Nos dias 11 e 12 de julho de 1986, o Queen subiu ao palco do estádio de Wembley, na Inglaterra, para apresentar o álbum A Kind of Magic, lançado no mês anterior.

Esta foi uma das últimas grandes apresentações da banda em sua formação clássica e até hoje é apontada como um dos melhores shows da história do rock. Antes apenas Beatles e Rolling Stones haviam emendado dois dias no antológico estádio.

Programa do Show

O resultado pode ser conferido na íntegra no YouTube. E também em CDs e DVDs repletos de extras, mas daí é preciso ter certa sorte para conseguir, pois tornaram-se relíquias de colecionadores.

O formato criado por eles nos anos 80 era inovador e único. Do show foi feito um verdadeiro espetáculo, em locais que nunca fizeram shows (estádio de futebol). Aliado a isso, a banda e seu staff criou um projeto de iluminação que era exclusivo dela, com suas estruturas sendo móveis e coordenadas de forma coreografada para cada música tocada, garante Bruno Cavalcante Oliveira, administrador do site e das páginas nas redes sociais do fã clube Queen Net.

Ingresso do Show

A iluminação era a maior já construída para um show, com mais de 10 toneladas de equipamento, para o maior palco, com 50 metros de largura e mais de 15 de altura.

Ali foram apresentados clássicos até hoje imbatíveis como Under Pressure, I Want To Break Free, Who Wants To Live Forever, Love of My Life, Bohemian Rhapsody, Radio Ga Ga, We Will Rock You e We Are The Champion. O final coube a God Save The Queen, com arranjos de Brian May.

E também uma sequencia de covers: (You’re So Square) Baby I Don’t Care, Hello Mary Lou (Goodbye Heart), Tutti Frutti e Gimme Some Lovin’.

A banda parecia estar no melhor de sua forma e Freddie Mercury confirmava mais uma vez não apenas a estupenda qualidade vocal, mas também o grande performer e animador de plateia que era.

Uma curiosidade sobre este show é que originalmente, apenas a apresentação de 12 de julho, um sábado, estava programada, mas, como os ingressos se esgotaram em poucas horas e os fãs sem ingressos não abandonavam os pontos de venda, resolveu-se criar um show extra para o dia anterior.

Os ingressos custavam cerca de quinze libras (em torno de 63 reais). O resultado foi a quebra de recorde de público na Europa, com estimativa de 200 mil pessoas, que foram atingidas por um sistema de som com mais de 500 mil watts de potência….

O espetáculo teve início ao meio dia, com a abertura das bandas INXS e Status Quo, bastante badaladas na época. Foi também a primeira vez que uma tela Starvision foi utilizada para que quem estava no fundo do estádio não perdesse nada. Porém, em função do peso do telão, um reservatório de água teve que ser instalado atrás do palco para equilibrar o peso.

O resultado foi imbatível e não é à toa que, em função da tecnologia envolvida e, claro, da apresentação dos músicos da que até hoje é considerada uma das maiores bandas de rock da história, este show está no rol dos melhores espetáculos de todos os tempos.

Tantos superlativos não soam exagerados quando se trata de uma banda que fazia espetáculos de quase duas horas de duração sem deixar a animação cair, graças a performance de todos os integrantes, com direito a solos de guitarra de Brian May e ousadias vocais de Freddie Mercury.

O último show aconteceria em agosto em Knebworth Park, também na Inglaterra. Em seguida, se havia boatos de que a banda se separaria, eles não se confirmaram.

Pôster do show

O que os rapazes fizeram a partir dali foi se dedicar apenas aos álbuns de estúdio. Foram dois – The Miracle (1989) e Innuendo (1991) – até a morte do vocalista em Londres, em 24 de novembro de 1991.

A importância foi o marco histórico. Que se tem notícia, o Queen foi a primeira banda a realizar shows em estádios, com uma grandiosidade invejável. Após isso, todas as demais bandas copiaram o modelo, frisando que o antigo estádio de Wembley, após ser utilizado pelo Queen, o foi por várias bandas. Hoje em dia, com o novo Wembley, continua sendo usado em shows, assim como em todo o mundo a maioria dos shows de grande porte são realizados em estádios de futebol,  completa Bruno Cavalcante Oliveira.

https://youtu.be/5UPdos1iHsM

 

Fontes:

Há 30 anos, Queen se despedia com um dos maiores shows da história – 12/07/2016 – UOL Entretenimento

– Queen Concerts

– Queenlive.ca

 

 

WE ARE THE CHAMPIONS

(2ª música do 6º álbum)

 

– Imediatamente reconhecível por sua introdução ao piano, a música adota a mesma estrutura usada anteriormente em In The Lap Of The Gods… Revisited: a fórmula de compasso de três tempos.

– Esse pequeno truque faz maravilhas porque Freddie quer escrever uma música voltada para o público (e, em troca, eles o apoiam). É uma valsa, e é uma música cativante que seduz todos os públicos.

– Hino desportivo por excelência, We Are The Champions é inseparável de We Will Rock You.

– Esta famosa balada de Freddie Mercury é inspirada nas sensações que a banda experimentou durante a turnê da primavera de 1977. A cada show, os espectadores se levantam e repetem em coro os refrões de Killer Queen ou Bohemian Rhapsody.

 

Em Birmingham, eles estavam cantando tão alto que tivemos que parar o show para deixá-los cantar a música para nós. Então Freddie e eu dissemos um ao outro que seria uma experiência interessante conceber músicas que incluíssem, desde o momento de sua composição, a participação do público,  lembra Brian May.

 

– A letra, que é uma homenagem do cantor ao seu público, proclama a vitória do Queen sobre seus detratores, principalmente a imprensa britânica. O grupo se defende, argumentando que o nó da música é coletivo e que não se refere a eles próprios.

– Mas quando você lê a letra, você entende, sem dúvida, que não há ironia:

You brought me fame, and fortune, and everything that goes with it/I thank you all

(Vocês me deram fama e fortuna, e tudo o que vem com isso/agradeço a todos).

– O videoclipe é filmado em 6 de outubro de 1977 no New London Theatre, no bairro de Camden, em Londres. A pedido dos músicos, eles convidam mais de 1000 membros do fã-clube como público.

– Desde sua publicação nos Estados Unidos, a música foi adotada pelo New York Yankees como hino de seu time de beisebol.

– Os jogadores de basquete do Philadelphia 76ers a usam para encorajar o público antes de entrar no campo de jogo.

– Durante os concertos do Queen, a música conclui os bis finais, e podemos dizer sem dúvida que Mercury e May alcançaram seu objetivo.

Freddie Mercury, campeão mundial, durante a última turnê da banda, em 1986.

 

– O canal de Lewis Akkas no YouTube postou We Are The Champions (versão Top Of The Pops) em cores. A qualidade é absolutamente perfeita. Lewis disse que este era um presente de Natal para todos os fãs, em 2021. (Começa aos 36”)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Glam Rock ®️

.O que foi e o que significou esse movimento em Freddie Mercury e no Queen  !

▪️Glam rock é um estilo de música Rock que se desenvolveu no Reino Unido no início dos anos 1970, interpretado por músicos que usavam trajes, maquiagem e penteados extravagantes, principalmente sapatos de plataforma e glitter.

▪️As roupas extravagantes e estilos visuais dos performers eram frequentemente camp ou andróginos, e foram descritos como desempenhando outros papéis de gênero.

 

           

 

                       

 

▪️As paradas do Reino Unido foram inundadas com Bandas de Glam Rock de 1971 à 1975, incluindo David Bowie, Mott the Hoople, Gary Glitter, Elton John, Rod Stewart e claro ….

Freddie Mercury !

▪️Seu início na moda começou com um uniforme de colégio interno britânico-indiano projetado para imitar os uniformes britânicos, mas adequado para o clima quente.

▪️Quando seus pais se mudaram para o oeste de Londres, eles decidiram que queriam viver o estilo de vida tradicional da classe média britânica. Freddie decidiu que queria estudar arte, mas não tinha nenhuma das qualificações para se candidatar, então ele estudou moda em vez disso.

▪️Freddie foi altamente influenciado pelo estilo mod da década de 60 e seguiu a regra de seus pais de se encaixar, bem como a regra de seus professores de arte de sempre estar um passo à frente na moda (embora nos pareça que ele estava pelo menos quatro passos à frente).

▪️Um pouco depois que Freddie começou a estudar, ele realmente se interessou pelo artista Jimi Hendrix. Hendrix estava se tornando extremamente popular na época e tinha um estilo ostentoso e exagerado, que Freddie começou a espelhar.

▪️Esta também foi a época em que Freddie conheceu seus futuros companheiros de Banda do Queen, Brian May e Roger Taylor.

▪️Durante esse tempo, Freddie entrou realmente no cenário da moda de Kensington. Ele fez pós-graduação e deixou para trás a ideia de se misturar e percebeu que realmente nasceu para se destacar.

▪️Assim que a Banda começou a marcar mais shows, Freddie começou a usar suas roupas extravagantes e exageradas. Esses looks no palco iam muito além da média das roupas dos anos 70.

▪️Um artigo escrito pelo The Guardian de 1974 descreveu o visual de Freddie na entrevista como calças justas de cetim cinza ostra, uma blusa de cetim creme do mercado de antiguidades e uma jaqueta de cama vitoriana vermelha escarlate.

Me parece glorioso !!

▪️Os looks que Freddie usou no palco vieram de uma infinidade de lugares, e principalmente da sua barraca de roupas no mercado local.

▪️Eventualmente, ele começou a trabalhar com designers, uma delas sendo Zhandra Rhodes, que desenhou roupas para todos os quatro companheiros de Banda. As roupas eram inspiradas na natureza e definitivamente se destacavam, o que era exatamente o que Freddie queria.

▪️Freddie usou seu conhecimento de moda e confecção para melhorar suas performances por ser muito particular com os tecidos, flexibilidade e apelo.

▪️Uma de suas maiores inspirações foi o poeta e dramaturgo William Shakespeare. Shakespeare viveu durante a era elisabetana, onde as meias eram comuns e os homens vestindo roupas muito femininas também era algo que era feito muito no palco.

▪️Freddie também era obcecado por Ballet, onde era comum que os dançarinos usassem collants, meias e sapatilhas para se apresentar por causa da elasticidade dos tecidos. Na realidade, as escolhas de moda de Freddie não eram ultrajantes ou malucas, eram apenas um golpe de brilho de um homem que já estava dezessete passos à frente de todos os outros.

▪️Isso também nos faz perceber que a moda de Freddie também poderia ter sido uma forma de ele atrair um público diferente.

 

▪️Uma de suas viagens mais interessantes foi para o Japão, porque houve uma grande variedade de fotos tiradas que mostraram uma variedade de looks dos anos 70 de todos os membros da Banda. Haviam calças flare, botas go-go e conjuntos completos de jeans.

▪️Freddie, por ser aventureiro, também gostou muito dos Kimonos. Várias imagens nos mostra ele vestindo um quimono complexo extremamente longo. E Freddie realmente atuou e não permitiu que as roupas o impedissem de fazer seu trabalho.

▪️Apesar do alto preço da roupa, ele estava disposto à investir nisso, para dar ao seu público o show que eles queriam.

 

▪️O momento Glam Rock diminuiu após meados dos anos 1970, mas influenciou outros gêneros musicais, incluindo punk rock, glam metal, New Romantic, deathrock e rock gótico.

 

Fonte para base e composição de texto –

glamandrock.com

WE WILL ROCK YOU
(1ª música do 6º álbum)

– Sempre em busca do efeito de palco que os aproxime ainda mais de seus fãs e, ao mesmo tempo, aumente seu público, os músicos se propõem a criar um tema unificador e atemporal, como um hino nacional que todos possam aprender de memória:

O público será parte integrante do espetáculo a partir de agora e deve ser incluído no espetáculo. Mas o que os espectadores podem fazer? O que podemos pedir a eles? Eles estão apertados, eles não podem fazer muito. Eles podem pisar forte, bater palmas e cantar. Eles poderiam repetir a música em coro com o cantor!, explicaria Brian May.

– Quando o guitarrista apresenta a música para Freddie Mercury, ele imediatamente aprova a direção.

Brian May explica a estrutura e o significado das letras da seguinte forma:

Na minha opinião, a música relaciona as três fases da vida de um homem. O primeiro é o menino que pensa que pode mudar o mundo. O segundo é o homem que acredita que muda o mundo. E o terceiro é o velho que capitula diante de seus próprios limites.

– Para a gravação do famoso pum pum chac que serve de base rítmica para a música, não são utilizados nenhuma amplificação de tambores. Imortalizada no Wessex Sound Studios, a batida é feita à mão por Brian May e pelo engenheiro-chefe de som do álbum, Mike Stone. A cadência é intencionalmente simplista, como uma marcha militar, para que o público possa reproduzi-la facilmente durante os concertos.

– Num primeiro momento, Stone instala aquelas plataformas retangulares de altura variável e usadas para aprimorar os instrumentos no palco.
– Mercury, May, Deacon e Taylor sentam-se em banquetas de piano e começam a bater o ritmo com as mãos e os pés no assoalho.

– Mike Stone convida a todos nos corredores do estúdio a participarem da base rítmica da música.

– Andy Turner, na época um jovem assistente do engenheiro de som, lembra:

Uma tarde eles vieram me buscar, e também […] Betty, a senhora que nos servia o chá e que morava bem ao lado do estúdio. Eles nos colocaram na área da bateria. Ficamos lá fazendo o pum pum chac repetidas vezes.

– Para fazer o vídeo, os músicos, seus técnicos e o diretor do Rock Flicks se reúnem no jardim da casa de campo que Roger Taylor comprou em Surrey, sul de Londres. Os músicos aparecem quase congelados no meio da neve, alguns deles usando botas e luvas de borracha, de pé sobre as tábuas da bateria montadas para a ocasião.
Por que essa encenação? Ainda é um mistério…

– John carrega o baixo por cima do ombro e a bateria de Roger é visível no vídeo de We Will Rock You (apesar desses dois instrumentos estarem praticamente ausentes desta música), porque naquele mesmo dia eles gravaram o clipe do single Spread Your Wings, composta por Deacon.

– Para alguns observadores, We Will Rock You é a primeira música de rap, muito antes do surgimento desse movimento e das primeiras músicas de seus pioneiros, Grandmaster Flash ou The Sugarhill Gang.

 Freddie Mercury logo se tornaria um personagem tão famoso quanto o Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster.

 

Vídeo oficial de We Will Rock You

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

▪️Em meados dos anos 70, Top Of The Pops era uma vitrine tremenda e incomparável para a indústria da música.

▪️O programa veiculava às 5as. feiras à noite, com a finalidade de gerar vendas aos Sábados, o dia em que as lojas vendiam tantos discos quanto em todos os outros dias da semana somados.

▪️O Queen, através de seu Álbum de estreia e da turnê Mott The Hoople, já havia se estabelecido como um grupo de Rock louvável, mas Top Of The Pops foi o veículo final para sua vantagem comercial.

▪️E em 21 de Fevereiro de 1974, o Queen aparece pela primeira vez no famoso programa musical com a música Seven Seas Of Rhye.

▪️E foi por mero acaso, já que o vídeo com uma performance pré-gravada de David Bowie cantando seu último hit Rebel Rebel  não chegaria à tempo, e um substituto era necessário com urgência.

▪️Então, uma Banda jovem e desconhecida chamada Queen, formada por quatro jovens de Londres, foi sugerida como alternativa e os meninos aproveitaram o momento de ouro.

 

Foi uma experiência emocionante, porque aqui você está no Top Of Rhe Pops, e tudo está acontecendo.

(Brian May)

 

Houve uma greve na BBC, então gravamos no estúdio meteorológico. Era lixo, ninguém realmente tocava, apenas alguns Disc Jockeys envelhecidos. E os tambores eram de plástico, então eles faziam esse barulho de dook quando você os batia.

(Roger Taylor)

Quando nos apresentamos no Top Of The Pops pela primeira vez, ainda não tínhamos motoristas ou dinheiro algum, e eu queria nos assistir no show, então peguei um táxi em busca de algum lugar para nos ver. Acabei encontrando um lugarzinho com uma TV com o programa ligado e entrei. Felizmente, ninguém me reconheceu lá !

(Freddie Mercury).

▪️O Queen impressionou o mundo, e nem estava tocando seus próprios instrumentos para a performance que os tornou famosos, só para mostrar o carisma e presença de palco que os quatro músicos de Londres naturalmente possuíam.

▪️O single foi lançado em vinil apenas dois dias após a apresentação e os entusiasmados membros do Queen conseguiram sua primeira música na parada de singles do Reino Unido, chegando ao número 10.

▪️Freddie poderia então desistir de seu emprego de fim de semana em sua barraca de roupas e se concentrar nos grandes momentos que estavam por vir.

 

▪️Aqui está o clipe de estreia TOTP

https://youtu.be/B6n2FBcd5n0

 

Nota – À título de curiosidade, as datas e canções apresentadas pelo Queen no Top Of The Pops seguem abaixo, junto com o vídeo de algumas das apresentações.

 

. Apresentações do Queen no Top Of The Pops

▪️Seven Seas Of Rhye – 21 de Fevereiro de 74

▪️Seven Seas Of Rhye – 14 de Março de 74

▪️Seven Seas Of Rhye – 28 de Março de 74

▪️Killer Queen – 11 de Outubro de 74

▪️Killer Queen – 11 de Outubro de 74 – Take 2

▪️Killer Queen – 07 de Novembro de 74

▪️Killer Queen – 21 de Novembro de 74

▪️Now I’m Here – 16 de Janeiro de 75

https://youtu.be/PT7wkXPq_J8

 

▪️Now I’m Here – 16 de Janeiro de 75 – Take 2

▪️Now I’m Here – 30 de Janeiro de 75

▪️Bohemian Rhapsody –  10 de Novembro de 75 – Promo Video

https://youtu.be/TnxBH4UoIL0

 

▪️Somebody To Love – (Legs & Co.) – 02 de Dezembro de 76

▪️Good Old Fashioned Lover Boy -16 de Junho de 77

▪️We Are The Champions – Promo Video – 03 de Novembro de 77

▪️We Are The Champions – 03 de Novembro de 77 ( colorizado)

 

▪️Another One Bites The Dust – 02 de Outubro de 80 – (Legs & Co.)

https://youtu.be/xSn8hqw_k08

 

▪️Under Pressure – 19 de Novembro de 81

▪️Las Palabras De Amor – 17 de Junho de 82

 

Fontes –

▪️Mark Hodkinson – Queen – The Early Years.

▪️lostmediawiki

 

Queen + Adam Lambert anunciam Rhapsody Over London

Show espetacular para transmitir ao vivo e sob demanda em julho deste ano, alimentado por Kiswe, oferecendo aos fãs do Queen + Adam Lambert global, acesso exclusivo para experimentar a turnê mais quente do ano, ao lado de um Q & A ao vivo com a banda

Queen + Adam Lambert anunciaram detalhes do Rhapsody Over London, um show exclusivo espetacular, que será filmado ao vivo no The 02 London durante sua atual turnê europeia esgotada, que estreará ao vivo em 24 de julho pela plataforma global de streaming de Kiswe.

O exclusivo Live Concert Film contará com um Q & A (perguntas e respostas) ao vivo com Brian, Roger e Adam, falando nos bastidores do penúltimo show de sua turnê europeia. Fãs de todo o mundo terão uma oportunidade única na vida de comprar ingressos e enviar suas perguntas via vídeo até 19 de julho, para a banda ver e responder ao vivo durante o Q & A.

O concerto só estará disponível até o dia 31 de Julho na plataforma e acompanhado por pacotes especiais, onde os fãs terão acesso a shows adicionais e entrevistas. O aclamado documentário The Show Must Go On, The Queen + Adam Lambert Story estará disponível exclusivamente para portadores de ingressos por dois dias antes do livestream.

O show foi filmado durante a 10 dias de duração da banda na O2 Arena, em Londres, no início de junho. Tendo sido assistido por mais de meio milhão de concertistas durante a turnê europeia de 2022, o filme ao vivo Rhapsody Over London do Queen + Adam Lambert está programado para atingir uma audiência mundial de milhões a mais quando na  estreia online em 24 de julho.

A transmissão dará aos fãs de todo o mundo mais uma chance de experimentar a magia da Turnê Rhapsody. Um empreendimento maciço, utilizando 26 câmeras e uma equipe de mais de 100 técnicos de cinema, a produção apresenta o show de duas horas e meia da banda em sua totalidade. O público também poderá interagir com outros fãs durante todo o show usando os recursos de engajamento dos fãs de Kiswe, incluindo feed de bate-papo de fãs e botões de torcida, vídeos de reação dos fãs que permitem aos espectadores carregar selfies em vídeo, comprar adesivos digitais personalizados e a capacidade de comprar mercadorias exclusivas no concerto.

Em uma performance deslumbrante de 28 músicas, o show ao vivo do Queen + Adam Lambert homenageia o ditado de Freddie Mercury de que nunca é longe demais com conteúdo de vídeo de última geração, lasers e pirotecnia.

A proeza vocal e o showmanship de Adam Lambert é um efeito especial em si mesmo, subindo para as notas altas em êxtase de Somebody to Love, e aparecendo em uma bicicleta Harley Davidson para Bicycle Race.

Mas em seu coração o show de Rhapsody continua sendo uma honra muito humana do trabalho da banda principal, já que Brian May simplesmente dedilha sua guitarra acústica para 20.000 pessoas por sua ’39, e duetos com filme de Freddie em um comovente Love Of My Life. Roger Taylor realiza um majestoso These Are The Days Of Our Lives como momentos da história do Queen pungentemente acontece nas telas expansivas.

Um arsenal completo de hits são atualizados pelo virtuosismo ao vivo da banda, a guitarra Red Special de May encontrando nova feitiçaria em A Kind of Magic, bem como alcançando alturas estratosféricas em um solo de guitarra imponente. Taylor e Lambert imitam Bowie e Mercury em um estrondoso Under Pressure.

Bohemian Rhapsody ressuscita as gloriosas harmonias do Queen em 1975 antes de um solo de May mascarado de ciborgue, e a corrida de Lambert para a frente para o final.

Quatro (4) pacotes de ingressos estarão disponíveis da seguinte forma:

 

US$20 – Rhapsody

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 1080p HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

 

US$30 – RhapsodyPlus

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 1080p HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show passam para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

– Pacote VOD (disponível até 31 de Julho) inclui:

Summersonic – Ao vivo em Tóquio

Viva ao redor do mundo

‘Queen + Adam Lambert – Conheça a Imprensa’

‘Live Around The World’ lança Q & A

 

$40 – RhapsodyPlus 4k

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 4K Ultra HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show passam para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

– Pacote VOD (disponível até 31 de Julho) inclui:

Summersonic – Ao vivo em Tóquio

Viva ao redor do mundo

‘Queen + Adam Lambert – Conheça a Imprensa’

‘Live Around The World’ lança Q & A

 

$75 – I Want It All Package

– Rhapsody Over London Concert Film Ticket em 4K Ultra HD

– Q & A pré-show ao vivo de Tampere, Finlândia

– 2 dias de pré-show passam para o documentário ‘The Show Must Go On’ The Queen + Adam Lambert Story (22 + 23 de julho apenas)

– Pacote VOD (disponível até 31 de Julho) inclui:

Summersonic – Ao vivo em Tóquio

Viva ao redor do mundo

‘Queen + Adam Lambert – Conheça a Imprensa’

‘Live Around The World’ lança Q & A

– Mais camiseta exclusiva da Rhapsody Over London

Ingressos disponíveis em: livestream.queenonline.com

 

Fonte: www.queenonline.com

TEO TORRIATTE (LET US CLING TOGETHER)
(10ª música do 5º álbum)



– Pouco conhecida do grande público, Teo Torriatte (Let Us Cling Together) é uma das canções mais bonitas do Queen. Em 1976, quando o grupo tinha o mundo a seus pés, ele envia seus pensamentos mais ternos para o Japão com esta emocionante música assinada por Brian May.

– A canção é dirigida para os fãs japoneses que, antes do sucesso no Reino Unido, abriram os braços para o grupo.

Freddie Mercury é o responsável pela voz, e canta parte da letra em japonês, traduzida do inglês por Chika Kujiraoka, intérprete e amiga de Brian, que conheceram durante uma das turnês no país do sol nascente:

手を取り合って このままでいこう 愛する人よ
静かな宵に 光を灯し 愛しき教えを抱き

(Tradução do Google: Vamos dar as mãos e ficar assim, querido
Acenda uma noite tranquila e abrace seus amados ensinamentos)

– É a primeira vez que a banda canta em outro idioma, desde que as palavras francesas usadas em Seaside Rendezvous sejam consideradas algo excepcional. O Queen repetirá a experiência em 1982 cantando em espanhol em Las Palabras de Amor (The Words Of Love).

– Freddie canta essa música com uma voz delicada que literalmente decola aos 3:27 e termina com um coral emocionante, do qual participam todos os membros da banda e alguns de seus parentes presentes naquele dia.

 

Em 25 de março de 1977, Teo Torriatte (Let Us Cling Together) é lançado como single, exclusivamente no Japão. Good Old-Fashioned Lover Boy aparece no lado B. Essa música nunca seria tocada no palco, exceto no Japão durante as turnês de 1979, 1981 e 1982.

 

Vídeo oficial de Teo Torriatte (Let Us Cling together)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Montreal Fórum, 24 e 25 de Novembro de 1981.

 

– Exatamente 10 anos antes da sua morte, 24 de Novembro de 1981, Freddie subiu ao palco em Montreal, no Canadá, para um concerto cujo principal objetivo era captar imagens e som que permitissem à Banda ter um registo fiel daquilo que era capaz de fazer ao vivo.

 

– Freddie diz ao público –

Deixe-me dizer o que estamos fazendo aqui. Parece um jogo de televisão. Vamos filmar como vocês sabem, mas vocês podem esquecer as câmeras, seremos só vocês e nós, certo ?

 

– Montreal foi escolhida por ter um público particularmente efusivo e uma opção mais barata.

– Nesta época, o Queen estava em plena forma e eram gigantes certificados do circuito Rock internacional – no ano anterior – 1980 – tinham lançado o Álbum The Game (mais um número 1 dos tops) e a trilha sonora para o Álbum Flash Gordon, e preparavam-se para lançar, em Maio de 1982 – Hot Space, o Álbum de Under Pressure.

– Este concerto, filmado inicialmente em um rolo de 35 mm, teve várias edições ao longo dos anos, começando com as versões de Saul Swimmer, que a Banda reprovou durante anos devido à determinadas opções estéticas. Em 2007, o grupo adquiriu os direitos deste material e lançou o DVD Queen Rock Montreal & Live Aid com o som devidamente tratado.

– Brian May, no seu site oficial, explica que não guarda muito boas memórias do realizador (Saul Swimmer), mas descreve o concerto como real e cru , deixando claro que mesmo àquela escala grandiosa, nada no concerto do Queen era ensaiado ou coreografado.

 

– O Queen era, afinal, um grupo de Rock autêntico, ainda suficientemente perto dos anos 70 para que tudo ali fosse aparentemente genuíno.

– Under Pressure é realizado na primeira noite, mostrando Freddie com uma voz fenomenal. Nesta canção é que temos a imagem icônica da fã Sarah Bernard, flagrada admirando a Banda na sua melhor performance, com sua câmera fotográfica esquecida nas mãos. Ela ficou conhecida como A Garota Na Platéia.

– As duas datas são os únicos exemplos conhecidos em que Freddie cantava o segundo verso em falsete como no Álbum, lançado como single cerca de um mês antes deste show.

– O diretor Saul Swimmer queria que a Banda vestisse as mesmas roupas e fizesse na segunda noite os mesmos movimentos que haviam feito na primeira. Como o show deles não era coreografado, o último foi naturalmente impossível.

– Assim, para irritar o diretor, Freddie usou shorts no primeiro bis na segunda noite (ele usou calças na primeira noite).

– Estas são as últimas apresentações ao vivo do Queen como uma Banda de quatro integrantes. Todas as turnês subsequentes teriam alguém nos teclados, o que mudaria muito o som da Banda e a abordagem musical geral no show.

– Por outro lado, Freddie estaria livre para vagar pelo palco por mais tempo, dando à ele mais tempo e espaço para se conectar com o público.

– Nesse ponto de sua carreira, o Queen era indiscutivelmente a maior Banda do Reino Unido, tornando-se os primeiros artistas à liderar simultaneamente as paradas de Álbuns ( com Greatest Hits ), paradas de singles ( com Under Pressure ) e paradas de vídeo ( com Greatest Flix ).

– A Allmusic, uma base de dados sobre música, descreveu o desempenho do Queen em Montreal como sendo ” deliberadamente teatral e muitas vezes majestoso. ”

– Para mim, Queen na sua melhor forma. Under Pressure, Somebody To Love e Love Of My Life estão excepcionais na voz de Freddie.

 

 

– Under Pressure

 

 

– Love Of My Life

 

 

– Somebody To Love

 

Fontes –

– Blitz

– Queen Live Ca

DROWSE
(9ª música do 5º álbum)

– O baterista, que nos habituou a canções intensas e viris (I’m In Love With My Car, Modern Times Rock’n’Roll), propõe uma balada de cunho folk, baseada numa melodia estimulante e num produção muito cuidadosa.

– O mesmo Roger diria à apresentadora Sally James:

É minha canção anual. Suponho que eu tenha a tendência de encaminhar-me até o rock’n’roll. Porém, também tenho meus momentos tranquilos e este é um deles.

-A letra descreve o dia-a-dia monótono de um jovem que duvida de seu futuro, e cujo único propósito é incitar o narrador à preguiça nas tardes de domingo.

– George Purvis definiria com perfeição essa melancolia adolescente em seu livro Queen – Complete Works:

O narrador é muito jovem para apreciar a vida adulta, porém já superou as fronteiras de uma infância de inocência.

– Vale ressaltar que, já naquela época, a bateria de Roger é enorme.
O instrumento é composto por doze caixas, bumbo, pratos splash, címbalos, crash e china para completar o conjunto. Um verdadeiro quebra-cabeça!

– Porém os estúdios The Manor, onde o Queen está gravando, têm um complexo residencial que a banda usa como lhes convém. E é assim que os técnicos instalam o volumoso instrumento na sala de sinuca, segundo o mantenedor Rod Duggan, que deve lidar com os danos colaterais causados ​​pelas vibrações da bateria:

Roger Taylor tinha colocado sua bateria aqui […]. Os cabos dos microfones passavam pelas janelas, pelo gramado e pela porta da sala de gravação. Toda manhã havia pelo menos uma lâmpada quebrada sobre a mesa de sinuca […]. Uma a uma, as lâmpadas caíam do teto e quebravam na tapeçaria verde da mesa de sinuca.

Roger Taylor, baterista e brincalhão, aposta no bom humor dentro do Queen.

Vídeo oficial de Drowse:

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 A Fome Na Etiópia – Band Aid – O Queen e o Apartheid

 

▪️Band Aid era um supergrupo de caridade que contava principalmente com músicos e artistas britânicos e irlandeses. Foi fundado em 1984 por Bob Geldof e Midge Ure para arrecadar dinheiro para esforços anti-fome na Etiópia lançando a música Do They Know It’s Christmas ? para o mercado de Natal daquele ano.

▪️O nome do grupo surgiu da ideia de que os músicos estavam prestando ajuda aos menos afortunados e sugeria que seu projeto era comparado à colocar um band-aid em uma ferida. (a fome).

▪️Paula Yates, parceira de Bob Geldof, é considerada o cérebro por trás do Band Aid original. Após ver uma reportagem da BBC News em Outubro de 1984 sobre a fome na Etiópia ela meteu mãos a obra. Foi ela que se tornou a força motriz que inspirou (e ajudou) Geldof à reunir as estrelas pop mais famosas da década de 1980.

▪️Em 25 de Novembro de 1984, a música foi gravada no Sarm West Studios em Notting Hill, Londres, e foi lançada no Reino Unido na Segunda-Feira, 03 de Dezembro. O single superou as esperanças dos produtores de se tornar o número um de Natal nesse lançamento.

 

▪️A letra da música incluía uma descrição do país dizendo

onde nada cresce, não há chuva ou rios não fluem, eles sabem que é época de Natal ?

▪️Bob Geldof contou com a ajuda de Midge Ure, do grupo Ultravox, para produzir um registro de caridade. Ure pegou as letras de Geldof e criou a melodia e a faixa de apoio para o disco. Geldof ligou para muitos dos artistas britânicos e irlandeses mais populares da época, persuadindo-os à doar seu tempo. Seu único critério para a seleção era o quão famosos eles eram, para maximizar as vendas do disco.

▪️Boy George foi outro artista à participar ativamente da organização, gravação e popularização da canção.

▪️O estúdio de gravação deu ao Band Aid não mais do que 24 horas livres para gravar e mixar o disco, em 25 de Novembro de 1984. A gravação ocorreu no SARM Studios em Notting Hill entre 11 da manhã e 07 da noite.

▪️O Queen queria fazer parte de Do They Know It’s Christmas do Band Aid, mas há uma razão principal para não terem sido cogitados.

▪️Porém, menos de um ano depois, eles participaram do projeto de Bob Geldof – Live Aid – e roubaram a cena com seu set épico de 20 minutos cheio de sucessos.

 

.              Mas porque o Queen não participou do Band Aid ?

▪️Em uma entrevista realizada logo antes do Live Aid, o Queen falou sobre participar do show e como eles ficaram desapontados por não aparecerem no Band Aid.

▪️Quando perguntados se eles se inscreveriam no Band Aid pela causa ou pelo espetáculo, a Banda disse que era um pouco dos dois.

Acho que é uma causa muito boa, e inicialmente gostaríamos de ter participado do single Band Aid, mas acho que estávamos em partes separadas do mundo, disse Freddie Mercury.

E então veio o Live Aid em seguida e foi essa coisa, e também o fato de que os maiores e mais conhecidos grupos estão participando, então por que não nós ?

▪️Ele acrescentou –

Isso me deixa pessoalmente orgulhoso de fazer parte disso.

▪️Na verdade, o motivo era um – O Queen tocando na África do Sul durante o Apartheid  em 84.

▪️Apartheid foi o regime de segregação racial que foi adotado pelos governos da África do Sul de 1948 à 1994, favorecendo a minoria branca no poder.

▪️Durante a turnê The Works, o Queen realizou um total de nove shows em Sun City, na África do Sul, entre os dias 05 e 20 de Outubro de 1984.

▪️A Banda tocou no Casino Resort Sun City, frequentado apenas pela elite. A ação gerou uma avalanche de críticas.

▪️O Queen chegou à exigir em contrato que não houvesse discriminação racial na plateia. Como os preços dos ingressos eram inviáveis à qualquer pessoa fora do minúsculo nicho elitista, mil ingressos por apresentação foram distribuídos à população carente.

▪️Mesmo assim, não foi o suficiente – para aplacar o criticismo após voltar à Inglaterra, o quarteto doou o valor do cachê para Escolas Especiais, mas mesmo assim, as sanções das Nações Unidas os colocou na Lista Negra, onde permaneceram até o Apartheid ser desmantelado.

▪️O grupo ainda teve que pagar uma multa de 100 mil Libras imposta pelo Sindicato dos Músicos Britânicos, como penalidade.

▪️A Banda foi acusada de racismo e de ter legitimado o Apartheid, um paraíso para os brancos que viviam em luxo, enquanto a população negra vivia guetizada em poucos quilômetros.

▪️Por anos, o grupo se defendeu das críticas, alegando não se envolver com questões políticas, além de não ter conhecimento da realidade do país. Porém, hoje, reconhecem não ter sido apropriado.

▪️Sendo assim, e voltando ao Band Aid, depois de Sun City eles eram vistos como colocando o ganho financeiro acima da causa anti-apartheid.

▪️Porém, isso não impediu Roger Taylor de participar do Band Aid 30, em Novembro de 2014. A missão – desta vez – financiar a pesquisa do Ebola, em vez de aliviar a fome na Etiópia, e a maioria dos rostos eram diferentes.

▪️Um grupo de músicos recriou o espírito do Band Aid, cerca de três décadas depois no mesmo estúdio, gravando uma nova versão de Do They Know It’s Christmas ?

▪️Por Freddie mais tarde –

Eu adoraria estar no disco do Band Aid, mas só ouvi falar quando estava na Alemanha. Eu não sei se eles teriam me registrado de qualquer maneira, porque eu sou um pouco velho. Eu sou apenas uma velha escória que se levanta todas as manhãs, coça a cabeça e se pergunta com quem eu vou dormir hoje ! 

▪️É uma pena, o Queen teria roubado o show, assim como fizeram em menos de 01 ano depois, no evento inspirador do Band Aid  – o Live Aid.

 

▪️Do They Know It’s Christmas – versão estúdio

 

 

▪️Roger Taylor no Band Aid em 2014.

 

 

Fonte – The Sound

 

GOOD  OLD-FASHIONED  LOVER  BOY

(8ª música do 5º álbum)

 

– O tema é dedicado a David Minns, por quem Freddie está apaixonado há vários meses. Descreve sua elegância, seu estilo antiquado e seus valores tradicionais. David especificaria mais tarde que, embora a música fosse dedicada a ele, na verdade era um auto-retrato:

Freddie […] escreveu essa canção […] por ocasião do nosso relacionamento. Escreveu este tópico sobre se vestir e ser organizado. Ele estava me cortejando e queria colocar um anel no meu dedo. Isso era parte da imagem que ele queria oferecer de si mesmo.

 

– Em 4 de janeiro de 1977, o Queen voou para os Estados Unidos para iniciar uma turnê de quarenta e um concertos. A do Madison Square Garden, em Nova York, em 5 de fevereiro, marca o auge de uma recepção triunfante. Nessa época, Freddie se apaixona por Joe Fanelli, um jovem chef de 27 anos que ele convence a ir com ele para Londres em abril, assim que a turnê americana terminar.

– Assim, com o lançamento do single Good Old-Fashioned Lover Boy em 20 de maio de 1977, Freddie terminou seu relacionamento com David Minns: com uma homenagem agridoce ao namorado rejeitado.

– No final da ponte da música, aos 1:43, é o engenheiro de som Mike Stone quem questiona o narrador cantado:

Hey boy! Where do you get it from?/Hey boy! Where did you go?

(Ei, cara! Onde você conseguiu isso?/Ei, cara! Onde você está indo?).

 

– A partir de 1978, a música não será tocada em nenhum concerto. O Queen prefere uma abordagem mais rock, deixando de lado seus parênteses de music hall.

 

? O dandy Freddie, famoso por suas loucas viagens de compras no Japão durante as turnês da banda. São seus amigos japoneses que chamam assim suas idas às lojas de Tóquio!

 

 

Vídeo oficial de Good Old-Fashioned Lover Boy

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

 ®️ O Queen e as suas sessões na BBC –

 

▪️Entre 1973 e 1977 foram feitas seis sessões da BBC gravadas pelo Queen no estúdio de rádio. No total, 24 gravações foram feitas durante estas sessões.

 

1a sessão

 

▪️A primeira delas data de Fevereiro de 1973, 05 meses antes do lançamento do primeiro Álbum e single de estreia da Banda.

▪️Imagine que você está ouvindo rádio no início de 1973 ….. ninguém no mundo ouviu nenhuma gravação do Queen …   NUNCA !

▪️Na rádio, John Peel toca My Fairy King, a primeira música do Queen à ser transmitida por rádio em qualquer lugar ..  e a história começa …

 

My Fairy King

 

▪️Ele segue com Keep Yourself Alive (a música que mais tarde se tornou seu primeiro single), a descontraída Doing All Right e a épica opereta de Rock – Liar – todas elas anunciam a chegada de uma grande nova força musical.

 

Keep Yourself Alive

https://youtu.be/rsBCTi51SZw

 

– Doing All Right

 

– Liar

 

 

2a sessão

 

▪️A Banda retornou à BBC para sua segunda sessão em Julho de 1973, mesmo mês em que seu Álbum de estreia – Queen – foi lançado.

▪️Revisitando Keep Yourself Alive e Liar, desta vez eles também cobriram a pesada Son And Daughter e o blues See What A Fool I’ve Been.

 

– Keep Yourself Alive

 

– See What A Fool I’ve Been

https://youtu.be/aGdnO7F_XZ8

 

▪️Esta última, que nunca apareceu em nenhum Álbum de estúdio do Queen, mais tarde seria regravada e se tornaria o lado B de seu single de sucesso – Seven Seas Of Rhye – em 1974.

 

3a sessão

 

▪️Quando o Queen gravou sua terceira sessão na BBC, em Dezembro de 1973, eles já haviam começado à trabalhar em seu segundo Álbum – Queen II – (eventualmente lançado em Março de 1974).

▪️A Banda estreou uma nova música que faria parte desse Álbum – Ogre Battle – ao lado de três clássicos de seu antecessor, o galopante Great King Rat, o Modern Times Rock’n’Roll cantado por Roger Taylor e uma nova versão de Son And Daughter.

 

– Ogre Battle

 

– Great King Rat

 

 

– Modern Times Rock’n’Roll

 

– Son And Daughter

 

4a sessão

 

▪️Mais duas músicas do Queen II foram gravadas durante uma sessão subsequente em Abril de 1974 – a épica White Queen (As It Began) e a delicada balada Nevermore, ao lado de um Modern Times Rock’n’Roll regravado.

 

– White Queen

 

– Nevermore

 

– Modern Times Rock’n’Roll

 

5a sessão

 

▪️A penúltima e 5a sessão do Queen para a BBC aconteceu em Outubro de 1974, um mês antes do lançamento de seu terceiro Álbum clássico – Sheer Heart Attack.

▪️A sessão viu a estreia de quatro músicas desse disco – a deslumbrante Now I’m Here, o ataque heavy metal de Stone Cold Crazy, a cáustica Flick Of The Wrist e Tenement Funster, sua celebração do Rock’N’Roll como estilo de vida.

 

– Now I’m Here

 

– Stone Cold Crazy

 

– Flick Of The Wrist

 

– Tenement Funster

 

6a sessão

 

▪️Levaria mais três anos até que o Queen retornasse à BBC para sua 6a e última sessão, quando o sucesso de Bohemian Rhapsody os transformou em um fenômeno global.

 

– We Will Rock You

 

 

QUEEN ON AIR

 

▪️Para o lançamento do Queen On Air (compilação das apresentações) em Novembro de 2016, as fitas originais foram restauradas pelo engenheiro do Queen – Kris Fredriksson, e masterizadas pelo vencedor do Grammy – Adam Ayan.

▪️Em 28 de Outubro de 1977, o Queen gravou algumas versões radicalmente diferentes de quatro músicas do novíssimo Álbum News Of The World, no mesmo dia em que foi lançado no Reino Unido –

 

– A épica balada Spread Your Wings.

– O roqueiro banhado à aço It’s Late.

– A sombria música de jazz My Melancholy Blues.

– E duas interpretações significativamente contrastantes do sucesso global We Will Rock You – a versão regular e a versão rápida, uma versão cheia de guitarras pesadas da música.

▪️A versão acelerada de Queen On Air é a única gravação de estúdio conhecida deste favorito ao vivo.

We Will Rock You – profundidade ou apenas mais um hino adolescente !?

– comenta John Peel ao tocar a faixa.

 

▪️Peel é a pessoa famosa que uma vez disse (no ar) sobre a Banda –

 Eu nunca os vi ao vivo. Devo admitir que gostaria – uma Banda que soa como maluca, na verdade, e gosto disso porque gosto que o Rock soe um pouco fora de controle !

 

Fonte –

www.music-news.com

 

Nota –

 

▪️Essas 24 sessões marcantes serão lançadas em 04 de Novembro como Queen On Air na Hollywood Records na América do Norte (e Virgin EMI em outros lugares) como um conjunto de 2 CDs, uma edição vinil 3 LPs e um 6 -CD Deluxe Edition que incluía três discos de entrevistas de rádio, takes únicos de faixas clássicas de Álbuns e uma releitura radicalmente reformulada de um de seus hinos mais conhecidos que nunca apareceu em nenhum lançamento de estúdio do Queen – We Will Rock You.

 

 

▪️Ouça aqui a edição completa das sessões

https://youtu.be/aHwh6at11Ws

 

®️ Abaixo, a edição Deluxe 6-CD.

 

Brian May, compartilhou sua opinião honesta sobre a lenda do Nirvana Kurt Cobain e disse que gostaria de conhecê-lo.

Kurt Cobain formou o Nirvana em 1987, quando tinha 20 anos. Na época, Cobain estabeleceu o Nirvana como parte da cena musical de Seattle que mais tarde ficou conhecida como grunge. A banda alcançou o sucesso mundial com seu clássico Smells Like Teen Spirit, música que foi retirada de seu segundo álbum de estúdio Nevermind.

Em sua recente entrevista com o Ultimate Classic Rock, Brian May falou sobre a lenda do Nirvana, Kurt Cobain, enquanto discutia as partes de gravação de seu álbum de estreia, Back To The Light. Ele também disse que Kurt parecia uma alma gêmea dele.

 

Bem, eu amei aquele [grunge]”, disse May. Achei ótimo. Eu amo as pessoas com paixão. E não tem a ver com quanta destreza eles têm em seus instrumentos, é o que vem da alma.

 

Kurt Cobain, para mim, parecia uma alma gêmea. Eu gostaria de tê-lo conhecido. Eu nunca fiz. E, claro, Dave Grohl estava nessa banda. Foi fantástico.

 

O resto, provavelmente menos. Alice in Chains, eu sabia, mas provavelmente não poderia cantar suas músicas. Lembro-me de visitar Seattle naquela época e meio que bebi. Eu estava percebendo que algo grande estava acontecendo – e de um jeito bom.

 

Ele menciona sua paixão pelo grafite que surgiu mais tarde

Concluindo suas palavras, May relembrou sua visita a Seattle. Ele disse que se apaixonou pelo grafite quando viu as paredes em Seattle, embora até então odiasse.

Lembro-me de ficar meio imerso no grafite. Eu sempre odiei grafite até aquela época porque na Grã-Bretanha é uma bagunça. Quando fui para Seattle, vi todas essas lindas coisas coloridas nas paredes em todos os lugares.

 

Isso meio que me lembrou a psicodelia e os dias em que eu era menino. Foi legal pintar tudo com tinta fluorescente ou qualquer outra coisa. Eu apenas senti que era uma grande comunidade. Havia um movimento acontecendo lá.

 

Fonte: https://news.infodigitalcamera.com/

WHITE  MAN

(7ª música do 5º álbum)

 

White Man é uma música muito blues. Ele me ofereceu a oportunidade de cantar furiosamente. Será perfeito para o palco!

Tudo se resume na descrição de Freddie Mercury sobre essa música composta por Brian May.

 

– Brian aqui compõe um apelo incendiário contra os colonos que se estabeleceram no Novo Mundo no século XVI. Sua letra ressalta particularmente as atrocidades infligidas ao povo ameríndio.

– O guitarrista propõe White Man à banda, que constrói com ele um tema poderoso: sem dúvida um dos mais agressivos do Queen.

– Embora apareça no lado B de Somebody To Love, White Man continua sendo uma música pouco conhecida até hoje.

– O título provisório de White Man era Simple Man, uma expressão usada nas frases de abertura da música.

 Os concertos do Queen contam com um jogo de iluminação incrível, que melhora a cada turnê da banda.

 

Vídeo oficial de White Man

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

– Freddie nem sempre falava publicamente sobre sua educação e primeiros anos de vida em Zanzibar, mas isso não impediu o crescimento do comércio turístico lucrativo, à sua volta, no arquipélago.

– Hoje, os fās do Queen podem fazer passeios pelos lugares mais encantadores de sua infância  incluindo sua casa, sua Escola Missionária do Convento de São José em Zanzibar, onde aprendeu a ler e escrever, o local de culto de sua família e a corte onde seu pai trabalhava.

– Há também um Restaurante e um Café Freddie Mercury, além do Museu Freddie Mercury.

 

          

– A família viveu uma vida bastante rica, considerando o salário de Bomi. Além dos trabalhadores domésticos, Freddie tinha uma babá de nome Sabine.

– O jovem Farrokh Bulsara cresceu nas ruas estreitas de Stone Town.

– Eles moravam em um apartamento confortável com vista para o mar, na parte histórica da cidade de Zanzibar, com seu labirinto de becos estreitos repletos de lojas, casas, bazares e Mesquitas.

         

 

– Os primeiros anos de escolaridade de Freddie foram na St. Joseph’s Convent Missionary School, onde ele foi ensinado por freiras anglicanas.

Ele estava sempre bem vestido.

lembra um amigo.

 

– Mas os bons tempos foram de curta duração. Em 1964, uma revolução derrubou a elite árabe dominante e cerca de 17.000 pessoas foram mortas. Uma República foi então estabelecida com os presidentes de Zanzibar e Tanganyika, no continente, assinando um ato de união.

– A família Bulsara, juntamente com muitos outros, fugiram das ilhas.

 

     O complexo relacionamento de Freddie com Zanzibar….

– Mas uma problemática para muitos de Zanzibar – e para os zoroastrianos – é a sexualidade de Freddie. O Islā é a religião predominante no arquipélago e o sexo gay foi ilegal em 2.004.

                      

 

                       

– Em 2006, houveram protestos contra festividades marcadas para celebrar os 60 anos que Freddie faria. A Associação para a Mobilização e Propagação Islâmica (Uamsho) ameaçou realizar uma manifestação, após ouvir rumores de que turistas gays estavam à caminho da Ilha, especificamente para comemorar o aniversário de Freddie.

– Por outro lado, há excursões dedicadas à  ele e existe, em determinados setores da sociedade, muito orgulho do cantor.

– Aboubakar Famau, da BBC na Tanzânia, diz que, embora alguns aspectos do estilo de vida do cantor sejam controversos em uma sociedade islâmica conservadora, ainda há um sentimento de orgulho nele. Ele disse:

Eles têm orgulho dele, sentem que têm alguém da ilha que tocou o nivel internacional na indústria da música 

 

Nota – Bohemian Rhapsody chegou a filmar cenas de Freddie em Zanzibar, quando criança, porém foram deletadas… inclusive de um jovem ator fazendo o papel de Freddie de nome Adam Rauf……. elas seguem abaixo.

                 

 

 

Fonte – BBC News Outubro 2018

SOMEBODY TO LOVE

(6ª música do 5º álbum)

 

– Basta ouvir Nobody Like You uma vez, que apareceu no álbum The Electrifying Aretha Franklin em 1962, para entender por que Freddie se inspira tanto no trabalho da diva.

 

Ele estava louco por Aretha. Freddie gostaria de ser uma Aretha Franklin. Ele sabia nos oferecer isso: pegava uma música, trabalhava nela e a transformava até que se tornasse algo universal. Foi o que aconteceu com ‘Somebody To Love’, resumiria Brian May.

– O texto está totalmente no espírito das canções melancólicas dos escravos negros americanos que dariam origem às canções de trabalho, canções que marcavam o ritmo de seus árduos dias de trabalho forçado.

– É paradoxal que o gospel tenha se popularizado por suas canções religiosas, alegres e cheias de esperança; no entanto, em Somebody To Love, Freddie nos fala sobre solidão, tristeza, isolamento e sua busca desesperada por amor.

– O músico orgulha-se da sua composição e garante que pode rivalizar com a popular Bohemian Rhapsody:

 

Na minha opinião, tudo bem, ‘Bohemian Rhapsody’ foi um sucesso. Mas acho que uma música como ‘Somebody To Love’ é melhor, está muito melhor escrita.

 

– Em 1993, uma nova versão de Somebody To Love alcançou o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido. Trata-se de George Michael, que revive o tema ao realizar uma performance excepcional durante o concerto de tributo a Freddie Mercury no Estádio de Wembley em 20 de abril de 1992.

– O álbum, lançado no ano seguinte, teria um sucesso considerável em todo o mundo.

 

O funeral fashion de Aretha Franklin. Photo by Paul Sancya.

 

Vídeo oficial de Somebody To Love

 

Nobody Like You, com Aretha Franklin

 

Somebody To Love, com George Michael no The Freddie Mercury Tribute Concert

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Strange Frontier

Data de lançamento no Reino Unido: 25 de junho de 1984

Melhor posição no Reino Unido: 30ª. Posição

Melhor posição nos Estados Unidos: não alcançou a parada

– Músicos
Roger Taylor (vocal, bateria , percussão, guitarras, baixo, sintetizadores, programação)

David Richards (sintetizadores, programação)

Rick Parfitt (guitarras em It’s Na Illusion’)

John Deacon (baixo em ‘It’s Na Illusion’)

Freddie Mercury (backing  vocais em Killing Time)

– Gravado: Mountain Studios, Montreux e Musicland Studios, Munique, março  1983-maio ​​de 1984

– Produtores: Roger Taylor, Mack, David Richards

 

Fun In Space não foi um grande sucesso, mas, mesmo assim, Roger gostou do processo de escrever e gravar todo o material de um álbum.

– Aproveitando o breve hiato do Queen no início de 1983, Roger e Chris ‘Crystal’ Taylor foram para a Suíça onde se encontraram com Rick Parfitt, do Status Quo.

– Ao mencionar para Rick Parfitt que gostaria de gravar um novo álbum, o guitarrista do Status Quo manifestou interesse em ajudá-lo.

– Roger então reservou um tempo no Mountain Studios, mas logo ficou evidente que várias das músicas propostas não estavam funcionando tão bem quanto ele esperava, então ele descartou a maior parte do que havia gravado e começou de novo.

Em uma entrevista à revista Modern Drummer em 1984 Roger comentou:

[Fun In Space] foi um trabalho meio apressado, na verdade. Achei que ficaria sem coragem se não seguisse em frente rapidamente.  E eu fiz isso muito rápido.  Passei a maior parte do ano passado quando não estávamos fazendo The Works, fazendo outro álbum solo.  Está em uma classe muito diferente da primeira.  É um disco muito, muito melhor… Levei um ano para fazê-lo.  Eu me certifiquei de que as músicas fossem mais fortes e simplesmente melhores.  Eu joguei fora um monte de músicas no processo.  Também fiz duas versões cover de músicas de outras pessoas com as quais estou muito feliz.

– Com 14 músicas prontas, seis foram removidas e as sessões continuaram atualizando o álbum ao gosto de Roger, com uma inclinação mais sociopolítica desta vez do que nos sons futuristas e de ficção científica de Fun In Space.

– Um fato coisa inspirou Roger a repensar o material que havia escrito.  No início da década de 1980, as relações internacionais estavam desmoronando, com armamentos nucleares caindo em mãos erradas e líderes mundiais incompetentes abrindo caminho no caos.

Roger comenta:

A ideia de Strange Frontier – todo o título na verdade – deveria ser um ponto no tempo que deveríamos ter alcançado, aquele que é um ponto de auto aniquilação que nunca fomos capazes antes. Essa é a ideia.  É realmente uma parte da fronteira estranha.

 

 

 

 

 

 

 

Encarte do álbum com as músicas

 

– Roger foi uma das celebridades menos sinceras sobre a questão No Nukes (sem armas nucleares).

– Ele até usava uma camiseta No Nukes em todo a Turnê The Works em 1984 e 1985.

– Outros artistas estavam lançando discos com temas semelhantes, mas o tema só doi começar a ser notado com o mega-sucesso Born In The USA de Bruce Springsteen.

– Curiosamente, esse álbum foi lançado apenas três semanas antes de Strange Frontier de Roger, mas a mensagem é estranhamente semelhante.

– Mais entranho ainda foi o fato de que Roger gravou uma faixa cover de uma música de Bruce Springsteen de 1978, chamada Rancing in The Streets.

– Outra música cover que causou impacto foi Masters Of War de Bob Dylan condenando fortemente aqueles que defendiam o pós-guerra.

– Três das oito faixas restantes contaram com um co-escritor – Abandonfire e I Cry For You (Love, Hope & Confusion foram escritas com David Richards;

It’s Na Illusion foi escrita com Rick Parfitt – deixando metade do faixas escritas exclusivamente por Roger.

  Contracapa do álbum

 

Strange Frontier estava repleta de mensagens cansadas do mundo – às vezes sombrias, ocasionalmente otimistas – repletas de sintetizadores e programação e desprovidas de humor.

– Na maioria dos casos, Roger estava se levando um pouco a sério demais, parecendo muito determinado a causar impacto e mudar o mundo.

Roger explicou a Ladd, que havia acabado de citar – e elogiar – um verso da faixa-título sobre lutadores da liberdade caídos.

Existem todas essas causas diferentes que realmente não significam nada. Porque se há um fanático religioso, há a terrível necessidade de se tornar fanático por alguma coisa… Há um grande novo conservadorismo entre os jovens que parece ser, e eu não consigo entender isso.  Para onde foi toda a verdade e espíritos rebeldes?  Parece que as pessoas, muitos adolescentes hoje são incrivelmente conservadores, e acho isso um pouco decepcionante.

– A maioria das músicas é forte e cada uma mostra as habilidades impressionantes de Roger como multi-instrumentista.

– Roger realmente avançou como compositor, e como um lançamento de segundo ano, é uma continuação decente de Fun In Space.

– A crítica especializada foi dura com o lançamento. A Sounds escreveu em sua resenha do álbum:

Ele pode escrever as músicas, mas não pode cantá-las como Freddie faz.  É por isso que o Queen consegue os sucessos.

 

Vídeo da música Strange Frontier

Playlist no Spotify:

Fontes: Queenpedia

              Georg Purvis. Queen: Complete Works.

®️ Roger Taylor e suas Drum Skins ( peles de bateria ).

 

▪️Roger Meddows Taylor nasceu em 26 de Julho de 1949 em King’s Lynn, Norfolk.

▪️Durante a infância e juventude, demonstrou grande paixão pelos instrumentos musicais, tocando ukulele e depois violão, antes de passar para a bateria.

▪️Em 1962, seu pai lhe deu a primeira bateria, então Roger começou à tocar com os primeiros grupos locais, ganhando experiência e participando de concursos de música escolar.

 

®️ Roger Taylor além do Queen – carreira solo e com The Cross.

 

▪️Roger usou muitas Drum Skins gráficas ao longo dos anos.

▪️Nos primeiros anos, eram os nomes das Bandas – Beat Unlimited e The Reactions.

         

 

▪️Mais tarde, ele começou à usar mais gráficos – Sorriso e Dentes (Smile), brasão da Banda (Queen) ou artes mais complicadas.

               

▪️E alterava com frequência, conforme a turnê.

 

▪️Atualmente, usa um logotipo simples ou o nome do Queen.

 

Acompanhe as fotos e descrições.

 

Queen – Sheer Heart Attack 1974

             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

               

 

                 

 

 

               

 

                 

 

                 

 

                     

 

                 

 

            

 

Rhapsody Tour 2022

 

Fonte  –

www.rogertaylor.info

 

 

YOU AND I

(5ª música do 5º álbum)

 

– Após o sucesso de You’re My Best Friend, que ele havia escrito para o álbum anterior, John Deacon sente que ganhou alguma legitimidade como compositor.

– Levaria vários meses, ou melhor, anos, para que o discreto baixista se sentisse realmente integrado à banda, mas em 1976 já era um dos pilares da formação.

– Suas letras são fáceis de reconhecer, tingidas de suavidade e compostas de harmonias simples e melodias muito cativantes.

Freddie afirma:

 You And I é uma música de John Deacon, sua participação no álbum. Suas músicas são magníficas e, para falar a verdade, estão cada vez melhores. Na verdade, estou um pouco inquieto! Ele é discreto, mas não o subestime, ele esconde bem suas cartas! É o mais puro John Deacon com guitarras furiosas. Assim que minha voz foi gravada, John adicionou as partes de guitarra, o que mudou a atmosfera da música.

 

– De fato, John Deacon faz as partes de guitarra rítmica nesta música, enquanto Brian faz o solo em 1:40.

– Descobrimos o talentoso compositor por trás da composição, o altamente discreto John Deacon, que em breve fornecerá à banda vários números um nas paradas ao redor do mundo.

 

Graças ao sucesso de You’re My Best Friend, John Deacon ganhou confiança como compositor,

e suas músicas pop, com melodias muito eficazes, seriam apreciadas pelos fãs.

 

Vídeo oficial de You And I:

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Curiosidades !

? Você sabia que o Queen conseguiu tocar até em Marte ?

▪️Em 04 de Janeiro de 2004, a Nasa enviou para Marte 02 Rover’s ( jipinhos) – o Spirit e o Opportunity – à fins de exploração do terreno do planeta.

▪️Spirit pousou em Marte em 24 de Janeiro de 2004 e fez seus passos através de incentivos de playlist’s de várias Bandas, incluindo o Queen.

®️ Veja abaixo o roteiro – ( aqui somente descrevo a rota Queen ) –

®️ Note que, por ironia dos controladores, cada música está ligada à uma atividade do rover, formando uma verdadeira trilha-sonora da saga do veículo !

▪️O rover Spirit pousou em Marte no dia 24 de Janeiro de 2004.

▪️Começou à operar na manhã seguinte, dia 25.

▪️17° dia de missão – toca em Marte a música We Will Rock You, quando o rover preparava-se para se aproximar de uma rocha batizada de Adirondak.

▪️21° dia de missão – toca em Marte a música Flash – quando descobrem que há um problema na memória Flash. ( Flash ! Ahaaaa ! )

▪️Enfim, no total foram 126 dias de operação da Spirit, com direito à Rock ‘N’Roll e Metal de todas as vertentes, formando um verdadeiro diário de bordo.

▪️Sem contar o rover que estava do outro lado de Marte ( Opportunity ), que tinha sua respectiva playlist, formando um verdadeiro sistema de rádio pirata interplanetário, ou rede de pirataria, como queiram …

▪️Infelizmente, em Junho de 2018, Opportunity enfrentou uma tempestade de areia que afetou o planeta Marte por semanas, e o rover perdeu contato com a Nasa.

▪️Desde então, por 45 dias, para ” acordar ” o jipinho, o Jet Propulsion Laboratory ( JPL ) enviava diariamente play list’s de várias Bandas – incluindo novamente o Queen – na tentativa de contato.

▪️Abaixo, a lista de reprodução motivadora da Nasa ( aqui somente focada em Queen ).

– Bohemian Rhapsody – Remastered

– Keep Yourself Alive.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

▪️Em 13 de Fevereiro de 2019, infelizmente, sem respostas da Opportunity, a Nasa anunciou o encerramento oficial da missão do robô Oppy, como é carinhosamente chamado, que investigou a superfície de Marte durante 15 anos e que, entre suas descobertas mais importantes, encontrou os primeiros indícios de água no Planeta.

▪️E complemento … levou ótima música ao espaço !

 

 

Fonte para base e composição de texto  –

veja.abril.com.br

 

Veja aqui a playlist completa!