FUN IT

(10ª música do 7º álbum)

 

– Detestável ou genial, fora de lugar ou vanguardista, estas são as definições que poderiam descrever essa canção composta por Roger Taylor.

– A letra, que elogia a alegria de dançar como meio de liberação do corpo, é fiel aos cânones do álbum. Se integra à perfeição na discografia de Roger, que transformou os prazeres e alegrias da vida em algo comercial há vários anos.

– A produção da música é toda uma revolução na discografia do Queen. Desde o primeiro compasso, a banda não esconde sua decisão de virar a página da década de 1970, deixando para trás a época em que se inspiravam em Led Zeppelin ou Jimi Hendrix.

– O som da bateria é frio e seco. Com a intenção de preparar seus fãs para a metamorfose que sofrerá o som da banda, Roger inclui no seu kit de bateria um novo “brinquedo” que se escuta desde o primeiro compasso da canção: um sintetizador Pollard Syndrum Quad 478.

– Apesar de sempre terem lutado contra o sintetizador, inimigo do rock’n’roll, citando a modelagem de sons e a falta de naturalidade de suas amostras de áudio, o Queen finalmente cede ao seu charme eletrônico, sempre prontos para explorar novos territórios musicais.

– Como segunda surpresa na realização de Fun It, Roger e Freddie dividem a parte vocal.

– O primeiro se encarrega das estrofes e, o segundo, dos prés-estribilhos, e, em continuação, ambos se reúnem para cantar os estribilhos.

 

Roger Taylor parece surpreendido na companhia de Clem Burke e Debbie Harry, da banda Blondie.

 

Vídeo oficial de Fun It

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 


VIDA, MORTE E LEGADO DE FREDDIE MERCURY!

Receba em casa uma experiência exclusiva com a caixa Queen!

Considerado por muitos simplesmente o maior cantor de todos os tempos, ele viveu sempre em busca incessante pela excelência musical com o Queen e pelo amor. Quando Freddie Mercury morreu, em 1991, com apenas quarenta e cinco anos, seus fãs ficaram em choque ao saber que o astro vinha lutando contra a Aids. O anúncio de que estava doente foi feito pouco mais de vinte e quatro horas antes de sua morte, e fez o mundo olhar para uma doença destrutiva e fatal.

Em Somebody to Love, os autores Mark Langthorne e Matt Richards revelam em detalhes a vida e a obra de Freddie Mercury, tanto a maneira versátil de compor quanto sua capacidade de atingir notas perfeitas. A tumultuada vida pessoal, a luta contra a Aids e a perseguição dos tabloides sensacionalistas também são reveladas sob o olhar de amigos íntimos e colegas músicos, ao mesmo tempo que é narrada a evolução da doença que assombrou o mundo nos anos 1980.

O valor é de: R$ 229,01

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Fonte: https://www.belasletras.com.br

 

.Álbum The Miracle –

Aconteceu apenas algumas vezes, mas foi uma irritação …. 
– Roger Taylor.

▪️Era Fevereiro de 1988, o grupo paralelo de Roger Taylor – The Cross – estava tocando ao vivo, e as barras de chocolate Cadbury Flake estavam sendo jogadas no palco.

▪️O motivo – Os jornais tinham acabado de publicar uma história sobre o caso de Roger com a modelo Deborah Leng, a ” garota Cadbury Flake ” dos famosos anúncios de TV sugestivos.

▪️O casal havia se conhecido no ano anterior e agora eram um casal. Mas, enquanto isso, Roger se casou com Dominique Beyrand – sua parceira de longa data e mãe de seus dois filhos – para garantir suas finanças. O casamento durou apenas 24 dias antes de Roger partir.

➡️ É uma situação complicada .…  – disse ele discretamente ao Daily Mail. E agora barras de chocolate estavam caindo aos seus pés, enquanto ele se apresentava.

▪️Roger não foi o único à ter sua vida privada espalhada pelos jornais. A imprensa ainda estava perseguindo Freddie, à medida que os rumores sobre sua saúde aumentavam.

➡️ Enquanto isso, Brian …

▪️O relacionamento de Brian e da atriz Anita Dobson estava secreto, pois Brian ainda era casado com sua primeira esposa – Chrissie Mullen.

▪️John Deacon apenas manteve a cabeça baixa, esquiando em Biarritz normalmente.

 

– Todo esse drama emocional foi representado no 13° Álbum do Queen.

▪️The Miracle foi o Queen de volta após um longo hiato mutuamente acordado. Nas palavras deles, estavam ” em uma pausa.

Nós não tínhamos nos separado ‘, insistiu Roger, mas tomamos a decisão de passar algum tempo separados

▪️No entanto, ninguém ficou ocioso nos 17 meses entre o final da Magic Tour e o início do trabalho do Queen em The Miracle, em Janeiro de 1988.

®️ Freddie conseguiu dois singles de sucesso – Barcelona – e um cover de The Great Pretender do The Platters.

®️ Brian May supervisionou o LP solo de Anita Dobson e produziu a Banda de Heavy Metal paródia Bad News (com atores cômicos Adrian Edmondson e Rik Mayall). A capa deliberadamente desesperada de Bohemian Rhapsody do Álbum foi um ponto de discussão. Mas Freddie viu o humor, disse Brian.

®️ John Deacon também desviou para a comédia. Ele co-produziu e tocou no top 5 hit ‘ Stutter Rap ‘ – um pastiche de hip-hop de Morris Minor and the Majors (com o ator Tony Hawks).

®️ Roger deu um passo adiante e formou o The Cross, satisfazendo suas fantasias de estrela do Rock, tornando-se seu vocalista. O Álbum de estréia do The Cross – Shove It – teve Freddie cantando em uma música – Heaven For Everyone – e Brian tocando em outra, mas não entrou nas paradas. A vantagem foi que Roger conheceu sua garota Flake em uma gravação de vídeo para o single ‘ Cowboys And Indians ‘. Debbie era backing-vocal.

▪️Havia uma diferença fundamental com The Miracle. Antes de gravar, o Queen concordou em dividir os créditos de composição entre os 4 membros do grupo.

Tomamos uma decisão que deveríamos ter tomado há 15 anos,  disse Brian na época. Também ajuda quando escolhemos singles, porque é difícil ser imparcial sobre uma música que é puramente de sua autoria.

▪️As sessões começaram com cada membro apresentando suas demos, cerca de trinta no total, no Olympic Studios de Londres. Estas depois se transformaram em músicas do Queen no Town House e no Montreux’s Mountain Studios, com mediação do co-produtor David Richards.

▪️Enquanto haviam divergências artísticas, todos tinham um financiamento e um interesse especial em cada faixa. As músicas de Roger – Breakthru e The Invisible Man – reforçaram os pontos positivos deste novo arranjo. Nenhuma das músicas estava tão longe do pop pesado e superprocessado que ele estava fazendo com o The Cross, mas o Queen deu personalidade às músicas. Durante The Invisible Man (inspirado no romance do autor de ficção científica vitoriano H.G. Wells), Roger grita o nome de Freddie antes de começar à cantar. Freddie então anuncia John Deacon e Brian May à medida que a música progredia.

A mensagem – Este foi um esforço de grupo !

▪️Enquanto isso, Freddie enxergou um vocal gospel em uma de suas músicas inéditas – A New Life Is Born – , na introdução da rocker Breakthru.

▪️I Want It All de Brian foi o primeiro sucesso do The Miracle. Com um riff ousado e uma letra mais ousada, era mais uma do que Roger chamou de ” canções de declaração do Queen “. Mas estava destinada à nunca ser tocada ao vivo com Freddie.

▪️O vídeo da performance do diretor David Mallet foi cuidadosamente filmado para disfarçar a condição de Freddie. Ele havia perdido peso e deixou crescer a barba, para esconder as marcas do Sarcoma de Kaposi em seu rosto.

Freddie estava realmente muito doente ” – admitiu Brian. ” Não dá para perceber pelo vídeo, mas achei um pouco difícil … “

▪️A natureza da doença de Freddie era tal que ele parecia mais saudável na promo para o seguimento Breakthru. No vídeo, ele se juntou à seus companheiros de Banda em cima de um trem à vapor, percorrendo o interior de Cambridgeshire. Deborah Leng também fez uma aparição, marchando pela pista em uma saia preta curta e maquiagem dramática nos olhos.

▪️Mais tarde, Brian disse que a música inteira era uma metáfora para Roger  ir para o próximo capítulo de sua vida.

▪️Uma das outras músicas de Roger, o Rock de ritmo médio dos anos 80 – Hijack My Heart – sugeriu o mesmo. Não entrou no Álbum, mas se tornou o lado B de The Invisible Man. Na música, Roger fez uma serenata com voz rouca para uma garota em um carro esportivo, cujo sorriso ‘ me atingiu bem no meio dos olhos ‘. O playboy residente do Queen parecia um adolescente apaixonado.

▪️O resto de The Miracle passou entre Rock barulhento, baladas mecânicas e as canções aleatórias de John e Freddie. Rain Must Fall da dupla foi um número de soul animado do tipo ouvido em comédias românticas dos anos 80 – talvez durante uma cena em que dois jovens amantes bebem ponche de rum e dançam conscientemente em uma praia do Caribe.

▪️My Baby Does Me moveu a mesma história ao longo do casal, agora fazendo sexo no bangalô sobre a água enquanto Brian May toca um solo na varanda do lado de fora.

▪️Em contraste, o duplo golpe de Party e Khashoggi’s Ship foram um adoçante para a negligenciada base de fãs roqueiros do Queen. A última foi uma faixa de batidas inspiradas no estilo de vida endinheirado do traficante de armas – Adnan Khashoggi.

▪️A música de Brian – Scandal – era um comentário frustrado sobre os recentes desentendimentos dele e de Freddie com a imprensa (os filhos de Brian, aparentemente, souberam de seu caso com Anita Dobson pelos jornais).

▪️A canção The Miracle e Was It All Worth It sugeriam que a Banda lançasse um olhar pesaroso sobre o passado e se perguntasse se eles ainda tinham um futuro.

▪️Sobre The Miracle, Brian disse –

É um conceito corajoso, porque você está falando de um homem ( Freddie ), que sabe que tem uma sentença de morte pendurada sobre ele.

▪️O vídeo de The Miracle teve a Banda interpretada por 04 mini atores. Os quatro meninos, vestidos com perucas encaracoladas, ternos de arlequim e bigodes colados, foram então acompanhados no palco pelos verdadeiros membros do Queen.

▪️Os espectadores não puderam deixar de notar como a jaqueta amarela de Freddie pendia dele de uma maneira que nunca aconteceu em 1986 …

▪️A letra de abertura de Was It All Worth It foi surpreendentemente sincera, considerando a condição de Freddie.

? O que resta para eu fazer na minha vida ? Compramos uma bateria, toquei minha própria trombeta ?

▪️Para uma Banda ansiosa por se manter relevante, essa música sugeria que o fim estava próximo.

▪️The Miracle foi lançado em Maio de 1989. Sua imagem de capa dos quatro rostos da Banda fundidos através do software de computador Quantel Paintbox agravou a impressão do Queen reunido.

▪️O Álbum alcançou o número um no Reino Unido e em vários países europeus, além de produzir cinco sucessos no top 30 do Reino Unido. Ele só alcançou o número 24 nos EUA e qualquer chance que o Queen tinha de conquistar a América desapareceu completamente com o anúncio de que eles não estariam em turnê em nenhum lugar.

➡️ Eu não acho que um homem de 42 anos deva estar correndo de collant – brincou Freddie, desviando de uma pergunta embaraçosa com humor.

▪️Freddie insistiu que sua doença fosse mantida em segredo, então coube à Brian e Roger promoverem o Álbum e garantir ao mundo que seu vocalista estava bem, mas simplesmente não queria fazer uma turnê.

➡️ A tensão de esconder a verdade era difícil. Acho que isso afetou todos nós ! – admitiu Brian anos depois.

▪️O Queen tinha um Álbum de grande sucesso, mas já estava com tempo emprestado. Que The Miracle aconteceu, agora parece milagroso em si mesmo.

▪️Vídeo de The Cross com Debbie Leng como backing-vocal. Eles cantam Cowboys And Indians.

 

▪️Vídeo da propaganda do Cadbury’s Flake, em 1987, com Debbie Leng.

 

Fonte –
Magnifico !
The A to Z of Queen
Mark Blake

DREAMERS BALL

(9ª música do 7º álbum)

 

– Após a virada para o rock iniciada com News Of The World, o ouvinte está no seu direito de pensar que o grupo havia abandonado definitivamente o ar music-hall de sua composição em favor dos temas mais rock que tinha para oferecer.

– A experimentação de Brian May, alquimista de som, equipado com sua Red Special, foi deixada de fora depois de The Millionaire Waltz, dando lugar a riffs estrondosos de It’s Late, Fat Bottomed Girls e Dead On Time.

– Porém parece que o retorno à produção de Roy Thomas Baker teria reenviado o grupo aos seus primeiros amores, ao conceber um tema como Dreamers Ball, composto por Brian May.

– Embora a música siga o visual do blues por sua partitura de guitarra e uma linha de acordes muito clássica que a acompanha, a voz de Freddie, assim como o ritmo swing da bateria, nos transportam à cidade de New Orleans, tão querida para os músicos do Queen desde o seu primeiro concerto na cidade, em abril de 1974.

– A partir de 1:45, quando inicia o solo da guitarra elétrica, é possível imaginar o Queen vagando por Rampart Street, no coração do bairro francês da cidade. Brian retoma a imitação dos numerosos metais de uma banda de jazz com suas guitarras harmonizadas.

– Dreamers Ball destaca os diferentes tipos de música que Freddie e sua banda apreciam, que definitivamente não parecem prontos para serem rotulados em um estilo pop rock que é muito estreito para eles.

– Porém, seria a última vez que o Queen iria desenvolver esta estética musical e esta cor, representativos de A Night At The Opera e A Day At The Races.

– E é o que o grupo está se preparando para iniciar: uma mudança radical de direção nos próximos álbuns.

 

Freddie Mercury durante um dos três concertos oferecidos no Pavillon de Paris, em fevereiro e março de 1979.

 

Vídeo oficial de Dreamers Ball

 

Dreamers Ball, (Live in Paris ‘79)

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc)

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Data de lançamento: 22 de agosto de 1980

Álbum: The Game

Melhor posição nas paradas: 7° lugar na parada britânica; 1° lugar na parada americana

Lado A: Another One Bites The Dust (John Deacon)

Lado B: Dragon Attack (Brian May)

 

O Queen sempre gostou de experimentar e ultrapassar os limites não apenas do estúdio e de sua equipe criativa, mas de si mesmos como artistas e músicos, e geralmente era Freddie ou Brian quem instigava os momentos mais memoráveis.

No início de 1980, John – o calado que se contentava em escrever canções estritamente pop – abriu um novo caminho para o Queen ao introduzi-los ao funk com sucesso.

John explicou modestamente logo após o lançamento da música:

Eu ouvia muita música soul quando estava na escola, e sempre me interessei por esse tipo de música. Eu estava querendo fazer uma faixa como ‘Another One Bites The Dust’ por um tempo, mas originalmente tudo que eu tinha era a linha e o riff de baixo. Aos poucos, fui preenchendo e a banda acrescentou idéias, como uma música para dançar, mas não tinha ideia que se tornaria tão grande quanto era.  A música foi tirada do nosso álbum e algumas das estações de rádio negras dos EUA começaram a tocá-la, o que nunca tínhamos feito antes.

Another One Bites The Dust, porém, era puro funk, e continha pouquíssimos elementos do tipo Queen: não havia guitarra, solo, a bateria era nítida, firme e seca, e apresentava uma linha de baixo proeminente emprestada de Good Times do Chic.

As harmonias vocais eram limitadas a ocasionais double-tracking em alguns versos e refrões, e apenas a voz de Freddie distinguia a música como sendo do Queen.

Foi esse nível de anonimato que permitiu que vários disc jockeys americanos – especificamente, em Nova York, Filadélfia e Detroit – rotulassem a música como um single praticamente desconhecido de uma obscura banda negra de R&B (Rhythm and blues).

Uma vez que o sucesso da música começou a crescer, Elektra e EMI a lançaram como single em agosto de 1980 – apesar dos protestos de Roger – alcançando um modesto número 7 no Reino Unido, mas se tornando o segundo single número 1 do Queen nos EUA, solidificando a popularidade da banda e fazendo de 1980 um de seus anos mais lucrativos, tanto em termos de vendas de ingressos quanto de discos.

Esta música foi escrita porque eu sempre quis fazer algo na direção da música negra. Não é uma música típica do Queen e eu não sei se vamos fazer algo parecido novamente. Tivemos divergências sobre essa música. Nossa empresa queria essa música como um single porque foi muito bem-sucedida em estações de rádio negras. Roger tentou evitar isso, porque ele disse que é muito disco e isso não é bom para a reputação do Queen,disse John em uma entrevista.

 

Como Brian explicou em 1993,

John Deacon estando totalmente em seu próprio mundo, veio com essa coisa, que não era nada parecida com o que estávamos fazendo. Estávamos indo para o som de bateria grande: você sabe, bastante pomposo em nossa maneira usual. E Deaky diz: “Não, eu quero que isso seja totalmente diferente: vai ser um som de bateria muito apertado. Foi originalmente feito para um loop de bateria. Roger fez um loop, meio que sob protesto, porque ele não gostou do som da bateria gravado dessa maneira. E então Deaky colocou esse groove. Imediatamente Freddie ficou violentamente entusiasmado e disse: “Isso é grande! Isso é importante! Vou gastar muito tempo com isso. Foi o início de algo muito grande para nós, porque foi a primeira vez que um de nossos discos atravessou para a comunidade negra. Não tínhamos controle sobre isso; simplesmente aconteceu. De repente, fomos forçados a lançar este single porque muitas estações de Nova York estavam tocando. Isso mudou esse álbum de um milhão de vendas para três milhões de vendas em questão de três semanas ou mais.

A canção foi gravada na primavera de 1980 no Musicland Studios, durante as sessões principais de The Game, e apresentava John tocando baixo e guitarra rítmica, sintetizador e piano.

Mas a banda não tinha certeza do potencial comercial da música e inicialmente optou por mantê-la como faixa do álbum.

Apesar de várias histórias persistirem, a mais conhecida é a de que Michael Jackson, então logo após seu álbum Off The Wall de 1979 e construindo uma (breve) amizade com Freddie, sugeriu que a banda lançasse a música como um single.

Crystal Taylor, assistente pessoal de Roger, disse que não foi Michael quem sugeriu isso, mas a própria equipe.

Dirigido por Daniella Green, o vídeo mostra a banda tocando a música normalmente, com pouquíssimos enfeites; apenas durante a seção do meio, quando Freddie saltita pelo palco com vários bonés de beisebol multicoloridos com chifres de diabo colados neles, o vídeo realmente fica interessante.

 

Ao vivo, a música recebeu poucas exibições durante as primeiras apresentações em 1980. Somente após seu sucesso nas paradas é que finalmente se tornou um pilar no set list, sendo tocada em todas as turnês entre 1980 e 1986. A música permaneceu como um número de bis até 1982, mas foi adiantado no set list para a turnê “Queen Works!”, em 1984. Inexplicavelmente, um remix de Wyclef Jean foi lançado em 1999 no lançamento do álbum Greatest Hits III.

A música foi relançada neste formato em setembro de 1998 em apoio ao filme americano Small Soldiers (Pequenos Guerreiros), mas está completamente fora de lugar entre as outras músicas do álbum.

Em 2003, a banda lançou uma versão diferente da faixa, mixada pelo baterista Roger Taylor e com vocais de Annie Crummer.

 

Dragon Attack

Foi escrita por Brian May e é uma canção de puro rock. A canção foi concebida após uma noite no clube Sugar Shack, em Munique, onde os músicos passavam as suas noites durante a gravação de The Game. Voltando ao estúdio no meio da noite, eles fizeram uma sessão de gravação que culminou com a música mais pesada do álbum. A letra se refere a Mack (Reinhold Mack, o produtor da música e do álbum), e quando Freddie canta “Take me Back to The Shack”, há pouca dúvida de que o local foi uma grande inspiração para Brian May.

Como o próprio diz:

Passávamos muito tempo no Sugar Shack, geralmente até o dia raiar , vivendo em um mundo de fantasia de vodca e garçonetes e muito rock. No começo foi saudável e estimulante, eu tenho que dizer, mas após uns meses, as coisas foram indo ladeira abaixo e ficávamos mais no clube do que no estúdio. Todos nós tínhamos dificuldades emocionais e espirituais, e a música Dragon Attack é um retrato figurativo de toda essa loucura. Munique era nosso estímulo, mas também a nossa queda.

 

Fontes:

Queen all The Songs: The Story Behind Every Track – Bernoît Clerc

Queen: Complete Works. George Purvis

Site: Queen Vault

 

 

O aniversário de 71 anos de John Deacon foi comentado por Brian May e Roger Taylor 25 anos depois que o baixista do Queen deixou a banda após a morte de Freddie Mercury.

Tendo se aposentado da indústria da música, ele agora vive uma vida tranquila no sudoeste de Londres, mas ainda mantém um relacionamento comercial ativo com o grupo que não vê pessoalmente há décadas.

Sexta feira marcou o 71º aniversário do nosso querido e sumido John Deacon, que se aposentou da indústria da música em 1997.

Brian May e Roger Taylor prestaram homenagem à lenda No Instagram.

Brian escreveu:

Feliz Aniversário Deacy!!! Aqui celebramos o aniversário do incrível John Deacon em estéreo. Esta conversão impecável para 3-D foi concluída ontem à noite por nossa querida amiga e colaboradora Sarah Falk, também conhecida como @blueprintblues. “Olhar para esta captura de Deacon em pleno voo – em estéreo – faz com que esses dias de glória pareçam tão próximos que eu poderia tocá-los. Espero que você tenha um ótimo dia John. Bri.

Roger Taylor, 73 anos, também se juntou às comemorações, colocando uma foto sua com Deacon durante os anos do Queen juntos, com a legenda: Feliz Aniversário JD.

 

Fonte: https://www.express.co.uk/

. Os 11 concertos do Queen que nunca iremos esquecer !

 

▪️A vida do Queen em palco durou 16 anos, coincidindo com a entrada do rock nas grandes arenas, e foi nelas que Freddie melhor exercitou um perfeito domínio das massas.

 

▪️Abaixo, listamos alguns dos concertos mais sensacionais !

1) Live Aid, Londres, 13 Julho 1985 –

▪️Foram os 20 minutos mais intensos à que o universo do rock alguma vez assistiu. Sem direito à passagem de som ou som pré-gravado e com um alinhamento de apenas sete temas ( dois deles, Bohemian Rhapsody e We Will Rock You em versões encurtadas para poupar tempo ), e isto ainda com o grupo atuando à luz do dia, sem o seu jogo de luzes habitual, e sofrido com alguns problemas técnicos.

▪️Roger Taylor relembrou

O público não era necessariamente o ‘ nosso ‘ público. A dada altura, olhei para a frente e pensei … oh, está a correr bem. Só depois nos apercebemos que tinha corrido muito bem.

 

 

2) Hammersmith Odeon, Londres, 24 Dezembro 1975 –

▪️Quase dois meses desde a chegada de Bohemian Rhapsody ao número um dos singles mais vendidos na Inglaterra, quando o Queen subiu ao palco do Hammersmith Odeon, em Londres. Não era apenas mais um concerto.

▪️Nessa noite, véspera de Natal de 1975, o Queen tocava para um número de fãs imprevisível – além da platéia presente na sala londrina, todos os telespectadores da BBC2 (o concerto foi transmitido no Old Grey Whistle Test) e ouvintes da Radio One da emissora nacional britânica.

▪️Brian May diria mais tarde

é muito difícil saber para onde te viras, se para o público pagante, se para a câmera de televisão.

 

 

3) Wembley, Londres, 12 Julho 1986 –

▪️De calça e camisa branca, e usando a famosa jaqueta amarela: a imagem icónica de Freddie Mercury que vimos incontáveis vezes.

▪️O espetáculo é dos mais especiais da vida do Queen por várias razões, das mais técnicas e objetivas às puramente emocionais.

▪️A grandeza do espetáculo é traduzível em números: mais de dez toneladas de equipamento, um palco de 50 metros de comprimento e 15 de altura, mais de meio milhão de watts em potência elétrica.

▪️Então à bordo do Magic Tour, o Queen encontrava-se, porventura sem disso terem conhecimento, muito perto do fim, mas Freddie garantiu

Havemos de ficar juntos até morrermos, disso tenho certeza.

 

 

4) Rock In Rio, Rio de Janeiro, 12 Janeiro 1985

▪️A passagem do Queen pelo Rio de Janeiro é parte integrante, não só da história de palco da Banda, como da do negócio da música ao vivo no Brasil.

▪️Quando Brian, John, Roger e Freddie subiram ao palco do Rock in Rio, a rendição das 250 mil pessoas foi total. Um concerto que bateu vários recordes, estabelecendo-se como o maior de sempre da Banda.

▪️Freddie comandou o público brasileiro com maestria e emoção. Um dos momentos mais memoráveis chegou com a versão de Love of My Life. Os fãs gritam em uníssono, e Freddie se comove com o coro acertado e convicto de um quarto de milhão de pessoas.

 

5) Hyde Park, Londres, 18 Setembro 1976

▪️Talvez para cimentar o sucesso em que ainda não acreditavam piamente, Freddie e companhia decidiram oferecer aos fãs da Inglaterra uma recompensa pelo seu apoio.

▪️Com ajuda de Richard Branson, o fundador do grupo Virgin, o Queen montou um mini-festival gratuito em Hyde Park que terá atraído, no sexto aniversário da morte de Jimi Hendrix, entre 150 à 200 mil pessoas, uma das maiores assistências de sempre naquele espaço.

▪️Freddie toca sozinho ao piano – You Take My Breath Away.

▪️Para o triunfo ter sido absoluto só teria faltado o bis, proibido pelas autoridades devido ao adiantado da hora. Ainda assim, um concerto para a história.

 

6) Montreal Forum, Montreal, 24 Novembro 1981

▪️Exatamente 10 anos antes da sua morte, Freddie subiu ao palco em Montreal, no Canadá, para um concerto cujo principal objetivo passava por captar imagens e som que permitissem à Banda ter um registro fiel daquilo que era capaz de fazer ao vivo.

▪️Nesta época, o Queen estava em plena forma e eram gigantes certificados do circuito Rock internacional.

▪️Brian May, no seu site oficial, explica que não guarda muito boas memórias, mas descreve o concerto como ” real e cru “, deixando claro que mesmo àquela escala grandiosa, nada nos concertos do Queen eram ensaiados ou coreografados, pois afinal, eram um grupo de Rock autêntico.

 

 

7) Estádio José Amalfitani, Buenos Aires, 28 Fevereiro 1981

▪️Em 1981, Freddie Mercury e companhia seguiriam para a América Latina onde estreiaríam no Brasil (com dois concertos no Estádio do Morumbi, em São Paulo, para um total de 251 mil pessoas, depois de cancelamentos em Porto Alegre e Rio de Janeiro) e, no outono, na Venezuela e no México.

▪️O primeiro concerto foi em 28 de Fevereiro, em Buenos Aires, no Estádio José Amalfitani. A euforia do grupo pela conquista de um novo continente era óbvia.

▪️A popularidade dos meninos no país do tango era monstruosa. Dos 10 Álbuns mais vendidos no país, constavam 9 do Queen.

▪️O encontro entre jornalistas e a Banda deu-se numa fazenda à oeste da área metropolitana de Buenos Aires – carne assada, empanadas e bebida abundante junto à uma piscina para a qual o grupo tentou, sem sucesso, atirar o manager Jim Beach.

▪️O Queen travou também conhecimento com aquele que será, para muitos, o maior ícone argentino dos últimos 40 anos – Diego Armando Maradona – que subiu ao palco do Estádio José Amalfitani antes de Another One Bites The Dust.

8)  Rainbow Theatre, Londres, 31 de Março de 1974

▪️Começou de branco, acabou de preto. Começaram temerosos pela imponência da sala, enfrentaram problemas técnicos e acabaram com um concerto que depois de 40 anos passados, foi editado em áudio e vídeo – o Live At The Rainbow74.

▪️Começava a tornar-se óbvio que o Queen tinha nascido para atuar nos maiores palcos e, mesmo que o mundo ainda não tivesse percebido, era em frente à milhares de fãs que Freddie melhor se sentia.

▪️Nessa noite, o Queen conquistou o Rainbow e lançou-se ao mundo. As salas de teatro ficaríam, em breve, muito pequenas para estes futuros campeões dos anos 70.

 

 

9) Nepstadion, Budapeste, 27 Julho 1986

▪️O concerto húngaro do Queen foi, à época, o maior de uma Banda de rock ocidental para lá da Cortina de Ferro aliás, é até hoje o maior concerto ocorrido no Estádio, hoje chamado de Puskás Ferenc.

▪️Os bilhetes venderam-se rapidamente, ainda que estivessem disponíveis apenas em locais selecionados para um grupo de pessoas restritas (caprichos do regime).

▪️A Hungria vivia, à época, sob a égide do Pacto de Varsóvia e o rock ocidental estava, até aí, proscrito.

▪️Com a imprensa local, Freddie Mercury trocou algumas palavras. Questionado sobre se aquele concerto seria o princípio de uma amizade com o público húngaro, ele respondeu – Enquanto estiver vivo, vou voltar.  O repórter agradeceu, e Freddie virou de costas para gracejar : quem me dera que todas as entrevistas fossem assim tão curtas!

▪️A Banda ganharia o público de Budapeste com uma rendição de  Tavaszi Szél Vizet Áraszt  ( tradução aproximada –  o vento da primavera faz mover as águas ), uma canção tradicional húngara cuja letra Freddie tinha transcrito para sua mão.

▪️O espetáculo seria editado em 2012, sob título de Hungarian Rhapsody.

https://youtu.be/I6J6WSTV7_M

 

 

 

10) Milton Keynes, 5 Junho 1982

▪️Registrado para a posteridade e editado no final de 2004 em CD e DVD com o nome Queen on Fire Live At The Bowl, o concerto que Freddie e companhia deram em Milton Keynes, na Inglaterra, estava integrado na digressão Hot Space, realizando-se pouco depois de a Banda editar o Álbum com o mesmo nome.

▪️Inicialmente anunciado para o Highbury Stadium, em Londres, o espetáculo seria transferido para o National Bowl, em Milton Keynes, porque a Banda não conseguiu que lhe garantissem a licença necessária para atuar no então quartel-general da equipe do Arsenal Football Club.

▪️As 40 mil pessoas que se deslocaram ao recinto vibraram com algumas canções retiradas do Álbum.

https://youtu.be/jucS5VoOfg0

 

11) Morumbi, São Paulo, Brasil – 20 e 21 de Março de 1981.

▪️No Brasil, em 81, o Queen fez show so no Estádio do Morumbi, mas tentou várias vezes conseguir autorização para tocar no Maracanã (relatos não confirmados oficialmente).

▪️Todas as tentativas foram negadas pelo governador Chagas Freitas. Para tentar convencê-lo, a Banda ofereceu em troca, doações em dinheiro para obras de caridades da Primeira-Dama do Estado. O governador, no entanto, declarou que o estádio só poderia receber ” eventos de relevância desportiva, religiosa ou cultural” (como a visita do Papa e o show do Frank Sinatra, ambos em 1980).

▪️Mesmo assim, 02 noites que marcaram toda uma geração brasileira.

 

https://youtu.be/lZrW8642OqQ

 

➡️ Cada um mais fabuloso que o outro, próprio do encantamento do Queen !

 

▪️Qual o seu preferido ?

Fonte para base e composição de texto –

www.blitz.pt

IN ONLY SEVEN DAYS

(8ª música do 7º álbum)

 

Se eu não fosse nada mais do que o baixista do Queen, se essa fosse minha única contribuição, não estaria tão satisfeito quanto estou, porque considero que é apenas uma parte do meu trabalho. Mas também há a composição de canções e meu envolvimento em tomar decisões importantes. É muito positivo ter um papel na evolução e destino da banda., – John Deacon declararia em 1996.

 

– O baixista propõe aqui uma de suas duas contribuições para Jazz depois de If You Can’t Beat Them. A canção é interpretada por Freddie, com grande implicação nesta joia, muito apreciada a partir deste momento. A letra, um pouco infantil, relata a semana de férias do narrador, seu encontro com uma jovem, e segue o crescimento do romance dia após dia.

– O tema termina com o inevitável regresso para casa, durante o qual o cantor sussurra, com o coração triste:

I’m so sad alone     (Estou muito triste sozinho)

 

 – Embora a parte instrumental e a melodia da música lembram You’re My Best Friend, que foi um sucesso de John, In Only Seven Days se caracteriza mais pela ingenuidade e pelo candor do seu criador do que por uma composição concebida para lançar-se no alto das listas.

– Resulta inegável que em Jazz se adivinha facilmente quem é o autor de cada canção.

– Os temas mais rock geralmente são assinados por Brian May, enquanto os mais estranhos, originais, ou com uma letra sexualmente explícita são de Freddie Mercury. Com raras exceções Roger Taylor interpreta seus próprios temas, e os de John Deacon estão impregnados de seu gosto pelas melodias doces e ternas.

 

– John interpreta todas as partes de guitarra acústica.

Compositor estudioso e músico exigente, John Deacon assina alguns dos maiores êxitos do Queen.

 

Vídeo oficial de In Only Seven Days

 

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

DEAD ON TIME

(7ª música do 7º álbum)

 

– Composta durante o intervalo entre os meses no estúdio e as turnês que o deixam longe da família, em Dead On Time, Brian May trata novamente sobre o sentido da vida e o tempo que transcorre com muita pressa.

– Desde Good Company no álbum A Night At The Opera, o guitarrista não deixou de questionar-se sobre suas decisões sobre o tema, e Leaving Home Ain’t Easy, no lado B do 33 rpm Jazz, se adicionará à lista das canções que refletem suas inquietudes.

– O riff e o solo de guitarra de Dead On Time são autênticos momentos de virtuosismo, interpretados a uma velocidade que não deixa lugar à dúvida, e Brian os executa com perfeição em uma velocidade de 144 pulsações por minuto.

– Ao perguntar ao guitarrista se a composição do solo de Dead On Time foi um quebra-cabeça para ele, tendo em conta sua rapidez, respondeu da maneira mais sincera:

Era algo do que eu estava muito satisfeito, porém as pessoas pareciam não dar importância. Na verdade, é um detalhe que ninguém nunca me falou. ‘Fat Bottomed Girls’ era simpática, porém muito banal. Eu pensava que as pessoas se interessariam mais por ‘Dead On Time’, porém nunca gozou de muita difusão.

– Uma tarde, enquanto o grupo trabalhava nos Super Bear Studios no sul da França, explodiu uma tempestade e os raios iluminaram o céu. Brian May pegou um gravador portátil para captar todos os sons possíveis: trovões, chuva e vento, que se incorporariam na mistura da música, a partir dos três minutos, no momento em que Freddie exclama You’re dead (Você está morto).

– De maneira muito respeitosa, na contracapa do álbum, nos créditos, a banda afirma, com sobriedade, sobre os ruídos:

Thunderbolt courtesy of God (Raio por cortesia de Deus)

 

Brian May e seus riffs estrepitosos, tanto no palco quanto no estúdio.

 

Vídeo oficial de Dead on Time

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

Por que o Queen dos anos 80 falhou na América?

Uma série de fatores levou à isso

 

– Os EUA realmente odiavam disco nos anos 80, e uma vez que o Queen se entregou totalmente à ela com Hot Space, sua popularidade decaiu.

– A música disco adquiriu um status muito negativo, especialmente entre os fãs de Hard Rock. Assim que o Queen começou à se mover em uma direção mais Dance Music com HS, começaram à ser referenciados como ” os caras do Álbum Disco. ”

-De maneira mais geral, o Queen mudou seu estilo de Rock Progressivo / Hard Rock em direção à estilos de música Pop. Isso alienou a base deles, os fãs de Hard Rock.

– O videoclipe I Want to Break Free foi muito controverso nos EUA. Foi visto como engraçado em muitos países, mas moralmente errado nos Estados Unidos.

– O vídeo e a música foram banidos de várias estações de Rádio e eles pararam de o reproduzir. Os americanos, muito conservadores, não gostaram do que o Queen tinha feito, e meio que caíram em desgraça.

– Nesse ponto, o Queen praticamente cimentou sua irrelevância na cultura mainstream americana.

– Freddie não gostou da forma como o Álbum tinha afundado na América, então ele parou de fazer turnês por lá, depois de 82, o que os tornou ainda mais impopulares … e quanto mais impopulares eles eram, menos provável que a Banda quisesse fazer uma turnê lá novamente, focando no resto do mundo, onde estavam sendo bem recebidos.

– E sem turnês, os fãs americanos se afastaram.

– Este foi o prego no caixão!

– Depois veio The Works, um Álbum com uma variedade de gêneros e humores. Os próximos dois Álbuns à seguir teriam o mesmo destino ( sem turnê, supostas brigas entre Queen e Capitol Records sobre quais discos deveriam ser lançados, nenhum de seus Álbuns anteriores em circulação nas lojas de discos ).

– Em outras palavras, escândalos promocionais, turnês, mudança de gênero musical com o público em geral e a vida privada de Freddie, tudo isso contribuiu para o tiro pela culatra do Queen nos anos 80.

– Havia também uma fofoca rolando, mas não sei se procede, de que as Companhias de Seguro dos EUA queriam testes de HIV/AIDS ou não cobririam as turnês dos EUA, então eles não foram porque Freddie não queria fazer um teste.

– Não sei até que ponto isso seria verdade, já que 1982 era muito cedo para se falar em AIDS e ainda mais, em testes.

– No que diz respeito ao entretenimento, você não ostentava nos anos 80. Os anos 70, tudo bem, mas nos tornamos conservadores nos anos 80. Aliás, o setor privado sempre foi homofóbico.

– The Game foi o Álbum de estúdio de maior sucesso comercial do Queen na América, graças aos seus dois sucessos número 01 – Another One Bites The Dust e o rockabilly Crazy Little Thing Called Love. No entanto, o sucesso do Álbum também marcou o fim de um capítulo da história do Queen e marcou o início da dramática queda de popularidade da Banda nos EUA durante a maior parte dos anos 80 – mesmo quando o Queen permaneceu enorme em outras partes do mundo.

 

 Sempre pensei que havia um instante em que éramos a maior coisa do mundo “, disse Brian, no programa de Rádio In The Studio With Redbeard. Another One Bites The Dust meio que conquistou, porque de repente passou para o mercado negro de R&B. De repente, em vez de um milhão de Álbuns, estávamos vendendo três ou quatro milhões de Álbuns. E naquela época, isso era o máximo que qualquer um já havia feito. Isso foi antes dos dias de Thriller, onde as coisas ficaram totalmente fora de controle. Mas era grande. Acho que não percebemos que as coisas seriam diferentes. Estávamos meio que estragados por esse ponto.

 

– Embora sua fundação tenha sido no Hard Rock – caracterizado por valores de produção muito elaborados, harmonias vocais complexas em várias camadas, a majestosa guitarra de Brian e os vocais exagerados de Freddie – o Queen quebrou a fórmula em algumas ocasiões ao se envolver em outros gêneros.

– O Queen estava se aventurando em território amigo do Pop, longe de seus primórdios do Rock Progressivo e Glam.

– Em 30 de Junho de 1980, The Game foi lançado. Foi o Álbum de estúdio mais vendido da Banda nos Estados Unidos. Com o sucesso do disco e a turnê que incluiu uma apresentação de três noites no Madison Square Garden de Nova York, o Queen solidificou sua popularidade na América.

– E o lançamento de Greatest Hits, que contou com Crazy Little Thing Called Love, Another One Bites The Dust, Save Me e Play The Game, acumulou mais de cinco milhões de vendas no Reino Unido. Nos EUA, vendeu oito milhões de cópias.

– Mas o Queen não conseguiu manter o ritmo por muito mais tempo e começou um declínio vertiginoso na popularidade nos EUA …

– Vejam o relato dessa fã –

Sinto que não estava sozinha com minha insatisfação, relembrou Susan Mitcham-Magro, que viu o Queen no Boston Garden em 1982 durante a turnê Hot Space . O que originalmente me atraiu para o Queen parecia ter sido substituído por uma sensação mais disco.

 

– Não apenas o Hot Space despertou uma reação mista dos fãs, mas também de alguns membros da Banda.

Acho que Hot Space foi um erro, mesmo que apenas em termos de tempo “, disse Brian em 1989. Entramos muito no Funk e foi bastante semelhante ao que Michael Jackson fez em Thriller. Mas o momento estava errado. Disco era uma palavra suja.

 

– Durante a turnê Hot Space, Freddie disse ao público durante um show no Milton Keynes Bowl em 1982 (mais tarde lançado como Queen on Fire em 2004) –

Agora, a maioria de vocês sabe que lançamos alguns novos sons na última semana. Se valer a pena, vamos fazer algumas músicas na categoria Funk Black, seja lá como você chamar. Isso não significa que perdemos nossa sensação de Rock And Roll, ok ! Quero dizer, é apenas um registro sangrento ! As pessoas ficam tão animadas com essas coisas. Nós só queremos experimentar alguns novos sons.

 

– O Queen tocou nos EUA mais uma vez, e seu show em 15 de Setembro de 1982 no L.A.’s Forum seria a última vez que os quatro membros originais se apresentaram juntos no palco nos Estados Unidos.

– Brian lembra o que Freddie disse à ele –

Eu provavelmente terei que morrer, antes que a América nos queira ..

– Infelizmente, o renascimento da popularidade do Queen na América começou após a morte de Freddie, de complicações devido à AIDS em 1991, graças em grande parte à inclusão de Bohemian Rhapsody no filme Wayne’s World, e com a indução do Rock and Roll Hall of Fame da Banda em 2001. Com a sua música se tornando um marco regular em comerciais e filmes, o Queen reentrou na consciência dos americanos.

– Em uma carreira histórica marcada por destaques como Bohemian Rhapsody, Live Aid e as turnês sul-americana e Magic, a era The Game de 1980 representou um período mágico para o Queen na América, que nunca seria recapturado ou repetido.

– É como dizem- Se não está quebrado, não conserte

 

Fontes –

Medium

today.yougov.com

Reddit.com

 

 

LET ME ENTERTAIN YOU

(6ª música do 7º álbum)

 

– Composta por Freddie Mercury, Let Me Entertain You é uma zombaria à imprensa musical britânica, que fez do Queen e suas aspirações de se tornar a maior banda de rock do mundo, um alvo de suas críticas.

– Freddie, que até ri de si mesmo, se dirige aqui ao seu público como se fosse um mestre de cerimônias anunciando o espetáculo:

Let me welcome you, ladies and gentlemen

I would like to say hello

Are you ready for some entertainment?

Are you ready for a show?”

 

(Sejam bem-vindos, senhoras e senhores

Eu gostaria de dizer olá

Vocês estão prontos para algum entretenimento?

Vocês estão prontos para o espetáculo?)

 

– Grande admirador do music-hall, o cantor se inspira, sem dúvida, na comédia musical Gypsy: A Musical Fable, cujas primeiras representações se realizaram na Broadway em 1959.

– A obra narra a vida de uma artista de striptease chamada Gypsy Rose Lee, interpretada pela atriz Sandra Church, que canta uma das canções mais famosas do livreto: Let Me Entertain You:

I’ll make you feel good/

I’d want your spirit to climb/

So let me entertain you/

We’ll have a real good time

 

(Eu vou fazer você se sentir bem/

Eu gostaria que seu espírito subisse/

Então deixe-me entretê-lo/

Nós vamos nos divertir muito)

 

– Na canção do Queen, os planos se complicam quando, a partir da segunda estrofe, Freddie se lança à uma crítica mordaz do mundo do espetáculo:

I’ve come here to sell you my body

I can show you some good merchandise

(Eu vim aqui para te vender meu corpo

Eu posso te mostrar uma boa mercadoria)

 

– Depois, sai do seu personagem para apropriar-se totalmente da canção na terceira estrofe, até chegar ao sarcasmo:

 

Hey!/If you need a fix/

If you want a high/Stickells’ll see to that/

With Elektra and EMI/We’ll show you where it’s at

 

(Ei!/Se você precisa de uma dose/

Se você quer ‘viajar’/Stickells verá isso/

Com Elektra e EMI/Vamos mostrar-lhes onde está)

 

– Quando Freddie anuncia na segunda estrofe Stickells will see to that (Stickells verá isso), ele se refere a Gerry Uncle Grumpy (tio mal-humorado) Stickells, o gerente de turnê das viagens estadunidenses da banda desde 1975.

– Dave Marsh, da Rolling Stone Magazine, quem tem uma opinião irrevogável sobre cada canção do álbum, escreve:

Quando Mercury canta em ‘Let Me Entertain You’ que vende seu corpo e utiliza todos os meios possíveis para dar emoção ao seu público, não fala de sacrificar-se pela sua arte. Não faz mais que confessar sua indecência, principalmente porque ele é muito grosseiro para se sentir envergonhado.

 

– A introdução contém a assinatura característica do Queen, que lembra o solo de Get Down, Make Love do álbum News Of The World, em que Roger apoia cada tempo com a bateria, junto com o baixo de John. A continuação é mais rítmica, e os riffs de guitarra se fundem com os padrões da bateria.

– No final da música se escuta como Brian, Roger, Freddie e uma voz feminina não identificada pronunciam de maneira desordenada as frases que poderia dizer o público ao sair de um concerto do Queen:

 

Where’s my back stage pass?

(Onde está o meu pass para os bastidores?)

 

That Brian May, he’s outta sight man!

(Esse Brian May é um homem fora de série, cara!)

 

That was a bit of alright, wasn’t it?

(Não estava nada mal, certo?)

A atriz de teatro Gypsy Rose Lee (1911-1970), cuja vida inspirou a comédia musical Gypsy: A Musical Fable.

 

 

Vídeo oficial de Let Me Entertain You

 

Sandra Church canta Let Me Entertain You na comédia musical Gypsy: A Musical Fable

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

Serj Tankian unirá forças com o guitarrista da banda Queen, Brian May, no próximo mês.

Ele é um cantor, compositor, poeta, multi-instrumentista e ativista político armeno-americano, e é o vocalista, tecladista e compositor da banda de metal System of a Down.

Os lendários músicos tocarão juntos no festival Starmus, evento que ocorrerá entre os dias 5 e 10 de setembro em Yerevan, na Armênia.

De acordo com a rádio dos Estados Unidos Z99 FM, Rick Wakeman, ex-tecladista do Yes, também se juntará a Serj e Brian, fazendo parte da lista de músicos confirmados.

Novos nomes devem ser anunciados em breve.

O festival Starmus promove a comunicação científica e a música. Além das apresentações, o evento terá discursos de ganhadores do Prêmio Nobel, astronautas, cientistas e autores.

 

Fonte: https://siteofadown.com/

 

Dica de: Roberto Mercury

 

 

Queen – Os primeiros anos de Reinado – Parte 02/02

Continuando com nossa análise sobre o Queen nos primeiros anos, seguimos aqui dando uma olhada na história ao vivo do Queen nos anos 70 –

1974 –
▪️O ano começa com sua primeira viagem fora da Europa e uma aparição no Sunbury Music Festival na Austrália. Foi uma das piores experiências da Banda, tanto que a sua aparição no dia seguinte foi cancelada.

▪️Em Março, a Banda inicia uma turnê pelo Reino Unido para promover seu novo Álbum Queen II, e então embarca em sua primeira viagem aos EUA. Mais uma vez eles tocam como Banda de apoio ao Mott The Hoople em uma turnê de quatro semanas começando em Abril.

▪️A Banda presta mais atenção ao visual no palco e contrata os serviços de Zandra Rhodes para desenhar alguns de seus figurinos.

▪️A turnê do Queen é interrompida abruptamente quando Brian desmaia de hepatite após o show de Nova York em 11 de Maio, e voam para casa, para Brian se recuperar.

▪️A Banda logo está de volta à estrada e inicia sua segunda turnê como atração principal, com dezenove shows em dezoito locais diferentes em todo o Reino Unido. A Banda Hustler é a Banda de apoio, e o setlist contém grande parte do material do novo álbum Sheer Heart Attack.

▪️Com mais dinheiro para investir em um novo show de palco, a Banda veste novos figurinos para esta turnê e adiciona um equipamento de iluminação completo com efeitos de palco de última geração.

▪️Para encerrar a turnê do Queen do ano, eles embarcam em uma turnê européia composta por dez shows em seis países, realizados em um período de duas semanas e meia.

▪️A turnê teria sido mais longa se não fosse o caminhão que transportava seus equipamentos se envolver em um acidente e não conseguir chegar aos locais restantes programados.

1975 –
▪️No início de Fevereiro, o Queen voa para Nova York para uma turnê americana de 40 shows, a primeira delas como atração principal.

▪️Infelizmente outros shows no final de Fevereiro e Abril serão cancelados quando Freddie desenvolve problemas com sua garganta.

▪️Sua primeira turnê no Japão também começa em Abril, e todos os quatro membros estão visivelmente impressionados ao descobrir mais de 3.000 fãs gritando reunidos para recebê-los no aeroporto.

▪️O fenômeno é batizado de ” Queen Mania ” e ocorrerá novamente em todas as turnês japonesas à seguir.

▪️Após os ensaios no Elstree Studios, e também no local da gravação do vídeo Bohemian Rhapsody, a Banda inicia sua terceira turnê pelo Reino Unido.

▪️Começa no território familiar do Queen com dois shows no Liverpool Empire e termina na véspera de Natal com o renomado show Hammersmith Odeon, que também é televisionado e transmitido ao vivo pela rádio à noite.

▪️Com novos figurinos, equipamento de iluminação e efeitos de palco, o show de palco agora começa com a silhueta iluminada de Freddie atrás de uma tela para as palavras de abertura da seção de ópera do single número um Bohemian Rhapsody, e depois sobe no palco para a parte Rock da música.

▪️O Queen é agora a Banda de topo da Grã-Bretanha, e são tão conhecidos internacionalmente em todo o mundo como em casa, e acima de tudo, um grande espetáculo de concertos ao vivo.

1976 –
▪️Em Janeiro, o Queen voa para Nova York para os ensaios antes de sua terceira turnê americana – e sua segunda como atração principal.

▪️A turnê de trinta e três shows – A Night At The Opera – começa em Connecticut e termina seis semanas depois com quatro shows em Los Angeles e um em San Diego, em 12 de Março.

▪️A mesma turnê chega ao Japão em 22 de Março, quando a Banda começa sua segunda turnê lá, e então continua com sua primeira turnê na Austrália – uma visita de onze dias com oito concertos em cinco locais diferentes para tocar.

▪️A Banda se apresentou lá apenas uma vez antes (no Sunbury Music Festival em Melbourne, dois anos antes), mas essa experiência infeliz os deixa apreensivos com essa viagem de volta. Eles não precisam se preocupar, pois todos os oito shows estão esgotados, e o Álbum e o single alcançaram o número 01 nas paradas.

▪️Depois que as sessões de gravação para um novo Álbum do Queen começaram no verão de 1976, a Banda também começou os ensaios para alguns shows no Reino Unido.

▪️Em Setembro eles fazem dois shows na Escócia, um show ao ar livre no País de Gales e um grande show gratuito no Hyde Park de Londres.

▪️Devido à seca de 1976 e às más condições do parque como resultado disso, o show chega perigosamente perto de ser cancelado. Ele recebe o aval, no entanto, e estima-se que entre 150.000 e 200.000 pessoas estejam presentes em um dos melhores shows do Queen

1977 –
▪️O ano começa com uma turnê pelos EUA de divulgação do Álbum A Day At The Races, com Thin Lizzy como Banda de apoio, na maioria das datas. A turnê é apropriadamente apelidada de Queen Lizzy Tour. Afinal, é o ano do Jubileu de Prata da Rainha Elizabeth II.

▪️O Queen estava tocando em auditórios muito grandes nesta turnê, incluindo multidões de até 20.000 pessoas por noite, como o Los Angeles Forum.

▪️Eles também alcançaram uma de suas maiores ambições, em 05 de Fevereiro, ao tocar no Madison Square Garden de Nova York, para uma multidão de peso.

▪️Uma turnê européia, a primeira em mais de dois anos, está marcada para Maio e Junho, incluindo onze datas no Reino Unido e culminando em duas noites sucessivas no Earls Court Arena de Londres.

▪️Esses shows especiais também são filmados e uma noite está disponível em um bootleg de vídeo há anos.

▪️Em 06 de Outubro, o Queen fez um mini-concerto único no New London Theatre Centre, para os fãs que viajaram para Londres para ajudar como parte da platéia ao vivo para gravar o vídeo promocional do novo single We Are The Champions.

▪️Uma segunda parte da turnê pelos EUA começa em Portland em Novembro, com a Banda agora em turnê com mais de sessenta toneladas de equipamentos, incluindo um equipamento de iluminação Crown especialmente modificado que foi revelado pela primeira vez nos shows em Earls Court em Junho.

A grandeza da Rainha !

Abaixo, um vídeo de um compilado do Queen nos anos 70.

 

▪️Fontes –

– Planet-rogerocks
– Fairy King
– Queen Live Archive

▪️Se você se interessou, e quer ler a 1a parte, ela está aqui ?

Queen – Os Primeiros Anos de Reinado – Parte 01/02 – Por Sheila Pauka

 

IF YOU CAN’T BEAT THEM

(5ª música do 7º álbum)

– Com seu ar de hino hard rock FM, If You Can’t Beat Them apresenta o Queen na década de 1980 um pouco mais cedo para o resto das bandas. A canção, que conta com uma cor mais moderna que os outros temas do álbum, anuncia o espírito que reinará no trabalho seguinte, The Game, com um pop dominante e coberto de reverberação, um tratamento sonoro típico das realizações da década vindoura.

– O tema está composto por John Deacon, sempre disposto a conseguir um êxito para o Queen. Não vem publicado em single e nem passará à posteridade, mesmo que suas raras versões ao vivo, como no Pavillon de Paris nos dias 28 de fevereiro e 1 de março de 1979, demonstrem que funciona bem entre o público.

– A estrutura da canção, com suas estrofes melódicas e seus estribilhos cantados em coro, parece feita sob medida para a MTV, que veria a luz em 1981. Não resta dúvidas de que um tema como If You Can’t Beat Them abriria a porta para êxitos como We’re Not Gonna Take It de Twisted Sister ou Runaway de Bon Jovi.

– Brian May se encarrega de todas as partes da guitarra, o que parece estranho em uma música assinada por John, já que o baixista costumava tocar em suas composições algumas partes de guitarra, sobretudo a acústica.

– Os coros adquirem um lugar preponderante nos estribilhos. No entanto, mesmo que sejam harmonizados ou em uníssono, parecem simples se são comparados com o trabalho realizado em um álbum como A Night At The Opera.

Brian reconheceria em 1991:

Alguns de nossos coros no álbum ‘Jazz’ tiveram muito sucesso, mas perderam o entusiasmo de nossos inícios.

– Embora o título da música pareça um lema pessoal para Freddie (Se você não pode vencê-los), é um mantra muito semelhante ao que o grupo adotaria antes de subir ao palco em cada concerto:

Blind’em and deafen’ em!  (Cegue-os e ensurdeça-os!).

Enquanto Freddie Mercury optou pelo couro, John Deacon escolheu uma roupa mais… acadêmica para esta época!

 

Vídeo oficial de If You Can’t Beat Them

 

If You Can’t Beat Them (Live in Paris ‘79)

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Queen !

Os Primeiros Anos de Reinado

Parte 01/02

Os anos mais incríveis e criativos do Queen vão de 1970 até 1977, com muita qualidade, audácia e criatividade.

Suas músicas setentistas tinham aquela magia, uma inspiração espetacular, uma mistura de sons e melodias libertas …. Eles tinham liberdade para compor ..

Vejamos abaixo –

1970 –

As primeiras aparições da Banda foram em pequenas reuniões de estudantes em Londres. Os ingressos eram distribuídos somente para pessoas que eles confiavam, para após o show, receberem um feedback construtivo, positivo ou negativo. Eles estavam testando a Banda e queriam saber no que melhorar.

Essa talvez seja a característica mais bacana do Queen, que já existia desde então, eles são super profissionais SEMPRE !

A primeira apresentação do grupo foi em 27 de Junho de 70, no City Hall de Truro em Cornwall, no Sudoeste da Inglaterra.

O baixista Mike Grose só sobrevive três shows, e é substituído por Barry Mitchell, que toca com o grupo por mais onze shows

Mike Grose 1970 –

27 Junho – UK, Truro, City Hall ( com Mike Grose )

18 Julho – UK, London, Imperial College ( com Mike Grose )

25 Julho – UK, Truro, PJ’s Club ( com Mike Grose )

 

Barry Mitchell – 1970/1971 –

23 Agosto – UK, London, Imperial College ( com Barry Mitchell )

04 Setembro – UK, London, Swiss Cottage Private School ( com Barry Mitchell )

16 Outubro – UK, London, College of Estate Management Hall ( com Barry Mitchell )

30 Outubro – UK, St Helens, College of Technology ( com Barry Mitchell )

31 Outubro – UK, Liverpool, Cavern Club ( com Barry Mitchell )

14 Novembro – UK, Hertford, Ballspark College ( com Barry Mitchell )

05 Dezembro – UK, Egham, Shoreditch College ( com Barry Mitchell )

18 Dezembro – UK, St Helens, College of Technology ( com Barry Mitchell )

19 Dezembro – UK, St Helens, Congregational Church Hall ( com Barry Mitchell )

09 Janeiro 1971 – UK,Ewell, Technicall College ( com Barry Mitchell )

18 Janeiro 1971 – UK, London, Marquee Club ( com Barry Mitchell )

 

1971 –

Em Fevereiro entra Doug Bogie para o baixo, saindo após somente 02 shows, dando lugar à John Deacon, e essa formação permanece a mesma até 1991.

Eles ensaiaram pesado durante quatro meses para mostrar o novo grupo em Julho. Os shows atraíram em média setenta pessoas. No ticket eles convidavam as pessoas para uma boa diversão com boa música de uma Banda que precisa desesperadamente de opiniões.

No dia 17 eles saem para uma turnê que vai até Agosto, e terminam o ano com mais dois bem aclamados shows em Londres.

 

Doug Bogie – 1971 –

19 Fevereiro – UK, London, Hornsey Town Hall ( com Doug Bogie )

20 Fevereiro – UK, London, Kingston Polytechnic ( com Doug Bogie )

 

1972 –

Os quatro membros da Banda se desenvolveram bem durante 71 e 72, mas ainda continuavam sendo estudantes. A Banda começou a ganhar aos poucos uma boa reputação com o público, mas mesmo assim Brian e John não queriam se prender totalmente.

Para eles, naquele momento, o Queen era só um passa tempo enquanto estudavam, o que reflete o pouco número de shows neste ano.

Eles passaram a maior parte do ano mostrando sua gravação demo, com cinco músicas, para as companhias fonográficas, mas já estavam ficando desiludidos.

Porém, em Março, no show em Forest Hill, eles acabam despertando o interesse de Barry Sheffield, que trabalhava para a gravadora Trident, levando à assinar um contrato com a Banda em Novembro. Eles terminam de gravar seu primeiro Álbum no fim do ano.

1973 –

Em Abril, o Queen toca no legendário The Marquee Club em Londres, com uma grande festa no local organizado pelo gravadora para divulgar a Banda.

Em Julho, sai o primeiro Álbum na Inglaterra, e em Setembro, nos USA.

Em Agosto, eles começam à trabalhar no que se tornaria o Álbum Queen II. Muito do repertório deste Álbum já estava sendo executado pela Banda ao vivo e em ensaios.

Eles viajam para fora da Inglaterra pela primeira vez, com datas na Alemanha, Luxemburgo e França.

Em Novembro eles embarcam para sua primeira turnê de porte pelo Reino Unido, abrindo para o então super loucos e badalados Mott The Hoople.

 

A gravadora apresentando a banda

Freddie Mercury, vocal principal, teclados ocasionais. Compositor e letrista. Nascido em 5 de setembro de 1946, em Zanzibar, educado na Índia. No início da vida tornou-se campeão de tênis de mesa e especialista em hóquei. Ele estudou na Ealing School of Art e tornou-se designer gráfico e ilustrador. Ele teve aulas de piano na 4ª série e cantou com seu primeiro grupo aos 14 anos. Em 1970 ele formou o Queen com Roger e Brian. Ele lista suas influências como Jimi Hendrix e Liza Minelli, sua ambição de se tornar uma lenda e aparecer em um show de Liza Minelli.

Freddie Mercury pode ser a única pessoa no rock de Zanzibar. Brian May o único astrônomo e Roger Meddows Taylor o único estudante de odontologia. Eles são, respectivamente, o vocalista, guitarrista e baterista do Queen e membros fundadores da agora banda de quatro homens da Grã-Bretanha.

Queen estava no glitterrock muito antes da onda chegar. Freddie estava estudando arte na faculdade em 1968 quando conheceu Brian e Roger que estavam com uma banda chamada Smile (eles lançaram um single nos EUA). Brian convidou Freddie para se juntar à sua nova banda, Queen, depois que o Smile se separou. O baixista John Deacon, o quarto Queen, juntou-se em 1971.

Brian e Freddie são os compositores do grupo. Costumam escrever individualmente com ajuda mútua e ocasionalmente colaboram. A primeira chance do grupo veio quando os produtores John Anthony e Roy Baker os convidaram para fazer algumas demos. Depois de levar as fitas para várias gravadoras de Londres, eles acabaram assinando um contrato com a EMI.

Seu primeiro álbum pela Elektra, Queen, também produzido por Anthony e Baker, é extraído de material de três anos. “Desde o início, o grupo manteve seu conceito original”, disse Brian. “Este álbum é uma maneira de tirar todas as nossas frustrações do nosso sistema que se acumularam ao longo dos anos.” 

 

Brian May, guitarra, vocais. Compositor e letrista. Ele tem 23 anos. Câncer, nascido no país. Ele tem um B.Sc. em Física e lecionou em uma escola abrangente. Ele também foi astrônomo por quatro anos. Ele construiu seu violão com madeira de uma lareira de 100 anos e conheceu Roger em um grupo chamado Smile em 1968. Um fã devoto de Jimi Hendrix e adora os Beatles. Ele lista suas influências como Clapton, Beck, Davy O’List (do The Nice), Smile. Sua ambição é ser um pinguim?

Roger Meddows Taylor, bateria, vocais. Compositor e letrista. Ele tem 23 anos, leonino, nascido em Norfolk. Ele estudou na Dental College em Londres e odiou. Roger toca bateria e guitarra desde os 12 anos; ele formou um grupo chamado Smile com Brian. Enquanto trabalhava em uma loja de cavalheiros, ele conheceu Freddie Mercury e a Rainha foi formada. Ele lista suas influências como Yardbirds, Who, Dylan, Hendrix, Lennon, ele mesmo e lista sua ambição como “Ser Super Novo”.

 

John Deacon, baixo. Nascido em 19 de agosto de 1951, em Leicester. John Deacon começou tocando guitarra base aos 12 anos, mas mudou para baixo quando tinha 14. Ele tocou com alguns grupos enquanto estava na Beauchamp Grammar School. Mais tarde, ele recebeu um primeiro diploma de honra em eletrônica do Chelsea College. Em fevereiro de 1971, ele se tornou o último Ás do Queen. Lista influências como Yes, The World e 60 Cycles. Seus gostos são coletes de borracha brilhantes, galochas apertadas, corda, elástico, barbante encerado, capas de chuva, linóleo e chapéus-coco e o estranho copo de Claret.

Elektra

ELEKTRA RECORDS Mg por Erker/Autum Norma AD

 

Começa a magia !

Continua …

Fonte – Planet-rogerocks

 

 

 

Em 8 de agosto de 2022, a editora latino-americana Partwork Planeta lançou, em associação com a Queen Productions Ltd. e a Universal Music Group, Queen The Vinyl Collection. Com 25 álbuns, estará disponível para compra em combinação com o jornal El Mercurio.

Edição por edição, Queen The Vinyl Collection, composta por álbuns únicos, duplos e triplos, constrói-se em uma biblioteca de carreira da discografia histórica do álbum do Queen. Com obras de arte supervisionadas e projetadas pelo diretor de arte do Queen, Richard Gray, cada álbum é apresentado em mangas de alta qualidade reprisando e, em alguns casos, refrescando a obra original. Os LPs especialmente pressionados aparecem em vinil preto de 180g, com todos os títulos dominados e cortados no mundialmente renomado Abbey Road Studios em Londres para alcançar a melhor qualidade de som possível.

Queen The Vinyl Collection abrange a carreira da banda desde seu primeiro álbum, ‘Queen’, em 1973, até ‘Made In Heaven’, lançado em 1995, que compreende as últimas gravações de estúdio de Freddie e material adicional das sessões anteriores de estúdio da banda. Além dos 15 álbuns de estúdio do Queen, o Queen The Vinyl Collection apresenta todos os três títulos clássicos de Greatest Hits (incluindo o atualmente indisponível ‘Greatest Hits III’), e ‘On Air’, uma coleção de gravações da BBC Radio da banda. A coleção é completada com seis álbuns ao vivo, entre eles o longa live killers e live at Wembley Stadium, em LP triplo.

Cada álbum é acompanhado por uma revista ilustrada de 8 páginas contendo as histórias por trás das renomadas gravações do grupo. Com notas do arquivista e escritor do Queen Greg Brooks (em consulta com o publicitário do Queen Phil Symes e o fã especialista de longa data Jim Jenkins) traduzidas para o espanhol, cada edição revela detalhes fascinantes sobre a criação do álbum, incluindo as sessões de gravação pungentes para os dois últimos álbuns com Freddie, e as principais faixas, e apresenta citações e insights de todos os quatro membros da banda, bem como fotos raras, mangas de registro e arte de pôster.

Queen The Vinyl Collection é uma série de 25 partes disponível no Chile. Cópias de álbuns únicos serão vendidas por US$ 19.990 (Pesos Chilenos); álbuns duplos a $24.990; e álbuns triplos a $29.990. Mais informações para consumidores locais estão disponíveis online aqui.

 

QUEEN THE VINYL COLLECTION

1. A Kind Of Magic

2. A Night At The Opera

3. Queen

4. Innuendo (2LP)

5. Queen II

6. Made In Heaven (2LP)

7. The Miracle

8. Greatest Hits (2LP)

9. Sheer Heart Attack

10. Live Killers (2LP)

11. Greatest Hits II (2LP)

12. A Day At The Races

13. Live At The Rainbow ’74 (2LP)

14. The Works

15. Queen On Fire: Live At The Bowl (3LP)

16. News Of The World

17. Greatest Hits III (2LP)

18. The Game

19. Live At Wembley Stadium (3LP)

20. Hot Space

21. Queen Rock Montreal (3LP)

22. Flash Gordon

23. A Night At The Odeon (2LP)

24. Jazz

25. On Air (3LP)

 

Fonte: Queenonline.com

BICYCLE RACE

(4ª música do 7º álbum)

 

– Em 19 de julho de 1978, quando a banda ainda ensaia as canções que fariam parte do sétimo álbum, o Tour de France, algumas de cujas etapas tradicionalmente saem do território francês, passa por Montreux.

– Trata-se da 18ª etapa, que levaria os ciclistas de Morzine a Lausanne, na Suíça.

– A meio caminho dessa jornada, durante a qual os atletas percorreriam 137 quilômetros, as estrelas do ciclismo contornam o lago Leman e depois atravessam a cidade de Montreux, sob o olhar atônito de Freddie Mercury.

– O cantor sente repentinamente uma paixão por esse acontecimento esportivo e sucumbe aos encantos dos corredores de pernas fibrosas e excelente musculatura. Decide então compor Bicycle Race, e sugere a Brian May que proponha sua própria versão do acontecimento, o que ele faria ao compor Fat Bottomed Girls.

– Ambas as canções aparecem no mesmo 45 rpm, com duplo lado A, como a banda já havia feito previamente com Killer Queen / Flick Of The Wrist em 1974 e We Are The Champions/ We Will Rock You em 1977.

– O objetivo dessa manobra é dar as mesmas oportunidades a ambos os temas para alcançar êxito, Bicycle Race seria o primeiro single oficial de Jazz.

– Consegue posicionar-se no 11º lugar das listas britânicas uma vez publicado, com o apoio de uma sessão fotográfica e um clip inesquecível.

– O clip teve um aroma de escândalo!

Lembro da enorme decepção da banda – afirma divertido o produtor do álbum, Roy Thomas Baker -, porém nenhum de nós pôde estar presente, porque estávamos exilados!.

– Em 17 de setembro de 1978, sessenta e cinco mulheres, modelos de profissão, são contratadas para dar voltas de bicicleta no circuito de Wimbledon Greyhound Stadium de Londres.

– O detalhe, que não escapa aos numerosos jornais e revistas presentes nesse dia, é que todas elas estavam totalmente nuas sobre suas bicicletas.

– Quando os produtores devolveram as bicicletas, no dia seguinte à filmagem do clip Bicycle Race, a loja Halford’s Cycles ficou sabendo do uso tão original que haviam dado às suas bicicletas e exigiu a substituição dos sessenta e cinco acentos.

– Como um gesto de zombaria para a Elektra, que havia retirado os cartazes com as ciclistas nuas dos álbuns, Freddie Mercury, durante o concerto no Madison Square Garden em Nova York em 17 de novembro de 1978, executa Bicycle Race cercado por várias garotas em bicicletas, vestidas apenas com uma tanga.

Quatro modelos que participaram da filmagem de Bicycle Race.

 

Vídeo oficial de Bicycle Race

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc

Tradução: Helenita dos Santos Melo

Knebworth Park

9 de agosto de 1986, 120 mil pessoas ouviram Freddie Mercury falar pela última vez.

Boa noite e bons sonhos.

Esses fãs testemunharam o que ficou marcado como o último show de Freddie Mercury à frente do Queen. Era o show de Knebworth Park.


O ano de 1986 deveria ser um ano em que o Queen não iria para a estrada, mas o show do Live Aid mudou tudo.
Além da banda ter ficado animada para tocar ao vivo, outro fator que pesou foi o fato de que os ingressos para os seus shows se esgotavam rapidamente.

Foi neste ano que foi lançado o álbum A Kind of Magic e o consequente lançamento da turnê Magic Tour, que percorreu toda a Europa e teve o seu final no dia 9 de agosto de 1986 no Knebworth Park, na Inglaterra.

Mais uma vez, os Estados Unidos ficaram de fora da turnê porque as vendas não encorajaram a banda a ir. Japão e Austrália também não foram contemplados com shows e havia rumores de que em 1987 a banda sairia em turnê mundial (ledo engano….).


A banda reestruturou o set list e adicionou quatro músicas do novo álbum ( A Kind Of Magic): One Vision, A Kind Of Magic, Who Wants To Live Forever e Friends Will Be Friends.

É surpreendente a inclusão de In The Lap Of The Gods… Revisited tocada pela última vez em 1977)  e de um medley acuústico de rock com (You’re So Square) Baby I Don’t Care, Hello Mary Lou (Goodbye Heart), and e Tutti Frutti.

Os ensaios começaram em maio de 1986 nos estúdios JVC.

O tamanho do palco impressionava: quase 20 metros de comprimento, com duas asas de 12 metros, dando a Freddie muito espaço para correr.

Em uma entrevista durante os ensaios, Roger comentou:

Vamos tocar no maior palco já construído em Wembley, com o maior show de luzes já visto. Acho que provavelmente somos a melhor banda ao vivo do mundo no momento, e vamos provar isso. Ninguém que venha nos ver ficará desapontado. Será maior que a própria grandeza. Isso fará com que Ben-Hur se pareça com os Muppets.

Status Quo, Big Country, Marillion e Belouis Some foram as bandas de apoio para esse show de Knebworth. O público pode ver a banda chegando de helicóptero no local.


Já havia evidências de que, para Freddie, aquela seria a última turnê. Brian explica:


Acho que foi em algum lugar na Espanha, houve uma pequena discussão que estourou, e John ficou bastante duvidoso sobre alguma coisa, e Freddie se virou e disse: ‘Bem, eu não vou fazer isso para sempre, esta é provavelmente a última vez’, e isso foi um pouco chocante. Eu não sabia se isso tinha sido uma resposta instantânea ou se havia algo mais em sua mente… acho que ele realmente sabia com o que ia lidar.

Link do show:

 

Fontes: queenconcerts

Queen: Complete Works – George Purvis

A influência do Queen nos artistas contemporâneos

– Por Steve Baltin para a Forbes –

®️ Uma forte medida da grandeza e do legado de um artista é a frequência com que são citados por outros artistas como favorito ou influência.

. Quem são os artistas que são mais mencionados ?
▪️Lá em cima, perto do topo, talvez perdendo apenas para os Beatles, é e foi o Queen.

▪️É fácil ver porque o Queen conseguiu influenciar uma gama incrivelmente ampla de músicos – eles são uma das Bandas mais versáteis que o Rock já teve.

▪️Nas inúmeras entrevistas que fiz ao longo dos anos, eles foram citados por inúmeras superestrelas. O mais impressionante é a diversidade de artistas que eles influenciaram.

➖️ KATE PERRY

As primeiras músicas que ouvi foram Killer Queen e Don’t Stop Me Now. Todas as analogias que estão em Don’t Stop Me Now são incríveis.

Em 2014 a cantora lançou um perfume com o mesmo nome Killer Queen, com o slogan  Possua Seu Trono.

➖️ ROB ZOMBIE, da extinta Banda White Zombie –

As primeiras músicas de verdade que eu amei quando criança, e eu comecei muito jovem na música – ouvia coisas ainda no jardim de infância – eram Alice Cooper, Elton John, Kiss e Queen. Você escuta Bohemian Rhapsody e pensa – aqui está, uma dessas músicas. 

➖️ Dom Howard, baterista da Banda inglesa Muse, ao se declarar o maior fã do Queen

Eu sempre amei o Queen. Eu amo como a diversidade musical deles se espalhou por todo o lugar.

➖️ Brann Dailor, baterista e vocalista da Banda americana Mastodon, colocou o Queen no topo de sua lista

We Are The Champions e We Will Rock You, o combo Queen, bem como Bohemian Rhapsody são hinos totais do Rock. 

➖️ Brendon Urie, vocalista de Panic! At The Disco, foi fortemente influenciado pelo Queen.

Eu fiz bateria e vocais de fundo onde eu estava interpretando personagens diferentes. Estava fazendo coisas operísticas como o Queen para músicas como Victorious e Emperor’s New Clothes.

➖️ Tom Chaplin, vocalista da Banda de Rock Keane

O que provavelmente teve o maior impacto sobre mim, certamente foi o Queen. Os maiores Álbuns dos Beatles foram Vermelho e Azul, mas o Queen ” I ” e II, a primeira e a segunda metade da produção do Queen, foi muito influente para mim quando criança. Eu basicamente, por muitos e muitos anos, só queria ser Freddie Mercury, provavelmente ainda o faço em muitos aspectos. 

➖️ Brandi Carlile, cantora e compositora norte-americana

Freddie deu o seu máximo o tempo todo e ele deixou isso no palco. Tenho a sensação de que mesmo que ninguém nunca tivesse ido ver o Queen, se houvesse apenas 25 pessoas na platéia, ele ainda estaria lá sem camisa, com um microfone gritando no topo dos pulmões. Ele foi o melhor frontman que já existiu.

➖️ Karen O, vocalista e líder da Banda de Art Rock e Indie Rock Yeah Yeah Yeahs

Freddie Mercury é realmente uma grande estrela do Rock na minha cabeça. Eu sempre achei que ele era tão forte e um artista maravilhoso, realmente uma contradição de várias maneiras também. Então ele foi incrível.

➖️ Ben Harper, DJ e músico norte-americano

Não se engane, Freddie Mercury poderia estar cantando ópera com Pavarotti !

➖️ Shelby Lynne, cantora norte-americana –

Freddie foi o melhor artista. Eu ainda estou presa no Queen. Você os ouviu em vinil ultimamente? Eu sim.

➖️ James Bay, cantor, guitarrista e compositor britânico –

Tudo o que você precisa observar são os vinte minutos que ele fez no Live Aid. Você só diz … uau … Você fica tão extasiado que poderia levar duas horas, e são apenas 20 minutos matadores.

▪️Mas de todos os depoimentos de Freddie Mercury que tive de artistas que compartilharam comigo, um se destaca mais do que qualquer outro.

▪️O falecido George Michael é um dos maiores artistas pop masculinos de todos os tempos, sem dúvida um ícone por si só. Quando falei com ele, ele creditou à Freddie por ajudá-lo a encontrar sua motivação como artista.

Absolutamente meus mentores musicais seriam Stevie Wonder, Queen, Elton e talvez Pink Floyd. Esses eram os discos e foi nessa época que, na década de 70, todo o processo de mentoria aconteceu apenas quando eu estava sentado e estudando os arranjos com meus fones de ouvido.

E ver pessoas como Freddie Mercury, era perceber que isso era algo que você queria visar em termos de presença física no palco. 

▪️Eu tive a sorte de falar com o baterista do Queen, Roger Taylor, em Setembro de 2011 e discutimos o apelo duradouro da música da Banda, que ele absolutamente creditou na época à diversidade.

Uma das coisas que contribuiu para isso é que fizemos muitos tipos diferentes de registros. Não era como uma série de discos lançados no mesmo estilo. Havia muita variedade e qualidade lá. Havia qualidade na construção, no conteúdo melódico, na peça e no canto.

Fomos do Hard Rock ao quase Rockabilly, passando de um pouco Funky para grandiosidade, cobrimos muitos terrenos e talvez essa seja uma das razões, juntamente com o fato de eu achar que era música popular básica de qualidade. 

▪️E grande parte da magia da lenda do Queen é o status lendário de Freddie Mercury como um dos principais líderes da história do Rock.

▪️Certamente, mesmo antes de Bohemian Rhapsody, a lenda de Mercury havia crescido muito.

▪️E o sucesso da turnê do Queen + Adam Lambert mantém a música por aí.

▪️Mas quando se trata disso, o Queen permanece vibrante e popular nos últimos 50 anos, pela mesma razão que toda música faz – as canções.

Steve Baltin para Forbes em 2019.

JEALOUSY
(3ª música do 7º álbum)

 – A letra de Jealousy é explícita, porém não se conhecem as circunstâncias que impulsionaram Freddie Mercury a escrever esta doce balada jazzística.

– Dirigida ao que considera um defeito desagradável, confessa até que ponto seus ciúmes unicamente o conduziram à solidão e à preocupação:

Oh jealousy look at me now/Jealousy you got me somehow/
You gave me no warning/Took me by surprise

(Oh, ciúme, olhe para mim agora/Ciúme, você me pegou de alguma forma/
Você não me avisou/Me pegou de surpresa).

– Na banda imperava a lei do silêncio, segundo a qual não era necessário que ninguém explicasse suas letras:

Você poderia pensar que comentávamos a letra entre nós – diria Brian -, porém nunca o fizemos. Não explicar as letras aos demais era como uma lei tácita entre nós.

– Foi justamente essa maneira de pensar que ele detalharia alguns anos depois nas páginas de Total Guitar:

Na verdade, sempre pensei que explicar demais as canções era uma má ideia. Lembro de sentir-me decepcionado ao escutar o que Paul Simon dizia com respeito às suas letras – isso destruiu minha imaginação.

– Que assim seja. Ninguém saberá a que romance Freddie Mercury estava se referindo quando escreveu a bela Jealousy.

– Acompanhado por seu piano, a bateria de Roger e o baixo Fender Precision Fretless (sem trastes, para que seu som se assemelhasse a um contrabaixo acústico) de John, Freddie desenvolve sua canção em três minutos, sem deixar a Brian mais que um espaço restringido para sua guitarra acústica posterior ao estribilho.

– Desaparecida devido a um erro de mixagem em 1978, a faixa de bateria contendo o bumbo é a que está praticamente ausente da versão original de Jealousy.  Ela voltou ao tema durante a reedição em sua versão remasterizada em 2011.

? Single “Jealousy / Fun it lançado pela EMI no Brasil em 1979.

 

Vídeo oficial de Jealousy

 

Fonte: Queen – La Historia Detrás de Sus 188 Canciones, de Benoît Clerc)

Tradução: Helenita dos Santos Melo