainha e hoje toda a delegação está participando do funeral de estado”, finalizou o comunicado.
O músico disse ao jornal canadense “Globe and Mail” que a experiência foi divertida. “Todo mundo cantou comigo por duas horas. Essa foi a sensação, foi muito divertido”, afirmou.

Fonte: https://oglobo.globo.com

 

Alper Yesiltas imaginou como seriam hoje Princesa Diana, Freddie Mercury, John Lennon, Heath Ledger, Jimi Hendrix, e Michael Jackson, entre outros

Princesa Diana (Foto: Reprodução)
Princesa Diana (Foto: Reprodução)

A StreetArtGlobe, maior empresa de mídia artística on-line do mundo, lançou uma série, As If Nothing Happened (Como se nada tivesse acontecido, em português), nesta terça-feira (20), em que mostra como seriam os famosos que morreram.

Por meio de inteligência artificial e auxílio de diversos outros softwares, o artista Alper Yesiltas (@alperiesiltas) ajuda a imaginar como muitos de nossos ícones pop seriam se ainda estivessem vivos hoje. Na ordem em que aparecem nesta apresentação de slides, temos a Princesa DianaFreddie MercuryJohn LennonHeath LedgerJimi HendrixKurt CobainMichael JacksonElvis PresleyJanis Joplin Tupac Shakur“, afirma o site.

Freddie Mercury (Foto: Reprodução/Instagram)

Freddie Mercury (Foto: Reprodução/Instagram)

John Lennon (Foto: Reprodução/Instagram)

John Lennon (Foto: Reprodução/Instagram)

Michael Jackson (Foto: Reprodução/Instagram)
Michael Jackson (Foto: Reprodução/Instagram)
Elvis Presley (Foto: Reprodução/Instagram)
Elvis Presley (Foto: Reprodução/Instagram)
Janis Joplin (Foto: Reprodução/Instagram)

Janis Joplin (Foto: Reprodução/Instagram)

Heath Ledger (Foto: Reprodução/Instagram)

Heath Ledger (Foto: Reprodução/Instagram)

Jimi Hendrix (Foto: Reprodução/Instagram)
Jimi Hendrix (Foto: Reprodução/Instagram)

Kurt Cobain (Foto: Reprodução/Instagram)

Kurt Cobain (Foto: Reprodução/Instagram)

Tupac Shakur (Foto: Reprodução/Instagram)

Tupac Shakur (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Fonte: https://revistaquem.globo.com/

 

COMING SOON

(9ª música do 8º álbum)

 

– Segundo tema escrito por Roger Taylor para The Game, Coming Soon é um condensado de rock puro como somente o seu autor gosta de compor.

– Como é costume do baterista, a letra é leve e divertida.

– Escrita e gravada uma primeira vez durante as sessões de Jazz em 1978, Coming Soon é regravada novamente no Musicland, com um som mais moderno, em consonância com os temas restantes já gravados para o futuro álbum.

– Outra composição de Roger, A Human Body devia figurar inicialmente em The Game, porém foi considerada demasiadamente melódica para o álbum, que parecia precisar de temas mais rock.

– Certamente é Freddie quem canta este tema, porém Roger não está longe, já que intervém em algum estribilho. O baterista utiliza seu sintetizador Oberheim OB-X para conferir à sua criação um toque futurista.

– Coming Soon é um remédio contra a melancolia: resulta difícil não mover a cabeça seguindo o ritmo.

Roger Taylor, a alma das festas da banda.

 

Vídeo oficial de Coming Soon

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Vejam as datas:

– Dia 14/11 (véspera de feriado) – Rio de Janeiro – Qualistage na Barra da Tijuca – 21:30hs

 

Ingressos à venda aqui:  Qualistage | Casa de espetáculos | Via Parque Shopping

– Dia 18 de novembro no Vibra (antigo Credicardhall), em São Paulo – 21:00hs

Ingressos à venda aqui: God Save The Queen – 18/11/22 – São Paulo SP (uhuu.com)

Sobre a banda:

Com 20 anos de atividade, GOD SAVE THE QUEEN apresenta o maior show de sua história, já visto por mais de 300.000 expetadores, de 30 países, nos 5 continentes.

A banda é liderada por Pablo Padin (Voz, piano e violão), Ezequiel Tibaldo (Baixo), Dani Marcos(Guitarra Red Special e violões) e Matias Albornoz (Bateria).

A banda Queen número 1 do mundo festeja seus 20 anos de carreira, após terem sido escolhidos pela 20th Century Fox & e pelo próprio Queen para promover o filme oficial Bohemian Rhapsody com seu show mais ambicioso, percorrendo todas etapas da carreira do Queen, com ênfase do concerto do Live Aid de 1985.

A banda celebra a criação de um novo conceito de espetáculos, orientado para espaços massivos, onde propõe uma viagem sem respiro pela carreira do Queen, desde 1973 à 1995, com hits emocionantes como Bohemian Rhapsody, We will Rock you, We are the Champions, entre outros tantos.

Consagrada como nunca, a banda assumiu novos desafios, compartilhando palco com artistas da magnitude de Aerosmith, The Verve, Erasure, e tocando para os públicos mais diversos, levando a música do Queen as massas como era o desejo de Freddie Mercury.

Onde comprar seu ingresso:

No Rio de Janeiro, os ingressos já estão à venda e variam de R$ 100,00 a R$ 260,00 (a inteira) e podem ser comprados aqui: Qualistage | Casa de espetáculos | Via Parque Shopping

 

Em São Paulo, a compra de ingressos estará disponível em breve.

Saiba mais em: Vibra São Paulo – São Paulo/SP (vibrasaopaulo.com)

 

 

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Fonte: God Save The Queen – Press Release

Queen – The Fairy Feller’s Master-Stroke

▪️The Fairy Feller’s Master-Stroke é a sétima canção do Álbum Queen II, disco lançado pela EMI Records, no Reino Unido, em 08 de Março de 1974.

▪️Para se compreender o significado e a inspiração por trás de The Fairy Feller’s Master-Stroke, é preciso conhecer a figura de Richard Dadd.

◼️ Richard Dadd

▪️Richard Dadd foi um pintor inglês da era vitoriana, conhecido por suas representações de fadas e outros assuntos sobrenaturais, cenas orientalistas e cenas enigmáticas de gênero, apresentadas obsessivamente com mínimos detalhes.

▪️Dadd nasceu em Chatham, Kent, Inglaterra, filho de um químico, em 1º de Agosto de 1817. Ele se educou na King’s School, em Rochester, onde sua aptidão para o desenho foi evidenciada ainda em tenra idade, levando a sua admissão à Royal Academy of Arts, com a idade de 20 anos.

▪️Porém, a vida de Richard Dadd mudaria totalmente em 1842.

Richard Dadd

 

▪️Em Julho deste ano, Sir Thomas Phillips, o ex-prefeito de Newport, escolheu Dadd para acompanhá-lo como desenhista em uma expedição pela Europa, passando por Grécia, Turquia, Síria Meridional, e finalmente o Egito.

▪️Em Novembro, eles passaram duas semanas exaustivas no sul da Síria, viajando de Jerusalém à Jordânia, e voltando através do Deserto de Engaddi.

▪️No final de Dezembro, enquanto viajavam de barco pelo famoso Rio Nilo, Dadd passou por uma dramática mudança de personalidade, tornando-se delirante, cada vez mais violento e acreditando estar sob a influência do deus egípcio Osíris.

▪️Sua condição foi inicialmente declarada como insolação.

▪️No retorno à Inglaterra, na primavera londrina de 1843, ele foi diagnosticado como sendo  mentalmente insalubre e foi levado, por sua família, para uma tentativa de se recuperar na aldeia rural de Cobham, em Kent.

▪️Em Agosto de 1843, convencido de que seu pai era o diabo disfarçado, Dadd o matou com uma faca e fugiu para a França. À caminho de Paris, ele tentou matar um passageiro com uma navalha, mas foi dominado e preso pela polícia francesa.

▪️Dadd confessou ter matado o pai e foi devolvido à Inglaterra, onde foi internado no departamento criminal do hospital psiquiátrico Bethlem (também conhecido como Bedlam).

▪️No hospital, Dadd foi incentivado a continuar pintando.

▪️The Fairy Feller’s Master-Stroke começou a ser pintada em 1855 e só foi concluída em 1864, enquanto Dadd estava encarcerado no asilo penal criminal do Hospital Real de Bethlem.

▪️A obra foi encomendada por George Henry Haydon, o qual era o comissário-chefe do Hospital de Bethlem na época.

▪️Haydon ficou impressionado com os esforços artísticos de Dadd e pediu uma pintura de fada de sua autoria.

▪️Richard trabalhou na pintura por nove anos, prestando atenção microscópica aos detalhes e usando uma técnica de camadas para produzir resultados semelhantes aos de 3D. Embora seja geralmente considerado como seu trabalho mais importante, o próprio Dadd considerou a pintura inacabada (o fundo do canto inferior esquerdo é apenas esboçado – (veja na figura abaixo).

▪️Dadd assinou a parte de trás da tela com a inscrição – The Fairy Feller’s Master-Stroke, pintado para G. H. Haydon Esqre por Rd. Dadd quasi 1855-64.

A obra

▪️De acordo com Patricia Allderidge, da Galeria Tate, quasi pode significar que foi deixado de lado durante esse período ou que demorou muito para começar.

Galeria Tate

▪️A data final, 1864, coincide com a transferência de Dadd para o Broadmoor Hospital, em Berkshire.

▪️À fim de dar contexto ao seu trabalho, Dadd subsequentemente escreveu um longo poema com o nome de Elimination of a Picture & Its Subject—called The Fellers’ Master Stroke, no qual cada um dos personagens que aparecem na imagem recebe um nome e um propósito.

◼️ O Queen

▪️Pula-se para o ano de 1974. A canção The Fairy Feller’s Master-Stroke foi composta por Mercury.

▪️As letras foram baseadas em fantasia e fazem referência direta aos personagens e vinhetas detalhados na pintura e no poema escrito por Dadd. A faixa foi gravada em Agosto de 1973, no Trident Studios, em Soho, Londres.

▪️Na primeira estrofe, Mercury descreve os antecedentes do golpe de mestre –

? He’s a fairy feller
The fairy folk have gathered ‘round the new moon shine
To see the feller crack a nut at night’s noon time
To swing his axe he swears, as he climbs he dares
To deliver
The master stroke ?

? Ele é um cara de fada
O povo das fadas se reuniu em volta do brilho da lua nova
Para ver o cara quebrar uma noz ao meio-dia da noite
Para balançar seu machado ele jura, enquanto sobe ele se atreve entregar
O golpe de mestre ?

▪️Alguns personagens incluem a Rainha Mab, Wagoner Will, o Tatterdemalion e outros.

? Ploughman, “waggoner will” and types
Politician with senatorial pipe, he’s a dilly-dally-o
Pedagogue squinting, wears a frown
And a satyr peers under lady’s gown, dirty fellow ?

? Ploughman, “vontade do vagão” e tipos
Político com cachimbo senatorial, ele é um dilly-dally-o
Pedagogo apertando os olhos, usa uma carranca
E um sátiro espia sob o vestido de uma dama, sujeito sujo ?

▪️Nota –

– O uso da palavra quaere ( queer ) no verso What a quaere fellow não faz referência à sexualidade de Mercury, de acordo com Roger.

? What a dirty laddio
Tatterdemalion and the junketer
There’s a thief and a dragonfly trumpeter, he’s my hero
Fairy dandy tickling the fancy of his lady friend
The nymph in yellow (can we see the master stroke)
What a quaere fellow ?

? Que moço sujo
Tatterdemalion e um junketer
Há um ladrão e um trompetista libélula, ele é meu herói
Fada dândi fazendo cócegas na fantasia de sua amiga
A ninfa em amarelo ‘podemos ver o golpe de mestre’
Que cara quaere ?

▪️Na sequência, com sabedoria, Mercury continua descrevendo a história e suas personagens recheando a mensagem com magia e encantamento –

? Soldier, sailor, tinker, tailor, ploughboy
Waiting to hear the sound
And the arch-magician presides
He is the leader
Oberon and Titania watched by a harridan
Mab is the queen and there’s a good apothecary-man
Come to say hello
Fairy dandy tickling the fancy of his lady friend
The nymph in yellow
What a quaere fellow ?

? Soldado, marinheiro, funileiro, alfaiate, lavrador
Esperando para ouvir o som
E o arquimago preside
Ele é o líder
Oberon e titânia assistidos por uma megera
Mab é a rainha e há um bom boticário
Venha dizer olá
Fada dândi fazendo cócegas na fantasia de sua amiga
A ninfa em amarelo
Que cara quaere ?

▪️E o final da música acontece apostando na sagacidade –

? The ostler stares with hands on his knees
Come on mister feller, crack it open if you please ?

? O cavalariço olha com as mãos nos joelhos
Vamos senhor feller, abra-o se quiser ?

▪️Esta composição é muito interessante, bastante experimental, com um pé no rock progressivo.

▪️O efeito catártico e divertido de sua sonoridade tem a faceta magistral do grupo.

▪️Há indícios de que, sempre que o Queen tinha tempo livre, Freddie levava os caras da Banda para a Galeria Tate para verem, pessoalmente, a pintura.

▪️Para a gravação de estúdio, Mercury tocou cravo e piano, e o produtor Roy Thomas Baker tocou castanholas. Roger chamou a música de maior experiência estéreo do Queen, referindo-se ao uso da técnica de panning na mixagem.

▪️A música foi executada apenas algumas vezes durante a turnê de Queen II.

▪️Acreditava-se que não havia gravação ao vivo da música até que, em 2014, foi lançada no Live at the Rainbow ’74.

◼️ O fim de Richard Dadd

▪️Depois de 20 anos em Bethlem, Richard Dadd foi transferido para o Broadmoor Hospital, uma instalação de alta segurança nos arredores de Londres. Ali permaneceu, pintando constantemente e recebendo visitantes (pouco frequentes) até o dia 07 de Janeiro de 1886, quando morreu de uma extensa doença dos pulmões. Vários de seus trabalhos permanecem em exibição no Broadmoor Hospital.

◼️ Notas finais

▪️Você só consegue entender os detalhes se os vir pessoalmente. Na verdade, mesmo assim, é difícil ver todas as nuances desse trabalho.

▪️E sim, é mágico, mas também é assustador. Por um lado, retrata um patriarca usando uma tríplice coroa, que parece ser uma referência ao Papa. Também inclui um boticário que é um retrato do pai biológico do artista.

▪️Nenhum desses personagens parece particularmente sinistro … a menos que você saiba que Richard Dadd viveu a maior parte de sua vida em um asilo psiquiátrico depois que ele ameaçou matar o Papa e realmente matou seu próprio pai.

▪️É um longo poema que se lê como o que é – as divagações de alguém com delírios esquizofrênicos ao longo da vida. Há centenas de personagens na pintura. O poema nos conta tudo sobre cada um deles.

▪️E, no entanto, ao mesmo tempo em que explica a obra, nega que ela tenha qualquer significado inerente.

▪️A pintura gira em torno de uma reunião de fadas na vegetação rasteira verdejante esperando em antecipação que o lenhador parta uma avelã que será usada para criar a carruagem da rainha Mab.

➡️ É baseado em um discurso em Romeu e Julieta onde ele descreve a Rainha Mab cavalgando no cérebro das pessoas à noite e dando a elas sonhos e pesadelos, diz a curadora da Tate, Carol Jacobi.

▪️Além de Oberon e Titania, Rei e Rainha das Fadas em  Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, as outras figuras são todas da imaginação de Dadd.

▪️Pensa-se que alguns podem ser baseados em personagens que ele encontrou em Bethlem, bem como retirados da rima infantil Tinker, Tailor, como uma variedade de profissões são ilustradas.

▪️Também foi sugerido que o homem no canto superior direito com um pilão e um almofariz poderia realmente ser o pai de Dadd, que antes de dirigir uma empresa, era farmacêutico.

➡️ Muitas pessoas ficaram intrigadas com isso. Freddie Mercury é o mais famoso, que na verdade escreveu uma música chamada ‘The Fairy Feller’s Master Stroke’ – aparentemente era sua pintura favorita. The Fairy F

“ Talvez porque é tão inescrutável – acho que inescrutável é uma boa palavra para isso – realmente intriga as pessoas. Eu olhei para ela tantas vezes, e toda vez que eu olho para ela, eu vejo algo que eu não tinha visto antes. É um pouco como um livro em que há tantos cantos e recantos para decifrar. ”

▪️Em exibição permanente na Tate Britain, The Fairy Feller’s Master-Stroke é um exemplo fascinante de uma obra criada em circunstâncias difíceis e conturbadas. Seu mistério é cativante e mostra a singularidade deste artista que poderia ter desaparecido do reconhecimento.

Fontes –
Culture Trip
Consultoria do Rock

▪️Aqui, você pode acompanhar passo à passo a interpretação de Freddie Mercury.

Em parceria exclusiva com a Chilli Beans, banda de Freddie Mercury e Brian May licenciou coleção para o público brasileiro

Queen faz parte da história do Rock and Roll como poucas outras bandas, e quem acompanha a vida de Caito Maia, fundador da Chilli Beans e um dos tubarões do Shark Tank Brasil, sabe o quanto o gênero significa para ele.

Agora, esses dois mundos se unem em uma coleção exclusiva de óculos, que chega para impactar a vida dos fãs de música.

No último dia 12 de Setembro, foi disponibilizada uma das maiores colaborações já realizadas pela marca. Em parceria com a banda britânica, toda a simbologia do grupo foi traduzida em modelos exclusivos de óculos de sol, grau e multi — isso inclui diversos ícones imortais como a coroa, a guitarra Red Special de Brian May, os raios, e até inscrições de músicas como “We Will Rock You”, “I Want to Break Free” e “We Are the Champions” nas hastes e ponteiras dos óculos.

No total, a coleção Queen by Chilli Beans possui 26 peças, entre óculos de sol, armações de grau e multi — que vêm com uma lente escura que pode ser acoplada aos óculos de grau, trazendo praticidade.

Coleção Queen by Chilli Beans: onde comprar?

Se você ficou interessado (e quem não ficaria?!), a boa notícia é que a coleção está disponível tanto nas lojas físicas e quiosques de todo o Brasil como também na loja online, como você pode conferir acessando este link.

Fonte: https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com

 

 

A plateia enlouqueceu com o eterno Freddie Mercury prateado, né? O humorista fez uma grande homenagem a um de seus personagens mais emblemáticos.

 

Fonte: https://gshow.globo.com/