MISFIRE – O debut de John Deacon

 

– Primeira contribuição de John Deacon, Misfire faz parte do Álbum Sheer Heart Attack, de 74, e foi lançada em conjunto entre a EMI Records e a Elektra Records.

– A canção brinca com ritmos caribenhos e reggae, demonstrando o amplo espectro de diversidade musical do quarteto inglês.

– Uma música acústica com um ótimo conjunto de vocais de Freddie e um uso engenhoso dos tons agudos de Roger.

– É muito curta, e se funde com a próxima – Bring Back That Leroy Brown.

– Curiosamente, a Banda teve que realmente persuadir John à escrevê-la, devido às suas reservas iniciais em relação à sua habilidade de compor.

– Seus companheiros de Banda muitas vezes notaram em entrevistas como John era muito tímido e cauteloso em apresentar suas sugestões de músicas, não achando que elas eram boas o suficiente para serem consideradas.

– A Banda o persuadiu à sair de sua concha, e ele se tornou uma espécie de arma secreta para o grupo, escrevendo grandes sucessos, citando, por exemplo, You’re My Best Friend, Another One Bites The Dust e Spread Your Wings.

– John fez quase todas as guitarras em Misfire, de acordo com a capa, o que é um feito adorável. Mas ainda há um toque de Brian, lembrando que ele é o guitarrista da Banda.

– Misfire foi produzida por toda a Banda em conjunto com o produtor musical Roy Thomas Baker.

– E John escreve uma canção de amor, mas a preenche com algo extra para fazer Freddie rir.

– Misfire é cheia de metáforas, relacionando à uma música sobre diversão no quarto. Isso pode ser verificado simplesmente ouvindo as letras simbólicas, mas geralmente fáceis de decifrar ….

 

Sua arma está carregada e apontando em minha direção. Há apenas uma bala, então não demore.

Your gun is loaded and pointed my way. There’s only one bullet so don’t delay.

 

Tenho que cronometrar certo, demita-me durante a noite

Gotta time it right, Fire me through the night

…..

Aham …..

– Houveram rumores sobre uma demo inicial de Misfire, gravada durante as sessões de Sheer Heart Attack, entre Julho e Setembro de 1974, mas revelou ser uma demonstração instrumental falsificada.

– A demo rodava um pouco mais devagar que o normal, e esta versão perde o canal estéreo certo, para deixar alguns vocais de Freddie muito fracos.

– No entanto, ela mantém todos os refrões, mas com um pouco mais de truques, poderiam ter feito uma versão quase completamente instrumental, já que os vocais dos versos vêm pelo canal esquerdo e os vocais do refrão pelo direito.

 

Uma ilustração….

 

Versão original

 

Demo

 

Fontes –

Queenpedia

Ava Foxfort

Freddie Mercury será lembrado por muitas coisas. De sua voz e carisma a suas excentricidades, entre as quais está um carro particular. Um Rolls Royce (RR) Silver Shadow de 1974, que era o seu carro pessoal, e agora vai a leilão para caridade.

Adquirida para uso pessoal em 1979, este RR raramente era conduzido por Mercury que, apesar de ter uma licença para dirigir, sempre ter um motorista. Além disso, o Silver Shadow foi o protagonista de uma história em particular. Foi assim que Jim Beach, um dos gerentes do Queen, disse:

Freddie insistiu que assinássemos todos os contratos, todos juntos, na parte de trás do ‘Roller‘, porque este foi o primeiro Rolls que ele já teve.

Após a morte do líder do Queen em 1991, ele foi deixada nas mãos de sua irmã, Kashmira Cook, e agora será leiloado pela RM Sothebys, a fim de ajudar os Super-Humanos da Ucrânia, uma organização que está arrecadando fundos para a criação de um hospital na província ucraniana de Lviv.

O Rolls Royce Silver Shadow foi produzido entre 1965 e 1980. Foi o modelo mais fabricado pela RR e o primeiro da marca a usar carroceria autossustentável. Também se destacou por incorporar o sistema de suspensão hidropneumática com tecnologia da Citroën. A versão leiloada pertence à primeira série (em 1977 o Silver Shadow II foi lançado) e tem o famoso V8 da marca de 6,75 litros que entrega cerca de 190 cv.

 

Fonte: https://ar.motor1.com/

ARBORIA  (PLANET  OF  THE  TREE  MEN)

(9ª música do 9º álbum)

– Anedótica dentro do álbum, esta composição de John Deacon é marcada pelo uso inovador de uma função do Oberheim OB-X, estendendo a melhoria dos sintetizadores da década de 1980: uma modelagem do som de flauta.

 

? Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de Arboria (Planet of the Tree Men)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Bicycle Race / Fat Bottomed Girls

Data de lançamento: 13 de outubro de 1978

Autor: Freddie Mercury

Single: Bicycle Race  (Freddie Mercury) / Fat Bottomed Girls (Brian May) (ambos lados A)

Álbum: Jazz de 10 de novembro de 1978

Melhor posição nas paradas: 11° lugar no Reino Unido e 24 ° lugar nos Estados Unidos.

O single é composto por dois lados A.

Bicycle Race

– Quando ouvimos Bicycle Race pela primeira vez, temos a impressão de que ela é uma música pop descartável e sem sentido, mas observando melhor, vemos uma faixa de apoio complexa, mudando o tempo da música tão facilmente como em Bohemian Rapsody e The Millionaire Waltz.

– Em julho de 1978, a banda estava em Montreux e a corrida Tour de France atravessou a cidade, contornando o lago Leman  sob o olhar de Freddie Mercury.

– O cantor decide então compor Bicycle Race, e sugere a Brian May que proponha sua própria versão do acontecimento, o que ele faria ao compor Fat Bottomed Girls.

 

Vídeo

– O vídeo oficial mescla imagens da banda ao longo dos anos com a corrida de bicicletas das garotas nuas no Estádio de Wimbledon em 17 de setembro de 1978.

– Durante anos, esse vídeo censurado foi o vídeo oficial, inclusive aparecendo no Greatest Flix em 1981. Mas no Greatest Vídeo Hits 1 de 2002 o vídeo original sem censura foi lançado.

– No vídeo original, que foi censurado,  sessenta e cinco mulheres, modelos de profissão, completamente nuas, são contratadas para dar voltas de bicicleta no circuito de Wimbledon Greyhound Stadium de Londres.

– Por conta deste uso inusitado das bicicletas, a loja Halford’s Cycles exigiu a substituição dos sessenta e cinco acentos.

– O relançamento do álbum Jazz, em 1991, veio com um remix estendido de 5 minutos.

Recentemente, a música recebeu um certificado de Platina pelos 1 milhão de downloads/transmissões de áudio e vídeo.

Veja aqui

 

Fat Bottomed Girls

– Pela primeira vez na história de banda, eles abordaram um assunto que tentavam evitar: sexo.

Sobre isso Brian falou em 1982:

Perdemos parte do nosso público com isso. Como você pode fazer isso? “Isso não combina com o seu lado espiritual. Minha resposta é que o lado físico é tanto uma parte de uma pessoa quanto o lado espiritual ou intelectual. É divertido, é divertido. Não pedirei desculpas.

– O sexo as vezes é tratado nas músicas de forma muito direta. A nossa não. Na nossa música o sexo é implícito ou é referido brincando, mas está sempre lá”.

-A música possui um refrão memorável com um leve toque country, e uma linha de guitarra estridente e a ruidosa bateria de Roger.

– Todos se divertiram nessa música, o que foi confirmado por Brian em uma entrevista à Mojo em 2008:

Eu escrevi com Freddie em mente, como você faz quando você tem um cantor que gosta de garotas bundudas… ou garotos. A reedição de Jazz de 1991 apresenta um remix sutil de Brian Malouf, com uma introdução diferente.

– A letra, divertida e como mínimo atrevida, narra a viagem inicial do jovem May frente ao gênero feminino:

I was just a skinny lad/Never knew no good from bad/
But I knew life before I left my nursery/Left alone with big fat Fanny/
She was such a naughty nanny/Heap big woman, you made a bad boy out of me

(Eu era apenas um garoto magrelo/Nunca soube distinguir o bem do mal/
Mas eu conheci a vida antes de deixar meu berçário/Deixado sozinho com a grande e gorda Fanny/
Ela era uma babá muito travessa/Uma mulher grande, fez de mim um bad boy).

 

– A música não conseguiu chegar ao Top 10 nas paradas do Reino Unido, sugerindo que o mundo não estava preparado para ela.

– Apesar disso, ela se tornou uma música favorita ao vivo entre 1978 e 1982, com uma versão barulhenta aparecendo no Queen on Fire: Live At The  Bowl de 2004.

– Em 1998, na turnê Another World, a música foi interpretada pela The Brian May Band e novamente no trabalho do Queen + Paul Rodgers e Queen + Adam Lambert.

 

 

Fontes:

– Queen: Complete Works: (edição revisada e atualizada) por Georg Purvis

–  Queen All The Songs – The Story Behind Every Track – por Benoît Clerc

– Página Queen Fatos & Fotos no Facebook

O Queen lançou nesta manhã, horário de Brasília, Face It Alone, uma música inédita cantada por Freddie Mercury que ficou ‘perdida’ durante mais de 30 anos nos arquivos da banda e foi finalmente recuperada!

O single é de arrepiar! É uma balada triste, que parece não ter fim, com Freddie cantando sozinho, sem o tradicional coro da banda. Ela traz de volta a voz forte e comovente de Mercury, acompanhada de um teclado e uma guitarra que choram durante os quatro minutos da canção. É como uma despedida mesmo. Prepare o lencinho.

A gravação, chamada de ‘pequena joia’ pelo baterista Roger Taylor, foi cuidadosamente recuperada e está no canal do Queen no Youtube. (ouça abaixo) Ela diz: “In the end, in the end, you must face it alone” – No final, no final, você tem que enfrentar sozinho”, em tradução livre.

A música foi gravada durante as sessões do álbum The Miracle, lançado em 1989. Ela não foi aproveitada pelo Queen na época e agora se tornou uma verdadeira raridade.

“Encontramos uma pequena joia de Freddie, que meio que esquecemos”, disse Taylor à BBC Radio 2 (via Stereogum). “E foi. É maravilhoso. Na verdade, foi uma verdadeira descoberta”, comemorou o baterista da banda.

Difícil para recuperar

O guitarrista Brian May contou da dificuldade que tiveram para recuperar a gravação, que foi feita em partes e unida agora pela equipe de engenharia do Queen:

“Era meio que escondido à vista de todos”, disse ele. “Nós olhamos para ela muitas vezes e pensamos: ‘Oh, não, não podemos realmente resgatar isso’. E a equipe de engenharia disse: ‘OK, podemos fazer isso e isso.’ É como costurar pedaços… mas é lindo, é tocante”, contou Brian.

E eles conseguiram!

Suspense no lançamento de Face It Alone

Para promover a música, O Queen lançou com uma série de outdoors ao redor do mundo que dizem “Queen – Face It Alone” e incluem uma foto de Mercury e um QR code.

Os sinais apareceram pela primeira vez em Londres e desde então foram vistos no Canadá, México, Japão e outros países.

“Fãs do Queen! Você já viu a notícia? Fique de olhos abertos e compartilhe suas fotos de onde você viu nossos outdoors usando #FaceItAlone”, twittou o Queen na semana passada.

Fãs emocionados

E os comentários no canal do Queen no Youtube são os mais emocionados:

“¡¡Canción buenísima!! Me alegro de que por fin haya salido”, escreveu um fã.

“Momento histórico”, comentou outra.

“Es bellísima”, escreveu outro seguidor.

Bem, vamos acabar logo com esse suspense.

Se você é fã do Queen, prepare o lencinho! Assista ao vídeo de Face It Alone:

Fonte: www.sonoticiaboa.com.br

 

 

THE  KISS  (AURA  RESURRECTS  FLASH)

(8ª música do 9º álbum)

 

– Quando a princesa Aura, interpretada pela jovem atriz italiana Ornella Muti, experimenta ressuscitar Flash Gordon com um beijo, já soa a oportunamente  música denominada The Kiss (Aura Resurrects Flash).

– Composta por Freddie Mercury, é uma das mais bem sucedidas da trilha sonora original. Esta música é encontrada novamente na partitura de Howard Blake para Rocket Ship Flight, não usada no filme. Freddie e Howard trabalham juntos em The Kiss (Aura Resurrects Flash), um tema magnífico graças ao perfeito domínio das vocalizações do cantor.

– Poderia ter figurado no Top 10 das melhores melodias de filmes, junto ao tema principal de Once Upon a Time in America (Era Uma Vez na América, 1984) de Sergio Leone, ou On Earth As It Is In Heaven de The Mission (A Missão, 1986) de Roland Joffé, canções que levam o selo do compositor italiano Ennio Morricone.

– Porém não foi possível devido à falta de êxito do filme Flash Gordon e à sua imagem demasiadamente irônica.

 

? Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de The Kiss (Aura Resurrects Flash)

 

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Killer Queen

Data de lançamento: 11 de outubro de 1974

Álbum: Sheer Heart Attack

Melhor posição nas paradas: 2° lugar na parada britânica; 12° lugar na parada americana

Lado A: Killer Queen (Freddie Mercury)

Lado A: Flick of the Wrist (Freddie Mercury)

 

Killer Queen

– No dia 11 de outubro de 1974, era lançado Killer Queen, o primeiro single do terceiro álbum da banda, chamado Sheer Heart Attack. Foi um single com dois lados A. A outra música de trabalho foi Flick Of The Wrist.

– Killer Queen combina letras espirituosas com uma melodia alegre e faz alusão à uma garota de programa de alta classe.

– Alcançou o segundo lugar no Reino Unido e o décimo segundo nos Estados Unidos, tornando-se um pilar na porção medley do show da banda, tocada em todos os shows entre 1974 e 1980, e apenas em algumas datas em 1981 antes de ser descartado para a turnê de 1982, mas trazido de volta em 1984 e 1985.

– A canção foi lançada como lado B nos singles Who Want To Live Forever e Heaven For Everyone em 1986 e 1995, respectivamente, e o título recentemente recebeu a honra de ser aplicado ao vilão em no musical We Will Rock You.

– Brian considerava a música muito comercial, e falou sobre isso em uma entrevista em 1993,

Quando lançamos ‘Killer Queen’, todos pensaram que era o mais comercial. Eu estava preocupado que as pessoas nos colocassem em uma categoria onde pensavam que estávamos fazendo algo leve. Sheer Heart Attack era, na minha opinião, bastante pesado e sujo, e ‘Killer Queen’ era a música mais leve e limpa, e eu estava preocupado em apagá-la. Mas quando ouvi no rádio, pensei: ‘É um disco bem feito e estou orgulhoso dele, então não importa muito’. Além disso, foi um hit, então foda-se. Um sucesso é um sucesso.

 

– Algum tempo depois ele comentou:

‘Killer Queen ’foi o ponto de viragem. Foi a música que melhor resumiu nosso tipo de música, e um grande sucesso, e nós precisávamos desesperadamente dela como uma marca de algo bem sucedido acontecendo para nós.

 

– Por outro lado, Freddie Mercury (autor da música) não a considerava digna de um single:

Estamos muito orgulhosos desse número. Isso me deixou muito orgulhoso. É apenas uma das faixas que escrevi para o álbum, para ser honesto. Não foi escrito como um single. Acabei de escrever um lote de músicas para o álbum Sheer Heart Attack e quando terminei de escrevê-lo, e quando o gravamos, descobrimos que era um single muito, muito forte. Realmente foi. Naquela época, era muito, muito diferente do Queen. Todos eles disseram: ‘Awwwwwww.’ Foi outro risco que corremos, você sabe. Cada risco que assumimos até agora valeu a pena, disse Freddie à Record Mirror em 1976.

Capa Francesa do single

 

A música recebeu 4 prêmios em 1975:

– Prêmio Record Mirror – segundo melhor single

– NME – melhor single

– Prêmio Leão de Ouro da Bélgica

– Um prêmio Ivor Novello, o de maior prestígio. Este foi o primeiro dos seis que a banda receberia ao longo dos anos.

– Sobre a composição da música, Freddie disse ao Melody Maker em dezembro de 1974:

Bem,‘ Killer Queen ’eu escrevi em uma noite. Não estou sendo presunçoso nem nada, mas simplesmente se encaixou. Certas músicas sim…. Mas com ‘Killer Queen’, rabisquei as palavras no escuro em um sábado à noite e na manhã seguinte juntei todos e trabalhei o dia todo no domingo e foi isso…. Foi ótimo.

Capa Alemâ do Single

 

– Durante as sessões de gravações, a banda já sabia que era uma música especial, e segundo Roger foram dadas atenção especial às tomadas e acompanhamento excessivos. Brian não estava participando das gravações porque estava se recuperando de uma hepatite descoberta na primeira turnê americana da banda. Sobre isso, ele comenta:

A primeira vez que ouvi Freddie tocando essa música, estava deitado no meu quarto no Rockfield [Studios], me sentindo muito mal. Depois da primeira turnê americana do Queen, eu tive hepatite, e então tive problemas de estômago muito graves e tive que ser operado. Então, eu me lembro de ficar ali deitado, ouvindo Freddie tocar essa música realmente ótima e me sentindo triste, porque pensei: ‘Não consigo nem sair da cama para participar disso. Talvez o grupo tenha que continuar sem mim. “Ninguém conseguia descobrir o que havia de errado comigo. Mas então eu fui para o hospital e melhorei, graças a Deus. E quando saí de novo, fomos capazes de acabar com ‘Killer Queen’. Eles deixaram um espaço para mim e eu fiz o solo. Eu tinha fortes sentimentos sobre uma das partes de harmonia do refrão, então tivemos outra chance nisso também.

 

Capa sueca do single

 

A música ganhou elogios da banda, e Brian disse ao Guitar For The Practicing Musician:

Não há nada confuso sobre‘ Killer Queen ’. Há uma quantidade fantástica de coisas acontecendo, mas nada atrapalha as outras coisas. Fiquei satisfeito que o solo acompanhasse isso. Tudo está claro como cristal. E quando as três vozes das guitarras estão todas fazendo suas próprias melodias, parece quase acidental que elas vão juntas. Fiquei satisfeito com o resultado.

 

Em uma entrevista à NME em 1974 Freddie disse sobre a música:

As pessoas estão acostumadas com hard rock, música energética do Queen, mas com este single, você quase espera que Noël Coward o cante. É um daqueles chapéus-coco com suspensórios pretos – não que Noël Coward usaria isso. É sobre uma garota de programa de alta classe. Estou tentando dizer que pessoas elegantes também podem ser prostitutas. É disso que trata a música, embora eu prefira que as pessoas coloquem sua própria interpretação para ler o que eles gostam.

 

Vídeo Oficial de Killer Queen

 

Flick Of The Wrist

– É uma música de autoria de Freddie onde ele joga as frustações pelo fato da banda ainda não ter recebido os benefícios financeiros, apesar do grande sucesso ao vivo e das vendas dos álbuns.

– Na música, Freddie assume a postura de um empresário inescrupuloso que manipula um artista ingênuo. É uma música mais acalorada que Death On Two Legs (Dedicated to ……, que expressou sentimentos semelhantes em relação à gestão do Queen. Flick Of The Wrist, mistura-se facilmente com Tenement Funster de Roger e apresenta uma excelente performance de conjunto, completada com um solo de guitarra torturado e uma bateria sem fôlego de Roger.

Flick Of The Wrist  não foi incluída em dos Greatest Hits e não possui vídeo promocional. Porém foi lançada na coleção The Singles Collection – Volume 1 em 2008

– Foi tocada ao vivo entre 1974 e 1976, com uma versão eletrizante aparecendo em Live At The Rainbow ’74.

 

Vídeo Oficial de Flick Of The Wrist

 

Flick of The Wrist – Live At The Rainbow – 1974

 

Fontes:

– Queen: Complete Works: (edição revisada e atualizada) por Georg Purvis

–  Queen All The Songs – The Story Behind Every Track – por Benoît Clerc

 

 

Saiba mais sobre essas músicas acessando as matérias das nossas colaboradoras Helenita dos Santos Melo (Página Queen Fatos & Fotos | Facebook) e Sheila Pauka (Página Universo Queen | Facebook):

 

https://www.queennet.com.br/20/04/2022/noticias/curiosidades/killer-queen-por-helenita-dos-santos-melo/

https://www.queennet.com.br/06/04/2021/noticias/queen-news/queen-the-greatest-episodio-3-killer-queen/

https://www.queennet.com.br/22/09/2022/noticias/curiosidades/quadro-os-maiores-nao-hits-do-queen-flick-of-the-wrist-por-sheila-pauka/

https://www.queennet.com.br/25/04/2022/noticias/curiosidades/flick-of-the-wrist-por-helenita-dos-santos-melo/

 

Algumas canções do Queen que Freddie não cantou –

Mesmo sendo Freddie o principal vocalista do grupo, nem sempre era ele que estava ao microfone. Então, vamos ver aqui as melhores canções do Queen que Freddie Mercury não cantou, em versões oficiais. Ouça-as em toda a sua glória:

  1. Some Day One Day –

Some Day One Day é uma balada acústica triste que Brian canta em um estilo discreto, embora a música seja finalizada com um floreio mais típico do Queen, com três solos de guitarra entrelaçados.

 

  1. Modern Times Rock ‘N’ Roll –

No Álbum de estreia – intitulado somente Queen – Roger cantou a única música que escreveu. Provou que ele tinha uma ótima voz aguda e rouca, além de ser um baterista brilhante.

 

  1. She Makes Me (Stormtrooper In Stilettos) –

O título era puro Freddie, mas esta balada onírica de Sheer Heart Attack de 1974 foi escrita e cantada por Brian May. Uma viagem meio estranha.

 

  1. Sail Away Sweet Sister –

Em The Game, Sail Away Sweet Sister foi cantada por Brian, embora Freddie assumisse a liderança no meio da música.

 

  1. Long Away –

Com a Red Special, Brian criou um som totalmente único. Mas para Long Away, que ele escreveu e cantou, ele queria uma textura e uma sensação diferentes. Ele usou um Burns elétrico de doze cordas.

A Red Special foi utilizada apenas para um solo curto. Long Away é uma das canções mais tristes que o Queen já gravou.

 

  1. Drowse –

Drowse, de Roger Taylor, é uma das canções mais sutis do Queen e uma das mais profundas. Em essência, uma meditação sobre a juventude de Roger, na qual ele canta seu próprio sonho de adolescente.

 

  1. All Dead, All Dead –

Uma bela canção liderada por piano de Brian May – All Dead, All Dead – Todos Mortos. Brian revelaria mais tarde que a música foi escrita em memória de seu gato de estimação falecido.

 

  1. Tenement Funster –

A primeira grande música de Roger Taylor. Ele escreveu como uma saudação de dois dedos à qualquer pessoa que não compartilhasse seu entusiasmo pelo Rock ‘N’ Roll alto e pelas escolhas de moda que vieram com ele.

Roger cantou como se acreditasse em cada palavra. E a Banda tocou com uma arrogância mal-humorada. Queen nunca pareceu mais legal !

 

  1. ’39 –

Uma bela canção de Brian e muito simples – tanto que George Michael costumava cantar no metrô de Londres antes de ficar famoso com Wham !

Freddie cantava em shows do Queen, mas a versão em A Night At The Opera, cantada por Brian, é definitiva.

 

  1. I’m In Love With My Car –

Roger Taylor se inspirou em um roadie do Queen que considerava seu carro esporte Triumph o amor de sua vida, daí a nota nos créditos do Álbum – ” Dedicado à Jonathan Harris, piloto de corridas até o fim “.

Um número de Rock’ N’ Roll supercharged, tocado de uma maneira que apenas o Queen poderia.

 

Fonte para base e composição de texto –

Loudersound.com

 

EXECUTION  OF  FLASH

(7ª música do 9º álbum)

 

– John Deacon compõe este tema instrumental, cuja melodia principal, interpretada com a Fender Telecaster, parece de terminal de aeroporto.

– O efeito está reforçado pela deficiente sincronização com as imagens, que a fazem aparecer em um momento dramático (mesmo que não haja nada realmente dramático no filme…), quando a fumaça tóxica é gerada para executar o herói.

 

O estadunidense com um físico de um quarterback Sam J. Jones personifica

o herói Flash Gordon no filme de Mike Hodges.

 

Vídeo oficial de Execution of Flash:

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

Scandal

Data de lançamento: 9 de outubro de 1989
Melhor posição nas paradas: 25° lugar na parada britânica.

Lado A: Scandal (Álbum The Miracle)

Lado B: My Life Has Been Saved (Álbum Made in Heaven)

 

Scandal

– A música é um ataque declarado à imprensa, que sempre perseguiu a banda. Ela foi escrita em 1988, na época que Brian estava se separando da sua primeira esposa.

– Nesta época, os tabloides estavam postando fotos dele e de sua nova namorada, Anita Dobson (com quem ele está casado até hoje).

– Ele não se sentia bem por saber que seus filhos tinham que ouvir sobre a vida privada deles no jornal. Sobre isso ele comentou em 1989:

É algo que nos afetava individualmente e como membros do grupo. È muito estranho porque nós éramos famosos a um bom tempo na Inglaterra, pelo menos nos últimos 15 anos, mas não éramos “presas” deste tipo de tabloides até recentemente.

– E continua dizendo que:

eles não estão interessados no que você faz, eles só querem saber sobre detalhes da sua vida, e se não conseguem, inventam coisas.

Anita Dobson – atual companheira de Brian

– A música não faz abertamente uma declaração contra a imprensa, mas é um rock poderoso com um trabalho espetacular de Brian na guitarra e sintetizadores. Foi o quarto lançamento do álbum The Miracle e atingiu só a 25ª. Posição no Reino Unido.

– O vídeo foi filmado em outubro de 1989 por Rudi Dolezal e Hannes Rossacher (Torpedo Twins) nos Estúdios Pinewood.

– No vídeo, a banda está cantando a música em um palco com recortes de jornais estampados aleatoriamente.

 

– O vídeo foi lançado no Greatest Video Hits 2 em 2003.

 

My life has been saved

– Escrita por John e gravada durante as sessões de The Miracle em 1988, ‘My Life Has Been Saved’ foi injustamente relegada ao status de lado B como o outro lado de Scandal em outubro de 1989.

– Com um belo trabalho de teclado e um Brian trabalhador na guitarra, a música é um apreciação pela vida e levar as coisas com calma em um mundo de desordem e confusão.

– No contexto da morte de Freddie, esta parece ser uma escolha estranha para ser revisitado para o álbum Made In Heaven, mas forneceu um vislumbre otimista de esperança para um álbum de baladas sombrias e pessimistas.

– Infelizmente, a versão retrabalhada é mais dominada pelos teclados, com a guitarra de Brian enterrada na mixagem, e o tocante vocal (I make up/I’m blind/I’m blind/I don’t know what’s next to me) removida.

 

Fontes:

– Queen all the songs: the story behind every track – Bernoît Clerc

– Queen: Complete Works (Revised and Updated) – George Purvis

Projeto foi idealizado pelos atores, dramaturgos, diretores e produtores Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues em 2018

A banda Plataforma 9 ¾ realizará no dia 14 de outubro, às 20 horas, no Teatro Municipal Aniz Pachá, o show ‘Queen para Crianças 2’ com 50% da renda revertida ao Hospital de Câncer de Catanduva, o HCC. Os ingressos estão disponíveis por R$ 15 na Ótica Mariah e Marie Bistrô, na rua 13 de Maio, 444 – whatsapp 17 99623-0504, pelo whatsapp 17 99776-9688 e no Setor de Captação de Recursos da Fundação pelo whatsapp 17 99789-8343. 

Com roteiro e direção da premiada Cia da Casa Amarela, o show, que já foi apresentado em diversas unidades do Sesc e no Teatro West Plaza, em São Paulo, volta repaginado. 

“Não se trata de show cover. O sucesso do show ‘Queen para Crianças 2’ está justamente na proposta tributo do espetáculo da Banda Plataforma 9¾. Ou seja, os músicos e atores não imitam o lendário Freddie Mercury e o Queen; contudo a estética da banda inglesa está presente o tempo todo nos figurinos, objetos de cena, referências, vídeos e, logicamente, na música executada no palco. A inspiração para o nome da banda veio do universo do bruxo mais famoso da literatura inglesa e do cinema, Harry Potter”, explica a banda. 

Fundada em Catanduva em 2018, a Plataforma 9¾ surgiu após a criação do projeto ‘Queen para Crianças’, idealizado pelos atores, dramaturgos, diretores e produtores Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues, bem como pelo filho do casal, Ian Costa, que participou de todo o processo de criação desde o princípio e hoje lidera o grupo musical.

Fonte: https://oregional.com.br

 

– Liverpool desempenhou um papel formador nos primeiros dias do Queen, mas será talvez até mesmo à ponto de inspirar o nome da Banda ?

– Toda carreira estelar tem que começar em algum lugar – e no caso de Freddie – foi com uma Banda de rock pouco conhecida de Liverpool chamada Ibex.

– Uma das pessoas com memórias daqueles dias distantes é o historiador, escritor e músico local Mike Royden, um amigo de escola do guitarrista Mike Bersin que formou o Ibex no final dos anos 60.

– Royden, agora com 63 anos, disse –

O tempo de Freddie Bulsara em Merseyside não é muito falado. São apenas os fãs hardcore do Queen que conhecem a história e há tantas versões diferentes dela. Eu cresci com Mike Bersin e fui para a mesma escola que ele. Ele era um guitarrista incrível e parecia Jimi Hendrix no palco. Depois de sair da escola, Bersin foi para Londres para tentar fazer sucesso com a Banda, e foi aí que conheceu Mercury. Mike voltou para Liverpool porque ele tinha alguns shows marcados, então Freddie veio também. Entre os lugares que eles tocaram estava nossa escola, Wade Deacon, no nosso final de semestre em 1969.

– Royden disse que foi apenas anos depois, muito depois de Freddie Mercury ter encontrado fama com o Queen, que ele percebeu que era a mesma pessoa.

– Mas as ligações de Freddie Mercury em Liverpool não param por aí. Através de sua associação com Ibex (mais tarde conhecido como The Wreckage), seu roadie – Geoff Higgins – ofereceu-lhe acomodações em um pub familiar, acima das famosas The Dovedale Towers, na Rua Penny Lane, que na época era de propriedade dos pais de Geoff.

– A sala, que antes era o quarto de Freddie, é agora um espaço para eventos com 180 lugares que homenageia o passado do edifício.

– Outra data crucial foi 09 de Setembro de 1969 no antigo Sink Club em Hardman Street. Dizem que foi aqui que Freddie, que estava se apresentando com Ibex, foi acompanhado no palco pelo futuro guitarrista do Queen – Brian May – e pelo baterista – Roger Taylor – pela primeira vez.

– O show foi gravado por Geoff em uma máquina de fita bobina à bobina, que mais tarde foi vendida à um colecionador do Queen. Infelizmente, a fita acabou depois de 30 minutos e perdeu o bis da Banda.

– Naquela época, a Banda de Brian e Roger era conhecida como Smile.

 

– E a inspiração da logo e do nome Queen ?

– Mas, de acordo com a lenda local, Freddie teve a ideia do nome da Banda como QUEEN e do seu famoso logotipo na fachada do Queen Insurance Buildings em Dale Street, que ainda pode ser visto até hoje. (você pode ver o brasão do edifício muito parecido com o do Queen, além do nome, certamente).

     

– E foi o público de Liverpool que ouviu pela primeira vez a música de assinatura do Queen – Bohemian Rhapsody – quando foi apresentada pela primeira vez ao vivo durante um show no Theatre Empire da cidade em 14 de novembro de 1975, tocada em partes.

 

Nota 1 – O Queen continuou sua afiliação com Liverpool ao longo dos anos 70, fazendo mais de dez shows em locais como o Cavern Club, o Liverpool Stadium, a Liverpool University e o Liverpool Empire Theatre.

 

Nota 2 – O Liverpool Queen Insurance Building, onde no topo está o brasão da possível inspiração para Freddie da logo da Banda e do nome Queen, é um espaço de locações para escritórios, no endereço: Queen Avenue, Liverpool L2 4TZ, Reino Unido.

Fontes –

Liverpoolecho

Livertoursliverpool Blog

Dica da amiga Tati Coriolano Lôbo.

 

IN  THE  DEATH  CELL  (LOVE  THEME  REPRISE)

(6ª música do 9º álbum)

 

– Sob o olhar curioso dos homens-serpente presos ao seu lado, Flash Gordon tenta tranquilizar sua amada, Dale Arden.

– Este tema instrumental, composto por Roger, deve apoiar este momento romântico.

– Trata-se de uma variação de In The Space Capsule (The Love Theme), também composto pelo baterista.

 

? Screenshot do vídeo oficial.

 

 

Vídeo oficial de In the Death Cell (Love Theme Reprise)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Freddie Mercury e suas obras de arte.

Por Silvio Toso.

– Após 20 anos de estudos e pesquisas analisando as fotos divulgadas ao longo dos anos, decidi tornar públicas minhas descobertas para que todos os fãs também possam conhecer os gostos de Freddie na área da pintura, um grande colecionador, aliás uma de suas maiores paixões, pois ele sempre foi a Arte.

– À partir daqui, iniciou-se uma emocionante jornada de pesquisa, em busca dos catálogos das casas de Leilão da Sotheby’s e da Christies, entrando em contato com seus consultores de Leilões da época, querendo à todo custo dar um nome e sobrenome aos objetos retratados nas fotos.

– Também tive a oportunidade de discutir minhas descobertas com Peter Freestone, buscando sua confirmação.

 

1) THE PINK ROSE do italiano Eugenio de Blaas –

A penúltima pintura comprada através da Christie’s Leilões em 16 de Outubro de 1991.

A obra está exposta na sala de estar de Garden Lodge.

Foto da OK Magazine em Março de 2000.

Freddie adorava catálogos cheios de fotos e com pouco texto, nos quais se demorava apenas se uma imagem chamasse sua atenção de uma maneira particular. Ele não gostava de livros e não consigo citar um título que leu. Sua capacidade de atenção era muito limitada para que ele se comprometesse à começar um romance. – Peter Freestone

 

2) LA LATTAIA – 1880 – do italiano Eugenio de Blaas –

A outra pintura do pintor italiano de propriedade de Freddie, pendurada na entrada de Garden Lodge.

Foto tirada da revista inglesa OK ! Março de 2000.

Ele ficava entediado facilmente e estava convencido de que seu tempo era precioso demais para ser gasto na leitura. Por que lutar com um livro, se consultando alguém ele poderia encontrar as respostas para suas perguntas ? Sua existência era fora do comum. – Peter Freestone

 

3) MARC CHAGALL DAPHNE E CLOE – O JULGAMENTO DE CLOE – 1961 –

A foto principal na sala de estar de Garden Lodge, enquanto ele estava vivo. A obra estava sobre a lareira.

 

4) Donna dopo il bagno –

Mulher Depois Do Banho – Por Goyō Hashiguchi – 1920 –

A Modelo Depois Do Banho.

Foto da revista OK ! do quarto japonês em Garden Lodge de Março de 2000.

 

5) A LOVER OF CHILDREN de Kitagawa Utamaro –

Presente no quarto japonês de Freddie. Foto tirada da Ok ! de Março de 2000.

 

Obrigado à todas as pessoas em Londres que me forneceram informações valiosas.

– Silvio Toso.

 

Fonte – Art & Investments

 

FOOTBALL  FIGHT

(5ª música do 9º álbum)

 

– Football Fight lado B do single Flash, é um tema de vanguarda.

– Pela primeira vez na música do Queen, o riff principal da canção está interpretado por um sintetizador, com uma cadência pop dirigida pela rítmica de Roger Taylor e John Deacon.

– Sintetizador/guitarras overdrive/bateria rock, uma autêntica novidade para a época, seria copiada até o infinito durante a década de 1980, sobretudo pelos grupos de hard rock FM. Em dezembro de 1983, o êxito Jump de Van Halen seria um exemplo perfeito.

– Em Football Fight o personagem de Flash Gordon, que também é quarterback da equipe de futebol americano dos New York Jets, derruba um a um os guardas imperiais com a ajuda de uma bola de metal.

– Existe uma versão alternativa do tema, interpretada ao piano, Football Fight (Early Version, No Synths!), disponível na edição Deluxe do álbum Flash Gordon, editada em 2011.

? Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de Football Fight

 

 

Football Fight (Early Version, No Synths!)

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de  Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc)

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Gravada em agosto de 1978, “Don’t Stop Me Now” foi lançada naquele mesmo ano como última faixa do álbum “Jazz”, e também como single em janeiro do ano seguinte. Deixando a guitarra de lado, é conduzida no piano por seu compositor, Freddie Mercury. Sua letra é um hino hedonista que fala sobre viver a vida intensamente como se não houvesse amanhã (algo no qual o vocalista se especializou na época).

é justamente pelo teor de sua letra que a música inicialmente desagradava ao guitarrista Brian May. Conforme publicado pela I Love Classic Rock, em entrevista para a Guitar World em 2021 ele declarou:

“Eu realmente não curtia [‘Don’t Stop Me Now’] no começo. Eu não me sentia muito à vontade com o que Freddie andava cantando na época. Achei meio que relapso demais diante dos perigos da AIDS e aquelas coisas. [Mas] tive que dar o braço a torcer. É uma grande música, não tem como negar. Acho que é algo para o qual Freddie levava muito jeito: ele dava um tempero nas coisas que fazia as pessoas se sentirem um pouco mais animadas.”

“Don’t Stop Me Now” não foi bem nas paradas de sucesso em seu lançamento, chegando a #9 no Reino Unido e em #86 na Billboard. Já em vendas, foi disco de platina quádruplo na Inglaterra e nos Estados Unidos, vendendo respectivamente 2,4 e 4 milhões de cópias.

Com o passar das décadas, a faixa se tornou ainda mais popular: em 2004, ela integrou a trilha sonora do filme Todo Mundo Quase Morto; em 2006 foi regravada pelo McFly; e em 2011 a Google homenageou Freddie Mercury com uma animação dela. Confira abaixo.

 

Fonte: https://whiplash.net

 

Entrevista com Pete Malandrone – O técnico de guitarra de Brian May –

▪️Para a Rockimitates em Agosto de 2014.

 

➡️ Oi, Pete ! Para aqueles que não o conhecem, você poderia se apresentar e explicar seu papel no Queen ?

▪️Meu nome é Pete Malandrone. Eu tenho sido técnico de guitarra de Brian May nos últimos 17 anos. Eu também cuido da propriedade de Brian em Surrey. Quando trabalho para o Queen, considero Roger tanto meu chefe quanto Brian, mas se ambos querem algo ao mesmo tempo, Brian tem prioridade.

➡️ Como você conseguiu seu emprego e o que você estava fazendo anteriormente ?

▪️Eu fui um Engenheiro de Telefonia por cerca de 11 anos. Saí em 1992 com um bom dinheiro e gastei tudo em 06 meses, principalmente em cerveja.

▪️Eu estava tocando em uma Banda até então. O baixista, Justin Crew, foi técnico de guitarra na primeira turnê solo de Brian – Back to the Light – Brian havia pedido à ele para ajudar à projetar e montar um estúdio caseiro com Justin Shirley-Smith. E eu fui com ele.

▪️Brian estava de férias na época, mas eu conheci Justin e dei uma olhada. Disseram-me então para sentar-me até a hora de ir para casa. Perguntei se havia algo que eu pudesse fazer para ajudar. Meu primeiro trabalho foi consertar o conjunto de carros Scalextric dos filhos de Brian. Eu então me tornei útil pelo resto do dia e então, fui convidado à voltar no dia seguinte e acabei ficando por lá até o estúdio abrir.

▪️À essa altura, Brian havia retornado e perguntou se eu gostaria de um mês de trabalho experimental à fins na construção do estúdio. Até onde eu sei, ainda estou no tempo de experiência daquele mês !!

▪️Aí então ganhei o trabalho de técnico de guitarra, depois de cerca de 06 meses.

➡️ Existe um dia típico para você trabalhar como parte da equipe de Brian ?

▪️Ha Ha !! Você está brincando comigo ?? Meu tempo é preenchido com tantas coisas diferentes que não há como você chamar qualquer dia de típico. Vou dar-lhe uma lista de algumas coisas que eu já fiz –

– Fiquei em um hotel 5 estrelas na praia por uma semana de babá.

– Desentupi a fossa da casa de Brian com as minhas próprias măos.

– Construi um observatório.

– Ouvi material do Queen que não era ouvido há 35 anos.

– Assustei os filhos de Brian e seus amigos até a morte em uma festa de Halloween.

– Salvei um papagaio.

– Desmontei a Red Special.

– Acabei com um enxame de abelhas.

– Toquei Tie Your Mother Down com Def Leppard.

– Limpei cocô de raposa no pátio.

– Conheci Michael Jackson.

 

➡️ Qual é o seu papel antes, durante e depois de um show ?

▪️Antes do show, eu montaria um equipamento de guitarra sob medida para aquele show em particular, geralmente um ou dois dias antes. Eu chegaria ao local pelo menos 3 horas antes de Brian e checaria o palco. Eu então testaria completamente o equipamento no local, prestando atenção especial à interferência de rádio e à quaisquer zumbidos desagradáveis. Eu então checaria o som do equipamento com o monitor e chegaria o mais próximo possível do som que Brian quer ouvir quando ele chegar. Se tudo correr bem na passagem de som, eu vou ficar por aqui e ficar o mais relaxado possível.

▪️Sinto que se ficar nervoso, isso pode afetar o desempenho de Brian, e a última coisa que quero é que ele se preocupe com o equipamento. Ele tem o suficiente para se preocupar. Pouco antes de ele entrar vamos bater um papo, desejo sorte à ele, apertamos as mãos e ele vai embora !!

▪️Durante o show, eu fico olhando para a mão esquerda de Brian o tempo todo. Este é o melhor lugar para procurar uma quebra de corda para mim, pois geralmente você a vê imediatamente.

▪️Eu tenho um setlist com qualquer mudança de guitarra ou mudança de pedal à ser feita e afinar as guitarras em todas as oportunidades disponíveis. Tenho toalhas e bebidas à mão, além de cortador de unhas, lixas de unha, barbantes, selas de ponte e lenços de papel.

▪️No final do show, empacoto o equipamento o mais rápido possível, e assim que isso é feito, eu vou procurar o chefe para ver se ele está bem com tudo. Eu poderia então me permitir um copo de xerez doce.

 

➡️ Quantas guitarras Brian tem ?

▪️Não sei, nunca contei. Cerca de 50, provavelmente.

 

➡️ Eu acho que algumas pessoas podem ter a ideia de que você está sentado lá, polindo-as e afinando-as o dia todo, esperando que Brian peça qual guitarra ele quer…

▪️Eu faço o serviço de polimento na Red Special e a afino, mas não o dia todo, todos os dias. Lembro-me de tentar explicar ao meu filho o que eu fazia no emprego quando ele tinha cerca de 5 anos. Cerca de um mês depois, ele perguntou se eu ia trabalhar naquele dia. Eu disse “Sim, por que você pergunta”? Ele respondeu: “A guitarra de Brian ainda não está afinada?” Se fosse assim tão simples!!

➡️ Você é fã do Queen ?

▪️Eu sempre gostei deles. Todo mundo gosta do Queen, não é ? Mas eu era mais metal na época pra ser honesto. Eu provavelmente possuía três álbuns do Queen quando comecei a trabalhar para eles.

 

➡️ Um dos seus melhores momentos ?

▪️Foi em Toronto no último show da etapa americana da turnê. Era Páscoa, então saí e comprei um vestido, umas orelhas de Coelho, e o resto peguei emprestado de outros membros da equipe e decidi que seria uma boa ideia fazer uma troca de guitarra no palco como uma drag pascoalina.

▪️ Nota – Isso foi em Vancouver em 24 de Abril de 2006. Infelizmente, não achei vídeos.

▪️Brian parecia muito chocado, quando ele me viu, pois já me viu em algumas situações estranhas, mas nunca em um vestido. Ele se sentou em seu banquinho no final da confusão e disse para a multidão. ” Vocês vêem com o que eu tenho que trabalhar ” ?

▪️Muito engraçado hhahahaha. Bem, eu pensei assim.

 

➡️ Você tem um Álbum favorito do Queen?

▪️News Of The World. Comprei no Boots in Sutton em fita cassete quando eu tinha 12 anos. A capa me assustou, e foi só por isso que comprei. Eu não tinha idéia sobre as músicas, ou a Banda.

▪️Escutei até a morte e acabei adorando. Sleeping on the Sidewalk ainda é minha música favorita. A fita quebrou cerca de 2 dias depois que eu comecei a trabalhar para Brian, estranhamente ….. Talvez se eu fizer mais 17 anos de serviço, eles me deem uma cópia.

 

Fonte – Fã Clube Adam Lambert

O escritor e radialista Jim Ryan, da Forbes, entrevistou Roger Taylor após o segundo Show Tributo a Taylor Hawkins.

Segue a íntegra da entrevista.

O bloqueio do início da pandemia acabou se transformando em um período produtivo para o baterista do Queen, Roger Taylor, que gravou seu sexto álbum solo de estúdio Outsider, alcançando alguns de seus maiores sucessos solo com o álbum, que alcançou o top 5 do Reino Unido após o lançamento no outono passado.

São uma dúzia de canções que abordam o mundo, mas mantendo uma vertente otimista apesar dos tempos incertos em que nasceu. Após o lançamento do álbum, Taylor conseguiu montar sua primeira turnê solo em quase 20 anos, fazendo questão de se apresentar em locais intimistas com um objetivo muito específico.

Lock down foi tão estranho, não foi? Eu só queria fazer uma turnê por diversão, o que fizemos, e foi ótimo. E então as pessoas disseram: ‘Bem, você sabe, nós as gravamos para que pudéssemos lançá-las ao vivo.’ E foi uma experiência alegre na turnê. Não foi projetado para ser uma coisa massiva e lucrativa. Foi projetado apenas para se divertir um pouco”, disse ele. “Para realmente poder ver as pessoas em uma sala todas juntas… Durante esse período incerto de bloqueio, acho que todos estávamos nos perguntando: ‘Será que algum dia teremos mais eventos em grupo? O que vai acontecer com concertos e festivais?’ Mas graças às maravilhas da ciência, aqui estamos nós novamente, disse Taylor por telefone.

Cada concerto durante as duas semanas de Taylor e outubro passado foi gravado e 22 músicas dessas apresentações compõem o novo álbum The Outsider Tour Live, agora disponível em CD e vinil e digitalmente via serviços de streaming. As apresentações mostram o baterista do Rock and Roll Hall of Fame se afastando de seu trabalho de 52 anos, lidando com o vocal principal e guitarra em cortes solo bem escolhidos, clássicos do Queen, covers e muito mais.

The Outsider Tour Live, uma nova coleção de 22 músicas que narra um solo de 2021 no Reino Unido executado pelo baterista do Queen, Roger Taylor, agora está disponível em CD, vinil e digitalmente via streaming.

Um par de faixas capturadas em outubro passado durante uma apresentação em Londres no O2 Shepherd’s Bush Empire, e incluídas no novo álbum ao vivo, apresentam o guitarrista do Queen, Brian May. O encarte do novo álbum também dedica o projeto ao falecido baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, em homenagem a quem Taylor se apresentou ao lado de seu filho Rufus Taylor (baterista do The Darkness), May e a poderosa cantora Pink Tuesday em Los Angeles.

 

Acabamos de terminar o segundo de dois concertos de Tributo a Taylor Hawkins – o maravilhoso Taylor Hawkins. Todo mundo que eu conheço, todos nós sentimos muito a falta dele. Mas foi um encontro maravilhoso. Tivemos todos os maiores bateristas de rock do mundo no mesmo prédio ontem à noite no Forum em L.A. E que mistura incrível. Tínhamos Pink cantando conosco. Ela era maravilhosa. E meu filho [Rufus] foi particularmente bom, pensei. Ele está se tornando um baterista incrível. Eu acho que ele provavelmente ultrapassou seu pai por um longo caminho agora em termos de habilidade de tocar bateria, disse Taylor na tarde de quarta-feira após o evento.

 

Falei com Roger Taylor sobre sair como frontman, fazer a curadoria do novo set da The Outsider Tour Live, sua parceria de 50 anos com Brian May e participar dos Taylor Hawkins Tribute Concerts. Segue abaixo uma transcrição de nossa conversa telefônica, levemente editada para maior extensão e clareza.

Roger Taylor se apresenta no palco durante a turnê ‘Outsider’. 14 de outubro de 2021 no Plymouth Pavilions em Plymouth, Devon, Inglaterra. Foto de Steve Price

 

JIM RYAN: Obviamente, não é sua primeira vez como frontman. Mas foi divertido o trabalho?

ROGER TAYLOR: Bem, sim. Por necessidade, é uma coisa completamente diferente, obviamente. Eu estava tocando para 1.000 a 2.000 a duas mil pessoas. Um tipo de coisa muito diferente do que fizemos com o Queen. Mas foi muito agradável. Nesse nível, você pode olhar as pessoas nos olhos. E eu realmente aproveitei cada momento. É simples assim. Eu me senti muito à vontade provavelmente pela primeira vez como frontman.

 

JIM RYAN: Algo que percebi durante o confinamento e que não dava valor aos shows é a maneira como a música pode conectar as pessoas e unir as pessoas no ambiente ao vivo. Quão importante é esse papel para a música desempenhar hoje?

RT: Absolutamente. Literalmente na noite passada acabamos de terminar o segundo de dois concertos de tributo a Taylor Hawkins – o maravilhoso Taylor Hawkins. Todo mundo que eu conheço, todos nós sentimos muito a falta dele. Mas foi um encontro maravilhoso. Tivemos todos os maiores bateristas de rock do mundo no mesmo prédio ontem à noite no Forum em L.A. E que mistura incrível. Tínhamos Pink cantando conosco. Ela era maravilhosa. Meu filho era particularmente bom, pensei. Ele está se tornando um baterista incrível. Eu acho que ele provavelmente ultrapassou seu pai por um longo caminho agora em termos de habilidade de tocar bateria!

Londres, Inglaterra – 24 de fevereiro: Dave Grohl, Pat Smear, Brian May, Roger Taylor e Taylor Hawkins atendem a exibição privada de Stormtroopers In Stilettos uma exposição comemorando 40 anos da banda Queen no The Old Truman Brewery. (Foto de Dave M. Benett/Getty Images)

 

JIM RYAN: Tem uma frase que eu peguei no encarte do novo álbum ao vivo que eu realmente amei. E isso é: Todas as performances são reais e inalteradas. Toda vez que vou a um show agora, me pego tentando descobrir o que estou ouvindo que não estou vendo sendo apresentado no palco. Quão importante foi para você nessa turnê e com este álbum não fazer isso?

RT: Ah cara. Eu poderia continuar sobre isso por um tempo. Mas estou continuamente indignado com o fato de que tantos artistas agora tocam para clicar. Então eles são prejudicados. Literalmente eles estão trancados – eles não podem correr livremente se você entende o que quero dizer. E tantos instrumentos são pré-gravados. E os vocais! Os vocais são ajustados automaticamente ou já estão gravados. E, às vezes, são apenas improvisações que não são gravadas. E eu apenas sinto que isso é algo de que eles deveriam se envergonhar.

E parece ser abundante. Há tão poucas bandas. Por exemplo, ontem à noite, os gloriosos Foo Fighters – essa é uma banda de verdade. Esse é o verdadeiro negócio. Tudo o que você ouve é real. É praticamente o mesmo com o Queen. Praticamente tudo o que você ouve é real. Se alguma coisa é gravada, a gente não finge estar tocando ou cantando, sabe? Há a seção do meio de Bohemian Rhapsody, por exemplo – é o disco. Porque não podemos recriar isso corretamente. Então não fingimos que podemos! Nós desocupamos o palco e deixamos o som e as luzes tomarem conta.

Há apenas embromação demais. E, muitas vezes, está cobrindo uma falta de talento inato, eu acho. não aguento. Eu odeio isso. Então aí estamos.

Roger Taylor e sua banda posam no palco após uma apresentação durante a turnê Outsider. 19 de outubro de 2021 no G Live em Guildford, Surrey, Inglaterra Foto de Lola Leng Taylor

 

JIM RYAN: Bem, suponho que vocês gravaram cada show durante a turnê de duas semanas no ano passado, mas como vocês selecionaram os cortes de cada um que fizeram este álbum ao vivo?

RT: Acho que apenas selecionei músicas que, algumas são sucessos bem conhecidos para que as pessoas as conheçam. Obviamente, você precisa de uma certa quantidade disso. Então eu realmente selecionei as outras músicas com base em Isto funcionaria ao vivo? Uma das minhas músicas favoritas é uma antiga que gravei há muito tempo chamada Surrender. E isso funciona melhor ao vivo do que no disco. É sobre violência doméstica – uma coisinha alegre! Mas algumas músicas funcionam muito bem ao vivo – às vezes melhor do que no disco.

 

JIM RYAN: Duas das apresentações do The Outsider Tour Live foram gravadas no show de Londres e apresentam Brian May. Ele está na guitarra para Tutti Frutti e A Kind of Magic. No álbum, você pode ser ouvido chamando-o de meu irmão de outra mãe. Começa e para, sobe e desce, todas essas coisas ao longo de 50 anos. Mas ainda ter esse relacionamento, o que isso significa para você depois de mais de cinco décadas? (Esta é a última parada da turnê – London O2 Shepherd’s Bush Empire)

RT: É extraordinário. Acho que estamos mais perto agora do que nunca. Sempre tivemos muitas discussões no estúdio. Brian é um perfeccionista absoluto e às vezes meticulosamente lento. Isso costumava me deixar louco. Mas estamos muito próximos. Nós até moramos agora bem perto um do outro no campo. E sabemos que somos meio que mutuamente dependentes. Precisamos um do outro, sabe? Somos tudo o que restou do Queen. E nós sentimos que isso é uma coisa preciosa. E nos sentimos protetores disso. Estamos meio orgulhosos de nossa conquista e de nosso passado. Então compartilhamos muito.

Conheci Brian no Imperial College em Londres. Você nem sonha que será amigo e colega 50 anos depois ou mais – seja o que for, 52. É simplesmente incrível pensar. Mas aqui estamos. E, na verdade, a vida é boa. A vida é muito boa.

Roger Taylor e Brian May do Queen + Adam Lambert se apresentam durante a abertura da turnê no United Center na quinta-feira, 19 de junho de 2014 em Chicago. Foto de Barry  Foto de Barry Brecheisen/Invision/AP    

 

JIM RYAN: Vocês fazem um cover do Led Zeppelin no novo álbum ao vivo. E eu ouvi você dizer o que a forma de tocar de John Bonham significa algo para você. Como é pegar uma música como Rock and Roll e colocar seu próprio toque nela?

RT: Eu simplesmente amo isso – tudo sobre essa música. O tipo de relativa simplicidade e a pura alegria do rock and roll. É tão simples. Porque Bonzo foi provavelmente o maior baterista de rock and roll de todos os tempos. Acho que a maioria dos bateristas o nomearia. E eu simplesmente amo os vocais de Robert. É tão divertido tocar no palco. Espero que possamos recriar um pouco dessa emoção.

É como um aceno realmente. Porque o Led Zeppelin é uma banda muito importante para mim. E eu os amo. É bom apenas fazer uma dessas músicas.

 

JIM RYAN: Falando em um ótimo vocal, você também assumiu Heroes. Há uma longa história com você e David Bowie. Como vocês abordaram isso no novo álbum?

RT: Essa música tem uma melodia tão boa e tem uma grande profundidade e alma. E, claro, David foi um contemporâneo nosso. Ele era um homem maravilhoso, maravilhoso para se trabalhar – uma inspiração. Acho uma espécie de gênio.

Em 2016, foi horrível perder David Bowie. Mas uau, que homem inteligente – uma mente perigosa. Fantástico. Então, realmente, essa é outra pequena saudação ao grande David Bowie. E eu tento dar o meu melhor, sabe? (Risonho)

Hollywood, California – 24 de fevereiro: Uma imagem do falecido Freddie Mercury é projetada em uma tela enquanto Queen +Adam Lambert  se apresentam no palco durante o 91º Prêmio Anual da Academia no Dolby Theatre. (Foto por Kevin Winter/Getty Images)

 

JIM RYAN: Eu penso em David e penso em Freddie Mercury e algo que sempre me impressionou enquanto crescia nos anos 80 e ver os dois é como eles tornaram legal ser diferente – tornou aceitável. Eles tornaram aceitável parecer ou agir ou soar ou se vestir de maneira diferente. Esse tipo de tolerância parece algo que realmente poderíamos usar hoje. Quão importante é esse papel para a música ou os músicos desempenharem?

RT: Bem, eu acho que é. Eles obviamente eram dois grandes. Acho que para ser… Você precisa ser destemido. E focado. E ter grande autoconfiança. E ambos tiveram isso. E então você precisa de um monte de talento. E ambos tiveram isso também.

 

JIM RYAN: Você mencionou o evento de homenagem da noite passada. O encarte dedica o novo álbum à memória de Taylor Hawkins. O que Taylor significava para você como amigo, colega e baterista?

RT: Ele estava com Alanis Morissette quando nos conhecemos. E acho que fomos a primeira banda que ele viu quando tinha uns 12 anos. Então, por essa razão, significamos muito para ele.

Minha esposa colocou muito bem: ele era como o sol em forma humana. Ele estava tão ansioso. E um baterista sensacional – mas simplesmente um grande ser humano.

E ele adorava música – todos os tipos de música. Tudo, do Rush aos Eagles, todo tipo de coisa – não necessariamente sempre do meu gosto. Mas ele se sentia como meu irmão mais novo. E nós éramos muito próximos. Nossas famílias se tornaram próximas. Meu filho Rufus foi totalmente inspirado por Taylor Hawkins e toca bateria milagrosamente como ele. Ele meio que baseou seu estilo no estilo de Taylor. E ele é realmente seu afilhado. Então significou muito para nós ontem à noite. Foi mesmo ótimo.

E também foi ótimo ter Pink cantando conosco. Nós realmente amamos a voz de Pink. Ela tem essa voz e é uma ótima intérprete. Nós apenas tocamos isso juntos. Então isso foi maravilhoso. Esse foi um resultado muito positivo de ontem à noite. Foi uma noite de puro rock and roll. Foi um desfile de músicos muito habilidosos, sem falar dos bateristas.

Mas devo dizer que estou feliz que acabou.

Londres, Reino Unido – 11 de maio de 2010: Brian May e Roger Taylor do Queen e Taylor Hawkins do The Coattail Riders se apresentam no Scala (Foto por Rick Smee/Redferns)

 

JIM RYAN: Algo que não pude deixar de pensar, especialmente assistindo ao evento de Wembley algumas semanas atrás, foi o quanto isso me lembrou o show de tributo a Freddie Mercury…

RT: Pat Smear e Dave Grohl, que foram os principais impulsionadores em ambos os eventos, disseram que usaram o concerto de tributo a Freddie como modelo para os tributos a Taylor.

Aquele show em 1991 foi muito gentil com o meu bebê. Alimentei o fogo no começo e consegui a maioria dos atos. Foi um momento catártico para nós. Acho que Brian e eu levamos cinco anos para superar o fato de que Freddie não estava por perto. Mas acabou com a história na época.

Adam Lambert e Roger Taylor do Queen + Adam Lambert se apresentam durante a abertura da turnê no United Center na quinta-feira, 19 de junho de 2014, em Chicago. Foto de Barry Brecheisen/Invision/Ap

 

JIM RYAN: Vocês também acabaram de encerrar a turnê Queen + Adam Lambert no final de julho. Novamente, como foi finalmente voltar ao palco com o Queen após o intervalo?

RT: Ótimo. Meio que aconteceu por acaso. Tocamos We Are the Champions na final do American Idol com os dois finalistas. E foi aí que conhecemos Adam. Ficamos impressionados com sua voz. Acabamos fazendo algumas coisas – como um show de prêmios da MTV juntos e então acho que fizemos uma coisa do iHeart, um programa de rádio em Las Vegas. E fizemos cerca de meia hora e realmente funcionou bem. Essa turnê surgiu disso. E então nós apenas excursionamos mais e mais e mais. E Adam realmente cresceu no papel.

Ele é incrível. Seu instrumento é sem paralelo. Ele é um cantor realmente incrivelmente bom com alcance que excede qualquer um que eu conheça.

Então tem funcionado muito bem.

 

Fontes: www.queenonline.com e www.forbes.com

THE RING (HYPNOTIC SEDUCTION OF DALE)
(4ª música do 9º álbum)

 

– Composta po  r Freddie Mercury, este tema está primordialmente interpretado com o OB-X com o qual o cantor utiliza a roda de ajuste pitch bend, localizada à esquerda do teclado e que permite aumentar ou diminuir a afinação da nota (a roda volta automaticamente a zero quando não acionada).

– A melodia, muito simples, ilustra uma cena de caráter erótico em que o personagem de Dale Arden, hipnotizada pelo raio lazer que emite o anel do imperador Ming, simula, sozinha, um abraço apaixonado.

 

? Screenshot do vídeo oficial.

 

Vídeo oficial de The Ring (Hypnotic Seduction of Dale)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

No meio de uma entrevista para a Revista Billboard, para discutir seu novo álbum The Outsider Tour Live e outros assuntos, Roger Taylor, casualmente comenta:

Estou chegando ao fim da minha carreira agora – mas ainda estou no trabalho e amando, realmente gostando.

Há muitas evidências para apoiar essa afirmação.

Há um ano, Taylor lançou Outsider, seu primeiro álbum solo em oito anos, e fez uma caminhada de 14 datas no Reino Unido para apoiá-lo. No início deste ano, ele tocou na Europa com o Queen + Adam Lambert. Em março, ele recebeu uma comenda da Ordem do Império Britânico (OBE) no Castelo de Windsor do então príncipe, agora rei Carlos. E enquanto falamos, Taylor está a poucas horas do segundo Show Tributo a Taylor Hawkins, realizado em Los Angeles, onde ele e Brian May tocarão músicas do Queen com Foo Fighters, P!nk, Justin Hawkins das Trevas e o filho de Taylor, Rufus.

The Outsider Tour Live, lançado em 30 de setembro, apresenta 22 faixas de vários locais da turnê de 2021, incluindo material outsider, bem como favoritos do Queen e outras coisas, como Rock and Roll, do Led Zeppelin, Heroes de David Bowie e Tutti Frutti, de Little Richard, com May fazendo uma aparição, bem como A Kind of Magic, do Queen.

Certamente parece que Taylor está se divertindo com isso, o que – idade à parte – nos faz tomar qualquer comentário sobre o fim estar próximo.

Você se divertiu tanto na turnê solo quanto no álbum ao vivo?

Roger: Espero que seja divertido ouvir o álbum. Obviamente eu não sou o melhor juiz, mas toda a turnê foi realmente concebida para ser divertida. Não é uma coisa grande e ambiciosa do estádio ou algo assim. Era uma turnê menor e íntima, e eu só gostava de estar lá, na frente novamente, o que eu não fazia há muito tempo. E eu tenho uma banda tão grande, foi uma alegria. Gostei de todos os shows. Eu estava ansioso por todos os shows, e espero que isso venha nesta gravação.

Você está naturalmente confortável como um frontman?

Roger: Eu certamente estava nesta turnê, eu acho que principalmente porque os locais não eram enormes como a nave-mãe (Queen) estaria tocando. Eu não acho que eu sou um ato de estádio, mas eu realmente gostei desse tamanho de local.

Adam lhe ofereceu algum guarda-roupa quando soube que você faria sua própria turnê?

Roger: (risos) Não! Eu não… As roupas do Adam não me serviriam nem um pouco. Eu sempre gosto de me vestir um pouco, mas não até esse ponto. Ou como Freddie , você nunca soube o que ele ia aparecer de um dia para o outro.

Como você escolheu quais músicas do Queen eram apropriadas para você se apresentar?

Roger: Eu tenho Radio Ga Ga, These are The Days Of Our Lives. São canções que foram sucessos, então as pessoas os conheciam. Acho que as pessoas gostam de ouvir músicas que conhecem – o velho ditado, Toque os hits! Então é bom ter os hits para polvilhar entre algumas canções não tão conhecidas. Não foi difícil, na verdade. Eu nunca pensaria em cantar Bohemian Rhapsody ou mesmo We Are the Champions. Você precisa de um cantor mais diva para cantar essas músicas. Já cantei The Show Must Go de vez em quando, mas é difícil.

Você faz uma rachadura antes de I’m in Love With My Car, que você escreveu, sobre sua interpretação no filme Bohemian Rhapsody. Ficou mesmo irritado com isso?

Roger: Não, de jeito nenhum. Você tem que ter senso de humor. E eu me lembro – Eu não acho que Brian levou a música a sério; ele sentiu como, realmente, como alguém pode estar apaixonado por um carro? Mas ele não é muito ligado em carros. Então, não, não me incomodou. Eu achei muito engraçado, e havia um elemento de verdade lá também.

Como Brian acabou tocando no seu show em Londres e aparecendo no álbum?

Roger: Obviamente, Brian e eu estamos em contato o tempo todo. Já estamos há mais de 50 anos. Gostamos muito um do outro. Ele obviamente espera, e ele deve esperar, ser convidado para ser um convidado no show de Londres. É sempre bom ter Brian no palco. Eu acho que ele é um dos melhores guitarristas do mundo e um grande músico. Era obrigatório que ele estivesse em um show, pelo menos.

Em março, você recebeu na OBE. O que acha da morte da Rainha Elizabeth?

Roger: Bem, era obviamente inevitável. Foi um evento gigantesco, na verdade, no Reino Unido. Ela tinha sido uma espécie de pivô da nossa vida. Ela sempre esteve lá. Ela está no dinheiro. Ela está nos selos e tem sido a grande constante na sociedade britânica em toda a minha longa vida. A rainha era uma espécie de mãe imaginária de todos de certa forma, então era um grande negócio. Ela era a profissional perfeita, quer você apoie a ideia de monarca ou não. É um conceito bem estranho, na verdade, mas ela era muito boa nisso, em seu trabalho.

Ela sabia e assim havia uma banda chamada Queen?

Roger: (risos) Ela certamente sabia, porque Brian tocou no telhado dela para o seu 50º aniversário e então fizemos o Jubileu de Platina recentemente. E ela fez um pequeno filme com Urso Paddington Bear e ela bateu We Will Rock You em uma xícara de chá e pires. Ela definitivamente estava ciente de nós, sim.

Você gentilmente dedicou seu OBE a Taylor Hawkins…

Roger: Se isso o trouxesse de volta, eu deixaria que eles o tivessem de volta.

O show de Los Angeles parecia diferente de Londres algumas semanas antes?

Roger: Era diferente, na verdade, porque o de Londres era mais um show perfeito com um monte de sequência pouco filmada no meio e tantos atos. (Los Angeles) era mais como um desfile de rock de verdade. Foi uma ênfase no rock duro, pesado, e apenas um ato após o outro e um desfile de bateristas como você nunca viu, todos os melhores bateristas de rock n’ roll do mundo. Foi uma noite fantástica, apenas uma noite maravilhosa para minha grande amiga Taylor.

Isso te lembrou de tudo o Concerto Tributo ao Freddie Mercury em 1992?

Roger: Bem, na verdade, Pat (Smear) e Dave (Grohl) estavam me dizendo que era o modelo que eles usaram, o Show Tributo a Freddie. Eu estava muito envolvido nisso, então esse foi o modelo em que eles construíram esses shows – o que é bom porque sempre fomos próximos dos Foo Fighters. Nós adoramos essa banda, como a família.

Diz algo sobre a música do Queen que pode ser feito tão bem em tais circunstâncias, com uma variedade de pessoas diferentes executando-a?

Roger: Acho que deve. Acho que um dos nossos pontos fortes é nosso trabalho. Eu acho que as músicas são muito fortes – obviamente há um monte de músicas muito conhecidas, mas também alguns dos cortes mais profundos. Acho que nossa composição é boa e sólida e tem qualidade. Parece ter muito poder de permanência. Acho que isso é a prova do pudim, de certa forma. Era tudo o que queríamos fazer. queríamos entreter a quantidade máxima de pessoas.

O que vem depois?

Roger: Não tenho nenhuma ideia solo no momento. Acho que o Queen fará uma turnê novamente, e espero que possamos fazer uma turnê pela América do Norte – mas acho que não por um ano. Acho que merecemos um tempo livre agora. Brian e eu gostamos muito do que estamos fazendo hoje em dia. Não fazemos nada que não tenhamos vontade de fazer, mas felizmente ainda somos capazes de fazê-lo – quando queremos.

 

Fontes: www.queenonline.com e www.billboard.com/