DEATH ON TWO LEGS (DEDICATED TO…)

(1ª música do 4º álbum)

 

– Poucos dias antes do lançamento de seu quarto álbum, marcado para 22 de novembro de 1975, o Queen viaja para o Roundhouse Studios, ao norte de Londres, para apresentá-lo à imprensa e aos diretores da EMI.

– Seus amigos também participam e a noite é um sucesso total. Todos os convidados consideram que o trabalho alcançará um sucesso retumbante. Champanhe corre como água em uma grande festa.

– A informação circula rapidamente em Londres, e Norman Sheffield descobre que uma letra satírica parece ser dirigida a ele, mesmo que seu nome não seja mencionado explicitamente.

– O produtor, que há três meses liberou o grupo de seu contrato, é, de fato, o maior beneficiário de um acordo econômico que põe fim a muitos anos de colaboração para desgosto de Freddie Mercury.

– A música em questão é a abertura do álbum, sutilmente intitulada Death On Two Legs (Dedicated To……). O título gera rumores. A quem essa diabrura é dirigida? Ninguém se deixa enganar e, de fato, a letra não deixa dúvidas, o texto é um acerto de contas:

You suck my blood like a leech/You break the law and you preach/

Screw my brain till it hurts/You’ve taken all my money/And you want more

(Você suga meu sangue como uma sanguessuga/Você quebra a lei e prega/

Você aperta meu cérebro até doer/Você pegou todo o meu dinheiro/

E você quer mais).

 

  • 30Entre outras frases lapidares, Freddie se pergunta:

Mister know-all/Was the fin on your back/Part of the deal? (shark)

(Senhor sabe-tudo/A barbatana nas suas costas/fazia parte do acordo? [tubarão]).

 

– Norman Sheffield então informa a EMI que fará tudo ao seu alcance para impedir o lançamento do álbum, e ameaça Freddie com uma ação judicial. Mas, novamente, eles encontram um acordo, acompanhado de uma quantia substancial de dinheiro.

– Os acordes de piano, tocados a cada batida da introdução do tema, lembram Freddy Mercury dos staccatos de violino do tema Psycho Suite, a composição aterrorizante de Bernard Herrmann para o filme Psicose, de Alfred Hitchcock, lançado em 1960.

– Antes do cantor dar à música seu título final, seu apelido de trabalho era Psycho Legs!

– Essa música, conforme descrita por Martin Power em seu livro Queen – The Complete Guide to Their Music, trata-se de um tango heavy metal.

– Concluída a sombria e assombrosa entrada de guitarra de Brian com múltiplos efeitos sonoros, a cadência da execução do piano, a partir dos 39 segundos, tem o efeito dessa música argentina.

– Em 2013, Norman Sheffield torna públicas em suas memórias, inúmeras recordações de seus anos na Trident. A autobiografia, na qual o produtor tenta se defender dos ataques do Queen, intitula-se Life on Two Legs.

Freddie no palco do Castelo de Cardiff em 10 de setembro de 1976. Ao contrário do que aparenta a foto, Death On Two Legs (Dedicated To……) não é apresentada nessa ocasião.

 

Vídeo oficial de Death On Two Legs (Dedicated To……)

 

Psycho Suite, do filme Psicose

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

.                     Freddie Mercury –  O Rei da Bavária

Munique foi um verdadeiro paraíso para Freddie. Freddie era uma verdadeira Rainha no palco. Acho que ele veio para Munique porque queria ser uma Rainha na vida real.

Peter Ambacher

– Entre 1.979 e 1.985, Freddie Mercury foi um visitante regular de Munique, gravando Álbuns e curtindo festas selvagens. Um de seus amigos na época era Peter Ambacher, também conhecido como a drag queen  Miss Piggy .

Hoje, ele oferece visitas guiadas pela cidade seguindo os passos de Freddie Mercury.

Abaixo, segue sua entrevista –

**********

– Ainda de aparência jovem, ele usa tênis esportivo e carrega uma bolsa de juta. Ele nos levará para onde, há quase 40 anos, o maior astro do Rock do mundo se apaixonou, onde costumava comer knuckle de porco e onde gostava das melhores festas.

– Ambacher nos conduz por algumas ruas laterais – e para em frente ao número dois na Stollbergstrasse. Este é o lugar onde tudo começou.

E – Onde estamos?

P.A – Este é o local do antigo bloco de apartamentos Stollberg Plaza. Freddie morou aqui durante seus primeiros meses, após se mudar para Munique.

E – Você também o visitou neste apartamento?

P.A. – Sim, muitas vezes, na verdade! Eu geralmente ainda estaria com ele depois de uma noite passada em um bar ou uma discoteca, e Freddie costumava dizer: ” Venha, vamos voltar para o meu. Nós saíamos juntos lá. O apartamento não era tão bom, porque só havia quartos mobiliados no Stollberg Plaza e Freddie não se importou em mudar nada.

 

 

 

E – Vamos voltar um pouco mais no tempo: como você descobriu que Freddie Mercury estava morando em Munique?

P.A – Eu era um frequentador assíduo do Jeans, um bar gay. Naquela época, ficava no mesmo quarteirão do Stollberg Plaza. Ouvi um boato no bar de que Freddie Mercury estava na cidade.

E – Você era fã dele e do Queen na época?

P.A – Eu os tinha visto se apresentar na televisão. Sempre pensei: ele é gay. Mas em 1.979, quando ele se mudou para Munique, ele ainda não tinha se revelado em público. Ele esperava que, em Munique, poderia se concentrar em sua música em paz, sem a interrupção constante dos caçadores de autógrafos.

– Depois de caminhar algumas centenas de metros na calçada, Ambacher para em frente à um complexo de escritórios. Ele corre ao longo do número 48 para entrar em uma passagem estreita através de um edifício. Foi aqui que ele conheceu Freddie Mercury.

E – Na frente de um prédio de escritórios?

P.A – Aqui costumava ser a Fisherman’s, uma sauna para gays. Você tinha que tocar a campainha e olhar direto para a câmera. Então a porta se abriria com um zumbido.

R – E então, uma noite, o grande Freddie Mercury entrou marchando?

P.A  – Este homem estava de repente em pé na minha frente com seu torso peludo e apenas uma toalha em volta dos quadris. Nós conversamos, eu achei ele muito legal, fiquei surpreso que ele falava inglês. Foi sua assistente que me disse com quem eu estava falando.

E – Então você não reconheceu Freddie Mercury, uma das maiores estrelas do Rock do mundo?

P.A. – Notei seu bigode memorável. Embora não fosse tão incomum. Todos em Munique tinham bigode na época. Freddie era apenas um cara muito normal – como você e eu. Ele era tímido e certamente não se empolgava.

– Em 2.018, o filme Bohemian Rhapsody foi lançado no cinema. O filme retrata o período de Munique como um ponto baixo: Freddie no fundo do poço cercado por falsos amigos. Não é verdade, é claro, diz Ambacher – e na próxima parada do passeio, na Sebastiansplatz (praça), ele dá sua versão da história.

E – Onde estamos agora?

P.A. – Este é o antigo Sebastianseck (bar). Foi aqui que Freddie conheceu um de seus amores … Winnie Winfried Kirchberger comandava o Sebastianseck. Ele também foi responsável por apresentar Freddie à culinária bávara.

 

E – Ele gostou?

P.A. – Ele amava knuckle de porco. Winnie cuidou dele, apesar das brigas. Uma vez, no aniversário de Winnie, Freddie mandou entregar um Mercedes Coupé novo em folha do lado de fora do bar, com um enorme laço enrolado em volta. Certamente, àquela altura, tínhamos formado um grupo de verdade: Freddie, Winnie, eu e alguns outros camaradas que Freddie conheceu na sauna ou nos clubes. Foi um momento maravilhoso. Foi uma época maravilhosa, enquanto eles estavam juntos.

– Peter Ambacher dirigia um bar na Blumenstrasse 43: o antigo Frisco, onde ele servia bebidas.

P.A. – O bar ficava no térreo e funcionava seis dias por semana. Nosso lugar era tão popular que os donos de restaurantes e bares da região se perguntaram por que seus clientes corriam atrás de nós às 23h00!

E – Por que exatamente às 23h?

P.A. – As Frisco Girls se apresentaram à meia-noite! Eram duas amigas e eu como Miss Piggy. Coloquei meu nariz e orelhas de porco, sincronizei os lábios com as músicas e dancei.

E – E o Freddie era fã das Frisco Girls?

P.A. – Ele estava lá muito para ver os shows. Mas ele geralmente ficava no canto, bebia sua vodca com laranja e observava a multidão. As janelas do Frisco ficavam escurecidas para que ninguém visse a luz do dia. Muitas vezes só saíamos de madrugada.

E – Então como acabou o Frisco?

P.A. – Trabalhei lá por 13 anos, até 1.987. Aí Rainer, meu companheiro de vida, também morreu de AIDS. Eu não queria continuar sozinho …

– Antes de encerrar o passeio, Peter Ambacher quer nos mostrar o clube Henderson na Rumfordstrasse, hoje conhecida como Paradiso Tanzbar.

         

 

E – Não foi aqui que Mercury gravou o videoclipe de sua música Living on my Own?

P.A. – Freddie comemorou seu 39º aniversário aqui, em 1985. Todos nós aparecemos em trajes elegantes. Alguém veio como Maria Stuart, outra pessoa como Rainha Elizabeth, eu estava vestida como uma dama de companhia porque não cabia em uma drag. Atravessamos um tapete vermelho para sermos recebidos por vans de emissoras de televisão, incluindo uma da BBC. Foi a melhor festa da minha vida. Bebemos garrafa após garrafa de champanhe Cristal Louis Roederer.

 

 

 

E – E foi nessa festa que foi feito o videoclipe de Living on my Own?

P.A. – Tivemos que filmar isso nos próximos dias. Totalmente de ressaca! Mas não importava, para mim o melhor presente era simplesmente passar esse tempo com Freddie.

– 1.985 – A carreira solo de Freddie Mercury não é o grande sucesso que ele esperava. Ao mesmo tempo, sua Banda é convidada a participar do Live Aid … alguns problemas de saúde … Freddie deixa Munique !

E – Freddie disse adeus?

P.A. – Ele se foi entre um dia e o outro. Ele apenas enviou seus melhores votos e agradecimentos por meio de sua assistente. Foi estranho, alguns dias antes estávamos comendo juntos, festejando juntos. E então ele se foi. Acho que Munique foi um verdadeiro paraíso para Freddie. Mas não foi um paraíso para a eternidade !

 

Peter Ambacher

Fonte – www.munich.travel
Tradução livre feita por mim .
Base para composição de texto e ajustes – Nansen & Piccard.
Fotos de Frank Stolle

 

IN THE LAP OF THE GODS… REVISITED

(13ª música do 3º álbum)

 

Sheer Heart Attack termina com uma das músicas mais ouvidas durante os shows do Queen: In The Lap Of The Gods… Revisited.

– O tema, à primeira vista, não tem ligação com a quase homônima da sétima peça do álbum, exceto pelo título. Composta por Mercury, que insiste em não explicar suas letras aos jornalistas, essa balada parece pensada para o palco e aparece como seu primeiro hino popular.

– O cantor renovaria a experiência com o hit mundial We Are The Champions, em 1977.

– A versão gravada durante o Live at Wembley em 1986 é suficiente para convencer os ouvintes mais relutantes. O refrão final, interpretado por 72.000 espectadores histéricos, mostra o excesso e a força do Queen, então no auge de sua carreira.

– Impossível não estremecer com essas imagens…

In The Lap Of The Gods… Revisited e We Are The Champions têm em comum uma estrutura musical muito precisa que não deixa nada ao acaso. Da mesma forma que as valsas de Chopin ou Shostakovich, ambas as músicas são compostas em um compasso de três tempos, o que proporciona uma cadência equilibrada e emocionante.

– A sagacidade da composição escapa ao espectador, mas oscila naturalmente de um lado para outro sobre as valsas populares do gênio de Freddie.

Freddie ao piano durante a inesquecível interpretação de In The Lap Of The Gods… Revisited no palco do estádio de Wembley em julho de 1986.

 

Vídeo oficial de In The Lap Of The Gods… Revisited 

In The Lap Of The Gods… Revisited (Wembley 86)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

A Família Queen

 

Formação original da Banda – [1971-1986]

– Freddie Mercury – vocais, piano, guitarra acústica e elétrica, pandeiro, sintetizadores.

– Brian May – guitarra elétrica e acústica, backing vocals, banjo, piano, teclados.

– Roger Taylor – bateria, backing vocals, pandeiro.

– John Deacon – baixo, triângulo, guitarra, backing vocals (?)

       

 

 

Baixistas da história do Queen – [1970-1986]

– Mike Grose (Abril – Agosto 1970)

                     

 

 

– Barry Mitchell – (Agosto 1970 – Janeiro 1971)

                 

 

– Doug Bogie – (Janeiro – Fevereiro 1971 )

l           

 

– John Deacon (de Fevereiro de 1971 em diante)

         

 

Músicos auxiliares – [1970-1986]

– Morgan Fisher – teclados / piano na turnê European Hot Space (09.04.1982 – 05.06.1982)

     

 

– Fred Mandel – teclados / piano no resto da turnê Hot Space

(21.07.1982 – 03.11.1982)

                   

 

– Spike Edney – teclado / piano, guitarra e backing vocals nas turnês Works e Magic.

                     

 

Curiosidades –

– Morgan Fisher deixou a Banda porque ele estava envolvido com espiritualidade oriental e meditação – ele não se sentia confortável na Banda, nem eles com ele. O Queen simplesmente enviou-lhe um telegrama após a turnê europeia, dizendo que eles não precisavam mais de um tecladista – o que não era verdade porque eles logo conseguiram Fred Mandel.

– Fred Mandel saiu porque o Queen parou de fazer turnê e ele foi contratado pelo Supertramp (1983) e depois por Elton John (1984), mas ele ainda trabalhou com os membros do Queen durante todo esse período (Starfleet Project, Mr. Bad Guy).

– Spike era obviamente o homem certo – onde quer que você tenha visto Brian e Roger em show nos últimos anos, pode ter certeza de que Spike estava lá também.

 

Convidados nos shows do Queen [1970-1986] –

– Billy Squier –

15.09.1982 Los Angeles, EUA (vocais em Jailhouse Rock)

– Fish – 21.06.1986 Mannheim, Alemanha (vocais em Tutti Frutti)

– John Reid + equipe – 22.12.1977 Los Angeles, EUA (vocal em White Christmas)

 

– Maradona – 08.03.1981 Buenos Aires, Argentina (disse apenas algumas palavras antes de AOBTD)

 

– Nicci Gable (um backing vocal do Belouis Some) – 16.07.1986 Manchester, UK (vocal em Tutti Frutti)

 

– Rick Parfitt – 07.09.1984 Londres, Reino Unido (guitarra em Jailhouse Rock)

 

– Tony Hadley – 13.04.1985 Auckland, Nova Zelândia (vocais em Jailhouse Rock)

 

Queen + Paul Rodgers – Formação da Banda  [2005-2008]

– Paul Rodgers (vocal principal, acústico guitarra, piano)

– Brian May (guitarra, violão, vocal principal / backing vocals)

– Roger Taylor (bateria, vocal principal / backing)

– Jamie Moses (guitarra rítmica, guitarra acústica, vocais alternativos)

– Danny Miranda (guitarra baixo, guitarra acústica, backing vocals) vocais)

– Spike Edney (teclados, backing vocals)

 

Queen + Adam Lambert – Formação da Banda  [2012-2016]

– Adam Lambert (vocais principais)

– Brian May (guitarra elétrica, guitarra acústica, vocais principais / de apoio)

– Roger Taylor (bateria, vocais principais / de apoio)

– Neil Fairclough (guitarra baixo, vocais de apoio)

– Spike Edney (teclados, vocais de apoio)

– Rufus Taylor (bateria, percussão)

 

Queen + Adam Lambert:   Formação da Banda   [2017-2018]

– Adam Lambert (vocais principais)

– Brian May (guitarra elétrica, violão, vocais principais / de apoio)

– Roger Taylor (bateria, vocais principais / de apoio)

– Neil Fairclough (baixo, vocais de apoio)

 

– Spike Edney (teclados, vocais de apoio)

– Tyler Warren (bateria, percussão, vocais)

 

Nota – Apesar de ser retirado de um site de confiança, e ser conferido item por item, podem haver erros.

Agradeço à quem puder ajustar e/ou complementar.

Fonte – www.queenconcerts.com

 

Headlong (Queen)

Data de lançamento: 13 de maio de 1991

Melhor posição nas paradas: 14° lugar na parada britânica. 3° lugar na parada americana
Lado A: Headlong (Queen)
Lado B: All God´s People (Queen)

Álbum: Innuendo

Headlong foi o terceiro single do álbum.

 

– Na década de 80, o Queen se aventurou por diversos gêneros musicais. Mas em 1990, eles chegaram a conclusão que deveriam retornar aos dias de glória dos anos 1970, então eles introduziram várias músicas de rock, o que deu a Brian May a chance de “se soltar” com a sua Red Special.

 

Em 1991, Brian disse sobre a música:

 Headlong veio de mim, em nosso estúdio em Montreux, um estúdio de gravação caseiro para nós que é muito moderno, adorável para criar. No começo eu pensei nisso como uma música para o meu álbum solo [Back To The Light] mas, como sempre, a banda é o melhor veículo. Assim que ouvi Freddie cantar, eu disse: ‘É isso!’ Às vezes é doloroso entregar o bebê, mas o que você ganha é muito mais. Tornou-se uma música do Queen.

 

– As letras deixaram os fãs perplexos por anos, com sequencias sem sentido aparentemente usados ​​simplesmente porque soavam bem. No entanto, considerando o estado mental de Brian em 1990, um olhar mais profundo pode ser necessário:

–  a senhora vermelha quente (red hot lady) poderia ser Anita;

– o homem com uma bengala na mão (man with a stick in his hand), poderia ser Brian, violão na mão;

– sopa no saco de roupa (soup in the laundry bag) refere-se à roupa suja e à cobertura escandalosa dos tablóides (a linha original, substituindo sopa por merda, chega ao ponto de forma mais sucinta);

uma mulher com uma barraca de cachorro-quente (a woman with a hot dog stand) é um termo arcaico para um clube de dança.

– A mensagem abrangente é simples: Brian está empolgado com seu novo e florescente relacionamento, e Headlong serve como uma mensagem para dar um passo atrás ou correr o risco de perder o controle.

– Um vídeo promocional foi filmado em 23 de novembro de 1990 no Metropolis Studios, e foi dirigido pelos Torpedo Twins.

– Mostrando a banda gravando a música no estúdio, foi intercalada com imagens da banda brincando na sala de controle e deitada em beliches enquanto cantava o refrão.

– Freddie parece muito alegre durante o performance, pulando no palco e até fazendo flexões em um ponto – certamente não dando a impressão de que ele estava em seu leito de morte.

– O vídeo também apresenta um solo de guitarra único de Brian, estendendo o tempo de execução para pouco menos de cinco minutos.

– Brian cantou a música em todas as suas turnês solo, com uma versão da turnê Back To The Light lançada em seu álbum ao vivo de 1994, Live At The Brixton Academy.

– Uma versão inicial, com vocais guias de Brian, um arranjo mais despojado e alguns trabalhos de guitarra selvagens e lamentosos, foi lançada como faixa bônus na reedição de 2011 de Innuendo.

 

 

 

All god´s people
– Originariamente, a música foi escrita por Freddie Mercury para o álbum Barcelona que ele gravou com Montserrat Caballé em 1987.

– Mas a música foi descartada por eles e retrabalhada pelo Queen para ser incluída no álbum The Miracle, mas também foi descartada. Finalmente, nas sessões de gravação de Innuendo, a música foi adotada pela banda. Nesta música, a banda revisitou o estilo gospel que ficou marcante na música Somebody to love.

Sobre a música Brian falou:

Isso era algo originalmente que Freddie faria em um álbum solo (Barcelona) e, gradualmente, todos nós tocamos nele. Eu entrei e toquei guitarra e parecia funcionar muito bem. John entrou e tocoubaixo, Roger colocou a bateria, então se tornou uma faixa do Queen. Eu amo isso. Poucas pessoas falaram comigo sobre isso, mas eu acho que é ótimo. Tem muita profundidade nisso.

 

 

Fontes:

Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track

 

Nesta entrevista, Brian May revela a razão pela qual All The Way From Memphis de Mott The Hoople está incluído em seu álbum Another World e no conselho recebido de Ian Hunter  que mudou sua vida.

Brian também fala sobre o conselho dado por Ian Hunter. Conselho esse que ele não seguiu.

Ele comenta também como é ser um astro de rock e ter que se afastar da sua vida doméstica.

Mott the Hoople, foi uma grande influência para nós. Eles eram nossos mentores de certa forma. Estamos começando como um grupo de rock. Tínhamos tantas grandes ideias. Tínhamos músicas, tínhamos ideias de apresentação, etc. Mas nós nunca estivemos em turnê, então fomos em turnê, muito felizmente apoiando Mott the Hoople, que era uma grande banda naqueles dias. Na verdade, eles deveriam ter sido maiores se não tivessem terminado. Eu acho que eles teriam sido como os Stones ou qualquer outra coisa.

 

Mas nós os apoiamos, nos abrimos para eles em todo o Reino Unido e aprendemos nosso ofício e aprendemos a lidar com um público. Quero dizer, tivemos grandes ideias. Mesmo assim, éramos garotos precoces. Mas lembro-me de ver Mott the Hoople irromper no palco e toda a plateia iria entrar em erupção porque foi apenas projetado dessa forma.

 

Digo projetado porque você trabalha em um público que deseja fazer contato. Você não apenas caminha e se afasta e espera que algo aconteça. Pelo menos nós não. Você sabe, você tem essa oportunidade de excitar, apaixonar, inspirar uma audiência. E eles fizeram isso. Eles iam e iam… e todo o lugar entraria em erupção.

E Ian Hunter como pianista, poucas pessoas podem fazer isso como tecladistas, mas ele faria isso com… Ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding. E foi All The Way From Memphis, e quando as guitarras chegaram assim, pensei: ‘Sim, é isso que eu quero fazer’. Mais uma vez, uma grande inspiração para mim.

 

E então eu fiz All The Way From Memphis neste álbum. Adoro. E recebi uma pequena citação de Ian Hunter. Ele é um velho miserável, mas eu o amo muito. Certa vez, ele me deu um ótimo conselho.

Estamos no meio da turnê. Acho que estamos em Memphis, Tennessee. Meu queixo está caindo meus olhos estão bem abertos. Eu nunca vi nada assim. Foi um caos. Era como… não sei como descrever, era como a indulgência personificada. É tipo, você imagina uma turnê de rock, o show, o hotel, tudo, e eu sentei com Ian tarde da noite e ele disse: ‘Brian, você está gostando disso’ e eu disse ‘Sim, eu disse que é… Eu nunca experimentei nada assim’.

E ele disse: ‘Você está sentindo falta da sua vida em casa?’ Eu disse: ‘Bem, na verdade, você está certo.’ Então eu disse: ‘Sinto falta das coisas ao meu redor. Sinto falta das minhas coisas, sinto falta do meu povo e tudo mais’. Ele disse: ‘Brian. Se você sente falta das suas coisas e do seu pessoal, você está no negócio errado.

Então esse é o conselho que eu não segui. Felizmente. Eu insisti, mas é um negócio difícil, sabe, quando você assume ser um músico de rock de verdade. Você tem que dizer adeus à sua vida doméstica por um bom tempo. Então, todas as suas coisas que você achava que eram essenciais para você, todas as coisas que fazem você se sentir seguro. Todas as pessoas que te apoiam. Você tem que dizer adeus.

E naquela época, ainda mais porque você não conseguia se comunicar.

Quando você está na estrada, você não pode ligar para casa. Nós não podíamos. Eu não podia me dar ao luxo de telefonar para casa quando estávamos lá pela primeira vez. Então eu me arrependo? Não, claro, porque me deu a vida. Tem sido uma vida incrível e abriu as portas para muitas outras coisas.

 

‘Another World’ de Brian May já está disponível – www.BrianMay.lnk.to/AnotherWorldwww.BrianMay.lnk.to/AnotherWorld

 

Fonte: www.queenonline.com

SHE MAKES ME (STORMTROOPER IN STILETTOS)

(12ª música do 3º álbum)

 

– Quarta composição do guitarrista para o álbum. Com matizes de melancolia, foi composta por um Brian May cuja doença o impede de participar da gravação do novo álbum. Aqui se revela o seu rosto oculto, mostrando a sua tristeza e as suas feridas, numa perfeita continuação de Dear Friends, escrita nas mesmas condições.

– Intui-se que seu autor está preocupado com uma relação sentimental dolorosa, quando ele canta:

I know you are jealous of her/She makes me need

(Eu sei que você está com ciúmes dela/eu preciso dela)

Ou

I know the day I leave her/ I’d love her still

(Eu sei que no dia que eu a abandonar/eu ainda a amaria)

– É evidente que o resultado deste romance não será feliz.

– Talvez devêssemos ver aqui as premissas do tema It’s Late, que trata de seu reencontro com a misteriosa Peaches no clube The Dungeon em Nova Orleans?

– O título também é intrigante. O filme Star Wars ainda não havia sido lançado em 1974, então o termo stormtrooper ainda não se referia às tropas galácticas do imperador Darth Vader. Neste caso, evoca os Sturmtruppen de 1914, tropas de assalto do exército alemão enviadas para as linhas de frente nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.

– Os stilettos são, ao contrário do traje masculino dos militares do outro lado do Reno, sapatos com salto agulha muito fino e uma altura de pelo menos dez centímetros, sinal de uma feminilidade exacerbada.

– A gente fica imaginando o que passava na cabeça de Brian quando pensou no título dessa música… Talvez a lembrança de uma mulher disfarçada de soldado?

– De fato, esses são os tipos de personagens que eram frequentemente encontrados no clube The Dungeon em meados da década de 1970, um lugar conhecido na época por suas noites malucas e festas à fantasia…

– A voz de Brian é bastante parecida com a de Paul McCartney nesta música folk psicodélica, na qual o espírito do Pink Floyd também é invocado.

– O guitarrista já havia trabalhado nessa estética musical em Some Day One Day.

– O brilho de seu violão de 12 cordas Ovation 1615 Pacemaker (que Brian usará com mais frequência em A Night At The Opera), os backing vocals e o som da bateria reverb reforçam esse efeito.

Brian May e seu violão de doze cordas Ovation 1615 Pacemaker, usado em “She Makes Me (Stormtrooper In Stilettos) e nas famosas ‘39 e Love Of My Life.

 

Vídeo oficial de She Makes Me (Stormtrooper In Stilettos)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

 

O outro cara do Live Aid – Midge Ure

 

O nascimento de um espetáculo chamado Live Aid

– Midge (uma versão reversa fofa de seu nome verdadeiro – James ) Ure estava tendo uma carreira muito boa nos anos 70 e 80, tocando em Bandas como Thin Lizzy e, mais tarde, liderando um dos grupos mais interessantes da época – Ultravox.

– Em 1984, ele estava ensaiando com a Banda para uma aparição na TV, quando recebeu uma ligação no estúdio de seu amigo Bob Geldof. Geldof acabara de ver uma notícia perturbadora sobre a fome na Etiópia. Essa conversa por telefone se tornou a semente do Band Aid, o primeiro supergrupo de caridade.

– Ure sentou-se à mesa da cozinha e elaborou a melodia de um single: Do They Know It’s Christmas ? (Bob Geldof escreveu a letra). A canção vendeu 3,7 milhões de cópias no Reino Unido e continua sendo o segundo single de maior sucesso na história das paradas britânicas.

Do They Know It’s Christmas? no Live Aid em 1985.

 

– O vídeo gravado no estudio, mostra uma variedade de estrelas pop dos anos 80 se apresentando no estúdio, e logo inspirou um esforço ainda maior – os dois shows do Live Aid.

 

– Geldof e Ure coordenaram o que chamaram de jukebox global em 13 de Julho de 1985, com dezenas de artistas se apresentando em Londres e Filadélfia. Madonna, U2, Dire Straits, Queen, David Bowie, The Who, The Pretenders …..

– Foi O Evento  dos anos 80. Quase 2 bilhões de pessoas sintonizaram a transmissão e mais de US $ 125 milhões foram arrecadados para o combate à fome.

– Mas o tempo e o preço que o Live Aid assumiu sobre Ure criou uma rixa com o resto do Ultravox – e ele logo se separou para uma carreira solo.

– Porém, e de muito bom grado, Ure continua à fazer parte do conselho da Live Aid Trust, e está muito feliz por estar em segundo plano, longe dos holofotes.

Fonte para base e composição de texto – culturesobar.com

Por Cindy Grogan

05 de Abril de 2016.

 

Nota – Midge Ure e sua Banda Ultravox também se apresentaram no Live Aid com a canção Dancing With Tears In My Eyes

 

 

Recentemente Brian May foi entrevistado por Elis James and John Robins da BBC Radio 5 no podcast How Do You Cope? (Como você lida?).

Confira aqui alguns trechos da entrevista.

 

Brian May revelou seu álbum favorito do Queen durante uma entrevista no  How Do You Cope? c onde se abriu sobre como lidou com a morte do cantor Freddie Mercury em 1991, bem como a morte de seu pai ocorrida no mesmo ano de 1991.

Gosto de ser aberto, diz May perto do início do podcast sobre como é ter seus próprios problemas de saúde pessoais expostos ao público.

Se estou tendo um problema na vida, acho legal compartilhá-lo com o mundo, porque isso impede que outras pessoas sintam que estão sozinhas se tiverem um problema semelhante, então gosto de ser transparente, ele adicionou

À medida que o podcast avança, May muda de suas doenças de saúde mais recentes (ataque cardíaco, COVID) para seu porão que inundou no ano passado e deixou muitos artefatos pessoais flutuando em água suja, incluindo álbuns de fotos de infância e tocou nas emoções que vieram com o processamento desses coisas.

Ele admite que é um depressivo e disse que é algo que faz parte da sua maquiagem. May não procurou ajuda profissional por meio de um terapeuta até depois do segundo álbum [do Queen], quando ele tinha cerca de 26 ou 27 anos.

Mais tarde, o guitarrista foca na morte do vocalista do Queen, Freddie Mercury, e sua experiência na montagem  de Made in Heaven , o último álbum da banda que foi lançado em 1995.

Foi muito estranho. Foi traumatizante por si só. Passei horas e dias e semanas trabalhando em pequenos trechos dos vocais de Freddie. Ouvindo Freddie o dia inteiro e a noite inteira. Eu tinha momentos pensando: ‘Isso é ótimo … isso soa muito bem Freddie… Oh, você não está aqui’, ele lembra.

 

Foi muito difícil.  às vezes você tinha que se afastar disso, se recuperar e voltar. Mas senti um imenso orgulho e alegria em espremer as últimas gotas de o que Freddie nos deixou.

 

Apesar desse difícil processo de montar um álbum póstumo em relação a Mercury, May revela:

Eu ainda amo esse álbum. Acho que é o meu álbum favorito do Queen. Há coisas lá que são tão profundas. Há ouro puro lá.

 

Imediatamente após seu lançamento, no entanto, tanto May quanto o baterista do Queen, Roger Taylor, fizeram um tremendo esforço para se distanciar da banda.

 

Acho que Roger e eu passamos por um processo de luto normal, mas acentuado pelo fato de ter que ser público. Nós meio que entramos em negação. Tipo, ‘Sim, bem, fizemos o Queen, mas fazemos outra coisa agora. 

 

Roger e eu mergulhamos em nosso trabalho solo e não queríamos falar sobre o Queen, admite May.

 

Isso parece quase sem sentido porque passamos metade de nossas vidas construindo o Queen. Mas não queríamos saber naquela época. Foi uma coisa de luto. Nós apenas compensamos demais. Durou muito tempo.

 

Eu cheguei ao ponto de adaptar a música Godde John Lennon no meu ato solo para dizer: ‘Eu não acredito mais no Queen’. Essa foi uma grande reação exagerada. Eu não precisava fazer isso, por que eu faria isso? Porque eu não conseguia lidar com olhar para isso.

 

No mesmo ano da morte de Mercury, May também perdeu o pai para o câncer. Relembrando como lidou com a perda de duas pessoas muito importantes de sua vida, ele explica:

 

Foi muito difícil. Difícil obter perspectivas. Obviamente, era muito importante para mim perder meu pai, e muito difícil de aceitar, mas era uma coisa privada.

 

Perder Freddie foi como perder um irmão, mas sim, teve o brilho do conhecimento público para acompanhar isso.

 

Fomos arrastados para uma roda perpétua de ter que olhar para a perda de Freddie de forma pública. É por isso que costumo me esconder no aniversário de sua morte.

 

As pessoas fazem muito, meio que comemorando no dia da morte de Freddie, mas eu não quero e não sinto que posso. Vou comemorar o aniversário dele, ou o dia em que nos conhecemos, mas o dia de perdê-lo nunca será algo que eu possa colocar direto na minha cabeça. Não havia nada de bom nisso.

 

Para ouvir o podcast completo (em inglês) clique aqui

Fontes: https://www.loudersound.com e Revista Classic Rock

BRING BACK THAT LEROY BROWN

(11ª música do 3º álbum)

 

– A primeira incursão da banda no ragtime, Bring Back That Leroy Brown é de um virtuosismo espetacular. O título lembra os shows de music-hall de maior sucesso da década, desde os anos 30.

– O ukulele, usado nessa música, é o instrumento que Harold ensinaria seu filho Brian a tocar desde a mais tenra infância. Para ser mais preciso, era um banjo ukulele, como o usado por George Formby, estrela do music-hall britânico da época do entreguerras.

– – Em 2009, um banjo ukulele Abbott que pertenceu a George Formby foi leiloado por € 79.000.

– O nome do feliz comprador era… Brian May!

– A letra de Bring Back That Leroy Brown refere-se a uma música do americano Jim Croce, publicada em março de 1973 e que ficou duas semanas no topo das paradas nos Estados Unidos, intitulada Bad Bad Leroy Brown.

– Ambas as letras narram as aventuras de um jovem marginal nas pouco recomendadas ruas das suas cidades.

– Sem dúvida, em Bring Back That Leroy Brown, Freddie Mercury presta homenagem ao artista folk, que perdeu a vida em um acidente de avião em setembro de 1973, poucos meses depois de fazer sucesso.

Nota: Frank Sinatra é outro grande intérprete que gravou Bad Bad Leroy Brown.

– Grande admirador do jazz do entreguerras, Freddie demonstra pela primeira vez uma habilidade impressionante, a serviço de uma interpretação muito viva e precisa, digna das ilustrações sonoras dos filmes cômicos da década de 1920.

– Se os experimentos de vaudeville do Queen encontraram seu apogeu no álbum A Night At The Opera com músicas como Lazing On A Sunday Afternoon, Seaside Rendezvous e o grande Good Company, Bring Back That Leroy Brown foi incluída em Sheer Heart Attack como uma curiosidade que teria sido ignorada se a técnica dos músicos e o domínio do gênero ragtime não fossem tão impressionantes.

– O tema se desenrola a uma velocidade vertiginosa, e o canto de Freddie é perfeitamente adequado para esse gênero de música.

Afinando seu ouvido aos 59 segundos, você ouve um John Deacon no contrabaixo em um furtivo compasso de quatro tempos.

Um dos muitos banjos ukulele de Brian May, imortalizado para a revista Guitarist em 2010.

 

– Vídeo oficial de Bring Back That Leroy Brown

 

– George Formby e seu ukulele

 

Bad Bad Leroy Brown, com Jim Croce

 

Bad Bad Leroy Brown, com Frank Sinatra

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

? Roger e Rufus Taylor – Entrevistas

– Revista Sunday Times Magazine
– Quadro Valores de Família
– Em 29 de Dezembro de 2013
– Por Danny Scott

 

 Eu queria fazer coisas loucas, como meu pai !

®️ O baterista do Queen, Roger Taylor, e seu filho Rufus, também baterista, falam sobre estar em uma das Bandas de Rock mais famosas da história, aproveitando a vida e porque o casamento parece uma hipoteca.

 

. ROGER TAYLOR – 64 anos.

▪️Eu me tornei pai quando tinha 30 anos, e naquela época, o Queen estava junto há 10 anos. Mas sendo um pouco roqueiro, só me casei oito anos depois. Eu sempre vi o casamento como uma hipoteca – uma daquelas tramas da sociedade projetadas para amarrar você. Tanta miséria por um contrato sem sentido … as pessoas acabam ficando juntas por causa de um pedaço de papel.

▪️Talvez eu pudesse dizer isso sobre meus próprios pais. Eles deveriam ter se separado muito antes disso. Os casais ou se dão bem ou não se dão bem. Simples assim.

▪️Rufus era na verdade meu terceiro filho e ele tem duas irmãs mais novas, Tigerlily e Lola. Embora a mãe de Rufus [ Deborah Leng ] e eu estivéssemos juntos por cerca de 15 anos, nunca nos casamos. Eu também tive Felix e Rory Eleanor de um relacionamento anterior [ com Dominique Beyrand ], mas nessa situação, eventualmente nos casamos. Acho que queria ter certeza de que Felix e Rory seriam bem cuidados financeiramente.

▪️Sim, admito que minha vida naquela época era, bem … digamos que era complicada. Foi um momento estranho para todos nós. Não seria ótimo se os relacionamentos fossem simples e fáceis ? Infelizmente, terminar com pessoas que significam muito para você nunca é simples ou fácil.

▪️O importante para mim sempre foi que as crianças se apoiem e se sintam como irmãos e irmãs. Não há alguns “ deste relacionamento ” e alguns “ daquele relacionamento ”.

▪️Eles são uma gangue de cinco !

▪️Freddie ainda estava vivo quando Rufus nasceu em 1991 e os dois se deram muito bem. Lembre-se, Freddie sempre foi fabuloso com crianças – foi ele quem inventou o nome do meio de Rufus – Tiger. Eu era muito bom com a maioria das coisas de pai – além de trocar fraldas. Uma ou duas vezes, troquei a fralda de Rufus em uma viagem de carro em caso de emergência, mas, em geral, acho que os homens acham bastante horrível.

▪️Mesmo quando é seu próprio filho, o cocô cheira mal !

▪️Todas as crianças são fascinadas pela bateria porque podem bater nelas, mas era óbvio que Rufus realmente entendeu. Estava em seu sangue. Comprei seu primeiro kit para ele quando ele tinha 12 anos e ele saía comigo e com meus amigos, os garotos do Foo Fighters. Você pode realmente vê-lo em imagens do Reading Festival.

▪️Depois dessa experiência, ele apenas disse

Pai, isso é o que eu quero fazer pelo resto da minha vida.

▪️Ele certamente não estava interessado nos estudos. Tivemos algumas brigas quando ele tinha 15 ou 16 anos e foi expulso da escola. Rufus e eu conversamos sobre isso, mas eu honestamente não sabia o que fazer. Foi Damon Hill ( ex-automobilista britânico ) quem sugeriu um curso de instrutor de esqui na Suíça. Ele disse que era ótimo para dar às crianças um pouco de confiança.

▪️Rufus odiou a idéia, mas consegui que seu irmão, Felix, ligasse para ele e dissesse

 Olha, cara, você vai transar todas as noites ! 

 

▪️Como num passe de mágica, Rufus mudou de idéia. Ele é definitivamente um pouco mulherengo. Ele me lembra de muitas maneiras. Infelizmente, a mãe de Rufus e eu nos separamos há quase 12 anos. [ Roger se casou com Sarina Potgieter em 2010. ].

▪️As pessoas não são feitas de pedra e as coisas podem ser difíceis às vezes, mas todos nós temos que encontrar nosso próprio caminho através dessas dificuldades. Eu gostaria de pensar que, hoje em dia, todos nós nos damos bem e que todos os meus cinco filhos têm um forte conjunto de valores morais. Já vi um monte de pirralhos de Rock mimados, mas, graças à Deus, meu grupo não é assim.

▪️Rufus tem seus próprios projetos musicais em movimento e também faz turnês com o Queen. Ele é nosso percussionista … o segundo baterista, ajudando a aliviar minha carga. Olhar para ele no palco me faz sorrir de orgulho. Sim, as pessoas automaticamente assumem que ele só está lá porque é meu filho. Isso é lixo !

▪️Esta é a Rainha que estamos falando. O Queen não perderia espaço no palco conosco. Ele está lá porque é um bom baterista.

 

.RUFUS TAYLOR –  22 anos

▪️Eu nem sabia que meu pai era tão famoso até os 10 anos. Eu sabia que ele tocava música e cresci com o som de bateria atravessando as paredes, mas não foi tão nítido até que ele me arrastou e meu amigo para o palco com ele em um show que realmente me atingiu.

▪️Todas essas pessoas vieram para ouvir meu pai tocar bateria ? Put@ merd@ !

▪️Papai sempre foi muito bom em manter as coisas normais. Apesar do que poderia estar acontecendo em sua própria vida, ele garantiu que eu e meus irmãos e irmãs tivéssemos uma infância adequada. Meu irmão e minha irmã mais velhos, Felix e Rory, fazem parte da minha vida desde que me lembro.

▪️Embora papai tenha passado por relacionamentos diferentes, ele apenas nos vê como seus filhos.

▪️Mamãe e papai nunca se casaram, mas a separação deles foi bem difícil. Houve alguns gritos por um tempo e algumas manchetes, mas, quer saber … merd@ acontece. As pessoas se separaram. Ambos saíram e fizeram suas próprias coisas, e eles têm um relacionamento muito melhor nos dias de hoje.

▪️Papai não me empurrou para a bateria, mas me disseram que, mesmo antes que eu pudesse engatinhar, ele me sentou em um kit. Então, assim que eu conseguia andar, eu ia por aí batendo nas coisas. Em um Natal, uma caixa enorme chegou ao meu quarto, mas não entendi o que era até olhar dentro dela. Meus próprios tambores ! Isso foi feito para mim pelos próximos seis anos ! Tudo que eu queria fazer era tocar bateria.

▪️Quando fiquei um pouco mais velho, papai sendo quem ele era se tornou um problema para outras pessoas. Na escola havia algumas crianças que te tratavam de forma diferente. Eles pensam que você é algo que você não é. Talvez fosse uma questão de dinheiro, não sei.

▪️Eu sabia que tínhamos uma casa grande, mas ainda recebia uma mesada como todo mundo. Papai sempre teve essa atitude de faça-você-mesmo em relação à vida. Se você quer algo, você tem que trabalhar para isso.

▪️É certo que tive alguns problemas para resolver na minha adolescência, mas eram apenas coisas bobas. Cometi meus erros e, quando me pediram para deixar minha escola, percebi que tinha que mudar.

▪️Essa foi a única vez que papai ficou devidamente chateado comigo. Tivemos aquela conversa de pai e filho e ele apenas disse – ” Olha, você está recebendo muitas oportunidades. Não os desperdice – não desperdice sua vida ! ”

▪️Um pouco de mim queria dizer – ” Espera aí, papai. Você viveu uma vida muito louca. Por que não posso fazer alguma merda louca ? ” Mas acho que esse episódio me fez entender que a vida nem sempre é só se divertir. Você tem que se concentrar no que importa – lembre-se, as festas e as garotas são um bom bônus.

▪️Passei por um período de fazer muitas perguntas ao papai sobre a vida no Queen, mas você realmente tem que arrancar essas velhas histórias dele. Ele não as conta facilmente. ▪️Aparentemente, papai e Freddie eram os meninos travessos do Queen, aqueles que faziam todo tipo de coisa. E o que quer que eu imagine que eles tenham feito, tenho certeza de que a realidade foi duas vezes mais louca. Talvez seja melhor não saber !

▪️Mas papai também era inteligente o suficiente para saber onde traçar a linha. Embora gostasse do estilo de vida playboy, ele se importava com a Banda e sabia que tinha um trabalho à fazer. É como se ele tivesse esse lado dele que sempre permanece no controle.

 

▪️Eu não era assim quando papai me disse que ia ser dentista antes de formar o Queen.

▪️Só posso imaginar que a vida teria sido muito diferente !!

Fonte – Brianmay.com

▪️Anexo, uma batalha de bateria entre Roger e Rufus, em Barcelona, 22-05-2016.

 

▪️Nota – Rufus tocou bateria na formação Queen + Adam Lambert de 2012 à 2016.

MISFIRE

(10° música do 3º álbum)

– Em 1977, John Deacon, entrevistado por Bob Harris, apresentador da transmissão da BBC 2 The Old Grey Whistle Test” que estava fazendo um documentário sobre o Queen na época, confessa que levou vários anos para se sentir realmente integrado à banda.

– Sua lendária posição de palco, calma e isolada, faz dele o baixista discreto do Queen. Mas a história mostrará que ele era muito mais do que um músico passivo com intervenções anedóticas.

– Quando ele propõe Misfire a Roger Taylor e Freddie Mercury, ambos concordaram que seu projeto chegaria ao fim com sucesso, já que é o funcionamento que foi estabelecido entre os membros do Queen.

– Embora Deacon seja discreto no palco e taciturno em entrevistas, a letra que ele propõe em Misfire está cheia de malícia.

– Embora pareça uma melodia folk inocente, uma segunda leitura fornece uma boa quantidade de informações suculentas. A música é realmente provocativa, quase licenciosa, revelando suas insinuações em cada linha.

– É implicitamente sobre uma mulher (ou um homem) pedindo a seu amante para não errar o tiro e “apontar bem“. Quatro frases são suficientes para entender o significado que o baixista quis dar à música:

Your gun is loaded/And pointing my way/

There’s only one bullet/So don’t delay

(Sua arma está carregada/E apontada na minha direção/

Há apenas uma bala/Então não demore)

 

– Para um primeiro tema, John soube compor uma letra que Freddie, sempre amigo da ironia e das piadas obscenas, fica feliz em cantar. Ele reapareceria mais sensato no ano seguinte, casado e pai de família, quando assinou seu primeiro sucesso para o Queen, o delicado You’re My Best Friend.

– Com Brian May convalescendo, John Deacon toca a maioria das guitarras da música, mas nunca chega perto do microfone, repetindo para quem quiser ouvir que ele é um péssimo cantor:

Não consigo cantar nenhuma nota, declararia mais tarde.

 

– Ele dificilmente se atreve a cantar alguns backing vocals nos concertos, escondido atrás da sua Fender Precision.

– Curiosidade: Durante as sessões de áudio, e antes da letra final, o título de trabalho da música era… Banana Blues!

– Cover: A cantora estadunidense Neko Case publica uma versão incrível deste tema em 1997 em seu álbum The Virginian, acompanhado por um ritmo de caixa muito country, o que lhe confere uma autêntica cor americana.

 

O discreto mas talentoso John Deacon e sua Fender Precision, no palco do New Theatre em Oxford,

em 18 de novembro de 1974.

 

Vídeo oficial de Misfire

 

Neko Case cantando Misfire:

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Brian May, icônico guitarrista do Queen, lançou nesta sexta-feira, dia 06 de maio de 2022,  uma canção na qual canta em espanhol: Otro Lugar. Trata-se da versão em língua espanhola para Another World, faixa-título de seu segundo álbum solo de 1998, que foi relançado recentemente.

Otro Lugar chega acompanhada de um videoclipe filmado no início deste ano em Tenerife, La Palma e El Hierro, parte das Ilhas Canárias. O filme mostra May visitando o Observatório Teide de Tenerife e também apresenta uma árvore encontrada em El Sabinar, em La Dehesa, que apareceu na capa original do álbum Another World.

Filmamos duas versões de Outro Mundo nas Canárias. Na verdade, saímos principalmente para fazer o espanhol no início. Então é apropriado que o espanhol tenha se tornado melhor que o inglês! Conseguimos filmar muito mais em espanhol do que em inglês estranhamente e talvez eu tenha trabalhado mais nisso, não sei, diz o músico sobre as sessões de filmagens.

 

Ele acrescenta que as palavras em espanhol significam quase exatamente o mesmo que as palavras em inglês:

São sobre um universo paralelo e o que poderia ter acontecido em Outro Mundo

 

Curta Brian May cantando em espanhol:

 

Fonte: www.rockbizz.com.br

Um livro chamado The King Of Rhye de autoria de Craig Mulhail foi lançado no dia 28 de abril pela editora Sid Harta Publishers,  da Austrália.

Nele, o autor explora o mundo de Rhye, fascinantemente criado por Freddie Mercury.

Há várias referências sobre o Queen e o mundo de Rhye, como pode ser visto na contracapa do livro:

 

Abandone a vida real. Abrace a fantasia.

A Canção do Profeta há muito predisse que um apocalipse de tempestades, pestilência e guerra destruiria a terra de Rhye. O caminho para a salvação é obscuro – a esperança parece estar em um misterioso salvador, em algum lugar além do Sétimo Mar.

Para os amigos Mustapha, Harold, Meadow e Dique, um momento de travessura leva à maior aventura de suas vidas. Um simples assalto azedado os lança em uma jornada monumental, culminando no coração da crise de Rhye. Ao longo do caminho, todas as questões existenciais são feitas: o amor verdadeiro pode curar o mais grave dos males? Os deuses do passado ouvirão um apelo solene? Mais importante ainda – duendes podem sobreviver sem queijo ou vinho drQueeowseberry?

The King of Rhye é parte conto de fadas, parte fantasia sombria, parte capricho e todo coração, pois o glorioso legado da banda de rock Queen é realizado em uma aventura literária completa para as eras.

 

O livro (em inglês), e com 518 páginas, pode ser encontrado na Amazon.com.br na versão para kindle e na versão em papel.

 

Fonte: Queen Forever Blog Andrea

Quadro – Turnês do Queen – ®️ AMÉRICA DO SUL BITES THE DUST TOUR

▪️28 de Fevereiro à 21 de Março de 1981.

 

▪️Músicos

– John Deacon (baixo).

– Brian May (guitarra, vocais, violão em Love Of My Life e Crazy Little Thing Called Love, piano em Save Me e Flash’s Theme).

– Freddie Mercury ( vocais, piano, pandeiro, violão em Crazy Little Thing Called Love).

– Roger Taylor (bateria, vocais, tímpanos, vocais em I’m In Love With My Car).

 

▪️Repertório

– We Will Rock You (fast).

– Let Me Entertain You.

– Play The Game.

– Somebody To Love.

– Mustapha.

– Death On Two Legs (Dedicated to……

– Killer Queen.

– I’m in Love With My Car.

– Get Down, Make Love.

– Need Your Loving Tonight.

– Save Me.

– Now I’m Here.

– Dragon Attack.

– Now I’m Here (reprise).

– Fat Bottomed Girls.

– Love Of My Life.

– Keep Yourself Alive.

– Flash.

– The Hero.

– Crazy Little Thing Called Love.

– Bohemian Rhapsody.

– Tie Your Mother Down.

– Another One Bites The Dust.

– Sheer Heart Attack.

– We Will Rock You.

– We Are The Champions.

– God Save The Queen.

– Rock It (Prime Jive).

– Jailhouse Rock.

 

▪️Itinerário

➡️ 28 de Fevereiro/1º de Março – Estádio José Amalfitani, Buenos Aires, Argentina.

➡️ 04 de Março – Estádio José María Minella, Mar del Plata, Argentina.

➡️ 06 de Março – Estádio Mundialista Gigante de Arroyito, Rosário, Argentina.

➡️ 08 de Março – Estádio José Amalfitani, Buenos Aires, Argentina.

➡️ 20/21 de Março – Estádio Cícero Pompeu de Toledo, São Paulo, Brasil.

 

▪️O Queen estava sempre aberto à se apresentar em novos países, com a América do Sul provando ser uma proposta atraente, já que a versão ao vivo de Love Of My Life estava na parada de singles por mais de 12 meses.

▪️Quando o itinerário foi anunciado, fãs e críticos ficaram chocados – Bandas tão grandes quanto o Queen não viajavam para a América do Sul, (embora os Rolling Stones tenha chegado perto em 1975) devido aos pesadelos logísticos envolvidos.

▪️O promotor José Rota, por exemplo, foi abordado pelo Serviço de Inteligência Argentino e apresentado à várias situações hipotéticas, uma das quais envolvia um terrorista passeando no palco, apontando uma arma para a cabeça de Freddie e ordenando que ele dissesse ” Viva Perón ” ! ( que tal ? )

▪️Rota respondeu com um discurso apaixonado, lamentando o fato de que milhares de fãs do Queen não poderão se reunir por algumas horas apenas para curtir um show de Rock. Seu ardil funcionou, e a turnê foi em frente.

Freddie Mercury e John Deacon, na passagem de som no Estádio José María Minella, Mar Del Plata, Argentina, em 4 de Março de 1981 na turnê sul-americana Bites The Dust.

 

▪️Enquanto a Banda estava no Japão, Jim Beach voou para o Rio de Janeiro com Gerry Stickells para organizar tudo.

Não havia ninguém na América do Sul que tivesse a experiência de promover algo tão grande quanto uma turnê do Queen “, explicou Beach em As It Began, ” então eu pessoalmente voei para o Rio e montei um escritório de produção temporário no Rio Sheraton Hotel por três meses. De lá eu poderia facilmente me deslocar até Buenos Aires para ficar de olho nos procedimentos.

 

▪️O Gerente de Produção da Banda, Chris Lamb, voou para a Argentina em Fevereiro e teve suas malas devidamente revistadas na alfândega. Os passes para a turnê foram descobertos – duas jovens nuas, uma japonesa e uma sul-americana, dividindo uma banana em pose sugestiva. ?

▪️Lamb teve que passar as próximas horas cobrindo o peito das mulheres com um marcador preto.

▪️Haviam também problemas de equipamento – voar 20 toneladas transportadas de Tóquio à Buenos Aires era exorbitante em preço e também demorado (quase 36 horas). Além disso, 40 toneladas de equipamentos foram transportados de Miami, bem como grama artificial adicional para cobrir os cobiçados campos de futebol dos países, além de 16 toneladas de andaimes de palco de Los Angeles e cinco toneladas de luzes.

▪️Na pressa do transporte, um contêiner enorme de 40 pés caiu de seu caminhão e permaneceu na rua por 48 horas antes que um guindaste grande o suficiente para acomodar o tamanho do contêiner pudesse ser localizado.

 

▪️Quando o Queen chegou à Argentina em 23 de Fevereiro, o país praticamente explodiu em um frenesi. Quando a Banda emergiu de seu avião, o sistema de som do Aeroporto transmitiu músicas do Queen sem parar, e cada movimento da Banda foi transmitido pela televisão local. Nunca antes um país havia abraçado o Queen tão calorosamente, com a possível exceção do Japão.

▪️Na primeira noite da turnê, no Velez Sarfield, em Buenos Aires, a Banda caiu como uma luva, mas uma menção especial deve ser dada ao público, que cantou tão vociferantemente que Freddie voluntariamente parou de cantar para deixá-los continuar.

▪️No entanto, ninguém estava preparado para a apresentação de Love Of My Life. Os acordes de abertura foram obscurecidos pelo barulho da plateia de 54.000 pessoas aplaudindo e aplaudindo, que rapidamente diminuiu à tempo dos vocais,  para que todos os fãs pudessem cantar cada palavra perfeitamente.

               

 

▪️O set list desta turnê mudou pouco em relação à anterior, embora Somebody To Love tenha sido justamente restabelecido  Apenas apresentações ocasionais de Rock It (Prime Jive) e Jailhouse Rock apimentaram o set list, enquanto Need Your Loving Tonight era comum à todos os sete shows.

               

▪️O show de 1º de Março foi transmitido ao vivo pela televisão nacional, atraindo 35 milhões de espectadores na Argentina e no Brasil. O show em 8 de Março também foi transmitido ao vivo.

▪️Assim como os shows marcados para Córdoba no dia 4 de Março e no Rio de Janeiro no dia 27, um show marcado para Porto Alegre no dia 13 foi cancelado, dando à Banda quase duas semanas de descanso.

▪️Eles foram convidados à conhecer o General Viola, Presidente Designado da Argentina, uma oferta aceita por todos, exceto Roger.

Eu não queria conhecê-lo, porque isso estaria nos colocando em suas mãos. Estávamos tocando para as pessoas. Não fomos lá com venda sobre os olhos. Sabemos perfeitamente como é a situação política em alguns desses países. Mas por um tempo fizemos milhares de pessoas felizes. Certamente isso deve contar para alguma coisa ?

 

Brian May, Freddie Mercury e John Deacon com o General Viola, presidente da Argentina

 

▪️Enquanto a Banda se apresentava para vários milhares de fãs em êxtase, foram as duas datas no Brasil que os viram tocar para seu maior público lá, com capacidade para 130.000 fãs por noite.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

▪️Todos os shows desta turnê foram gravados para o rádio ou filmados para a televisão (ou ambos), transmitidos para os fãs que não puderam comparecer aos shows – incluindo um show cancelado no Rio em 19 de Março.

 

 

Queen – Love Of My Life (Live in Sao Paulo, Brazil ’81)

 

 

 

Queen – Play the Game (Buenos Aires 3/1/1981)

 

 

 

Queen – Love Of My Life (Live in Mar Del Plata / March 4, 1981)

 

 

▪️Abaixo, fotos da carga de equipamentos da turnê Queen America do Sul de um avião de transporte.

▪️Em seguida, o avião à espera dos equipamentos, sendo abastecido.

 

▪️Relatório do Tour América do Sul

– 130 toneladas de equipamento foram usados neste Tour. Os eletricistas instalaram mais de 40 milhas de cabo.

– 25 empresas diferentes estiveram envolvidas na viagem.

– 90 vôos diferentes foram realizados com 25 companhias aéreas diferentes.

– 21 hotéis diferentes receberam o grupo e a tripulação.

– Uma equipe de 47 pessoas foi contratada para a turnê.

– Um avião de carga DC-8 foi usado para trazer o equipamento do Japão.

– O vôo do Japão para a América demorou 36 horas e foi considerada a rota aérea mais longa do mundo.

– 465 luzes suspensas com a potência de 1000 watts cada foram usadas nos shows nos palcos.

– 72 gabinetes de alto-falantes foram usados.

– O equipamento foi segurado por mais de um milhão de libras esterlinas.

– Um novo palco teve que ser construído em cada local para acomodar todo o equipamento especialmente projetado do Queen.

 

Fonte – Queen: Complete Works – Georg Purvis

DEAR FRIENDS
(9ª música do 3º álbum)

– Durante o verão de 1974, quando Roger, John e Freddie estão trabalhando no Rockfield Studios no País de Gales, Brian May ainda está doente, acamado no hospital. Ele compõe sozinho enquanto o trio trabalha sem o guitarrista nas primeiras músicas do futuro álbum.

– Sentindo-se responsável pelo fim prematuro da turnê americana, Brian está convencido de que seus amigos, sedentos de sucesso, logo estarão procurando um novo guitarrista. Embora a fraternidade reine dentro da banda, nada o tranquiliza: longe de seus estudos, ele quer recuperar seu lugar no Queen o mais rápido possível.

– Neste período compõe Dear Friends, uma pequena balada que quebra o ritmo do furacão Sheer Heart Attack, e segunda do álbum depois de Lily Of The Valley, assinada por Freddie.

– Na letra ele fala sobre si mesmo:

So dear friends your love is gone/ Only tears to dwell upon

(Então, queridos amigos, o amor de vocês se foi / Apenas lágrimas de tristeza permanecem).

 

– Cedendo à alguma paranóia, Brian parece dirigir-se diretamente aos outros músicos, lamentando a perda de sua amizade. E mais explicitamente, ele acrescenta:

Go to sleep and dream again/ Soon your hopes will rise and then

(Vá dormir e sonhe novamente/ Em breve suas esperanças aumentarão).

 

– É fácil entender que ele está resignado a ficar para sempre em sua cama de hospital para que a turma possa seguir em frente e realizar seus sonhos de glória.

– Ao retornar, Brian apresenta a música para seus amigos, que imediatamente aprovam. Freddie daria uma interpretação muito emotiva, e ele próprio é o responsável pelo acompanhamento ao piano.

– Os refrões delicados sustentam a voz calorosa e reconfortante do cantor e, em sua totalidade, “Dear Friends” parece um hino ao reencontro e à amizade, ao contrário da mensagem original da música.

Cover: A banda britânica Def Leppard propõe uma versão surpreendente da música em 2006. O baixista, Rick Savage, toca todos os instrumentos nesta versão publicada no Bonus EP, distribuído exclusivamente nas lojas Walmart acompanhando o álbum cover Yeah!.

? Toda a banda durante o outono de 1974, pronta para defender seu novo álbum nos palcos europeus.

 

Vídeo oficial de Dear Friends

 

Dear Friends, com Def Leppard

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

Uma sequência inteira de filmagens em torno de um jovem Freddie e sua família  em Zanzibar.

 

           

 

▪️Set inteiro do Live Aid.

 

 

▪️Rami/Freddie na banheira compondo  Crazy Little Thing Called Love.

 

 

▪️Mais cenas de Freddie nos clubes noturnos em 1980, em New York e Munique.

 

Foto que mostra a flecha do Club Mineshaft em Munique, que pode ter influenciado na escolha das flechas no álbum Hot Space.

 

 

 

 

▪️A gravação do clipe  I Want To Break Free .

 

 

▪️A gravação do clipe ’39 em turnê no Japão.

 

▪️Como John Deacon entrou na Banda em 71.

https://twitter.com/i/status/1277950382807953408

 

▪️Mais cenas de Freddie e Mary no apartamento.

 

▪️Como Freddie teve a idéia do emblema do Queen.

 

 

▪️Freddie cumprimentando de longe, em um restaurante, Elton John e John Reid.

 

▪️Brian e Roger como figurantes na cena da gravação em play back na TV com a música Killer Queen. Eles estariam na multidão dentro do auditório.

 

 

 

Personagens criados,  gravados e cortados

 

▪️Reinhold Mack – ator Philip Andrew

 

▪️Joe Fanelli – ator Steffan Donnelly

 

▪️Freddie quando criança – ator Adam Rauf

– Me parece que em DVD e Blue-Ray têm algumas cenas estendidas .

 

– O motivo de cortes foi para o  filme não ficar tão longo. Eu não me importaria em assistir 5 horas de filme. E você ?

 

Fontes – ▪️Collider

▪️Twitter @softmazzello

STONE COLD CRAZY

(8ª música do 3º álbum)

 

– Considerada uma das músicas com que o heavy metal começou, Stone Cold Crazy constitui uma condensação de energia bruta.

– A música, cuja criação remonta aos primeiros anos da banda, é a primeira em que todos os quatro integrantes aparecem nos créditos.

– O tema foi apresentado pela primeira vez no primeiro concerto em Truro, Cornualha, em 27 de junho de 1970. Como foi organizado com bastante antecedência, o pôster ainda anunciava Smile, mas foi o Queen que subiu ao palco naquela noite.

– Mike Grose estava no baixo e o show foi organizado por amigos da mãe de Roger Taylor em nome da Cruz Vermelha.

– De acordo com Brian May, a razão pela qual a música ficou na gaveta por todos esses anos foi simples:

A verdade é que não tínhamos certeza se a música era boa o suficiente para o primeiro álbum e não se encaixava no formato do segundo.

 

Roger Taylor tem uma lembrança divertida daquela noite:

 

[Freddie] não tinha a técnica que desenvolveria mais tarde; uivava como um enorme carneiro!

 

– Os membros do grupo de thrash metal Metallica sempre consideraram Stone Cold Crazy uma de suas músicas favoritas. Propuseram uma versão em 1990 na compilação Rubáiyát, editada pela Elektra Records por ocasião dos quarenta anos do selo. Por isso, eles foram premiados com um Grammy na categoria Melhor Performance de Metal.

 

Freddie interpretando a canção no concerto Live At The Rainbow, em 1974.

 

Vídeo oficial de Stone Cold Crazy

 

Stone Cold Crazy (Live At The Rainbow)

https://youtu.be/T8Rfb1Jtmic

 

Metallica cantando Stone Cold Crazy

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Roger Taylor, posso realmente tocar bateria e cantar simultaneamente ? ?

A dificuldade de mesclar qualificações !

▪️Como com muitos outros instrumentos, pegar a bateria e tocá-la como um profissional não é pouca coisa !

Adicione isso e cantando ..

▪️A tarefa parece impossível. A perspectiva de ter que cantar e tocar bateria ao mesmo tempo é aparentemente impensável, mas isso dificilmente é verdade !

▪️Freddie Mercury era obviamente a voz de ouro do Queen, e sua estrela carismática para alavancar a Banda.

▪️Portanto, é um crédito para Roger Taylor e seus falsetes perfeitos o fato de ele ter tido acesso ao microfone em várias ocasiões. O estilo vocal rouco de Taylor foi um contraste com a entrega mais suave de Freddie, e seu falsete insanamente agudo deu ao Queen suas harmonias mágicas.

▪️É ele indo alto em Bohemian Rhapsody ( Galileo ).

As músicas em que ele cantou

I’m In Love With My Car ( que ele escreveu )

https://youtu.be/qfmypW3bYGM

 

Father To Son

 

Modern Times Rock ‘N’ Roll

para citar algumas – adicionou um tom mais brutal para o Queen.

▪️E Roger, por mais de 50 anos continua à tocar na perfeição, com seu entusiasmo e sua habilidade, capaz de nos mover como da primeira vez.

▪️Então ele decidiu falar um pouco sobre os segredos para saber ser um bom baterista !

➡️ ” Você não tem que se exibir, mas tem que tocar pensando na música toda, não precisa apenas marcar o tempo.

Tive a sorte de ter as características certas para tocar bateria, o ritmo é algo que você tem dentro, os pulsos são a parte mais importante da batida, o baterista conduz a Banda, ele tem que acrescentar algo ao som, coloque-se à serviço da música, essas são as dicas que quero dar aos jovens bateristas.

E também não esqueçam da respiração e postura … isso é essencial se você for cantar também ! ”

▪️Amplamente reconhecido como um dos bateristas de Rock mais influentes de todos os tempos – para não mencionar um contribuidor inestimável como compositor – Roger foi indispensável para a ascensão do Queen.

▪️Como um exemplo adicionei a música My Fairy King que nos mostra todo potencial de Roger na voz e bateria, simultaneamente.  ❤

 

Fonte  – Studio72 Pte Ltd.

I Want It All

Data de lançamento: 2 de maio de 1989 no Reino Unido e 10 de maio de 1989 nos Estados Unidos
Álbum: The Miracle
Melhor posição nas paradas: 3° lugar na parada britânica e 50° nos Estados Unidos.

Lado A: I Want It All
Lado B: Hang On In There

Ficha técnica:

– Freddie Mercury: vocal principal, backing vocal

– Brian May: vocal principal, backing vocal, guitarra elétrica e acústica

– Roger Taylor: bateria, backing vocal

– John Deacon: baixo

– Gravado no Olympic Sound Studios, Londres: janeiro-fevereiro de 1988, novembro de 1988, janeiro de 1989; The Town House, Londres: abril-maio de 1988; Mountain Studios, Montreux: setembro de 1988.

– Produtores: Queen, David Richards

– Engenheiro de som: David Richards

Cd lançado no Reino Unido

 

I Want It All foi escrita por Brian em 1988 e submetida às sessões de The Miracle como uma das primeiras músicas completas do álbum.

– A música é um apelo para os jovens que anseiam por mais na vida, e ela possui um poderoso grito de guerra.

Em 2003, Brian explicou:

Estávamos entrando no período em que decidimos dividir o crédito por todas as músicas, e John disse que [ela] era praticamente uma música finalizada quando entramos nos estúdios – isso é verdade, era apenas esse riff que eu estava obcecado por meses. O próprio título era uma frase favorita de Anita, uma garota muito ambiciosa: ‘Eu quero tudo e quero agora’.”

 

A versão single é superior, com uma mistura mais forte e omitindo a introdução instrumental, substituindo-a pelo refrão contundente e editando parte da seção instrumental após a ponte. (A Hollywood Records lançou a versão errada da música no relançamento de The Miracle em 1991, em vez disso lançou uma versão que extirpou o primeiro refrão e cortou a música alguns segundos.).

 

No ano de 1989, Brian comentou sobre a música:

 I Want It All restabelece nossa velha imagem de certa forma, disse Brian em 1989. “É bom voltar com algo forte. Algo que lembre as pessoas de que somos um grupo ao vivo. Eu não acho que somos uma banda de singles, na verdade. Pouco antes de lançarmos o single, comecei a ouvir o que está no rádio, e o tipo de coisa que se torna um sucesso hoje em dia não tem nenhuma semelhança com o que fazemos. As pessoas só se lembram dos hits, mas suponho que nos saímos bem.

 

Em 22 de março de 1989, foi filmado um vídeo para o single, com direção de David Mallet. Esta foi a última vez que ele dirigiria um vídeo com o Queen enquanto Freddie ainda vivia.

O vídeo foi uma tentativa de provar que o Queen ainda pode ser considerado uma banda ao vivo sem realmente fazer uma turnê, mas infelizmente não funcionou.

É claro que agora estamos em uma era, fazendo este vídeo, onde Freddie já está muito doente, e ele está achando mais difícil encontrar energia para fazer coisas assim. Você não pensaria assim ao vê-lo neste vídeo, porque ele dava tudo de si mesmo, mas muitas vezes, nesse período, ele estava muito doente. Portanto, é um incrível esforço de vontade que ele tenha conseguido fazer isso,

disse Brian sobre o vídeo.

 

 

            LP 7″ lançado no Japão

 

O vídeo foi filmado no Elstree Sound Studios.  Nele, a banda é colocada em um pequeno palco no centro de um gigantesco armazém. Apesar do palco ter sido escolhido para criar intimidade, a banda parecia pouco à vontade – Freddie, especialmente – e permanecem principalmente estáticos durante o vídeo.

O vídeo foi lançado em Greatest Flix II e Greatest Video Hits 2, este último apresentando algumas cenas memoráveis ​​da banda tentando acertar a sequência introdutória. Roger explicou o vídeo em 2003, dizendo:

Não é o vídeo mais interessante, mas é tão simples em termos de abordagem e ideias. É simplesmente ‘grande’: lentes grandes, grandes holofotes – um vídeo de performance. Acho que ficamos tão cansados ​​das coisas conceituais e histórias e pessoas fingindo atuar e se vestir e grandes sets de filmagem e tudo na época estava meio que tentando se parecer com Blade Runner. Eu [pensei] que faríamos isso muito simples com uma espécie de performance ao vivo.

 

I Want It All nunca foi cantada ao vivo com Freddie vivo.

Nós nunca fomos capazes de tocar essa música ao vivo. Seria algo do núcleo básico do show do Queen, tenho certeza, muito participativo. Foi projetado para o público cantar junto, um hino, explicou Brian.

 

A música foi, no entanto, cantada pelo vocalista do The Who, Roger Daltrey e Queen durante o Concert For Life em 20 de abril de 1992, e se adaptou muito bem à voz de Daltrey.

A música se tornou uma das favoritas ao vivo das turnês Queen + Paul Rodgers e Queen + Adam Lambert, tornando-se um dos poucos singles recentes do Queen a serem tocados ao vivo.

 

 

LP de 7″ lançado no Reino Unido

 

Vídeo oficial de I Want It All

 

I Want It All  – Roger Daltrey, Tony Iommi & Queen – Tributo a Freddie Mercury

 

I Want It All  – Queen + Paul Rodgers

 

I Want It All  – Queen + Adam Lambert

Recentemente o vídeo de I Want It All atingiu 100 milhões de visualizações no YouTube.

 

Hang On In There

Originalmente intitulada A Fiddly Jam, Hang on in There surgiu de uma Jam session do grupo enquanto eles trabalhavam no álbum The Miracle. Foi uma das primeiras músicas a serem gravadas. A música possui uma personalidade 100% Queen com vocais e guitarra característicos da banda.

Iniciada por Freddie, a música sugere sua própria condição: agora sofrendo os efeitos da AIDS, não é coincidência que ele estivesse escrevendo músicas mais positivas para manter seu otimismo alto nos tempos sombrios à frente. Com um fundo acústico escuro, uma das duas músicas das sessões do The Miracle a serem dominadas pelo instrumento (‘Stealin‘ era a outra; ambas, aliás, foram lançadas como lados B não-álbum), a música rapidamente ganha ritmo, concluindo com uma jam otimista. Devido a restrições de tempo, a música foi deixada de fora do álbum, embora tenha sido lançada como uma faixa bônus do CD e como o lado B de I Want It All. Brian foi notavelmente sincero sobre a música, dizendo à Sounds em 1989:

Os devotos da banda se divertiam com ela, mas não é material de álbum regular.

 

Vídeo oficial de Hang On In There

 

A Fiddly Jam: Demo Original – Não lançada

https://youtu.be/josq-4sPOXQ

 

Quer saber mais sobre Hang on in There?

Veja aqui: https://www.queennet.com.br/13/01/2022/b-sides/b-sides-hang-on-in-there/

 

 

Georg Purvis. Queen: Complete Works.

Bernoît Clerc.  Queen all the songs: the story behind every track